30 de setembro de 2012

Notas soltas


Recado de Ferreira Gullar para Chico Buarque et caterva: “Não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar  um pais do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo.
Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer  que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo”.

E olha que o poeta (vascaíno) viveu na União Soviética, onde se "bacharelou em subversão", segundo suas próprias palavras, em entrevista nas páginas amarelas de VEJA.

Carmem Miranda, ícone da música popular brasileira, sucesso internacional, era portuguesa. Carlos Gardel, ícone da musica argentina, sucesso, internacional,  era francês.

Teori Albino Zavascki, catarinense de Faxinal dos Guedes, foi indicado pela presidente Dilma, para ocupar a vaga deixada por Cezar Peluso, no Supremo Tribunal Federal. Está sendo sabatinado no Senado e deverá ser aprovado, e então nomeado.

Em tese, poderá participar do julgamento dos mensaleiros. A decisão será dele mesmo.

Teori, na teoria, a julgar por seu passado no campo jurídico, tem tudo para ser um bom ministro.

Em novembro nova vaga se abrirá, com a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, atual presidente da suprema corte.

Sei pouco sobre ela, mas eu arriscaria a indicação de Eliana Calmon, ministra do STJ, que exerceu até recentemente a função de Corregedora Geral de Justiça, com muita firmeza, coragem e desprendimento. Cultura jurídica há de ter, pois está há 14 anos no Superior Tribunal de Justiça.

Até o momento nenhuma das mulheres nomeadas para o STF decepcionou, seja pela discrição, pela ética, pela independência, e pela consistência nas decisões.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook perdeu muito dinheiro, praticamente a metade de sua fortuna, no mercado de ações. Agora só tem 9,4 bilhões de dólares. Coitado!

Não sei como os clubes aceitam passivamente, nesta altura do campeonato nacional, ficarem desfalcados de seus principais jogadores, para que a desprestigiada seleção nacional faça um amistoso contra a “poderosa” seleção do Iraque. Teste excelente para nossas pretensões na próxima copa, não acham?

Absurdo dos absurdos estes amistosos em plena reta final do campeonato. O que acrescentarão os testes contra Iraque e Japão? Se chegamos ao ponto de precisar ganhar experiência contra este tipo de adversários, então nos resta torcer pelo voleibol.

E, convenhamos, a seleção perdeu todo o prestígio, o conceito, o carinho e a torcida do povo brasileiro. Pelo menos estas formadas pelo Mano.

Lembro do passado, quando a convocação para a seleção nacional era realmente uma honra e era privilégio de poucos diferenciados. Agora qualquer perna-de-pau (só falta o Alecsando) é convocado.

Isto, de certo, aproveita a alguém, pois a convocação valoriza o jogador no mercado. Quem lucra?

O cartunista Jaguar (vascaino), com a irreverência de sempre, a propósito da vida matrimonial, amorosa, de Jesus, fez uma charge sensacional. Jesus, na cruz, fala para Madalena abaixo e olhando para cima: “Hoje não, Madalena. Estou pregado
  

29 de setembro de 2012

Mais dos mesmos


Dos mesmos assuntos aqui tratados recentemente.

No dia 10 de outubro próximo, será realizada eleição para a presidência do STF, para o próximo biênio.

Se obedecida a tradição, o ministro Joaquim Barbosa será eleito com 9  votos. Isto porque, para não votar nele mesmo, votará no ministro Lewandowski, que será o vice-presidente.

O ministro Marco Aurélio Mello colocou em dúvida a condição de Joaquim Barbosa para presidir a casa, em face do recente destempero verbal do ministro-relator do mensalão.
E insinuou que poderá haver uma quebra na tradição e Barbosa não ser eleito. Afinal, disse, haverá eleição e voto e voto.

Respondendo, em tom de indignação, o ministro Barbosa, através de nota, afirmou que ocupa uma cadeira na corte  por mérito profissional e acadêmico, e insinuou que o ministro Marco Aurélio poderia ter sido indicado por nepotismo, tendo em vista ser parente do ex-presidente Collor que o nomeou.
Enfim, são farpas para lá e para cá. Há, indubitavelmente, uma fogueira de vaidades que precisar ser apagada.

O fato é que no dia 18 de novembro o ministro Ayres Britto completará 70 anos de idade e terá compulsoriamente que se aposentar. Terá ficado na presidência de abril até novembro, ou seja,  7 meses.

Já o ministro Barbosa, se confirmada sua eleição, pela tradição da casa ( é o atual vice), deverá cumprir todo seu mandato de 2 anos.

Agora eleições.

Democracia é o menos ruim dos sistemas de governo?  Depende.

Eu pessoalmente preferiria  uma oligarquia que não fosse tirânica. A ser composta por empresários bem sucedidos, magistrados com sólidos conhecimentos jurídicos e militares com forte liderança nas tropas.
Mas, diria, estas pessoas precisariam ser convencidas a assumir o poder como um dever patriótico, pois não estariam postulando nem o poder e nem horarias.

Difícil, eu sei, mas fiquei vivamente impressionado com uma história que li, como apêndice num livro que tratava sobre a Lei de Parkinson, sobre um método oriental para escolha de um embaixador.

Não vou contar a história, mas resumirei o final dizendo que a conclusão da banca de seleção, composta por membros de notório saber, e sabedoria adquirida em anos de vida (Nelson Rodrigues aprovaria), foi a de que nenhum dos candidatos, todos titulados e interessados na função, preencheria todos os requisitos exigidos. Foi quando  um deles mencionou um nome como sendo a pessoa de melhor perfil para a função tão importante. Todos acenaram que efetivamente seria um ótimo nome. Só que, alguém lembrou, ele não se candidatou.

Então aquele que mencionou o nome da pessoa mais qualificada respondeu: pois é, precisamos convencê-lo a aceitar.

A situação que temos vivido aqui é triste. As opções vão do abominável ao insuportável, passando pelo imoral e deprimente.

Querem aliança mais espúria, nojenta, do que a composta por Clarissa Garotinho com o Rodrigo Maia? Parece formação de quadrilha. E é.

Coitados dos cariocas. Fico, entretanto, com um dos internautas que acessam o blog e que recentemente mencionou que o Eduardo Paes ainda como o melhor.

E São Paulo? Sabe lá o que seria ter o Haddad como prefeito? Porra, o cara não soube organizar exames do ENEM. E é indicado por Lula, o Ali Babá.

A ministra Carmem Lucia, do STF, que preside atualmente o TSE, ao final de seu voto na quinta-feira, fez um breve speech, para dizer que as condenações  de políticos não devem representar desesperança e desestímulo para que votemos, sob considerar que a política é de extrema importância, e os políticos necessários.

Só não informou onde encontrar políticos éticos, íntegros, preocupados com o bem comum e comprometidos com as causas públicas.

Façam uma reflexão e respondam para vocês mesmos: quem vocês conhecem o suficiente,  que gostariam de ver no exercício de uma cargo executivo à nível de governador ou prefeito, ou no parlamento como deputado ou senador?

Não vale pensar em mim, pois não sou candidato (rs).  

   


  

28 de setembro de 2012

Chega de charme

Por
Gusmão
(rodneygusmao@yahoo.com)

Confesso que cheguei a me entusiasmar com a novela “Cheias de charme”. Utilizando espaço cedido pelo titular do blog, postei aqui comentário elogioso.

Mas chega de charme. De lá para cá, com a novela na reta final, minha opinião se não mudou inteiramente, pelo menos modificou 90 graus, no sentido anti-horário.

É que houve um exagero nas sequências de cantorias, com personagens e convidados do mundo musical, alguns dos quais com apelo popular, mas que não me tocam o sentimento.

Virou quase um musical tantas as cenas de vídeos de shows e apresentações em programas da emissora (Faustão, Luciano Hulk, Ana Maria Braga,  etc).

Na verdade um truque para promover a grade da emissora ao tempo em que estes apresentadores promoviam a novela.

De novo, e um bom filão, foi o uso da WEB, com divulgação de clipes das músicas e personagens, para divulgar fofocas próprias da trama e para , óbvio, intercomunicação. A internet foi quase um personagem.

Poucas vezes houve tanta inserção de merchandising quanto em “Cheias de Charme”. Praticamente em todos os capítulos, e algumas vezes de mais de um produto no mesmo episódio: vendiam carros, produtos de beleza, produtos de higiene doméstica, bancos, entre as coisas que agora me ocorrem. Muito explícito e por vezes fora de contexto.

E a linguagem diferente acabou sendo deixada para trás e aparecerem todos os clássicos clichês telenovelísticos: filhos que só conhecem os pais depois de muitos anos; falsificação de exames de DNA; sósias, triângulos amorosos em profusão;  casais de classes sociais diferentes, mau caratismo dissimulado; enfim, um enorme cardápio de lugares comuns.

E também as clássicas  situações de desmascaramento de personagens inocentes  e honestos,  e bandidos, vilões e malfeitores redimidos.

O elenco esteve bem, com destaque para a Claudia Abreu  (Chayene) e Marcos Palmeira (bem no papel de cafajeste, malandro, golpista).

Foram muitas as participações especiais. Uma apelação aceitável, quando  as aparições são bem inseridas no roteiro.

A novela teve um viés humorístico interessante, com boas sacadas, nos diálogos e nas situações.

Não me conformo com o fato de Maria da Penha (Tais Araújo), empreguete que ficou rica, ascendeu socialmente, tendo como melhor amiga uma advogada e que foi trabalhar – como assessora – num escritório de advocacia, continuar errando nas concordâncias (grosseiramente) e falando errado, como por exemplo dizendo “mermo” ao invés de mesmo.

Foi mal. Discriminação? Se até o ex-presidente Lula deixou de falar menas verdade, ao invés de menos verdade, bem que a pobre da Penha poderia ter melhorado seu linguajar.

Por último, e isto me incomodou desde o início, deram muito espaço e visibilidade para um moleque transgressor, rebelde sem causa fora de época (estiveram em moda nos anos 1960), que causou danos ao patrimônio privado e invadiu propriedade alheia, acabar por se dar bem e virar famoso (embora tenha continuado marrento).

Não gostei da promoção de um pichador que  ganha notoriedade, fora das páginas criminais,  e vira dono de Galeria de Arte.

E um empresário que monta um escritório de advocacia para defender causas sociais. Paladino dos pobres e excluídos. É pura ficção mesmo.
  

27 de setembro de 2012

Agência de comunicação digital



Pai coruja, fico feliz em ver que meu primogênito (e homônimo), tem conseguido sucesso com a Tau Virtual, agência de comunicação digital que dirige, tendo construído um belo portfólio de clientes, conquistado alguns prêmios e obtendo  bastante espaço na midia, como se pode constatar abaixo e em outros posts já publicados aqui neste espaço.





26 de setembro de 2012

Edição extraordinária - sessão de julgamento no STF


Estou estarrecido, perplexo, irritado, surpreso, revoltado, indignado, aborrecido e pasmo, com os acontecimentos na sessão de hoje no STF, durante a sequência do julgamento da Ação Penal 470.

Não é que o ministro Joaquim Barbosa corre o risco de por tudo a perder, depois dele mesmo perder as estribeiras, desnecessariamente, batendo boca com o ministro Lewandowski, a quem aproveita o tumulto e o atraso no julgamento.

Afinal, como advogado de defesa de fato,  toda interrupção, discussão estéril, tumulto só a ele – Lewandowski -  interessa, porque fundamentos jurídicos e argumentos fáticos, não seriam suficientes para defender os réus.

Se acho que o ministro Lewandowski atua como advogado dos réus? Acho não, tenho certeza. E ele está brilhante. Mais do que os advogados de direito, que não se houveram bem.

O ministro-revisor, tem boa erudição, cultura jurídica, tem raciocínio rápido e é bem articulado, não é, definitivamente, alguém fácil de ser vencido.

Ora, o trabalho de relatoria foi muito bem feito pelo ministro Joaquim Barbosa que aperfeiçoou a peça acusatória da procuradoria e estava conseguindo convencer aos demais ministros vogais, que com pequeno reparos vinham acompanhando seu voto e na direção da condenação do réus.

Desde o início o ministro Joaquim Barbosa vem demonstrando irritabilidade, impaciência, mas hoje ele extrapolou, chegando mesmo a ser agressivo e deselegante com seus pares.

Tenho receio que o desequilíbrio emocional do relator ponha tudo a perder. Eram favas contadas as condenações. Já admitidas até pelos réus, seus advogados e pelos partidos políticos.

Já estavam trabalhando, advogados e réus, com as hipóteses de recursos das decisões (embargos infringentes) e com o benefício do indulto.

Já havia a preocupação de como manter em presídios, com dignidade, tantos condenados com nível universitário, ex-exercentes de cargos importantes na República e empresários ricos.

Um órgão de imprensa chegou a especular que o José Dirceu teria na manga um plano "B" para deixar o país, se condenado.

Agora estou apreensivo, a postura desnecessariamente agressiva do ministro Joaquim será certamente explorada e poderá reverter o quadro que era condenatório.

Faço uma analogia. No futebol existe o recurso da cera, que é a vagarosidade na realização de um ato, e que, se obedecidas as regras, acaba por ser legítimo. Por exemplo, o goleiro custar a repor a bola em jogo; num arremesso lateral o jogador demorar a faze-lo, e outras situações que os leitores conhecem. Ao juiz cabe coibir abusos.

O retardamento do jogo faz parte do mesmo.

Pois bem, o ministro Lewandowski está deliberadamente retardando o andamento do julgamento, fazendo cera.

Mas não pode o ministro Barbosa  ser ele próprio a julgador deste ato para coibi-lo.  Principalmente se o faz de maneira agressiva, desrespeitando o relator, o que acaba por irritar os demais membros da corte.

Poderia fazer considerações sobre minha opinião de que o retardamento imposto pelo revisor é deliberado. E aqui faço uma pausa para dizer que não sei a motivação do ministro-revisor para defender os réus. Pode ser a vaidade de ser o voto vencedor, pode ser convicção de magistrado à vista dos fatos e da legislação, pode ser ideologia político-partidária, pode ser ... o que nossa imaginação indicar.

Voltando ao ponto em que declarei que o ministro Lewandowski está fazendo cera, diria para não me alongar em outras considerações, que seu voto tem sido extremamente longo, com inúmeros comentários marginais, sem qualquer necessidade, senão protelar o andamento do processo e a consequente decisão final, com a dosimetria das penas.

O ministro Joaquim precisa se acalmar, agir menos emocionalmente e mais racionalmente, porque talento não lhe falta. E a causa é justa e difícil de perder. E ele arrisca perder um gol feito. E perderemos nós, sociedade brasileira, porque o ministro  é irritável.

Papo em dia


Não voto no Rio e janeiro, portanto o Freixo não teria meu voto mesmo que não fosse apoiado por Chico Buarque.

Mas como é, mesmo que fosse eleitor na capital, jamais sufragaria o nome do Freixo. Peço desculpas aos amigos e familiares dele, aqui em Niterói, mas as opções políticas do Chico são catastróficas.

Quem é partidário do ditador Fidel Castro e do aprendiz de tirano Hugo Chaves, não é confiável em termos de escolhas políticas.

Aliás, o Chico Buarque, a meu juízo, deve ser medido por sua obra poético-musical. É um bom letrista, sem dúvida, o que, todavia, não faz dele sequer um bom escritor. Seus romances (argh!) são fraquinhos.

Assim, posso ter dúvidas quanto em quem votaria, mas jamais quanto em quem não votaria: os apontados pelo Chico.

Acho que o Freixo deveria disputar a prefeitura de Niterói, onde tem raízes e teria maiores chances. Porque, francamente, são tristes as opções oferecidas aos eleitores da cidade.

O Eduardo Paes, ouso dizer, é imbatível no momento. Para o bem e para o mal. Ele – Paes - é desenvolto entre o pessoal do samba e dos esportes (portelense e vascaíno). Parece a vontade no meio do povo, ao contrário do Freixo que parece falso, pouco a vontade, sisudo, empostado demais.

A festa da democracia está chegando ao fim, felizmente. Já não aguento as bandeiras atingindo meu rosto nas caminhadas matinais no calçadão, porque agitadas estabanadamente por ”partidários” remunerados a R$ 25,00 por turno de 6 horas.

E a absurda prática de distribuição de folhetos, santinhos e correlatos, papeis estes que têm uma única destinação: entupir os bueiros da cidade. A maioria das pessoas que os aceita não se dá ao trabalho de chegar à primeira lixeira para descartar. Joga na calçada mesmo.

Se todos fizessem como eu, que não os aceito em hipótese alguma, quem sabe esta nociva prática seria abandonada. É a mesma coisa do camelo. Só existe porque as pessoas compram dele as coisas pirateadas, clonadas e roubadas.

Com o fim dos panfletos, quanto papel e tinta seriam economizados. Quem fala em papel fala em madeira, florestas, e quem fala em tinta fala em poluentes.

Interessante notar que as bandeiras do PT não trazem mais a sigla partidária, apenas o número 13. E a maioria foi feita com tecido branco. Por que será? Reflexo do mensalão? E a estrela também foi estilizada.

Por falar em mensalão, o ministro Lewandowski deveria despir-se das vestes protocolares conferidas aos integrantes da magistratura e montar uma banca de advocacia especializada na defesa de réus de colarinho branco e políticos corruptos.

Com seu conhecimento, vocação e talento para defender transgressores, como vem fazendo no STF, ficaria milionário. E podendo declarar origem de renda sem constrangimentos.

Estaria ganhando na faixa do Marcio Thomaz Bastos, o que é uma boa grana.

Em São Gonçalo, tem uma tradicional fábrica de máscaras para o carnaval. Este ano tem uma em especial que vai vender muito: Joaquim Barbosa.

Se a chapa formada por executivos bem sucedidos que está articulando candidatura à presidência do Flamengo vencer as eleições, acho que a médio prazo o rubro-negro poderá se transformar num dos maiores clubes do mundo. Chegando ao nível de Real Madrid, Manchester United, Barcelona e Bayern de Munique.

Uma lástima! 

25 de setembro de 2012

Botando a conversa em dia (cont...)



O que um fragmento de papiro (4x8 cm), apócrifo, escrito em copta, língua regional do Egito antigo, tem de valor probatório. Pincei a reprodução acima no Google.

Num trecho do fragmento acima estaria escrito: “ Minha esposa... ela poderá ser minha  discípula”. Então vejamos. Segundo a própria  historiadora – Karen King – que trouxe  á luz  o documento, ele data do século IV.

Este Jesus seria o Nazareno?  Em que contexto  se encaixa este pedaço de papiro?

Sei lá, por enquanto a exibição do pedaço de papiro em copta, mesmo que através de uma integrante da renomada Harvard, só produziu boas piadas e especulações maliciosas.

Leram a coluna do “Agamenon”, escrita por membros da equipe do Casseta &Planeta, neste domingo? Pois é, lá está pergunta se Jesus teve que discutir a relação com a esposa.

Mas o melhor foi a insinuação de que pão, peixe e vinho, graças aos milagres do Cristo Nazareno, nunca faltariam em casa. Mas já me corrijo, a melhor piada, mais sutil, é a de que Jesus jamais precisaria de Viagra, porque era capaz de ressuscitar morto (muitos risos, com todo respeito).

Já que mencionei especulações maliciosas, o que é aquilo na capa da Revista  O Globo, do mesmo domingo? Calma, a pergunta é retórica, eu sei o que é. Sei nome e apelidos.

E não conheço só de vista, não. Conheço intimamente.

Fico me perguntando o que estarão dizendo os pudicos que censuraram este blog pela veiculação de fotos de mulheres em trajes menores, sem genitálias à mostra.

Não me venham dizer que se trata de obra de arte. Só porque pertence ao acervo do Museu d’Orsay, em Paris?

A origem do mundo - Gustave Courbet

O Gustave Courbet conhecia bem o que estava retratando. Vamos combinar que conseguiu reproduzir com boa perfeição a “perseguida”, apenas para aproveitar o nome sugerido na matéria publicada.

Acho o título da obra o mais apropriado, o mais feliz de tantas quantas foram produzidas até hoje: "A origem do mundo"

“E ai, comeu?” Falo do filme nacional que tem atraído boa bilheteria, com o Bruno Mazzeo. Viram o filme? Eu ainda não. Mas como já está ofertado na Cahú Video pode ser que, à falta de um bom filme, eu alugue para assistir.

O Fluminense está com a sorte dos campeões. Acho que leva o título. E aquele time que tem 30 milhões de torcedores e 70 milhões de antipatizantes não deve cair para segunda divisão.

Estava a ponto de escrever infelizmente, mas o primo Ricardo pode estar plugado e devo respeita-lo.

24 de setembro de 2012

Botando a conversa em dia


Jamais defenderia Eurico Miranda. Mas verdade seja dita, enquanto foi dirigente do Vasco o clube era mais respeitado na Federação Carioca e na Confederação Brasileira de Futebol.

Os juízes das partidas contavam até dez antes de anular gol legítimo ou deixar de arcar uma penalidade a favor do clube da colina histórica. Em dúvida, pro Vasco; ou in dúbio pro Vasco, no jargão forense.

Ou seja, o Vasco tinha força e prestígio. Os tricolores das Laranjeiras hão de se lembrar, agradecidos, da pressão exercida pelo Eurico quando o time do pó-de-arroz esteve ameaçado de disputar a 3ª divisão. Livrou-se, e comemorou brindando com champanhe o feito liderado pelo dirigente cruzmaltino.

Para os puristas que acham que ganhar no tapetão é feio, sugiro que acompanhem a atuação do ministro Ricardo Lewandowski, na defesa da quadrilha do mensalão. E estamos falando da mais alta corte de justiça do país.

Quem acredita que não existe tráfico de influência nos tribunais, acredita em papai noel e coelho da páscoa.

Desfilar de anjo em procissão de prostituta é ridiculo. 

O Vasco foi garfado no jogo contra o Cruzeiro, quando teve um gol do Tenório anulado por suposto impedimento. O fato é que temos sido vítimas de arbitragens. Ao tempo do Eurico, juiz e bandeirinha (auxiliar) seriam punidos com afastamento ou proibição de arbitrar jogos do clube.

Mas o pateta que está na direção, e seu departamento jurídico, não têm voz e nem vez. Levaram 75 dias para conseguir a liberação do zagueiro Renato Silva. Não que o tal jogador fosse peça indispensável, mas era necessário na fase que o clube atravessava, com várias contusões.

Ter o centro de treinamento das divisões de base interditado foi feio, mas ter o fornecimento de água interrompido por falta de pagamento foi demais  da conta. Vão ser incompetentes assim no mato.

O “pateta” é deputado, portanto deveria ter habilidade política. Mas não tem nenhuma. A briga com o ex-jogador Romário foi de uma falta de tato sem limites. O Vasco está encrencado com processo judicial porque o Roberto, mesmo antes de ser eleito presidente, implicou com a homenagem feita ao Romário, com a colocação da estátua do baixinho em São Januário. Ciumeira. Ou por causa da ligação do Romário com o Eurico.

Seja por esta, seja por aquela, foi burrice não dialogar, não contornar politicamente ao invés de abrir batalha. Tenho absoluta certeza de que o Romário, se prestigiado e procurado para uma negociação justa teria aquiescido. Ele chegou a emprestar dinheiro ao Vasco para pagamento de funcionários.

O "baixinho" gosta do Vasco e teria sido cordato. A divida não teria alcançado o valor que alcançou e  a forma de  pagamento poderia ter sido negociada. Mas o Dinamite é um pateta e está mal assessorado.

Bem, falei em botar em dia os assuntos e até aqui só falei de futebol.

Até que enfim o nome do Ali Babá está aparecendo no processo do mensalão. Não que ele vá ser julgado, porque não é réu na Ação Penal 470, mas entrará para ao anais da história como chefão da quadrilha. E quem chama de quadrilha não sou eu, é o procurador geral da República.

Ah! Marcos Valério, bota a boca no trombone. Pense em seus filhos.

Estou lendo que Jesus pode ter sido casado. Sei muito pouco a respeito para fazer qualquer comentário. Pode ser um factoide.

Se  verdade, e não seria nada de excepcional, porque os  apóstulos não mencionaram o fato em suas versões do envangelho? Ou mencionam e eu é que não sei porque não li?

Ele tinha mesmo um enrosco com Maria Madalena?

Para quem gosta, BB King se apresenta no Rio.

E o livro “Cinquenta tons de cinza”, vira um fenômeno editorial. O segundo da trilogia, que trata dos tons mais escuros,  já chega batendo recordes de venda.

Não esgotei as novidades que tomam conta das manchetes, mas por hoje basta.

22 de setembro de 2012

Teresópolis


 Em Teresópolis mora minha irmã Ana Maria. Lá residiu, até pouco tempo, o amigo Ricardo dos Anjos e lá estão as raízes dos irmãos March, colaboradores e seguidores deste blog.


A foto acima foi enviada pelo Ricardo dos Anjos e mostra o caminha percorrido a cavalo pelo desbravador George March,  a quem é creditado o desenvolvimento daquele pedaço de serra, conforme trecho abaixo, extraído do site http://www.tere.com.br/turismo/historia.php?tit=Historia_de_Teresopolis

"Porém, a região só se tornou conhecida a partir de 1821, quando o português de origem inglesa George March aqui adquiriu uma grande gleba e transformou-a em uma fazenda modelo, com sua sede localizada onde atualmente encontra-se o bairro do Alto."

20 de setembro de 2012

Cálculo

Cálculo, em suas fases 1,2 e 3, foi, e calculo que continuar sendo, uma pedrinha no sapato dos estudantes de engenharia. Ô coisa chata, sô.

Mas pior, e bota pior nisso, é o cálculo renal.

Pois foi um cálculo renal de estimação que resolveu se manifestar e me tirar de combate. Desta vez, não se aquietou, como das vezes anteriores em que deu o ar da graça. Na verdade são dois, um em cada rim, mas somente o do direito incomoda. Diferentemente da política em que geralmente o que incomoda é da esquerda.

Toda esta tentativa, malograda,  de fazer graça, é para justificar meu silêncio, no blog e nos e-mails. Estou fazendo exames para ver o que será possível e necessário realizar para eliminar os ditos cálculos ou, na pior das hipóteses,  acomoda-los de sorte a que eu não tenha um parto a cada 48 horas.

Mensagens de solidariedade, apoio, conselhos e advertência serão publicadas nos intervalos das dolorosas crises.

17 de setembro de 2012

Embalagens II


Em razão do enorme sucesso do post sobre embalagens, cuja publicação ensejou muitos comentários, que resultaram em polêmica de alto nível, animei-me em escrever mais sobre o tema.


Aos desavisados, aos obtusos e aos desatentos informo que se trata de uma pilhéria. Não que o assunto não seja embalagens, pois é,  mas que o post anterior tenha gerado polêmica e muitos acessos. Basta acessar.

É que gostaria de registar a existência, no passado, de embalagens clássicas que depois de consumido o produto, eram recicladas e se transformavam em objetos de uso doméstico, utilidades práticas ou brinquedos.

Querem um exemplo? Goaibada  cascão em caixa. A par de ter inspirado um bom samba do Dudu Nobre, cujos versos iniciais são:
“Goiabada cascão, em caixa,
é coisa fina sinhá,
que ninguém mais acha.”

Pois é, vejam na imagem ao lado, que a caixa, que era feita em madeira fina e clara, depois de saboreada  (mesmo, pois tinha sabor de goiaba) a goiabada, se transformava numa ótima carroceria de caminhão. O caminhão, que fazíamos rusticamente em casa, utilizando um formão, serra tico-tico e martelo, era a prova mensal de trabalhos manuais (matéria obrigatória), ao tempo em que a professora era Clotildes Mello Barbirato.

Bastava lixar bem, com lixa de madeira nº 2, para tirar as inscrições do nome do produto e fabricante. E depois pintar.

O mesmo processo de lixar para eliminar o nome do produto, aplicávamos na embalagem antiga, em madeira clara, que acondicionava o mate Leão.

A caixinha, muito bem acabada, sem pregos, só com encaixes, depois se transformava em vários objetos a gosto da criança. Podia ser um baú, num caminhão. Eu preferia transformar em cofre para guardar as parcas moedinhas que ganhava, em geral vendendo jornais velhos e garrafas vazias.


Depois de lixada e pintada (nem seria necessário pintar, pois, como disse, a madeira era clara e ficava bonita ao natural), bastava fazer um pequeno talho na tampa  (parte superior do embalagem ) suficiente para passagem da maior das moedas em circulação que, na época a que me refiro, era a de dois mil reis. Vejam ao lado a caixa de madeira do tradicional produto.

E o leite condensado Moça? Sua latinha se transformava, nas camadas mais pobres da população, em canecas para tomar café. Retirada a tampa por inteiro, era necessário martelar bem a eventual rebarba que ficava em volta, no sentido de não cortar os lábios quando levada a boca. Quem podia mandava fazer alças (de latão mesmo). Como era necessário rebitar para fixar a alça na caneca, era imperativo recorre a um profissional ( que colocava rebite ou soldava).

A figura do paneleiro desapareceu, mas era um profissional comum nas décadas de 1940 e 1950. Eles percorriam as ruas dos bairros e soldavam alças ou cabos de panelas que se desprendiam (ou trocavam os parafusos) e, acreditem, até soldavam furos que apareciam no alumínio, dado o constante uso, das panelas.

Estas latas do leite Moça, prestavam-se, ainda, para fazer telefone . Quem se lembra do fio grande de barbante preso em duas latas e que nos permitia falar à distância. O barbante precisava ficar bem esticado. Na hora de falar, colocava-se a lata na boca e o interlocutor a levava ao ouvido. Na hora da resposta invertia-se a situação.

Estou aqui me perguntando se isto funcionava mesmo ou era imaginação infantil. Não lembro,  perdeu-se nas brumas do tempo.

Outra embalagem que mudou desde então, foi a dos padres. Uma enorme mancada da Igreja. Abolir o latim e facultar a vestimenta comum aos padres  foi, na minha visão, uma enorme bobagem. Tirou a reverência das crianças (que beijavam a mão dos sacerdotes) e esculhambou a liturgia e o mistério que era blindado pelo idioma, que o povão mesmo não entendia, e era um fator positivo.

Dom Marcel Levebvre
Como já mencionei no blog, à exaustão, hoje sou ateu não praticante, mas já fui católico praticante (e até coroinha), e torci muito pelo Cardeal Marcel Levebvre, na queda de braço com o Vaticano. Pena que ele foi voto e voz perdedora.


16 de setembro de 2012

Embalagens


Sempre fui um crítico de marqueteiros. Com sentido pejorativo mesmo. Como motoqueiro, mochileiro, treinero  e outros eiros. Os eiros são os que excedem os limites do razoável, que extrapolam e exageram. Mas pode ter também a conotação de despreparo.

O chato é que tenho muitos amigos – e até parentes – que atuam nos meios publicitários ou na área de marketing,  e que ficaram (os que já conhecem minha opinião) ou ficarão fulos comigo pelo que direi adiante.

Alguns profissionais do ramo de marketing, em conluio com publicitários que precisam vender ideias e serviços, têm como objetivo mudar  as embalagens. E mudar por mudar.

E nem sempre, ou quase nunca, isso é necessário. A não ser por motivos relevantes de custo ou escassez da matéria prima.

O produto é que precisa ser bom, ter qualidade. E, com isso, alcançar e manter tradição. De qualidade. 

Vejam por exemplo o Polvilho Antisséptico Granado. Presente nos lares de minha família desde sempre. É um produto eficaz, acho que pioneiro no nicho que ocupa, popular e relativamente barato. Está no mercado desde 1870.

Desde que conheço o produto a embalagem é a mesma: cilíndrica,  com tampa metálica de rosca, contendo  100 g do produto.

Minto, quando digo que a embalagem é a mesma. O papelão do qual era feita foi substituído por plástico, mantidas as cores e o desenho.

A mudança do material por vezes é imperiosa. Assim como o formato. Lembro de quando estudei administração, e numa aula tratou-se da questão da forma da embalagem, comparando-se as  redondas com as retangulares, ambas feitas de lata.

Evidentemente que a retangulares ocupam melhor o espaço interno das caixas de expedição. Doze latas retangulares, com a mesa quantidade do produto, acomodam melhor nas caixas de papelão, não deixando vazios. Numa partida de muitas unidades, milhares, haveria uma grande economia de caixas de papelão (utilizadas para entrega ao comércio varejista). E com reflexos, obviamente,  no custo de frete. Na combinação volume/peso.

Alías que o frete é, pelos altos custos, um fator  quase obrigatório de mudanças nas embalagens. Principalmente no que concerne ao material. Vidro e lata pesam mais do que plástico, por exemplo. E já nem falo do custo de fabricação e da maior ou menor oferta da matéria prima empregada. Desde há muito o alumínio substituiu a lata nas embalagens de cervejas e refrigerantes, com muitos ganhos. Hoje a "latinha" é feita de alumínio, o que seria desastroso não fora o alto indice de reciclagem que alcançamos.

Meu exemplo preferido é o da Maizena, embalada naquela caixa amarela  há anos. Pergunto ao caro leitor: um produto líder absoluto em seu seguimento (amido de milho), indispensável nas cozinhas, para doces e salgados, que mantém o mesmo padrão de qualidade há anos, precisa mudar a embalagem?

Por que razão o faria? Para provocar venda de impulso pela embalagem mais chamativa? Para sobressair nas prateleiras?

Bobagem, o produto está nas listas de compras mensais e, estando em falta em casa, a cozinheira (ou gestora do lar) irá comprar exatamente Maizena. Não amido de milho. E mesmo não sendo de uma cor bonita e não tendo desenhos psicodélicos sua embalagem é facilmente reconhecível.

Mudar para quê? Ou porquê?

Bem, vamos aos finalmente, porque até agora estava nos prolegômenos. Eu queria chegar nos uniformes dos clubes de futebol, que não deixam de ser um tipo de embalagem. De uns tempos a esta parte, os marqueteiros dos fornecedores de material esportivo conluiados com os dos clubes, resolveram mudar numa velocidade e numa variedade impressionantes os uniformes.

Lixe-se a tradição. O importante é mudar bastante para promover venda de camisas. Já não bastam as trocas de patrocinadores que implicam em mudanças. São trocadas por detalhes mínimos como o tipo de manga ou de gola.

Agora chegaram ao limite do absurdo, tacitamente endossado até pelos torcedores que,  babacas, compram estes lançamentos que afrontam e violentam as tradiçõses da clube.

Por que o Vasco deve utilizar um uniforme azul, que o descaracteriza por completo e quebra suas tradições?

Equipe de 1948

Ter uniformes alternativos sempre foi tradição porque dependendo do uniforme do adversário da vez, é preciso distinguir bem os jogadores de cada equipe. Esta necessidade aumentou exponencialmente com as transmissões pela TV, em especial na fase de preto e branco.





Mas as soluções inteligentes  também se consagraram. O Vasco, para ficar no melhor clube do mundo, por exemplo, tem as camisas negras com a faixa diagonal branca ou, se necessário distinguir, tem a branca com a faixa diagonal preta. E os calções igualmente variando entre o branco e o preto.
Equipe de 1952

As fotos das equipes vencedoras de 1948 e 1952 mostram os uniformes que deveriam se manter inalterados por lei.

Vamos admitir, ad argumentandum tantum, a existência da camisa toda negra, apenas com a cruz de malta no peito, para efeito de destacar bastante da utilizada pelo adversário.

Eu me recuso, por mais bonito que seja o efeito, a comprar ou usar  uma camisa dos templários (branca com uma grande Cruz de Cristo em vermelho). Isso é puro comércio, puro marketing, a meu juízo negativo no final.

O que leva a venda maior de canmisas é a equipe ser vencedora, conquistar títulos, como a campeã Sul-Americana invicta de 1948 (na foto), encantar o torcedor. Ou então um determinado número ser consagrado por um ídolo, como o 11 do Romário, ou o 9 do Dinamite, ou o10 de Pelé.

O efeito, nas arquibancadas, é desastroso, com aquela profusão de tipos e cores de uniformes e também de bandeiras estilizadas. 

Deveria ser proibido, nos estatutos, alterar a cor e os modelos dos uniformes. E também das bandeiras, símbolos do clube.

É preciso manter uma identidade.

Já que falei em proibição nos estatutos, os mesmos deveriam prescrever, também, que é proibido contratar marqueteiro. Ô raça!

Só adorei quando um idiota qualquer resolveu, há pouco tempo, vestir o Flamengo de azul e amarelo, igual ao Tabajara F.C.

14 de setembro de 2012

A cadeia alimentar





Por

Carlos Frederico March
(Freddy)








Acho interessante iniciar comentando que o assunto que me veio à cabeça ao ler o desafio lançado no post de hoje (14 de setembro) foi a dificuldade existente em atender a requisitos bem definidos em diversas áreas profissionais.

Explico melhor. Como leitores habituais desse blog devem saber, volta e meia posto fotos de minha autoria. Adoro. No entanto, durante meu curso de fotografia profissional à distância no New York Institute of Photography, volta e meia me vi desesperado ao ter de atender a itens das provas. Davam-me temas e havia prazos! 

Cedo descobri que uma coisa é fotografar hoje paisagens, amanhã modelos e depois de amanhã flores,segundo minha vontade no momento. Outra é ter de sair à cata de uma foto de – por exemplo - uma paisagem noturna de orla marítima numa cidade onde a violência nos espera em cada esquina e justo nessa semana começa a chover!

Em Astronomia a coisa chega a ser contundente! Todo mundo, inclusive pretensos jovens aspirantes à carreira, acham que é extremamente glamuroso observar o céu, tirar fotos daquelas galáxias espirais maravilhosas, seguir a saga das sondas-robô caminhando nos desertos marcianos, ou receber notícias da Cassini bisbilhotando os anéis e luas de Saturno. Outra coisa é ter de ficar grudado na análise de gigabytes de frias medições sobre uma radiação existente no centro da galáxia M87 durante alguns anos, às vezes décadas, para descobrir - ou não - uma informação importante sobre ela.

E esse pode ser seu trabalho de uma vida inteira como astrônomo contratado por alguma instituição científica, ao invés das charmosas observações que fantasiou.

Você escolheu ser um advogado criminalista porque quer consertar o mundo e de repente lhe aparece a melhor oportunidade profissional da carreira: defender um reconhecido meliante que oferece uma verdadeira fortuna para que alguém consiga descobrir nos meandros das leis brasileiras uma maneira de livrá-lo ou ao menos minorar a pena... Bom, nesse caso você ainda pode escolher continuar pobre!

OK, eis um set de fotos. Não as escolhi mas há um desafio, além de um prazo (implícito): escrever algo sobre uma delas. Ocorreu-me “cadeia alimentar”. Por quê?

Porque certamente elas suscitam pena do peixe e dos filhotes, pegos por essa inexorável lei da Natureza.

Na Natureza os animais são distribuídos de maneira que certas espécies comem outras, que servem de alimento para outras à frente, numa grande sequência muito bem ordenada. Em primeiro lugar se garante a sobrevivência apenas dos mais fortes, pois que em geral os mais fracos e despreparados é que servem de comida. Depois garante- se um certo equilíbrio, sem o qual poderia haver uma desastrosa infestação de algumaespécie em particular, ou extinção de outras. Está até na moda falar de desequilíbrio ecológico. Causado pelo bicho homem.

Sim, infelizmente a realidade é que, no mundo atual, a praga é o ser humano. Sem inimigo natural, depende de si mesmo para controlar sua própria proliferação e uso de recursos para sua subsistência. 

Decerto a Natureza nos fez onívoros, de modo que poderíamos muito bem alimentarmo-nos apenas de vegetais, ou quem sabe usar parcimoniosamente nossa vocação carnívora no cotidiano. No entanto, matamos impiedosamente, aos milhares ou milhões, cabeças de gado, frangos, peixes, coelhos,  patos, focas, elefantes, raposas, cervos, e por aí vai.

Dirão: há leis de controle de período de pesca, de caça, disso e daquilo. Há fazendas e granjas especializadas para criação de animais para abate e corte. Há controle de extinção de espécies. O que não me impede de dizer que assassinamos sistematicamente populações inteiras de animais para nossa própria alimentação.

O que mais me entristece, no entanto, é que apenas o bicho homem é capaz de matar por motivos outros que não apenas a alimentação. Mata até a si mesmo, seja coletivamente em guerras estúpidas ou individualmente por motivos diversos, como ciúme ou vingança.

O homem pode matar para tirar alguma parte valiosa de certos animais, como pele para confecção de casacos e bolsas, ou a recente notícia acerca de matança de elefantes para obtenção de marfim. O homem pode até matar animais pelo mero prazer de caçá-los, por simples esporte!

O corvo da imagem abaixo só fará isso enquanto faminto. Jamais caçará um coelho com o objetivo único de maltratá-lo ou matá-lo por diletantismo ou prazer sádico. É a cadeia alimentar da Natureza em andamento, nada mais que isso.
  
Foto publicada por Mail OnLine News em 02/05/2012 

Nota do editor:
o Autor se refere ao desafio lançado em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2012/09/escreva-historia-ou-estoria.html

Escreva a história ou estória


O tema seria predadores e me ocorreu a partir de imagens que por esta ou por aquela mantive em arquivo.

A ideia é a seguinte. Espero que meus colaboradores efetivos ou ocasionais escrevam textos relacionados com as imagens abaixo, ou que de alguma maneira as mesmas sirvam de ilustração.

Vale crônica, piada, ou mesmo um conto.

Os melhores sem dúvida serão publicados, para o que já solicito autorização.

Voilá:








Nota: a primeira foto é da fofógrafa Marina Scarr.