31 de julho de 2019

Flamengo não confia em Jesus



Li que o Flamengo pediu a um padre para benzer as instalações do clube, antes da partida, considerada como uma decisão, contra o Emelec; cá entre nós, um timeco do Equador, que ensejou inúmeros trocadilhos com o seu nome. 





Sugeriram mudar para "É Meleca", o que seria mais condizente com o padrão de seu futebol.

Acessem o link abaixo para ler a matéria jornalística.




A opinião é de que Jesus estragou o time. Também pudera, quando ele andava fazendo milagres contava com 12 apóstolos; no futebol só pode escalar 11 jogadores


Estou fazendo gozação antes do jogo para não perder a oportunidade de zoar o time da urubuzada. Depois dos 90 minutos ...

Nota: imagens colhidas na internet, via Google.

30 de julho de 2019

Que fim levaram?


Os motorneiros dos bondes; os lanterninhas dos cinemas; os mecânicos de caixas registradoras (daquelas antigas, mecânicas); os vendedores domiciliares de livros (em especial enciclopédias); os trocadores dos ônibus; colocadores de alças em latas do leite Moça (para fazer caneca); soldadores de panelas; os vendedores de tring-ling; os vendedores de sorvetes em carrocinha da Kibon, as amas secas?

E os caras que consertavam isqueiros, canetas Parker, mimeógrafos?  

Essa gente se aposentou? Mudou de atividade profissional? 

Que atividades profissionais estão condenadas? Sejam as de formação técnica, sejam as que exigem formação universitária?

Quais não chegarão ao século XXII? Quais não chegarão à segunda metade deste nosso século?

E quais surgirão nos próximos anos tornando-se alvo do interesse da juventude, tal como aconteceu há alguns poucos anos com a área de TI?

Flanelinhas, catadores de latinhas e apontadores de jogo do bicho, ainda terão espaço para suas atividades num futuro próximo?

Os mais jovens talvez não saibam, mas trabalhar no Banco do Brasil era meta de alguns jovens. E passar no concurso exigia preparo intelectual.

Os bancários farão o quê, futuramente? Na era dos aplicativos. As agências bancárias físicas deverão desaparecer antes do fim do século.

Muitas famílias sinalizavam para seus filhos a carreira militar, que conferia status e prestígio social, promoções por mérito e tempo de serviço, aposentadoria integral, em suma futuro garantido.

E as meninas se derretiam por um cadete ou aspirante da Marinha, os preferidos, ou da Aeronáutica.

Postos de oficialato, tais como capitão de fragata e capitão se corveta subsistirão? E as próprias belonaves que lhes dão nome? Terão serventia futura?

Estou em fim de linha, meus filhos já fizeram suas opções e conseguiram seus objetivos e até meu neto já fez sua escolha, falta a apenas ultrapassar a barreira do vestibular e aguardar o decurso dos cinco anos previstos no curso. Mas  e os bisnetos e tataranetos? Deverão se preparar para que alvo?

Qual o futuro da infantaria, pior, da cavalaria, num universo de bombas nucleares? De foguetes teleguiados?

29 de julho de 2019

Para ver, ouvir e pensar


Esta postagem estava minutada, quase pronta para publicação, no dia 8 de julho. No dia 10 Paulo Henrique Amorim morre de infarto.



Desisti da publicação e deixei na pasta "rascunho" no próprio blogger.

Estou resgatando porque o assunto universidades federais, o corte de verbas e atração de capital privado para manutenção das mesmas volta às manchetes.

Leiam em:
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/07/17/mec-lanca-future-se-para-aumentar-verba-privada-no-orcamento-das-federais.ghtml


E também porque a opinião do jornalista recém-falecido sobre a emissora do plim-plim, é semelhante a minha, faz tempo, e ainda é atual.



Já o polêmico jornalista, advogado, engenheiro e músico,  Gustavo Victorino, fala da lavagem cerebral dos jovens universitários. 



25 de julho de 2019

BREXIT


Tão inexplicável quanto estranha, minha ligação afetiva com a Inglaterra, vez ou outra causa perplexidade ou surpresa em alguns interlocutores ao vivo ou pela via postal, de forma física ou virtual.

Aqui mesmo neste pequeno espaço já fui questionado a respeito.

Ao longo destas mal traçadas tentarei explicar sem contudo - estou seguro - lograr justificativa razoavelmente  aceitável.

Inicio pelo que é mais notório entre amigos, parentes e leitores deste blog, sejam seguidores fieis,  sejam distraídos internautas que passam por aqui aleatoriamente.

E o que seria tão notório? Sou torcedor do Arsenal, equipe de futebol londrina, desde 1949, quando contava inocentes e risonhos 9 anos de idade. Já relatei aqui, ad nauseam, sobre a partida Vasco X Arsenal, realizada em São Januário, que o clube carioca venceu com um gol solitário do Nestor.

O nome, as cores do uniforme, o prestígio internacional que o clube inglês então desfrutava, sua história, ou algo perdido na memória, poderia explicar a opção, racional ou emocional, que fiz naquela data.

Nenhum documentário ou filme sobre a Inglaterra, passa por mim despercebido. Assisti, e ainda assisto, todos aos quais possa ter acesso.

Sou fã do humor, da educação, do respeito, da cultura, e do tradicionalismo inglês.

Churchil, que nada tinha mais a oferecer senão sangue, suor e lágrimas, é o meu estadista de cabeceira.

Henrique VIII, seu enfrentamento e rompimento com a Igreja tornaram-no meu monarca absolutista preferido. Corajoso e audaz, grande e forte para os padrões da época.

Também já narrei meu espanto quando, ao colocar cartões postais num numa espécie de container, ler numa plaquinha os horários nos quais o serviço de coleta passaria ali, para recolher a correspondência.



Como naquele momento estávamos próximos do horário programado naquela mailbox, fomos até uma daquelas pracinhas comunitárias utilizadas pelo moradores dos prédios nas redondezas, para sentar e estudar o mapa do metrô, e matar o tempo porque queria confirmar se o horário estabelecido na caixa de coleta dos correios seria cumprido.

Queria testar a propalada pontualidade britânica.

Não farei suspense. Na hora aprazada, com toleráveis três minutos de diferença, lá estava o veículo de coleta retirando a correspondência, que já estava classificada por destino, em linhas gerais.

As opções eram: Londres, Reino Unido e outros países. Nosso cartão endereçado a mim mesmo, para minha coleção, já estava a salvo e com destino garantido (o postal era e é, pois anida o tenho, de uma cabine telefônica tradicional da cidade).

Estão sendo desativadas estas cabines, como nossos orelhões.
Sim, num outro post box próximo observei que era preciso distinguir as cartas já seladas

Noutro dia assistindo a uma matéria jornalística televisiva, tomei conhecimento que em algumas paradas de ônibus, cartaz informam os horários (isto não tinha visto) nos quais eles passarão por aquele local.

Toda este digressão seria preparatória para eu comemorar a vitória de Boris Johnson, porque sou defensor do Brexit.



Aí você pergunta que diachos um brasileiro, caipira morador de Niterói, sem sangue britânico nas veias, tem a ver com a retirada do Reino Unido da União Europeia?

Porque sou favorável às tradições. Vejam que elegância, que educação, que respeito às instituições. O primeiro ministro não toma posse  e não se muda de mala e cuia para o endereço famoso - Downing Street 10 - senão após visitar a rainha. E olha que, como de conhecimento geral, ela reina mas não governa.



Rainha que, a propósito, o recebe com sua indefectível bolsa pendurada no braço.

Notas do blogueiro:
1) Leiam a respeito em
https://oglobo.globo.com/mundo/adepto-fervoroso-do-brexit-boris-johnson-escolhido-novo-premier-do-reino-unido-23825817

2) Claro que a bolsa não é sempre a  mesma, apenas o modelo e o modo de portá-la. Com o mistério insondável: o que será que ela leva na bolsa?

3) 

23 de julho de 2019

Eu era feliz ...


Era?

Levei anos para saber. Enquanto isso, neste período de ignorância de que éramos felizes ou tínhamos alguns motivos para sermos felizes, vivi, ri, comemorei, vibrei e sofri com as seguintes coisas hoje proibidas, reprimidas, sancionadas:

Empinei muita pipa, por vezes com cerol na linha, mas jamais causei algum dano físico a quem quer que seja. Morava nas fraldas do Morro da Penha, na Ponta D’Areia, na Rua São Diogo.



Perdi certamente mais do que lucrei, material ou emocionalmente, nas toradas com uso do cerol.

Hoje se você usar, fizer, vender ou até mesmo guardar em casa, está cometendo um delito.

“Balãozinho chinês” acho que cheguei a soltar alguns poucos, poucos mesmo, eis que o dinheiro era curto para tal diversão.

Assisti ao lançamento de balões, multicoloridos e adornados com muitas lanternas. Alguns levavam rojões que espocavam no ar.

Hoje tenho consciência de que podem causar prejuízos, danos a terceiros e ao meio ambiente. Sem falar da possibilidade de por em risco aeronaves.



Nunca soube, não sei se porque era criança ou porque não aconteciam mesmo, de desastres provocados por balões ou ferimentos em terceiros (outras crianças) por causa do cerol.

Estamos na década de 1940 e na primeira metade da seguinte, de 1950. Ou seja, até meus 13 anos de idade (1953), quando a família mudou para apartamento longe do morro e da pracinha depois construída entre as ruas São Diogo e Santa Clara.

A vítima do cerol era eu mesmo. Meu dedo indicador ficava cortada numa falange quando empinava a cafifa, ou tinha que recolher a linha.

E as piadas com os portugueses como personagens? Que delícia que eram. Mesmo tendo avó e tios portugueses, nem de longe me ocorria estar ofendendo, mangando, constrangendo ou ridicularizando os patrícios, parentes ou não.

Anões, fanhos, gagos, veados protagonizavam ótimas piadas, criativas, inteligentes, muito engraçadas até hoje. Lembram desta abaixo?

“Manoel chega ofegante, suado, e indagado pela Maria sobre o fato, responde que aquele seu estado era fruto de ter voltado para casa a pé, correndo atrás do bonde.
Diz Maria: não fostes inteligente. Se vinhas correndo atrás de um táxi economizarias muito mais, ó pá.”

E os apelidos? Alguns eram tão adequados, tão criativos, que até mesmo parentes adotavam par se referir ou chamar o dito cujo. Como era o caso de um baixinho, apelidado de “pouca sombra”. Ou da vizinha opulenta, esta chamada à boca pequena de “rolha de poço”.

Bocage
Volto as piadas para relembrar que atribuíamos a Bocage de quem não tínhamos a menor ideia de quem se tratava, algumas piadas mais picantes, na ignorância de que obscenidades eram raras na obra de Manuel Maria Barbosa du Bocage,  celebrado escritor português.

No futebol a alegria do gol era manifestada no ato em que a bola transpunha a chamada linha fatal. 

Jorge Cury bradando a plenos pulmões: Goooooooool !!! Gol do Vasco, Ademir!

Agora há que esperar, até cinco minutos, como aconteceu no jogo Flamengo X Corinthians, para ser validado um gol. A dúvida era simples: estava ou não em impedimento?

No passado, na tal época que aqui e agora enalteço, esta questão seria objeto de novas discussões, dúvidas, gozações, raivas e ficava por isso mesmo, porque numa próxima partida o eventualmente prejudicado era favorecido por um erro involuntário do árbitro.

Neste lance especifico nem no videotape seria possível dirimir a dúvida. Tal a dificuldade pata o olho humano enxergar com clareza a movimentação dos jogadores e da bola.

Ou seja, não estou fazendo apologia do politicamente incorreto, das injustiças que por ventura ocorriam, isto porque jamais teríamos a certeza quanto a marcação, sem este malsinado recurso chamado VAR.

Logo, não sabendo da verdade restava discutir.

Nos bailes ou até nos bailinhos residenciais, nas casas de coleguinhas de colégio, podíamos furtivamente coxear as meninas sem que fossemos acusados de assédio.  Algumas até gostavam de sentir o latejo.

Quantos estupros eram praticados? Tirante os tarados, casos patológicos, só eram comidas as que queriam ser. Como  regra geral era consensual.

Claro que o assunto não se esgota aqui, mas tenho que trabalhar porque hoje em dia os filhos e netos não podem mais ajudar no sustento de seus pais e avós, em idade de aposentadoria. A vida ficou dura para todos que vivem honestamente.

22 de julho de 2019

Internet das Coisas ou Coisas da Internet – IoT ou ToI





Por
RIVA






IoT = Internet das coisas (em inglês: Internet of Things , abreviadamente, IoT, sendo IdC o acrônimo equivalente em português) é um conceito que se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet. É a conexão dos objetos, mais do que das pessoas, à internet.

É o conceito de conectar qualquer device à internet e a outros equipamentos   conectados. É uma rede gigantesca de conexões entre coisas e pessoas, que coleta e compartilha dados sobre a forma como os aparelhos são usados e também sobre os ambientes em que estão. Os dispositivos são capazes de interagir uns com os outros e não necessariamente precisam de uma intervenção humana para se comunicarem.



Alguns exemplos :

Smart TVs
Um dos exemplos mais comuns atualmente são as smart TVs. Elas podem acessar a web por meio de uma rede Wi-Fi ou também por cabos de rede. Se a sua televisão acessa a Netflix sem estar conectada ao computador, por exemplo, ela é uma smart TV. Lembrando que as televisões não têm uma rede própria.

Wearables
Todos os dispositivos tecnológicos “vestíveis” (usados como peças de vestuário) também são um exemplo de internet das coisas. São objetos do dia a dia, como óculos, pulseiras, relógios, camisas, etc, que têm uma tecnologia móvel embutida. Os smartwatches, como o Apple Watch e o Samsung Gear S2, são wearables e, consequentemente, exemplos de IoT. Isso, pois têm acesso à internet e podem ser conectados aos smartphones.

E por aí vai, e pra onde vamos ? Carácoles !

Outro dia pesquisei num site o preço de passagens para Londres. No dia seguinte recebi um tsumani de mensagens sobre viagens para Londres de vários sites e mídias ! Ainda recebo ....

A MV foi pesquisar preço uma nova TV para o “quarto dos meninos” que nos abandonaram (rsrsrs), pois a TV se foi com o último que levantou voo (não tem mais acento circunflexo, certo, Profª Rachel ? ). Putz, outro tsunami até hoje de ofertas sobre TV exatamente com a especificação desejada.

Não temos mais sossego. Como impedir isso ? Uma inimaginável invasão de privacidade, descontrolada e sem qualquer algoritmo de defesa. Um especialista americano em computadores, certa vez numa daquelas entrevistas das páginas amarelas da VEJA (nem sei se ainda existem), disse que para se livrar disso tudo, somente desligando o computador da tomada !

O problema é que hoje todos tem que usar a maquininha, até os que não sabem usar ; que peçam a um amigo ou paguem para preencher os diversos formulários obrigatórios pela web.

Lendo os bons livros do Yuval Noah Harari – Sapiens, Homo Deus e 21 Lições – percebe-se onde vamos chegar – não estarei por aqui para atestar os fatos. E como eram geniais os desenhos animados de Hannah e Barbera, hein ?

Nesse ponto do post, recordo o último do Carrano, nosso Blog Manager e Owner do PUB da BERÊ :


  
Temos que considerar o quanto estamos dependentes desses processos todos. Lembro um fim de semana que fomos passar próximos de São Paulo na casa de um sobrinho. Não tinha sinal de internet no local. QUASE ENLOUQUECI !!

Sim, sou addicted to web ! Totalmente. Uso demais vários aplicativos de comunicação e de pesquisa, e por isso, não tenho defesas contra a invasão em minha privacidade.



Internet das Coisas, ou Coisas da Internet ?

No último fim de semana passamos 2 dias maravilhosos em Paquetá. Sim, foi “duca”, mas se não fosse a VIVO do meu filho ....minha Oi não funcionou bem. Olha só como essa m..... afeta tudo no nosso dia a dia ......

Ou é comigo ?
Ou é conosco ?
Ou é global ?

Quem viver, verá ! 

20 de julho de 2019

GEORGE BERNARD SHAW


Acho que nuca louvei aqui neste espaço, suficientemente, este dramaturgo irlandês.

Sobre César e Cleópatra, ninguém melhor do que ele ficcionou.


Shakespeare preferiu focar as relações da rainha egípcia com Marco Antônio.


Entre um e outro prefiro o de Shaw.

Ele - Shaw -  tem uma frase que instiga: "Alguns homens veem as coisas como são e dizem: por que? Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo por que não?"




Associo com outra, esta de Jean Cocteau:


19 de julho de 2019

FURACÃO faz 60.000 vítimas no Rio de Janeiro



O fenômeno, ocorrido em 17 de julho de 2019, vitimou 60.000 pessoas que estavam no Maracanã, no Rio de Janeiro, para assistir e comemorar a vitória e classificação do Flamengo na Copa do Brasil.

Como tenho feito nos últimos meses e cada vez mais consolido minha opinião, não assisti ao jogo entre o time da urubuzada e o Clube Athlético Paranaense, agora em um "H" enxertado em seu nome original.


Entretanto o súbito foguetório e o sopro de cornetas bastante ruidosas despertou meu interesse em saber o que estava ocorrendo. Saí do Netflix e sintonizei a TV no canal 40, da Globo News, imaginando tratar-se de algum fato auspicioso no mundo político, como por exemplo suicídio coletivo no Congresso Nacional.

Não me ocorreu que a algazarra estivesse relacionada ao futebol.  Afinal o time da mulambada jogava contra o Athlético do Paraná, e o resultado era tido e havido como favas contadas, ainda mais agora com Jesus comandando as ações da equipe.

Nada na Globo News (a CNN ainda não está no ar) e por isso fiquei zapeando e passei pelo canal 38. Achei!!! Achei o motivo de tanta euforia e contentamento: O Flamengo acabara de ser eliminado da Copa do Brasil, o torneio de maior premiação no Brasil.

Devo admitir, a contragosto, que se o caso fosse de vitória da equipe rubro-negra carioca (a vitória foi da paranaense), haveria igual alarido. Só que atentando para as palavras de ordem da torcida ensandecida, ouvi coisas como cheirinho, quáquáquáquá, chupa Diego, chupa Gabigol.

A ficha caiu: o Mengo perdeu e foi alijado da competição. Gente, a torcida do Flamengo é grande mesmo, mas a torcida contra o Flamengo é muito maior e mais ruidosa. Acreditem!

Nota:
Meu afastamento voluntário do futebol está relacionado a situação deprimente em que se encontra meu clube do coração. Mas o motivo predominante, sem dúvida, atende pela sigla VAR.
Quem resolveu introduzir este recurso técnico no futebol nunca chutou uma bola, não teve infância, pensa que pelada é (somente) mulher nua. Acabou com o esporte futebol, que agora chamam de produto.  Em nome de um pseudo resultado honesto e politicamente correto, tiraram o charme, o encanto, a beleza do futebol. 

Quando é consignado um gol, é melhor ir ao banheiro, urinar, lavar as mãos e só então vir para diante da TV para saber se foi validado. E então comemorar ... ou não.

18 de julho de 2019

MADAME BOVARY e outras histórias de amor bandido



Na estante de nossa casa tinha uns poucos livros proscritos. Mamãe ficava de olho, policiando nosso acesso.

Certa feita ouvi-a criticando papai por mante-los a vista. Não eram muitos e nem eram obscenos, mas na época estes cuidados eram exagerados.

Um deles era "O Cortiço", do  Aluísio Azevedo. Outro era "Madame Bovary". Tinha alguns poucos mais, mas nem me lembro quais.

Nada comparado a "Cinquenta tons de cinza", recente sucesso literário, best-seller lido por 9 entre 10 mulheres descoladas e por 10 entre 10 mulheres recatadas, pudicas.

Ou semelhantes ao modelo "Lolita", do Nabokov, citado ad nauseam, tido e havido como marcante no gênero.

Flaubert, embora absolvido, foi levado aos tribunais por sua obra. Trata abertamente de traição, adultério, que na época, num romance, eram temas proibidos.

Foi taxado de imoral. Assim como nosso Nelson Rodrigues. Entretanto a obra de ambos permanece viva, atual, reedita, filmada e encenada.

Não, não estou comparando, nem poderia.

Gustave Flaubert é reputado como mestre na estruturação do enredo, na precisão e detalhes narrativos, na fina ironia, no uso do vocabulário.

Não por outro motivo consta que levou cinco anos escrevendo o citado romance, que só consegui ler quando já estudante secundarista, pegando-o na Biblioteca Estadual, na Praça da República, defronte ao Liceu Nilo Peçanha, onde estudava.

Seus livros marcam uma ruptura com o romantismo em voga no século XIX.

Nosso dramaturgo tupiniquim tem, claro,  um estilo muito próprio, inconfundível na língua portuguesa. Se eu ouvir umas poucas falas, ou ler algumas poucas linhas,  sou capaz de identificar se o texto é do Nelson Rodrigues.

Mas longe de mim compara-los. Cada qual com sua genialidade. 

Quem assina o Netflix tem a oportunidade de assistir ao filme "Madame Bovary". Recomendaria sem restrições. A fotografia é magnífica, e as cenas de nudez e sexo são muito leves, sutis.

Aquele tipo de bosque, e aquela espécie de matilha, tive a oportunidade de conhecer no Vale do Loir. 



Não me perguntem a razão, mas comparo a jovem  e bela Emma, senhora Bovary, com Séverine, a jovem rica e infeliz de "Belle de Jour".

16 de julho de 2019

Um fim de semana na ILHA de PAQUETÁ – Rio de Janeiro





Por
RIVA







Nunca tinha ido a Paquetá. A Matriarca Vascaína (MV) foi há muito tempo. Meu primogênito Rodrigo e sua esposa Fernanda nos convidaram para um fim de semana por lá, e topamos. A reserva foi feita numa residência com apenas 2 suítes, chamada SOLAR dos LIMOEIROS.

Solar dos Limoeiros

Pegamos a barca das 10h da manhã de sábado na Praça XV e chegamos em Paquetá às 11h10m. Uma viagem tranquila, com muitos vendedores dentro da barca. Um deles vendia produtos da MUSTAFÁ, e atesto a delícia que estavam os quibes e as esfirras, a R$ 5 cada.

Barca Praça XV - Paquetá


Trecho da ponte Rio-Niterói

Fomos a pé para a pousada (350 m das Barcas) e fomos muito bem recebidos pela proprietária Eveli Ficher. Quartos confortáveis com ar condicionado, ventilador de teto em um deles, TV com SKY, banheiro com um bom chuveiro, piscina no terraço, e dois gatos – o Otelo e o Zé. O café da manhã no dia seguinte foi simples e muito bom – pães deliciosos, geléia, queijo Minas, ovos mexidos, bolinhos de maçã, café e leite.

Otelo

Não existem automóveis na ilha. Caminhões apenas para recolhimento de lixo e distribuição de gás. As formas de deslocamento são a pé, de bicicletas e quadriciclos de pedalada. Os táxis são triciclos de pedalada para 2 passageiros. As charretes não são mais puxadas por cavalos ; são carrinhos elétricos para 5 pessoas, tipo os de campos de golfe.

Quadriciclo
Os preços são muito bons. O aluguel de bicicletas foi R$ 10 para umas 6 horas. O quadriciclo, que eu e a MV usamos, foi R$ 25 para o mesmo período. As corridas de táxi pela ilha custam R$ 5 por pessoa para qualquer lugar. Existem também tours nos carrinhos elétricos, com o motorista explicando tudo sobre os locais visitados.

Eco-taxi

Uma característica na ilha : TODOS são muito gentis no atendimento, nas orientações, qualquer morador que passa por você te cumprimenta !

Agora um resumo da nossa estada até domingo, quando pegamos a barca das 16h para voltar para a Praça XV no Rio :
Percorremos quase toda a ilha no sábado, com o quadriciclo e bicicletas.

É realmente muito bonita, paisagens deslumbrantes, casas muito bonitas. Estivemos em quase todos os pontos turísticos principais da ilha, deixando apenas a costa sudeste para o domingo.

Pedra da Moreninha

Parol Mesbla

Tunel do Eco
A ilha é absolutamente plana, super tranquila fazer de bicicleta. No quadriciclo sofremos um pouco, mais pela nossa idade, digamos, mas mesmo assim não fizemos feio e pedalamos juntos por horas acompanhando o Rodrigo e a Fernanda.

Família reunida
Em apenas 1 dia tiramos quase 300 fotos das belas paisagens, e do magnífico pôr do sol !! O dia estava lindo, e foi realmente um grande espetáculo do nosso Astro Rei !!






Tínhamos indicações de bons restaurantes, então no sábado almoçamos na CASA das ARTES, no norte da ilha. Simplesmente excelente – pastéis de jiló, bolinhos de bacalhau, bobó de camarão e costelinhas de porco. Ótimas cervejas. Bem ao lado, tem a CASINHA AMARELA, que deixamos para o almoço do domingo.
Jantamos no QUINTAL, da Dona Regina, esposa do ex-cracaço de bola Afonsinho, médico na ilha, que veio até nossa mesa bater um rápido papo sobre futebol e tirar fotos, a meu pedido. Fomos de queijo coalho melado, pastéis de bobó de camarão, feijão amigo, arroz do mar, linguini ao sugo e carne de porco com maionese e farofa. Comida tipo caseira de muito boa qualidade, com ótimo atendimento do Paulo, que trabalha há muitos anos na ilha.

Arroz do mar
A indicação principal para o jantar era na CASA de NOCA, mas não tinha jantar, eram somente petiscos e com música ao vivo. Preferimos ir jantar em outro local recomendado, que era o QUINTAL.

No domingo, Rodrigo e Fernanda, que são maratonistas, acordaram cedo e foram fazer a volta na ilha, que dá aproximadamente uns 7 km.

Nos encontramos às 9h para o café da manhã na varanda da pousada, fizemos o nosso check out e nos despedimos da Eveli, agradecendo a hospedagem show de bola.

Deixamos nossa bagagem (mala pequena e mochilas) num guarda-volumes, que também aluga bicicletas, tem banheiros e chuveiros pagos, de boa qualidade. E saímos a pé em direção ao sudeste da ilha, para vermos o que faltava de pontos turísticos principais – basicamente a Casa da Moreninha, o Orquídea Bistrô e o Farol da Mesbla ( uma miniatura do relógio da Mesbla da Cinelândia, mas na verdade um pequeno farol dentro do mar).

Como pretendíamos almoçar na CASINHA AMARELA no norte da ilha, pegamos uma charrete (carro elétrico) que nos levou até lá, por R$ 20.

Meus caros clientes do Pub da Berê .... comemos um camarão com molho de manga pra comer ajoelhado !!! Simplesmente maravilhoso ! Antes fomos de pastéis de camarão e .... casquinha de vatapá ! Tudo isso regado a caipivodkas de laranja e cervejas.

Camarão com manga
E a carruagem começou a virar abóbora ... hora de partir. Chamamos por telefone uma charrete para nos levar até o centrinho, pegamos nossa bagagem e a barca das 16h para a Praça XV.

Observações muito importantes :
   VIVO pega bem na ilha. A Oi é uma tragédia lá.
   Só tem uma agência bancária por lá : ITAÚ
    Todos esses serviços de aluguel de bicicleta, táxis, devem ser pagos em dinheiro. Leve grana !
 Os restaurantes aceitam cartões de débito e crédito, exceto o American Express – não sei porque.
   Apenas uma farmácia e um hospital.
   Visitar a ilha de 2ª a 6ª feira é tranquilo porque tem poucos turistas.
  Fim de semana vem bastante gente. Mas não nos atrapalhou, não sentimos dificuldade em conseguir tudo que queríamos. Acredito que no verão deva ser complicado em fins de semana.

Venham conhecer Paquetá, vale a pena. É só alegria, música, boa comida, lugares bonitos, pessoas muito educadas e gentis por toda parte. Quem quiser pode fazer um bate-volta de 1 dia. Tem barcas até 23h para a Praça XV. 

14 de julho de 2019

Melhor prescrever três anos, ao invés de três dias.


Assim ficaria calado  até o final de seu mandato, e diria menos bobagens. Mas precisa arranjar solução para o acesso às redes sociais.

Se são necessários apenas três dias calado, por um dente extraído, o ideal é que ele fosse um molusco, como o caracol, por exemplo, que pode ter entre 2.000 e 15.000 microdentes. 

Já pensaram? 3 X 2.000 = 6.000 dias sem poder falar? Terminaria o mandato mudo, o que seria ótimo.

Sim, o que quero dizer é que o capitão fala demais, com ideias de menos. 

E tem pouco discernimento. Não sabe, por exemplo, o significado de nepotismo. Que outro presidente da República indicaria o Eduardo para o cargo de embaixador no Estados Unidos? Que méritos seriam encontrados nele para função de tal relevância? Só um pai mesmo.

E as justificativas apresentadas ("cala a boca Magda") são risíveis: fala inglês, é amigo dos filhos do Trump e fez hamburger lá na América do Norte.

O filho queria uma oportunidade de emprego na rede McDonald's, em face de sua experiência como chapeiro.


O pai pensou em Washington. E -  why not? - na embaixada brasileira na capital americana. Economizaria casa e comida já que o salário de quem apenas faz os hamburgers não é lá grande coisa mesmo nos USA.

Calado, teria nos poupado do ridículo perante as demais nações civilizadas. Eis algumas das centenas de piadas  a respeito:

Alô, embaixada brasileira, faça seu pedido.


Ora, ora ora, o deputado é amigo dos filhos do Trampa*? E daí? Ninguém é perfeito 😄😄😄

Notas:
1) Trampa* pode ter um significado chulo, mas pode ser usado no sentido de sem qualidade, sem valor, sem importância.

2) Estou à beira do arrependimento de ter votado nele.

3) Matéria jornalística