19 de maio de 2019

IZQUIERDISTAS, STF E PODERES DA UNIÃO

Só nos resta o humor, não é não?!










18 de maio de 2019

Desagravos - revisão histórica

O general-marechal de campo Erwin Rommel, foi um militar alemão, estrategista, que realizou feitos heroicos.



Por essa razão virou  um ótimo personagem para os estúdios de Hollywood.

Foi personagem de um filme de sucesso intitulado "A Raposa do Deserto", quando seus feitos foram valorizados. O titulo dado ao filme era exatamente o apelido com o qual o militar era distinguido.



Tal fato desagradou, claro, o governo, parte da imprensa e boa parte do povo americano, cioso e orgulhoso de seus próprios heróis.




A pressão foi de tal ordem que a cidade do cinema teve que realizar, logo depois, um outro filme, com cores mais pasteis, dos feitos de Rommel. Titulo do filme? "Ratos do Deserto".

Paulinho da Viola, grande compositor, simpático, vascaíno e portelense de coração, num momento em que deixou de lado suas paixões, compôs um grande samba em homenagem à escola co-irmã, a popularíssima Mangueira.

Resultado: sucesso absoluto de crítica e público.

Sei Lá Mangueira
Paulinho da Viola

"Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá,
Em Mangueira a poesia feito um mar, se alastrou
E a beleza do lugar, pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá não sei...
Sei lá não sei...

Não sei se toda beleza de que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De sonhar, de pensar e sofrer
Sei lá não sei, sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação."

Efeito colateral, ciumeira dos portelenses que exigiram que ele fizesse um samba exaltando a escola azul e branco de Madureira. Ele fez e todo mundo conhece e canta:

Foi um rio que passou em minha vida
Paulinho da Viola

"Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração tem manias de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
Porém, ai porém
Há um caso diferente
Que marcou um breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de Carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém que não me
Lembro anunciou
Portela, Portela.
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou
Ai, minha Portela
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio que passou em
Minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio que passou em
Minha vida."

Chamar de desagravo é exagero. Não houve injúria, não houve ofensa, não houve, nos dois casos, afronta. Mas enfim houve uma reparação de caráter moral, ético. Simbolismo.

Esta digressão tem por objetivo justificar minha nova visão sobre as manifestações de estudantes, em face do contingenciamento de verbas no setor da edução.

Para começar menciono contingenciamento e não corte de verbas. Já é uma nova visão. É que, cá para nós, houve infiltração (ou organização?) de esquerdistas, sindicalistas, sem-teto e sem-terra e, no Rio de Janeiro, arruaceiros e baderneiros.

Que as universidades estão degradadas estão mesmo, e boa parte da responsabilidade é dos estudantes.

Quando frequentei os bancos da UFF nossa postura era diferente.  Mais respeitosa, mais formal, mais protocolar. Quando meus filhos foram fazer seus cursos superiores, na mesma UFF, ficava admirado quanto a maneira, em especial os trajes, utilizados: bermuda e sandália. Custava-me crer que estavam indo para a Universidade.

Hoje tem orgias sim, tem gente mal-educada, viciados, funkeiros e analfabetos, sem base educacional e social. Desculpem mas as cotas raciais contribuíram muito para o fato inconteste.

ORGIAS





PICHAÇÕES/DEPREDAÇÕES








Há, entretanto, todo um lado de trabalhos de pesquisas e projetos. Estudantes e professores, em conjunto, são responsáveis por boas conquistas para a sociedade. 

Desenvolvem projetos importantes, de utilidade e aplicação prática. Excelentes trabalhos acadêmicos, inclusive na mencionada UFF. Fundamentais para o país, para não ficarmos reféns de tecnologia estrangeira.



Por isso, sem reconsiderar minha opinião/frustração sobre o governo Bolsonaro, quero fazer justiça a maioria de estudantes verdadeiros, que estudam e têm objetivos definidos.

E também sobre a dedicação de professores, idealistas, responsáveis e competentes, comprometidos com resultados e o futuro dos universitários.





17 de maio de 2019

BURRICE DEVERIA DOER

Não fujo a minha responsabilidade. Ajudei a colocar esta besta no poder.

Mas se burrice doesse muita agente neste governo viveria gemendo, a partir do próprio presidente.

Não é que ele não tenha algumas ideias que mereçam aprovação. O problema é a total falta de capacidade de se comunicar com moderação e inteligência.

Ora, politizar o tema educação, tratar ideologicamente a área mais importante para o país, é idiotice. 

E a colocação inicialmente feita, declarando que três das instituições de ensino universitário (expressamente nomeadas) seriam punidas porque promovem baderna, ou permitem a promoção de baderna em suas instalações, foi de uma inabilidade, de uma falta de inteligência estarrecedora, deixando clara a intenção punitiva de viés ideológico. 

Se eu fizesse uma enquete, agora,  junto aos meus leitores, para identificar os animais mais inteligentes sabem qual seria o resultado?




Nenhuma novidade no resultado que tem embasamento em estudos científicos. E ainda muito bem votados teríamos os cães e os papagaios.

Se a pesquisa fosse para descobrir os menos inteligentes, o resultado seria:







O que o Bolsonaro tem enfiado os pés pelas mãos é inacreditável, inenarrável, inexplicável. De boca calada certamente Romário o taxaria de poeta.

E se mete em coisas que não deveria, como por exemplo prometer realização de Grande Prêmio de Fórmula 1, no Rio de Janeiro, no próximo ano. O que é absolutamente impossível.

Seria, ainda,  cortar verbas universitárias, em especial as destinadas as pesquisas,  por falta de recursos, mas gastar na construção de um autódromo. Momento absolutamente inoportuno. 

Sua equipe, com duas honrosas exceções (ou seriam três?), está no mesmo patamar de falta de inteligência.

A maneira como foi divulgada e depois perpetrada a medida de corte nos orçamentos das universidades e demais instituições de ensino federais, foi de um primarismo, de uma burrice, de uma idiotice, de uma insensatez sem paralelo desde Dutra*.

Quando ele declarou, nos EEUU, que as manifestações nas ruas eram promovidas por imbecis e idiotas, deveria estar diante do espelho.

Vai conseguir a proeza de contaminar, a partir das ruas, sua tão propalada e desejada reforma da previdência.

Concedeu ao PT e ao PSOL excelentes palanques, púlpitos ou tribunas pois estavam lá as faixas "Lula livre" e "Não a reforma da previdência", com enorme visibilidade nos diferentes veículos de informação.

Os estudantes e simpatizantes de suas causas, agora bradam que são contra o corte das verbas ... e a reforma da previdência. O idiota deu munição para o inimigo.


Rio de Janeiro, Av. Presidente Vargas, em 15.05.2019

Foi um erro colossal politizar e dar tratamento ideológico ao caso das verbas do setor de educação.

Não demora e estará  sendo alvo de impeachment. E no Congresso, como já está provado, perde todas.

Como na pesquisa de aceitação e aprovação de membros do governo, ficou em quarto lugar, atrás de Moro, Mourão e Guedes e na nossa pesquisa particular estaria no nível da lesma e do caracol, é melhor manter-se calado e trocar a maioria dos asseclas que nomeou. 

* Coitado do ex-presidente Dutra, ficou com a pecha de pouco inteligente só porque não sabia que o Brasil era tão alto.

15 de maio de 2019

Piratas e corsários

Lamentavelmente piratas e corsários, em diversas tentativas, no século XVIII, não lograram êxito em suas empreitadas, em especial alguns franceses como  Jean-François Duclerc e René Duguay-Troin.

Faz pouco tempo que soube deste fato, via Google. Antigamente havia as Barsa, Lello  Universal (tivemos lá em casa), Delta-Larousse, etc. mas faltava a curiosidade juvenil para aprender um pouco sobre as invasões francesas e holandesas.




Dona Consuelo, minha professora do curso primário e mais tarde a Dona Malca, professora secundarista de História Geral, só mencionaram o famoso Nicolas Durand de Villegagnon, que acabou derrotado por Estácio de Sá, que virou avenida em Niterói, mas depois perdeu a honraria para Roberto Silveira.

Toda esta digressão tem como origem o noticiário recente sobre o êxodo de brasileiros rumo a "santa terrinha"  e as reações de nossos irmãos  do "jardim à beira mar plantado".

Na Universidade de Lisboa, pedras foram oferecidas aos estudantes portugueses para que fossem arremessadas contra brasileiros. E agora chega mais esta novidade: brasileiros barrados.
https://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-brasileiros-barrados-em-portugal-mais-que-dobrou-em-2018-23663351


Minha raiva foi aplacada quando me lembrei de minhas raízes maternas lusitanas, fincadas em Viseu e Lamego. Bem, cada um cuide de si.

Mas os fatos levaram-me a conjecturas. E se os franceses ou holandeses, tivessem saído vitoriosos? O que ganharíamos?

Nos vinhos com certeza. Os franceses são melhores do que os portugueses. Nos tamancos também, pois os holandeses são mais delicados e elegantes.














E, cá para nós, as holandesas loirinhas e de olhos azuis, são mais engraçadinhas do que as portuguesas com buço por depilar.








12 de maio de 2019

FUTEBOL É PAIXÃO


A frase do título serviu para Nelson Rodrigues rebater uma fustigada do José Maria Scassa, numa Grande Resenha Facit. Segundo o cronista rubro-negro, o tricolor não entendia de futebol e seria um corpo estranho naquela mesa redonda.

O cronista tricolor rebateu respondendo de pronto, mais ou menos o seguinte: "Meu caro Scassa, futebol é paixão e eu sou um dramaturgo". 

Pronto! # simplesassim.

Acompanho o futebol inglês e tenho simpatia pelo Arsenal desde a infância, porque o grande time londrino veio ao Rio , em 1949, enfrentar o Vasco. E o cruz-maltino venceu com um gol solitário do Nestor.

Por alguma razão simpatizei com o time inglês. Quando iniciaram as transmissões dos jogos da Premier League, virei viciado em assistir aos jogos e torcer pelo Arsenal.

Durante estes anos assistindo aos jogos na Inglaterra, admirei o trabalho desenvolvido por dois grandes técnicos: o escocês Alex Ferguson e o francês Arsène Wenger.

Wenger
Ferguson






Ferguson dirigiu o Manchester United por 26 anos, e conquistou 50 títulos (ao todo) na vitoriosa carreira.

Wenger diridiu o Arsenal por 22 anos, e tem como conquista maior um título invicto, que nenhuma outra equipe inglesa ostenta.

Nos últimos anos três outro treinadores estão se destacando na Inglaterra. Dois deles já eram vitoriosos em outros países.

Falo de Pep Guardiola e Jürgen Klopp. O espanhol fez ótimos trabalhos no Barcelona, no Bayern de Munique e faz agora do Manchester City. O alemão já se destacou na Alemanha e agora resgata o Liverpool, tradicional clube inglês que desde há muitos anos não conquista o título da Premier League. Alias nunca venceu este campeonato com este nome e formato.

O terceiro, argentino, nos último 5 anos, dirigindo o Tottenham, vem pouco a pouco, tijolo após tijolo, colocando o clube londrino numa posição nunca antes conquistada: vai disputar a final da Champions League desta temporada. Falo de Maurício Pochettino.

Guardioka
Klopp





Pochettino

Na verdade a Champions será disputada entre o Liverpool de Klopp e o Tottenham de Pochettino. O Liverpool já conquistou este título, já o Tottenham jamais.

Se estes dois clubes chegaram a esta posição, devem, sem sombra de dúvida ao trabalho de seus treinadores.

Nas duas semifinais nas quais os ingleses se impuseram, o Liverpool eliminando o Barcelona, e o Tottenham alijando o Ajax (da Holanda) que vinha sendo a sensação do torneio, o que assistimos, os resultados,  foram inesquecíveis. Falaram de milagres, de inacreditáveis, de históricos e  as duas partidas decisivas foram tudo isto e muito mais.

O ímpeto é nunca mais assistir jogos do Campeonato Brasileiro, tal o abismo existente entre o padrão europeu e o nosso.

Analisem sob qualquer ângulo: público presente, qualidade dos gramados, desempenho técnico dos jogadores, estratégia dos treinadores, táticas empregadas, atuação dos árbitros, enfim todos os componentes de uma boa partida de futebol e verão o desiquilíbrio é enorme a favor do europeus.

Se não assistiram a Liverpool  X Barcelona e Ajax X Tottenham não sabem o que perderam em emoção, suspense, entrega, estratégia.

Em entrevista após o jogo, Lucas Moura) herói da partida) ora no Tottenham, disse que no intervalo, com seu time perdendo de 2X0 e tendo que descontar o placar agregado de 3X0, em 45 minutos, o treinador não fez preleção. Anunciou as substituições e falou: "agora não tem tática, só coração".

Foi o que se viu em campo.

Pena, mas o Brasil não é, nem de longe, "o pais do futebol."

Nota: a Liga Europa, espécie de segunda divisão dos clubes campeões europeus, será decidida, também, entre dois ingleses: Chelsea e Arsenal farão a final. Supremacia total dos ingleses.

https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/jogo/09-05-2019/chelsea-eintrachtfrankfurt.ghtml

11 de maio de 2019

Não há nada que possamos fazer


Esta é uma frase que não gostamos de ouvir. Dos médicos então, nem se fala.

E quando nos queixamos das mazelas da velhice e alguém, a guisa de consolo, diz: "a alternativa seria pior".

Votei em Bolsonaro, e estava em meu juízo perfeito, porque a alternativa seria pior.

Racionalizei dizendo para meus botões: o cara está bem intencionado, vai reduzir o número de ministérios, eliminar vários cargos DAS.

Afirmou que seu ministério seria constituído de técnicos qualificados abandonando a prática de nomear políticos em troca de apoios no Congresso.

Prometeu  ... prometeu ... e até o momento só vejo dois ministros que são do ramo e estão brigando por suas convicções com base técnica: Moro e Guedes.

Em sua maioria, os demais não fedem e nem cheiram, são anódinos - no figurado - inodoros, insossos. Ou bizarros, como a Damares Alves.

E o Onyx Lorenzoni?  Nem tenho palavras. Verdade!
Leiam:  https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/05/10/lider-do-psl-diz-que-onyx-orientou-aliados-a-deixar-para-la-votacao-de-mp-que-tirou-coaf-da-justica.ghtml

Cadê o articulador político? Deveria ser este personagem acima. O governo está perdendo todas as propostas encaminhadas ao Congresso e agora até mesmo decretos estão sendo questionados. Decreto inconstitucional é duro de aceitar.

O presidente está tendo que recuar em várias decisões porque adotadas de forma açodada, sem planejamento, como a transferência da embaixada brasileira para Jerusalem e outras que vocês certamente constataram.

Interferiu de forma impensada, para fazer agrado aos ouvidos presentes, na política de empresas estatais: na Petrobrás por causa do aumento do diesel e no Banco do Brasil sugerindo redução de juros. Depois teve que sair corrigindo e desmentindo.

Já teve que trocar ministros. Numa áreas mais importantes que é a da educação, trocou um incompetente desastrado, por um inexperiente com verniz.

Enfim, estou no limite do conformismo, com o "Fora Bolsonaro" se formando na garganta.

Acho que a liberação da posse e porte de armas tem como finalidade facilitar o suicídio daqueles desencantados, desiludidos e decepcionados.

E desta feita não teremos o Plano "B", que seria chamar os militares, pois eles já estão no governo.

10 de maio de 2019

Quem com ferro fere ...

Em 2017, nas oitavas de final da Champions League, jogando na França o PSG meteu 4X0 no Barcelona.

Toda a crônica esportiva, mais Neymar, o queijo camembert, a bonitinha da Carla Bruni, e até o Charles de Gaulle, em seu túmulo, contavam como certa a classificação do PSG e eliminação do Barcelona.


Carla Bruni


Camembert












Mas teria o jogo, de volta, na Espanha, e os prognósticos revelaram-se errados, pois o Barça meteu 6X1 nos franceses.

Agora nesta edição de 2019, quando o Barcelona ganhou do Liverpool, na Espanha, pelo placar de 3X0, a desclassificação do Liverpool era dada como favas contadas.

Mas qual o quê, em "Anfield" e com aquela torcida apaixonada entoando "You"ll never walk alone" a plenos pulmões, desde antes do início da partida e até o apito final, o time local submeteu o Barcelona a uma derrota acachapante.


Estadio do Liverpool, na cidade dos Beatles

Ironia: Luis Suárez e Coutinho, agora no Barcelona, jogaram juntos no Liverpool e conheciam a força da torcida e a mística do Estadio dos Reds.

O placar - 4X0 - seria impensável até em sonhos.