20 de julho de 2019

GEORGE BERNARD SHAW


Acho que nuca louvei aqui neste espaço, suficientemente, este dramaturgo irlandês.

Sobre César e Cleópatra, ninguém melhor do que ele ficcionou.


Shakespeare preferiu focar as relações da rainha egípcia com Marco Antônio.


Entre um e outro prefiro o de Shaw.

Ele - Shaw -  tem uma frase que instiga: "Alguns homens veem as coisas como são e dizem: por que? Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo por que não?"




Associo com outra, esta de Jean Cocteau:


19 de julho de 2019

FURACÃO faz 60.000 vítimas no Rio de Janeiro



O fenômeno, ocorrido em 17 de julho de 2019, vitimou 60.000 pessoas que estavam no Maracanã, no Rio de Janeiro, para assistir e comemorar a vitória e classificação do Flamengo na Copa do Brasil.

Como tenho feito nos últimos meses e cada vez mais consolido minha opinião, não assisti ao jogo entre o time da urubuzada e o Clube Athlético Paranaense, agora em um "H" enxertado em seu nome original.


Entretanto o súbito foguetório e o sopro de cornetas bastante ruidosas despertou meu interesse em saber o que estava ocorrendo. Saí do Netflix e sintonizei a TV no canal 40, da Globo News, imaginando tratar-se de algum fato auspicioso no mundo político, como por exemplo suicídio coletivo no Congresso Nacional.

Não me ocorreu que a algazarra estivesse relacionada ao futebol.  Afinal o time da mulambada jogava contra o Athlético do Paraná, e o resultado era tido e havido como favas contadas, ainda mais agora com Jesus comandando as ações da equipe.

Nada na Globo News (a CNN ainda não está no ar) e por isso fiquei zapeando e passei pelo canal 38. Achei!!! Achei o motivo de tanta euforia e contentamento: O Flamengo acabara de ser eliminado da Copa do Brasil, o torneio de maior premiação no Brasil.

Devo admitir, a contragosto, que se o caso fosse de vitória da equipe rubro-negra carioca (a vitória foi da paranaense), haveria igual alarido. Só que atentando para as palavras de ordem da torcida ensandecida, ouvi coisas como cheirinho, quáquáquáquá, chupa Diego, chupa Gabigol.

A ficha caiu: o Mengo perdeu e foi alijado da competição. Gente, a torcida do Flamengo é grande mesmo, mas a torcida contra o Flamengo é muito maior e mais ruidosa. Acreditem!

Nota:
Meu afastamento voluntário do futebol está relacionado a situação deprimente em que se encontra meu clube do coração. Mas o motivo predominante, sem dúvida, atende pela sigla VAR.
Quem resolveu introduzir este recurso técnico no futebol nunca chutou uma bola, não teve infância, pensa que pelada é (somente) mulher nua. Acabou com o esporte futebol, que agora chamam de produto.  Em nome de um pseudo resultado honesto e politicamente correto, tiraram o charme, o encanto, a beleza do futebol. 

Quando é consignado um gol, é melhor ir ao banheiro, urinar, lavar as mãos e só então vir para diante da TV para saber se foi validado. E então comemorar ... ou não.

18 de julho de 2019

MADAME BOVARY e outras histórias de amor bandido



Na estante de nossa casa tinha uns poucos livros proscritos. Mamãe ficava de olho, policiando nosso acesso.

Certa feita ouvi-a criticando papai por mante-los a vista. Não eram muitos e nem eram obscenos, mas na época estes cuidados eram exagerados.

Um deles era "O Cortiço", do  Aluísio Azevedo. Outro era "Madame Bovary". Tinha alguns poucos mais, mas nem me lembro quais.

Nada comparado a "Cinquenta tons de cinza", recente sucesso literário, best-seller lido por 9 entre 10 mulheres descoladas e por 10 entre 10 mulheres recatadas, pudicas.

Ou semelhantes ao modelo "Lolita", do Nabokov, citado ad nauseam, tido e havido como marcante no gênero.

Flaubert, embora absolvido, foi levado aos tribunais por sua obra. Trata abertamente de traição, adultério, que na época, num romance, eram temas proibidos.

Foi taxado de imoral. Assim como nosso Nelson Rodrigues. Entretanto a obra de ambos permanece viva, atual, reedita, filmada e encenada.

Não, não estou comparando, nem poderia.

Gustave Flaubert é reputado como mestre na estruturação do enredo, na precisão e detalhes narrativos, na fina ironia, no uso do vocabulário.

Não por outro motivo consta que levou cinco anos escrevendo o citado romance, que só consegui ler quando já estudante secundarista, pegando-o na Biblioteca Estadual, na Praça da República, defronte ao Liceu Nilo Peçanha, onde estudava.

Seus livros marcam uma ruptura com o romantismo em voga no século XIX.

Nosso dramaturgo tupiniquim tem, claro,  um estilo muito próprio, inconfundível na língua portuguesa. Se eu ouvir umas poucas falas, ou ler algumas poucas linhas,  sou capaz de identificar se o texto é do Nelson Rodrigues.

Mas longe de mim compara-los. Cada qual com sua genialidade. 

Quem assina o Netflix tem a oportunidade de assistir ao filme "Madame Bovary". Recomendaria sem restrições. A fotografia é magnífica, e as cenas de nudez e sexo são muito leves, sutis.

Aquele tipo de bosque, e aquela espécie de matilha, tive a oportunidade de conhecer no Vale do Loir. 



Não me perguntem a razão, mas comparo a jovem  e bela Emma, senhora Bovary, com Séverine, a jovem rica e infeliz de "Belle de Jour".

16 de julho de 2019

Um fim de semana na ILHA de PAQUETÁ – Rio de Janeiro





Por
RIVA







Nunca tinha ido a Paquetá. A Matriarca Vascaína (MV) foi há muito tempo. Meu primogênito Rodrigo e sua esposa Fernanda nos convidaram para um fim de semana por lá, e topamos. A reserva foi feita numa residência com apenas 2 suítes, chamada SOLAR dos LIMOEIROS.

Solar dos Limoeiros

Pegamos a barca das 10h da manhã de sábado na Praça XV e chegamos em Paquetá às 11h10m. Uma viagem tranquila, com muitos vendedores dentro da barca. Um deles vendia produtos da MUSTAFÁ, e atesto a delícia que estavam os quibes e as esfirras, a R$ 5 cada.

Barca Praça XV - Paquetá


Trecho da ponte Rio-Niterói

Fomos a pé para a pousada (350 m das Barcas) e fomos muito bem recebidos pela proprietária Eveli Ficher. Quartos confortáveis com ar condicionado, ventilador de teto em um deles, TV com SKY, banheiro com um bom chuveiro, piscina no terraço, e dois gatos – o Otelo e o Zé. O café da manhã no dia seguinte foi simples e muito bom – pães deliciosos, geléia, queijo Minas, ovos mexidos, bolinhos de maçã, café e leite.

Otelo

Não existem automóveis na ilha. Caminhões apenas para recolhimento de lixo e distribuição de gás. As formas de deslocamento são a pé, de bicicletas e quadriciclos de pedalada. Os táxis são triciclos de pedalada para 2 passageiros. As charretes não são mais puxadas por cavalos ; são carrinhos elétricos para 5 pessoas, tipo os de campos de golfe.

Quadriciclo
Os preços são muito bons. O aluguel de bicicletas foi R$ 10 para umas 6 horas. O quadriciclo, que eu e a MV usamos, foi R$ 25 para o mesmo período. As corridas de táxi pela ilha custam R$ 5 por pessoa para qualquer lugar. Existem também tours nos carrinhos elétricos, com o motorista explicando tudo sobre os locais visitados.

Eco-taxi

Uma característica na ilha : TODOS são muito gentis no atendimento, nas orientações, qualquer morador que passa por você te cumprimenta !

Agora um resumo da nossa estada até domingo, quando pegamos a barca das 16h para voltar para a Praça XV no Rio :
Percorremos quase toda a ilha no sábado, com o quadriciclo e bicicletas.

É realmente muito bonita, paisagens deslumbrantes, casas muito bonitas. Estivemos em quase todos os pontos turísticos principais da ilha, deixando apenas a costa sudeste para o domingo.

Pedra da Moreninha

Parol Mesbla

Tunel do Eco
A ilha é absolutamente plana, super tranquila fazer de bicicleta. No quadriciclo sofremos um pouco, mais pela nossa idade, digamos, mas mesmo assim não fizemos feio e pedalamos juntos por horas acompanhando o Rodrigo e a Fernanda.

Família reunida
Em apenas 1 dia tiramos quase 300 fotos das belas paisagens, e do magnífico pôr do sol !! O dia estava lindo, e foi realmente um grande espetáculo do nosso Astro Rei !!






Tínhamos indicações de bons restaurantes, então no sábado almoçamos na CASA das ARTES, no norte da ilha. Simplesmente excelente – pastéis de jiló, bolinhos de bacalhau, bobó de camarão e costelinhas de porco. Ótimas cervejas. Bem ao lado, tem a CASINHA AMARELA, que deixamos para o almoço do domingo.
Jantamos no QUINTAL, da Dona Regina, esposa do ex-cracaço de bola Afonsinho, médico na ilha, que veio até nossa mesa bater um rápido papo sobre futebol e tirar fotos, a meu pedido. Fomos de queijo coalho melado, pastéis de bobó de camarão, feijão amigo, arroz do mar, linguini ao sugo e carne de porco com maionese e farofa. Comida tipo caseira de muito boa qualidade, com ótimo atendimento do Paulo, que trabalha há muitos anos na ilha.

Arroz do mar
A indicação principal para o jantar era na CASA de NOCA, mas não tinha jantar, eram somente petiscos e com música ao vivo. Preferimos ir jantar em outro local recomendado, que era o QUINTAL.

No domingo, Rodrigo e Fernanda, que são maratonistas, acordaram cedo e foram fazer a volta na ilha, que dá aproximadamente uns 7 km.

Nos encontramos às 9h para o café da manhã na varanda da pousada, fizemos o nosso check out e nos despedimos da Eveli, agradecendo a hospedagem show de bola.

Deixamos nossa bagagem (mala pequena e mochilas) num guarda-volumes, que também aluga bicicletas, tem banheiros e chuveiros pagos, de boa qualidade. E saímos a pé em direção ao sudeste da ilha, para vermos o que faltava de pontos turísticos principais – basicamente a Casa da Moreninha, o Orquídea Bistrô e o Farol da Mesbla ( uma miniatura do relógio da Mesbla da Cinelândia, mas na verdade um pequeno farol dentro do mar).

Como pretendíamos almoçar na CASINHA AMARELA no norte da ilha, pegamos uma charrete (carro elétrico) que nos levou até lá, por R$ 20.

Meus caros clientes do Pub da Berê .... comemos um camarão com molho de manga pra comer ajoelhado !!! Simplesmente maravilhoso ! Antes fomos de pastéis de camarão e .... casquinha de vatapá ! Tudo isso regado a caipivodkas de laranja e cervejas.

Camarão com manga
E a carruagem começou a virar abóbora ... hora de partir. Chamamos por telefone uma charrete para nos levar até o centrinho, pegamos nossa bagagem e a barca das 16h para a Praça XV.

Observações muito importantes :
   VIVO pega bem na ilha. A Oi é uma tragédia lá.
   Só tem uma agência bancária por lá : ITAÚ
    Todos esses serviços de aluguel de bicicleta, táxis, devem ser pagos em dinheiro. Leve grana !
 Os restaurantes aceitam cartões de débito e crédito, exceto o American Express – não sei porque.
   Apenas uma farmácia e um hospital.
   Visitar a ilha de 2ª a 6ª feira é tranquilo porque tem poucos turistas.
  Fim de semana vem bastante gente. Mas não nos atrapalhou, não sentimos dificuldade em conseguir tudo que queríamos. Acredito que no verão deva ser complicado em fins de semana.

Venham conhecer Paquetá, vale a pena. É só alegria, música, boa comida, lugares bonitos, pessoas muito educadas e gentis por toda parte. Quem quiser pode fazer um bate-volta de 1 dia. Tem barcas até 23h para a Praça XV. 

14 de julho de 2019

Melhor prescrever três anos, ao invés de três dias.


Assim ficaria calado  até o final de seu mandato, e diria menos bobagens. Mas precisa arranjar solução para o acesso às redes sociais.

Se são necessários apenas três dias calado, por um dente extraído, o ideal é que ele fosse um molusco, como o caracol, por exemplo, que pode ter entre 2.000 e 15.000 microdentes. 

Já pensaram? 3 X 2.000 = 6.000 dias sem poder falar? Terminaria o mandato mudo, o que seria ótimo.

Sim, o que quero dizer é que o capitão fala demais, com ideias de menos. 

E tem pouco discernimento. Não sabe, por exemplo, o significado de nepotismo. Que outro presidente da República indicaria o Eduardo para o cargo de embaixador no Estados Unidos? Que méritos seriam encontrados nele para função de tal relevância? Só um pai mesmo.

E as justificativas apresentadas ("cala a boca Magda") são risíveis: fala inglês, é amigo dos filhos do Trump e fez hamburger lá na América do Norte.

O filho queria uma oportunidade de emprego na rede McDonald's, em face de sua experiência como chapeiro.


O pai pensou em Washington. E -  why not? - na embaixada brasileira na capital americana. Economizaria casa e comida já que o salário de quem apenas faz os hamburgers não é lá grande coisa mesmo nos USA.

Calado, teria nos poupado do ridículo perante as demais nações civilizadas. Eis algumas das centenas de piadas  a respeito:

Alô, embaixada brasileira, faça seu pedido.


Ora, ora ora, o deputado é amigo dos filhos do Trampa*? E daí? Ninguém é perfeito 😄😄😄

Notas:
1) Trampa* pode ter um significado chulo, mas pode ser usado no sentido de sem qualidade, sem valor, sem importância.

2) Estou à beira do arrependimento de ter votado nele.

3) Matéria jornalística



11 de julho de 2019

Tá frio aí?





Por
Ana Maria Carrano
 (desde Teresópolis)





Aqui está frio. Muito.  Mas me consola saber que a culpa é do “El Niño”. Estava achando que o responsável era o Bolsonaro.

Mantenho o aquecedor ligado das 17 horas até a hora de dormir. Recomendação do fabricante e suficiente para aquecer os edredons e atrair o gato que esquenta meus pés. Sinto-me como uma rainha egípcia.

Assim vou enfrentando este inverno e até me divertindo com os Memes  que surgem nas redes sociais. Contrabalançam as notícias sombrias e mentirosas que frequentam os noticiários das Tevês e da Internet.

Por falta do que fazer, resolvi reunir algumas das muitas mensagens que recebo sobre este tema.

Espero que se divirtam.























10 de julho de 2019

Frio en nel alma



Na capital de São Paulo, moradores de rua morrem devido ao frio intenso. Ao relento, mal alimentados, não suportam as baixas temperaturas que têm sido registradas neste inverno.

Enquanto isso, nas serras catarinense e gaúcha, a possibilidade de ocorrência de neve ou mesmo a geada matinal atraem milhares de turistas.

Mesmo em Itatiaia e Mauá, na serra da Mantiqueira,  aqui no Estado do Rio, os hotéis estão com a lotação esgotada.

Assista ao vídeo a seguir:


O mesmo frio que mata é o que gera emprego e renda.

Um paradoxo que se observa em todos os setores da atividade humana. Não fora a existências de ladrões, para quem venderíamos cadeados, trancas, câmeras de vídeo e outros apetrechos destinados a inibir ou identificar malfeitores?

Antigamente, na minha juventude, havia um entendimento unanime de que a prostituição era um mal necessário. Isso porque para aplacar a lascívia, e acalmar os hormônios masculinos, as prostitutas eram a melhor alternativa aos assédios e sedução das moçoilas ditas de família, como se as meretrizes não as tivessem.

Os bordéis, clandestinos ou não, eram fonte de renda para cafetinas, gigolôs, garções, leões de chácara (seguranças) e assemelhados, que viviam da necessidade de algumas infelizes mulheres.

Claro que me refiro a maioria das mundanas, posto que existiam, como ainda, mulheres que se prostituem por opção.

Imaginem um mundo sem que fossem necessários advogados criminalistas. Onde todos os cidadãos cumprissem seus deveres sociais, não cobiçassem a mulher do próximo e nem as coisas alheias, pagassem em dia seus impostos e votassem conscientemente.

O que tem o sagrado direito ao voto, a ver com o contrassenso, o paradoxo? Sem Congresso, com seus corruptos e corruptores, ladrões, fraudadores, e cometedores de toda uma gama de delitos capitulados no Código Penal, noventa por cento dos criminalistas iriam ter que trabalhar em coisas que lhes provocassem menos conflitos de consciência.

O inútil congresso alimenta milhares de bacharéis, serventuários, juízes de primeiro grau, promotores públicos, ministros de tribunais superiores que têm como ganha pão processar e julgar os delitos alheios.



E os seus próprios, by the way.