17 de agosto de 2017

NOVO MURAL

Deixe em comentários os seus recados e suas opiniões.
Vamos conversando e trocando ideias.
Quem se dispuser a enviar postagens fará um favor ao blogueiro que anda sem disposição, meio desanimado (laziness).
Obrigado!
Pinçado via Google

16 de agosto de 2017

XONGAS

Esta gíria esteve em voga durante muitos anos. Acho-a  uma palavra perfeita, significando coisa alguma ... mesmo.

Assim como indeed, no inglês, é uma palavra que serve para dar ênfase, para confirmar uma frase, xongas dá a exata medida de nossa afirmativa.

Ou como substituto do not at all que é utilizado para enfatizar resposta negativa. Quer café? No thanks ... not at all. Não quero mesmo, não é cerimônia não.

Xongas, pura e simplesmente, significa nada mesmo.

Por exemplo: o que sei de física quântica?  Não sei xongas. Pronto! Não sei mesmo coisa alguma.

Não tinha xongas para escrever, um vazio intelectual combinado com uma preguiça abissal.

Aí, folheando uma revista, detive-me numa crônica onde li a palavra perrengue, que apesar de ser vernáculo (vem do espanhol perrengue), tem aqui no Rio de Janeiro o sentido popular (giria) de aperto, situação difícil.

Então, no popular, diria que estava num perrengue pois não tinha xongas para escrever a guisa de post.

Meu pai não admitia o uso de gírias em casa, achava vulgar. Na mesma linha não aceitava leitura de gibis, que considerava uma coisa menor. Qualquer coisa em quadrinhos significava não ter que imaginar, raciocinar, ou seja, não obrigava a exercitar a mente.

Assim, em nosso ambiente familiar, no linguajar cotidiano gírias eram toleráveis, mas reprováveis; e o palavrões, as chamadas palavras obscenas, proibidas.

Mas a tese de meu pai não é vitoriosa, eis que a meninada desde a  tenra idade se acostuma com os desenhos animados japoneses, com as historinhas e personagens do Maurício de Souza e nem por isso deixam de desenvolver raciocínio lógico e bem articulado.

Aqui entre nós, ficar privado de falar ou escrever fuzuê, traquitana, breguete, e outras gírias, não tem nada a ver. Mesmo que importe criação de um dialeto. Médicos e advogados têm seus próprios dialetos. Ninguém, para um médico, tem dor de cabeça, tem cefaleia. Assim como não existe viúva para advogado, e sim cônjuge supérstite.

Assim é também com algumas expressões idiomáticas, como "chuchu beleza", atualmente pouco usada. Agora seu sucedâneo é uma palavra: "irado". Está na moda o “deu ruim!” É ruim, hein!? Digo de aceitar.

Roberto Carlos, o cantor/compositor, consagrou o "é uma brasa mora?" Que agora soa cafona, antiquado, rançoso.















Os palavrões são vizinhos de muro das gírias, e também eles têm seu lugar e hora adequados nas conversas coloquiais. Tem um que, assim como xongas, é definitivo.

Recorro ao reverenciado Millôr para tornar publicável, sem risco de ferir os olhos das senhoras de pruridos (no sentido figurado) mais agudos.

A tese dele, a seguir, é inquestionável. Só que a autoria não é confirmada, não havendo sequer uma fonte fidedigna de que alguma vez, em algum veículo, o Millôr Viola Fernandes o tenha publicado.

Mas se caiu na rede é peixe. Lembram?




Era o que deveria dizer (ou pensar), ao constatar que não tinha sobre o que escrever. Poderia usar o dane-se. Mas faltaria contundência.

Tergiversei e cheguei até aqui contando com sua leitura. Na verdade dando uma de migué. Morou?


Nota do autor: A internet é rica em textos apócrifos. O que chama atenção é que muitos deles são bem escritos e bem ao estilo daqueles cuja autoria lhes é atribuída. Millôr Fernandes e  Luis Fernando Verissimo, são dois dos consagrados autores vítimas deste embuste. 

Vrissimo
Millôr










 



Referências:
1)http://eltonvaletavares.blogspot.com.br/2012/03/o-direito-ao-foda-se-millor-fernandes.html

2) http://rosemerynunescardoso.blogspot.com.br/2013/11/o-direito-ao-foda-se.html

13 de agosto de 2017

DIA DOS PAIS II

Este cartoon abaixo é de 1993. Publicado originariamente no "Washington Post". Muito provavelmente eu o recortei  do jornal "O Estado de São Paulo", eis que de 1988 até 1995 residia na capital paulista.

Conservo-o porque acho sensacional. Criatividade a dar com pau.


Quando publicado meu pai havia falecido há 10 anos.

Minha saudade é do tamanho de meu respeito e minha gratidão por ser quem sou, o que devo a ele em grande parte.

Não somente pelos genes, pelos conselhos, mas principalmente pelos exemplos de dignidade, caráter e lealdade.

12 de agosto de 2017

DIA DOS PAIS


Por
Ana Maria Carrano



Amanhã se comemora no Brasil o Dia dos Pais.
Criou-se o hábito de criar datas comemorativas para tudo. Profissões, parentesco, estado civil, esporte …
Algumas muito bizarras. Há por exemplo o Dia Mundial da Luta de Braço.
Saibam que no dia 16 de dezembro se comemora o Dia da Levitação. Aliás, quem comemora?
Dia da Rotação da Terra, Dia Internacional do Riso, Dia da escrita à mão, Dia Mundial do Backup, são apenas alguns exemplos.
Tantas opções e tal diversidade acaba por desmerecer as efemérides, realmente dignas de comemoração.
Esse é o caso dos dias dos genitores – pais e mães.
É verdade que o segundo domingo de maio é mais prestigiado que o segundo de agosto. Afinal, mãe é mãe.
Mas pai é o pilar. É nosso modelo masculino, nosso primeiro herói.
Esqueçamos o conceito de doador de genes. Pai é aquele que educa, alimenta, orienta e guia.
Exatamente como determinava o antigo comercial de "Gelol", não basta ser pai,  tem que participar.
Fernando da Motta Carrano,
meu pai.
Eu tive esse pai. Meu modelo, meu guia e responsável por minha educação.

Ouvíamos música clássica, comentávamos sobre literatura e compartilhávamos o gosto pela poesia.

Por isso neste dia vou enviar sentimentos de amor e admiração que, tenho certeza, irão encontrá-lo onde quer que esteja.

Aos pais que me leem, meus votos de feliz domingo ao lado de suas famílias.

Café Sul América

Se você nasceu em Niterói, há mais de sessenta anos, ou sua família mudou para esta cidade na mesma época mencionada, como é o meu caso, há de se lembrar dos cinemas da cidade, a menos que seja vítima de Alzheimer.

Ou não gostasse de cinema. Pena!

Pena estar com diagnóstico de Alzheimer e também por não gostar de cinema.

Tem um sitio na internet que apresenta fotos e pequeno resumo dos mais conhecidos cinemas de rua da cidade.

Se menciono "cinemas de rua", é porque atualmente eles quase que só existem no interior de shoppings centers.

Que me recorde, no tal blog há omissão apenas do cinema que eu mais frequentava, porque era mais próximo de minha casa, era barato e exibia dois filmes por sessão, além de seriados eventualmente. Falo do cine "Rio Branco", na Rua Visconde de Rio Branco.

Não, não era “pulgueiro”, como era por exemplo o Imperial, o mais majestoso em matéria de arquitetura.
Vá até o blog citado utilizando o link acima. Mas deixe isto para depois porque vou explicar a razão do título do post não aludir a um cinema e sim a um dos mais antigos cafés/bares da cidade.

A razão é simples e não é engraçado e nem inusitado. É que ontem, me dei conta de que o Café Sul América está ainda em funcionamento. Diferentemente do Santa Cruz que fechou as portas.

Estes dois cafés ficavam na mesma quadra, um na esquina com a Rua da Conceição e o outro (o Sul América) na esquina com a Rua José Clemente, ambas defronte e estação das barcas.

O que as meninas que serviam o café ouviam de piadinhas, cantadas e propostas indecentes não era normal.

As outras mulheres muito assediadas, das que trabalhavam no centro da cidade, eram a manicures.  No "Salão Líder", pricipalmente.

Mas isto também nada tem a ver com o Sul América, que ainda vende charutos, motivo de minha ida até lá ontem.

Como uma coisa puxa outra lembrei da polêmica, aqui no blog, sobre o nome da bebida servida num balcão dentro do "Banco Lotérico": para uns era Hidrovita, para outros (que estão com a razão) era Hidrolytol.

E qual é a relação do Banco Lotérico com os citados cafés? É que o Banco Lotérico era uma loja que vendia bilhetes de loteria, e ficava entre os dois cafés. Também fechou.

Rastreando em busca de imagens para o post d’outro dia, achei estas abaixo que evocam a Niterói desta época. Inclusive a fachada do Banco Lotérico.

Todos os estabelecimentos que funcionavam naquela quadra defronte à estação das barcas encerraram suas atividades, fecharam as portas. Com uma exceção.

Da esquerda para a direita, de quem de frente olha a quadra delimitada pelas ruas da Conceição e José Clemente: Café Santa Cruz, Banco Lotérico (e o Hidrolytol), Padaria Modelo (Pão Quente), Cine Central, Loja Central (vendia frios e laticínios e massas frescas) and at last, o "Café Sul América".






O "Café Sul América" é único sobrevivente, nesta quadra do centro, nestes sessenta anos.

Daí que merece esta citação honrosa.  

10 de agosto de 2017

Carioca e Conceição

Ruas no Rio de Janeiro e em Niterói, levam o encontro da preposição “de” com o artigo definido “a” antecedendo seus nomes.

Assim temos Rua da Carioca e Rua da Conceição.

Ambas padecem do mesmo mal: decadência. Com comércio outrora pujante, eram endereços nobres, abrigando ícones como o Bar Luiz, do outro lado da baia e a Leiteria Brasil aqui do lado do Arariboia.

Foto obtida via Google, no sítio ao final
Trabalhei um período num banco que ficava bem no início da Rua da Carioca, defronte a uma loja muito conhecida, especialmente da petizada, chamada "Bazar Francês". Tinha uma ampla variedade de brinquedos. Geralmente importados.

A loja "Vesúvio", que adotava o slogan de “príncipe das sombrinhas e imperador dos guarda-chuvas”, era uma referência para aquisição destes utensílios.

Na Rua da Conceição, aqui em Niterói, do outro lado da "Leiteria Brasil", ficava a "Sportiva", que vendia uns salgadinhos muito bons, em especial o camarão empanado.

Outras lojas comerciais da Rua da Conceição, que eram referências em seus segmentos de mercado desapareceram.

Se o "Bar Luiz" era um ícone na Carioca, na Conceição tínhamos o "Municipal", igualmente reconhecido como bom local de encontro com amigos e degustação de iguarias (ou não). Tais como rã, jacaré, testículos de boi e outras menos apreciadas.

Conhecida de todos os músicos  “A Guitarra de Prata” ficava na Rua da Carioca, assim como o Mariu’s Rio Sport.

Se a Rua da Carioca tinha o restaurante "Cataroca", nós tínhamos na Rua da Conceição o prestigiado restaurante "Monteiro", onde em priscas eras faziam refeições políticos, jornalistas e intelectuais. E empresários. E pelo menos cinco  décadas depois de meu pai, e já advogando, vez ou outra eu almoçava lá.

Na Rua da Conceição havia duas drogarias  -"Barcellos" e "Ponciano" -  lado a lado, e ambas possuíam balanças para os fregueses, e até mesmo  transeuntes poderem conferir seus pesos.

Numa delas o marca da balança era "Toledo", e muitas piadas foram feitas pelos estudantes do Liceu, coisa ingênua e hoje sem graça, referindo que um colega finalmente havia dado uma trepada ... na Toledo.

O estado de abandono, a degradação destas duas ruas só entristece o coração de quem viveu seus melhores dias.

Foto rara, que encontrei por mero acaso, da "Leiteria Brasil",  lá no alto, permite ver ao lado direito parte de um letreiro de um dos raros estabelecimentos que ainda resistem na Rua da Conceição. Trata-se da Camisaria Tauil.

Na mesma quadra e lado da rua, na esquina com a Rua Visconde de Uruguai, outra antiquíssima loja, “A Princesa”, que vende tecidos, sobrevive bravamente. Mas são poucos os exemplos neste sentido.

Duas antigas construções da cidade estão na Rua da Conceição. A mais antiga delas é a igreja que leva o nome da santa e que deu origem à denominação da rua. Refiro-me à igreja de N. S. da Conceição.


O outro prédio é o Palácio Arariboia, que abrigou a sede da Prefeitura Municipal durante anos, e onde atualmente funciona a Secretaria Municipal de Fazenda.  

 
Palácio Arariboia

O número de lojas fechadas com cartazes "passo o ponto", ou "aluga-se", nas duas ruas, é um reflexo da pior recessão econômica que vivi em meus 77 anos de vida.

Antes de encerrar o post, por questão de justiça e lealdade, não posso deixar de fazer um registro. Estava pesquisando na rede para ver se encontrava uma foto do "Café Santa Cruz", que ficava bem na esquina da Rua da Conceição com a Praça Martin Affonso (atualmente Arariboia), e onde, no sobrado, podia-se jogar sinuca.

Nestas buscas passei por um link de um post do blog de meu amigo Carlos Lopes, que conheci no Liceu Nilo Peçanha. Nele Carlinhos, melhor do que eu aqui, fala da Rua da Conceição. Acessem:
http://calfilho.blogspot.com.br/2015/11/a-rua-da-conceicao.html



8 de agosto de 2017

QUOD ABUNDAT NON NOCET

No jargão forense, significa, pouco mais ou menos: o que abunda não prejudica, ou, o que é demais não é nocivo.

No latim vulgar, bem vulgar mesmo, depois de passar pelo dialeto crioulo, e pelo meu entendimento, a tradução do titulo seria: quando há bunda não é nocivo.

Bunda não é nociva, o ministério da saúde não alerta que bunda faz mal a saúde.

Bem, cabe uma ponderação, bem ponderada mesmo ...  depende.

As mulheres tratam das suas com extrema dedicação. Se o abdome precisa ser tanquinho, a bunda tem que ser empinadinha.

Paolla Oliveira
Esteticamente e anatomicamente é perfeita, mais do que o calcanhar.

Luize Altenholf
Nós homens, ou uma boa parcela de nós, depois da cor dos olhos (rsrsrs), é a primeira coisa que avaliamos na mulher.

Fernanda Lacerda
Elas sabem disso. Algumas até exageram, contrariando a locução “quod abundat non nocet”.

Noutro dia vi uma que, sinceramente, mais parecia um problema de ordem médica. Era uma hiperlordose lombar.

O culto às bundas é um fenômeno mais ou menos recente. E as mulheres perceberam o enorme universo que para elas se abriu.

Conscientes do valor de suas bundas passaram a exibi-las mais descontraidamente. Criaram até o concurso de “Miss Bumbum”.

Vejam as candidatas deste ano, clicando no link a seguir:

A candidata do Rio de Janeiro é Suelen Vaz. Atenção torcida carioca. Estamos ou não estamos bem representados?

Suelen Vaz



Notas:
1) Mais de Luize Aktenholf . Se fosse você clicava para ver:

2) Todas imagens foram pinçadas via Google.


7 de agosto de 2017

VOLTEI .....




Por
RIVA







Eu voltei, voltei ao Maracanã depois de 19 anos.

A última vez tinha sido em 1998 num Brasil x Argentina, levando minhas sobrinhas Renata e Flávia (filhas do meu irmão Freddy) ao Maraca pela 1ª vez em suas vidas.

O Brasil fazia seu último jogo em Terra Brasilis, antes de ir para a França dar um suspeito vexame na final contra um time cujos atacantes terminaram a Copa do Mundo sem fazer um gol sequer.

Mesmo assim, foi uma noite inesquecível para elas e para todos nós no Maracanã verdadeiro (antes da reforma europeizada), perdemos de 1x0, e CAFU foi homenageado por 100.000 pessoas com um belíssimo coro ...Cafu, VTNC !! (Dilma também já foi homenageada assim, na Copa de 2014 ).

Então, voltei ontem, não pelo meu FLUMINENSE, mas por solidariedade ao ABELÃO, para compartilhar com ele e com mais 27.000 pessoas a dor da perda de um filho, um abraço de amigo.


Pessoal, não conseguirei aqui descrever a emoção que foi aquilo tudo ontem no Maracanã. Distribuição de bolas brancas, que foram estouradas propositalmente ao final da homenagem ao João Pedro, filho do Abel. O minuto de silêncio foi incrível ..... um silêncio ensurdecedor. E eu e Freddy juntos ali, com certeza, naquela mega comunhão.

Well, de volta ao futebol, queria dividir com vocês do PUB DA BERÊ algumas impressões de um fanático torcedor e frequentador de arquibancadas, que não ia há 19 anos a um jogo de futebol.

Primeiro a surpresa com o fato do jogo transcorrer o tempo todo com transmissão direta ao vivo nos 4  enormes telões, mostrando o tempo de jogo. A FIFA proibia que os jogadores soubessem quanto tempo de jogo faltava para acabar. Alguns jogadores perguntavam ao juiz, mas a maioria não dizia. Eu não sabia que hoje em dia está liberado assim. E aí lembro, vendo jogo pela TV em casa, os jogadores sempre olhando para cima durante os jogos .... estão vendo as jogadas como chegam para todos via TV.

Meus caros, a torcida do FLU é especial, sem exagero. Impressionante a quantidade de famílias inteiras assistindo ao jogo ...pais com filhos, avós, netos. Fui com amigos do Instituto ABEL (Colégio de Nikity), que tendo em vista a coincidência dos nomes, criamos provisoriamente no WhatsApp o grupo TRICOLORES COM ABEL. Mas o grupo se chama TRICOLORES DO ABEL.


Revivi meus tempos de Maracanã, mas fiquei muito impressionado com  o atual comportamento da nossa torcida do FLU. Canta o jogo inteiro, sem parar, independente do placar do jogo. As crianças cantam junto, pulam, sorriem, uma torcida super alegre e apaixonada pelo clube.

Usufruí da gratuidade (65 anos pra cima), setor Leste privilegiado (no meio do campo), uma visão do campo espetacular. E os telões ajudam em qualquer dúvida de algum lance. Claro aquele Maracanã da minha memória não existe mais – sentar em qualquer lugar, os geraldinos, as grandes bandeiras dos clubes, agora proibidas, fogos nem pensar, arremesso de copos de mijo sobre os geraldinos, os banheiros fétidos ... não, esqueçam, é um teatro europeu, limo e organizado, seguro, mas uma forma diferente de torcer. Os palavrões continuam, em alto e bom som, para desespero dos pais e avós (rsrsrsrs).

Estou colocando algumas poucas fotos e filmes de ontem; a emoção de tudo que vivenciei está carimbada em meu coração tricolor.














Na saída do estádio, incrível, reencontrei um amigo (Mazinho com sua esposa) que não via há uns 20 anos, e também o Toni Platão, tricolor fanático, ex-crooner da banda Hojerizah, década de 80 na MALDITA FM, onde rolava o melhor rock and roll do Brasil.


That´s all, folks, registros de bons momentos, para compartilhar com vocês.




Notas do editor/blogueiro:
Explicações para quem está chegando agora.

11)    Como este é um espaço virtual onde amigos se encontram para debater, para trocar ideias e informar, imaginamos um cenário de conversa de botequim.
Dado, entretanto, o nível cultural e de sofisticação dos frequentadores, substituímos o “boteco” por um Pub, no estilo londrino.
O nome Berê, é uma homenagem à mulher imaginária, fruto da criação intelectual do blogueiro, a qual batizou de Berenice, com o  objetivo causar ciúmes na sua mulher.

22)    Freddy, como era carinhosamente chamado por parentes e amigos mais chegados, recentemente falecido, era figurinha carimbada neste blog, onde publicou alguns posts e participava comentando com assiduidade. Procurem por Carlos Frederico March, seu nome quase completo. Completo, ainda teria um Marques e um Barroso.

33)    O Instituto Abel é uma tradicional instituição de ensino de excelência, situada em Icaraí, Niterói, dirigida por Irmãos  Lassalistas.

44)    Idosos, acima de 65 anos de idade, são isentos de pagamento de tarifas em transporte coletivo.

55)    Na Copa do Mundo de Futebol, edição de 1998, antes da partida contra a França, o jogador Ronaldo (chamado Fenômeno), teve um “piripaque” até hoje não muito bem explicado.  O Brasil perdeu.


66)   Quem vai hoje ao Maracanã, não faz ideia de que ele já foi palco de partidas com 180.000 torcedores. Quem viu, viu, quem não viu perdeu uma dos maiores espetáculos proporcionados pelo público, com bandeiras agitadas, gritos de guerra, a bandinha (charanga) do time da urubusada , toques com talo de mamoeiro do Ramalho, a nuvem de pó-de-arroz da torcida tricolor. Uma festa! Alegria  para os olhos e ouvidos.

5 de agosto de 2017

QUE SERIA DO HOMEM SEM OVOS?

Há há há há!

Está pensando que falarei dos testículos?  Daquilo roxo?

Não! Os acima (sei que são abaixo, mas falo do título), são os de galinha mesmo.

E homem aqui é a espécie humana.

Como minha mulher poderia fazer meu pão-de-ló se não tivesse ovos? E o omelete de camarão?

Estive pensando sobre a importância dos ovos na culinária e no linguajar. Pense aí, que doces você gosta que não dependem dos ovos?

E pela manhã? O ovo quente, o Benedict, o poché, vão bem ou não?
Benedict
E os ovos são nutritivos, fonte preciosa de proteínas e vitaminas A, B, D e E,  e sais minerais como zinco, ferro, fósforos, potássio e manganês.


O macarrão, o talharim, o espaguete com ovos na receita da massa ficam muito mais gostosos.


O ovo cozido, fatiado, sobre o tutu de feijão é obrigatório; assim como é, frito, no bife a cavalo.

Já pensaram o “Pastel de Belém” sem ovos? Alias, já pensaram como seria a pâtisserie portuguesa sem ovos? 

Os doces portugueses são feitos com toneladas de açúcar e muitas grosas de gemas de ovos. Ou seja, contribuem muito para que seja mantido em alta o seu colesterol. Mas são gostosos. Como dizem os lusitanos: “sabem muito bem ao paladar”.

E mesmo a francesa, das melhores do mundo.


Mencionei a omelete, mas até mesma a prima pobre, a fritada, depende de ovos.

O pudim de leite, santo Deus !!! Sim, o leite condensado é fundamental, mas sem os ovos não daria o mesmo resultado.

Se na culinária os ovos são recorrentes, nos ditados populares. Nas frases de efeito, nas parábolas e nas metáforas também são.

Para montar um bom time de futebol, é necessário contratar bons jogadores, ou como diria o torcedor, “não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos”, o que no caso significa investir grana.

Outras: 
Chupa ovo, ou baba ovo, para o puxa-saco.
Pisar em ovos: Ter cuidado com o que fala ou faz, para não melindrar outra pessoa.

Na discussão, para impor vontade ou opinião, para ganhar, por vezes  é preciso “botar os colhões na mesa”, ou seja, aqueles outros ovos, sumamente mais importantes.  

É isso aí, ou não?!

4 de agosto de 2017

ALÔ POETAS E ASSEMELHADOS

A partir da próxima segunda-feira, dia 7 de agosto, estarão abertas as inscrições para o 26º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos.

Desta feita organizado pela Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina.

Os interessados deverão acessar o edital, utilizando o link abaixo:

As inscrições terminarão no dia 1º de setembro. A ficha de inscrição e as 5 vias da poesia deverão ser encaminhadas para o Museu  Espaço dos Anjos, cujo endereço se encontra no edital.

Se após a leitura do edital restar alguma dúvida, entre em contato com os organizadores através do e-mail:

Moradores de Niterói, da Vila Pereira Carneiro e arredores, e os ex-liceistas devem se lembrar do confrade Ricardo Augusto dos Anjos, que tem no DNA as características poéticas que consagraram o autor de “Versos Íntimos”,  que tem os seguintes versos (trecho):
“....................................................
O homem que, nesta terra miserável
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
.......................................................”

Depois de anos como jornalista - colunista e editor de jornais no eixo Rio-Niterói - seguindo as pegadas do festejado avô, Ricardo dos Anjos enveredou pela literatura e agora, refugiado na Serra Gaúcha, goza de merecido descanso. 

Inscrevam-se e participem do concurso.

3 de agosto de 2017

Entrevistado na rua, há 14 anos

Estava entrando em vigor o Estatuto do Idoso e havia muitas dúvidas sobre sua relevância, sua aplicação e destino.

Minha preocupação, na época, era com as  fontes de custeio. Os idosos temos alguns benefícios. Os que chegarem aos 80 anos terão ainda mais. Nas áreas de saúde e justiça. Leiam:
https://ftimaburegio.jusbrasil.com.br/noticias/186414743/beneficios-apos-80-anos-de-vida-prioridade-especial-ja-aprovada-pela-camara-do-ccj

Com o aumento da longevidade da população e consequente prioridade na tramitação de processos judicias, por exemplo, atualmente mais de 60% dos processos correm com prioridade (desde que requerido). Ou seja, de nada adianta o benefício.

Até hoje tem idoso que se complica com os benefícios aos quais tem direito. As divergências de idade para fila prioritária em bancos, por exemplo, e o transporte municipal gratuito. 

Mas os benefícios previstos não se limitam a preferência no atendimento ou gratidade no transporte.

Na época da entrevista, o Estatuto era muito mais desconhecido. Estava saindo do forno.


O Fluminense, edição de 05.10.2003, pagina 2


Nota: leiam o Editorial, no topo  da coluna do recorte de jornal, e vejam se não parece escrito para aos dias de hoje. E já lá se vai bem mais de uma década.

1 de agosto de 2017

Coitado do Botafogo

O Botafogo vai enfrentar o time da urubuzada numa semifinal da Copa do Brasil.

Muita falta de sorte. Não porque o clube da estrela solitária não tenha condições de vencer o adversário, mesmo este tendo elenco maior e mais qualificado.

Tem sim, porque a equipe alvinegra está jogando com o coração, com determinação, o que muitas vezes supre a falta de melhor técnica.

O que me leva a ter pena são os fatores extracampo que favorecem à mulambada dentro do campo de jogo.

Pô! Acompanho futebol não é de hoje. Não me lembro de ter visto alguma vez na vida um árbitro reconsiderar a marcação de uma penalidade. Nem diante de veementes protestos de torcedores nas arquibancadas, dos jogadores da equipe prejudicada e de seus dirigentes. Se aconteceu foi raridade.

Pois no jogo do Flamengo contra o Santos o apitador voltou atrás depois de marcar uma penalidade. Depois da marcação, por razão desconhecida e não explicada, eis que estava bem melhor colocado do que o quarto árbitro, vai consultar o auxiliar e resolveu reconsiderar a marcação.

No jogo seguinte é anulado um gol absolutamente legal, sem qualquer margem para dúvida, num erro crasso, prejudicando ao Corinthians.

E a Federação reconheceu o erro e puniu o “bandeirinha” com suspensão. Nem o mais doente torcedor do Flamengo teria coragem de negar que o gol não teve qualquer irregularidade. Foi legítimo.

Erros sistemáticos e SEMPRE a favor dos urubus. É muita coincidência? Claro que não, isto tem outro nome FAVORECIMENTO.



Na linguagem popular os adversários do rubro-negro são roubados descaradamente.

Lembro, não faz tanto tempo (2014?), de duas partidas da mulambada contra o Vasco, fomos (sou torcedor do trem bala da colina) descaradamente garfados pelos árbitros.

Num jogo, tivemos um gol não validado, mesmo a bola tendo transposto 40 centímetros a linha delimitadora.

Um escândalo. Revejam o lance:
Vejam neste outro vídeo que tem um auxiliar do árbitro, ao lado da baliza, agachado olhando para a bola, e não confirmou que ela entrou.
No outro jogo, gol do rubro-negro com seu jogador inteiramente impedido foi validado. E ainda tivemos que aturar o goleiro do time do mal (licença, Riva) e ouvi-lo dizer em alto e bom som que “roubado é melhor”.

Este é o espírito, a filosofia deste clube. Portanto, cuidado Botafogo.

E olho na Globo também. Não para assistir aos jogos, mas para policiar falcatruas nas quais a TV dos Marinho poderá ser cúmplice.



NOTAS:
1) aqui encontrarão dezenas de vídeos sobre o lance no qual o Vasco foi flagrantemente garfado. É só clicar e escolher a matéria:


2) aqui sobre a ligação GloboXFlamengo: