31 de julho de 2013

Divirtam-se VII


Aula de etiqueta para rapazes

A professora pergunta aos alunos:

- Vocês estão saindo  pela primeira vez com uma bela moça e a levam para um jantar romântico. Dá vontade de ir ao banheiro. E o que  vocês dizem? Você Rafael?

- Digo que vou ao banheiro dar uma mijada.

- Pelo amor de Deus. Não é nada elegante. Você Paulo?

- Digo que vou tirar água do joelho!

- Piorou! Vai acabar com o clima e a a noite da mulher. E você Matheus?
- Digo que vou ao banheiro - dar a mão a um grande amigo meu e que após o jantar irei apresentá-la.  

30 de julho de 2013

Você gosta de rallye?

Eis uma boa dica para você se divertir com amigos. Esta é a fantástica rodovia, obra do PAC, que liga Cuiabá, no Mato Grosso, à Santarém, no Pará.

O crédito das fotos, salvo engano, está na última imagem.










Novo golpe por telefone

Recebi via e-mail e publico neste espaço a titulo de alerta para meus amigos seguidores.



"NOVISSIMO Golpe do telefone 


Um sujeito pilantra, liga para sua casa e se identifica como Policial (delegado).

Alega estar recebendo ameaças por telefone e que o número registrado na bina é o seu.

Ele, então, sugere que sua linha foi clonada, e aconselha, você, a solicitar um reparo à sua operadora.

Mais tarde ele liga dizendo que novamente foi ameaçado, pergunta se você fez uma solicitação de reparo à sua operadora.

Em caso afirmativo (se vc fez uma reclamação à operadora), você está lascado, porque no dia seguinte, ele estará na sua casa com uniforme e crachá da firma operadora.

Daí em diante, você será presa fácil para ele, que entrará em sua casa sem esforço algum (assalto, sequestro, estupro).



Se receber essa ligação, não solicite o reparo e dê queixa imediatamente a polícia.


Se ele voltar a ligar, diga que já comunicou à polícia e que fez um BO (boletim de ocorrência).



Repasse a todos os seus contatos, URGENTE e comuniquem também familiares, seus vizinhos e todos os que não tiveram acesso a este e-mail! "

29 de julho de 2013

Мари́я Шара́пова e Vera Fisher

Já comparei, aqui no blog, Maria Sharapova à Kim Novak. Veja em 
http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2012/08/novak-e-sharapova.html


 Depois me dei conta de que aqui mesmo, no Brasil, temos uma beleza loura que em tempo idos era tão ou mais atraente do que a tenista russa. Falo de Vera Fisher, atriz, modelo, candidata a miss.

Nas fotos  abaixo, que encontrei rastreando na internet, de uma e de outra, podemos encontrar traços comuns. 

Мари́я Шара́пова

Мари́я

Vera

Vera Fisher

Vera

Vera

A musa esportiva do blog, agora é empresária no setor alimentício e modelo de publicidade. Acho que as quadras ficarão em plano secundário.

Quanto a nossa Vera, segundo o Veríssimo ela era o teste definitivo de macheza, ou seja, o homem que não tremia os joelhos, batendo um no outro  diante dela ali lânguida, entregue, poderia afirmar que era muito homem.

28 de julho de 2013

Chega

Música de Seu Jorge.
Vejam e ouçam

http://lulacerda.ig.com.br/teste-ig-video/



Que ideia...

Por
Jorge Carrano*



Leonardo da Vinci certa vez disse que “a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação”.

É comum vermos campanhas de marketing complexas, que exigem milhões de reais de investimento, e que nem sempre “tocam” o consumidor ou são, de fato, “solução” para algum dos seus problemas.

A companhia de petróleo  (agora todas se posicionam como empresas de “energia”) coreana S-Oil fez uma ação de comunicação muito interessante, em linha com seu produto. Além disso,  de extrema utilidade para seus clientes e em sintonia com a busca por ações e comportamentos mais sustentáveis.

E de uma simplicidade incrível. O vídeo diz tudo. Veja:





* Diretor da TAU Virtual www.tauvirtual.com.br

27 de julho de 2013

Reforços

Com a chegada de alguns reforços o Vasco da Gama não só  espanta o fantasma de novo rebaixamento, como também retoma o caminho das grandes conquistas que o tornaram um vencedor respeitado no Brasil e no exterior.


Eis os reforços aos quais me refiro. O primeiro é o diretor-geral, espécie de chairman, Cristiano Koehler. Importante reforço  fora dos gramados porque o "presidente" Roberto Dinamite não passa de um "estalinho do bebê". De dinamite  não tem nada. Lembram daquele irritante explosivo que as criança atiram ao chão provocando um estalido (foto ao lado)? 

O ex-jogador, ora na presidência, Roberto, foi um ídolo dentro das quatro linhas demarcatórias do campo de jogo, mas entre as quatro paredes do escritório é um fiasco.




Cristiano Koehler

O segundo reforço é o jogador Juninho, cognominado e identificado como Pernambucano, ídolo do clube ao qual se integra pela terceira vez. Vencedor no Brasil e no exterior. Suas conquistas na França muito dificilmente serão igualadas por outro jogador. Vejam que o Lyon jamais havia conquistado o titulo francês. Com a contratação de Juninho a equipe se tornou eptacampeã. 



Juninho


O terceiro aqui citado também não chega a ser uma novidade no Clube. Já teve uma passagem. Deixou boa impressão. Está longe de ser um Djalma Santos (recém-falecido), ou um Carlos Alberto Torres, ou Leandro ou mesmo um Paulinho (de Almeida), para citar um bom lateral direito do próprio Vasco, que formava uma "casa de força" ao lado de Belini, Orlando e Coronel.

Fagner retorna ao clube 
Outro reforço, sem dúvida, é o meia-volante Guiñazu. Acompanhei sua trajetória no Internacional, de Porto Alegre, fazendo um papel semelhante ao de outro ídolo do Colorado (e meu também), o capitão Dunga. Argentino (arg!?) brigador, raçudo, mas que não trata a bola de vossa excelência, tendo com a mesma boa intimidade.


Guiñazu

E por último, pelo menos até agora, pois a diretoria promete ainda mais algumas contratações importantes, o colombiano que atuava na Argentina, chamado Montoya, que ainda não vi jogar, mas de quem li boas referências. Tomara que se revele como o Conca, importado pelo Vasco e que brilhou no futebol carioca.

Montoya


Finalmente, o grande reforço que o Vasco precisa neste momento é no "Caixa". E quanto a isso nós torcedores podemos e devemos fazer nossa parte. Como? Aderindo ao programa sócio-torcedor; comprando produtos licenciados (camisas, bonés, etc); indo aos estádios assistir aos jogos e torcer pelo clube; comprando o pay-per-view. Façamos algo na medida de nossas possibilidades, atendendo as limitações de ordem física e financeira. Quando vejo que o Internacional conseguiu 100.000 (cem mil) novos sócios, fico pensando porque o Vasco não consegue o triplo, com todo o respeito ao colorado gaúcho que muito admiro.

Vamos reeditar a história linda do Vasco da Gama, voltando aos idos de 1923, quando abertas as portas aos negros, contrariando aos interesses do Fluminense e - pasmem - até do Flamengo.



Foi a torcida que construiu o Estadio de São Januário de tantas glórias e cenário de episódios históricos inclusive no terreno político. Foi o maior da América latina durante muito tempo.

Imagens: todas obtidas via Google.

26 de julho de 2013

Hipocrisia pura

As autoridades em geral são de uma hipocrisia que raia a idiotice. São tão exageradamente hipócritas que por vezes parecem retardados mentais.

Dois exemplos recentíssimos. O primeiro relacionado a espionagem “denunciada” por um molecão tipo “Madalena arrependida” que após jurar lealdade e sigilo ao ser admitido em serviço de informação, bota a boca no trombone para dizer obviedades, mas que, trazidas às manchetes, obrigam governos e se manifestar.

Aí o babaca vem e surpreende o mundo com uma revelação bombástica: os USA espionam a vida de cidadãos e governos. Inclusive no Brasil.

Pronto! O que ninguém tinha o direito de ignorar ou pelo menos desconfiar, por se tratar do óbvio, obriga  a uma reação do governo.

E o que se seguiu foi um embuste. Reprimendas aos USA tipo "ai,ai,ai aiai, não façam mais isto, viu”? Como fazia minha mãe quando eu, criança,  metia o dedo na cobertura do bolo.

Com esta admoestação podemos ficar tranquilos e seguros que nunca mais os EEUU ousarão  meter o bedelho em nossas vidas e  nossos negócios políticos e econômicos.

Até porque o Brasil conseguiu o repúdio solidário de seus parceiros do cone sul.

Fazem-me rir.

Obama ficou sem dormir por causa da reação severa de Dilma. 

Aliás, a julgar pelo semblante dela ao se manifestar sobre o assunto,  estava se levando a sério.

O segundo caso de um ridículo sem limite, e que foi matéria de capa de jornais impressos e manchetes nos virtuais, é o que da conta da existência de policiais à paisana, infiltrados entre manifestantes.

Provavelmente antes do homem descer das árvores, alguns indivíduos de alguns bandos já se infiltravam em outros para saber onde eles arranjavam comida e água, ou o que fariam se pegassem uma fêmea desavisada.


E não obstante farsantes de vários calibres, imprensa, ONGs e outros grupos ditos organizados fazem um alarido danado porque um soldado da polícia foi flagrado, à paisana, num distúrbio popular, com a finalidade identificar os vândalos.

O inverno em Niterói

O inverno neste ano de 2013, aqui em Niterói, aconteceu numa quinta-feira, dia 25 de julho, ontem.  Na verdade chegou na madrugada de quarta para quinta-feira, obrigando-me a pegar um cobertor.

Embora o noticiário radiofônico matinal falasse em 15 graus, que já seriam suficientes para me deixar com as mãos geladas, a sensação que eu tinha é que beirava uns 8 graus.

Quando morei em São Paulo convivi com temperaturas baixas no inverno e jamais me acostumei. Tirante tomar sopas, exceto as fondue, os queijos e vinhos, o que resta senão dormir bem agasalhado?

Eu fico todo duro, menos  o que mais importa, que ao contrário mais encolhe. Dedos, juntas, pescoço tudo fica rígido, e é um sacrifício sair debaixo das cobertas.

O banho é um caso a parte. O ritual compreende abrir o chuveiro (à gás), com um mínimo de água correndo, até que ela ferva e fique embaçando espelho e paredes do box. Aí entro e abro um pouco mais o registro de água.

Paisagens como esta abaixo só admiro em cartões postais e calendários.


Prefiro esta a seguir, quando um chopinho e alguns bolinhos de bacalhau e casquinhas de siri são suficientes para fazer a alegria do verão. 



Interessante é que nem na Europa, e nem aqui na América do Sul, nos países andinos,  onde também faz um pouco de frio, eu sofro tanto. Provavelmente por causa das pesadas roupas, casacões, luvas e gorros que lá usamos e pela calefação dos ambiente fechados (hotéis, restaurantes, etc).


Bem, não sei ainda quanto tempo irá durar o inverno. Espero que acabe antes do domingo, dia 28,  porque a caminhada na praia com aquele ventinho nas orelhas é muito desagradável. 

Imagens Google.

25 de julho de 2013

Autuori & Schettino


O que eles têm em comum? São comandantes que abandonam o barco antes do resgate de todos os que estão em perigo.


O ex-comandante do "Costa Concórdia" poderá pegar até 20 anos de prisão. Ainda não terminou o processo. O ex-comandante da Caravela Cruz-Maltina, deverá amargar uma classificação no campeonato brasileiro pior do que a que teria se continuasse no Vasco.


As fotos abaixo, do Autuori,  tanto podem significar preocupação, concentração em relação aos problemas, quanto pura desorientação quanto ao que fazer para soluciona-los.

Estou apostando que falta bússola, um norte. Quem ai sabe me dizer qual é o padrão, o estilo de jogo que é a cara do Paulo Autuori?


Desorientado no São Paulo

Desorientado no Vasco da Gama

Na reinauguração para disputas nacionais, o Vasco venceu o Fluminense por 3x1 (21.07.2013)
                                                              Sem Autuori

Imagens: Google, Globo.com

24 de julho de 2013

O caso do bigode

Esther Lucio Bittencourt é jornalista, poeta e violinista, entre outras aptidões profissionais e artísticas. Minha amiga ao vivo e em cores no final da década de 1950, em Niterói, onde então residia, e minha amiga virtual há 3 anos, quando resgatamos, após quase 60 perdidos nas brumas do tempo, a velha camaradagem.

Ela está lançando, com a chancela das editoras/livrarias Saraiva e Siciliano, via site, seu mais recente livro intitulado “Varal de Possíveis”.

Sai até o final desta semana. Garanto que justificará cada centavo que você irá investir em você mesmo, para seu prazer.

Abaixo um texto que pincei em seu (her) blog, e publico aqui autorizado. 

Chamo sua atenção para o trecho: "Aquele um que ficava na esquina da rua mais movimentada da cidade de poucas almas. Hoje finou".

Não é delicioso o linguajar que ela utiliza para contar o caso interiorano?

Eis a íntegra:

Tem pra mais de 50 anos o caso do Vicentinho. 

Era um tal galorote de barba mal despontada que avisou que a bela mulher de saia remexendo os quadris descia a rua com a criança na mão. 

Vicentinho já estava sentado na cadeira do barbeiro. Àquele um que ficava na esquina da rua mais movimentada da cidade de poucas almas.

Hoje finou.

Então o galorote , todo empinado , que ia receber as pagas do bicho que seu pai botava banca, no tempo do tudo permitido, colocou o pé na parede da casa,  como os homens faziam,  repousou as costas nela, de frente para a calçada , e acompanhou a andada da mulher . Avisou pra dentro da barbearia que parece que ela está vindo nesta direção .

Vicentinho deu um salto até a porta da barbearia, com risco da tesoura de mestre Aroldo fazer estrago no seu cultivado bigode e, com meia cabeça para fora , acompanhou o trajeto. Quando viu que era vero, que ela vinha que nem vento balançando a roseira, nos saltos altos, de classe, a mulher, direto em linha reta para o empreendimento, saltou de volta para a cadeira e pediu que o Mestre dos cabelos e bigodes aparasse um fio rebelde imaginário.

Seu Aroldo pegou da navalha com a mão trêmula, para fazer a cena mais convincente, e fingiu que acertava as penugens que nascem entre o bigode e o nariz. Belo bigode,  dizia a cidade para o maior garanhão que vivia pelas paragens. Vicentinho, sempre de calça esporte e paletó fino já havia provado de um tudo dos sabores femininos, dizia garboso.

A mulher entrou na barbearia e perguntou pro mestre   se ele atenderia mais alguém além do homem sentado na cadeira pois trouxera seu filho para cortar o cabelo.
Coisa de pouca monta a fazer nesta barba, garantiu mestre Aroldo.

A mulher sentou na cadeira, cruzou as pernas justo em frente ao espelho onde estava a cadeira do Vicentinho e onde o mestre esmerava em apontar os fiapos.
O nervoso foi sentido até na cidade vizinha. Mestre Aroldo raspou de um só golpe metade do bigode cevado do Vicentinho.

Ar parado, nem suspiro dava para ouvir. Mas nenhum deles tirava os olhos das pernas da mulher. Mulher de família, letrada, pois que ensinava o alfabeto para a criançada da escola. Muito digna, isto sim. O que não impedia a beleza das curvas e das retas.

O Galorote, atento ao movimento, reteve a respiração: Vicentinho com meio bigode!

Mestre Aroldo fez o que fez , mas precisou rapar tudo. Nem um só fio restou no rosto do Vicentinho que, cabisbaixo de vergonha da cara nua, saiu da barbearia.
Enquanto cortava o cabelo do filho da mulher Mestre Aroldo pensava: este nunca mais que vem aqui e é bom cliente. 

Dia seguinte, Mestre Aroldo abre a porta do empreendimento e logo chega Vicentinho que todas as manhãs tinha um fio rebelde de bigode para aparar, mas, desta vez, glabro. 

Apertou a mão do Mestre e disse , voz de baixo: Foi justo, foi  justo.


O original está publicado no blog “Porcas e Parafusos”, que a Autora mantém em :

23 de julho de 2013

What will be, will be


Não se pode prever o futuro. 

Lembram-se dos primeiros versos da canção “Que sera, sera”, de  Jay Livingston e   Ray Evans , interpretada por Doris Day e que apareceu na trilha do filme “O homem que sabia demais”?

“When I was just a little boy,
I asked my mother what will I be?”

E na canção a mãe responde: What ever will be, will be. Que sera, sera.

Pois é, o futuro é incerto e escrito por linhas tortas muitas vezes. Escrevia sobre meus 15 ou 16  anos quando diagnosticado como portador de discromatopsia (daltonismo) não pude ingressar na carreira militar, mais especificamente na Aeronáutica.

Lamentei muito e fiquei meio perdido sobre que caminho trilhar. Andei batendo cabeça no Liceu, no curso científico, e acabei por me envolver com politica estudantil.

Por conta disto perdi dois anos de estudo e promoção de série, o que lamentei muito durante os anos subsequentes.

Mas tinha que ser assim “the future is not ours to see” (voltando a Doris Day), e ali, naquela época, estava sendo definido como seria para mim.

O tempo em que estive envolvido em atividades estudantis extracurriculares  deu-me algum tipo de experiência. Fui diretor de federação de estudantes e presidente de grêmio estudantil.

Por conta disto, participei de Olimpíadas e viajei. Inclusive para Cachoeiro de Itapemirim onde conheci a mulher com quem me casei.


E foi deste casamento, ocorrido porque sou daltônico e me envolvi em politica estudantil e perdi dois anos de estudo, que nasceram meus dois filhos, que fizeram com que tudo que lamentei no passado agora valesse a pena.

22 de julho de 2013

Futebol de botões

Contei que estava no velho Maracanã em junho de 1950, aos 10 anos de idade,  e assisti ao jogo Brasil e Espanha. 

No ano seguinte eu iria iniciar o curso ginasial, que antecedia o científico (ou clássico), essenciais e obrigatórios para quem pretendia fazer curso universitário.

Na época, para os homens, as opções seriam a carreira militar numa das forças armadas: Marinha, Exército ou Aeronáutica. A carreira na Marinha era a mais atraente, mais charmosa, por várias razões: era considerada mais seletiva; o bonito e vistoso uniforme branco que atraia as mulheres; tinha viagem de instrução de volta ao mundo no navio-escola “Saldanha da Gama” e, como resultado de tudo isto, ótimo posicionamento na arquitetura social.

Navio-escola "Saldanha da Gama" (foto Google)
Nas carreiras ditas civis, a medicina, a engenharia e o direito eram as que atraiam o maior interesse dos jovens, seguidas de perto pela odontologia e a arquitetura.

As mulheres, que tinham a opção de fazer o curso normal no ensino médio (os homens também, mas pouquíssimos faziam), depois optavam por pedagogia, medicina ou psicologia.

Bem, já era alfabetizado desde os 6 anos de idade. Aprendi em casa e em aulas particulares com uma professora cujo nome não lembro (pudera são passados 67 anos), mas lembro que morava numa casa de vila, que ficava na Rua Visconde de Uruguai, antes do cruzamento desta com a Rua Marechal Deodoro.

As brincadeiras de então eram baseadas em correrias: brincava-se de pique, de escambida, de esconde-esconde  e outras que tais, como guerra de mamonas, com atiradeiras (ou setas).

Tinha, é bem de ver, as peladas na Rua São Diogo, ainda sem calçamento, o que permitia inclusive cavarem-se buracos (búricas) para jogar bola-de- gude.

Quem podia comprava botões especiais industrializados, com escudos dos times, para jogar com os amigos. Quem não tinha (meu caso), utilizava botões de calças e camisas e principalmente (os melhores) de capas de shantung (moda na época).

Podia-se, também, utilizar pedaços de casca de côco e polir bem a superfície e os bordos, porque viravam ótimos zagueiros.

Nos jornais de segunda-feira, eram publicadas as fichas técnicas dos jogos do final de semana, com as escalações.

Eu cortava, com todo o cuidado, os nomes dos jogadores do Vasco e colava-os (com goma árabica), também com cuidado, para não besuntar o botão.

Por sorte, na época, os jogadores tinham nomes simples e pequenos. Não como hoje que temos Thiago Silva, Renato Silva, Thiago Alcântara (filho do Mazinho), Diogo Silva e por aí vai. Qualquer dia teremos nome, sobrenome e número de CPF. Será assim: Diego Cavaleiro de Almeida, CPF 00.111.222-33.  

Bem, como os nomes eram simples: Eli, Danilo, Jorge, Friaça, Maneca Ademir, Chico, etc.  era fácil recortar os nomes e colar nos botões. E com isso poder “narrar” as partidas quando tinha a “posse” da bola.

Tinha uma exceção que era o Ipojucan, cunho nome quase não cabia no botão, sem atrapalhar o uso da palheta. Barbosa era grande, mas como era goalkeeper não atrapalhava pois era estampado na caixa de fósforos que fazia as vezes do guarda-metas.

Hoje, por exemplo, no jogo contra o Fluminense, que ganhou por 3x1, o time do Vasco tinha os seguintes jogadores em campo: Diogo Silva, Renato Silva, Eder Luiz, Juninho Pernambucano, Sandro Silva, Rafael Vaz, Pedro Kem.

Onde estão os nomes simples, os apelidos tipo Vavá, Pelé, Dida, Didi, Zico, Cafú ?


21 de julho de 2013

Aviso aos navegantes

Por
Gusmão


Há muitos anos, eu mais jovem um pouco do que o blog manager, ouvia a então chamada “Hora do Brasil”, e neste obrigatório programa radiofônico, que entra no ar ao som do “Guarani” de Carlos Gomes, em horário  habitual, rígido, por causa da rede nacional, havia uma sessão de “Aviso aos navegantes”. Falava sobre faróis inoperantes, tormentas nos mares, velocidade de ventos na costa nacional e outras informações de interesse para os comandantes de navios, arrais e pilotos de barcos de pesca ou iates de recreação.

Meu aviso, todavia, não se destina aos navegantes marítimos, mas sim aos virtuais, do ciberespaço.

Estou capitulando  e na próxima semana estarei ingressando na rede Facebook, não resistindo aos apelos, convites e conveniências comerciais  e sociais.

Não estarei, entretanto, longe do Generalidades, posto que na citada rede tem uma versão deste blog, embora sob outra direção.

Quero agradecer à acolhida fidalga que tive neste espaço, e a generosidade do Carrano que publicou algumas bobagens que perpetrei.

Deixo meu abraço aos amigos que fiz, para os que deixei de fazer e também para os que perdi, em razão de opiniões expressadas em comentários e posts.

Saio pela porta da frente, e num bom momento, como líder do Campeonato Brasileiro.

Acho que não é um adeus, porque temo não conseguir conviver naquela sociedade caótica, sem limites ou muito poucos.


De qualquer forma I’ll see you around.

Evocando memórias

Quando tanto se fala de Copa do Mundo de futebol, e da reinauguração do Maracanã, tento resgatar, na já desgastada memória, alguns episódios destes eventos, inauguração do Maracanã e Copa do Mundo no Brasil, ambos em 1950.

Minha memória mais remota vai me encontrar, aos dez anos de idade, sendo levado por meu pai e pelo Américo, amigo dele, para o Maracanã recém-inaugurado e ainda inacabado.

O jogo foi inesquecível, mas as circunstâncias em que o assisti são mais ainda. Sentado, alternativamente, nos “cangote” de meu pai e do Américo, pois a multidão não comportava no Estádio, em condições normais, ou seja, cada qual sentado nas arquibancadas de concreto. E eu era pequeno, uma criança.

Não sei se foi possível contabilizar o público realmente presente, pois houve invasão de torcedores que forçaram o portão de acesso e conseguiram entrar com o jogo já em  andamento. Mas seriam certamente cerca de 160.000 torcedores.

Era o Brasil e Espanha, com um coral de milhares de vozes entoando uma marchinha carnavalesca de sucesso (Touradas em Madri), se não me engano do Braguinha, que tinha um estribilho conhecidíssimo, que era pouco mais ou menos o seguinte: pararatimbum, bum, bum; pararatimbum, bum, bum.

A letra fazia alusão as touradas em Madrid : "Eu fui as touradas em Madrid (e ai entrava o pararatimbum), e quase não volto mais aquiiii, p’ra ver Ceci beijar Peri" (personagens centrais do romance  "O Guarani", de José de Alencar.

Goleamos por seis a um (6X1), resultado quase idêntico ao da partida anterior de nosso scratch nacional, que foi de sete a um (7X1) sobre a Suécia.

Estas duas pelejas já eram pelo quadrangular final. Dos quatro grupos iniciais classificavam-se os primeiros colocados que disputaram a fase decisiva num sistema que não mais existe, pois não havia um match decisivo, e sim todos enfrentando a todos dentro do quadrangular.

Na fase inicial, de grupos, com quatro participantes (deveriam ser 16 equipes divididas em 4 grupos com 4 países em cada)*, o Brasil enfrentou as seleções do México, da Iugoslávia e da Suiça.

Passamos bem pelo México, pela Iugoslávia, e empatamos com a Suiça, jogando em São Paulo. Aqui cabe um parêntesis. Se hoje resta apenas um pequeno ranço de rivalidade entre Rio e São Paulo, nas décadas de 1940 e 1950, de minha infância, esta pinimba, esta  birra, era acirrada.

Daí que, como o jogo contra a Suiça seria realizado em São Paulo, resolveram agradar aos paulistanos e o técnico Flavio Costa  escalou jogadores reservas , com alguns que atuavam em São Paulo, principalmente no São Paulo F. C.

Foto: Google
Diga-se a bem da verdade que o São Paulo tinha um ótimo time e ganhara quase todos os campeonatos regionais na segunda metade da década de 1940. Sua linha média, como se chamava então, era formada por Rui, Bauer e Noronha, tão famosa quanto à do Vasco na mesma época (fez história), formada por Eli, Danilo e Jorge.

E no ataque foi escalado o Baltazar, centerfoward do Corinthians e artilheiro do campeonato paulista.

Não, não estou dizendo que só empatamos com a Suiça (2X2) por causa dos paulistas escalados. Foi falta de entrosamento, acomodação e a inclusão de outros reservas, do Rio de Janeiro, como Maneca e Alfredo.

Ano que vem tem de novo. Copa e Maracanã. Meu receio quanto a um bom resultado para o Brasil, tem origem em declaração otimista do Zico, feita no programa “Altas Horas”, do Sergio Groisman: “o Brasil voltou a ser favorito”.

Deus meu, este cara é um pé-frio. Elogiando periga atrair coisas ruins par nós.

Leiam em http://tvg.globo.com/programas/altas-horas/O-Programa/noticia/2013/07/a-grande-mudanca-da-selecao-a-gente-deve-ao-felipao-afirma-zico.html

* Por problemas de desistência apenas 13 países disputaram a Copa, razão pela qual somente dois dos quatro grupos ficaram completos, com quatro competidores. O do Brasil foi um deles.

20 de julho de 2013

Gênese de uma foto

Por
Freddy*






Esta foto foi tirada da cozinha de meu apartamento, em Icaraí. No entanto, ela não é a imagem original registrada por minha pequena câmera Sony DSC WX80, um dos mais recentes lançamentos desse fabricante, que tira partido de tecnologia óptica oriunda de diversas fontes. Ela absorveu no passado uma das gigantes do mercado fotográfico, a Minolta, e no caso em questão usa lente zoom Carl Zeiss Vario-Tessar, fabricada sob orientação da matriz alemã. De genética Sony, a excelente eletrônica embarcada.

Para minha surpresa, ela é montada em Manaus, na Zona Franca. É, sou avesso a qualquer equipamento feito ou montado no Brasil que envolva tecnologia. Reconheço apenas pouquíssimas e elogiáveis exceções como os aviões da Embraer e as plataformas da Petrobras. Continuando...

O dia estava visualmente interessante, mas uma névoa insistia em permanecer sobre o mar entre meu apartamento e o Cristo Redentor. Parte dela é umidade, parte é smog, a famosa poluição que é uma constante na maioria das grandes cidades. Só em raros momentos pós chuva, de preferência com vento para evitar a concentração de smog, o visual é de cinema. Não foi o caso, era um dia comum.

Comecei batendo algumas imagens a mão livre, com zoom óptico máximo, que na WX80 é de 8 vezes, emulando uma lente de 200mm (é usual ainda nos referirmos ao padrão das lentes da época do filme, o das câmeras de 35mm). A intenção não era o resultado inicial (o visual típico é de topos de prédios),  era criar uma base para manipulação posterior.


Pela tendência inerente às teleobjetivas de comprimir o espaço e aumentar sensivelmente os efeitos negativos do fog ou, como é o caso, do smog, a imagem do Cristo distante ficou "lavada", totalmente sem cor e sem contraste. Filtros existentes na câmera para aumentar a saturação e criar uma foto visualmente bonita não eram viáveis, dado que a dominante era azul.

Resolvi então dar andamento à manipulação e extraí um segmento apenas com o Cristo, recortando a imagem com um programa simples de meu laptop. É como se eu estivesse puxando um zoom de 32 vezes, equivalente ao uso de uma teleobjetiva extrema de 800mm (padrão 35mm). Ah, essas maravilhas tecnológicas modernas... De modo algum isso seria fácil na era do filme!


Como podem observar, resultou uma foto horrorosa, puxada para o azul e sem contraste algum. Tentei algumas técnicas, como extrair mais cores, puxar algum verde das árvores, nada... Então, parti para a briga! Se as cores não resultavam, que tal preto e branco?

Um clique de mouse e "voilà"=> ainda tosca e lavada, mas sem cores brigando entre si, eu tinha nova base (não mostrada). A partir daí o procedimento foi aumentar brutalmente o contraste até o limite artístico (quando começamos a nos afastar da realidade), já com granulação evidente.

Parei num ponto que me pareceu interessante, que é a imagem que abre o texto. O para-raios deixado visível no canto direito é um recurso de composição, um elemento gráfico que contém em suas formas internas uma cruz, tema da foto. Também funciona como indicativo de distância.

* Carlos Frederico Marques Barroso March
Engenheiro aposentado, astrônomo e fotógrafo diletante