31 de dezembro de 2019

QUE TENHAMOS UM ÓTIMO 2020


Os votos do título são para nós, aqui do Pub da Berê, e todas as demais pessoas de bem, cumpridoras de seus deveres, respeitadoras da lei e da ordem.

Para os que descumprem as leis, violentam a ética, lixam-se para os princípios morais, locupletam-se a custa do erário público, fraudam, praticam malfeitos, promovem rachadinhas e são adeptos do nepotismo, desejo um ano bem penoso e que paguem por seus delitos no limite do rigor das leis.

Que a impunidade seja banida, que o foro privilegiado e o esgotamento de todos os infindáveis recursos para cumprimento das sentenças, virem coisa do passado.

Que apareça um nome íntegro, equilibrado, democrata autêntico, que nos sirva de opção ao famigerado Lula e ao insuportável Bolsonaro, que gostaria de ver jubilados de nosso sistema político. Nós merecemos coisa melhor do que estes dois abomináveis populistas.


29 de dezembro de 2019

Lula e Globo identificados na fraude, na trapaça, na enganação


Tem bobo para tudo. Para as enganações da Globo, para as espertezas do Lula. 


Como o apedeuta já declarou a plenos pulmões nós não sabemos do que eles (petralhas) são capazes. Trapaceiam até em peladas de confraternização. E a patuleia aplaude. Viram no vídeo acima?

E a  emissora do plim-plim não tem escrúpulos, tudo pela audiência e por via de consequência, o faturamento. Também trapaceia, como a seleção de vídeos abaixo deixa exposto.

Observem que um mesmo transeunte, em entrevistas nas ruas, está em toda parte. Deve constar na folha de "figurantes" da emissora. Ele comenta todos os assuntos. Ou seja, tudo arranjado.



Notaram que continuo, entra ano sai ano, execrando a esquerda retrógrada e abominando a emissora de TV que se vende; que como na letra do Chico, é "destas que só dizem sim", se entrar algum dinheiro no caixa.

Lula e Globo foram para a cama, traficando interesses recíprocos, e estão amargando juntos a derrocada. 

Nota: como eu mesmo já fui abordado, por duas vezes, para opinar sobre assuntos do momento, imaginei que todos os veículos de comunicação adotassem o mesmo critério da escolha aleatória, mas não. Na Globo tudo é falso, tudo armação.

28 de dezembro de 2019

REPETECO, outra vez ?


Republiquei postagem  sobre animais, com viés humorístico, e houve aprovação. Uma só, mas diferenciada, qualificada.

Este sobre frutas, que é da mesma época, ou seja,  período em que o blog dava seus primeiros trôpegos passos, também foi aprovado, embora seis anos depois de publicado, como poderá ser constatado no original que está em:

Prometo que irei poupa-los da reprodução da postagem sobre os santos, quando procurei ser engraçado da mesma forma insipiente e incipiente. Quem quiser ler terá que acessar:

15 de dezembro de 2009

As frutas

Assim como os animais, as frutas têm sua sina. Acabaram com o nome associado ao grotesco, ao complicado, ao frouxo de pouca fibra, mas também ao belo. Quem não se lembra? - Você é um banana! - a exprimir a falta de coragem do moleque que não se atrevia a praticar uma arte qualquer que os demais de sua idade e grupo iriam fazer.

A sorte da maçã já não foi tão madastra. Proibida de ser comida que foi, aliou-se a uma serpente e conseguiu o que queria: foi comida e levou Adão ao pecado. A partir deste episódio, é uma das frutas mais comidas pelo homem, inclusive por via oral. Quem nasceu no século passado, há de lembrar da marchinha carnavalesca: “a história da mação, é pura fantasia, maçã igual aquela o papai também comia.” Ou seja, a maçã referida, não é aquela que por vezes vai parar na boca do leitão assado, nos banquetes de casamento. Tampouco aquela que o William Tell utilizou para provar sua perícia com o arco e  flexa.

Se você está diante de um problema mais intrincado, tem nas mãos um abacaxi. Por que, santo deus, se estamos falando de uma fruta saborosa, se plantada e colhida no seu tempo certo? Deve ser carma. Só pode ser. Diferente sorte teve a uva. Tanto se presta a qualificar a mulher bonita, como na expressão “olha que uva” – também do século passado - quanto um carrão. Ninguém hoje diz que tal ou qual mulher é uma uva, o mais comum é dizer olha que gostosa. A uva deixou de ser referencial. Gostosas muitas outras frutas são. Até o genipapo, malgrado este nome deprimente.

Tem fruta nobre, como a de conde. E tem as que emprestam seus nomes a belas mulheres, como o morango, a pitanga… Quem não se lembra ou conhece a Terezinha, a Camila…

Safadeza fizeram com a laranja, coitada. Ela é comparada ao sujeito – cúmplice – que empresta seu nome para negociações escusas. O mamão tem dupla conotação. Tanto podemos dizer que o jogo foi para o nosso time um mamão com açúcar, a significar que foi fácil, quanto podemos estar nos referindo a um boióla, porque o mamão também pode ser macho mas nem por isso deixa de ser fruta.

Várias frutas ajudam a qualificar uma mulher. Cor de jambo. Pele macia e aveludada, como um pêssego. Olhos amendoados. Os seios belos como duas peras. E tem a maçã do rosto… pera aí, do rosto ? Não é mais entre as pernas, como na época do paraíso?

26 de dezembro de 2019

Raelettes, Pastoras e conjuntos vocais

Coadjuvantes são importantes, seja na música, seja no teatro, seja no cinema. Na música, fazendo backing vocal, algumas mulheres brilharam.

Por exemplo, as Raelettes do Ray Charles:


https://www.youtube.com/watch?v=x9A7h_vGp6c





Ou as Pastoras do Ataulfo Alves:

https://www.youtube.com/watch?v=75Z-pSXeBdg







Algumas vezes vozes femininas se apresentam em grupo e são protagonistas.


https://www.youtube.com/watch?v=gJLIiF15wjQ






https://www.youtube.com/watch?v=NDPhClCghmY






Esta é uma postagem para ouvir, e rememorar.

24 de dezembro de 2019

FELIZ NATAL


    Acesse no link, ou clicando sobre a imagem,  para ouvir a trilha sonora do Natal, na voz de dois dos maiores cantores de música popular, em todos os tempos.


https://www.youtube.com/watch?v=igaOTqgXbnA


Desejo aos prezados amigos frequentadores do blog, eventuais ou contumazes, BOAS FESTAS.



Que 2020 lhes traga muitas alegrias e conquistas, com saúde e paz.


23 de dezembro de 2019

A maior torcida do Brasil comemorou o título do Liverpool


Foi ruidosa, festiva, com muitos fogos espocando, muita cerveja consumida.

A gritaria no entorno foi absurda, foi como se o Brasil tivesse conquistado o hexacampeonato.

E no entanto era só a vitória do Liverpool sobre o time da urubuzada. Para alegria de mais de cem milhões de brasileiros.

Rede de supermercados

Não tenho notícia se o Riva desfilou com a camisa do Liverpool. Talvez não, em respeito ao filho rubro-negro, fruto do convívio no playground. 

O time da mulambada ficou no cheirinho. Que parecia de maresia, porque eles nadaram, nadaram e  ... morreram na praia.

Esse meme abaixo é bem representativo da opinião que esposei aqui:



O Flamengo é o maior vice-campeão mundial !

22 de dezembro de 2019

Bobagens repetidas viram verdades?


Nem sempre, ou nunca?

Vejamos alguns exemplos, de frases prontas, recorrentes, que encerram tolices:

1)  "Vinho deve ser tomado na temperatura ambiente". Quantas vezes ao longo de sua vida você já ouviu alguém falar isso? Pois é, só seria válido se você estivesse no outono/inverno europeu. Experimente no verão carioca de 40 graus à sombra, degustar seu vinho preferido sem que ele esteja numa adega climatizada. Um vinho acima de 20 graus nunca é apreciável.

2) Já que falo de vinho, outra sobre o precioso líquido, bebida dos deuses: "assim como o vinho, quanto mais velho melhor". Rematada bobagem. Nem todos os vinhos são de guarda, antes pelo contrário devendo ser consumidos jovens. E mesmo os grand cru, clássicos, devem ser mantidos em ambiente adequado de luz e temperatura. A verdade é que nem todos os vinhos quanto mais velhos são melhores.

3) "O cliente sempre tem razão". Raramente. Advogados, contadores, médicos, e outros profissionais liberais podem atestar que nem sempre o cliente (e até o freguês)  tem razão.

4) Outra grande inverdade, repetida recorrentemente aos ouvidos das namoradas, colegas de trabalho e domésticas, que não virava verdade, mas era aceita como tal, por inocência ou curiosidade, era: "Vou botar só a cabecinha". Dita no diminutivo para minimizar o risco.





"Os últimos serão os primeiros"; você acredita nisso? Imagine na fila de atendimento hospitalar, você morre e não é atendido. No cinema, pense que lugar estará disponível para você quando for o último a entrar na sala exibidora por último: a primeira fila, que vai-lhe causar um torcicolo.



Nota: estas coisas eram ditas nas décadas de 40 e 50 do século passado. Hoje em dia não sei que outras mentiras, mesmo eufemísticas, são repetidas ad nauseam, e há quem acredite.


20 de dezembro de 2019

Recesso forense e férias dos advogados


Na Justiça Federal, os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 06 de janeiro, são considerados feriados. É o que determina o art. 62, da lei nº 5.010, de 30.05.1966.

No Estado do Rio de Janeiro, a lei estadual nº 5956, de 13.01.2015, no §1º, do art. 66, determina que não haverá expediente forense no período compreendido entre 20 de zembro e 06 de janeiro.

Já o Código de Processo Civil, no art. 220, suspende os prazos processuais no período compreendido entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro.

O § 2º, do supracitado art. 220, determina que não haverá audiências ou sessões de julgamento no aludido período, ou seja, 20 de dezembro e 20 de janeiro.

Este dispositivo da lei processual civil pode ser interpretado como concessão de férias para os advogados, eis que não fluem prazos e não são designadas audiências.

Ora muito bem, não se fala em recesso.

De todo o exposto, decorre que estarei de férias entre 20/12/2019 e 20/01/2020.

Férias

Entretanto, como os magistrados e as serventias só estarão liberados do expediente até 06 de janeiro, atenderei no regime de plantão entre 06 e 20 de janeiro.

Plantão domiciliar
É duro ganhar o pão nosso de cada dia.

18 de dezembro de 2019

REPETECO, again


Gostei da ideia de repetecos. O blog nem engatinhava, em 11 de dezembro de 2009, portanto há dez anos, publiquei este post, que é encontrável em:

O post teve poucos acessos e apenas dois comentários. Dos irmãos March. Não, não me enganei, foram os March mesmo.

Os irmãos Marx eram o Chico, Harpo, Zeppo e Gummo, grupo de comediantes que fez teatro e cinema, não tiveram oportunidade de conhecer este blog.

O elogio do Carlos Frederico (que seu espírito siga em paz o seu caminho), na época afagou meu ego.

Leiam abaixo a postagem:

11 de dezembro de 2009


Os animais

Nossa afinidade e dependência com e em relação a outros animais remonta ao paraíso. Afinal, sem a serpente, talvez Adão tivesse morrido virgem. Aceito as razões de quem afirma que a maçã teve mais importância, mas estou falando de animais e não de frutas. Ademais, é possível que Adão estivesse de olho na maçã da Eva, mas faltava incentivo para prova-la. Havia o desejo, mas faltava a coragem. Daí a importância da serpente, que fez um belo marketing e convenceu Adão de que deveria, pelo menos, dar uma mordida. Sim, procede o reparo, aquela ave do glu-glu-glu deve ter feito algum movimento a favor, mas isto confirma a assertiva pois o que é uma ave senão um animal de penas.



Passado algum tempo, Rômulo e Remo, à deriva numa canoa, salvos e amamentados por uma loba, deram origem a um dos maiores impérios do planeta. De dar inveja ao Bush. O fato de ter sido uma loba, e não qualquer outro bicho a alimenta-los, talvez explique o porquê do cachorro acreditar nos homens. Tem sentido, não consta que já crescidos tenham os irmãos comido a loba. Ficou registrado nos genes, afinal são os lobos da família canidae, que o homem é confiável. Desde que não seja chinês, claro.

Em certas circunstâncias, o valor intrínseco do animal, decorrente de sua natureza, supera em muito seu valor corrente de mercado, como bem fungível. Houve Rei, está aí o Shakspeare, com toda sua credibilidade, que não me deixa mentir, que trocaria seu reino por um cavalo. E proclamou isto aos quatro ventos.

No estábulo, em Belém, não fora a generosidade do burro, da vaca e dos carneiros, cedendo a manjedoura, e teríamos Jesus deitado no chão. Ficamos devendo aos citados bichos a deferência para com o homem que veio para nos salvar. Uma referência muito especial ao jumento, que permitiu a fuga dele das garras de Heródes. Sem o jumento, adeus cristianismo. Ou à Deus cristianismo.

A teoria da dúvida não teria a menor graça se não houvesse galinhas, a nos deixar sem saber se estas precedem aos ovos, ou se vieram depois. Está certo, sempre se poderia utilizar outro ovíparo, como a tartaruga. E perguntaríamos, quem nasceu primeiro, a tartaruga ou o ovo? Mas tal fato confirma nossa tese da importância dos outros animais na vida dos homens.

A mitologia greco-romana fazia muita justiça, mas também injustiça, a vários animais. O minotauro e o centauro, deixam no ar a questão de quem era ativo ou passivo na relação. Se tivessemos um bicho com cara de cervo e corpo de homem, seria ainda mais complicado. Alguns filmes pornôs disponíveis não ajudam em nada.

O galo, quem diria, mesmo assado e já servido aos comensais, em Barcelos, salvou da morte o peregrino, provando sua inocência. Em outro lugar, dois deles - galos - decidiram numa corrida* o que os diplomatas não tinham como solucionar, na disputa territorial entre Florença e Siena. Acataram o resultado, embora o galo de Florença talvez fosse apanhado no antidoping se já fizessem o tal exame.

A águia está em muitos estandartes e brasões. Está no jogo do bicho e na bandeira da Portela. Já o Gavião é símbolo do Corintians e da Escola de Samba que tem origem naquele clube. A ave símbolo do Flamengo é o urubú. E, acrediem, nem foi a torcida do Vasco que escolheu.

Não fossem os outros animais, quantos adjetivos nos fariam falta. - Que cachorrada você fez comigo. E os comparativos? - Sabe a Luiza, aquela, que potranca, hein!!. João tem a memória de um elefante, mas é teimoso como um burro.

Agora que já paguei o meu mico, o adjetivo que me assusta é: que porcaria!

* Existe controvérsia a respeito da lenda sobre  a fixação dos limites territoriais das cidades de Siena e Firenze. A disputa, numa versão, não foi diretamente entre os galos. O combinado seria que dois cavaleiros, um de cada cidade,  na alvorada, assim que o galo cantasse, partiriam em direção a outra. A fronteira seria o ponto onde eles se encontrassem. Consta que o povo de Siena escolheu um galo bem nutrido, jovem, enquanto que a população de Firenze elegeu um galo negro, mal alimentado. Óbviamente o galo de Firenze, porque tinha fome, despertou e cantou primeiro, dando ao cavaleiro de Firenze uma enorme vantagem.
Pela mesma disputa, coube a Firenze a denominação Chianti (DOC) para um tipo de vinho característico da Toscana. Os Chianti têm na garrafa um galo negro.


17 de dezembro de 2019

Carteiros nas Montanhas

Trata-se de um filme chinês, realizado em 1999. Era domingo e eu dava aquele cochilada básica após o almoço. Quando levantei Wanda estava assistindo ao filme e comentou sobre o enredo.

Fiquei interessado, mas o filme estava no final. Resolvi ir ao Google para saber mais a repeito pois fiquei curioso com o roteiro. 

Na busca me deparei com esta análise, que achei muito boa, sensível, poética. Não se trata apenas da opinião de um cinéfilo, com considerações  e ficha técnica.

Vou assistir, se encontrar na Netflix.






CARTEIROS NAS MONTANHAS, 1999

“Carteiros nas Montanhas” é mais um bom exemplo de filmes perdidos que, quando descobertos, raramente passarão despercebidos. O que me cativa em cinéfilos é essa disposição em nunca guardar para si pequenas preciosidades e, portanto, vou seguindo essa onda pedindo que você, leitor/amigo, procure essa obra.
Filme Chinês, dirigido por Jianqi Huo, conta a história de um senhor, ele foi carteiro por anos, andando muito por várias regiões e, por conta disso, é conhecido por muitos e amado por alguns, o interessante é que a figura do carteiro se revela extremamente importante. Ele está prestes a se aposentar e visando passar a sua responsabilidade para alguém de confiança, o filho se prepara para assumir sua função. Mas a última viagem – que dura em média três dias – os dois farão juntos, o filho está prestes a descobrir o seu trajeto, enquanto o pai está próximo de descobrir um pouco sobre o tempo e como o mesmo se desfaz por entre os dedos. Mas “Carteiros nas Montanhas” é, de fato, um vislumbre audiovisual, onde a relação de pai e filho é protagonista de uma belíssima história de amor.
O caminho é árduo, isso fica claro, aliás, é uma mensagem dita quase que constantemente. O filho não tem noção da responsabilidade que sua nova função exerce sobre as pessoas, pequenos povoados, sem luz ou acesso a informação como temos hoje, a maneira de escapar é justamente com a comunicação. O carteiro, um agente da possibilidade, representa uma fuga do convencional. Eu escreverei, basicamente, sobre cinco elementos ao longo dessa crítica: pai, filho, tempo, amor e caminho.
Caminho
É muito fácil nos lembrarmos dos famosos filmes Road Movie ou filmes de estrada, onde temos a estrada como canalizador de transformações dos personagens, na maioria das vezes, em crise. O caminhar vai acontecendo, o sujeito se fazendo. Como um feto que se desenvolve na barriga da mãe, temos um homem conquistando a sabedoria de saber quem é. Isso acontece aqui de uma forma diferente, o pai e filho transitam por entre imagens do campo, florestas, paisagens que remetem diretamente ao puro.  Enquanto encontram personagens que já conhecem o pai, portanto, conhecem o filho. Mesmo que com desconfiança, eles vão aos poucos entendendo que tudo na vida chega ao fim. Aquele que dedicou sua vida e saúde para ajudar, precisa deixar sua bondade de lado e seguir em frente, tentando espalhar seus ideais. Por isso em diversas cenas o filho olha para o pai como um mestre, um professor. Até um simples ato como fumar soa tentador ao filho e, quando o faz, exprime um longo sorriso no rosto por estar imitando o seu pai. Os dois vão trocando de papel, aquele que um dia cuidou, passa a ser cuidado. Aquele que um dia dedicou, passa a ser expectador. Aquele que um dia aprendeu, precisa lidar com a paciência, para entender que cada um tem o seu próprio tempo. O caminho está tão presente nesse filme, que seria impossível detalhar o quanto se torna sublime no roteiro acompanharmos esse rito de passagem. Menino para homem. Homem para sábio.
Tempo
O tempo é motivo para dor de cabeça em muitos, inclusive para mim. É incrível como vai indo, sem ao menos explicar o motivo. Se transforma em lembranças ou em medo. Cada um aprende a encarar o seu, de frente, não de costa, como é recorrente. O pai, no filme, conheceu a sua mulher durante uma das viagens. Ele sempre contemplava o silêncio, enquanto o filho utiliza-se do artifício do som – com o seu pequeno rádio – para se esquivar do sentimento de solidão. Seria então o garoto mais sensível que o pai? Ou simplesmente o pai já passou da fase em que estar só pode ser traduzido como solidão. Me parece que ele se sente sempre bem acompanhado, seja com o seu fiel cachorrinho, ou com o vento. O vento parece um fantasma, nesse caso amigo, que vai soprando a sua direção, ele se mostra sempre como uma figura centrada, que sabe o que faz, só pode ser ajuda espiritual, ou seria apenas dedicação. Aliás, seria o filho, um dia, capaz de conseguir atingir o mesmo patamar?
Amor
Eu me considero um religioso pois acredito no amor. É o que nos liga, direcionando-nos a fé de não simplesmente existir. Exigindo-nos a capacidade de sentir. O pai vai com o filho, para iluminar o seu caminho, o filho se sente envergonhado com a sua presença, mas ali só existe respeito, mútuo, inclusive. O pai não é um diplomado, ou algo banal como isso, ele é um ser que sabe valorizar. Ele valoriza o espaço e, principalmente, o que faz, independente do que seja. O filho é a representação dessa nova geração, lembrando que o filme é de 1999, que faz as coisas mas não para e pensa, de fato, no que está construindo. Será que construímos algo sem amor? Eu diria que não, ambos personagens se conheciam muito pouco. O pai é um viajante, quando o menino nasceu ele estava longe de casa, mas as cicatrizes da infância perdida estão lá, ele pode se redimir com sua própria consciência e perguntar o motivo delas.
Em determinado momento, os dois encontram uma velhinha cega. Aproximadamente de 15 em 15 dias o carteiro(pai) senta ao seu lado, lhe entrega uma carta do seu neto – agora um rapaz intelectual e rico – e lê o que ele escreveu. O porém é que o neto nunca escreveu uma carta para a avó. O carteiro inventa coisas, para confortar o coração magoado da senhora. Ele então, junto com seu filho, vai ler a sua última carta para ela. Ele para no meio da leitura, e dá a vez ao filho. Momentos depois, longe da velhinha, eles conversam sobre isso, o filho indaga – visivelmente impaciente – que essa é uma obrigação do neto, não do carteiro. O pai não fala muito sobre isso, não precisa. Como se soubesse o tempo todo que, durante o percurso, os ventos assoprariam as respostas. O amor é isso, confortar corações independente do porquê.
Pais e filhos
O pai tem um grave problema nas pernas. Isso se agravou com o tempo pois ele vivia passando nas águas para prosseguir no seu caminho. Até que o filho chega nesse lugar, onde a água é um obstáculo e, no mesmo tempo, velha amiga do seu sábio. Ele se preocupa tanto com o pai, mesmo que essa fosse sua última vez, que acaba o carregando nas costas, para não molhar os seus pés. Como um rei em seu trono, nesse caso, o trono é sua criação. O pai, sempre sério, se desmancha em lágrimas no ombro do seu filho, enquanto se lembra dele criança, onde o carregava no cola, ainda bebê. Ao fundo temos uma narração em off – teremos bastante ao longo do filme, inclusive – onde o filho fala: “dizem que quando o filho consegue carregar o pai nas costas, significa que ele se tornou um homem”. Essa relação me causou uma comoção muito grande, bem como um mal estar. Desde criança sonhava com um super pai, que eu pudesse super me inspirar, profissionalmente ou não. Mas eu só consegui distância. Hoje, atingindo uma certa maturidade, resgato sentimentos e carinhos de outras formas mas, sem dúvida, o cinema me ensinou e me ensina ainda hoje que a única coisa que realmente importa é ter carinho pelo que faz. Seja ser pai, ser filho, profissionalmente ou emocionalmente. Agradando a nós mesmos, viveremos entregues, viveremos completos e em ordem com o nosso tempo, nosso caminho e nossos amores.

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A crítica está em:


14 de dezembro de 2019

REPETECO



Não é hora de falar (escrever) sobre Brexit; da possível reeleição de Trump ou de seu  improvável impeachment*; da incontinência verbal do presidente Bolsonaro, ou de seus pimpolhos; da euforia rubro-negra (argh!); da cotação do dólar ou da novela "prisão em segunda instância".

Estes temas são inapropriados para o presente momento, quando nossas atenções estão voltadas para o preço das nozes e das castanhas, para a busca por um vinho português capaz de enfrentar o bacalhau, mas com baixa adstringência - com taninos equilibrados - de sorte a não me deixar a boca com a sensação de ressecamento.

Preguiça mental conjugada com pouca inspiração, obrigam-me a um recurso mais ou menos comum entre cronistas: republicar ou dar nova roupagem a texto já publicado.

É o que estou fazendo, com a ressalva que não me intitulo cronista. Sou um blogueiro sobrevivente, graças a generosidade de alguns parentes e amigos fieis.

A postagem a seguir é de julho de 2012, quando o blog tinha apenas três anos de existência. Está no link a seguir, com os comentários da época.


https://jorgecarrano.blogspot.com/2012/07/confusao-mental.html

9 de julho de 2012


Confusão mental


Quase todo mundo já ouviu falar do “Samba do Crioulo Doido”, sátira por vezes mal interpretada como sendo preconceituosa, de autoria do jornalista, cronista do cotidiano, escritor e mulherólogo Sergio Porto, há muito falecido, e que assinava suas matérias como Stanislaw Ponte Preta.


Pois muito bem. Neste samba o autor aborda a confusão que se instala na cabeça dos compositores de sambas de enredo, pelo fato de terem, a cada carnaval, que escrever letras de sambas sobre personagens e fatos da história do Brasil.

Em geral, estes compositores tinham pouca cultura formal, possuindo apenas a sabedoria da vida e inspiração poética congênita (inata).

O tal samba do Stanislaw retrata exatamente a mistura de personagens, datas e eventos.

Num determinado momento da minha vida, por coincidência, vi-me às voltas com atividades novas para mim, em termos mais aprofundados.

Assim é que, usuário de recursos de informática, ainda ao tempo do CP500 que tínhamos na empresa, e bebedor de vinho ocasional (degustador mais tarde), precisei comprar um cachorro.

Estava mudando para São José de Imbassaí e ter um cão era importante sob os aspectos de segurança e companhia para nós.

Antes de me decidir por esta mudança de residência, havia concluído um curso de informática e programação (Basic).

Na mesma época meu filho Jorge me convida para participar, com ele, de um curso de Sommelier que era ministrado na ABS, no Rio de Janeiro. A ideia era que aprendêssemos o básico, para evitarmos gafes grosseiras.

De repente, não mais que de repente (isto dá poema)**, vi-me às voltas com muito vocabulário estrangeiro, francês, inglês, etc, que não fazia parte de meu dia-a-dia. Na área de informática, de castas viníferas e  cachorros.

Lembrei do Samba do Crioulo Doido e escrevi uma croniqueta que não sei onde foi parar (provavelmente se perdeu com um HD corrompido), coisa mais ou menos corriqueira em minha vida de uns tempos a esta parte.

E porque lembrei? Fiquei imaginando meu vizinho, já mencionado aqui no blog, novo rico, mas inculto e semialfabetizado  tendo que conversar sobre raças caninas, vinhos e processamento de dados, com todos os termos e nomes, novos para ele que, se não manejava bem o português, em inglês ou qualquer outro idioma era mudo de pai e mãe.

A confusão mental instalada nos neurônios resultaria em coisas risíveis.

Uma frase sairia, mais ou menos, assim: “Levei meu gewürztraminer para vacinar e aproveitei para ir ao supermercado para comprar vinho feito com a uva schnauzer, que dizem ser bem  encorpado.”

Ou ainda:

“Comprei um computador e mandei instalar o beagle para poder ter acesso na internet”. Sabe que meu cachorro, aquele maior, o zinfandel quase mordeu o técnico que veio instalar?”

E eu diria que achei um ótimo vinho com boa relação custo-benefício, um corte de setter com shar-pei, mais frutado do que o ripping.” (juro que não diria, é só licença poética).

“Ou que o grenache é um sistema operacional melhor do que o carmenere ou o bedlington.”

apache é uma uva e o grenache é um servidor web livre? Meu deus!!!

Rottweiler é uma casta que resulta em bons vinhos e gewürztraminer é uma raça de cachorro, de porte maior do que a viognier. E mais feroz do que a firewall.


Você não achou graça porque é culto e fluente em vários idiomas. Eu achei graça da minha ideia porque estava bem próximo de um  paroxismo tal de pânico, que pensei em trocar o cão por um gato, o vinho pela caipirinha e a internet pelo sinal de fumaça.


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/12/13/comite-da-camara-aprova-denuncias-formais-que-serao-votadas-em-impeachment-de-trump.ghtml

**  Versos de soneto de Vinicius de Moraes


11 de dezembro de 2019

FUTEBOL S.A.



O que vinha sendo especulado há algum tempo, agora é realidade. Os clubes de futebol profissional estão se transformando em empresas. No Brasil pois no exterior a prática já ocorreu faz tempo.

Muitos comentaristas esportivos já vinham tratando alguns clubes como "marcas", cintando, por exemplo,  que o Vasco da Gama é uma marca forte no Brasil e no exterior.

Os jogadores viraram "ativos" dos clubes (empresas) e o futebol deixou de ser um esporte ou entretenimento para virar um negócio. Business.

O "negócio" movimenta, ao redor do mundo, cifras fabulosas. E o mercado cada vez se expande mais. A China, por exemplo, entrou forte neste segmento de negócio. No qual o mundo árabe já havia ingressado também vigorosamente.

Os chineses não só estão desenvolvendo seus cubes, como estão adquirindo outros de conceito e prestígio consolidados, como a Inter de Milão, por exemplo.

O budget destas empresas (clubes) contemplam várias fontes primárias e secundárias de receitas.

Desde contratos astronômicos de naming rigths, para os clubes que têm suas arenas modernas, passando pelos direitos de transmissão televisiva de seus jogos e desembocando nas receitas tradicionais, como venda de uniformes (camisas, calções, etc) e bugigangas em geral, tipo bonés, chaveirinhos, canecas, etc,  mais as receitas de bilheterias em seus jogos.

Na partida entre Inter de Milão e Barcelona, realizada em 10 do corrente, ontem, no Estádio Giuseppe Meazza (San Siro, para muitos), em Milão, pela Champions Legue, estavam presentes 73.428 torcedores, que proporcionaram a renda de 5.929.864 de euros, que pela cotação do dia equivalia a pouco mais de 25 milhões de reais.

Outra importante fonte de receita é o patrocínio nas camisas. O produto ou serviço estampado no peito paga soma elevada, e os anunciante das mangas e calções pagam valores menores, mas ainda assim substanciais.

As cifras auferidas nas transações de vendas de jogadores são muitas vezes astronômicas. 

Vejam no link os 20 clubes mais ricos do mundo:
O futebol, esporte e diversão, mudou muito de 1950, quando fui levado ao Maracanã pela primeira vez, para assistir ao jogo entre Brasil e Espanha, até o presente momento.

Perdeu o caráter semi-amadorista, aumentou muito a velocidade do jogo e por consequência  o preparo atlético dos jogadores.

Raros são os casos, raríssimos, de jogadores que fazem suas carreiras no clube que os revelou, ou no qual iniciaram a carreira profissional. Nilton Santos, Pelé e Zico, no Brasil, envergaram uma só camisa. Rogério Ceni também, como jogador. Só para citar alguns poucos.

Hoje o normal é que jogadores beijem escudos nas camisas  de vários clubes, por vezes mais de um  no mesma temporada. Seriam mercenários ? Diria que não, é o "mercado", lei da oferta e da procura, aditivada pelo trabalho dos agentes e empresários.

As regras do jogo sofreram também modificações. Umas mais e outras menos relevantes. 

Algumas medidas foram bastante benéficas para dar mais ritmo ao jogo, tais como a colocação de 7 bolas no campo de jogo, e a irrigação dos gramados antes das partidas e por vezes nos intervalos. Estes, os gramados, atualmente são cortados com a grama mais rente (mais curta) o que também ajuda na velocidade do jogo.

Pesquisas melhoraram os tipos de grama empregados, e como regra geral acabaram os montinhos artilheiros que eram um desespero dos goleiros. Até mesmo a qualidade da grama artificial, cuja utilização está autorizada, melhorou bastante, aproximando-as das naturais.

Apesar do tal do VAR, na minha opinião absolutamente dispensável, tira tesão, irritante, o futebol ainda sobreviverá por muitos anos, despertando paixões, emoções, rivalidades, e gerando negócios astronômicos.

10 de dezembro de 2019

Pesquisa


Enquanto é possível, porque não começou a disputa do mundial de clubes 2019, republico postagem de 01 de dezembro de 2015, portanto há 4 anos.

Vai que o rubro-negro conquista a taça.

Pesquisa

Estive em Londres e em Berlim, duas das cidades de maior média de público presente em estádios, consequentemente redutos de torcedores apaixonados por futebol.

Estádio Olímpico de Berlim
Conhecem e idolatram Messi, Cristiano Ronaldo,  Müller, Rooney, Neuer e, sim, Neymar. Alguns mais idosos lembram de talentos do passado,  tipo Meyer, Zidane, Ronaldo, Pelé, Maradona, Di Stefano, Puskas.

Resolvi fazer uma pesquisa, aproveitando contatos informais com garçons, taxistas, balconistas, funcionários de hotéis, etc. para saber se conheciam ou tinham ouvido falar no Flamengo.

Eis, em síntese bem objetiva, alguns diálogos. Não vou identificar os interlocutores, porque serão alguns dos prestadores de serviço já mencionados, todos torcedores de clubes locais. As cidades, como mencionei, foram Londres e Berlim.


Blog: Por favor, você gosta de futebol?
Entrevistado: Sim amo de paixão.
Blog: Já ouviu falar no Flamengo?
Entrevistado: How’s that again?
Blog: Flamengo.
Entrevistado: Ah! Sure! É uma ave pernalta, de bico encurvado,  de cor rosada, de natureza gregária  e que habita, que habita, em grandes bandos, zonas aquáticas, pois se alimentam de algas e pequenos crustáceos.
Blog: Não, eu não falo destas aves. Falo de um clube de futebol.
Entrevistado: Sorry! Excuse me my mistake.


Outra pessoa, agora uma mulher.
Blog: Bom dia! Por acaso você acompanha futebol, tem algum time de predileção?
Entrevistada: Bom dia! Gosto muito. Eu e meu noivo vamos com frequência ao Estádio Olímpico (ela mencionou  Olympiastadion).
Blog: Conhece o Flamengo?
Entrevistada: Conheço e em meus tempos de menina cheguei a frequentar aulas desta dança. É um ritmo de música e dança de origem  cigana e mourisca. É muito popular na região da Andaluzia, na Espanha. É bonita de ver esta dança.
Blog: É verdade, tive oportunidade de assistir a um show folclórico  quando visitei a Espanha. Mas não é da dança que falo, é de um clube muito popular no Brasil, onde jogou o Zico.
Entrevistada: Zzzzico? É assim que se pronuncia? Quem é?
Blog: Esquece, não é importante.

Ao voltar para meu hotel conversei com o taxista, um bem-humorado porto-riquenho.

Ilha de Culebra - Flamenco Beach
Blog: E futebol, José, você gosta. Em Porto Rico tem bons times?
Entrevistado: Sou fissurado por futebol, tentei ser jogador, mas um problema no joelho me impediu de seguir jogando. Aqui torço pelo West Ham, clube tradicional que revelou Frank Lampard, Joe Cole, Glen Johnson e outros grandes jogadores que chegaram a seleção.
Blog: Eu conheço o West Ham , conhecido como a Academia do Futebol, embora seja coisa do passado. Aqui torço pelos gunners.
Entrevistado: São dois clubes de muita história no futebol.
Blog: Certamente você já ouviu falar de Flamengo.
Entrevistado (com largo sorriso): E como não! É uma das paias mais belas do mundo. Você conhece?
Blog: Você está falando da praia do Flamengo, no Rio de Janeiro?
Entrevistado: Não falo da Flamenco Beach ou Playa Flamenco, que fica na ilha de Culebra, no meu país, Porto Rico.
Blog: Eu estava perguntado sobre um clube chamado Flamengo, do Brasil.
Entrevistado: Brasil, sim, Pelé. Formidável.
Blog: O Flamengo parece que tem 30 milhões de torcedores e seria o time mais popular do Brasil.
Entrevistado: Trinta milhões de torcedores? Isso é dez vezes mais do que a população de Puerto Rico. Nem caberiam na ilha (lol).
Blog: Pois é, mas você nunca ouviu falar dele.

Vejam vocês o absurdo, o cúmulo da incompetência dos dirigentes de futebol deste clube e do país. O Brasil tem 204 milhões de habitantes, no entanto ... 

Nota do editor: a intenção era sacanear os rubro-negros. Mas enriquecemos com um pouco de cultura geral e encerramos com uma dolorosa verdade.

7 de dezembro de 2019

Frutas de minha infância - continuação


Comíamos bastante fruta na década de 1940, durante e no pós-guerra. Em geral de produção caseira, cultivadas nos quintais. 

Meus tios maternos, no Rio de Janeiro e paternos, residentes em São Gonçalo, mantinham pés de frutas em seus quintais. 

Quase todo mundo tinha quintal. O crescimento vertical da cidade começou quando já era adolescente.

Nas praias ainda pouco frequentadas senão por pescadores, como Itaipuaçu e Piratininga, havia pés de pitanga. Nos terrenos baldios mangueiras e abacateiros eram frequentes. Mamoeiros nasciam em qualquer lugar junto a muros.

As pessoas que moravam nos morros e não eram favelados, apenas de baixa renda, e cujas mulheres lavavam roupa para fora ou trabalhavam como doméstica, mantinham árvores frutíferas em seus pequenos terrenos.

Tamarindo

Pitanga

Sapoti

Jabuticaba

Goiaba
Cajazeiro (pé de cajá)

Amora


As frutas que comíamos habitualmente eram banana, laranja, manga, abacate, melancia e abacaxi. Quem não tinha em seu quintal, ou no do vizinho, comprava nas quitandas.

Frutas reputadas como mais nobres, como pera, uva e maçã eram geralmente importadas da Argentina, e vendidas aqui nas mercearias.

Em algumas feiras era possível encontrar pêssego,  caqui, figo e uva tipo Itália, na época da safra, cultivadas em Jundiaí e  Vinhedo, em São Paulo.

O melão, assim como o caju, vinha do Nordeste, acho que de Pernambuco.

Nozes
As frutas secas, que comíamos no Natal, tipo coquinho, como noz, avelã e amêndoa, eram importadas. Tal como a tâmara e a cereja.


Avelãs
O Norte e o Nordeste,  são pródigos em frutas pouco conhecidas entre nós, na região Sudeste. Hoje pouco conhecidas, no passado desconhecidas. Já,ouviu falar em araça, em umbu, em ciriguela? Mesmo a acerola, agora bem difundida por aqui, na minha infância ninguem conhecia.

4 de dezembro de 2019

Frutas de minha infância


Já falei aqui sobre frutas. Mais de uma vez. Numa delas porque fiquei surpreso quando meu filho, com mais de 40 anos de idade, não vira um tamarindo.

Não sabia o formato, a cor e nem o paladar da fruta. No cardápio da lanchonete havia o suco de tamarindo e ele resolveu experimentar. Provavelmente para jamais repetir a experiência.

Vamos combinar que suco de tamarindo é para profissionais. Mas a surpresa de constatar que meu filho não conhecia a fruta me surpreendeu.

Depois disto passei a acreditar no relato de minha mulher, que até então tomava como gozação. Consta que este meu filho teria dito a uma das primas que estava louco para subir num pé de cana, ao saber que mudaríamos para São José de Imbassaí.

Convivi com frutas silvestres, e cultivadas, durante minha infância. Onde morava, em Niterói, e também nas casas das tias (irmãs de minha mãe) que moravam no Andaraí (rua Paula Brito), em Vila Izabel (na rua Barão de Cotegipe) e no Grajaú (rua Borda do Mato).

Também um dos irmãos de meu pai morava numa casa em centro de terreno, com pés de laranja e tangerina. Logo na entrada, ao lado do portão de madeira, havia uma enorme árvore: uma tamarineira.


Estas frutas abaixo fizeram parte de minha infância.

Abricó, não é abiu

Abricó aberto

Abiu

Abiu aberto

Carambola

Carambola aberta


Jambo

Jambo aberto

Pinha ou fruta-de-conde

Pinha aberta
Segue em próxima postagem. Faltam muitas. E estou me limitando a região Sudeste e a minha infância.


Imagens: colhidas via Google.