23 de janeiro de 2020

Opinião não solicitada


Uma certa Tatá Werneck, e se me refiro a ela como sendo "uma certa" nada tem de menosprezo. É porque realmente nunca ouvira falar dela e nunca a ouvira falar, causou-me espécie.

A propósito ela fala? Não consegui entender quase nada do que ela falava numa entrevista com a vascaína, Juliana Paes, razão de eu estar sintonizado na emissora assistindo a um trecho da citada entrevista.

E o pouco que ouvi, várias vezes de forma bem sonora foi ela pronunciar caralho. Ela mencionou a palavra uma meia dúzia de vezes, encaixou um porra, e voltou a mencionar caralho.

Claro que de tanto mencionar o nome do órgão sexual masculino, acabaria com porra na boca.

E nem sei como não se engasgou com o caralho, tal a ênfase e volume que dava ao nome. E tantos.

A plena liberdade de expressão, a censura à censura combatida por "artistas" e intelectuais, obrigam-nos a censurar o que vemos e ouvimos na TV. Viva o controle remoto.

Por falar em controle remoto, quando assisto aos jogos transmitidos, com exclusividade, pela Globo,  aos domingos, fico com o mencionado dispositivo à mão porque mal o juiz sopra o apito dando por finalizada a partida troco de emissora, porque em seguida entra o nefando Fausto Silva.

Quem aguenta? Está acerto, tem as dançarinas, mas o apresentador fala mais do que a boca, como dizia minha avó. E é um manancial de idiotices, sandices, bobagens e correlatos. E força um viés político irritante.

Aliás, vamos combinar, ter a TV como única opção de lazer é não ter direito ao lazer. Quem quer dinheiro? Para quem você tira o chapéu? BBB e A Fazenda?

As novelas mudam de nome, mas os personagens e as tramas são as mesmas. O clímax esperado é o beijo gay. 

O cinema ainda é a melhor diversão, como era na minha infância. E tem a Netflix e outras opções de streaming. Entretanto, melhor ainda, com sempre foi, é a leitura. E reler os russos e franceses, e sem dúvida Shakespeare e Shaw, sendo mais velho e tendo mais compreensão da vida, melhor ainda.





   
Como lecionou Borges (Jorge Luiz), não se orgulhe do que escreveu, mas isto sim do que você leu.

Noutro dia, em família, espantei-me com o fato de uma pessoa, beirando os 50 anos, nascida na cidade, não saber que trecho da praia de Icaraí era chamado de Canto do Rio.


E olha que havia um bonde. Atualmente a linha de ônibus 47, tem como referência Canto do Rio. Porque passa pelo local.

Que não guarda relação com o local da sede do querido clube, de tantas saudades dos niteroienses.

Por que sou a favor do Brexit se não sou cidadão do Reino Unido,  e não resido por lá. É simples explicar, acho um absurdo um povo civilizado, culto, fiel as suas tradições, amante da democracia, ter que se adequar às políticas, normas e decisões do Parlamento Europeu. Ora, os demais membros da União Europeia é que deveriam se espelhar nos padrões do Império Britânico.


Tenho por dito. Espero que se consume.

21 de janeiro de 2020

Rita Cadillac ou Anitta?


Se pensam que vou fazer comparações de bumbuns estão muito enganados. O ambiente aqui é familiar e quando se mencionam glúteos é como referência ao local indicado para aplicar injeção em neném.

Para os que são jovens a menos tempo, informo que Rita Cadillac, uma das bailarinas do Chacrinha, tinha uma parte de sua anatomia que chamava a atenção.

Consta que ela teria pedido para ser sepultada de bruços para ser facilmente identificada, dispensando indicação na lápide. Chiste ou não, o fato é que indo embora ninguém confundiria. Entendeu ou quer que desenhe?

Já o neném citado, não é o Neném ex-jogador de futebol ora em atividade no Fluminense do Riva, mas já despertou minha ira quando passou pelo Vasco.

Já que o assunto, como informado, não serão as bundas, preciso arranjar o que comentar.

Falarei de meu sogro, que se não teve a oportunidade de adquirir saber acadêmico, adquiriu ao longo de sua vida, muita sabedoria.

Uma vez em conversa comigo, disse que havia um rapaz da cidade (ele morava em Cachoeiro de Itapemirim) que era apaixonado pela Wanda (então minha namorada e minha mulher há 55 anos).

A tal ponto andava a paixão do mancebo que ele resolveu, ao saber do namoro da Wanda com um forasteiro de Niterói, entrar debaixo do trem ... que felizmente estava parado na estação.

Era um pândego. Outra piada recorrente, atribuída a ele, era de que numa conversa sobre os riscos da motocicleta, teria dito que não temia o veículo e que até alisara o guidom e o selim de uma que esteve estacionada diante de sua sapataria. Sem receio.

Sabia de cor quase todos os versos do enorme poema "O Corvo", escrito no século XIX por Edgar Allan Poe, na tradução de Fernando Pessoa.

Mas levou tempo para acreditar que o homem desceu na lua. No primeiro momento achou que era tapeação, que os americanos encenaram tudo num deserto, para afrontar os russos que já haviam colocado uma cadela no espaço.

Honestidade, como a gravidez, não é mensurável. Ou a mulher está grávida ou não está; não há mais ou menos grávida. Assim também a honestidade, ou a pessoa é, ou não é. Não há variáveis tipo um pouco honesto, muito honesto ou quase honesto.

Meu sogro foi um homem honesto. Pagava os impostos, acreditava nas pessoas, além da remuneração fornecia lanche para os empregados e não raro emprestava dinheiro que raramente recebia de volta. Por isso faliu várias vezes.

E recomeçou, mudando de atividade, para criar 8 filhos. Teve restaurante/bar; pequena fábrica de calçados (sandálias  e botas) e finalmente serraria.

Encerro para explicitar minha decepção com Bolsonaro: o tal juiz de garantias que ele não vetou, atendendo sugestão do Moro, vai prejudicar o combate a corrupção.

E deixa claro, para mim, que ele teme a concorrência do seu ministro, que parece ter mais prestígio e credibilidade popular.

Não, nada de política por enquanto. Estou intoxicado.

20 de janeiro de 2020

FEMINICÍDIO


Uma lésbica pode ser processada e julgada como enquadrada  no crime de feminicídio, se mata sua companheira numa relação homoafetiva.

E se numa relação homoafetiva, ou mesmo matrimonial, o homem mata sua companheira, que nasceu como sendo do sexo masculino, mas que através de uma cirurgia e tratamento hormonal se transformou em mulher, também está configurado o feminicídio?

Vejam matéria em:
https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/01/09/mulher-de-casal-lesbico-matou-a-companheira-e-feminicidio-entenda.htm


No Judiciário os processos não tramitam, não caminham, arrastam-se, e por vezes eternizam-se em face dos inúmeros recursos possíveis.

Entre as inúmeras causas da lentidão, da morosidade, está a carência de juízes.


Com a criação (ou recriação) do "Juiz das Garantias", uma tartaruga paraplégica caminhará mais rápido do que um processo judicial.

E a impunidade, ou sensação de, aumentará.

Ponto para Moro. O ex-juiz recomendou ao Bolsonaro que vetasse o dispositivo, mas este está mais preocupado com sua reeleição do que com o combate a corrupção.

Olha gente, se depender de mim, Bolsonaro será o primeiro presidente eleito como tal que não se reelegerá.

Moro não tem perfil de estadista e só contaria com meu voto numa hipotética disputa com representante do PT (da esquerda). Digo hipotética porque torço para que ele não se deixe picar pela mosca do poder presidencial. Ou vaidade.

Gostaria que ele - Moro - optasse por uma cadeira no STF, em setembro, se até lá sua relação com Bolsonaro não estiver bastante mais azedada. 

Voltando ao juiz das garantias, não entendo porque o magistrado  que teve contato direto com os atos processuais não esteja mais qualificado, para sentenciar.

O princípio da identidade física do juiz, que vigorava ao meu tempo de banco universitário, era de interesse público, visto que quem colheu as provas, em tese, está muito mais habilitado para julgar a causa.

Mudar o processo, neste passo, é atender apenas aos interesses e conveniências de congressistas que devem à sociedade, logo à justiça.

18 de janeiro de 2020

Você viu, ouviu ou leu?



GAIVOTAS X POMBOS

De uns tempos a esta parte surgiram umas quantas gaivotas na praia João Caetano (Praia das Flechas). Inicialmente uma trinca, mas já agora uma dezena delas. Irão disputar com os pombos, naquele habitat invasores, os sedimentos e detritos deixados pelo mar, no refluxo das ondas, sobre a areia batida.

Como já comentei em fevereiro de 2013 (link abaixo), os pombos invadiram as praias de Icaraí e Flechas, em busca de alimento. Não sendo aves marinhas, estes nossos pombos, são tão invasores na praia quanto as jaqueiras na mata atlântica.
https://jorgecarrano.blogspot.com/2013/02/caminhada-na-praia-com-pombos-e.html

Nas fotos abaixo vemos as gaivotas que como habitam  as costas marítimas e acordam cedo, já estão na busca por alimentos. Já os pombos, que acordam mais tarde e ainda estão nos fios e marquises, chegarão mais tarde, em bando grande.






PMN  X  IPTU

No ano passado cadastrei em débito automático as parcelas mensais do IPTU. Neste ano de 2020, ao receber o carnê verifiquei haver a possibilidade de pagamento em parcela única com desconto de 8,5%. Não que este desconto seja real e significativo, entretanto dadas as circunstâncias optei pelo pagamento em cota única que tinha como data limite o dia 8 de janeiro. Paguei no dia 7. 

No dia 8, verificando meu extrato, observei que constava em "débitos futuros" a programação de débito das duas parcelas do aludido imposto (residência e escritório) referentes ao mês de janeiro, débitos estes previstos para o dia 10.

Imaginem o tamanho do problema. Se fossem efetivados os débitos jamais receberia a restituição, senão talvez na via judicial, aguardando precatórios e tudo o mais. Fui a minha gerente e ela providenciou o cancelamento dos débitos automáticos, a tempo.

Agora vejam comigo, se a Prefeitura Municipal de Niterói oferece aos contribuintes a opção de pagamento em cota única, com desconto, como envia para os bancos o débito das cotas referentes a janeiro?

Ou seja, como no exercício anterior optei pelo débito automático a PMN  manteve o sistema, sem levar em conta a possibilidade que ela mesma criou, de pagamento em parcela única até o dia 8 de janeiro, neste ano.

Incompetência, desorganização, falta de planejamento ou ... má-fé?


USA  X  IRÃ

Alguém tem razão neste conflito? Pois é, e quem está pagando o pato é o Iraque. Quando lembro que os persas construíram um império importante, com hegemonia na Mesopotâmia,  localizada entre os rios Tigre e Eufrates, liderados por Ciro, o Grande, e depois Dario e os Xerxes, conforme lições da professora Molca, nas aulas de História Geral, lamento a situação em que se encontra o país (Iraque). Virou casa de mãe joana, ocupado por tropas americanas, mas com forte influência iraniana no poder e ainda grupos terroristas que desafiam a todos.

A Síria,  igualmente, vem sendo destruída. O Líbano abriga organização política e paramilitar (Hezbollah), por alguns considerada terrorista. Xiitas e sunitas; árabes e israelenses; uns contra os outros fazem do Oriente Médio um barril de pólvora... permanente.

Saddam foi culpado, mas não esqueçamos que ele foi aliado dos EEUU nos anos 1980, na luta contra o Irã. Até 1979, americanos e iranianos eram aliados, parceria que só terminou por causa da Revolução Islâmica e, logo depois, a deposição do imperador (Xá)  Reza Pahlevi.

Nessas disputas de interesses comerciais, com verniz religioso, as parcerias se fazem e desfazem  ao sabor da conveniência do momento. Os americanos armam países que mais tarde terão que combater.

Enquanto isso nos Emirados Árabes, tomando como exemplo Abu Dhabi (capital) e Dubai,  há um mar de prosperidade. Agora com vocação turística, fruto de altos investimentos realizados no deserto, a par do petróleo como fonte de receitas.

Índia, Paquistão e Coreia do Norte têm ou estão muito próximos de ter arsenal nuclear. O risco Irã é maior ?

Eu mesmo respondo. O Irã admitiu que derrubou avião ucraniano "POR ENGANO", matando 167 pessoas, de diferentes nacionalidades, inclusive iranianos. 

Imaginem se "por engano" alguém aperta um botão e dispara um míssil, com várias  ogivas nucleares, contra, por exemplo, a Arabia Saudita ou Israel?

Fica tudo por isso mesmo, como parece que ficará no caso do  avião ucraniano?

16 de janeiro de 2020

ONDE ESTÁ TODO MUNDO ?




Por
RIVA





Quando ainda estudante da UFF em Engenharia Civil, trabalhava em Niterói, onde resido. Comecei cedo, em 1972, e durante 4 anos atuei em estágios sempre ligados à construção civil. Nada mais objetivo do que “cair” num canteiro de obras desde cedo. Foi o que fiz.

Assim que me formei, em 1976, comecei a trabalhar no Rio de Janeiro, e por lá estou até hoje. E aí reside o objeto desse post.

Durante 18 anos trabalhei numa empresa na Rio-Petrópolis, com obras pelo Rio e algumas em outros municípios. Isso me afastou do convívio com meus amigos do Pé Pequeno e da universidade. A construção civil, nesse aspecto, te envolve de uma maneira que pouco sobra para a vida social.

Alie-se o fato de que durante muitos anos os canteiros de obra trabalhavam aos sábados até o meio-dia, nasceram meus filhos, faleceram nossos pais, enfim, tudo conspirou para o nosso círculo de amizades ficar bem restrito. Aquela galera toda mesmo, essa não via mais.

Então, em 1996, fui convidado para trabalhar no Citibank como “Building Manager”, tipo síndico profissional. E passei a ir e vir pela Barca Rio-Niterói, que não frequentava há quase 20 anos.


Barca Rio-Niterói
Qual não foi a minha alegria em reencontrar dezenas de velhas amizades, pessoas queridas que não conseguia contato há muito tempo. E assim foi até mais ou menos 2015.

Mas … o tempo passou. E com ele começaram a vir as ausências na Barca Rio-Niterói. Vieram as aposentadorias da galera, sem falar “naquela aposentadoria eterna” …

E qual Collor, fico pensando : “Não me deixem só” !
Onde está todo mundo ?



No busão e nos catamarãs convivo hoje com pessoas 30 anos mais jovens do que eu. É a maioria esmagadora dos passageiros na travessia.


Catamarã  Rio- Niterói
Me restam meus livros e o Netflix, quietinho no meu canto.

Tenho a impressão que devo ser “o último dos moicanos” da galera do Pé Pequeno e da faculdade. Não vejo mais ninguém dessas turmas no meu ir e vir do trabalho, para um bom papo, relembrar estórias ; e realmente pelos contatos individuais e de grupo pelo WhatsApp, todos já pararam de trabalhar, com boas aposentadorias.

Não tenho Previdência Privada. Quando surgiu esse produto no mercado, era absurdamente caro para as minhas necessidades. Já a maioria da galera que conheço teve esse benefício nas empresas onde atuaram.

Me vem à mente o Velho March com toda a sua sabedoria … antes do meu vestibular para Engenharia ( que fiz pra sacanear a Matriarca), me falou que conseguia me colocar no Banco do Brasil, e eu nunca vou esquecer do que falei :
-“Tá maluco, pai ! Banco do Brasil ? Vou ser engenheiro.”

Quem entrou no BB naquela época, se aposentou com valores integrais. Tenho dois amigos nessas condições extremamente favoráveis.

Dançou, Riva !! Vais ralar até o último dos seus dias !

Em compensação, tem o famoso SE ….

SE tivesse ingressado no BB, que vida teria construído ?
Qual teria sido a minha trajetória ?

Sim, porque a estrada que percorri foi e tem sido maravilhosa, em todos os sentidos. Todos !



#daseriesimplesassim

Mas fica o registro desse detalhe, que deve acontecer com muitos da minha geração.

15 de janeiro de 2020

NÚMEROS CRUZADOS


Nosso ombudsman  verificou que a postagem sob o título acima não ficou as 24 horas mínimas no frontispício, na página de entrada do blog, como praxe desde sempre.

Pedimos desculpas ao Paulo Bouhid, nosso confrade, agora já confirmado como o autor do livro em questão.

Daí que estamos republicando, alertando que os comentários já publicados estão na postagem do dia 12 último, em:



Ei-lo:

Números cruzados


Este é o título de livro, de autoria do confrade Paulo Bouhid, encontrável para aquisição, em:





O livro, com 82 páginas, custa algo em torno de R$ 30,00.

Com a mesma aparência das palavras cruzadas tradicionais, nas quais são colocados a prova nosso vocabulário, nossos conhecimentos gerais, sejam triviais, sejam históricos, sejam literários ou artísticos.

O livro em questão não se destina apenas aos amantes da Matemática, alunos ou profissionais envolvidos com esta ciência, senão também aqueles que gostam de desafios e de dilatar suas fronteiras de conhecimento.

Peço ao autor, que suponho seja um bissexto comentarista aqui neste espaço que, alternativamente, peça a exclusão da postagem; informe não ser o autor do livro e sim tratar-se de um homônimo; adicione dados que entenda importantes ou faça o marketing pertinente.



14 de janeiro de 2020

Comment ça va ?




O francês foi (ainda é?) a língua culta. O idioma diplomático.

Tolstói escreveu boa parte de sua obra clássica – Guerra e Paz - em francês. A aristocracia russa falava russo em suas reuniões.

E não eram somente os russos que tinha admiração pelos franceses (talvez não por Napoleão). Estudar na França era de bom alvitre. O iluminismo influenciou boa parte da Europa.

Frederico II
Também os alemães (prussianos), tinham admiração e respeito pelos filósofos e pensadores franceses. Quando estive em visita a Sanssouci, residência de verão de Frederico, o Grande, em Potsdam onde faleceu, fiquei sabendo que o local fora visitado por Voltaire a convite do rei prussiano Frederico II, pois os dois mantinham regular correspondência.

Frederico, o Grande, ficou conhecido por suas conquistas militares, mas ele era culto, amante das letras, colecionador de arte francesa, e se aventurou também na literatura.

Em Portugal, Eça de Queiroz era acusado de ser responsável pela desnacionalização, por haver se afrancesado. 

Na época em que cursei o ensino médio, os filósofos franceses do luminismo estavam em moda, de novo: Diderot, Montesquieu, Voltaire. O mais lidos e citados eram Descarte, Foucault e Jean-Paul Sartre.


O livro mais comentado na época era "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry. Da célebre frase da raposa: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo  que cativas."

Aprendíamos que no século XIX, no período denominado de Belle Époque, a arte da pintura gerou um movimento de extrema importância, de  rebeldia ao classicismo, que tomou o nome de impressionismo, derivado da obra “Impressão: nascer do sol”, do artista Claude Monet, que por óbvio foi um dos pioneiros e mais celebrados mestres do estilo.


"Impressão: nascer do sol" - Monet
Outros nomes importantes do movimento foram Renoir e Manet.

A música teve seu momento impressionista, com Claude Debussy e Maurice Ravel.

Ouçam, querendo, a obra "Bolero", de Ravel:



O assim chamado cinema de arte (o cinema custou a ser considerado arte), teve nomes franceses importantes, que fizeram escola, tais como Jean-Luc Godard e François Truffaut.

No Liceu Nilo Peçanha, na década de 1960, onde cursei parte do ensino médio, na época denominado secundário, um grupo de alunos (maioria mulheres) criou o “Clube de Francês” tal a relevância deste idioma para as artes em geral.

Resolvi escrever sobre franceses, iluminismo, impressionismo e determinismo como homenagem ao Carlos Lopes (Carlos Augusto Lopes Filho), Amigo de priscas eras, que diferentemente de mim, prefere a França à Inglaterra; gosta mais de Paris do que de Londres, talvez por influência do pai; e vira e mexe viaja  para o país onde se localiza a Normandia, onde tropas aliadas desembarcaram para combater e vencer os nazistas.



Nota: durante anos meu francês estava limitado a rendezvous e abat-jour. Já aportuguesado para abajur
Ao longo da vida outras palavres francesas, ou derivadas deste idioma, foram sendo incorporadas ao meu vocabulário.
Quando ingressei no universo do vinho, fui apresentado às expressões remuage e dégorgement. Para exclusão das borras nos espumantes as garrafas devem ser giradas 90° sobre seu próprio eixo; assim os resíduos indesejáveis ficam concentrados e são depois retirados das garrafas, pela degola dos gargalos.
Depois, quando minha mulher começou a estudar pintura, fui pesquisar o significado de vernissage, ou seja, envernizamento, correspondendo àquela última demão de verniz feita pelos pintores na véspera de abertura de suas exposições.
E, claro, réveillon passou a fazer sentido, pela repetição da palavra nos meios de comunicação. Não  foi difícil esclarecer que como derivado do verbo réveiller, significando acordar, seria o despertar de um novo ano.