30 de setembro de 2013

Nova seleção de protestos

Quem perdeu os protestos femininos anteriores (http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2013/09/melhores-protestos.html) tem a oportunidade de participar destes... como voyeur. 



 








Imagens colhidas no Google, Facebook e globo.com
Fotos:JOEL SAGET / AFP colhidas na internet.

27 de setembro de 2013

Sobre êxtase musical



Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






O êxtase é uma experiência mágica, única. Motivado por um sem número de situações em nossas vidas, ele pode se manifestar desde as formas mais simples, como um sorriso de orelha a orelha, lágrimas incontroláveis, pele arrepiada, até em estados mentais complicados, com sensações extremas de parecer que saímos do corpo e estamos viajando rumo a algum lugar de sonho...

Não sou expert em viagens astrais, de modo que vou me limitar a opinar sobre as sensações sublimes que podem tomar conta de nós enquanto ouvindo música. Decerto o deleite existe sempre que colocamos nossas músicas preferidas, no entanto afirmo que apenas vez por outra somos levados a níveis emocionais onde o êxtase se manifesta e é sobre isso que conversaremos.

Eu fui criado ouvindo clássicos. Puseram-me para estudar piano com 8 anos, idade ótima para tal a meu ver, mas a realidade é que eu não tinha como escolher, apenas obedeci. Estudo sistemático, conservatório na acepção da palavra.

Não demorou, Beatles e Rolling Stones entraram em cena e estragaram tudo - avaliação de minha falecida mãe. Contaminaram meu ser com guitarras e estridências. Seguindo instintos, apesar de continuar a estudar piano metodicamente, afeiçoei-me a modalidades mais radicais. Jimi Hendrix mostrou ao mundo o que se pode fazer com uma guitarra elétrica, Pink Floyd mostrou o caminho das viagens astrais e The Who quebrou guitarra, palco, tudo!


Como explicar a mim mesmo que tal pudesse acontecer? Tendo sido criado em torno do piano e dos clássicos, mesmo assim meu inconsciente se apaixonou pelo som das guitarras distorcidas do então rock pesado, que mais tarde evoluiu para outras vertentes e denominações que não interessam no momento. Claro, tenho de reconhecer que o inconsciente adora nos pregar peças. Ele nos faz ver o quanto somos ridículos tentando ser objetivos, porquanto as emoções são subjetivas, não se explicam.

Aos poucos, descobri que a expressão musical mais aderente a esse mix surpreendente de influências foi o rock progressivo. Composições longas, com características de música erudita na estrutura harmônica e evolução temática, mas realizada com instrumentos do rock e distorção em graus variados nas guitarras.

O gradual desenvolvimento da eletrônica possibilitou a inserção de mais um elemento de suma importância nesse cenário musical: os sintetizadores! Usando teclas, podia-se afinal emular qualquer instrumento! Em termos, dirão... Não, eu retruco! Hoje em dia com um sintetizador você até canta com você mesmo num enorme coral! Claro, tem de ter em mãos o equipamento adequado e, mais que tudo, saber usá-lo!

Onde entra o êxtase nisso tudo? Voltemos um pouco no tempo: 1971, ano de lançamento do álbum "Meddle", do conjunto de rock progressivo mais importante da história: Pink Floyd.

A única música do lado B desse LP é "Echoes", uma obra prima com pouco mais de 23 minutos, considerada por mim o vestibular do curtidor de som. Um quarto escuro, uma cama ou colchonete, e "Echoes". Sem qualquer ajuda química a não ser eventualmente um ou dois drinks, descobri ser capaz de viajar por galáxias e nebulosas! Volta e meia a viagem me levava às profundezas do oceano. Dependia do estado de espírito. Foi minha primeira experiência com o êxtase musical e que persiste até hoje quando me disponho a curti-la num ambiente propício.

Como comentei parágrafos acima, é uma experiência totalmente diversa da que tenho ao me sentar (ou deitar) para ouvir meu repertório preferido, que no meu caso é até bem amplo. Deleitar-se com a música é uma coisa. O que eu classifico de êxtase é outra! É sentir a mente se descolar do corpo, partir rumo a plagas distantes e por lá perambular. "Echoes" é uma das poucas peças musicais capaz de me fazer vivenciar esse sentimento sublime.

Abro parêntesis para comentar que há pessoas que só conseguem atingir esse estágio com ajuda de drogas ilícitas. Contudo, há quem possa fazê-lo "careta", expressão antiga que significa que não se bebeu nem fumou nem aplicou nada de extraordinário. Eu me encontro nessa segunda categoria.

O arrepio de pelos do corpo seria uma outra manifestação do êxtase, física ao invés de mental. É bem verdade que ficamos com os pelos eriçados por diversos motivos, inclusive medo. Filmes de terror podem provocar arrepios, mas não classifico essa reação corporal como êxtase. Estamos falando de prazer musical.

É interessante que quando guitarras elétricas são ligadas a certos tipos de distorcedor, o som resultante tem o efeito de me fazer ficar arrepiado. Tentando ser objetivo, perguntaria eu para mim mesmo: que melodia há num acorde totalmente distorcido e insistentemente repetido, ou sustentado? Só que não se trata da melodia, é o timbre que me arrepia, e ponto!

Não há explicação lógica, objetiva, ainda mais num sujeito como eu, com tanto background musical e cujo instrumento básico é o piano! A reação é puramente emocional.

Outra situação que me leva mentalmente a píncaros é o contraste do peso do heavy metal com a fragilidade da voz feminina, ou então com corais litúrgicos. É uma receita quase infalível para meus êxtases, apesar de que não há garantia de sucesso. Emoção não é algo controlável, ela aflora ou não!

Dando um exemplo, ouvir "At Sixes and Sevens" da banda norueguesa Sirenia me arrepia até enquanto estou a digitar esta frase, só de me lembrar da música! É heavy gótico melódico de raiz, com voz feminina angelical mesclada a rosnados masculinos, com um acompanhamento infernal de guitarras distorcidas.

A motivação para escrever este texto veio quando estava a voltar de Friburgo numa 2ª feira dessas ouvindo CD no carro, o que não tenho feito ultimamente porque me distrai demais. Estrada é para se prestar atenção 100% do tempo e não para curtir som, certo? Eis que começa a tocar o último álbum do Nightwish (metal sinfônico finlandês), chamado "Imaginaerum". Resultado: pelos do braço totalmente arrepiados com a trilha sonora, puro êxtase. Cheguei a mostrar à minha esposa, Mary, em testemunho do fato que se repetiu em alguns dos trechos do álbum.

Arte gráfica do álbum e filme Imaginaerum, do Nightwish

Curiosamente, a única música que toco ao piano e que me arrepia enquanto a executo é o prelúdio "A Gota D'Água", de Chopin (Op. 28, nº 15). É que enquanto toco me lembro que ele, já tuberculoso, o compôs num dia chuvoso se imaginando dentro de um caixão, as gotas de água pingando sobre seu corpo moribundo. Arrepiante, não?



26 de setembro de 2013

Passaporte

 Vivemos numa era de inversão de valores,  de subversão da ordem pública e desrespeito as normas mais comezinhas de convivência. 

Nos serviços públicos o que se vê, como regra geral, é má vontade, despreparo funcional, descaso e desrespeito.

Neste estado de coisas qualquer comportamento que discrepe desta regra absurda acaba por chamar a atenção. Em outras palavras, o que deveria ser o normal, o padrão, o default, virou exceção. Ser bem atendido é tão anormal que merece encômios.

Renovei o passaporte. Na verdade não se renova passaporte, tira-se outro quando vencido o prazo.

Foi uma das coisas mais simples, mais rápidas e mais eficazes que consegui em anos no serviço público. No caso a Polícia Federal.

No website do citado órgão federal você consegue preencher o requerimento, agendar o atendimento e emitir a guia para pagar os emolumentos devidos. As informações são claras e não exigem maiores esclarecimentos.

Fomos, eu e minha mulher, atendidos no horário aprazado, sem espera  angustiante, por pessoas educadas, pacientes e eficientes no que fazem. Embora atendidos em boxes diferentes, mas ao mesmo tempo, quando elogiei o atendimento que tive, Wanda disse que o mesmo ocorreu com ela.

Para culminar, embora prometidas as entregas para oito dias após, decorridos apenas três recebi, via email (podem crer) informação que estavam emitidos e a disposição para entrega.

Fui e estavam prontos mesmo. E sem erros ou equívocos de nomes e datas. Tudo certinho.

Fiz questão de voltar ao site da Polícia Federal para responder ao questionário lá existente sobre o padrão de atendimento e cravei “muito bom” em todos os itens da pesquisa.

Escolhi, se querem saber, o posto existente no Niterói Shopping, no centro da cidade.

Para que, como eu, acha que a saída para os problemas e mazelas do Brasil  está no aeroporto, é sempre bom e prudente ter o passaporte em dia.


25 de setembro de 2013

Emmy Award

Como o Gusmão escafedeu-se, outra alternativa não resta ao blogueiro senão ele próprio comentar a festa de entrega do prêmio Emmy edição de 2013, ocorrida no último domingo, dia 22 de setembro. Ele era o nosso expert em seriados de TV e aficcionado do gênero.

Como sabem o prêmio é simbolizado por uma estatueta entregue ao vencedor de cada categoria. Seria o Oscar da programação televisiva. E assim como na cerimônia do  Oscar, é organizada uma grande festa.

O show é apresentado com pitadas de humor, e são convidadas duplas de personalidades do mundo da televisão americana para anunciar e entregar o troféu aos vencedores.

Também fazem, igualmente, homenagens aos que faleceram no curso do ano e faziam parte do mundo da televisão: atores, produtores, diretores, cantores, técnicos de som e imagem, etc. Tudo exatamente com na solenidade de entrega do Oscar.

Limito-me às séries e limito-me, mais ainda, às dramáticas, eis que não tenho acompanhado mais séries cômicas. Na verdade desde "Two and a Half Men" (com os atores originais) e "Friends" não tenho assistido com regularidade as séries de TV. Um episódio, ou outro do "The  Big Ben Theory", e olhe lá.

Em contrapartida acompanhei algumas  séries dramáticas, algumas delas por sinal  nomeadas e concorrentes ao prêmio.

Do mesmo modo como acontece com o Oscar, os resultados são polêmicos e contestáveis segundo a opinião pessoal de cada um de nós.

Na categoria de coadjuvantes em séries dramáticas eu achava barbadas quem venceria tanto  entre os atores quanto entre as atrizes.



Jim Carter
Como deixar de premiar Jim Carter, o fantástico "Carson", mordomo da família, personagem marcante na série, e Maggie Smith, veterana atriz que rouba as cenas em que aparece na pele da “condessa viúva” ?

Maggie Smith
Pois nenhum dos dois venceu. Alias que mesmo a série Downton Abbey, uma das melhores a que já assisti, não foi premiada e embora tivessem sido indicados, além dos já citados Jim Carson e Maggie Smith para a categoria coadjuvantes, também o  foram Hugh Bonneville para concorrer como melhor ator e Michelle Dockery como melhor atriz em papeis principais, e ambos também não venceram.


Síntese: nem o seriado - Downton Abbey - nem os atores e atrizes do mesmo que concorreram em papeis principais e coadjuvantes venceram.

Ou seja, uma das melhores séries já produzidas, exibida com sucesso mundo afora, não levou nenhuma estatueta.

24 de setembro de 2013

NAIRÓBI




Por
RIVA







O recente e ainda inacabado ataque terrorista a um shopping center em Nairóbi escancara as portas da insegurança em todos os países. Todos, sem restrição, passam a ser (ou serem ?) alvos atingíveis, com certa facilidade.


Nairóbi, capital do Quênia

O  11 de setembro de 2001 chocou o mundo, e muito mais os americanos, que viram um ataque ser orquestrado e realizado dentro das suas fronteiras, por estrangeiros, que tiveram fácil acesso no território americano  a treinamentos em escola de aviação civil. E utilizando armas americanas – aviões da Boeing transformados em mísseis, carregados com combustível e seres humanos !

Já gastaram bilhões de dólares desde então, com equipamentos, equipes, treinamentos, novos procedimentos de segurança, impactando principalmente a qualidade do embarque  nos aeroportos do país. Quem lá vai, percebe o que estou relatando. Não é nada confortável embarcar em um avião nos EUA.


Shopping
E agora ... Nairóbi, com características assustadoras. Entre os atacantes do shopping, existem 3 americanos, 1 canadense, 1 finlandês, e 1 morador de Londres. Ou seja, os grupos rebeldes conseguem cooptar para suas linhas pessoas de várias nacionalidades, treinadas e alinhadas com a sua causa. Isso faz com que os especialistas em segurança tenham agora a certeza de que um ataque pode ser realizado em qualquer cidade do planeta Terra, sem as naturais dificuldades de entrada no território inimigo .... já estão lá dentro !

Impressionante o assunto ... em minha recente viagem a Las Vegas, numa das minhas inúmeras conversas com pessoas nas lojas e locais que frequento, conversei longamente com uma motorista de táxi, americana de San Diego, e estabelecida há 10 anos em Las Vegas.

Uma das coisas que me impressionou na conversa foi ela ter dito que, não somente Las Vegas, mas qualquer cidade americana é um alvo fácil para os terroristas. 

Disse que a segurança que percebemos nos aeroportos, nos hotéis, enfim, é tudo ilusório e frágil, que qualquer um que quiser fazer uma “besteira” de qualquer proporção, terá sucesso. 

Não tem como assegurar a segurança de lugar nenhum, afirmava ela, principalmente sobre Las Vegas, que recebe mais de 40 milhões de pessoas por ano ... uma loucura a circulação diária de pessoas na cidade. Um formigueiro mesmo.

Lá nos EUA a coisa ainda é facilitada pela incrível legalização na compra de armas :
- Por favor, quero 3 escopetas e um AR15. Munição também. Me vê 200 caixas de bala para cada uma delas.
- Pois não, senhor. Visa ou Mastercard ? Quer parcelar ?

Esse lamentável episódio em Nairóbi, a confirmar todas essas informações, é realmente preocupante e assustador. E nós, às vésperas de uma Copa do Mundo, com o caos da violência  urbana batendo em nossas portas todos os dias .....


Imagens:Google

23 de setembro de 2013

CARTA ABERTA AO STF

Esta carta não é da minha lavra. Recebi porque fui incluído no mailing do autor, que leu a minha publicada no OESP (Estadão).

Reproduzo aqui porque como se trata de "carta aberta", não deve, não pode haver restrições ou objeções quanto a republicações.


 “A vida é curta, a arte (=técnica) é longa, a ocasião fugidia, a experiência enganadora, o julgamento difícil.”  (primeira parte do 1º aforisma de Hipócrates)

“O tempo é irreversível.  Se tomas um caminho, fechas par ti mesmo todos os outros.  (...)   Pensa que cada ato teu executado torna-se irreparável e não há força humana nem divina que possa fazer que não tenhas feito o que fizeste, e pensa que os efeitos desse teu ato irão se irradiando pelos tempos vindouros.”  (Unamuno  -  La agonia del Cristianismo/Mi religión y otros ensayos. Madrid. Ed.Plenitud, 1967, p.109-110, in Nicodemo, el fariseo/ já traduzido)

Meritíssimo senhor Ministro Joaquim Barbosa  -  Presidente do STF
Mm. senhor Ministro Gilmar Mendes
Mm. senhora Ministra Carmen Lucia
Mm. senhor Ministro Luiz  Fux

     Em aditamento a minha carta aberta de 14 de setembro de 2013 aos senhores e ao hoje excluído Ministro Celso de Mello, peço receberem a introdução de ontem, 18/9/2013,  ao encaminhamento que diariamente fiz daquela minha carta aberta a todos os que se manifestavam pel’OESP, Forum dos Leitores sobre o voto de Minerva então vindouro.
Assim :
Prezados missivistas     Qualquer que seja o voto do ministro Celso de Mello, estamos mal.  Menos mal se ele recusar os embargos, mas, mesmo assim, muito mal por havermos chegado a esse ponto.  Muito mal porque continuaremos a ter Dias Toffoli, Letícia/Lewandowski e esse sumamente canalha e desprezível R.Barroso se dermos crédito às informações que diariamente outros missivistas d'OESP dele nos passam.  Há anos vimos brincando com palavras como "anos de chumbo"  -  "resgate de cidadania"  -  "orçamento participativo", ou então com instituições passageiras, ad hoc, feitas para garantir a canalha que levou ao 31 de março de 1964, como a ardilosamente chamada "Comissão da Verdade", em  realidade "Comissão da Falsidade    ou    da Fraude das Reais Necessidades    ou    da Diversão dos Problemas atuais com os Forjados em bases passadas    ou    da Escusa ao Enfrentamento de Necessidades Atuais e Reais     ou      'da Calúnia'  (General Maynard M.Santa Rosa). A palavra"dilema", em seu correto significado  -  que não é o habitualmente usado  -  é este :  qualquer que seja a opção tomada o resultado final é o mesmo.  Ou algum dos senhores acredita que deixaremos de ser o que sempre fomos ?  É preciso lembrar o falecido cearense Capistrano de Abreu, de que muitos nunca ouviram falar ?  :  "Todo brasileiro precisa ter vergonha na cara." ?    Cordialmente  Claudio M.Chaves em 18/9/2013

O Ministro Celso de Mello desempatou a favor da canalha que depois de condenada quer por todas as  “formas legais” reverter sua condenação.  Cumprimentos a ele, que, não tenha dúvida, receberá imediatamente os agradecimentos de nosso presidente da República oficioso  -  Lula, o ex-sindicalista, e todo seu corpo de áulicos, em que hão de se distinguir os senhores advogados, de regra criminalistas. Cumprimentos a todos, aos quais lembro as palavras de quem é desconhecido no Brasil, que havia juntado como 4º anexo em minha carta aberta aos senhores de 14/9/2013, e agora vão no texto,  no original e  já traduzidas :

“Lo propio y característico de la abogacía, en efecto, es poner la lógica al servicio de una tesis que hay que defender, mientras el método, rigurosamente científico, parte de los hechos, de los datos que la realidad nos ofrece para llegar o no llegar a una conclusión.  (...) La abogacía supone siempre una petición de princípio, y sus argumentos todos son ad probandum. (...)

(…) Para el teólogo, como para el abogado, el dogma, la ley, es algo dado, un punto de partida que no se discute sino en cuanto a su aplicación y a su mas recto sentido.” (MIGUEL de UNAMUNO – Del  sentimiento trágico de la vida . 11ª ed. Madrid, Espasa-Calpe, 1967, p.74)

 “O próprio e característico da advocacia, em realidade, é pôr a lógica a serviço de uma tese que se deve defender, enquanto que o método, rigorosamente científico, parte dos fatos, dos dados que a realidade nos oferece para chegar ou não a uma conclusão.  (...) A advocacia sempre supõe uma petição de princípio, e seus argumentos são todos  ad probandum.  (...)

(...) Para o teólogo, como para o advogado, o dogma, a lei, é algo dado, um ponto de partida que só se discute quanto a sua aplicação e a seu mais direto sentido.”

Agradeço a  atenção de cada um dos senhores, que cumprimento individual e cordialmente.

Piracicaba  -  SP,  19 de setembro de 2013  
Claudio Meirelles Chaves  -  médico aposentado  (FMUSP, 1954)

www.brasilereformaagraria.com   (nem proprietário nem produtor rural)

22 de setembro de 2013

JURAMENTO

Confirmem no Aurélio, o segundo significado da palavra juramento.

Juramento [Do lat. tard. juramentu.] 

Substantivo masculino. 
1.Ato de jurar; jura. 
2.Afirmação ou promessa solene, em que se toma por testemunha uma coisa que se tem como sagrada.


Eis em seguida o JURAMENTO que os bacharelandos faziam no ato de formatura.






Em se tratando de magistrados (juizes, desembargadores, ministros), o buraco deveria ser mais embaixo. Ou não?
Tirem suas conclusões.



21 de setembro de 2013

Outras histórias do "Carioca"


Não sei se o “Carioca” era natural da cidade do Rio de Janeiro, na época com o papel de sediar a república, por isso também chamada de Distrito Federal. Deveria ser, e isto talvez justificasse o apelido. Ou não era apelido? Socorro Ricardo dos Anjos.

Pode não ser apelido porque houve uma repórter  na Globo chamada Jussara Carioca. E era nome próprio mesmo. O socorro ao Ricardo tem fundamento no fato de que ele conheceu o Carioca.

Era um passarinheiro como o Seu Bastos, mencionado pelo Riva em comentário no post anterior. Alias e a propósito, e-mails de repúdio e censura ao ato praticado pelo bando de aves de rapina de filhas alheias, devem ser endereçadas diretamente ao autor do atentado contra o melro.

Mas vamos  a outras histórias do “Carioca”.

Recapitulemos. Já mencionei que ele era investigador de polícia. Et pour cause, truculento, embora não fosse fisicamente muito forte. Mas tinha o cassetete ao seu lado.

Isto posto, história nº 1.

Na vila onde morávamos, aos dias quantos surgiu uma figura estranha, meio maltrapilha, que nas madrugadas espionava pelas janelas. As casas tinham aquelas janelas que abrem em duas bandas sendo que na parte inferior tinham venezianas e na superior vidro.

Ficando na ponta dos pés, adultos tinham como bisbilhotar o que se passava no interior. Interior, no caso, o quarto de dormir, que era o cômodo que tinha janelas voltadas para o passeio público. As casas eram padronizadas.

Não lembro quem viu pela primeira vez o vulto na janela, mas o certo é que, divulgado,  ficaram todos alarmados e preocupados porque, até naquele momento, ninguém sabia as reais intenções do tal homem.

O “Carioca” se dispôs ficar de plantão toda  a madrugada, para tentar pegar o camarada. Ficou de tocaia, na varanda de sua própria casa (todas tinham), e, com efeito, conseguiu dar um flagrante.

Pegou o sujeito e espancou-o tanto que teve que ser arrastado não sei para onde. Não vi a surra, e acho que nenhuma criança assistiu. 

Mas ficou a lenda.

Nesse lado na vila éramos 4 crianças (entre 8 e 12 anos). Eu, os irmãos Décio e Danilson, que será mencionado na próxima história do “Carioca” e o Sidney (cuja mãe foi a primeira mulher que vi inteiramente despida, com seios fartos e imensa caranguejeira – já contei no blog)*.

O cara era somente um pobre coitado. Um voyeur, meio tan-tan das ideias.

A segunda história envolve um sobrinho do Carioca, e o Danilson, irmão mais velho do Décio, de quem capturei a canária.

Defronte as casas, do lado direito da vila onde morávamos, havia um terreno que servia de quaradouro, onde nossas mães colocavam os lençóis, fronhas e toalhas, lavados com anil, para pegar bastante sol.

Mas servia também para nossas peladas, pois embora não fosse gramado, tinha um capim que aparávamos para dar aparência de grama.

Ah! Sim, fizemos balizas de dimensões menores do que o padrão. Alguém arranjou uns caibros em alguma  obra e pronto. As redes eram todas refugos, “remendadas”,  de redes de pesca.

Para atalhar a história um dia o Danilson e o Quincas (acho que era esse o nome do sobrinho do policial) tiveram uma briga. Engalfinharam-se e rolaram muito tempo entre tapas e pontapés recíprocos. Difícil dizer quem “ganhou”. Ambos saíram com hematomas.

Na manhã seguinte nossas balizas amanheceram serradas.
Represália do “Carioca”.




20 de setembro de 2013

As fêmeas

Falei (escrevi), no outro dia, sobre um canário-da-terra que mantive em cativeiro quando contava 9 ou 10 anos de idade.

Quem, ao final dos anos 1940, início da década de 1950, tinha preocupações ecológicas? Estávamos, ainda, cuidando das cicatrizes da guerra.

E os irmãos Villas-Boas, pelas páginas da revista “O Cruzeiro” ainda nos apresentavam à várias tribos indígenas que não haviam tido contato com “os brancos”. Selvagens em estado puro.

Não narrei que a gaiola onde mantinha o canário tinha um alçapão que permitia capturar outras aves soltas no mundo.

Não contei, pois não era o caso,  que o Décio, vizinho e adversário nas brincadeiras infantis, e com quem, à época, por conta destes desentendimentos eu não me relacionava (estava de mal), tinha – ele Décio – um casal de canários.

Lindo casal, livre e solto como deveria ser

Deu-se que a fêmea fugiu e adivinhem onde foi parar? Exatamente!  Acertaram. Dentro de meu alçapão. Claro que atraída pelo canário solteirão que habitava a gaiola.

Exultei porque sempre quis ter um casal, como o Décio tinha, e ganhei fácil a fêmea que me faltava. Mas ao mesmo tempo juntei os fatos e me dei conta que aquela canária era a fêmea que fugira da gaiola do Décio, conforme notícia que corria na vila onde morávamos (Rua São Diogo, 21), nas fraldas do morro da Penha.

Olha o drama que vivi, aos 9 anos. Eu queria a canária, mas ao mesmo tempo sabia que ela pertencia a um vizinho, ou pelo menos pertencera até sua fuga no dia anterior. Só que eu estava brigado com ele, então porque razão deveria bancar o bom menino e devolver a ave?

Consultada, minha mãe disse qualquer coisa relacionada a minha consciência. Ora, se eu tivesse consciência não teria pássaros em gaiola.

O destino conspirou a meu favor quando já estava quase decidido a ficar com a canária.

Indo ao botequim do Sr. Henrique para comprar os pães da tarde, tinha que passar defronte a casa do “Carioca”, investigador de polícia que morava duas casas adiante da nossa, em direção a saída da vila.

Ele sentado no meio-fio, com várias gaiolas penduradas na parede, me chama e enfia alguma coisa no bolso de meu calção. Enfio a mão para ver do que se tratava e levei uma bicada. Passado o susto e observando, vi que se tratava de uma ave, e justo uma fêmea.

O Carioca fizera apenas uma brincadeira, sem outra intenção, mas vi alí a solução para meu dilema. Isso mesmo que vocês estavam pensando. Não haveria mais razão para eu ficar com a ave que era (eu sabia) do Décio. Agora eu tinha duas fêmeas. E este é o fim da história que não tem a famosa “moral” dos finais das fábulas de La Fontaine.

Duas palavras sobre o Carioca e seu gesto. Ele me pregou  uma peça e se divertiu. Para ele aquela fêmea de canário não tinha nenhum valor afetivo ou material. Ele mantinha em gaiolas todos as conhecidos pássaros  silvestres, desde os canários até a araponga, passando pelo melros, graúnas e corrupiões.

Imagem Google

E a fêmea não serve para nada, a não ser a reprodução, pois não canta (mal pia) e nem é tão bonita quanto o macho pois não atinge aquele amarelo característico da espécie (vejam acima). Mantem-se na cor parda, ao contrário do macho que depois de certo tempo entra na “muda”, perde a plumagem; e quando esta renasce ele fica amarelinho como visto no post anterior. E alguns eles ainda cantam, não como os belgas, mas um canto mais rústico. Ouçam em http://www.youtube.com/watch?v=KRm7RgTpODE


 Nota do editor: dos frequentadores deste espaço virtual o único que estou quase certo conheceu o "Carioca", é o Ricardo dos Anjos pois o investigador tinha irmã que morava nas proximidade da Vila pereira Carneiro, com os sobrinhos dele. Um de nome Quincas, mas aí já seria uma outra história, protagonizada por este sobrinho do "Carioca", com o irmão do Décio.

19 de setembro de 2013

Ordem do Rio Branco

O ministro Joaquim Barbosa não recebeu a Ordem (condecoração) do Rio Branco.

Por que será?

a) Tem ilibada conduta e notável saber jurídico;
b) Não compactua com a corrupção;
c) Não bajula o poder.

Você pode apontar um ou mais itens. Eu acho que ele se enquadra nos três, por isso nunca terá vez.



Imagem recebida por email de remetente cujo nome preservo pois não estou autorizado a revelar.

Fórum dos Leitores

Em um pouco mais de duas cansativas horas o ministro Celso de Mello causou imensa decepção à grande maioria dos brasileiros, a parcela bem informada e bem formada ética e moralmente. Na primeira parte de sua peroração, prolixa e empolada, como de seu feitio, procurou deixar claro que os juízes em geral e os da Suprema Corte em especial não podem votar segundo o clamor das ruas, os anseios populares, mas sim conforme a norma constitucional. Encaminhou seu discursivo voto para a independência e coragem que o julgador tem de ter para enfrentar o desejo do povo, que não pode ser referendado na base da pressão. Pergunto: decidir em consonância com a vontade do povo é sempre um ato de covardia? Para demonstrar independência é necessário votar sempre contra o que o povo clama nas ruas? Não há a possibilidade de haver compatibilidade, harmonia, entre sua consciência como magistrado e o que a população espera? Os cinco ministros que votaram pela rejeição dos embargos infringentes são covardes? Tiveram medo de contrariar o povo? Acho que podem convergir as livres interpretações, o livre convencimento do juiz com o que a sociedade espera e quer. Pelo visto, para o ministro Celso, são coisas incompatíveis. Depois há o seguinte: colocar o regimento interno, elaborado por juízes num papel que não lhes compete, o de legislar, afrontando a lei votada na Casa legislativa, que tem a competência constitucional para criar normas legais, é uma heresia jurídica que o STF deveria rechaçar, não endossar. A prevalência do regimento sobre lei votada e aprovada no Congresso é inaceitável. A lei não contempla os embargos infringentes, só o regimento do STF. Lamentável!

Carta publicada em "O Estado de São Paulo", na edição de 19 de setembro de 2013, no Fórum dos Leitores. Leiam outras manifestações na mesma linha utilizando o link a seguir:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,forum-dos-leitores,1076357,0.htm

18 de setembro de 2013

EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA - Mensaleiros - Epílogo

Estou com a TV ligada no canal 167, da operadora SKY, que é o da "TV Justiça". Dentro de alguns minutos terá início a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, na qual o ministro Celso de Mello, decano da corte, apresentará para todo o pais seu voto sobre o cabimento, ou não, de embargos infringentes em ação penal originária daquele colegiado.

Para os leigos simplifico assim: não há lei que ampare o malsinado recurso. Ele está previsto no Regimento Interno do STF.

A imprensa dá como certa a aceitação dos embargos, louvada em entrevista do ministro Celso, na última quarta-feira, ao final da sessão em que apenas ele não proferira seu voto, quando deu uma pista de que manterá seu entendimento, já explicitado neste mesmo processo, no início do ano passado, na direção da pertinência e tempestividade dos embargos.

Risível.

Os advogados dos impetrantes do recurso dão como favas contadas.

Convenhamos que é um absurdo um magistrado se pronunciar publicamente sobre processo ainda em julgamento e no qual ele deverá se manifestar oficialmente, exercendo seu papel de julgador.

Já foi para mim uma decepção este comportamento do ministro Celso de Mello, a quem respeito pela cultura e erudição, não só no campo jurídico, mas também em outras áreas do conhecimento.

Se seu voto, que será o definitivo, for pelo cabimento do recurso, vomitarei como cidadão e como bacharel em direito, advogado interiorano, da pequena aldeia chamada Niterói, perderei por inteiro a credibilidade no poder judiciário.

E falta pouco. Nos dois sentidos.

Argumentos não faltariam ao ministro, sem perda da dignidade e da credibilidade, para votar contra os embargos, mesmo já tendo se pronunciado favoravelmente, em tese, pois naquele momento não estava havendo julgamento quanto ao cabimento dos mesmos.

É esperar para ver.

Senso de oportunidade ou oportunismo?

Fui fazer o recadastramento eleitoral. Não que eu tenha  disposição para votar, principalmente agora que não sou obrigado. Como disse em tom de pilhéria, para meu filho,  agora não votarei, mas de título novo.

A questão é que estou com agendamento para renovar passaporte e como neste país não se pode confiar em regras e normas, vai que me exigem o titulo novo. Pelo sim, pelo não, fui fazer o recadastramento.

O que me leva a escrever sobre o fato foi verificar como algumas pessoas têm o senso de oportunidade. Ou são oportunistas, dependendo do ângulo de avaliação.

O que me pareceu uma iniciativa  bem-sucedida, e bem sacada, foi que na saída do Caio Martins, local que escolhi para o ato, havia um cidadão, com um pequeno balcão sobre o qual havia duas máquinas de plastificação. Bem no caminho, passagem obrigatória para quem já estava  indo embora de posse de seu novo titulo.

No dia em que fui o atendimento estava  tranquilo, sem filas, fluindo bem. Além do procedimento ser simples e rápido havia vários atendentes, E ainda tínhamos, eu e minha mulher, a prioridade pela idade. Pelo menos cinco atendentes para as prioridades.

Voltando ao oportunista, pela módica quantia de R$ 2,00 você poderia, ali mesmo, ante de colocar no bolso, dobrando ou amarrotando o novo titulo, platifica-lo para melhor proteção.

Deve ganhar uma boa grana, a julgar pelo interesse de quase todos que deixavam o Estádio. Só não digo que demorou mais plastificar do que fazer o novo título porque como mencionei eram duas as maquininhas de plastificação  e os plásticos, como sói acontecer numa linha industrial bem montada, já estavam cortados e empilhados no tamanho certo. Era só enfiar o documento entre as duas folhas de plástico, e enfiar na máquina para soldar nas extremidades.

Outras iniciativas na mesma linha, pode-se observar quando o trânsito engarrafa, por exemplo, e surgem do nada os vendedores de biscoito. E bastam os primeiros pingos de chuva para que surjam os vendedores dos malsinados guarda-chuvas chineses.

Soube por um dos muitos corajosos/fanáticos que foram a primeira noite do Rock in Rio, que  alguns frequentadores levavam garrafas térmicas com café e chá, sabe-se lá de que erva, vendendo em copinho plástico.

Havia gente, nas vizinhanças, alugando vaga para estacionamento.

As pessoas se viram. Mas as vezes a iniciativa é mal-sucedida. 

Lembro bem que na Copa de 1986, época em que depois dos jogos do Brasil íamos todos comemorara na praia de Icaraí, fazendo um verdadeiro carnaval, hábito este iniciado em 1970, com a conquista do tri-campeonato, meu filho Ricardo (então com 16 anos) e mais dois amigos da escola, resolveram comprar umas caixas de Brahma, colocar num isopor com gelo e vender na praia.

O lucro seria bem interessante, equivalente a 200% do investido. E mercado certo. E as chances do Brasil conquistar o título eram boas.
Era um timaço

A eliminação precoce da nossa seleção frustrou o empreendimento. 

Mas as famílias beberam bastante cerveja para afogar a dor da perda.

17 de setembro de 2013

Não tem solução. Ou tem?

TRÂNSITO
O trânsito de Niterói  não tem solução. A mais eficaz, possivelmente, seria termos pelo menos duas linhas de metrô.

Não sei se sob o ponto de vista de solo é possível fazer linhas subterrâneas. Um simples túnel, na Visc. de Paraná, deu no que deu.

Alternativa usada em São Paulo, de circulação restrita por final de placa, alternando os dias para finais pares e finais ímpares, aqui em Niterói criaria um outro monstrengo: estacionamento, porque cada família passaria a ter dois carros, um com placa par e outro ímpar,  para ter opção de circular todos os dias.

Minhocões e outras vias superiores apoiadas em colunas seriam inviáveis, exceto, talvez, na Alameda  São Boaventura. Quem sabe saindo da ponte e indo até a subida para Tribobó.

MANIFESTAÇÕES POPULARES
A lei assegura a livre manifestação do pensamento. Tudo bem. Mas e quando ela interfere em outro direito assegurado a nós outros que não estamos na manifestação?

O exemplo ocorreu hoje. Defronte ao prédio antigo da prefeitura de Niterói, onde um carro de som dava sustentação a uma manifestação dos guardas municipais que reivindicavam aumento salarial.

Estaria tudo bem se naquele trecho da rua da Conceição, muito estreito, aquele grupo ali parado protestando interrompeu o trânsito provocando imenso congestionamento e deixando sem opção as muitas pessoas que aguardavam seu ônibus na parada em frente ao Niterói Shopping.  Inclusive o escriba, que tinha horário a cumprir em Pendotiba (forum).

Bem, os taxis também não passavam, se é que você pensou nisso.

Como exercer meu direito de ir e vir?

CALÇADAS LIVRES
O novo prefeito lançou um programa chamado calçadas livres ou coisa que o valha. Que legal, não é não?

Em nome do programa mandou destruir, retirar, alguns canteiros (jardins) que ocupavam  pequeno espaço junto ao meio-fio.

Em alguns casos a medida foi mais radical, como numa esquina próxima a casa do Riva (Tavares de Macedo com Otavio Carneiro), onde havia um bem cuidado e planejado jardim bem decorativo, que teve que ser retirado.

E ele (jardim) não atravancava ninguém, pois havia muito espaço para os transeuntes, por causa do recuo dos prédios.

Todavia não se verifica nenhuma medida concreta, na mesma linha de desobstruir as calçadas, proibindo os camelôs e as motos sobre elas estacionadas.

Em alguns pontos no centro da cidade não há como atravessar as ruas tantas são as motos enfileiradas uma junto a outra.

E quando chove e as pessoas querem se abrigar debaixo das marquises,  o espaço está tomado pelas motos.

SETOR TÊXTIL NO CEARÁ
Todos sabemos da importância da indústria têxtil para a economia do estado do Ceará.

Pois bem, o Sinditêxtil, que é o sindicato patronal, firmou convênio com o governo para organizar e coordenar um curso de formação de costureiras.

O SENAI ficou responsável pela realização do curso de 120 horas/aulas e o Sinditêxtil se encarregaria de encaminhar as formandas para aproveitamento nas empresas locais.

Boa ideia e iniciativa, pois não?

Mas o resultado foi negativo porque ao final do curso (recentemente), as formadas que foram encaminhadas para as firmas não aceitaram trabalhar com carteira assinada, porque eram integrantes do Bolsa Família e não queriam perder o benefício.

Cearense burro nasce morto.
  

16 de setembro de 2013

Canário-da-terra

Imagem Google
Estava no ônibus, chegando ao terminal rodoviário, quando vi no canteiro central que separa as pistas, pousado no gramado e bicando algum tipo de alimento, um canário-da-terra.



Na minha infância, nos anos 1940, quando não havia preocupação com preservação de espécies animais ou vegetais, tive um canário-da-terra em gaiola. Cantava bastante, mas um pouco menos do que o coleiro-do-brejo do vizinho.

Imagem Google
Não via um canário há muitos anos. A última vez foi na casa de minha sobrinha Andrea, em Maricá. Não preso em gaiola, mas sim em liberdade na natureza. Pousado no muro da casa, imponente, com seu amarelo bem característico, buscava algum alimento num dos pés de arvores do quintal.

Quando me manifestei apontando o canário que já me parecia extinto, alguém me disse que lá, em Maricá,  ainda existem (ou existiam na época) muitos indivíduos da espécie e que é comum avistarem-se alguns pequenos bandos.

Pequeno bando de canário-da-terra (imagem Google)
Mas desde aquela época há, sei lá, cinco ou seis anos, não via um exemplar do nosso canário nacional. E fiquei muito feliz por tornar a ver um deles em pleno centro da cidade, num local imensamente poluído, pois  numa rua de intenso tráfego. Muito ruído e gás carbônico.

Acho que nos primórdios deste blog contei que meu pai tinha canários roller, que são híbridos. Não éramos  exatamente criadores, embora tivessemos  conseguido reprodução de alguns tipos muito valorizados, como os vermelhos, os rosados e os ágatas.

Que bom que o canário está se adaptando à vida urbana, como os bem-te-vis, e os sanhaços já o fizeram. E tomara que o que avistei não seja um caso isolado.

15 de setembro de 2013

DECÁLOGO DE ABRAHAM LINCOLN

Lembrando a quem esqueceu   e informando a quem nunca soube destes princípios de um dos maiores estadistas:








1 - Você não pode criar prosperidade desalentando a Iniciativa Própria;

2 - Você não pode fortalecer o fraco, enfraquecendo o forte;

3 - Você não pode ajudar os pequenos, esmagando os grandes;

4 - Você não pode ajudar o pobre, destruindo o rico;

5 - Você não pode elevar o salário, pressionando a quem paga o salário;

6 - Você não pode resolver seus problemas enquanto gasta mais do que ganha;

7 - Você não pode promover a fraternidade da humanidade, admitindo e incitando o ódio de classes;

8 - Você não pode garantir uma adequada segurança com dinheiro emprestado;

9 - Você não pode formar o caráter e o valor do homem lhe tirando sua independência (liberdade) e iniciativa;

10 - Você não pode ajudar aos homens permanentemente, realizando por eles o que eles podem e devem fazer por si mesmos.



E tem a versão espanhola, no Google:


E, finalmente, no idioma original:

Abraham Lincoln's 10 You Cannots

"You cannot bring about prosperity by discouraging thrift."
"You cannot help small men by tearing down big men."
"You cannot strengthen the weak by weakening the strong."
"You cannot lift the wage earner by pulling down the wage payer."
"You cannot help the poor man by destroying the rich."
“You cannot keep out of trouble by spending more than your income.”
"You cannot further the brotherhood of man by inciting class hatred."
"You cannot establish security on borrowed money."
"You cannot build character and courage by taking away men's initiative and independence."
"You cannot help men permanently by doing for them what they could and should do for themselves."


14 de setembro de 2013

Melhor abafar o caso

As vezes as conversas enveredam por caminhos  inconvenientes que podem desaguar em constrangimentos, as chamadas “saias justas”.

Quando isso acontece costumamos dizer, na pilhéria, “abafa o caso”. Para significar que é melhor não levar a história  adiante.

Isto me remete à vergonhosa interpretação cênica de nossa presidente, que em manifestação pública demonstrou surpresa e indignação pelo fato de estar sendo espionada pelo governo dos EEUU.

E “exigiu” explicações de Obama.

Ora, eu acho que é um caso típico de ser melhor abafar o caso.

Vamos conjecturar sobre a seguinte hipótese:
Obama responde se desculpando pelo ocorrido e dizendo que faz parte da política de segurança do país, e principalmente dos cidadãos americanos, acompanhar e antecipar tramas e ações antiamericanistas.

Diz não ser nada pessoal, informando inclusive que antecessores dela – Dilma – também foram alvo de espionagem.

Diz ter farto dossiê, tudo documentado,  sobre alguns políticos brasileiros, inclusive do padrinho político dela – Dilma  - e assegura que os dados são apenas para uso interno dos USA.

Mas se ela continua exigindo explicações e querendo saber “tudo” que consta nos documentos secretos, ele poderá divulgar.

E é aí que a porca torce o rabo. Vai que ele diz ter documentação, provas irrefutáveis, de que Lula não só sabia, como autorizou e monitorou o esquema do mensalão.

Tem gravações de imagem e som, se ela quiser.

Estamos no terreno hipotético, claro, mas e se fosse realidade?

Não seria melhor abafar o caso?