31 de março de 2019

A REDENTORA : RÉQUIEM OU ALELUIA ?

O relato abaixo, historiando um episódio político recente, entrou em minha caixa de mensagens em 21 de março de 2014. Já nem sei quem enviou, eis que selecionei e arquivei o texto (que veio anexado) e descartei o e-mail, mas o remetente foi alguém que certamente conhecia meu pensamento em relação ao movimento militar de março de 1964.

Fui ao Google, hoje, e pesquisando pelo título desta postagem localizei o texto que se encontra disponível na internet. Está em:

Nunca chamei de golpe e minha vida em nada se alterou. Não sofri constrangimentos não tive meus movimentos tolhidos, meu direito de ir e vir foi preservado, portanto não rotulo de ditadura o período de governos militares.

Uma equipe de civis, de alto nível profissional e cultural compunha os governos Castello Branco, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo.

Ouvi relatos de dois amigos daquela época - um homem e uma mulher - referindo prisões, tortura e perseguição, o que lamento muito.

Quem sai na chuva corre o risco de se molhar. O que não significa que endosso  a tortura, assim como abomino o cárcere privado a que alguns diplomatas e políticos foram submetidos por movimentos da esquerda, na mesma época. Gabeira está aí mesmo. 

Mas no geral, tirante algumas bobagens, como por exemplo a reserva de mercado na área de informática, vivemos um período de conquistas no terreno econômico, como por exemplo o sistema financeiro da habitação.

Comprei meu primeiro apartamento financiado e quitei o saldo devedor usando o FGTS.

Eis o relato do general Siqueira, ao final  mais plenamente identificado.

                                       

"A partir de abril de 1964, os brasileiros, aqueles que amam sua pátria e desejam que ela continue livre, democrata e cristã, passaram a chamar de “Revolução Democrática de 31 de março de 64”, o movimento que nessa data, livrara mais uma vez o Brasil das garras do nefando comunismo. Ao se aprofundarem mais sobre as ações e intenções do Governo da época, reconheceriam que tal movimento teria sido melhor chamado de “Contra Revolução Democrática”, pois  viera para abortar uma revolução que já fôra deflagrada pelos comunistas. Reconheceriam ainda que tal revolução, dado o significado que tivera, poderia também ter sido chamada, de “A Redentora”. Minha preferência por este último epíteto, explica o título que escolhi para o presente documento, elaborado com a finalidade de servir como uma contribuição às comemorações do cinquentenário do movimento que salvou o Brasil e no mínimo a América Latina e que a canalha comunista, inconformada, insiste em chamar de Golpe Militar.
Capítulo I – INTRODUÇÃO
               1 – Caracterização do Ambiente
À época da Redentora, a Guerra Fria, travada entre as duas maiores potências emergidas da segunda grande guerra, bipolarizara o mundo. De um lado, a União Soviética e seus satélites, representavam o Oriente comunista; de outro, os Estados Unidos e as demais potências, representavam o Ocidente democrata. As demais nações, em especial aquelas consideradas potências emergentes, caso do Brasil, sentiam-se na obrigação de definir-se por um dos lados. Paralelamente a esta conjuntura, a União Soviética patrocinava o Movimento Comunista Internacional (MCI), organização criada com a finalidade de, através de quaisquer meios, transformar incipientes democracias em regimes comunistas e em seguida, mantê-las sob sua órbita. Os russos exultavam com as suas mais espetaculares vitórias nessa Guerra Fria: as comunizações da gigantesca China de Mao Tse Tung e da minúscula Cuba de Fidel, esta, por sua posição geográfica, nas barbas do seu principal inimigo, considerada muito mais importante que aquela. Se a inexpressiva ilha do Caribe revestia-se de tamanha importância, imagine-se o quanto seria desequilibrada a balança da Guerra Fria em favor dos comunistas, se ocorresse uma vitória do MCI no quarto maior país do mundo, o continental Brasil! Por esta razão, no início da década de 60, a prioridade 1 do MCI passou a ser o Brasil. Maus brasileiros, aproveitadores e apátridas, apressaram-se em fazer cursos de guerrilha na Rússia, na China, em Cuba e até na Albânia, com a finalidade de implantar aqui o comunismo, a qualquer preço. Dentro do Brasil, recebiam clandestinamente armas e munições e criavam Centros de Treinamento de Guerrilheiros, pela criação dos Grupos dos Onze, no Rio Grande do Sul de Brizola e das Ligas Camponesas de Francisco Julião, no Nordeste. Em que pese toda esta preparação, os líderes comunistas que estavam no governo achavam que a implantação da República Sindicalista, eufemismo maquiavélico do comunismo, já estava assegurado pacificamente, dado à aparente letargia das Forças Armadas na ocasião.

                2 – O Monstro Denominado Comunismo
A maior desgraça que a humanidade jamais conheceu, nasceu na Rússia, em 1917. Foi quando um aventureiro de nome Lenin, derrubou a dinastia dos Czares e implantou um governo baseado nas teorias sociais econômicas e políticas de um filósofo utópico chamado Marx. O cartão de visitas do novel e hediondo regime de governo foi o assassinato sumário e impiedoso de toda a família do Czar. Tais crimes prosseguiram numa escala crescente, sempre contra todo aquele que não compactuasse com as ideias do governo e tiveram seu ápice na ascenção de Stalin. Calcula-se em mais de 10 milhões de russos mortos ou desaparecidos nos porões do tenebroso Gulag da ditadura comunista russa. Se este foi o grande atrativo que tantas pessoas no mundo inteiro, inclusive no Brasil, viram para tornarem-se comunistas, não é preciso raciocinar muito para concluir sobre o caráter de tal gente.  Não tenho dúvida de que o comunismo foi o câncer do século passado, cuja metástase ainda infelicita países como o Brasil no atual século. O comunismo é o regime do Partido Único, onde o Estado é tudo e o homem é apenas uma massa de alguns quilos de carne. Utiliza-se de quaisquer meios que se façam necessários para atingir seus fins, inclusive roubos e assassinatos, de irmãos e até de pais. Baseia-se na mentira, no materialismo ateu. O comunista é antes de tudo um fundamentalista, um ser apátrida (sua pátria é o marxismo leninismo), é um aproveitador de oportunidades e não sobrevive sem propaganda subversiva. Ele é como aquele escorpião, que ao pegar carona para transpor um rio nas costas de um sapo, o picou no meio da travessia; incrédulo e estarrecido, o sapo ainda teve forças para perguntar: “- Porque fizeste isto, se estou te prestando um favor e se sabes que vais te afogar?  - Sei disto. Mas é da minha natureza”. Uma das maiores hipocrisias da nossa sociedade é condenar o nazismo e o fascismo, enquanto tolera e até corteja o comunismo. Ora, todos sabem que o comunismo é muito pior e já causou muito mais males à humanidade, que o nazismo e o fascismo juntos. O comunismo é tão vil, que nenhum comunista gosta de ser chamado de comunista. Por que será? Abrigam-se em siglas que significam tudo, menos o que eles realmente são: comunistas. O comunista brasileiro usa a cor vermelha, a bandeira da foice e do martelo, vibra quando ouve ou canta a Internacional Socialista, é adepto de Gramsci e do Bolivarianismo, segue as diretrizes do Fórum de S. Paulo, defende as Farc, adora Cuba, detesta os EE UU e jura que não é comunista. Mesmo os mais corajosos, que se abrigam em siglas comunistas, confessam-se socialistas; comunistas, jamais. Para mim, estes aproveitadores da ignorância da maioria do nosso povo, deveriam ser conhecidos politicamente como FEIJOADA. Sabem porque? O que é que tem pé de porco, orelha de porco, rabo de porco, lombo de porco, costela de porco e não é porco? FEIJOADA. Acham que estou sendo exagerado? Lembrai-vos dos milhões de mortos pelo comunismo na Rússia, na China, em Cuba e na África. Lembrai-vos dos militares brasileiros mortos por companheiros de alojamento enquanto dormiam, na Intentona Comunista de 1935. Acorda Brasil! Até quando pretendes conviver pacificamente com esta corja que espera apenas a oportunidade de apunhalá-lo pelas costas? Os comunistas são niilistas. Chega de condescendência!
Capítulo II – DESENVOLVIMENTO
                1 – Os governos Militares
Menos de 35 anos depois da ignóbil Intentona, os comunistas conseguiram, mercê da nossa incredulidade de que eles “comem criancinhas”, rearticular-se, infiltrar-se no governo e mais cedo do que eles mesmos esperavam, criar as condições necessárias e suficientes para, pela segunda vez, tentar a implantação do comunismo no Brasil. Para felicidade dos brasileiros, ledo e rotundo engano! A sociedade civil como um todo, saiu às ruas e alto e bom som, exigiu que as Forças Armadas, seu segmento mais confiável, pusesse um fim ao pesadelo que se avizinhava. Um general do segundo escalão da mais alta hierarquia, apoiado pelo então governador de Minas, deflagrou a Redentora. Em apenas 24 horas, sem disparar um só tiro, estava deposto o presidente pelego e presos os principais líderes da malfadada aventura brancalionesca. Em pouquíssimo tempo, o Congresso declarava vago o cargo de Presidente da República e elegia como novo mandatário, o ínclito General de Exército Humberto de Alencar Castelo Branco. O intolerável para os derrotados, é que, restabelecida a ordem, começou o progresso. O congresso funcionava com um partido da situação, a Aliança Renovadora Nacional, Arena e outro da oposição, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB.  Os generais sucederam-se no comando da nação, sempre eleitos pelo congresso, como soe acontecer em algumas das melhores democracias do mundo. Através de Planos Quinquenais executados sem solução de continuidade, mesmo com a alternância dos Presidentes, construímos as estradas que o país precisava e as que viria necessitar no futuro, como a Transamazônica. Tudo da melhor qualidade, sem ajuda da iniciativa privada e sem a cobrança de pedágio. Desenvolvemos as telecomunicações de tal forma que, mesmo com a incompetência dos governos civis que nos sucederam, o Brasil hoje ocupa lugar de destaque no que se refere a telefonia e informática. Entregamos de volta aos civis um país que havíamos recebido com uma matriz energética defasada de 5 anos e o devolvemos com um potencial instalado suficiente para atender as demandas  dos 15 anos seguintes. O transporte das nossas transações comerciais, que era feito quase que 100% por bandeiras estrangeiras, passou a ser feito 50%, por bandeiras nacionais, mercê do incremento à construção naval. Com o apoio à produção nacional, conseguimos diminuir nossas importações em cerca de 50%. Na área petrolífera, a nossa produção chegou tão perto da autossuficiência, como jamais imaginou chegar. Construímos obras com dinheiro público, que os inimigos do Brasil chamavam de faraônicas, mas que hoje comprovam o quanto esses arautos da desgraça de sua própria nação estavam enganados. Imagine-se o Brasil atual sem Tucuruí e Itaipu binacional, ou o Rio de Janeiro sem a ponte Rio Niterói. Falando desta ponte, quero salientar o seguinte: Como tal obra envolveu bilhões de dólares e foi gerenciada por um único homem (Coronel Mário Andreazza), e sob um regime que por força das circunstâncias tinha pouca ou nenhuma transparência, corria à boca pequena entre os comunas, que o Andreazza era um dos homens mais ricos do mundo. Imaginavam por certo, que um Coronel do Exército fosse igual a eles. Qual não foi sua surpresa, quando da morte do coronel, a família teve que vender seu único imóvel, para custear seus últimos dias de hospitalização. Por estas e outras, é que em apenas 15 anos, tiramos o Brasil da quadragésima segunda posição do “ranking” mundial e o colocamos na oitava. Para o militar brasileiro, roubar de uma pessoa ou de uma entidade privada é crime. Tal crime, entretanto, torna-se muito mais grave quando é praticado contra o governo. Ele equipara-se ao latrocínio, diferindo deste apenas pelo fato de que neste, no momento do roubo o ladrão comete também assassinato e naquele, o assassinato ocorre posteriormente, quando o dinheiro roubado vier fazer falta no salvamento de crianças desnutridas, de pessoas que necessitam de postos de saúde, remédios e hospitais públicos, de vítimas de calamidades, etc. Por incrível que pareça, a quase totalidade dos demais brasileiros, inclusive os políticos, consideram o roubo do dinheiro público um crime de somenos importância. Afinal de contas, para eles o dinheiro do governo não tem dono e como tal, sua subtração não prejudica ninguém.
Os 20 anos do governo democrático conduzido pelos militares após a Redentora, representam a época áurea da nossa República. Nunca havíamos vivido e jamais viveríamos depois, um período tão profícuo. Pela primeira e única vez na história, o lema positivista da nossa bandeira, Ordem e Progresso, realmente funcionou. Mas como nada é perfeito, aqueles menos de 1% da população, representados pelos comunistas raivosos, fizeram de tudo para malograr o sucesso da Redentora. Mataram e feriram dezenas de inocentes em seus desvairados atos terroristas e assaltos a bancos. Sem contarem com o imprescindível apoio da população, fracassaram. Tentaram a guerrilha urbana e foram novamente derrotados. A ordem e o progresso continuavam, assegurados pelos militares. Como último item do maligno repertório da subversão, com o apoio do exterior, partiram para a guerrilha rural, onde mais uma vez foram derrotados. Para esses infelizes apátridas, aqueles 20 anos, que representaram uma época de ouro para mais de 99% da população, foram verdadeiros anos de chumbo. Muitos deles inclusive sentiram este chumbo no próprio corpo. Só para refrescar a memória a respeito dos governos militares: 1) Todos os generais presidentes deixaram o cargo, tão pobres como quando assumiram; as viúvas de pelo menos dois deles, tiveram que leiloar objetos caseiros e pessoais e até troféus que os seus maridos haviam ganho em concursos hípicos, para manterem uma velhice digna. 2) A filha do “poderoso” Geisel, ia de ônibus para o seu emprego de professora do Pedro II, no Rio, quando poderia estar gozando as mordomias do Poder no Palácio Alvorada. 3) O “carrasco” Médici era voluntariamente aplaudido de pé pela torcida em geral, quando os autofalantes anunciavam sua presença no Maracanã para assistir um jogo. Por essas e outras, é que os governos militares deram certo. Por essas e outras é que os comunistas e toda a mídia vermelha nos odeiam.
Historicamente, o Exército Brasileiro (EB), nunca teve vocação caudilhesca, nem jamais pretendeu perpetuar-se no poder, como é do feitio dos comunas. Sua ideia inicial era manter as rédeas da nação por uns 10 anos, tempo necessário e suficiente para consertá-la. Aliás, Castelo Branco achava que para isto bastariam 2 anos. Acontece que os facilimamente derrotados em 64, incentivados pelos países onde o comunismo havia vencido, reorganizaram-se, armaram-se e partiram para a luta armada explícita, fazendo com que sua derrota de fato só ocorresse 10 anos depois. Desta forma, aqueles 10 anos necessários para consertar o Brasil, começaram a ser contados somente a partir de 1975. O governo Geisel, penúltimo dos militares, por iniciativa própria e sem pressões de nenhuma ordem, começou a promover a por ele mesmo chamada, Abertura. Como o grande objetivo da abertura era promover a redemocratização do país de maneira segura, antes de devolvê-lo aos civis, entendeu Geisel que ela teria que ser feita de forma lenta, gradual e progressiva. Desta forma, lenta, gradual e progressivamente, as artes, a cultura, as universidades e a imprensa falada e escrita, ou seja, a mídia em geral, foram os primeiros a se beneficiar da abertura democrática. De forma solerte e insidiosa, os comunistas, lenta, gradual e progressivamente, foram se infiltrando e usando estes importantes nichos da sociedade, como seu valhacouto. Figueiredo, último governo militar, ampliou a abertura, prometeu fazer do Brasil uma democracia e quando um repórter lhe perguntou o que ele faria se alguém tentasse impedi-lo, ele respondeu: “Eu prendo e arrebento”. Além de concluir a abertura, que fez com que o Brasil voltasse a viver a democracia plena, Figueiredo, atendendo ao apelo dos vencidos, qual um Caxias redivivo, decretou a tão festejada na época, Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, o que resultou na volta ao país daqueles que haviam sido banidos, ou simplesmente fugido voluntariamente do Brasil.
                2 – O Poder de Volta aos Civis
José Sarney foi o primeiro presidente pós Redentora. Como houvera se beneficiado da inesperada morte do presidente eleito Tancredo Neves, do qual casualmente era o vice, mostrou-se despreparado para o exercício de tão importante cargo. Além disso, como devia sua posse ao seu Ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, que ainda com a força remanescente dos governos militares, havia sido fundamental na decisão do Congresso a seu favor, sobre quem deveria substituir o falecido Tancredo, até certo ponto, exerceu o seu mandato de direito, porém não totalmente de fato. Ajudado pela excelente estrutura econômica que recebera dos governos militares e amparado por Leônidas, Sarney, mesmo sem nada fazer de proveitoso para o país, conseguiu cumprir o seu mandato pacificamente.
Fernando Collor de Melo, típico azarão durante quase toda a campanha eleitoral, atropelou na reta final e elegeu-se para substituir Sarney. Impulsivo, arrogante, desprezou as figuras mais importantes da época, quando da formação do seu ministério e resolveu governar com seus antigos colegas de faculdade; minimizou a necessidade de uma boa base de apoio no Congresso e permitiu que seu amigo e conterrâneo PC Farias, que havia sido o caixa de sua bem sucedida campanha eleitoral, continuasse, sem controle de sua parte, a cuidar das finanças que lhe diziam respeito. Por causa da aquisição pouco ortodoxa para um Presidente da República, de um automóvel Fiat Elba, por “impeachment” votado pelo Congresso, deixou o poder após concluir apenas a metade do seu mandato. Seu vice, Itamar Franco, sem decepcionar, mas também sem fazer grandes coisas, a não ser a correção indispensável nos rumos que tomara a área econômica, logrou concluir seu mandato sem maiores problemas.
Surge o terceiro governo civil, através de Fernando Henrique Cardoso. Autor do Plano Real, que conseguiu equilibrar a área econômica, fez um bom primeiro mandato, mas não conseguiu repetir o feito no segundo, em boa parte por culpa dos casuísmos e das concessões que tivera de fazer para se reeleger. No seu governo, aquela infraestrutura deixada pelos militares, particularmente nas áreas de transportes e energia, passados mais de 10 anos sem reinvestimentos, começou a exaurir-se. Inimigo dos militares, inaugurou o revanchismo, que estava reprimido em toda a corja vermelha. Sem alarde, conseguiu pouco a pouco afastá-los do centro das decisões políticas, do Palácio do Planalto.
                3 – O Lulopetismo
Estupefato, o Brasil assiste a posse de um torneiro mecânico na Presidência da República. Isto foi possível graças à incansável militância, que só os comunistas sabem fazer e que produz um efeito surpreendente, de certa forma até compreensível entre a maioria dos que não possuem escolaridade, mas incompreensível entre os que a possuem. O eleitorado de Lula em seus dois mandatos, assim como o da sua substituta Dilma, foi composto de no máximo 10% de comunistas. Os outros 90% foram constituídos pela massa ignara de semianalfabetos, fáceis de serem comprados por um simples prato de feijão, mas infelizmente, também pelos Oportunistas e pela inconcebível Esquerda Festiva. Os Oportunistas são aqueles membros das elites, que apoiam qualquer um, desde que lhes acene com alguma vantagem. São estes que justificam Marx, quando dizia que os capitalistas é que cavariam suas próprias sepulturas. Já a Esquerda Festiva, é constituída por ricos, universitários, classe média alta, deslumbrados, artistas e intelectuais. Ela é composta basicamente pela Esquerda Caviar (habita os mais caros metros quadrados de suas cidades, frequenta os melhores e mais caros “points” e consome Johnnie Walker selo azul. Sem usar um centavo sequer de suas fortunas em proveito dos pobres, se consideram seus verdadeiros paladinos), pelos Inocentes Úteis (não acreditam que o comunismo seja capaz de fazer no Brasil, o que já fez em todos os lugares do mundo por onde passou) e pelos Companheiros de Viagem (verdadeiros idiotas). No governo Lula, o PT (leia-se comunistas), através da criação de cerca de 30 mil novos cargos de primeiro e segundo escalão e da absurda ampliação do número de ministérios, conseguiu empregar toda a sua militância, de forma que hoje, o militante petista que não possui um mandato, possui um excelente emprego. Todos estão ricos! Quem não gostaria de ser militante petista? Usando os inúmeros e desnecessários ministérios como moeda de troca, ampliou sua base no Congresso e eliminou a oposição. Não satisfeito, montou uma quadrilha dentro do próprio governo, com a finalidade de, com dinheiro público desviado (ou roubado?) comprar os votos do Congresso, necessários à aprovação de seus projetos, mesmo aqueles motivados por objetivos inconfessáveis. Criou uma “comissão de indenização de comunistas” (este deveria ser seu verdadeiro nome), batizada com o pomposo nome de Comissão dos Direitos Humanos, a qual já subtraiu bilhões de reais do povo brasileiro, este mesmo povo que o PT tanto diz defender, tudo em favor daqueles que um dia tentaram infelicitar a mãe pátria, mas que foram impedidos pelos “algozes” militares. Foi um governo demagógico, preocupado apenas com a permanência no poder que tanto almejara. Sem entender a verdadeira grandeza da presidência de um país como o Brasil, Lula atuou durante 8 anos como o presidente de um simples sindicato, pois era disso, e só disso,  que ele entendia. Através de esmolas, matou a fome de milhões de brasileiros, quando poderia ter feito o mesmo, através da criação de empregos. Resumindo: distribuiu peixe aos famintos, quando poderia tê-los ensinado a pescar. Sua sede de poder levou-o a cometer terríveis contradições, como confraternizar com, e às vezes até elogiar, “picaretas” por ele mesmo denunciados anteriormente e inimigos figadais como Collor, Sarney e Maluf. Sua política externa, como a de todo governo comunista foi desastrosa, nitidamente favorável a tudo que contrariasse os interesses das potências democráticas. Almejava com isto, obter para o Brasil um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Com tal política, só mesmo um apedeuta alimentaria tal pretensão. Para desgraça do Brasil, o lulopetismo estava apenas começando. O sindicalista agradara tanto o eleitorado brasileiro, que conseguiu eleger facilmente como seu sucessor, a inexpressiva Dilma Roussef. A demagogia prosseguiu, agora com a descarada compra de votos institucionalizada. Se a justiça eleitoral comprova que determinado político pagou um cachorro quente sequer para um eleitor no dia da eleição, caça o seu mandato imediatamente. Agora, se a presidente da república, para se reeleger, usa o dinheiro da nação para comprar votos, não pagando cachorro quente, mas dando centenas de reais, mensal e indefinidamente, para uma ou mais pessoas de uma família de eleitores, isto é considerado lícito, bastando apenas que receba o nome de Bolsa Família. Demonstrações explícitas de comunização do Brasil se sucederam: idolatria a Cuba, afagos que chegam às raias da subserviência e da servilidade ao carrasco Fidel, ajuda financeira ao “paraíso” caribenho, perdão da dívida de vários países africanos, visando benefícios de empreiteiras brasileiras que naturalmente pagarão tal favor tão logo chegue a época das doações para a campanha eleitoral, apoio irrestrito a todo e qualquer inimigo dos EE UU, seja Irã, Coreia do Norte, Rússia, ou Venezuela, apoio incondicional ao Fórum de S. Paulo, entidade criada por Lula e Fidel e adesão ao Bolivarianismo inventado pelo também comunista Hugo Chaves (que vexame para o Brasil). Esta última posição aqui citada é tão abjeta, que merece o seguinte comentário, para que o ignorante povo brasileiro e lamentavelmente algumas elites deste país, meditem: Bolívar é o maior herói venezuelano, considerado um semideus, apenas porque sonhou e lutou para fazer no oeste da América do Sul, uma América Espanhola única. Infelizmente não conseguiu, mas claro, valeu a intenção. A leste da cordilheira andina, um tal  Caxias, considerado apenas como patrono do EB, sonhou e fez na América do Sul, uma América Portuguesa única e até hoje indivisível, em que pesem os esforços de maus brasileiros no sentido de por fim a tal unidade. Agora pergunto: que destino deveria ser dado aos brasileiros possuidores de alguma escolaridade e que ainda assim desconhecem Caxias e aderem ao Bolivarianismo? Cadeia? Banimento para a Venezuela? Uma marca que a ex-guerrilheira Dilma conseguiu imprimir ao seu governo foi tentar por todos os meios reescrever a história dos últimos 50 anos, com as cores da sua ideologia espúria. Às vezes me questiono, como é que um país como o Brasil aceita pacificamente uma farsa como esta: uma comissão criada e prestigiada pela Chefa da nação, muito bem remunerada pelos cofres públicos, com seus membros escolhidos a dedo pela corja comunista, com prazo de duração prorrogável indefinidamente e destinada a defender todos os crimes praticados por eles e seus acólitos e a castigar com cadeia ou no mínimo a execração pública, todos os delitos praticados pelos militares, para os quais a Anistia não tem nenhum valor. Acrescente-se a esta palhaçada governamental, que toda a verdade sobre esse ou outros períodos da nossa recente história, está nas páginas dos nossos jornais, em especial do hoje comunista O Globo. Enquanto tudo isto acontece, ninguém contesta, ninguém reage, todos silenciam obsequiosamente; dir-se-ia até, que nos quatro Campos do Poder, está tudo dominado. No Campo Político, constituído pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário, vemos uma Presidenta que já possui todas as condições para, a hora que quiser, em cadeia nacional de rádio e televisão, acompanhada dos Lula, Tarso Genro, Gilberto Carvalho, Marco Aurélio Garcia, Mercadante, et caterva, anunciar ao Brasil e ao mundo que sempre foi marxista leninista e que o Brasil doravante deve ser tratado e considerado como um país comunista. Vemos um Legislativo acomodado, leniente e a busca de cargos, abrindo mão completamente do dever de legislar. Para ser mais claro, vemos um Legislativo que troca o seu dever de oposição por qualquer dinheiro. Vemos um Judiciário que decidiu trocar a credibilidade que sua atuação imparcial e independente lhe conferia, particularmente depois das atuações de alguns de seus membros nos últimos julgamentos, pela desmoralização e o descrédito gerados pela atuação de novos juízes ali colocados, com a finalidade de defender não a justiça, mas sim o governo que os premiara com a escolha para o antes tão digno posto.
No Campo Econômico, vemos a Indústria, o Comércio, os Bancos, as Construtoras e os Empresários em geral, completamente alheios à situação política, preocupados apenas em fazer doações para a campanha política dos candidatos mais cotados, a fim de obterem vantagens futuras.
O Campo Psicossocial apresenta sua área artísticocultural e a mídia, quase que totalmente dominadas pelos comunistas, que aí se infiltraram desde a época da Abertura. Estes atraíram para ajudá-los em seu proselitismo de esquerda, toda sorte de paracomunistas, como aproveitadores, inocentes úteis, companheiros de viagem, esquerda caviar, etc. Como pode-se ver até agora, realmente está tudo dominado. Será? Nos Campos Político, Econômico e Psicossocial, não há dúvida. E no Campo Militar? Olha, confesso que nem mesmo eu, um General, arriscaria um palpite.

Capítulo III – CONCLUSÂO
                1 – Réquiem... ?
A relação polícia/crime é semelhante à relação democracia/comunismo. Por mais que a polícia se aperfeiçoe, o crime jamais deixará de existir; por mais que a democracia se aperfeiçoe, o comunismo jamais deixará de existir. Isto explica o fato de, apesar de derrotado na sua primeira tentativa de instalar-se no Brasil através da Intentona de 1935, o comunismo voltou a tentar, menos de 30 anos depois, quando mais uma vez foi derrotado, em 31/Mar/64. A terceira tentativa ocorreu 6 anos depois e foi a que deu mais trabalho aos militares. Mais organizados e com apoio externo quase explícito, usaram como métodos para a tomada do Poder, inicialmente a guerrilha urbana, com terrorismo e assaltos a bancos e, em seguida, a guerrilha rural. Pela terceira vez consecutiva, foram fragorosamente derrotados no Araguaia em 1974. Hoje, 40 anos depois, ao ensejo das comemorações do cinquentenário do 31 de março de 64, estamos prestes a assistir a quarta tentativa destes tresloucados comunistas brasileiros, o que representará o Réquiem da Redentora. Nunca antes estes indigitados esperaram tanto entre uma tentativa e outra; em compensação, nunca antes estiveram tão bem preparados para fazê-lo. Com quase tudo dominado, encontram-se diante apenas, do último baluarte da democracia, as atualmente indecifráveis Forças Armadas. Depois de perderem os 5 assentos que sempre ocuparam na mesa das decisões nacionais, de verem aviltados seus vencimentos e sucateadas as suas forças terrestres, navais e aéreas, de serem alvo constante de injustas perseguições da mídia bolchevista, de serem “esculachadas” acintosamente por comissões espúrias e facciosas criadas pelo governo com este objetivo, de assistirem resignadamente ao escárnio de muitos dos seus ilustres membros, que um dia desempenharam importantes funções em suas fileiras, de sujeitarem-se ao comando de figuras que, num exército organizado, não passariam de cabo da faxina (sem desmerecer os nossos excelentes cabos), estará este baluarte prestes a ruir? Bem, uma postura silenciosa, envergonhada, e eu diria até, vil, por parte destas Forças em relação às comemorações do cinquentenário de uma das páginas mais belas da sua história, na minha modesta opinião, representaria a gota de agua que faltava. Isto ocorrendo, arrisco-me até a prever os próximos passos do governo, no sentido da bolchevização dos militares: serão obrigados a prestar apoio irrestrito ao MST, a ter participação ativa nas reuniões do Fórum de S. Paulo, a incluir no repertório dos hinos militares a Internacional Socialista, a fazer doutrinação bolivarianista nas escolas militares e culto a Fidel e Guevara. E assim, com profunda tristeza, porém resignadamente (afinal, militar foi feito para que? Cumprir ordens) participaremos todos, do Réquiem da Redentora.
                2 – ... ou Aleluia?
Apresso-me em lembrar, que o número 1 anterior é apenas uma suposição. Suposição assustadora e difícil de ser considerada por quem conhece o EB. Orgulho-me de pertencer a um Exército, que entoa nos seus quartéis canções com versos como este, em relação à defesa da pátria: “Antes o sol, sem eflúvio sem luz e sem calor, nos encontre no chão a morrer, do que vivos sem te defender”. Um Exército que sabe perfeitamente que ordens superiores são para serem cumpridas, mas que entende claramente, que ordem errada não se cumpre. Foi assim desde o seu nascimento, quando contrariou a Coroa Portuguesa e misturando brancos, negros e índios, derrotou o veterano e experiente exército holandês em Guararapes. Foi assim quando à revelia da legislação da época, incorporou às suas fileiras inúmeros negros, que como homens livres, nos ajudaram a vencer o Paraguai. Foi assim que se recusou a cumprir missões de Capitão do Mato na captura de escravos fugitivos. Foi assim, contrariando o Imperador Pedro II, que proclamou a República. Foi assim, que apeou do Poder um Presidente incompatível com a cultura e as tradições brasileiras, em 31 de março de 1964. Este é o meu Exército, o verdadeiro Exército de Caxias. Foi assim ontem e tenho absoluta certeza que assim o é hoje, como assim o será também amanhã. De onde vem tanta certeza? Do simples fato que a formação em todos os níveis do Exército de hoje, coube única e exclusivamente ao Exército de ontem. Assim sempre foi, e é por isso que não temos dúvida que o Exército de hoje, será sempre superior ao de ontem, para orgulho de todos nós. Como companheiro mais velho e um de seus ex-instrutores, imploro que interfiram para que ocorra a Aleluia e não o Réquiem pela Redentora. Não permitam que se repita o deplorável episódio de muitos anos atrás, do tenente de Apucarana, que sentindo a omissão dos escalões superiores, invadiu a Prefeitura local, subiu na mesa do Prefeito e fez um pronunciamento à nação, pedindo um aumento de salário para os militares. Tomou uma cadeia, mas na semana seguinte o Presidente da República mandou uma mensagem para o Congresso, propondo o aumento reclamado. Aqui vai um apelo ao Alto Comando do Exército: mostrem que se não são melhores, são pelo menos iguais a nós da Reserva. Comecem a afirmar-se, no mínimo anulando a esdrúxula proibição de festejar o Cinquentenário de 31 de Março (eu adoraria ser convidado a proferir uma palestra na Bda Pqdt sobre o tema A Redentora). ALELUIA!!! Para motivá-los, transcrevo abaixo trecho da carta de Moniz Barreto a El Rei de Portugal em 1893:
“Senhor, umas casas existem no vosso reino, onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta se deitam, obedecendo. Da Vontade fizeram renúncia como da Vida. Seu nome é Sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares. Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a Liberdade e a Vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros de mais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém, calados, continuam guardando a nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora em rigor de fazer tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem. Porque, por definição o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai a coragem e à sua direita a disciplina”      



Assistam ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-ow8bwE3fhw#!


E este outro no qual se vê o vice presidente Hamilton Mourão sendo aplaudido de pé, em Harvard:
https://youtu.be/YOMWsai4Atw



Esta bem, não vamos comemorar, mas não devemos ignorar parte de nossa história.


30 de março de 2019

Mangos e outras gírias



- Esta camisa custou cinqüenta mangos, meu camaradinha.

Esta frase, dita na segunda metade do século passado, logo no início, anos 50 e 60, seria inteligível. 

Hoje, se escrita, pecaria pelo uso inapropriado, desnecessário, do trema.

Se você nasceu neste século não vai entender xongas, ou muito pouco, desta postagem. 

Mangos se referia a dinheiro, ou seja, equivalia a unidades padrão da moeda da época (mil reis, cruzeiro, cruzeiro novo, real). Em 1945, quando eu tinha 5 anos de idade, esta camisa teria custado cinquenta mil reis, ou cinquenta mangos.




Se você como estou prevendo, na flor de sua juventude, não entendeu nada, então não entendeu xongas.

Desculpe se eu começo a misturar lé com cré, que hoje significa não dizer coisa com coisa, falar incompreensivelmente. 

Sou da época em que um trabalhador da construção civil entrava numa quitanda e pedia 1 (um) tostão de banana machucada. Que vinha a ser aquela que despencou por estar muito madura. Os cachos ficavam pendurados num travessão e quando caiam amassavam um pouco.

Estas bananas, pelo aspecto, eram vendidas a preço promocional e ficavam sobre o balcão, para escolha do freguês.  O tostão era a moeda de 100 reis.



Claro que não eram só os trabalhadores que compravam banana machucada, todo mundo que andava na pindaíba também comprava. Pindaíba era estar sem dinheiro. Duro. Na lona.

Se eu disser que acho a Paola Oliveira um pitel, não a estou comparando a um salgadinho, a um petisco, mas sim dizendo que ela é gostosa (aparentemente), atraente.


Rose Rondelli

Era assim que eu me referia a Rose Rondelli, uma vedete que vi atuando em show do Carlos Machado. A Rose era um pitel, mas a Magda Cotrofe já não era. Já não era um pitel eis que a expressão, no sentido figurado, não mais era usada.


Magda Cotrofe
Antigamente se dizia, quando uma coisa era genial, que era do peru. Paris era do peru; já Lima era só a capital do Peru.

28 de março de 2019

Discussões inúteis, estéreis e bizarras



Em tempos idos, cada vez mais idos, participei de discussões tolas, tão tolas quanto este texto que aqui está.

Ora vejam só, num grupo alguém suscitou que não era correto falar (ou escrever) semi-analfabeto. O correto seria referirmos-nos aos pouco letrados, beócios, como semi-alfabetizados.

Cabe aqui um parêntesis. Isto ocorreu antes de janeiro de 2009, portanto antes do acordo ortográfico, logo o hífen era utilizado. Logo, a discórdia não se referia à grafia e sim ao sentido.

O correto, para aquele que levantou a dúvida, seria dizer semialfabetizado, posto que a pessoa em referência seria parcialmente alfabetizada, quase alfabetizada. Ele sustentava que semianalfabeto era o cara que sequer atingira o nível de parcialmente alfabetizado. Era menos do que semialfabetizado.

Pensam que isto foi num boteco, regado à cerveja e linguiça calabresa? Não, foi no pátio da Faculdade de Direito, da UFF, na década de 1960.

Outra, esta mais recente, e aí sim hidratando com chopinhos, no antigo Bier Strand, na praia de Icaraí (quem se lembra?) foi sobre o gênero da palavra personagem. Uma das amigas (eramos três casais) teimava e queria fazer prevalecer sua opinião de que a palavra era feminina e não era admitia a forma masculina.

Remontou à origem da palavra, que veio do francês personnage, que por sua vez descende do latim persona, que significa máscara (de teatro).

Deixando o purismo de lado, talvez atropelando um pouco as raízes linguísticas, acabamos por admitir que se trata de uma palavra invariável, que pode ser masculina ou feminina, é um  substantivo de dois gêneros, ou comum aos dois gêneros.

Outra conversa sobre a língua portuguesa e suas regras gramaticais, esta no âmbito familiar, levou-nos a um consenso: era estupidez a afirmativa aprendida na escola de que antes de “P” e ‘B” só se escreve “M”. REPROVÁVEL!

Por falar em escola, como me ensinaram coisas equivocadas, meias verdades e mentira integrais. Por acaso foi a falta de ventos (calmaria) que trouxe Cabral às costas deste pedaço de terra, quase continente, que depois chamaram de Brasil? A lua tem uma só face, plana, voltada para a Terra.

Essa me recorda uma digna do FEBEAPÁ. Segundo Jeff Thomas, colunista social, ou mundano, em notinha esclareceu que a lua seria como a Av. Atlântica, teria só um lado. Não entendeu? Quer que eu desenhe?

Mas a pior, segundo meu filho, foi ter aprendido que o átomo era a menor porção da matéria. Nada como o futuro para desmentir o passado. Bolsonaro era "mito", agora já era, se me permitem o chiste.

Não faz muito tempo alguém levantou a seguinte questão, no círculo jornalístico, em especial no radiofônico e no televisivo: ninguém "corre o risco de morte", nas hipótese de graves acidentes; não corre, isto sim, "risco de vida". 

26 de março de 2019

Fontaine, Platini, Zidane, Henry e Mbappé


Qual o melhor francês? Sei, sei que não dá para comparar jogadores de diferentes épocas. No passado a velocidade do jogo era menor e não havia tanta imposição física.

Mas a técnica não tem geração. Uma matada de bola hoje, é igual a de meados do século passado. Não? Alguém está dizendo que não porque a bola não é mais a mesma. Cadê o capotão com costura?

A qualidade do gramado influi na parte técnica. Os gramados de hoje raramente têm montinhos artilheiros, não têm touceiras de capim. Hoje é mais fácil dominar a bola, deixa-la submissa, escravizada aos pés do jogador hábil.

Está acerto, darei o desconto quanto a bola e ao gramado.

Just Fontaine
Vi todos jogando. Just Fontaine em filmes da Copa de 1958, da qual foi o artilheiro com 13 gols. Aliás que nenhum outro conseguiu alcançar esta marca de 13 gols numa mesma edição.

Michel Platini

Michel Platini, que se tornou dirigente, foi um bom meio-campista. De origem italiana. Ajudou a eliminar o Brasil da Copa de 1986. Diz a lenda que quando ele se aposentou, a seu pedido a largura do estádio Parc de Pinces, em Paris,  foi reduzida em 2 metros. Quem, depois dele, aproveitaria aquele espaço para lançamentos?

Zinedine Zidane
Zinedine Zidane, carrasco do Brasil, foi um dos melhores jogadores que vi atuando. Campeão mundial em 1998. Virou técnico vitorioso. De origem argelina. Contemporâneo do Henry. Melhor do mundo, pela FIFA,  em 1998, 2000 e 2003.

Thierry Henry
Thierry Henry, grande artilheiro, um dos jogadores mais importantes do Arsenal, da Inglaterra (onde jogou por oito anos), atuava no time que conquistou de forma invicta o título da Premier League, na temporada 2002/2003. Duas vezes escolhido o segundo melhor do mundo.Campeão mundial pela França em 1998.

Kylian Mbappé
Kylian Mbappé, a despeito do nome, é francês e é o astro do momento. Disputado pelos maiores clubes do mundo. Joga muito. Reúne qualidades do Messi e do Cristiano Ronaldo. Posso queimar os dedos, mas acho que ganha a bola de ouro antes do Neymar (se é que este algum dia ganhará o troféu). Origem camaronesa.

25 de março de 2019

MORDAÇAS, de novo


Estou republicando a postagem de 23 do corrente porque na edição esqueci de colocar o vídeo de Damares Alves testemunhando que viu Jesus subindo num pé de goiaba.

 Um perigo, uma travessura do filho do Criador.

23 de março de 2019


MORDAÇAS



Lembro que houve uma época, não muito remota, em que eram distribuídos preservativos, as chamadas camisinhas, para ajudar na prevenção da Aids.

Sugiro um programa governamental, a ser implantado com urgência, de distribuição de mordaças a membros do governo, e também seus filhos em alguns casos.

Sei que alguns de vocês estão pensando em focinheira, o que não chega a ser uma má ideia, haja vista que alguns não apenas falam demais, como são perigosos, agressivos.

Tem filho chamado carinhosamente, entre familiares, de pitbull. Imaginem!

O que tem de gente falando mais que a boca, como se diz popularmente em relação aos falastrões, é uma coisa espantosa.

Ministros e parlamentares, de todos os matizes, atiram-se flechas, farpas, confrontam egos, expõem vaidades, um circo. Um festival de besteiras.

O presidente ... bem, sobre o ele o Romário diria que calado é um poeta.

Se vivo fosse, Sergio Porto (Stanislaw Ponte Preta) teria, no terreno político,  um manancial para abastecer seu FEBEAPA.

Tivemos um caso de diarreia mental, de uma certa viúva Porcina - a que foi sem nunca ter sido - indicada para nº 2 no Ministério da Educação, que me deixou na dúvida. Então ri para não chorar.





Bem, sempre teremos a Damares Alves. Que viu Jesus na goiabeira e ...  milagre ... Jesus não caiu.


24 de março de 2019

CURSO DE DATILOGRAFIA



Existiria coisa mais desimportante do que aprender datilografia, nos dias que correm?

Você dirá, prontamente, que aprender digitação é interessante, vale a pena. Isto porque há relação entre os teclados das antigas máquinas de datilografia e os dos notebooks.

Então mudarei a pergunta. Tem coisa mais inútil do que as fitinhas usadas para correção de erros de datilografia? Sim, tem, talvez o corretivo líquido.

E mimeógrafo? Ainda tem mercado? Se alguém usa, certamente usará também o “papel stencil”.

E a filosofia? Serve para alguma coisa? E mata-borrão? E galocha, ainda existe? Os chatos, agora sem galocha, ainda nos atormentam.

E este blog? E tantos outros? 

23 de março de 2019

MORDAÇAS



Lembro que houve uma época, não muito remota, em que eram distribuídos preservativos, as chamadas camisinhas, para ajudar na prevenção da Aids.

Sugiro um programa governamental, a ser implantado com urgência, de distribuição de mordaças a membros do governo, e também seus filhos em alguns casos.

Sei que alguns de vocês estão pensando em focinheira, o que não chega a ser uma má ideia, haja vista que alguns não apenas falam demais, como são perigosos, agressivos.

Tem filho chamado carinhosamente, entre familiares, de pitbull. Imaginem!

O que tem de gente falando mais que a boca, como se diz popularmente em relação aos falastrões, é uma coisa espantosa.

Ministros e parlamentares, de todos os matizes, atiram-se flechas, farpas, confrontam egos, expõem vaidades, um circo. Um festival de besteiras.

O presidente ... bem, sobre o ele o Romário diria que calado é um poeta.

Se vivo fosse, Sergio Porto (Stanislaw Ponte Preta) teria, no terreno político,  um manancial para abastecer seu FEBEAPA.

Tivemos um caso de diarreia mental, de uma certa viúva Porcina - a que foi sem nunca ter sido - indicada para nº 2 no Ministério da Educação, que me deixou na dúvida. Então ri para não chorar.





Bem, sempre teremos a Damares Alves. 

21 de março de 2019

INFERNO ASTRAL



No próximo dia 21 terá início o meu inferno astral, que se estenderá até o dia 20 de abril. No dia 21 faço aniversário.

Durante este período de trinta dias que antecedem a data natalícia, segundo os astrólogos, devo procurara controlar meus instintos.

Devo esperar que as coisas aconteçam naturalmente, devo dar o braço a torcer, evitando entrar em briga. As coisas do dia a dia poderão desandar um pouco.

O sol, em sua jornada, permanece cerca de um mês em cada signo do zodíaco. Completa a volta em 365 dias, percorrendo um grau por dia.


O inferno astral do taurino tem início quando o sol está em Áries, que abriga a minha 12ª casa astral, o que deverá acontecer entre 21 de março e 20 de abril.

Se agora as coisas já vão de mal a pior, fico imaginando após o dia 21 próximo, quando ingressarei no inferno.

Por favor, não me provoquem.

20 de março de 2019

MESSI & CRISTIANO RONALDO


Mas poderia ser Cristiano Ronaldo e Messi, porque a ordem dos fatores aqui, até este momento, e na minha visão, não altera o produto.

São disparados, depois de Pelé, os dois melhores jogadores de futebol que estou tendo o privilégio de ver jogar.

Seus estilos de jogo não são exatamente iguais. Fisicamente também não. Mas são decisivos.

Vi Zizinho e Di Stefano, mas estes se destacaram antes de Pelé. Vi Maradona, vi Romário, vi Zidane, vi Ronaldo (o fenômeno), vi Puskas e outros bons jogadores brasileiros e estrangeiros.

Mas estes dois têm dominado o cenário internacional na última década, sem sequer uma sombra de concorrência.



O português, em recente partida pela  Champions League, entrou em campo defendendo a Juventus, com um placar adverso. O adversário, o Atlético de Madrid, vencera o primeiro jogo por 2X0. Tinha, portanto, uma considerável vantagem. Só seria eliminado se perdesse o jogo por 3X0.

Pois perdeu. E quem foi o autor dos três gols que garantiram à  la vecchia signora a permanência na competição? Ninguém senão ele: Cristiano Ronaldo.


Neste último final de semana, em Sevilha, jogaram Barcelona e Betis.



Os catalães venceram por 4X1 e Messi foi autor de três gols. Foi aplaudido de pé calorosamente pela torcida adversária.

Aconteceu, no passado, de pararem uma guerra regional por causa de um jogo de futebol no qual estaria presente o melhor jogador do mundo. Ele foi unanimidade. Mas desde a aposentadoria do Rei nenhum outro jogador foi tão respeitado e aplaudido até por adversários.

Claro que a o movimento de independência da Catalunha impede que madrilenhos reconheçam a aplaudam o talento do argentino, mas apenas esta razão política impede que tal não aconteça, mesmo ele não sendo catalão.

O português é vaiado e hostilizado, mas por seu ego, sua vaidade, digamos assim, sua mascara. Mas joga demais.



18 de março de 2019

Jacinda Ardem


Estarei sendo precipitado, ou a primeira-ministra da Nova Zelândia - Jacinda Ardem - poderia ser colocada no mesmo nicho de Margaret Thatcher e Angela Merkel?

Nunca ouvira falar da aludida política, agora premier de seu país. A bem dizer sequer sabia que o regime naquele simpático país era parlamentarista.


O que eu sabia, vagamente, da Nova Zelândia, era de que tem uma equipe competitiva no rugby,  que tem o apelido de All Blacks, tendo sido campeã mundial em 1987, 2011 e 2015.


Sabia que nas últimas décadas  do século passado, o país era considerado insipiente e incipiente na produção de vinhos. Hoje alguns de seus rótulos têm bom conceito e são degustados com prazer por amantes do néctar dos deuses.


Chamávamos de exóticos os primeiros vinhos neozelandeses que foram introduzidos aqui em nosso mercado.

Voltando à primeira-ministra, que está nas mídias por causa dos atentados ocorridos em mesquitas naquele país, minha simpatia e meu respeito por ela, decorrem de sua fala, em pronunciamento público após o ocorrido.


Assistam ao vídeo de sua fala:




Speach de gente grande, preparada, nível estadista. Espero não estar fazendo um juízo açodado, e venha a me arrepender.

Prestarei mais atenção nela.

17 de março de 2019

Excrescência jurídica - aberração - absurdo


O presidente do STF, em Portaria sem amparo legal, determinou a abertura de inquérito para apurar quem são os críticos dos membros daquela suprema corte.

E o fez, segundo alega, com espeque no Regimento Interno da casa. Só poderia ser eis que não há previsão na legislação pátria.

Ou seja, não podemos criticar os ministros do STF. Numa canetada o ministro Dias Toffoli nos nega direito assegurado na Constituição Federal, em seu art. 5º, que é do livre exercício da manifestação do pensamento.

Os ministros do STF não podem ser criticados, inobstante a todo o tempo decidirem ideologicamente, sem isenção e usurpando competência de outros órgãos públicos, como no caso desta portaria supracitada, e legislando sobre os mais diferentes assuntos. Estou inventando?

Ora, deem-se ao respeito e serão respeitados.

Dias Toffoli desprezou, com este ato, a competência do ministério público e da polícia federal.

Ora vejam só. Conduzindo investigação, o STF estará, ao fim a ao cabo, atuando como acusador e julgador. É risível e pergunto, é constitucional?

Aquela corte constitucional não tem expertise, não tem um setor competente para levar adiante investigações (afinal o que é um inquérito?) e não poderá julgar se atuou na apuração e fará a acusação.

Esta composição do STF, é uma das mais incompetentes, ideológicas e sem isenção, desde que há pouco mais de 50 anos frequentei os bancos da Faculdade de Direito, da UFF, como acadêmico e onde obtive o grau de bacharel. 

Coloca o Judiciário na vala comum juntamente com o legislativo e o executivo, cujo conceito e imagem perante a opinião pública é de descrédito, desconfiança, desaprovação.

De alguns deles eu não compraria um carro usado.