12 de outubro de 2015

O acrobata pede desculpas e cai


Definitivamente Fausto Wolff não está entre meus autores preferidos. Este romance, por acaso, li. E não gostei.

Mas uma coisa não posso negar, ele era bom de títulos para suas obras. Em geral sugestivos tais como: O campo de batalha sou eu; O lobo atrás do espelho; À mão esquerda; O dia em que comeram o ministro;  Matem o cantor e chamem o garçom.

Se não ficou óbvio porque escolhi este título para este momento do blog, então paciência, não fará diferença mesmo.

Se for preciso explicar então não será entendido mesmo, diria Armstrong.

Um amigo, cabeça brilhante, ágil, cheia de saber e sabedoria, dizia sobre pareceres, laudos e afins cujas conclusões exigiam laudas: se não couber numa folha de papel, é besteira.

Parafraseando, pretensiosamente, diria que se a frase título não deixa claro meu propósito, ou pelo menos não induz a uma conclusão, desculpe mas despenquei.
  

LIVRARIA CULTURA
SINOPSE
Fausto Wolff se utiliza de sarcasmo, amargor e angústia em 'O acrobata pede desculpas e cai'. O romance tem como personagem central um anônimo e 24 horas de sua vida. Embora seja livre, a vida faz dele um 'acrobata', obrigando-o a equilibrar-se na 'corda bamba da existência'. Porém, em desespero, ele acaba fracassando. Os confrontos são inevitáveis. O 'acrobata' não é senhor do seu destino. O 'acrobata' em questão não aceita, não se submete às obrigações nem aos deveres sociais, e tenta romper o cerco. O anônimo do livro de Wolff quer viver, amar, ser livre, quer dinheiro para cuidar da mulher e do filho, mas quer uma vida a seu jeito, sem traição, sem delação, sem sacanagem.




5 comentários:

Jorge Carrano disse...

Algumas pessoas talvez se lembram dele no Caderno B, do falecido Jornal do Brasil, onde foi parar pelas mãos do Ziraldo, então editor daquele caderno cultuado.

Outros talvez lembrem dos tempos em que foi editor d'O Pasquim.

Fausto Wolff era pseudônimo de Faustin von Wolffenbüttel, gaúcho, jornalista e professor de literatura.

Paulo Bouhid disse...

Bom dia, Jorge. Se vc está esperando desculpas antes da queda, melhor ficar sentado.

Jorge Carrano disse...

STABUUMMM

Carlos Frederico disse...

Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.
(FBH)
<:o)

Riva disse...

Esse cenário político arrasador está me afetando mesmo. Costumo dizer que tenho 5 indicadores que mensuram meu astral, pessoalmente, a saber :

1) Tocar meu violão
2) Devorar meus livros
3) Ouvir música
4) Jogar futebol e/ou tênis
5) Viajar com uma certa periodicidade

Pois bem, os ítens 2,3 e 4 estão zerados !!

Hoje mesmo, no carro retornando de dias maravilhosos em Friburgo, comentei com minha esposa que abandonei os livros, um vício que carregava há mais de 30 anos.

Tenho sempre levado livros para Friburgo, tenho-os nas cabeceiras das minhas camas, na mochila pra ler no catamarã, e .... nada. Nem uma página ....

E tenho perdido horas e horas da minha vida na web, vendo notícias e hablando no Twitter e Facebook.

Tenho que reverter esse quadro, já !!