27 de junho de 2017

A Polícia Federal também é cultura

A Polícia  Federal, além de eficiente no desempenho de suas atribuições, é bastante inspirada ao batizar suas operações.

Já falei disto aqui no blog. Os nomes, sempre criativos, guardam relação ou são associáveis a eventos, atividades e locais  conhecidos. A lista completa pode ser acessada através do link nas notas de rodapé.

Uma exceção talvez seja a "Operação Patmos", que preenche os quesitos tradicionais, mas alude a um local pouco conhecido, com história desconhecida pela média dos brasileiros no item cultura geral.


Refiro-me a ilha grega denominada Patmos. Cujo significado é mortal.


Localizada no Mar Egeu, tem pouca e pobre vegetação, pouco mais de 3.000 habitantes e seu ponto mais elevado não chega a 300 metros.

Todavia, o emprego de seu nome em operação derivada da Lava-Jato tem tudo a ver com a natureza dos delitos a serem apurados e com o personagens suspeitos.


Durante o Império Romano nesta ilha cumpriam penas os praticantes de crimes de alta periculosidade.
Leiam em

Assim como eu, penso que muitos dos eventuais leitores e também parte dos assíduos nunca ouvira falar da ilha. Tampouco de seu passado como presídio, como a nossa Ilha Grande.

Talvez meu amigo Carlos Lopes, que gosta de cruzeiros marítimos, conheça este pequeno pedaço de terra no Mar Egeu.

Ou ainda, quem sabe, os leitores das escrituras sagradas já encontraram menção a esta ilha, em Apocalipse de João 1.9


Viram como a PF também é cultura?


Notas: 
1)imagens via Google e pesquisas em
http://www.abiblia.org/ver.php?id=7440 e demais sites com links no texto.
2) a ilha está localizada na costa da Turquia
3) Lista de operações da Polícia Federal do Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_opera%C3%A7%C3%B5es_da_Pol%C3%ADcia_Federal_do_Brasil

26 de junho de 2017

ABSURDOS

O Município do Rio de Janeiro não está, ainda, no estado de penúria financeira que paralisa o Rio de Janeiro, Estado.

Mas vamos e venhamos, com tantas obras incompletas, inacabadas e abandonadas após os eventos Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente, é inaceitável, pior, é indecente que tenham sido concedidas isenções tributárias da ordem de um bilhão, isso mesmo, bilhão, e mais seiscentos milhões de reais.

Não estou delirando, tomei todos os remedinhos hoje, estou lúcido, com as funções cognitivas funcionando plenamente. Fiz o teste e passei: meu nome é Jorge, tenho 77 anos de idade e moro no Ingá. Viram? Memória intacta e pleno conhecimento do que acontece a minha volta.

Parece piada, mas uma cidade que isenta do IPTU 2.203 imóveis e sequer sabe o porquê, tangencia as raias do surrealismo, do realismo fantástico.

No total, segundo a matéria que li e pode ser acessada com o link a seguir, são um milhão e quinhentos mil imóveis isentos do tributo.

Com a carência de leitos em hospitais, déficit de vagas em creches e escolas de ensino fundamental, é imoral beneficiar um milhão e meio de contribuintes em potencial.

Qual seria o total desta renúncia? Ninguém é preso, ninguém sofre impeachment? Ninguém é xingado nas redes sociais? Ninguém é vaiado em reunião de condomínio? Fica por isso mesmo?

Bem, como morador de Niterói espero que por aqui não aconteçam estas aberrações, estas excrescências.  Aqui temos alíquotas escorchantes no IPTU. Ou seja, quem paga, paga muito caro. E a cidade/município ainda recebe uma boa grana de royalties decorrentes do petróleo. São 316 milhões por ano.
Confira:
https://oglobo.globo.com/rio/bairros/niteroi-arrecadou-3164-milhoes-em-royalties-do-petroleo-em-2016-21077950

Querem ver outra aberração, outra inominável contradição? Esta no âmbito federal? Já ouviram falar em FIES?

Este programa faz a festa das universidades particulares, como a Lei Rouanet faz a festa dos artistas globais financiando suas peças teatrais e seus shows.

Olha só a incongruência. Universidades públicas estão de pires na mão. Prédios sem manutenção, falta de pessoal qualificado, falta tudo. Principalmente vagas que são limitadas porque há um gap grande entre demanda e oferta de vagas anuais.

Aí o que faz o governo federal? Ao invés de investir mais verbas na ampliação e melhoria de condições das universidades públicas existentes, libera verbas descomunais para financiar matrículas em universidades particulares, mantendo-as em crescimento e enriquecendo seus gestores.

O FIES – Fundo de Financiamento Estudantil – é um programa do Ministério da Educação, que financia cursos de graduação em faculdades e universidades particulares. O montante anual investido, com critérios para lá de duvidosos, fica faltando, por exemplo, para concluir as obras dos vários prédios inacabados, ainda na estrutura básica, mas abandonados, na UFF (Universidade Federal Fluminense), no campus da Praia Vermelha.

Quem, como eu, transita diariamente pela orla da Boa Viagem, aquela que conduz ao MAC, fica triste e assiste desolado ao estado de abandono a que foram condenadas as obras de ampliação da universidade. São vários prédios, já erguidos mas inacabados, agora em estágio de degradação, por abandono total.

Enquanto isso gritamos e ostentamos faixas e cartazes: “Fora Lula, Fora Dilma, Fora Temer”, e não temos opção para gritarmos “Entra Fulano, Entra Sicrano”.

Tudo está contaminado no que respeita a gestão da coisa pública - res publica - dos romanos.


Nota do autor:
1) Ora vejam só, a edição de sexta-feira, dia 23 último, do jornal O Globo, na página 9, noticia que o IPTU no município do Rio de Janeiro, poderá aumentar em até 100%. O projeto, do prefeito, está na câmara de vereadores para discussão e aprovação antes do recesso de julho.
2) O mesmo jornal, no dia seguinte, ou seja, no sábado dia 24, na página 12, desculpa-se pelo equívoco e informa que o aumento do IPTU não ultrapassará os 67%.
3) Ah! Ainda bem. Serão apenas 67% de aumento. Estão contentes?

25 de junho de 2017

Segurança jurídica X impunidade

A  imprensa de um modo geral, na voz e textos de articulistas políticos, bem como grande parte do judiciário, comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal que deu segurança jurídica ao instrumento da colaboração premiada, ao chancelar, em decisão plenária, o acordo feito com um dos maiores escroques da história - um ser abjeto - e que foi homologado pelo ministro Fachin, membro daquela alta corte de Justiça.

Janot e Fachin
Ora, se de um lado a delação premiada ajuda a desvendar e trazer à luz delitos que dificilmente seriam conhecidos e comprovados, por outro favorece delinquentes que deveriam pagar por seus crimes. Além de acobertar bandidos menores que ficarão fora do alcance da  lei.

Querem um exemplo? Quem são o juiz e seu substituto comprados por Joesley Batista? Notem que ele não só compra um magistrado como, por garantia, pelo sim pelo não, compra também seu substituto. Vi e ouvi a gravação feita na conversa com Temer.

Peraí, temos um juiz vendendo favores, a solta por aí, e nada podemos fazer?  Temer prevaricou, não denunciando de imediato o que acabara de ouvir. Mas o MP também.


Cá para nós, no mínimo o que se pode pensar é que o Janot e a PGR não sabem negociar. Os termos deste acordo extrapolam o bom senso. O cara está por aí flanando, dando entrevistas, viajando para lá e para cá, posando de herói nacional, quando o que revelou para todos nós foi sua face de corruptor profissional, de bandido. 

Engambelou três presidentes, comprou ações e silêncios de parlamentares e até membros do judiciário.

E vai ficar por isso mesmo? E o BNDES vai recuperar a grana com que inundou os cofres da JBS e de sua controladora a J&F?

O patife deve estar apostando numa reviravolta política e na ressurreição de Lula, que tal qual uma Phoenix ressurgirá das cinzas, via eleições em 2018.

Lula e os irmãos Metralha, perdão, Batista
Não agiu de igual forma com Lula e Dilma.



Imagens obtidas no Google.

23 de junho de 2017

O improviso, o humor, em frases definitivas

O improviso, a agilidade mental e o espírito de humor manifestados em frases pontuais, circunstanciais, sempre chamam minha atenção.

Admiro o frasista espontâneo ocasional. Aquele que em poucas palavras define uma situação, estabelece um conceito ou cria uma imagem simbólica.

Alguns destes frasistas são bem conhecidos, populares, casos do jogador (agora senador) Romário, do comentarista esportivo Washington Rodrigues, ou o folclórico Neném Prancha, entre outros.

Quer definição melhor do que a do Romário sobre o sujeito que mal chega num clube ou associação de qualquer natureza, ou numa reunião, e quer aparecer? O “Baixinho” definiu o recém-chegado exibido com a seguinte frase: “Chegou agora e já quer sentar na janela”.

Para um bom entendedor, perfeita a mensagem. É dele também a observação sobre as opiniões do Pelé, maior de todos com a bola nos pés, mas infeliz em pronunciamentos e prognósticos: Sentenciou o Romário: “Pelé com a boca fechada é um poeta”.

O comentarista “Apolinho”, que só tem como defeito ser torcedor do time dos urubus, é outro grande criador de frases bem colocadas. Sensacional a definição de jogador ou técnico ou mesmo torcedor de determinado clube feliz com seus resultados, cunhada pelo Washington Rodrigues: “Fulano está mais feliz do que pinto no lixo”.

A garotada e a juventude de hoje, com olhos fixos em smartphones e similares provavelmente nunca viu uma galinha com sua ninhada ciscando na terra dos quintas de outrora. Os pintos realmente ficam muito alegres e açanhados. Falo dos caipiras porque os de granja, produzidos em escala industrial, sequer conhecem suas mães. Pouco importa que fossem “galinhas”, eles – os pintos – ficariam felizes em conviver com elas.

As galinhas são extremamente protetoras. Ai de quem se aproxima de seus pintinhos. Elas ouriçam as penas e com as asas semiabertas investem contra aquele que representa ameaça.

Mas o assunto são as frases. Voltemos a elas. E voltemos ao mesmo Washington Rodrigues, definindo o jogador (ou a equipe)  que está abatido em campo, sem força para reação, perdendo o jogo: “Fulano (ou o time) está com os quatro pneus arriados”. Perfeito!

E para o jogador temperamental, briguento, criador de casos, o conceito perfeito: "Fulano é um fio desencapado".

Ainda no campo esportivo, pródigo em personagens reais e ficcionais interessantíssimos, pinço a sacada do ex-técnico (falecido) Gentil Cardoso: “Quem desloca recebe, quem pede tem preferência”. Instrução perfeita, sobre todos os aspectos, transmitida de forma clara e objetiva.

Quem não se lembra do João Saldanha ao reagir a informação de que a comissão técnica criada para a Copa de 1970 havia sido dissolvida por decisão da CBD (atual CBF), dizem que sob pressão do governo militar: “Não sou sorvete para dissolver”.

Mas acabou jubilado e substituído pelo Zagalo. Alias a seleção de 1970, tricampeã, foi a melhor já organizada no Brasil. Título invicto, com vitórias indiscutíveis.

Havia um prêmio concedido ao jogador que ficasse pelo menos 10 anos, com um mínimo de 200 partidas, sem sofrer uma expulsão de campo. Este prêmio, o Belfort Duarte (ver em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ganhadores_do_pr%C3%AAmio_Belfort_Duarte), representava disciplina e valorizava seu detentor.

Pois bem, um técnico, ou jogador, ou quem sabe um narrador, realmente não lembro quem, assim definiu o zagueiro que não era viril, não chegava duro na marcação: “Zagueiro que se preza não ganha o Berfort Duarte”.

Lembro entretanto  de vários zagueiros que jamais ganhariam o dito prêmio: Tomires, Moises, Pavão, Pinheiro, Ananias. E muitos outros.

Meu saudoso e querido amigo Mario Castelar era brilhante frasista. Vínhamos, com ele ao volante, pela Dutra, em direção ao Rio de Janeiro, quando em dado momento, e não mais que de repente, um ônibus da Cometa, em sentido contrário acedeu seu poderoso farol alto ofuscando nossa visão temporariamente. Ato contínuo ele comentou: “O cara acendeu o sol nos meus olhos”.

Nelson Rodrigues enaltecia o Otto Lara Resende por sua capacidade de frasear de improviso. Todavia, penso eu, o próprio Nelson era imbatível neste particular, sendo responsável por pérolas recorrentes em discursos, matérias jornalísticas e até teses acadêmicas.

Por exemplo esta lapidar e oportunissima, porque bem atual: “Assim como há uma rua Voluntários da Pátria, poderia haver uma outra que se chamasse, inversamente, rua Traidores da Pátria.” Aplausos, de pé, com vivas (bravo, bravo) ao autor.

Peço a colaboração de tantos quantos lembrem de boas frases, como as seguintes, de humoristas consagrados como Millôr Fernandes ou Leon Eliachar: “Está sobrando cada vez mais mês no fim do salário”. 

20 de junho de 2017

O bom observador


Faz algum tempo, levando ao pé da letra que seria necessário ser observador para constatar o que era interessante numa fotografia, o Riva logo classificou a mulher em primeiro plano, de costas, como sendo latina. Vide nota de rodapé.

Por causa de seu (her), digamos assim, derrière.


A foto é esta abaixo:





Com a mesma pegada publico este pequeno vídeo sobre acidentes de trânsito na Jamaica. Prestem bastante atenção e vejam se o conceito não é o mesmo.



video



Nota de rodapé  -  O comentário do Riva foi este: É uma via única com 3 pistas, mas carros que não existem por aqui, onde concluo ser "mão inglesa", porque a cachorra, ou cachorro, não está com o motorista, como eu fazia com meu cão antigamente. mas o mistério é ela, com esse porte latino, inexistente em países com "mão inglesa". Turista não é, tem toda a pinta de nativa ....

17 de junho de 2017

A esquerda brasileira chegada a caviar e festas


A ESQUERDA ACABOU. SAIBA POR QUÊ.

por Stephen Kanitz, publicado em 15.05.2017

Publicado originariamente em http://blog.kanitz.com.br/esquerda-acabou/



"A esquerda sempre precisou de dinheiro, de muito dinheiro para se sustentar. A direita por sua vez, não. Isso porque a direita é composta de adolescentes que estudaram quando estudantes, trabalharam quando jovens, pouparam quando adultos, e portanto se sustentar não é um grande problema.


A direita progride, enquanto a esquerda protesta nas Ongs e nos cafés filosóficos. esquerda sempre viveu do dinheiro dos outros. Karl Marx é o seu maior exemplo, sempre viveu às custas de amigos, heranças e do companheiro Friedrich Engels.

Não conheço um esquerdista que não viva às custas do Estado, inclusive os empresários esquerdistas que votam no PT e PSDB e vivem às custas do BNDES. Nos tempos áureos a esquerda tomou para si até países inteiros. China, União Soviética, Cuba, por exemplo, onde a esquerda se locupletou anos a fio com Dachas e Caviar.

Essa esquerda gananciosa foi lentamente sugando a totalidade do Capital Inicial usurpado da sua direita, até virar pó. Foi essa a verdadeira razão do fim do muro de Berlim. A esquerda faliu os Governos que eles apoderaram.

No Brasil, a esquerda também aparelhou e tomou Estados e Municípios, e também conseguiu quebrá-los. Socialistas Fabianos como Delfim Netto, FHC, Maria da Conceição Tavares ainda vivem às custas do Estado com duas ou mais aposentadorias totalmente imorais. Só que o dinheiro grátis acabou.

Sem dinheiro, a esquerda brasileira começou a roubar, roubar e roubar com uma volúpia jamais vista numa democracia. Mas graças à Sergio Moro, até esse canal se fechou para a esquerda brasileira. Sem a Petrobras, as Estatais, o BNDES, o Ministério da Previdência, o Ministério da Educação, a esquerda brasileira não tem mais quem a sustente.

O problema da esquerda hoje é outro e muito mais sério. Como esquerdistas irão se sustentar daqui para a frente? Como artistas plásticos, professores de Filosofia e Estudos de Gênero da FFLCH, apadrinhados políticos, vão se sustentar sem saberem como produzir bens e produtos que a população queira comprar?

Que triste fim para todos vocês que se orgulhavam de pertencer à esquerda brasileira! "


Nota do blogueiro: recebi por e-mail e fui ao Google conferir. Confirmei no blog do autor. Publico sem autorização mas pronto a deletar se e quando recomendado pelo autor. 

Stephen Charles Kanitz é um consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo. (wikipédia)

16 de junho de 2017

Copa do Brasil Sub-20

O Galo pegou o Urubu. E créu!!!





                                                X                           




Flamengo vice campeão da Copa do Brasil Sub-20

Acabou ainda há pouco a partida final da competição.

E a mulambada ficou no cheirinho, de novo.






É de outro jogo, mas a gozação é a mesma.