3 de outubro de 2011

Viagem relâmpago à Cidade Luz

Por
Paulo Ricardo M B March

Nem em sonhos/pesadelos .... rsrsrs

Sou de uma geração em que uma viagem Rio-Paris era o máximo ! Era fato pra conversarmos com todos os amigos, família, etc ..... e acho que por isso nos chocou MAIS profundamente o trágico acidente com o Airbus da AIR FRANCE recentemente. Tinha até um casal de Niterói em lua de mel no avião ..... que tragédia impressionante, numa fase do voo em altitude e velocidades de cruzeiro !!! Imagino todos relaxados depois do jantar, vendo um filmezinho, e ..... Boommmmm !!!!

Pois é ... aí, numa 2ª feira vadia, dia 29 de agosto, recebo um telefonema da empresa para a qual prestava serviços pontuais :

- Vc vai ter que viajar amanhã para Paris para 2 reuniões com fulano e sicrano ... algum impedimento ?

- Não, tudo Ok ! - respondi de primeira - rsrs. ( os caras não têm a menor noção do que isso representa para mim, que estive em Paris há 32 anos atrás !!! )

- Ok, então venha aqui amanhã tipo 10h para uma reunião de alinhamento, pegar as passagens e grana para despesas.

- Hmmm.....ok, ok ...até amanhã.
Dia seguinte, fui lá ... reunião, tickets, 300 euros para despesas e ...tchau !

Galeão, 3ª feira dia 30 de agosto.... o voo que seria às 23:50h só saiu 4ª feira dia 31 de agosto à 1h da manhã. Guardem bem essa data e horário !!! rsrsrsrs

11h de voo ( agora sem acento, pelo novo Aurélio) direto, que com 5h de fuso horário a mais, me fizeram chegar no aeroporto Charles De Gaulle em Paris às 17h , hora local.

Aqui uma pequena observação .... as instalações do Terminal 1 do Charles de Gaulle são decepcionantes se comparadas com qualquer aeroporto de grande cidade americana. Obsoleto.

Well, táxi em direção ao sul (centro de Paris), 30 minutos de tráfego pesado e ,,,hotel, na Rue de la Sorbonne, exatamente ao lado da famosa universidade, super próximo do Rio Sena. Cheguei tipo 19h.

Check in no hotel, quarto modesto mas legal no Mercure, banho básico para recuperar as energias, e...RUA !!!!!

Footing nas redondezas a 12 graus .... brrrr ..... com pitstop, depois de várias opções, num italiano, onde devorei um básico tagliatelli ao ragú ... show, por míseros 9 euros ...rsrsrs

Mais footing nas redondezas ... barzinhos super lotados de gente bonita e alegre, e então, hotel e ....CAMA !!! ZZzzzzzzz

Next Day ...... 5ª feira : acordei às 7h e depois de arrumar estratégicamente as malas, " caí no roçado", como diz meu amigo Paulo Ranquine de Niterói !!!


Notre Dame - Bateaux Mouche
Rio Sena

Fui dar uma volta até Notre Dame e arredores ...matar saudades de momentos inesquecíveis com a Isa e Rodrigo (com 10 meses, hoje com 32 anos) ... pelo menos isso ... rsrsrs. Foi emocionante.






O autor, com uma das belas pontes,
 sobre o Sena, ao fundo

Voltei para o hotel, check out e rumei para as reuniões em 2 locais diferentes de Paris, próximos. Almoço executivo ( excelente carne com fritas e vinho), etc, e às 17h, após as reuniões, corrida para o ..... aeroporto !!! Viagem de 11h de volta ao Brasil ............
O que vou contar para os meus amigos ?

Pra meus filhos ? rsrsrsrs ..........

fui a Paris ?

fui ??????

6ª feira 4h da manhã, o Airbus 330 da TAM faz o touchdown no Galeão ...... caraca ! saí do Rio na 4ª F 1h da manhã ....

Levei 3 dias para meu corpo voltar ao normal .... intestinos, cabeça, pernas, pensamentos, estômago .... rsrsrs

Seguem algumas fotos da aventura......não me perguntem nada sobre Paris!

Só sei que estive lá ...rsrs.

Sds


Catedral de Notre Dame
Île de la Cité - Paris






Nota do editor:  O que o Paulo March não contou, é que além do caráter romântico/sentimental (viagem com a Isa, etc), ele tinha outra razão para ir visitar Notre Dame. Era agradecer a generosidade de seu santo protetor, por ter sido convidado para esta tarefa de ir a Paris, numa segunda-feira daquelas morrinhentas.
Por meu turno, nem com muitas preces, jamais fui designado para missão tão espinhosa. Vejam que o coitado do Paulo teve que comer carne (importada?), acompanhada de vinho nacional.  É, ele não disse, mas o vinho era nacional. Que horror!
Sugiro ao Paulo um bom banho de sal grosso, porque inveja mata.

11 comentários:

Jorge Carrano disse...

Prezado Paulo,
Em Paris, bastam um bom pedaço de camembert, um côtes-du-rhône, uma baguette e um potinho de geléia de damasco.
Piquenique no hotel mesmo. Nem precisa bistrô.
Convenhamos que foi um rally, mas muito chic, muito sofisticado.
Abraço

Carlos Frederico disse...

Carrano, será que tem gente com preconceito quanto a destinos sul-americanos que eu andei descrevendo com tanta dedicação?
Pois que releituras acerca de lugares HIPER conhecidos como Las Vegas e Paris não mereceram nenhuma nota ácida...
Abraço
Carlos

Helga Maria disse...

Nem ia comentar este post, mas deparei-me com uma provocação. Acho que foi para mim a insinuação da falta de critica ácida ao postado sobre Paris.
Nâo vou entrar em polêmica, pois cada qual tem suas razões. As minhas são as seguintes: é inconteste que a região dos lagos andinos é linda, a natureza é esplendorosa; mas é só paisagem.
Por outro lado, a gracinha da cidade de Bariloche não tem os museus, castelos e igrejas com séculos de história. Não viveram lá personalidades do mundo artistico e cultural do porte de Ernest Hemingway, Gertrude Stein, Ezra Pound, Pablo Picasso, Toulouse-Lautrec e muitos outros nomes expressivos da literatura e das artes plásticas, muitos dos quais adotaram a cidade para viver, pelo rico ambiente cultural. Onde estão os Templários, onde estão monarcas que como Felipe IV influíram nos rumos da Igreja? Onde está um Napoleão? Uma Joana d’Arc? Robespierre, Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, Molière ? E uma infinidade de outros gênios, heróis, poetas, pensadores, pintores, escritores, e filósofos. Não vou enumerar mais porque ocuparia um enorme espaço do blog. Não há preconceito . Há gosto pela história da humanidade, pelas construções fantásticas, pela arte de todo o mundo encontrada no Louvre.
Abraço
Helga

Jorge Carrano disse...

A Patagonia, os Lagos Andinos, ninguém pode contestar, são deslumbrantes.
Mas "Paris é um festa", como definiu Ernest Hemingway.
Obrigado ao Carlos e a Helga, por "trocarem farpas" com muita educação, civilidade e dignidade neste espaço.
Se todos gostassem do verde, que seria do amarelo, como dizia minha avó.
Abraços

Paulo disse...

Well, quando eu for a Paris vou tentar fazer uma matéria legal ... rsrsrs ... Sds !

Carlos Frederico disse...

É vero. Ganhei meu sustento sendo engenheiro, agora aposentado. No entanto, sou fotógrafo e músico, além de astrônomo amador. Meu lazer é, dá pra aquilatar, principalmente contemplativo. Curto imagens, não História. Isso indica certa ignorância de minha parte, sempre reconheci.
Por ter vivido 7 meses em Munique, pude visitar (além do sul da Alemanha) Londres, Amsterdam, Paris, Berlin, Veneza, Verona, Zurique, Madrid, Lisboa.
Anos se passaram e minhas viagens se limitaram ao lado de cá: Brasil, Chile, Argentina e EUA
Esse trololó todo pra dizer que continuo achando que todos os destinos merecem de mim o mesmo carinho, não discrimino uma ida a Gramado ou Bariloche frente a Paris ou NY. Cada um tem seus encantos e procuro não desprezar os pequenos em detrimento dos grandes. Senão nunca mais iria a lugar algum, já tendo visitado o creme do creme - não bastasse estar ao lado do Rio de Janeiro, uma das mais lindas cidades do mundo.
É isso.
Abraços
Carlos

Jorge Carrano disse...

Alô pessoal,
Vou assumir o papel de conciliador (figura utilizada nas audiências de conciliação, principalmente nos Juizados Especiais). Havendo acordo, e confio que haverá, a demanda se encerra.
Vamos a origem da celeuma. Um belo dia, comentando um post de autoria do Carlos, a Helga Maria (visitante bissexta), disse que os lugares enfocados (Lagos Andinos, se não me engano) eram muito batidos como roteiros turísticos. Seriam muito manjados.O Carlos engoliu em sêco. E custou a digerir.
Agora, nesta postagem, o Carlos apenas fez um comentário, a meu juízo pertinente, embora desnecessário, que Paris também é roteiro batido, muito conhecido.
Notaram que os dois têm razão? Tanto os lagos, no Chile, quanto a França, em especial Paris, são destinos clássicos e manjadíssimos para turismo.
Só que a polêmica tomou outro rumo, que foi a da comparação. Ora, não se comparam os locais citados. Cada qual tem seu interesse histórico, paisagístico, cultural, gastrômico e assim por diante.
Então sugiro ficarmos assim, seja quanto a Paris, seja quanto o Chile, Argentina ou Brasil, vamos no blog tentar enfocar coisas, ângulos, locais, comidas, etc, que fujam do lugar comum, aspectos que as pessoas em geral desconhecem. Experiências pessoais inusitadas. Embora eu mesmo já tenha comentado e mostrado lugares conhecidíssimos, tais como universidades, bares e museus europeus.Só que ninguém criticou, não é Carlos?

Abraços para todos.

Paulo disse...

E seguindo o conselho do meu amigo Carrano, vou tomar um belo banho de sal grosso .... rsrsrs

Gusmão disse...

Estou chegando atrasado nesta polêmica, mas vou dar meu pitaco.
Acho que a senhora Helga, com todo o respeito, pretendeu comparar o Whisky Old Eight (8a), com Whisky Royal Salute (25a).
A gente bebe os dois, não é? Depende de uma série de fatores.
Abraço
Gusmão

Carlos Frederico disse...

É mais ou menos por aí. Mas não exatamente, pois continua a desmerecer uns em detrimento de outros.
Digamos que eu dispusesse periodicamente do dinheiro necessário para uma viagem a Paris / London / New York / Dubai / Tokyo / Bariloche / Las Vegas / Monaco / etc etc etc. Qual delas eu escolheria, a cada vez?

Putz, se eu fosse aficcionado eu escolheria sempre a mesma, digamos por hipótese, Paris.

Mas não é o que se faz. Outros aspectos norteiam a escolha em cada uma das oportunidades. Hoje eu quero rever Paris, mas amanhã talvez eu queira ver as novidades de Dubai. A seguir talvez tenha as Olimpíadas em London. Ou a neve em Bariloche. Ou o Natal Luz em Gramado. Ou boiar nas águas da Pousada do Rio Quente. Quem sabe jiboiar numa praia no Nordeste.

Portanto, cada destino tem seu valor. Uns são mais modestos, outros são portentosos. Uns mostram um detalhe panorâmico de interesse. Outros nos brindam com séculos de História.

E vamos em frente!
Abraços
Carlos

Paulo disse...

Gusmão, pior foi o meu caso .... não bebi nem o Eight nem o Salute nessa ... rsrsrs .... e por isso resolvi contar a minha viagem diferente a Paris.
Sds
Paulo

Em tempo, lembrança do meu amigo Carrano : bebi sim , um vinho nacional hehehehe