31 de dezembro de 2015

RÉVEILLON

Como é sabido não frequento redes sociais. Mas minha irmã, sim.

Ela me enviou as charges (ou cartoons ?) e os vídeos  a seguir, relativos à virada da ano.




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Natal com bacalhau, torta de nozes e quiz

Para esquentar a reunião e enquanto era apurado o sabor do bacalhau, a esta altura já no fogo, montamos dois times entre os presentes e passamos a disputa do troféu “Cultura Inútil “, versão 2015.


A taça já fora adquirida e mandado gravar o nome dado ao troféu: Cultura Inútil.

O dono da loja, surpreso com o nome que atribuí e mandei gravar, na hora de me entregar, no dia seguinte, entrando no espírito da brincadeira me perguntou: qual o nome das irmãs de Pedro II.

Achei graça e disse que aproveitaria a pergunta no próximo game, em 2016. Ele, entretanto, retrucou: não sei se Pedro II teve irmãs.

Bem, como estava em dúvida de quantas foram as irmãs de Pedro II, filhas de Pedro I, e seus respectivos nomes, resolvi passar a bola e perguntei para ele os afluentes do Amazonas na margem esquerda. Ele riu e perguntou: isso é cultura inútil?

Voltando ao nosso quiz, as perguntas versavam sobre artes (literatura, cinema, teatro), esportes, história, geografia, mitologia e atualidades.

Eram 25 perguntas para cada time e as perguntas, respondidas ou não, morriam. Ou seja, não eram repassadas para a outra equipe.

Pela regra definida era possível pular (descartar) duas perguntas, que eram então substituídas por outras já constantes do banco de perguntas.

O tempo máximo para resposta era de 1 minuto, controlado no smartphone. O Renato, amigo de meus filhos, culto e inteligente, fez o papel de universitário, ou seja, em duas oportunidades os times poderiam recorrer a ele para responder. Só que neste caso a pergunta valeria apenas um ponto e não dois como regra geral. Ele foi acionado uma vez e acertou a resposta: qual o atual vice-presidente dos USA?

Alguns exemplos de perguntas, no quesito atualidades:
O que vem a ser delação premiada;
O que é acordo de leniência;
Quem, se apresentando em Paris, antes do início do show, proferiu a seguinte frase: “se você ama a liberdade sua cidade é Paris”?

No respeitante as artes, por exemplo:
Que escritor, dramaturgo, conseguiu ganhar o Oscar e o Nobel?
Quem é o autor de “Cyrano de Bergerac”?
De que peça de Shakespeare são os personagens: Duque Orsino, Viola, Sebastian e Malvolio?

Nos esportes as perguntas giraram em torno do ranking da ATP, masculino e feminino, campeonato brasileiro, etc.

E assim foram feitas as 50 perguntas (25 para cada time) com um ótimo nível de acerto.

A equipe vencedora estava composta por Lenir (sogra do Ricardo), pela Erika (filha da Lenir) e pelo Ricardo (genro da Lenir, casado com Erika).



Coube a Wanda entregar a taça aos vitoriosos, que comemoraram ruidosamente.


Em seguida, com o bacalhau já prontinho, foi só servir. A noite encerrou com a entrega dos presentes dos amigos ocultos. Eu me dei muito bem, pois ganhei uma garrafa do “Marques de Casa Concha” da safra de 2012, elaborado com a casta Syrah.

Torta de nozes feita em casa, mais barata e mais gostosa
Que mais poderíamos exigir ? Saúde, diversão, comida na mesa, vinho (e refrigerantes) nas taças, tortas (a Erika também preparou uma sobremesa gourmet). E presentes.

Cheesecake de tiramisù, by Erika

A virada do ano será na casa da Erika e do Ricardo. Sem game. Somente (e não é pouco) boa ceia com um espumante honesto.

FELIZ e PRÓSPERO ANO NOVO, com saúde e paz para todos nós. 

30 de dezembro de 2015

Smartphone ou câmera?




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






O dia de Natal de 2015 foi agraciado com uma lua cheia. A mídia não especializada já tratou de arranjar algum modo de fazer manchete e apregoou a “primeira lua cheia num dia de Natal desde 1977”. Até parece que isso a faz diferente das demais...

OK, mas ensejou a observação do nascer da Lua em várias pessoas, que normalmente nem olham pra cima. Eu me ligo nessas coisas, mas como ia visitar um amigo que faz aniversário justo no dia 25, mesmo ele tendo varanda no apartamento, achei que não precisava me importar com o fato. Dependendo de onde a Lua nasce - sim, a cada vez num lugar - podia ser que nem a víssemos.

Engano meu, logo me arrependi de não ter trazido minha Sony HX300. Assim que o primeiro pedacinho apareceu por trás de um morro, todos perceberam. “- Oh! Que linda!” eram as exclamações.

Num instante, vários dos presentes se interessaram em fotografá-la com seus smartphones, e eu já fui avisando que não ia resultar nada de interessante, apenas um clarão arredondado tendo como contorno alguns prédios.

Mesmo assim tentaram. Para não parecer diferente, também apontei meu “poderoso” Galaxy A5 e sabia que daquele mato não sairia coelho algum. Tentei algumas alterações de configuração, puxei seu zoom digital ao máximo (4 vezes apenas), mas como esperava não deu em nada. Ou melhor, deu nisso:

Tentativa de foto da lua cheia com smartphone

Pode ser que nem com câmeras compactas automáticas você consiga. O recurso que permite a fotografia da Lua Cheia (ou em outras fases) é o “manual”. Não só isso: há necessidade de que a máquina permita a escolha dos valores adequados de velocidade e abertura para tal foto - além do zoom adequado.

Talvez, já que tenho pouca experiência no assunto, os modelos Lumia (ex-Nokia, agora Microsoft) tenham controles suficientes para chegar ao ponto em que a foto sai decente. Penso que com ele possamos aumentar a velocidade de exposição a um ponto onde consigamos uma exposição razoável. Mas nãos sei se o zoom óptico/digital deles chegam lá...

O que sei é que com a maioria absoluta de smartphones do mercado, mesmo os mais bodosos (super incrementados em funções fotográficas amadoras), uma boa foto da lua seria impossível de obter.

Como contra-exemplo, mostro abaixo a foto da tal super lua que protagonizou o recente eclipse total visível em várias localidades, menos de minha janela... A foto foi batida cerca de 1 hora antes do início do eclipse, quando as nuvens deram um “refresco” e me deixaram vê-la por inteiro.

Superlua em 27.09.2015

Portanto, está novamente aceso o debate acirrado entre smartphones e câmeras fotográficas (compactas ou não) com recursos profissionais.


Créditos:
Fotos do acervo do autor 

29 de dezembro de 2015

Homenagem ao Freddy


Freddy é marido da Wilma, e fã da Dilma. Estou falando do Flintstone. Ele gostaria de ver Dilma governando Bedrock. Pois para ele o que importa é ter boliche para jogar com o Barney.

Não  enxergaria que Dilma iria implantar uma política econômica usando um manteiga (ou nome parecido), como ministro, que provocaria, em Bedrock,  elevadíssimas taxas de desemprego, com fachamento de vários estabelecimentos comerciais, levando à paralisação da indústria de bens de capital (será que ele sabe o que é isso).

Dilma acabaria por infringir a lei (infringir lei é crime) de responsabilidade fiscal, pegando dinheiro emprestado no BNDES e no BB (estabelecimentos congêneres em Bedrock) para pagar benefícios sociais que criou sem ter as respectivas fontes de custeio.

Bem, Freddy deve apreciar Dilma por seu passado de guerrilheira, um passado respeitável, como integrante de movimentos que pregavam a luta armada, assaltaram bancos, sequestraram pessoas e mataram.

Se há um crime hediondo, este é o sequestro. Colocar a pessoa em cárcere privado, com tortura e ameaças, é um delito que vai além da pessoa do sequestrado (por vezes pessoas que nada têm a ver com a história) pois atinge toda a família. 

Imaginem uma mãe, esposa e filhos de um sequestrado, temendo pelas consequências do ato criminoso. Pensem um minuto. Principalmente os que criticam as torturas (imperdoáveis) perpetradas pelos militares. Sequestro pode, mas tortura não?

Aliás sobre  este tema o que me pergunto e ainda não consegui resposta aceitável, é porque algumas pessoas criticam as torturas e não dizem uma só palavra a respeito dos paredões dos irmãos Castro. Execuções sumárias sem direito a defesa. Talvez pessoas esclarecidas, cultas, educadas, como Chico Buarque saibam responder. Talvez, quem sabe, algum amigo do Freddy (falo do Flintstone, claro),  algum engenheiro...

Para os admiradores de Dilma, como Freddy (Flintstone), relembro alguns de seus momentos de glória.





Se querem mais acessem:
 https://www.google.com.br/search?q=dilma+terrorista&newwindow=1&espv=2&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwj5-ob9soHKAhUMDpAKHeUZA_QQ7AkIKw&biw=1242&bih=566

Nota do editor:
Esta foto a seguir, segundo informação recebida após  a publicação do post, não registra os personagens citados na legenda. Na dúvida, ela foi retirada do corpo da postagem e colocada nestas notas para que os comentários já moderados façam sentido.
Em substituição colocamos uma mais consentânea com seu passado de guerrilheira.


28 de dezembro de 2015

Os execráveis

Nenhum mistério ou suspense.  Vou logo dando os nomes porque não causariam nenhuma surpresa: LULA e DILMA.

Lula, um ignorante lato sensu, apedeuta  juramentado, causa-me náuseas com seu tom de voz sempre rancoroso, recalcado, que ademais pensa ser o senhor  das verdades eternas.

Domaine de La Romanée-Conti

Um farsante. Mudou o tom de sua fala, assumindo publicamente que se transformara no “lulinha paz e amor”, personagem criado pelo Duda Mendonça. Duda é o mesmo que apresentou o Romanné-Conti ao então recém-eleito presidente.


Não precisava tanto. Bastaria  uma 51, não a caneta Parker, que não teria utilidade para alguém não amante das letras, mas a caninha mesmo.



Já me decepcionara quando ainda sindicalista. Preso, ameaçou e anunciou haver iniciado uma grave de fome. Charlatanice. Farsa pura, comportamento que embasa toda sua atuação política.

Despreparado, sem traquejo social, sem saber o que fazer com as mãos, fez-me morrer de vergonha em sua primeira visita aos USA depois de eleito.

Na hora do encontro oficial, na Casa Branca, adentrando ao salão onde se encontravam as duas cadeiras destinadas  a ele e a Bush, o presidente americano ia sentando e esticou a mão direita, aberta, fazendo  o gesto protocolar de indicar a outra cadeira para Lula. Este, coitado, atônito, distraído e sem verniz, estendeu também sua mão e pegou a de Bush como se o cumprimentasse.

Surpreendido e já quase sentado, Bush disfarçou e simulou um aperto de mão. O que deveria ocorrer ao final.

Bem, mais tarde, em outras viagens internacionais e mesmo em aparições públicas  no país, arranjou uma ocupação para as mãos: ajeitar as lapelas dos bolsos laterais do paletó. Repetiu ad nauseam este gesto. Mais tarde, mesmo sem utilizar os óculos, mantinha um, abrindo e fechando as hastes , para dar utilidade as mãos porque não saberia o que fazer com elas.

Dilma, coitada, para quem criaram a imagem de sargentão do governo Lula, não tem semancol. Pouca cultura, pouca informação útil, não cabe no papel de governanta. Fica pela metade: anta. Há um enorme repositório de bobagens, sandices  e impropriedades por ela proferidas.

Eu a execro pela incapacidade de perceber que faz mal ao país. Alguém realmente preocupado com os destinos da nação, com sensibilidade e dignidade, renunciaria.

A política econômica implantada, que objetivava assegurar a reeleição, represando preços de bens e serviços públicos, distribuindo bolsas indiscriminadamente, mantendo um indecente número de ministérios para agradar a base aliada e, em especial, a corrupção que nos governos do PT tomou proporções gigantescas, deixaram o país na situação presente: economia estagnada, desemprego em níveis absurdos, queda na arrecadação de impostos, desconfiança absoluta dos agentes econômicos.

Dilma paralisou o país e este fato, por si só, justifica seu impeachment.

A situação da área de saúde, em todo o país e no Estado do Rio em especial, é tão absurda, tão injustificável, tão irresponsável  que se eu soubesse fazer mandinga colocaria na boca do sapo os nomes Dilma, Pezão e Felipe Peixoto.

Este governador e este secretário de saúde entram, com todo mérito, na minha lista de execráveis.



Uma praga, porém, vou lançar: quem votar em Felipe Peixoto para prefeito de Niterói, vai contrair, a um só tempo: dengue, chikungunya e zica.

26 de dezembro de 2015

Sapo em água morna




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






Outro dia, durante uma daquelas visitas que pais fazem periodicamente, estávamos debatendo com minha filha mais nova possíveis razões para que uma amiga dela estivesse com índices altos de somatização. Ninguém negava que a moça estava a sofrer e que tivesse realmente o rol de doenças que, somadas, estavam reduzindo sua qualidade de vida a níveis quase intoleráveis.

O assunto da psicoterapia acabou por vir à baila, porque foi consenso na mesa que a raiz de muitas somatizações está no fato da pessoa negar seu inconsciente, que está quase gritando para ser tratado. Sim, muitas pessoas, mais do que eu gostaria, acham que o tratamento psicoterápico é uma demonstração de fraqueza frente aos problemas do cotidiano.

Particularmente, sou a favor da abordagem psicoterápica e só não continuo a fazê-la porque é caro. Superei alguns de meus traumas de infância e adolescência através de sessões, apesar de que todo mundo sabe que o profissional não cura nada: ele apenas ajuda você a descobrir como sair do nó que deu internamente. Às vezes demora e em outras vezes um remédio complementar ajuda.

Também foi levantado no debate que a escolha errada de um profissional pode atrapalhar mais do que ajudar e que o tipo de abordagem (existe inúmeras) é fator decisivo na melhoria da qualidade de vida do paciente.

Calhou então abordarmos o cotidiano de um brasileiro, morador de grandes centros, como no nosso caso o eixo Rio-Niterói. Por mais que tentemos esconder, nossos nervos vivem tensos como cordas de violão. Além do ataque vindo de cima (políticas governamentais), temos a realidade da violência urbana. Ninguém mais sai de casa sem saber se volta.

Pode ser a pé, de ônibus, de barca, de carro... Saidinhas de banco, seqüestros relâmpago, assaltos à mão armada com possibilidade de ficar nas mãos dos meliantes por horas, as opções são inúmeras.

Minha filha, que começa a cogitar morar no exterior mas ainda reluta, chegou a tentar minimizar meus argumentos, dizendo que eu estava exagerando. Aí me lembrei da figura do sapo na água lentamente aquecida, muito comentada em cursos gerenciais. Ele vai se acostumando em viver naquela água cada vez mais quente até morrer cozido.

É o nosso caso hoje em dia: acostumamo-nos com a violência e não temos consciência do mal que esse acostumar-se impõe a nosso inconsciente, por conseguinte aos nossos nervos.

Não portamos mais documentos que o necessário, andamos com pouco dinheiro, cartão de crédito escondido, não usamos jóias nem adereços chamativos. Há quem escolha o carro novo numa marca e versão mais popular para não chamar atenção sobre sua pessoa...

Moro muito perto de um centro local de lazer, o pólo gastronômico de Jardim Icaraí. A cervejaria Devassa fica a 60 passos de minha portaria. Pois saibam que saio do portão olhando para todos os lados, caminho a passos rápidos. Mesmo assim, nada impede que um dia sejamos vítimas de um assalto coletivo, como vem acontecendo em inúmeros restaurantes. Isso a 60 passos de casa...

Fora a violência, a falta de oportunidades profissionais. Quantos e quantos jovens que conseguem chegar ao final de uma longa série de anos de estudo se vêem na rua, desempregados ou sujeitos a sub-emprego? Quantos dos que estão empregados não vivem com o fantasma da demissão perseguindo-os diariamente? Como projetar uma vida decente para si e sua família - isso para aqueles que têm coragem de constituir família num cenário desses?

A carga de stress que carregamos conosco é, portanto, imensa. Claro, uns resistem mais que outros. Porém julgo que ela no mínimo cria um patamar de stress a partir do qual qualquer ameaça do cotidiano (elas existem queiramos ou não, faz parte da vida) nos enlouquece e tira dos trilhos. Podemos ficar doentes de verdade. Somatizamos.

Sessões de psicoterapia, como já disse acima, nos ajudam a compreender os processos que nos afligem (oriundos de um passado distante ou frutos dessa insegurança crescente) e afrouxam um pouco o tal patamar de stress.

A saída do Brasil, dependendo do país escolhido, pode ser uma solução para aqueles que podem e têm coragem e disposição pra isso. A diferença pode ser cavalar. Não são poucos os lugares em que você nem grade precisa ter em sua casa, onde pode ostentar livremente seus pertences, andar com segurança e liberdade pelas ruas.

Sim, minha experiência na Alemanha tem 38 anos e o mundo caminha lentamente para o caos. Onde ontem você se sentia seguro, hoje pode ser perigoso. Mas quando morando em Munique, 1977, houve vezes em que voltei de concertos à 1 da manhã, tendo vindo de metrô e caminhando com minha esposa por becos que cortavam caminho para nosso apartamento, carregado com filmadora, câmera fotográfica e lentes a tiracolo. Sem medo.

Como que para corroborar meus argumentos, depois que saímos minha filha e seu companheiro de vida resolveram, às 22 horas, dar uma volta a pé de Charitas até Icaraí pela Estrada da Fróes. Coisa que eu não faria nem de dia, mas por acaso nessa noite de domingo havia festas populares na região e ainda havia bastante gente na rua.

Foram. Mas quando pretenderam voltar, perceberam carros na contramão, desesperados. Perguntaram: era arrastão. Pegaram um táxi e voltaram em segurança pra casa, agora certos de que realmente precisam cair fora daqui. 

San Francisco, Califórnia - um destino sonhado


Crédito da foto:
Imagem cortesia de Flávia Cristina March, do site “Apaixonados por Hotéis”, onde ela vem dissecando destinos desejados na Califórnia, como San Francisco, Sausalito, Santa Barbara, Carmel e outros que seguirão. Link:  http://apaixonadosporhoteis.com.br/

22 de dezembro de 2015

Speakers' corner


Diferentemente do que ocorre num canto do Hyde Park,  aqui neste espaço não será necessário subir num banquinho, ou caixote, para usar da palavra (escrita). 

Tal e qual ocorre em Londres, entretanto, os assuntos são livres.

Sempre inovando, o blog resolveu abrir espaço para que todos escrevam sobre o que bem entenderem. Vale enviar mensagens natalinas, falar da ceia do réveillon, das flores para Iemanjá, da viagem nas férias, emfim, pode tudo, exceto: elogiar Dilma e o clube dos urubus.

Como irá funcionar: todos os comentários a este post serão trazidos para o espaço do texto, no sistema copy and paste. Ou seja, ao invés de liberar o comentário normalmente,  o manager irá seleciona-lo e transferir  para o corpo do post. Claro, sem edição. Da forma que chegar à redação do blog.

Vamos ver no que vai dar, até o final do ano.









Blogger Carlos Frederico disse...
http://oglobo.globo.com/economia/promocoes-no-comercio-nao-conseguem-salvar-vendas-de-natal-18338143

A propósito dessa notícia do Globo (20/12/2015), postei no Facebook minha opinião, que vai abaixo:

“Aviso a amigos e parentes: não precisam comprar nada pra mim de Natal e não esperem nada de mim. Natal não é comércio e quero que todos os comerciantes se danem. No Natal, no dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, da Páscoa, do Diabo que os carregue todos! A gente compra quando precisa e ponto.”
Falei e disse (expressão dos anos 70).


Blogger Jorge Carrano disse...
Eu ia iniciar as conversas aqui com futebol, mas o Freddy deu início com outro assunto. Entretanto, nada impede, nesta conversa informal e sem regras, que se mude de assunto abruptamente.
O ano de 2015 foi ruim para o Vasco? Foi, claro, caiu para a segunda divisão. Mas conquistou um título (campeonato carioca) ao passo que nem Fla e nem Flu conseguiram qualquer título.
Mais ainda, no campeonato brasileiro o Vasco perdeu menos (17 derrotas) do que esta mesma dupla FlaxFlu (19 derrotas).
E o time dos urubus virou freguês.
Por falar em abruptamente, veio ao pensamento o malsinado acordo ortográfico agora de aplicação obrigatória. De facto (português de Portugal), não trouxe qualquer benefício, criou dúvidas e suprimiu o trema (¨) que eu tanto amava.

 Ana Maria disse...


Sempre gostei de presentear, independente de data, mas neste Natal concordo com Freddy. A maré não está pra peixe pequeno. Os produtos de boa qualidade estão pela hora da morte e os que nos está ao alcance são fabricados em algum Tigre asiático com matéria prima de terceira e mão de obra escrava.
Felizmente resta-nos o sorriso largo e o abraço sincero.
Aproveito para desejar a todos um Natal de Paz e Harmonia.

Blogger Carlos Frederico disse...


O tema que abordei meio que emocionalmente, minha relação com a atividade comercial, talvez mereça um post. Ainda não o fiz por achar a matéria um tanto delicada (não tenho formação acadêmica no assunto), até porque alguns de meus amigos são comerciantes. Ou profissionais de propaganda e marketing. Ou ambos. Por isso no âmbito familiar sou duramente criticado.
OK, já que dei o tapa, talvez mereça justificativa.
Um dia desses escreverei a respeito - se conseguir.


Blogger Carlos Frederico disse...Vocês se lembram de Elon Musk? Não? Foi protagonista do meu post Power Wall, que apresenta uma solução revolucionária em termos de armazenamento de energia limpa.
Elon Musk hoje volta às manchetes por conseguir que sua empresa SpaceX realizasse um feito histórico: pousar com segurança o 1º estágio de um foguete lançador de satélites, no caso o Falcon 9.
Elon teve um dissabor recente, quando um Falcon 9 explodiu 2 minutos depois de lançado, destruindo sua carga (uma nave não tripulada com provisões para a ISS - International Space Station).
A vida segue e ontem ele conseguiu seu dia (mais um) de glória. O reaproveitamento de estágios de foguetes lançadores proporciona uma economia de milhões de dólares e a SpaceX é uma das novas alternativas comerciais que disputam o mercado de lançamento de satélites com NASA, Ariane Space, etc. Qualquer milhão economizado é importante na planilha de custos para licitações futuras.
Quem quiser relembrar Power Wall, a meu ver uma daquelas invenções que vai virar o mundo de cabeça para baixo, acesse (copiando e colando):
http://www.jorgecarrano.blogspot.com.br/2015/05/power-wall.html


 ExcluirBlogger Jorge Carrano disse...
Muitos de nós, da família, perderemos, Ana Maria. É notório seu bom gosto na escolha e conhecido seu prazer em presentear.
Espero que no 21 de abril as coisas tenham melhorado (rsrsrs).


Blogger Jorge Carrano disse...
Esse negócio que invetei dá um trabalho "da muléstia".
Nunca mais. A experiência acaba aqui neste post.
A partir do próximo voltaremos ao formato original, Lugar de comentário é em comentários (rsrsrs)


Anônimo Riva disse...
Há muito não temos hábito de entregar presentes no NATAL. Sempre destino um valor $$ para cada um deles, e pronto. Compram o que querem com essa grana, que é variável em função da situação da época. Fazemos sim a nossa ceia todo ano.

Do meu patrão ganhei ontem um presente de grego no NATAL .....

No mais, aniversários. Sim, da mesma forma. Quando é o meu, como sou muito chato com as coisas, já envio um email para eles antecipadamente com minhas preferências, para eles racharem ... geralmente livros.

Dias das mães,cartão e flores. Dia dos namorados,flores e cartão. rss

................

FOGUETES : não achei confiável o que assisti. Pouso vertical ... tem tudo para dar errado muitas vezes. Mas o que têm a perder ? Em poucos lançamentos, o projeto estará pago, e o que vier, será lucro.

...............

FUTEBOL : não gosto da metodologia de 3 pontos por vitória ; acho que rapidamente as coisas se definem, tanto em cima como embaixo da tabela, desmotivando torcidas.

Mas me impressionei muito com o fato do VASCO ter tido menos derrotas do que clubes que ficaram em 12º (Aquele Time do Mal) e 13º (FLUZÃO).

Refiz então a classificação final do BR2015, com 2 pontos por vitória, como era "antigamente", e as observações que faço são :

- o SPORT ficaria em 5º lugar, ao invés de 6º
- a PONTE ficaria em 10º, ao invés de 11º
- a CHAPECOENSE em 12º, ao invés de 14º

E nada mais. Porém ..... a distância em pontos entre os clubes é muuuuuito menor durante a competição, o que certamente provocaria muito mais jogadores/times e torcidas, seria muito mais empolgante.

PS1: estou apavorado com a informação de que o BAYERN de MUNIQUE está querendo jogar a FLORIDA CUP, que o meu FLU jogará, em janeiro. É assustador !!

Por favor, NUNCA convidem BAYERN e BARÇA para competições, nem QUENIANOS para maratonas. Obrigado, de nada !

PS2: FELIZ NATAL a todos que por aqui passam, e um 2016 pleno em alegrias e saúde.
22/12/15 15:08


Blogger Jorge Carrano disse...
De um amigo, via e-mail:
Astrólogo argentino diz que 2016 será o ano do consumismo!!!!

Você ficará
- con su mismo carro!
- con su mismo sapato!
- con su mismo vestuário!
- con su mismo imóvel!

E se tiver MUITA sorte... con su mismo trabalho!

Blogger Jorge Carrano disse...
Tendo em vista o fraco movimento no pub, resolvi dar folga ao pessoal e fechar as portas, que serão reabertas no próximo dia 26. Obrigado aos poucos, mas fieis e valorosos frequentadores.
BOAS FESTAS!


Anônimo Kayla disse...
Ah! Dei com o nariz na porta. Vim só pro brinde de Boas Festas mas cheguei tarde.
Ainda bem que tenho papel e caneta pra deixar esse bilhete desejando Feliz Natal. Abraços.
23/12/15 21:29

Anônimo Riva disse...
Chegou tarde não, Kayla. Me espera aí para tomarmos uma na porta mesmo !!
Tim Tim !!!!!


 Riva disse...
Quando o Pub da Berê reabrir, poderemos estar vivenciando mais um triste episódio desse BRASIL BANDIDO. Vejam o que planejam para nossos filhos, netos e bisnetos:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1722832-dilma-assina-decreto-que-pode-perdoar-penas-de-dirceu-delubio-e-jefferson.shtml
24/12/15 13:47
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20 de dezembro de 2015

Bate-papo sem regra e sem lógica

O Riva ressaltou, em comentário feito no último post publicado, que foram 31 pitacos que em grande parte não guardavam relação entre si, ou seja, abrangendo os mais diferentes assuntos.

Se considerarmos como um encontro entre amigos numa das mesas do (virtual) Pub da Berê, o fato não discrepa muito do que ocorre no mundo real quando nos encontramos numa mesa de bar.

Começamos a falar de um assunto e no curso do bate-papo transitamos de um para outro, sem virgulas, apenas utilizando os links que naturalmente aparecem.

Querem um exemplo? O Riva falou do jogo do Barcelona. Alguém poderia dizer além do Messi, do Neymar e do Luizito, outro destaque do time é o Piqué.

Shakira
De imediato alguém poderia dizer: e tem a melhor mulher, a Shakira. Eu retrucaria dizendo que ainda prefiro a Jennifer Lopes. Mulher viraria o assunto, com cada qual dando seu pitaco. Menos, claro, algum boiola que estivesse infiltrado na mesa.

Jennifer Lopes
O Freddy, muito politizado (e amante de política) poderia aproveitar para dizer que com a independência, praticamente iminente, da Catalunha, o time do Barcelona perderá prestígio, porque tirante o Espanyol, da mesma cidade de Barcelona, não haveria na região da Catalunha outras equipes competitivas.


Viram como migramos do futebol para política?

O Riva iria propor que a Liga Sul-Minas-Rio, que ele defende, convidasse o Barça para disputar a competição, já que não disputaria o campeonato espanhol. 

Pronto! Voltamos ao futebol. 

O Paulo Bouhid, que sumiu do pub, passando pela porta, perguntaria se agora com nova regra há alguma chance da Dilma ser impichada. 

Todos ficaram calados.

Notas do editor: para quem não sabe, Jennifer Lopes é cantora, dançarina e compositora, tanto quanto a Shakira. Esta, por sua vez, é casada com o jogador Gerard Piqué, do Barcelona. Da cidade do mesmo nome, que fica na região da Catalunha.

18 de dezembro de 2015

Engraçadinhos ...

Parentes e amigos (imaginem se não fossem) ainda fazem piadas com o Vasco. Na verdade não fazem, remetem para mim o que pinçam na rede.

A melhor recebida trata das palestras do Lula. Confiram:







15 de dezembro de 2015

Silêncio obsequioso

Estou me impondo o silêncio obsequioso. A Santa Sé nada tem a ver com isso.

Assumo toda a culpa, ou melhor, como diria o Eurico, assumo toda a responsabilidade, não a culpa.


Quem achar que pode - e deve - atire a primeira pedra.

14 de dezembro de 2015

Verba volant scripta manent




Quando a gente se expõe, num post ou mesmo e um comentário, corre riscos imensos quando o escrito  vai parar na grande rede.

É bem de ver que parentes que nos conhecem de longa data, desde os tempos das fraldas, assim como ex-colegas de bancos escolares com os quais convivemos parte da infância, contemporâneos da faculdade e amigos em geral que conhecemos em locais de trabalho, clubes e esquinas da vida sabem sobre nós o suficiente para descobrirem se estamos, ou não, mentindo, quando assumimos publicamente que fizemos e acontecemos, somos assim ou assado, enfrentamos ou não enfrentamos.

Ora, isso implica desde pequenas mentiras, tais como dizer-se amante da leitura, quando seus familiares sabem que você não passa de um leitor bissexto e só se dedica a leituras pontuais ou midiáticas.

Passa, também, por fanfarronices relacionadas  à liderança em colégio, no clube, nas quadras de esportes e nas empresas nas quais trabalhou.

Vai além, e é muito pior,  quando se blefa no respeitante ao amor, dedicação e atenção para com os filhos e a mulher com a qual se compartilha a vida.

Mentir é feio em qualquer circunstância; mas mentir na internet é um risco muito grande. Tem muita gente monitorando.

Uma boa proposição, destas que a gente faz em finais de ano, seria nos assumirmos como somos, com nossas fraquezas, nossos medos, nossa acomodação diante dos fatos da  vida, nossos gostos duvidosos.

Representar papel é coisa de ator, não de pai, marido, avô ou amigo. Devemos SER pai, avô, marido ou amigo, em cada momento, não representar estes papeis.


Autenticidade já!

13 de dezembro de 2015

Give earth a chance

Sim, é um alento. O compromisso assumido - e assinado - se cumprido, será um passo importante para salvar o planeta do aquecimento que tornará impossível a vida aqui.

Sem contar as centenas de nações e cidades que estando sobre ilhas tenderão a desaparecer.

A limitação do aquecimento em 1,5 grau Celsius parece modesta, em face do  tamanho do risco que corre o planeta.

Todavia, se considerarmos que 195 países subscreveram o documento, podemos considerar um êxito a Cúpula do Clima, evento realizado em Paris. Ou é fácil obter consenso entre 195 entidades com objetivos, culturas, necessidades e ambições tão díspares.

Tente, no seio de sua família, obter acordo entre todos os seus membros, sobre questões como pena de morte, casamento gay, aborto, liberação de drogas e outros temas polêmicos.

No caso do clima, parece não haver muita discordância de que alguma coisa precisa ser feita, e já! O complicador é como, quando e em que proporção, pois os interesses das nações variam segundo ambições, filosofias e estágios de desenvolvimento.

Torço para que dê certo, não necessariamente por mim, que estou na curva descendente de vida, mas pela humanidade.


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Sim, as manifestações nas ruas, hoje, tiveram menos participantes. Isso não significa que perderam importância. Vamos analisar:

Excluamos os acomodados, os covardes, os doentes impedidos de se locomover, que são um bom contingente.

Vocês  não avaliam o número de pessoas que se dizem insatisfeitas, mas prefeririam dormir a acorda daqui a três anos com tudo resolvido (pelos outros), para não terem que tomar atitudes.

E as Carolinas, que como escreveu o Chico noutro contexto, mas igualmente válido agora: "o tempo passou na janela só Carolina não viu". Ou seja, existem os que estão sempre no centro do ringue, lutando, combatendo o bom combate; e existem os espectadores. Alguns nem se dão ao trabalho de ir ver de perto, ficam no sofá de casa assistindo a Band News.

Posso estar errado em meu  julgamento de  Lula, Dilma e o PT (sigla de quadrilha e não de partido político), mas não aceito (minha) omissão.  Indignação ter que ter consequência, sempre. O cara fica indignado e fica por isso mesmo? Não muda nem a si mesmo?

Bem, retornando ao número de participantes, acho que muitos imaginam que a aceitação, pelo presidente da câmara, do pedido de impeachment já é meio caminho andado e agora quebrada a inércia a coisa vai fluir naturalmente.

Não é bem assim, foi dado um passo, mas faltam muitos outros até chegarmos a descida da rampa.

12 de dezembro de 2015

Balanço, fábula, mazela, queda e outros dissabores

Este ano morreu muita gente que nunca havia morrido antes. O mesmo não se pode afirmar (com certeza), em relação aos nascimentos. Será que nasceram pessoas que nunca haviam nascido antes?

Bem, sob o ponto de vista dos que creem em reencarnação, não haveria como afirmar  que não voltaram a este planeta, para complementar alguma missão,  ou aperfeiçoamento, espíritos já calejados.

E se alojaram em animais, bípedes, quadrupedes, rastejantes, com asas ou sem elas. Enfim, não seriam somente os espíritos de porco que nos atormentariam a vida. Deve ter espírito de veado também. E como, a julgar pelas novelas da Globo.

Mas peraí, o mesmo raciocínio sobre nascimento se aplicaria às mortes, pelo menos dos espíritos. É, pode ser, mas gora já está  escrito e não dá tempo de rever.

A grosso modo não foram muitas as novidades ocorridas este ano. Quase tudo é repeteco, déjà vu.

Senão vejamos. O Vasco volta à segunda divisão, de onde jamais deveria haver saído. Parece ser o seu lugar. A conferir. Mas 3 descidas em seis anos é regra geral e não exceção.

Por que três quedas em seis anos? Fácil! Nos últimos oito anos ele passou dois na segundona e, claro, não caiu (kkkkkk).

Dilma é como a Conceição, se subiu ninguém sabe ninguém viu. Deverá cair sem ter subido. Assim como a Porcina foi, sem nunca ter sido. Presidenta para uns, presidanta para outros, e motivo de piada para todos, no país e no exterior.

Arrá!!! Ando vendo, às escondidas, novelas do Globo? E daí? Quem não assiste?  A Globo nos impinge o Flamengo, a Beija-flôr de Nilópolis, o PT e suas novelas.

O Velho Chico, nosso bom e fiel Rio São Francisco está minguando. Pode ser que o programa de transposição, assim como faz o socialismo, nivele bem por baixo, deixando a todos sem água.

Talvez um canal ligando o sul do país ao norte/nordeste seja mais eficiente e confiável, porque sempre temos muitas chuvas e inundações no sul.

Serei forçado a usar o recurso de pedaladas neste balanço de fim de ano.  Tá difícil fechar o orçamento. Falta tinta para ficar no vermelho.

Mas Deus é grande e as coisas podem piorar, aí sentiremos saudades dos dias atuais.

Já pensaram mais três anos com Dilma?

Pois é, e eu pensando que o destino tinha nos preparado uma fábula como a da tenda do beduíno pobre. Lembram?

É pouco mais ou menos assim: o beduíno vivia se queixando da vida dura no deserto, sem água, calor infernal durante o dia e frio insuportável à noite, comendo cobras e lagartos  que se deixavam pegar por também estarem nas últimas.

Resolveu procurar o sábio de plantão e pedir um conselho. O conselho que lhe foi dado foi seguido à risca. O beduíno colocou seu camelo dentro da tenda que habitava.

Claro, sua vida piorou, o espaço ficou menor, o cheiro insuportável e até a água, que antes o camelo não fazia questão passou a querer seu quinhão.

Voltou ao sábio e relatou que sua vida piorou muito.

Tranquilo e sereno o sábio deu outro conselho, “pois agora retire o camelo da tenda e verá como sua vida irá melhorar”.

Por que não experimentamos tirar Dilma de dentro da tenda? Até os venezuelanos estão tentando tirar o camelo deles de dentro da tenda. Ouvi uma fala de um de seus líderes de oposição que é bastante pertinente: “se o governo não muda, mudamos o governo”.