30 de novembro de 2014

Falando de amor

Internauta, em visita ao blog, sugeriu que adotássemos como tema preferencial nos posts, nada mais, nada menos, do que o amor.

Terei que passar a bola adiante. Tenho enorme, insuperável dificuldade para expressar - com palavras - amor. Se não consigo com manifestações explícitas e específicas, como conseguiria com palavras?

Com minha mulher, companheira de 50 anos de lutas, privações, conquistas, perdas e parceria de todas as horas, tenho uma dívida muito grande.

Ela, muito romântica, como sói acontecer com as meninas interioranas, formadas através dos filmes de Hollywood, deve ter se decepcionado um pouco com meu comportamento distante do papel de "mocinho de cinema", tipo Clark Gable ou Tyrone Power.

Não sou uma pessoa carinhosa. O que não significa falta de afeto. Não sei expressar amor objetivamente, mas as pessoas podem perceber se atentas, nos detalhes, que ele está presente: em atitudes.

Se ficava debruçado na janela do quarto até 2 ou 3 da madrugada aguardando o filho chegar na portaria do prédio, para só então deitar e me cobrir, fingindo estar dormindo.

Se dava, não sei exatamente quantas voltas (a Wanda sabe) com o filho que chorava e resistia ao sono, no meu colo, dentro do pequeno apartamento em que morávamos, e sem demonstrar qualquer irritação, penso ter dado provas de que amo a meu modo.

O abraço dado e recebido do filho no retorno dele de uma viagem de muitos dias pela Europa (primeira vez que nos afastávamos tanto tempo), gerou tanta energia que parecia ter levado um choque. Fez-me  um bem tão grande que até hoje lembro do fato. E sinto.

Ficar aflito, embora confiante, com os resultados dos vestibulares; assistir suas lutas de judô e partidas de futebol na escola, com a alegria e orgulho, como se eles fossem campeões olímpicos, que nome podemos dar a isso?

Convoco o testemunho de minha mulher uma vez mais, para contar fato ocorrido em Paris, durante o breakfast no hotel.

Um senhor, acompanhado de uma jovem, olhou para mim com sorriso disfarçado. A jovem, sabíamos, era filha dele e a viagem comemorativa da aprovação dela no concurso para promotora de justiça, em Minas Gerais.

Fui até a mesa em que eles estavam com o objetivo de dar nosso endereço no Brasil(estávamos, nós e eles,  encerrando o passeio na França). Foi quando ele explicou:
“Estávamos aqui (ele e a filha), comentando sobre sua atenção, seu cuidado, com sua esposa. Seu olhar carinhoso permanentemente focado nela.”

Ele observou isto ao longo dos passeios que fizemos, nos indefectíveis tours, com a mesma operadora local: Torre Eifell, Bateau Mouche, Versailles, Louvre, estas obviedades.



Ufa!!! Posso não ter falado de amor, pela falta de veia poética, mas dei meu recado aos filhos e mulher.
  

29 de novembro de 2014

Ovos de galinha caipira

Minha mulher voltou de Teresópolis, onde foi visitar a cunhada – Ana Maria – que vez ou outra pinta no blog comentando, trazendo um não sei quantos ovos de galinha de quintal, de terreiro, alimentadas com milho e restos de verduras e legumes que são descartados antes do preparo, pela aparência.

Estes ovos têm suas gemas diferenciadas, pela cor – bem avermelhada – e principalmente pelo sabor. Abro aqui um parêntesis, para recomendar a releitura dos posts do Riva e da Alessandra, sobre sabores da infância, nos links abaixo:


Rhode
Leghorne
O fato é que este tipo de ovos era exatamente os que consumíamos na minha infância. Num primeiro momento, colhidos no galinheiro de nossa casa, na Rua São Diogo, onde por um pequeno lapso de tempo criamos galinhas (rhode e leghorne).



Mas, o mais das vezes, depois de fechado o galinheiro, eram comprados num ambulante, que diariamente percorria as casas da vila onde marávamos, trazendo pendurado no braço em cesto de vime, dentro do qual carregava os ovos das galinhas que criava em seu terreiro e, ainda, cheiro-verde, couve e alguns poucos legumes, todos cultivados em seu quintal.

Uma coisa que guardo na memória era o jeito dele verificar e assegurar que os avos não estavam chocos. Ele fechava parcialmente a mão esquerda, fazendo-a como se fora um binóculo (monóculo) levava ao alho e na outra extremidade colocava o ovo que girava vagarosamente. Isto olhando contra a luz solar. Se estivesse com pinto, ele assegurava, teria visto um vestígio.

Mas a parte melhor da memória é a gustativa; o sabor daquelas gemas. É a cor e o paladar dos bolos feitos com aqueles ovos, com a manteiga de Macuco (ou Cordeiro) e o leite que, levado ao fogo para “ferver”, criava uma espessa nata.

O sabor daquelas gemas era diferente, com gosto bem marcante e característico, como a desses ovos que aportaram aqui em casa, trazidos de Teresópolis.

Por isso,  hoje, deixando de lado a restrição quanto ao consumo de ovos, por causa do colesterol (o Cresto está aí mesmo) e ainda a colite que pode despertar, vou comer um ovo frito mal passado, molhando na gema um miolo de pão fresco e macio. HUMMMM!!!!



O pão-de-lo ou o rocambole, que minha mãe só admitia fazer com ovos de gemas bem vermelhas, e gosto acentuado, era um sucesso na vila de número 21, da Rua São Diogo, onde então residíamos.

O leite também tinha outro sabor. Era agradável tomar puro, pouco açucarado, quente ou gelado.

Bem, a manteiga era também uma delícia. E vinha em latas ou pacotes e era proveniente da região de Cordeiro, Cantagalo ou Macuco.

Os ovos de granja, o leite pasteurizado e a margarina, que minha mãe chamava de graxa e relutou aceitar até sua morte, e só capitulou porque as filhas e nora aderiram, tudo isto, o leite, o ovo e a manteiga, agora não têm gosto, pior, têm gosto ruim.
  

28 de novembro de 2014

Meu filósofo de algibeira

Nelson Rodrigues, a par de ser considerado um dos maiores dramaturgos brasileiros é, a meu juízo, um ótimo frasista, dono de aforismos impregnados de humor, ironia e sabedoria.

Se alguém pretender pinçar em sua obra, aí incluídos os roteiros para cinema e TV, as crônicas, as peças teatrais e ainda suas entrevistas publicadas, frases retumbantes, terá material para editar uma enciclopédia. Para cada verbete haverá uma frase genial de Nelson.

Como a idiotice vem grassando no país de uma maneira incontrolável, como erva daninha difícil de eliminar, resolvi pegar uma de suas melhores definições sobre o idiota e as idiotices em geral:


"Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.
[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas."


"Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina."

27 de novembro de 2014

Rápido giro por Wichita (old town)

Beth agora reside em Wichita (Kansas - USA). Está pretendendo fazer um giro pela cidade e documentar fotograficamente. 

Enquanto não o faz, enviou estas imagens que ela obteve em algum lugar e são da parte velha da cidade.





Nota do editor: Beth, no caso Elizabeth Paiva, está para ser avó - duplamente - nos próximos 4 meses. Viajará para Toronto, no Canadá, para acompanhar uma das filhas. Por isso e por sua ocupação em defesa dos animais está com pouco tempo disponível para escrever.

26 de novembro de 2014

DPAC- Vivendo na Torre de Babel*


Por
Alessandra Tappes








As vésperas de meu filho completar 14 anos ele foi diagnosticado com DPAC.

O que todos achavam que era excesso de zelo, mimo da minha parte e desatenção e preguiça da parte dele, ganhou esse nome aí: DPAC.

Mas vamos por partes. O que é isso aí? DPAC significa Desordem no Processamento Auditivo Central. O portador desta disfunção ouve perfeitamente, mas seu cérebro não processa o que ouve. Fica tudo bagunçado na sua mente. Tudo confuso, sem começo, meio e, logicamente, sem fim algum.

É considerada uma neuropatia auditiva.  Uma falha no sistema auditivo central. Ainda não se conhece a causa concreta para o surgimento do DPAC, mas entre as mais cogitadas estão: permanência em UTI-Neonatal por tempo superior a 48 horas; fatores genéticos; otites nos três primeiros meses de vida; experiências auditivas insuficientes durante a primeira infância além de processos alérgicos, rinite, e sinusite.

João nasceu com 8 meses de gestação, teve parada respiratória, ficou 8 dias na UTI, depois mais 8 na CTI e tem uma alergia crônica tratada com antialérgicos de uso contínuo e injeção semanal para controle da rinoconjuntivite crônica que tem. Dentre as prováveis causas relacionadas, ele apresenta 3, o que aliado aos sintomas e seu histórico médico, confirmam o diagnóstico.

A DPAC está no “mercado” há 15 anos, quase a idade de João.

Mãe de primeira e única viagem, eu sentia que algo estava errado com ele, mas por ser filho único, neto único, sobrinho único, deixei por conta dos mimos, como diziam todos. Mesmo assim, vez por outra, eu consultava alguns médicos a respeito da dificuldade que ele apresentava. A resposta era sempre a mesma: o menino é superprotegido e deve melhorar com o tempo.

João não entende piadas, frases com duplo sentido e expressões cotidianas. Mas quando descobre o sentido da piada, ele por sua vez aluga o assunto até gastar! Piadas acabam ficando sem graça de tanto que ele as usa, mas para não desestimulá-lo a interpretar sozinho, rimos como se fosse a primeira vez. Claro que lá pela 99º vez falamos com todo amor e carinho que já ouvimos...

Outro aspecto sintomático que ele apresenta: imita o que lhe parece engraçado. Vive situações que outras pessoas viveram e percebe que chamou atenção. Exemplo: se um colega tropeça e desperta gargalhadas, ele vai tropeçar (de propósito) e rir mais do que a plateia. Além disso, vai relatar várias vezes que tropeçou e todo mundo riu. Novamente entramos com os comentários delicados para não frustrar.

 Por tudo estar bagunçado em sua cabeça, João tem uma dificuldade enorme em interpretar o que é pedido. Imaginem seguir um comando sem ao menos entender o sentido dele.  Agora imaginem seguir vários. A confusão surge instantaneamente na vida dele.

No começo eu achava que ele se “fazia” desentendido, ficava com a carinha de paisagem e com um ponto gigantesco de interrogação gravado na testa, tomando conta da sua fisionomia. Mas com o tempo vi que essa expressão era contínua. Suas dúvidas eram as mesmas no dia seguinte e em horas depois. Descobri que meus comandos e esclarecimentos tinham que ser o Pai Nosso de todo o dia, isto é, todos os dias repetir as mesmas coisas, sem tirar nem por cada informação.

Mexer na geladeira por iniciativa própria sem ordem de terceiros (e olha que me incluo nisso) nem pensar! Combinar roupa, querer ir ao shopping sozinho ou com seus amigos como passeio casual, não passa pelos seus pensamentos. Tomar decisões? Não sabe ainda o que é isso. Agora, imaginem minha preocupação, pois está indo para ensino médio, prestes a completar 15 anos, mas com mente de 10.  Não confundir com retardo mental, pois não apresenta prejuízo intelectual.

Aceita comandos sem se rebelar. Viaja sozinho de avião desde seus 12 anos, embora cheio de ordens e recomendações repetidas diversas vezes antes de embarcar. De uma pureza única, não vê perigo em nada e acha tudo de bom tamanho. Tudo é confiável, todos são confiáveis. Se tiver pizza no lanche, ele fica muito feliz, mas se for pão com manteiga, ele se conforma e não reclama, mantendo a mesma expressão.

Uma de suas maiores aliada é a boa e velha rotina. Todos os dias repetir as mesmas atividades ajuda a exercitar a mente. Ter hora pra tudo e explicações detalhadas, facilita seu desempenho. Frases longas ou moscas voando em sua frente fazem com que ele perca o rumo no meio do nada. Enfim, tirar da rotina, é voltar à estaca zero do tratamento contínuo, uma vez que DPAC não em cura, sendo apenas possível ensinar o cérebro a responder a novos estímulos.

A recuperação acontece graças à neuroplasticidade – capacidade para se moldar a uma nova realidade. “É fundamental que o tratamento seja interdisciplinar, com a atuação de otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, neuropediatras, psicopedagogos e neuropsicólogos. A reabilitação proporciona melhora na qualidade de vida e um cotidiano normal para os estudantes”, evidencia  Dra Rita de Cássia Cassou Guimarães, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Seu rendimento escolar é de médio a ruim.  São poucas as matérias em que consegue alcançar boa nota e mantê-la. Repetiu o segundo ano primário, e, a alegação da professora na época, não foi por nota, mas por ser uma criança apática, que não brincava com as outras, não tomava iniciativa na classe, não participava de atividades em grupo. Coincidentemente esta foi à fase em que eu e o pai dele nos separamos o que justificou pela pediatra e familiares seu comportamento e “baixo rendimento escolar”.

Atualmente faz acompanhamento com neurologista, clínica geral, fonoaudióloga. Depois das férias, começará com o tratamento com psicóloga. A escola também tem que estar informada sobre o assunto, pois seu mundo diferente não é visto a olho nu. Na escola dele, tive dificuldade em obter ajuda, pois esta disfunção era novidade para as pedagogas e, além disso, parece que falta ao corpo docente interesse em promover aprendizagem. O que vale hoje é passar de ano, o que contraria a nossa opinião a qual o que importa é aprender e entender.

Hoje em dia, ainda tem muita dificuldade em interpretar textos, parágrafos, questões. Temos que traduzir frase por frase até entrar na cabeça dele, mas mesmo assim se no dia seguinte perguntarmos o que ele aprendeu sobre o assunto, virá com aquela cara de dúvida que citei lá em cima.

Mesmo com essas dificuldades no seu dia a dia, João vai sozinho a consulta semanal com a fono, ao ortodontista, aos cursos de informática e inglês e ainda executa pequenos serviços como correio e compras de emergência. 

Muito embora o processo seja lento quanto aos resultados de tudo que aprende, motivado pela já citada pela curta capacidade de absorver o novo, seguimos as orientações no sentido de estimula-lo a todo instante.

Estou abordando o tema para que sirva de ajuda em outros casos semelhantes ao meu. Portanto se você identificar alguma semelhança com alguma criança a sua volta, ou mesmo nos casos já diagnosticado DPAC, fale sempre olhando nos olhos e de forma bem clara. Faça seu pequeno repetir o que lhe foi passado, se usado um jogo de palavras não se esqueça de dizer que é brincadeira, as palavras de duplo sentido e expressões cotidianas, caem como outro idioma na sua cabeça. Paciência é a sua ordem, aliás, tenha sempre. Como são literais demais, não sabem mentir, inventar e usam da sinceridade o tempo todo. Dão as respostas mais francas e nem sempre esperadas.


É difícil sim, mas assumi ser mãe, educadora, babá, tradutora, professora e tantas e outras designações que forem me dadas para ajuda-lo. Não posso desistir de querer ver meu filho bem encaminhado. Tenho preocupações normais que rondam o meu diploma de mãe. Mas saber que ele pode andar sozinho, fazer suas escolhas, seguir seus instintos, não tem preço que pague meus esforços de hoje e sempre.


*NR. Como viver num mundo sem entender o que os outros falam.



Fontes de pesquisa:

25 de novembro de 2014

Honra, coragem e bons exemplos

Algumas pessoas honram, dignificam,  a função publica que exercem.

A grande maioria dos brasileiros, os que são informados, e não os que sofrem lavagem cerebral nos MSTs da vida, conhecem e reconhecem o papel importante desenvolvido pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, no julgamento e condenação de alguns escroques.

Agora estamos acompanhando, com vivo interesse, o Juiz  Sergio Fernando Moro, que conduz o processo no qual estão sendo investigados e serão julgados os petroleiros e empreiteiros que privatizaram a Petrobrás.

Louvável e digno de todos os encômios o trabalho da Polícia Federal. Assim como o do Ministério Público Federal.

É um alento, um fio de esperança de que é possível melhorar o país.

Precisamos abrir os olhos, e as autoridades mais ainda, com o recrutamento que os bolivarianos da Venezuela estão fazendo no Brasil, levando para aquele  país algumas crianças e adolescentes, ingênuos e despreparados, a fim de doutrina-los no socialismo moreno que ameaça disseminar na América do Sul.

Assim como os radicais da facção Estado Islâmico fez, e ainda faz, seduzindo e atraindo jovens cidadãos  americanos, ingleses e franceses, para treina-los em técnicas de terrorismo e manda-los de volta aos seus países de origem, assim também o Ministério das Comunas da Venezuela, através e  sob o comando de Elis Jaua, do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela vem fazendo com jovens brasileiros.


Abram os olhos, os seus e os dos vizinhos e parentes, em todos os cantos do território brasileiro. O inimigo é perigoso, ardiloso e não tem limites e nem escrúpulos.

É preciso estar vigilante com a proposta de "revolução bolivariana". 

E agir enquanto é cedo. Monstros devem ser eliminados enquanto pequenos, pois depois que crescem nos devoram.

Nota do editor: procurem e encontrarão no site cujo link vai a seguir, uma matéria mais detalhada a respeito do assunto:
http://www.alertatotal.net/

24 de novembro de 2014

Placebo ou panaceia

A escolha do assunto a ser abordado é a maior dificuldade para um blog manager.

Principalmente se é necessário não ferir suscetibilidades, preservar amizades, não afugentar seguidores e não provocar a discórdia entre familiares.

Alguns assuntos são muito específicos. Por vezes o titulo já exclui alguns leitores, pois é de interesse restrito.

Falar de política, religião e futebol  é sempre perigoso. O risco de contrariar algum leitor é muito grande.

Por exemplo, falar mal do Flamengo implica em desagradar alguns milhões de torcedores espalhados pelo país. Mas por outro lado é um assunto que muito me agrada.

Ora, um clube que tem como símbolo o urubu e seu time é comparado a um bonde sem freio é, convenhamos, um prato cheio para o escriba. E quando este time perde duas vezes consecutivas de  quatro para o mesmo adversário (CAM), é motivo de festa nas hostes cruz-maltinas, Ou não?

Tá bem, sei que a recíproca  é verdadeira. Quando o Gigante da Colina, o Trem Bala da Colina, o Expresso da Vitória (que diferença os epítetos, hein?!), caiu por duas vezes na gestão de seis anos do palerma, do pateta, do mosca-morta, banana, os flamenguistas tiveram orgasmos.
Bem, se futebol é tabu como assunto do post. Política não fica nada a dever. Não tenho, em meu círculo de amizades, nenhum petista. A menos que tenha alguém dentro do armário. Mas devo admitir que entre eventuais leitores haverá  um ou outro que gosta do partido e de sua política do “farinha pouca meu pirão primeiro”, do “é dando que recebemos”, porque ou é favorecido com um cargo comissionado, ou é idiota mesmo (no Aurélio: pouco inteligente; estúpido, ignorante, imbecil), pura e simplesmente.
E religião? É nitroglicerina pura. Tenho amigos católicos xiitas, católicos de conveniência e católicos de estatística do IBGE. Portanto  se e quando confesso que sou, se não herege, ateu ou agnóstico, pelo menos descrente do Deus da bíblia, muita gente faz cara feia e pensa com seus botões: que tolo! ” Deixa estar que um dia hás de recorrer a Ele”. Pode ser, mas é muito pouco provável.

Tenho minha fé, não religiosa. E meu santo protetor está ligado no piloto automático. Sempre de plantão. Salve Jorge!!! Salve Ogum!!!
Está visto que religião é  um tema que desperta  não conflito de ideias ou conceitos filosóficos, mas sim radicalismos.
Falar de mulher é bom, mas algumas donas-de-casa, criadas na escola antiga,  que reservava às mulheres o papel de procriar e criar os filhos, cuidando da casa,  também podem frequentar este espaço e aí a porca torce o rabo.
Sem contar os pruridos e as suscetibilidades. Já tive que deletar post com imagens de mulheres desnudas por causa de censura. É bem verdade, admito,  que a nudez estava presente como fim em si mesma. Era a nudez pela nudez. Pelo erotismo, pela sensualidade. Pela libido. Não deu certo pois agrada uns e afugenta outros.
Aí me pergunto? Sobre o que escrever? Algum tema que seja um placebo, ou uma panaceia? Que não tenha efeitos (inativos) ou sirva para todos?
E quais seriam? Cartas para a redação.

23 de novembro de 2014

DUPLAS (ocasionais)

Dois gênios

Chaplin e Einstein

Dois sujeitos geniais


Jobs e Gates

Dois gênios, geniais

Jobim e Sinatra

Dois artistas

Picasso e Bardot
Dois sucessos
Brando e Juscelino

Dois bons jogadores

Zico e Dinamite



Esta dupla não é ocasional, é uma parceria de 50 anos, a serem completados em 31 de dezembro.  Gênios, geniais e geniosos (rs).

Wanda e Jorge, numa festa à fantasia

22 de novembro de 2014

Time sem vergonha

Foi o que gritou a torcida, ou a maior parte dela,  presente no Maracanã. E com toda razão. Acho que a torcida planejara gritar ao final do jogo: “Ah! O campeão voltou”. Mas qual o quê.

Os 56.000 torcedores ficaram frustrados com o empate que coloca o Vasco de volta na primeira divisão do futebol nacional, porque a equipe se comportou como em quase toda  competição: sem alma.

Há uma honrosa exceção, que atende pelo nome de Guiñazu. Jogador de pouca técnica  mas  uma disposição invejável. Joga mais com o coração do que com a cabeça ou os pés. Acho que jogaria igualmente em qualquer outra modalidade esportiva.

Se o time é medíocre, o técnico se transformou numa figura patética. Joel Santana, achando-se engraçado, com piadas tolas, não serviria nem para integrar “Os Trapalhões”.

Está ultrapassado, sem esquema tático para impor a equipe e fisicamente se transformou numa figura ridícula, com uma pança enorme, definitivamente grotesco.

Minha esperança é que um dos primeiros atos da nova direção do clube seja agradecer a ele protocolarmente “pelo que nada fez”, manda-lo passar no departamento de pessoal. A campanha dele à frente da equipe foi pior do que a do Adilson Batista (inacreditável!)

O negócio dele agora é fazer comercial, ou nem isso, já que o personagem criado está desgastado. Perdeu a graça. Assim como o banana do presidente não se reelegeu deputado, também o Joel amargará desemprego como técnico e como garoto propaganda.

Um time que joga com Fabricio, Douglas e Kléber deveria estar disputando torneio de masters. E os mais jovens, como o tal de Lorran, quem sabe disputando as peladas no Instituo Abel (se conseguisse vaga).

Vou dizer mais, não fora a incompetência da maioria das equipes que disputam a série “B” e o Vasco não teria se classificado entre os 4 melhores. Se dependesse de méritos do Vasco, e não de fracassos dos demais, iriamos amargar uma nova temporada na segunda divisão.

Enfim, nunca em meus mais de 60 anos acompanhando futebol assisti o meu clube do coração com uma equipe tão medíocre. Nem as que caíram para a segunda divisão eram tão ruins. Como é possível?

Imaginava que estaria aqui, agora, preparando um post para publicação em edição extraordinária, sob o título “O campeão voltou, e agora para ficar”


Obviedades, inutilidades e desperdícios

Querem coisa mais idiota que comentário de arbitragem durante as transmissões das partidas de futebol? Eu digo qual é. É a critica de arbitragem a qualquer momento.

Pensem comigo:

No tempo do rádio, sem o recurso da imagem para tirar a prova, vá lá que o Mario Vianna da vida, com seus berros tipo “banheeeira” ajudavam-nos a ter ideia do acerto ou não na anulação do lance.

Ainda assim, algumas vezes discordávamos da opinião do árbitro travestido de comentarista ao assistirmos, mais tarde, ao videotape da partida. Porque um componente forte do futebol, o mais forte, é a paixão do torcedor.

E é muito difícil analisar com isenção, distanciamento, um lance duvidoso. In dubio o juiz errou contra “nosso” time. Ainda é assim,  mesmo com os infinitos recursos tecnológicos. Algumas decisões são absolutamente subjetivas. Exemplo? Mão na bola ou bola na mão.  O movimento do braço foi intencional, foi um ato reflexo ou um movimento antinatural, como agora inventaram?

É briga e discussão pra muitos metros entre torcedores de equipes adversárias. Cada qual terá sua visão e não haverá opinião de juiz aposentado que faça com que alguém admita a decisão equivocada.

Se a gente ousa discordar do ministro Lewandowski quando ele absolve alguns safados, porque não iremos discordar dos Arnaldos de plantão nas diferentes emissoras de radio e TV?

Quem acompanha futebol, gosta e tem um clube preferido, tem conhecimento mínimo das regras. As imagens atualmente disponíveis dão a exata medida do ocorrido. Nunca, a não ser para os retardados  mentais, a imagem mostrada de vários ângulos terá menor importância do  que a palavra de um juiz qualquer.

Até porque este mesmo juiz, ora critico de arbitragem, ao tempo em que atuava nos gramados de certo cometeu vários erros de interpretação e julgamento. Ou não?  Você dirá que sim, ele errava  mas quando ele apitava não dispunha dos recursos que hoje existem. Não eram acessíveis para os juízes.

Esta bem, mas pensa um pouquinho só. Os recursos que hoje ele tem (slow motion, câmera de 360º, linha imaginária de impedimento, chip na bola, etc) também estão disponíveis para nós telespectadores.

Logo, pra que preciso da opinião do comentarista de arbitragem?

Eu pretendia enumerar outras inutilidades e ou desperdícios de talento ou tempo, mas a questão do comentarista de arbitragem  de futebol ficou muito grande. Daí que sobre critico de cinema, horóscopo de jornal, “olho mágico” na porta do apartamento, plaquinha "não pise na grama", e outras bobagens falarei de outra feita.

A menos que você, caro leitor, queira enumerar algumas coisas que repute absolutamente dispensáveis por desuso, por serem bizarras, por não terem proveito ou eficácia.

Voltando ao futebol. Se o comentarista afirmar que o juiz errou ao anular o gol, algum tribunal dará ganho de causa ao clube que recorrer alegando a opinião do juiz aposentado que deu uma opinião pessoal?

Em casos de indisciplina (agressão, injuria, etc) se o tribunal desportivo pune, independentemente do juiz do jogo haver ou não consignado a falta, é com base nas imagens e nos depoimentos dos envolvidos.

Então faço a pergunta final: qual a utilidade da opinião do comentarista?
a) Deixa-lo mais irritado se foi contrária a sua opinião e prejudicial ao seu time;
b) Você ficará aliviado, conformado com o gol mal anulado a favor de seu time, porque  o comentário confirmou a marcação do juiz.
c) Não serve para porr...caria nenhuma.

21 de novembro de 2014

Terremotos em Wichita e em João Pessoa



Texto (e-mail)
Por Elizabeth Paiva









Aliás, ontem tivemos, mais ou menos às 4 da terde, um terremotozinho aqui.  4,5 na escala richter... não foi tão inho assim....

Aninha posuda

Eu estava na minha cadeira de balanço tricotando um casaco novo para Aninha, minha cachorra, quando de repente a cadeira começou a balançar, embora eu estivesse com os pés fixos no chão que, por sua vez, se mexia como uma "lixa".... 


Aninha, que estava deitada ao meu lado, deu um salto em direção à janela, que é de vidro e vai até o chão.  




Lá fora estava um vendaval, mas o ruído que fez na hora foi de fundo de poço...


Deve ter sido muito alto, porque, como a casa é toda lacrada por conta do frio e da neve, a gente nunca escuta ruído nenhum lá de  fora, mesmo que seja um vendaval daqueles...

Durou pouco, mas foi interessante...

À noite, ouvimos nos noticiários que foi 4.5 intensidade...

Teve prédios com paredes caídas do último ao primeiro andar e alguns deles estão interditados.

Teve um cara que a estante dele, cheia de livros, caiu com tudo...



Só é engraçado depois, mas na hora é muito estranho, embora já tenha pegado um quando morava em João Pessoa. Não é prosaico? Terremotos em João Pessoa e em Wichita!! Se fossem maremotos, eu diria que meu middle name seria celacanto...

beijos
Beth

ps do ps:  a temperatura aqui hoje está menos 7, com sensação térmica de menos 17. Que tal ?  E o dia está lindo! E eu, que  tenho que ir lá fora pelo menos 4 vezes ao dia para Aninha fazer seu pipi e seu pupu.  ahahahah  Por isso é que estou fazendo um outro agasalho para ela... Não é moleza o frio lá fora... ahahaha Quando me paramento para botar o pé la fora, me sinto um robot... lol


Nota do editor: este texto, originariamente, ipsis litteris, é um e-mail pessoal. Achei engraçado e curioso por causa de terremotos em Wichita e João Paessoa e tomo a liberdade de publicar. Para nós leigos, abaixo a tabela que encontrei na internet.

20 de novembro de 2014

Celebrando a vida



Por
Alessandra Tappes







Diário de notícias, diário pessoal, terapia em grupo. Seja lá qual for sua designação, o seu conceito funciona e muito.

Muitas vezes deixamos registrados aqui detalhes do nosso passado como jamais imaginaríamos fazer e olha que fazemos isso como se fosse à coisa mais simples de ser feito. Em forma de post, deixamos registrados aqui detalhes que só cabiam ao nosso passado e as lembranças.

Tirando pó e o cheiro da naftalina, as lembranças que passeiam em nossas mentes iluminam as noites de insônia e trazem consigo a inspiração para o blog.

Posso descrever o gosto de andar de bicicleta pela primeira vez na vida quando o assunto é post. Da mesma forma que posso ouvir o rádio de pilha de meu pai sintonizando na Radio Scalla madrugada a fora quando retornava dos plantões hospitalares. Sentimentos que já dividi aqui e que nunca pensei em descrever com tamanha exatidão.

Seu blog que faz aniversário, mas quem ganhou o maior presente esse ano fui eu ao ver meus rascunhos em forma de texto fazendo parte do seu dia.

 Parabéns ao seu sucesso. Muitos anos quíntuplos em sua vida. E, muito obrigada por me deixar fazer parte desses 5º anos.

Ao som de Celebration



Cinco aninhos e ainda engatinha

Foi difícil achar na internet um bolo com 5 velas

Chegou a hora
De apagar as velinhas
Vamos cantar aquela musiquinha
Parabéns! Parabéns!
Pelo seu aniversário.”

O blog está comemorando 5 anos de vida.

“Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida”

Veio ao mundo virtual em 20.11.2009

“Hoje é dia de seu aniversário
Parabéns, parabéns
Fazem votos que chegue a um centenário
Os amigos sinceros
Que tens.”


Agora cada um pega seu cachorro quente e seu refrigerante (se eu tivesse arranjado patrocínio diria a marca) e depois vai cuidar da vida, porque não é feriado.

Alias, no Estado do Rio de Janeiro é, em virtude de lei estadual, é comemorado o ""Dia da Consciência Negra".

Não seria melhor, politicamente correto, decretar o "Dia da Consciência Afrodescendente"?


19 de novembro de 2014

5 anos do nosso blog! Parabéns!


Por
RIVA






Nosso blog Generalidades Especializadas faz aniversário dia 20 de novembro – 5 anos nas nuvens da web ! Uma criança festejando seu aniversário exatamente no Dia Universal das Crianças.

Não sei quando e qual foi a minha primeira incursão no blog, como comentarista ou como escritor. Mas sei que todos os dias eu abro a página para ver as novidades lá postadas.

Tenho conta no Twitter há 5 anos, apenas para debates sobre futebol, e utilizo o Facebook em conjunto com minha esposa, e por isso tenho que “maneirar” nas minhas colocações por lá. Mas no GE não .... liberdade total (ou quase total) para escrever e comentar.

O fato é que sou realmente “viciado” nessas 3 ferramentas da mídia, por motivos óbvios : relacionamento com pessoas legais, amigos e parentes. No Facebook são mais de 200 contatos, e no Twitter mais de 600.  Não conheço os números atuais do GE, mas sei que são expressivos.

Expressivo também é o fato de fazer 5 anos no ar, tendo em vista que a maioria dos blogs (dezenas de milhões) não passam dos 2 anos de existência ... morrem prematuramente, por motivos diversos, sendo a patologia mais comum a ausência de assuntos inteligentes e atraentes.

Um blog para sobreviver tem que ser muito bom, como é o nosso Generalidades Especializadas. Twitter é um aplicativo que você deixa aberto o tempo todo, um chat na verdade, empolgante, super útil, onde você recebe informações em tempo real sobre tudo, bastando para isso seguir as pessoas ou sites que te interessam. O Facebook é uma extensão ou versão futurista daquele tipo de caderno/diário que tínhamos quando crianças com nossos amigos(as), na década de 50-60 (no meu caso).

O blog não .... tem que ser degustado após a abertura, exige raciocínio, análise, exige um comentário seu, e depois, a gente acaba monitorando por um certo tempo, à espera de uma resposta imediata ao seu comentário, como se o administrador/mediador estivesse ali de plantão para articular tudo isso .... rs. Aí cai a ficha de que você não está no Twitter nem no Facebook !

Enfim, faz parte da minha vida há muito tempo, acesso todos os dias no trabalho, em casa. Habitado por pessoas inteligentes, interessantes, assuntos muito legais mesmo, de várias naturezas, uma cachaça !

Mas para tudo isso aí se realizar, existe um cara fundamental ... nosso amigo Jorge Carrano, idealizador, fundador, mediador, administrador. Dedicação imensa, o que implica em alegrias e decepções, muito mais alegrias, claro.

Então fica aqui o meu registro pela alegria da data, pela alegria de ter o Generalidades Especializadas todos os dias para acessar, pela alegria em me relacionar com todos vocês nos diversos debates inteligentes que rolam aqui.

Parabéns a todos nós, mas principalmente ao idealizador do blog, Jorge Carrano.

Coloco aqui no fim uma imagem que simboliza, para mim, nosso momento histórico : 

ESTAMOS  DE  OLHO, hein, Brasil !




Nota do editor: o primeiro aparecimento do Riva aqui no blog deu-se em 14 de dezembro de 2009, portanto antes deste espaço virtual completar seu primeiro mês de existência. Era um e-mail endereçado a algumas pessoas (parentes e amigos). Quando recebi e li, verifiquei que o texto tinha a cara do que prendia no blog: ironia, irreverência, mordacidade, sarcasmo. Pedi licença para publicar como um post e fui atendido. Está em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2009/12/um-domingo-spicy-e-sem-brasileirao.html

O primeiro post, como tal,  da lavra do Riva, quando seu nome figurou por extenso (só faltando o CPF), mas sem direito a foto no crédito da autoria, foi publicado aqui no blog, salvo engano do pesquisador/arquivista, em 29 de maio de 2011.
Confiram em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2011/05/i-love-ny.html

18 de novembro de 2014

Notícias do outono em Wichita

A amiga Elizabeth, agora residente em Wichita, no Kansas, nos USA, envia, anexadas à e-mails, algumas fotos de seu quintal. 

As árvores, que por lá, felizmente, não são submetidas ao processo de "supressão de indivíduo arbóreo", citado no post de ontem, estão tomando o colorido do outono, e os veadinhos que povoam a área continuam aparecendo em família.

As fotos falam por si mesmas:

Família de veadinhos

Amanhecendo com esta paisagem
Afundando na neve

Solzinho não é suficiente para derreter a neve