30 de abril de 2012

Trabalhos manuais, artesanais e artísticos


O Riva52, amigo, seguidor e colaborador do blog,  comentou recentemente que as mulheres estão afastadas do blog.

Efetivamente estão. Ele aventou a possibilidade do fato estar relacionado ao excesso de posts sobre futebol. Acho que não necessariamente. Mas não tendo dados e informações a respeito, estou fazendo um teste postando nos próximos dias assuntos que interessam mais de perto as mulheres. Vamos ver a repercussão.

Wanda, minha mulher, gosta de fazer crochê, que aprendeu com a mãe desde menina, e está sempre fazendo enquanto assiste TV.

Não faz roupas, apenas colchas e cortinas. Muitas vezes combina o crochê com um trabalho que se chama fuxico que não sei explicar o que é, embora identifique quando vejo. Algumas das  fotos a seguir mostraram do que se trata.

Ela tem também talento inato para desenho, o que a levou a estudar pintura na técnica de óleo sobre tela. Desenvolveu um pouco o que poderíamos chamar de “dom” ou vocação. Parou de pintar há 3 ou 4 anos por diversas razões: não tínhamos mais onde guardar tantas telas; o preço das tintas e pinceis (importados) são caros; e não temos mais espaço para o atelier, pois moramos em apartamento pequeno.

Mas num próximo post vou mostra-la trabalhando (pintando) no atelier ao tempo em que morávamos em São José de Imabassai.  Naquela mesma época chegou a vender algumas telas, na feira de artesanato que funciona nos finais de semana no Campo de São Bento, em Niterói. E colocarei também algumas telas.

Mas vamos as colchas de crochê e fuxico com crochê.













Estas fotos foram feitas com máquina antiquíssima sem recursos e escaneadas agora. Se originariamente já tinham pouca resolução, pioraram muito.

Maucaratismo, hipocrisia, má-fé


A imagem é de causar inveja aos meus amigos poetas Ricardo dos Anjos e Esther Bittencourt, mas deixa aberta uma questão relevante.

 Refiro-me a trecho da entrevista concedida pelo novo presidente do Supremo Tribunal Federal a uma revista semanal, referindo-se as práticas condenáveis que ocorrem em Brasília: “... eu internalizei muito a postura das garças, que vivem em ambientes enlameados, nos manguezais e brejos, mas quando vão pousar executam uma coreografia tão cuidadosa que conseguem  preservar a alvura de suas penas.”

Bonito! Poético, mas não é suficiente manter a alvura das penas, pois não basta parecer, há que realmente não se sentir atraído pela lama dos brejos e manguezais, e pelo visto as garças gostam de se alimentar do que neles se contém.

E Brasília, vamos combinar, esta muito mais para habitat de carcarás, gaviões e outros predadores impiedosos.

A corrupção, a fraude, o desvio de verbas, o apadrinhamento só ocorrem em Brasília? Claro que não. Mas lá SÓ ocorrem estes malfeitos,  para usar uma expressão do agrado da presidente.

Mas a hipocrisia, o maucaratismo, a má-fé, a ganância, o gosto pelo enriquecimento sem causa, está no meio de nós, em toda parte e latente em pessoas insuspeitas, apenas aguardando a ocasião de se manifestar. Ou você pensa que não existem milhares de Demóstenes?

Eu não estou me excluindo, pois não fui ainda suficientemente testado. Já tive chance de ficar rico, mas milionário ainda não. 

No outro dia meu filho Jorge, num post publicado em seu blog “Cavernaweb”, e que reproduzi aqui no “Generalidades”, fez uma reflexão a respeito do fato de num cubo haver sempre uma porção oculta, quaisquer que sejam os ângulos em que tentemos observa-lo.

Assim é o ser humano, por mais que achemos que conhecemos as pessoas, sempre haverá uma porção, uma faceta, um aspecto da personalidade que não havia ainda se manifestado e por isso desconhecíamos.

Se calhar qualquer dia contarei alguns casos, sem dar nome aos bois evidentemente, de clientes e amigos que pretendiam tirar vantagem de certas situações, de oportunismos, obtendo o que chamamos enriquecimento ilícito.

29 de abril de 2012

Seu site "mobile"

Por

Jorge Carrano

www.tauvirtual.com.br

O uso de smartphones tablets tornou relevante uma questão: o que fazer com um site que, depois de tanto trabalho e investimento, simplesmente não funciona direito nesses novos dispositivos?

Em primeiro lugar, é razoável supor que grande parte dos sites não têm um bom comportamento nos aparelhos móveis simplesmente porque quando foram feitos esses dispositivos não existiam, ou representavam uma fração mínima da audiência. Se seu site tem dois anos ou mais, é provável que esteja nesta categoria. Lembre-se que, no início de 2010, o iPad sequer existia…

Resta então a questão: é possível fazer um site que funcione nos desktops/laptops e também nos dispositivos móveis?

Sim, é possível, mas é preciso saber como.  Para começar, vale lembrar que os dispositivos Apple não rodam arquivos em Flash. Tendo a incompatibilidade entre HTML5 x Internet Explorer de um lado, e a divergência Apple x Flash do outro, o cliente e sua agência ficam numa situação difícil. Já falamos bastante sobre isso aqui (leia post http://www.cavernaweb.com.br/?p=2133).

Mesmo que esta questão seja resolvida, resta uma outra: será que o site mobile deve ser igual ao site completo? Alguns especialistas em usabilidade, como Jakob Nielsen, acham que não. Isso porque as demandas e circunstâncias de quem acessa pelo celular ou tablet não são as mesmas de quem usa computadores de mesa ou laptops.

Parece-me que o melhor seria “editar” o site para que, de fato, tenha apenas os conteúdos fundamentais para visualização em dispositivos móveis. Embora as telas do iPad, do Galaxy Tab e outros tablets tenham bom tamanho, não podemos dizer que a navegação pelo iPhone, Blackberry e outros seja assim tão “confortável”. Não é.

Então, alguns cuidados são necessários na construção de seu site mobile:
1 -  Identificar se o visitante acessa via dispositivo móvel, e então redirecioná-lo para uma versão adequada.
2 -  Esta versão deve ter menos conteúdo, e apenas o mais relevante. Vale lembrar que embora a maioria das pessoas tenha mais de um acesso, temos todos menos tempo.  Você não pode apostar que o visitante fará uma consulta via smartphone quando está na rua e depois vai conferir ou pesquisar com mais calma em casa ou no trabalho usando um laptop. Daí ser relevante saber qualconteúdo é indispensável para quem acessa a versão mobile, pois ele pode não voltar…
3 – As telas mudam de tamanho, mas os dedos não… Então o design precisa ser repensado, para ter menos elementos na tela, e links e botões maiores. Simplificar é a palavra-chave aqui.

Se seu site foi construído antes da explosão dos acessos móveis, é melhor convencer a diretoria de que precisa de uma verba adicional para produzir uma versão compatível.

Se seu site ainda será feito, está na hora de avaliar essas questões e trabalhar para que o resultado seja visível pelo maior número possível de pessoas.

Pessoas que estarão, certamente, cada dia mais “móveis”.


Original publicado em http://www.cavernaweb.com.br/?p=2430

28 de abril de 2012

CARTA DA SERRA GAÚCHA



Por
Ricardo dos Anjos
(poeta e jornalista aposentado, diretamente da Serra Gaucha) 






Aqui também tem dessas coisas

Pois é, uma cidade pequena como Nova Petrópolis, de 19 mil habitantes e 14 mil eleitores se tanto, e tida como o Jardim da Serra Gaúcha, dada a sua natureza florida e bem-cuidada pela população e prefeitura nos locais turísticos (“onde passa a noiva”), foi abalada esta semana por um gritante cerceamento à imprensa por parte do legislativo local. E justo em ano de eleições.
Explico: um jovem repórter do jornal O Diário estava cobrindo e gravando a sessão da câmara de vereadores que decidiria o aumento do número de edis de 9 para 11, o que aconteceu. Antes, porém, o presidente do legislativo, Paschoal Grings, e seus sequazes, em tom de ameaça de agressão física (“quebro sua cara”), impediram o repórter exercer seu trabalho, chegando a interromper a sessão. Chegaram a chamar a Brigada Militar e a Polícia Civil para expulsar o repórter que, para evitar mal maior (inclusive a ele próprio) resolveu retirar-se do que podemos chamar ironicamente de “Parlamento”...
Daí, o jornal reagiu e publicou matéria sobre o salário desses vereadores:
“Fica em Nova Petrópolis o segundo maior salário para o cargo de vereador nos 11 municípios onde O Diário circula. Para se reunir uma vez por semana, entre duas e três horas, o município repassa para cada vereador exatos 1.909,95 reais. O valor representa mais de três salários mínimos, e este valor será reajustado em 7% este ano. Atualmente, a Prefeitura repassa 482.400,00 mil para manter os trabalhos da Câmara de Nova Petrópolis. Com este valor, por exemplo, seria possível construir uma quadra de esportes igual a da Escola Otto Hoffmann, que custou 360 mil reais.
“O questionamento ao trabalho dos vereadores de Nova Petrópolis surge após o episódio onde um repórter do Diário foi impedido de gravar a sessão que analisou o projeto de emenda à Lei Orgânica, que sugeria a manutenção das nove vagas na Câmara, proposta rejeitada por seis dos oito vereadores presentes na sessão. Jerônimo Sthal Pinto, Plínio dos Santos, Régis Hahn, Oraci de Freitas, Daniel Michaelsen e Bruno Seger desejam ampliar para 11, conforme consta da Lei Orgânica do Município” (O Diário, 27/4/12)
Informado sobre o cerceamento da liberdade de imprensa, o comentarista político Alexandre Garcia criticou a arbitrariedade do legislativo nova-petropolitano.

27 de abril de 2012

Deu zebra?



Por 
Rodney Gusmão
(aposentado, botafoguense, ex-várias coisas, amante da beleza onde estiver)

A Espanha que vive uma séria crise econômica, com alto índice de desemprego e elevada dívida pública reuniu, em 48 horas, 180.000 torcedores, em dois estádios de futebol: o Camp Nou, em Barcelona e o Santiago Bernabéu, em Madrid, casas, respectivamente do Barcelona e do Real Madrid duas das maiores equipes de futebol do país e do planeta.

Quando terminou a fase de grupos da Copa do Campeões da Europa (Champions League), e Barcelona e Real Madrid estavam classificados para o mata-mata, já eram apontados como favoritos a conquista do título.

Definidos os semi-finalistas, com estas duas equipes entre as quatro, passou a não restar dúvidas entre analistas e torcedores de que uma das duas levantaria o cobiçado troféu.

Ninguém duvidava, senão apenas alguns poucos, de que a final seria espanhola.

Afinal decidiriam a classificação em seus estádios, palcos dos jogos de volta. Com todas as vantagens que tal fato confere, em especial o incentivo das numerosas torcidas (90.000 em cada partida). Contam em seus caros elencos com os dois maiores jogadores de futebol no momento, Cristiano Ronaldo no Real e Messi no Barcelona.

Há que considerar que a Espanha figura em primeiro lugar no ranking da FIFA e a sua seleção é a atual campeã mundial.

De outro lado, imaginava-se que como meras figurantes,  duas equipes que estão fazendo uma temporada discreta nas competições nacionais, não tendo nenhuma das duas, Bayern e Chelsea, chances de conquistar os títulos de suas  ligas este ano.

O Chelsea está com técnico interino – Di Matteo – uma espécie de Cristóvão do Vasco. Era assistente até outro dia.

Então os resultados que classificaram Bayern e Chelsea foram zebras?

De jeito algum. São duas belas equipes, altamente competitivas e que demonstram espírito de luta e alto nível de confiança em suas forças. Futebol não é, apenas, técnica e tática.

O carequinha  Arjen Robben, holandês de triste memória para nós, haja vista a última Copa, o artilheiro Mario Gomes, grandalhão habilidoso que lembra um pouco o Leandro Damião, do Inter de Porto Alegre, e um senhor goleiro - Neuer - que defendeu duas penalidades, do lado do Bayern.

O forte e raçudo Drogba, o brasileiro Ramires e os veteranos Terry e Lampard, bons jogadores que pontificam na seleção inglesa, pelo lado do Chelsea, foram os nomes do jogo.

As duas principais estrelas, nos dois espetáculos, Messi e Cristiano Ronaldo, perderam penalidades. Real e Barcelona saíram na frente no marcador e não souberam ou não puderam sustentar a vantagem.

A final será disputada no dia 19 de maio na casa do Bayern, por mera sorte, que costuma acompanhar os vencedores. O sorteio do palco da partida final é realizado no início da competição. Parece que a bolinha que definiu o Allianz Arena, em Munique, já antevia a presença do Bayern.


Aos espanhóis resta o consolo de disputar a final da UEFA Europa League,  e com certeza conquistar o troféu, já que o confronto reunirá o Atlético de Madrid e o Athletic Bilbao.

Enfim, na Espanha pode estar faltando pão, mas por certo ainda tem circo. Proporcionado por Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madrid e Athletic Bilbao, para mais de 250.000 espanhóis.

26 de abril de 2012

Traidores

Tiradentes
No dia 21 último comemorou-se o feriado de Tiradentes, que teria sido delatado por Joaquim Silvério dos Reis Montenegro Leiria Grutes. Que nome pomposo para um traidor, não é não?

No dia 6, tinha sido comemorada a Paixão de Cristo, traído por Judas Iscariotes. Há controvérsias. O mesmo Judas, inconformado, questiona Deus: “Por que eu? Por que fui escolhido para trair?” Vejam o enredo da peça (também filme em http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Christ_Superstar   (tive a oportunidade de assistir uma montagem em um circo em São Paulo, há nos (1973), com um ainda iniciante Antonio Fagundes.


Nos cinemas o filme Heleno, enredo que conta um pouco da história do futebolista botafoguense Heleno de Freitas.

Interpretado pelo ator Rodrigo Santoro (vascaíno), que no cinema já encarnou o rei persa Xerxes I, que se valeu de ajuda do traidor Efialtes para emboscar Leônidas, valoroso general espartano.

Helenos era como se intitulavam os gregos oriundos de Hélade, até que os romanos os chamassem de gregos aos habitantes, e de de Grecia  àquela região, tudo por ser o nome da primeira tribo que encontraram.

Mas os gregos do período clássico se denominavam helenos.

Rodrigo Santoro (Xerxes I) derrota Leônidas, mas perde cerca de 20.000 persas em combate, para 300 espartanos comandados por Leonidas, nas  Termópilas.


Leonidas
Leonidas, para quem não lembra, é aquele comandante que ao ser informado de que as flechas dos persas seriam tantas que obscureceriam à luz do sol, teria respondido: “Tanto melhor combateremos è sombra”.

Herodoto, cognominado “pai da história”, pelo menos no meu tempo de secundarista, na verdade um estraga prazer, atribui esta resposta, em um de seus relatos hitóricos, a Dieneces.

Agora pergunto eu. Quem é Dieneces?



Anibal



Prefiro a versão que atribui a frase/resposta a Leonidas, seja porque é um dos meus generais preferidos (ao lado do cartaginês Anibal), seja porque é mais glamorosa.







A frase acima, sobre as flechas, faz parte de um elenco de belas frases de Leonidas, como por exemplo:
Primeira
Xerxes (após cercar os espartanos): “entreguem suas armas”.
Leonidas: “Venham paga-las”.

Segunda
Xerxes: “Se chegarmos ao Peloponeso não restará pedra sobre pedra.
Leonidas: “Se”

25 de abril de 2012

CPI - de cachoeira à cascata


Ou alguém acredita que haverá apuração rigorosa e punição severa? Não vai acabar em pizza, mas teremos cascata e não cachoeira. 

Congresso
Aposto um dos bens que mais prezo, que são meus testículos, que esta CPI não levará ninguém às grades, não resultará em perdas de mandato parlamentar e muito menos restituição aos cofres públicos de importâncias superfaturadas em obras públicas.


Sessão plenária
Este caso daria, se levado a sério, um processo mais volumoso e com muito mais réus do que aquele do mensalão que aguarda pauta de julgamento no Supremo Tribunal Federal,  e que tem 38 Réus, 50 mil páginas divididas em 233 volumes e 495 apensos.  

Ou alguém acha que o esquema, a rede montada, não se expande nas três esferas de poder –executivo, legislativo e judiciário – e atinge as diferentes instâncias de autoridade.

O governo tomou conta da CPI, ocupada por maioria de parlamentares governistas, que vai livrar seus apaniguados que estão comprometidos até a alma. Embora, verdade seja dita, nesta rede de corrupção, contravenção e fraudes a oposição esteja também atolada até o pescoço. Vide Demóstenes Torres.

Quem viver verá, não vai dar em nada. É pule de dez, como diria um turfista, ou como diria minha avó lusitana, são favas contadas.

Tem muito graúdo, peixe grande mesmo, inclusive do judiciário, que tem a perder. E estão nas mãos do Carlinhos que deve ter um dossiê completo de todas as maracutaias e de todos que já comprou.

De bobo ele não tem nada. Se apertarem muito ele geme.

O Cubo Mágico

Por

Jorge Carrano

Diretor da Tau Virtual
www.tauvirtual.com.br


Não importa de qual ângulo você olhe um cubo, somente poderá ver três dos seus seis lados. Pode tentar.  Essa imagem me remete ao trabalho do comunicador, seja ele jornalista, publicitário, cineasta, webdesigner ou qualquer outra atividade.

Nunca poderemos ter, de fato, uma visão completa dos fatos. O cubo da notícia sempre esconde metade de suas faces.

Pessoas e empresas, no entanto, têm dificuldade de aceitar esse fato. Querem ter controle de tudo. Querem conhecer tudo. Isso não é possível.
O imponderável e o desconhecido fazem parte da vida, da natureza e, por extensão, também dos negócios.

Você pode considerar que, sendo um cubo, é possível saber exatamente como são as “faces ocultas”. Talvez, mas não deixa de ser um exercício de projeção e, portanto, de ficção. Mesmo aceitando uma fórmula geométrica que assegure uma informação “exata”, há que se considerar que não existem tais equações para os fenômenos humanos.

Talvez aí resida a “magia” da nossa profissão: sabemos que é um cubo, mas suas faces sempre ocultas são ao mesmo tempo um alerta e um estímulo a conhecermos mais os nossos públicos, meios e mensagens.

Crédito imagem:
http://blaahblog.wordpress.com/2009/07/08/cubo-redondo/



Original publicado em 
http://www.cavernaweb.com.br/?p=2462

24 de abril de 2012

O que dizer?


Depois de autoridades ligadas à educação haverem proibido Monteiro Lobato, nas escolas, agora é a Assembleia Legislativa de Minas Gerais que quer aprovar uma lei, vejam o absurdo, proibindo Guimarães Rosa.

Minha amiga Esther Bittencourt enviou um link para que se possa subscrever um abaixo-assinado contra esta sandice. 

Quem achar que Riobaldo, Diadorim e Taturana, não fazem mal a ninguém, muito antes pelo contrário, pode assinar em vhttp://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23620


O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o entediado ministro Cezar Peluso, além de tirano, no dizer de seu colega de toga ministro Joaquim Barbosa, é racista. Lavando roupa suja, estes dois ministros da Corte Suprema, trocaram acusações. Peluso diz que Barbosa é inseguro e que provavelmente sua insegurança decorre do fato de achar que as pessoas pensam que ele foi parar no Supremo não por sua cultura jurídica, mas sim porque é negro. Numa espécie de cota racial.

Já Barbosa diz que Peluso manipulava resutados, conduzindo as sessões de julgamento segundo suas conveniências e interpretações.

Eu ia comemorar que o ministro sempre com cara de tédio e ar superior vai se aposentar no segundo semestre, mas quem virá? Pode piorar muito se, por exemplo, colocarem um Ivan Sartori, aquele que lamenta não poder puxar um fuminho da cannabis sativa. E quer receber FGTS.

Enquanto isso o poeta Ayres Brittto assume, por poucos meses, com a ingrata missão de colocar em pauta e julgar o chamado processo do mensalão, com todas as implicações e injunções políticas. Isto se o ministro Lewandowsky quiser. E ele pode não querer...

Saudades de composições do STF, onde pontuaram , com notável saber jurídico e ilibada conduta, como prescreve o texto constitucional, figuras como Victor Nunes Leal, Adauto Lucio Cardoso, Barros Barreto, Evandro Lins e Silva, Aliomar Baleeiro, Nelson Hungria, Orosimbo Nonato.

Estes nomes não são familiares para as pessoas mais jovens e muito menos para quem não é ou foi operador do direito. Talvez o Adauto Cardoso por sua atuação no legislativo.

O Brasil já teve juristas de renome como Rui Barbosa, Clóvis Bevilacqua, Carlos Maximiliano, Pedro Lessa, Pontes de Miranda, Hely Lopes Meireles, Miguel Reale, Caio Mario da Silva Pereira, que no magistério ou em obras doutrinárias que publicaram enriqueceram a Ciência do Direito, uma das mais belas, senão a mais importante de todas, porque disciplina, permitindo a vida em sociedade organizada.

Como a escultura do Drummond (grande vascaíno), em Copacabana volta e meia tinha os óculos do poeta furtado, colocaram uma câmera de vigilância sobre ela.

Agora chegou a vez de fazer o mesmo com a estátua de Osório, na Praça XV, eis que a espada do general já foi roubada e até o portal (pesadíssimo).

Vamos aguardar agora o roubo das respectivas câmeras.


E a Argentina, hein?! De novo querendo levar na mão grande. Primeiro foi com a Inglaterra por causa das ilhas; agora é com a Espanha por causa da petrolífera.


Vou torcer contra, de novo.


23 de abril de 2012

São Jorge ou Seu Ogum


"... para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem..." (trecho da oração de São Jorge)


Se tem um santo que transita em diferentes religiões, sendo  respeitado e venerado por milhões de devotos, este é São Jorge.

Assim, são católicos - das igrejas romana e ortodoxa - são os anglicanos e são os umbandistas, que o associam, no sincretismo, ao orixá Ogum.

Castelo de São Jorge
Lisboa - PT
Com fiéis em todas as partes do mundo, é padroeiro da Inglaterra, de Portugal, da Geórgia, da Catalunha, da Lituânia e de Moscou.

Brasão de armas da
cidade de Moscou
Como se vê, não importa o idioma, não importa o regime político, não importa a situação geográfica, São Jorge está presente na fé e nos corações de diferentes povos. 

Não existem documentos absolutamente confiáveis (a maioria apócrifos) que permitam determinar aspectos de sua vida. Muito do que se escreve e fala não passa de lenda.

Mas parece não haver dúvida de que nasceu na Capadócia, região hoje pertencente a Turquia, e teria vivido entre os anos de 275 a 303, ao tempo do imperador Diocleciano.

Muito cedo, na adolescência,  ingressou na vida militar, chegando a capitão do exército romano e ocupando a função de Tribuno Militar, na corte imperial.

Desafiou as intenções de Diocleciano que pretendia eliminar todos os católicos, erguendo sua voz e concitando a todos que se convertessem ao catolicismo.

Com este ato despertou a fúria de Diocleciano que depois de impingir-lhe várias sessões de tortura, das quais o Santo Guerreiro saia reafirmando sua fé, mandou degola-lo em 23 de abril de 303.

Exemplo de sincretismo
Lavagem do Bonfim
Já dei uma pincelada no sincretismo que associa São Jorge ao Orixá Ogum, na Umbanda.

Sincretismo vem a ser, grosso modo, a fusão de doutrinas díspares, sejam filosóficas, sejam religiosas, de tal sorte que sejam ressaltados os aspectos semelhantes positivos.

Seu Ogum
Os filhos de Ogum são pessoas fortes, lutadoras, ativas e combatentes, que não se entregam. São pessoas corajosas e que não temem arriscar. São sérias e perseverantes.

E agora uma inconfidência. Saibam tantos quantos confiaram em meu trabalho como advogado, ao longo dos últimos anos, que na verdade estavam entregues a São Jorge.

Nunca fui além de simples rábula que trabalhou sob inspiração do Santo Guerreiro e Tribuno. E assim sendo, todos os resultados positivos alcançados – e foram muitos – devem ser creditados ele. Salve Jorge!

Outros detalhes sobre o santo podem ser obtidos em http://www.saojorge.net/sj.htm

22 de abril de 2012

O Bangu e outras excentricidades


Já me preparava para gozar o Bangu, que nadou bem  a morreu na praia,  sem receio de magoar ou ferir a suscetibilidade de alguém próximo, senão o Albenir, meu concunhado. Como Albenir mora em Cachoeiro de Itapemirim, não tem acesso à internet, pois não tem computador ou  tablets e não frequenta lan house, não correria risco.

Mas me lembrei do Luvanor, internauta que vez ou outra, de forma muito educada e respeitosa aparece aqui neste espaço e torce pelo aguerrido Bangu, de tantas glórias passadas.  O Bangu não tem mais Zizinho, Décio  Esteves, Nivio, Zózimo, Paulo Borges, Parada,  Ladeira e outros.

E principalmente não tem a família Silveira ou a família Andrade (Eusébio e Castor) como patronos/provedores. Então o sonho acabou. Mas, como consolo, acabou na primeira divisão do futebol carioca. Poderia ter sido pior.


Falar do Bangu me remeteu à Exeter, pequena e deliciosa cidade de mais de 2.000 anos, da época do império romano, localizada  na região Sudoeste da Inglaterra, hoje com pouco menos de 120.000 habitantes.


Catedral de Exeter
A cidade tem um clube de futebol tradicional, atualmente disputando a 3ª divisão do campeonato inglês, chamado  Exeter City F.C.

Por que lembra o Bangu? Pelas cores de seu uniforme, em vermelho e branco.


Estadio do Exeter City F.C.
Mas o Exeter City F.C já viveu dias melhores, tendo inclusive excursionado à America do Sul, em 1914, fazendo uma longa viagem de navio.

Jogou uma partida no Rio de Janeiro e perdeu para uma seleção amadora por 2X0.

Qual é a excentricidade? O futebol brasileiro ainda é, lá naquela longínqua paragem, o melhor do mundo e motivo de orgulho para os moradores, pelo fato da equipe local já haver jogado contra uma seleção de jogadores brasileiros.

Tudo isto eu assisti, como muitos dos leitores, numa reportagem, veiculada ainda há pouco no Jornal Nacional. Duas coisas me chamaram a atenção: uma a semelhança do uniforme com o do Bangu.

Vista da cidade e o rio Exe
A outra razão é uma recíproca: eu gostaria de ter nascido em território da Gran Bretanha, como já confessei aqui o que me custou algumas criticas de falta de amor ao Brasil (não tem nada a  ver). Já os moradores de Exeter têm grande admiração pelo Brasil e como foi possível ver na matéria citada, nossa bandeira, em diferentes materiais (papel e tecido) e diferentes tamanhos, é empunhada com orgulho pela torcida local quando o Exeter City F. C. joga na cidade.


Primeiro foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal reconhecendo a legalidade da união de pessoas de mesmo sexo (com efeitos econômicos e patrimoniais). Mais recentemente uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado, converteu em casamento uma união civil entre pessoas de mesmo sexo.

Estas decisões, principalmente a que admite "casamento" homoafetivo,  levarão a uma revisão nos conceitos e significados de duas palavras tradicionais da língua pátria: são elas, casal e casamento.
Vejamos o que diz o tio do Chico:
Casal: do lat. vulg. Casale
3. Par composto de macho e fêmea, ou homem e mulher
Casamento:
1. Ato solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.

21 de abril de 2012

Parabéns a você


Aniversário é uma palavra de origem latina que significa “aquilo que volta todos os anos”. Assim: annus (ano) + vertere (voltar) = anniversarius.

Aquele "você" do titulo do post sou eu, que estou fazendo aniversário de nascimento.

Podem cantar à moda popular, como consagrado, pronunciando parabéns p’ra você.

A versão original para a íngua portuguesa, foi feita no Brasil por Bertha Celeste Homem de Mello, que venceu o concurso promovido para tal fim, disputando com mais de cinco mil concorrentes. Até o fim de sua vida, em 1999, ela brigou e defendeu a tese de que a canção deveria ser cantada obedecendo  a letra que ela escrevera originalmente, ou seja, parabéns a você.

Durante muitos anos, além de cantar da forma consagrada, com a preposição para, permaneci na ignorância achando que se tratava de um canção do folclore americano, ou que já caíra em domínio público.

Qual nada, a canção “Happy Birthday to You” tem dono, atualmente a Warner. Assim sendo, cada vez que seja executada em veículos de comunicação, são devidos royalties à aludida empresa.

A história, longa, é cheia de incidentes resolvidos em tribunais, e está na Wikipédia. Para poupar seu tempo de pesquisa na rede, informo que tudo começou na canção “Good Morning to All” composta por duas professoras americanas, que a registraram no século 19.

Até que, em 1923, apareceu publicada num livro com a letra alterada para  “Happy Birthday to You”, embora devesse ser entoada com a mesma melodia.

Lógico que foi criado um imbróglio, posto que descendente das irmãs professora, postulou os direitos autorais no judiciário. E levou.

E vocês pensam que estamos falando de ninharias? Consta que somente no ano de 2002, portanto há dez anos, esses direitos renderam mais de 2 milhões de dólares. Que tal?

Então cantem comigo, como no original em português (no Brasil):
“Parabéns a você
Nesta data querida
Muita felicidade
Muitos anos de vida”

Estadio de São Januário
Elizabeth II
Eu sopro uma velinha, pois faltaria fôlego para soprar as 72 que seriam correspondentes a igual número de anos de vida.

Se quiserem, incluam em seus pensamentos, desejando felicidade e muitos anos de vida, à Rainha Elizabeth II, do Reino Unido, ao Estádio de São Januário, e à cidade de Roma.

Mas há uma nódua, Brasilia também faz aniversário hoje. E esta cidade nos evoca tristes memórias.

19 de abril de 2012

Classificados selecionados

Vejam no YouTube uma apresentação de uma das melhores firmas de comunicação interativa, com mais de dez anos de experiência no atendimento de empresas  dos mais diversos campos de atividade empresarial.
A TAU praticamente começou com a Internet comercial.

                                                http://www.youtube.com/tauvirtual


13 de abril de 2012

Ciao, arrivederci, bye-bye, so long

                                                      I shall be back soon.

12 de abril de 2012

Cafezinho, visitas e lanche da tarde


Quando criança a peça que dava suporte ao coador, como ao lado, lá em casa era de madeira. E o saco de coar, feito em casa, com flanela, se  não me engano.

Não se encontra mais em madeira. Pelo menos não na cidade. Faz diferença em relação ao sabor? Claro que não, mas faz em relação à memória afetiva.

Já o coador de pano faz muita diferença. Assim como o processo de infusão.

Minha sogra (assim como em casa de outras famílias) colocava o pó, com açúcar, no coador e despejava a água fervente. Como o gosto da maioria dos moradores da casa (8 pessoas, mais os penetras) era por sabor mais doce, o café ficava muito adocicado para meu gosto.

Sempre preferi colocar apenas uma colherinha, rasa, na xicrinha convencional, para não melar o café. E colocava o açúcar antes de despejar o café do bule para a xícara. Por que? Acho que porque facilitava a diluição (mistura) do açúcar mais facilmente e não precisar mexer muito com a colher, o que esfria o café.

Isto porque o café, assim como a sopa e a mulher precisam ser quentes, para meu gosto pessoal.

Minha mãe fazia diferente da minha sogra. Numa leiteira com água até um pouco mais da metade, colocava 3 colheres das de sopa bem cheias do pó, depois que a água estava fervendo, em ebulição, desligava ou apagava (no fogão a querosene, na primeira infância), deixando a leiteira tampada, abafada, por uns instantes. Só então despejava no coador.

O café que usávamos era o “Globo”, que não sei se era o melhor, mas era bom. Aliás que a frase de propaganda desta marca era: “Café Globo, bom até a última gota”. Parece que o “Palheta” tinha reputação de ser melhor, não sei. Na família, minhas tias usavam o “Predileto, marca que fazia bastante propaganda nas emissoras de  rádio.

O primeiro café passado no coador novo era descartado por minha mãe. Mas não descartado assim de qualquer jeito, na pia, sifão abaixo. Não, ela esperava esfriar e molhava (regava) as plantas com o café. Funciona como fertilizante. Assim como o pó, depois de utilizado, que chamam de borra.


Pão provence
O café da tarde, aí pelas 15 horas, era sagrado. Com pãozinho (50gr) francês ou o tipo provence*, comprado no Seu Henrique, como já relatei aqui neste blog, cujo estabelecimento ficava na Rua Visconde de Uruguai,  na esquina com Santa Clara.

A manteiga não era vilã, e vinha das cidades de Cordeiro e Cantagalo, adiquirida basicamente na Leiteria Brasil.

Nesta época era de bom tom servir cafezinho para as visitas. Por isso era necessário ter sempre xicrinhas de boa qualidade, de porcelana fina (quem podia) e uma bandeja forrada com toalhinha de linho  bordada.

Um pratinho com biscoitos de araruta ou casadinho, ou ainda brevidade, compunham bem e causavam boa impressão.

Não farei apologia da manteiga, mas de uma coisa tenho certeza, nunca,  jamais,  em tempo algum, qualquer similar seja lá o nome que se lhe dê, irá substituí-la em paladar.

Falo de manteiga de boa qualidade, como eram as fabricadas por laticínios das cidades citadas.

Aliás, tomávamos leite na inocência de que a lactose é nociva, que a cafeína encontrável no café sofre restrições, e que gordurinha em torno do bife de contrafilé tem muito colesterol.

O leite que comprávamos numa distribuidora na Rua Silva Jardim, bem próxima da casa onde morava a irmã do Zizinho, melhor jogador brasileiro até aparecer Pelé, era extremamente gorduroso. Posto a ferver, para não azedar (não havia o pasteurizado) criava uma nata espessa e amarelada, que ara utilizada para biscoitos ou até mesmo para fazer manteiga caseira.

Minha mãe levou anos até se conformar em usar margarina, que chamava de graxa. Ela estava certa.

Para fazer o pão provence, ou sovado, é melhor ter máquina de bater a massa e fundamental um forno muito bom. A receita está em muitos sítios na internet (via Google), inclusive no endereço a seguir, de onde pincei a foto. 

* O pão Provence é também chamado de pão Sovado e, em alguns lugares,  de pão Tatu, em função de seu formato.

11 de abril de 2012

Sem comentários e com comentários

 Frota movida a dólares

Há poucos mais de 5 anos o Brasil temia que os americanos impusessem barreiras alfandegárias para entrada do nosso etanol nos USA. Precisávamos do mercado americano.
Nosso programa de energia renovável era reputado excelente e deveria servir de exemplo. E causava inveja, por causa das condições de produção. Solo adequado e clima favorável à cultura da cana, principal fonte para fabricação do etanol.
Lula e Bush assinaram um acordo estratégico para produção.
Pois bem, passado tão pouco tempo, agora somos importadores de etanol dos Estados Unidos. No ano passado compramos deles 1,1 bilhão de litros. Dá para acreditar?
Temos o solo, temos o clima, mas não temos usinas. Essa é a diferença entre adultos e crianças no jogo bruto do mercado: produtividade, competência, seriedade.
E não é só etanol que estamos importando. Com todas as enormes reservas de petróleo, sem falar no pré-sal, porque ainda não exploramos, nossa produção não atende a demanda interna.
Só nos 2 primeiros meses deste ano, gastamos US$ 560 milhões com importação de gasolina.

Associando ideias

Já que falamos de álcool ai em cima, e de um acordo entre Lula e Bush, cabe comentar que Dilma e Obama, firmarão um sobre a cachaça brasileira e o Bourbon americano.
Serão reconhecidos como produtos de denominação de origem controlada, como nos vinhos diferenciados. A partir deste acordo, Bourbon só o do Tenessee, nos USA, e cachaça só o destilado de cana fabricado no Brasil.

Demóstenes

O amigo Ricardo dos Anjos fez uma entrada aqui no blog, oportuníssima, sobre o blefe que foi a senador Demóstenes Torres. Está em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2012/04/o-exemplo-dos-demostenes.html
Hoje o Elio Gaspari em sua coluna dominical faz uma analogia, dizendo que ele - Demóstenes -  foi um conto do vigário, como foram Janio e Collor.
E José Carlos Aleluia, foi feliz ao dizer que O senador Demóstenes é um caso de dupla personalidade, patológico. Ele traiu um personagem que criou.
O personagem falava muito que o país precisava de uma faxina ética. Tinha e tem toda a razão.

Futebol

O Ronaldinho não está jogando nada, mas não dá de canela, já o Alecsandro...
E o Riva52 se queixa do Fred. Choro de quem tem a barriga cheia.
Se o Vagner Love jogasse no Vasco, eu acreditaria na conquista da Copa Libertadores.
O Vasco perdeu, mas o Arsenal conquistou uma bela vitória sobre o Manchester City, abrindo dois pontos de vantagem sobre o Tottenham na disputa por vaga na Liga dos Campeões da Europa.
O feito fica maior quando de verifica que em dezembro de 2011, em meio à temporada, quase final do primeiro turno, o Tottenham estava com 12 pontos de frente.


O Canto do Rio, nosso querido Cantusca, já contou em seu elenco com jogadores de expressão, consagrados até na seleção nacional, como Eli e Danilo, da famosa linha média do Vasco, e com o goleiro Veludo, do Fluminense e da seleção.
Vejam a foto, enviada  pelo Ricardo dos Anjos (pinçada na internet), que me alertou para o fato.


Canto do Rio F.C nos anos 1950


Parece que tem outros jogadores que se destacaram em equipes de mais expressão econômica e maior torcida. Se identificarem acusem.

Música erudita



André Rieu, violinista e regente holandês, é um popstar que já vendeu 35 milhões de discos, acreditem, de músicas clássicas.
Ele está vindo ao Brasil, para uma turnê.

Do Ricardo dos Anjos, supracitado em outras notinhas deste post, recebi um link, com os comentários a seguir: Akim Camara nasceu no dia 27 de outubro de 2001 em Berlim. Começou sua carreira de violinista aos dois anos de idade, ainda envolto em fraldas. André Rieu, violinista e celebridade holandesa, descobriu o pequeno fenômeno e enviou uma equipe de filmagem para Berlim. Espantado com a genialidade de uma simples criança envolta em fraldas, convidou Akim e a sua família a visitarem o seu estúdio em Kerkrade, na Holanda. Aos três anos de idade, apenas duas semanas após a sua chegada, Akim apresentou-se com a orquestra de Rieu, num concerto que teve lotação esgotada, com cerca de 18.000 pessoas. O público, espantado e incrédulo, emociona-se a cada apresentação do carismático Akim.


Vale a pena acessar e assistir. O menino emociona mesmo a plateia.

Passado político

Sim, tenho um passado político. Tive dois mandatos como presidente do Grêmio do Liceu Nilo Peçanha (colégio de referência no Estado, naquela época) e exerci na Federação do Estudantes Secundários de Niterói dois cargos diretivos: de esportes e social.

Vejam:






Como já informado neste blog, numa gentil oferta das Organizações Tabajara, segundo o Ricardosanjos, os problemas de leitura de corpo de letra pequeno, são solucionados com o simples recurso Ctrl +
Acrescento eu: deve ser coisa de americano.

10 de abril de 2012

Chico e Millôr, Millôr e Chico


Como previsível os personagens criados e interpretados por Chico Anysio foram exibidos exaustivamente pelos diferentes canais de televisão (mesmo aqueles nos quais jamais trabalhou), a título de homenagens ou matérias jornalísticas.

Muito justo e merecido, embora no fundo o interesse fosse o de  conquistar e manter telespectadores sintonizados nos canais, enquanto eram  exibidos seus quadros humorísticos e desfilavam seus 209 personagens.

Quase todos os profissionais do humor, sejam redatores, sejam atores, foram chamados a comentar a morte do Chico e instados a escolher um de seus mais de 200 personagens como preferido.

Jornais e revistas poderiam, igualmente, publicar as dezenas de frases do Millôr, como fez a revista VEJA, na qual o grande escritor, dramaturgo, desenhista, tradutor e humorista trabalhou durante 14 anos. Foram seis páginas de frases clássicas, cada qual mais espirituosa, filosófica ou hilariante do que a outra.

Algumas entraram definitivamente para as enciclopédias, e várias são citadas recorrentemente em colunas de jornais, em discursos, em teses e petições.

Luis Fernando Veríssimo, outro ás de ouros de nossa crônica, em sua coluna nos jornais dominicais, homenageou aos dois: Chico e Millôr. Deste último foi o substituto em VEJA, o que permitiu fosse mantido um alto nível de humor inteligente, irônico, mordaz na referida publicação semanal.

Veríssimo elegeu Coalhada e Bozó, como seus personagens de Chico preferidos. E sobre o Millôr, comparando seu corpo ao de um toureiro (não é que lembrava mesmo?), escreveu  que o touro dele era a burrice, e “no lombo da burrice ele espetava suas bandarilhas coloridas, seus epigramas pontudos, suas plavras incisivas, suas frases marcantes, sua inteligência afiada, esquivando-se dos chifres da besta”. Eis ai uma perfeita e acabada descrição sintética do genial Millôr Fernandes.

Mesmo os irreverentes humoristas do Casseta e Planeta, através da pena (do teclado) do Agamenon, em O Globo, prestaram uma bonita e séria homenagem, aos dois gênios – Chico e Millôr - lamentando que o Millôr não pudesse comentar o seu próprio velório, para demolir, uma a uma, as bobagens que as pessoas estavam falando sobre ele.

Todavia, segundo nos relata a Fernanda Torres, em crônica quinzenal, nas páginas da VEJA RIO, mesmo em seus últimos momentos de vida, Millôr demonstrou sua agudeza de espírito, sua facilidade em jogar com as palavras.

Deu-se que , segundo ouvido pela Fernanda da boca do Gravatá*, a doutora teria perguntado ao Millôr, recém-saído do coma e zonzo entre os  dois mundos, “O que houve?”.

Ao que teria respondido o filósofo do Méier: “Ouve com o (ó) ou com h (haga)”

Ziraldo, que conviveu com Millôr durante bom tempo no badalado hebdomadário chamado “O Pasquim”, prestou homenagem ao Chio Anysio, em texto publicado na “Revista O Globo”, mas não mencionou o Millôr.

Minha ilação é porque uma das ótima frase do Mestre, se encaixa perfeitamente no Ziraldo: "Eu desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal."



Frase que aludia ao Chico Buarque, mas aplicável ao Ziraldo, ou não?


* Imagino que a Fernanda Torres está se referindo ao Luiz Gravatá.