1 de junho de 2014

No Alzira Bittencourt






Por
Carlos Frederico March
(Freddy)









Tive 5 experiências escolares. Por que não dizer 6, acrescentando o curso na Siemens AG, que além de diversos módulos no Brasil realizados entre 1976 e 1978 incluiu 7 meses em Munique (maio-dezembro/1977), melhor fase de minha vida? Por que não acrescentar ainda outros, como o desastrado mês em que fui aluno da Faculdade Cândido Mendes em Nova Friburgo? Essa minúscula experiência daria um post inteiro, mas com críticas ácidas à referida faculdade, motivo de minha desistência precoce do Curso de Música.

Bom, vamos lá. Pela ordem foi assim:
Curso Marília Mattoso (1957 - 1960)
Curso Alzira Bittencourt (1961)
Liceu Nilo Peçanha (1962-1967)
Instituto Gay-Lussac (1968)
PUC-RJ (1969 - 1973)
Siemens AG (1976 - 1978, não contínuo)

Eu fui alfabetizado e cursei os primeiros anos escolares no Marília Mattoso. Deixo detalhes para um post futuro, se houver. Completara eu 10 anos de idade quando meus pais seguiram uma orientação estranha mas cabível da direção da escola: eu estava muito adiantado em relação à turma e se permanecesse para cursar a 4ª série ia provavelmente perder um ano na longa estrada que me aguardava.

Eu tinha intenção de ingressar no Liceu Nilo Peçanha e para aumentar minhas chances era recomendado frequentar um curso preparatório, chamado Curso de Admissão. Era similar ao pré-vestibular, só que se referia ao ingresso no então ginásio.  Bons tempos aqueles em que era uma verdadeira briga de foice para os melhores alunos entrarem numa escola municipal...

Dona Marília (diretora) e Dona Léia (professora) orientaram meus pais para que eu tentasse a prova classificatória do Curso Alzira Bittencourt, considerado na época o mais puxado em termos de preparo para a admissão. Prova para entrar na admissão, prova para entrar no ginásio, prova para entrar na faculdade... Eram tempos difíceis aqueles...

Obviamente já repararam: naquele tempo “tia” era a irmã de nossos pais. As professoras eram respeitosamente chamadas de “dona”.

Contatada, Dona Alzira fez muxoxo porque soube que eu vinha de uma 3ª série. Como poderia eu estar preparado para entrar no curso de admissão - que correspondia na época a uma espécie de 5ª série? No entanto, dada a insistência de meus pais e recomendação de Dona Marília, ela aceitou minha inscrição na prova classificatória. Tirei 1º lugar.

Foi o ano em que mais estudei em minha vida! O ritmo de ensino no Alzira Bittencourt era quase desumano em se tratando de crianças. Corria o ano de 1961 e eu, com 10 anos de idade, só fazia estudar o dia inteiro! Não digo dia e noite pois, com a progressiva cegueira de minha mãe, era tabu forçar a vista à noite. Depois do jantar, eu brincava um pouco (muitas vezes sozinho) e ia dormir cedo, para estar preparado para a “pedreira”.

Foi o único ano em que guardei a foto da turma, e ela tem atrás a anotação dos nomes dos colegas, feitos por alguém (não fui eu, pela letra). Há uma superposição de nomes no número 37 e eu não consegui de jeito nenhum saber o nome que foi ocultado. Paulo Roberto Gomes é o número 38, mas alguém escreveu seu nome de novo sobre o que seria o 37.

Quis o destino que nesse dia da foto não estivesse presente a melhor professora e incentivadora que tive no Alzira Bittencourt (cuja proprietária e diretora não dava aulas na Admissão): Dona Jandira Abi-Ramia, a professora de matemática. Soube que ela depois fundou a Escola Domingos Sávio, na Avenida Sete de Setembro. À esquerda, Dona Janette (história e ciências) e à direita Dona Rosaly (português).






Lembranças esparsas desse ano de 1961 formam um mix bem variado. Um deles se refere ao pastel de queijo da cantina. Putz, naquela época ainda era costume em nossa família mandar-nos para a escola com merendeira. Tremendo mico para nós, tendo de comer o sanduíche já meio mole com o famigerado café com leite frio, vendo colegas tomar refrigerante e comer pastel e sanduíches vendidos na escola...

Minha avó cozinhava bem, muito bem na verdade, mas tinha alguns defeitos. Um deles era não saber fritar pastel (nem batata palito). Jamais ficavam iguais aos da cantina da Dona Alzira! Hoje eu sei porque, mas não vem ao caso. Volta e meia a gente tinha um “refresco” e nos era autorizado degustar a “iguaria” junto com os colegas.

Essa prática da merendeira gerou um trauma que perdura até hoje! Enquanto crianças, éramos obrigados a tomar leite - bom para os ossos e fundamental para nosso crescimento. Em nossa casa pouco se usava achocolatados, nem sei quais os que existiam na época. Então era leite com café e na merendeira ficava frio, e com nata! Assim que crescemos e fomos liberados da obrigatoriedade de consumir leite diariamente, conta-se nos dedos as vezes em minha vida em que voltei a tomá-lo, ainda mais com café!

Criança ainda, não faria sentido pensar em namoradas. No entanto admito que curti um interesse à distância, reconhecidamente platônico porque não poderia ser de outra maneira, por uma colega de turma, a Isa Costa (# 2). Nunca sequer me aproximei dela, já tinha um início de consciência de minha... hmmm... feiúra (# 40): era gordo, usava óculos de tartaruga e era CDF. Quer coquetel mais broxante que esse?

Eu aprendi a escrever bem, as aulas de português eram duríssimas e a exigência de gramática correta, boa caligrafia e perfeita organização das ideias dentro do tema era absoluta. Então aconteceu um caso curiosíssimo. Foi-nos determinado fazer como exercício de casa 2 redações de fim de ano, tema livre.

A gente estava passando alguns dias hospedados num hotel hoje inexistente, situado à beira da Praia das Flechas, se não me engano Icaraí Palace Hotel. O motivo dessa hospedagem não me lembro, mas um acontecimento trágico jamais será esquecido: o incêndio do Circo Americano em 17 de dezembro de 1961. Nós íamos ao circo nesse domingo, tendo desistido no último momento. Meu pai, funcionário do IAPI na área de assistência médica, passou a tarde/noite fazendo traslado de feridos para o Hospital Antônio Pedro em nosso Simca Chambord, que mereceu minuciosa lavagem interna para se ver livre do sangue das vítimas.

Antes dessa tragédia, pois nossa estadia foi relativamente longa, a visão das ondas quebrando na areia, os navios entrando e saindo da Baía de Guanabara, me inspiraram a escrever “A praia”.

Em paralelo, eu sempre apreciei os fenômenos meteorológicos. Curtia a fúria dos elementos, vivia olhando pra cima, de dia ou de noite. Cafifas e balões sempre foram interesses maiores, verdadeiras paixões, desde criancinha. Observar as mudanças de tempo, conseguir fazer uma “leitura” dos ventos e das nuvens, era fundamental para quem curtia esses hobbies, e comecei bem cedo. Então ocorreu-me escrever “A tempestade”.

Dona Alzira se recusou a me dar nota. Afirmou que aquelas duas redações não eram de minha autoria, que eu devia ter sido ajudado. Meus pais ficaram indignados, pois eram testemunha de que eu havia de fato escrito aquilo. Eis que no apagar das luzes, quase Natal, teve a derradeira prova de português do curso e o tema em sala de aula foi “O dever”. Tirei 9,5 por conta de um pequeno erro de grafia, mas recebi a seguir minhas duas redações de volta, com nota. Tanto “A praia”  como “A tempestade”  ganharam 10! Dona Alzira revelou que, agora sim, acreditava que eu as havia escrito sozinho. Infelizmente se perderam...

Eventualmente passei na prova de admissão ao ginásio, no Liceu. Entrei em 1º lugar, pela média das provas escritas e orais - sim, havia prova oral! Lembro que na prova de português eu fui superado pelo meu colega Antônio Fernando Cruz de Mello, também oriundo do Alzira Bittencourt (#22 ). Nossa amizade foi reforçada pelo fato de seus pais serem amigos dos meus e mamãe ter uma enorme simpatia por ele. Sujeito inteligente, culto, educado, escrevia e falava muito bem, além de ter se revelado excelente pianista.

Mamãe costumava elogiar a relação de Antônio Fernando com o piano. Era um cara que volta e meia se sentava e tocava algo, diferente de mim que tinha uma hora ou no máximo duas no dia para sentar-me e estudar, e o fazia meio que forçado. Antônio Fernando, ao contrário de mim, tinha mãos e dedos fortes e tocava muito solando com oitavas, o que para mim já naquela época era penoso. Depois, com o acidente da mão (1968), piorou mais ainda, apesar de ter contribuído para consolidar minha paixão pelo piano.

Seguimos juntos no Liceu até o destino nos separar: ele foi estudar diplomacia no Instituto Rio branco e eu engenharia na PUC-RJ. Hoje Antônio Fernando deve estar cortando um dobrado, pois é o embaixador do Brasil na Ucrânia!

Antonio Fernando Cruz de Mello

Vários alunos do Alzira Bittencourt passaram na tal prova do Liceu e fomos colegas eventualmente de 1962 a 1967. Havia várias turmas e a cada ano o critério de organização das mesmas variava, então a gente era apresentado a outros colegas da mesma série, oriundos de turmas diferentes.

Relaciono, assim meio por alto, além de Antônio Fernando, alguns que me lembro terem passado junto conosco para o Liceu: Lília (gente, ficou muito bonita), Ceres, Alci Bacelar, Dóris, Sonoe Sugahara, Ricardo Condeixa, Solange, Sérgio Póvoa, Paulo Roberto Furtado, Paulo Roberto Gomes, Wellington, Nívio, Geraldo...

Provavelmente me esqueci de vários outros colegas do Alzira Bittencourt que também passaram nessa prova, mas deve ter sido porque não convivi com eles posteriormente. Não bastasse eu ser uma negação para guardar fisionomias e nomes... O que aconteceu no Liceu, onde fiz poucos e novos amigos, bem como minha experiência nas outras escolas, serão (?) temas para posts futuros.




Créditos:
Turma e nomes: acervo do autor
Antonio Fernando, embaixador na Ucrânia: Google.


22 comentários:

Jorge Carrano disse...

Freddy dispensa apresentação. É o mais assíduo frequentador deste espaço virtual, como autor de posts ou debatendo nos comentários.
Aqui nos fala da infância, seu colégio e seus colegas de classe.
Engenheiro, aposentado, fotógrafo e astrônomo diletante.

Helga Maria disse...

Pensei que era um curriculum, depois melhorou a narrativa.
Legal lembrar dos antigos colegas.
Helga

Freddy disse...

Este texto foi escrito antes de ler os demais sobre experiências da infância- adolescência. O espírito com que cada um abordou o tema proposto pelo Carrano foi pessoal e eu confesso que de certa maneira me senti completamente quadrado após ler Beth, Alessandra e Jorge. Cláudia e Wanda nem tanto, descreveram seu passado mais ou menos cartesianamente como eu.

Eu poderia escrever um livro inteiro sobre porque não tenho saudades de minha infância e adolescência, e o capítulo central é simbolizado pelo Alzira Bittencourt. Quando eu digo que foi quando estudei mais em minha vida, não é metáfora. É fato. Como se poderia exigir tanto de uma criança, ou por outro lado, como posso ter me sujeitado a tal massacre?

Basta ver o ano e conhecer parte da intimidade de minha família, eventualmente já abordada aqui. Corria o ano de 1961 e minha mãe já trilhava o caminho da cegueira (começou em 1958). Eu já me transformara no instrumento de sua realização pessoal, dada sua imensa ambição de superioridade, drasticamente frustrada. Exigia de mim o máximo. E me recompensava com benesses. Uma espécie de prostituição. Eu lhe trazia vitórias escolares, ela me dava dinheiro, mesada e presentes. Riva sofreu bastante com isso, quiçá até hoje ainda não se recuperou.

Minha mãe, mesmo cega ou enquanto quase cega, era mulher de juntar meus colegas em casa para fazer trabalhos escolares e colava conosco até que a coisa saísse perfeita. Começou no Alzira, estendeu-se pelo Liceu. Papai era instado a colaborar e fez inúmeras capas de trabalhos para nós. Lembro-me perfeitamente do detalhe que acusava sua interferência no resultado, o “rabo do gato aparecendo”: ele fazia um “S” esticado e comprido, totalmente diferente do meu e dos meus colegas!

Uma criança deve balancear sua vida entre responsabilidades e brincadeiras, acho que faz parte da formação da personalidade. 1961 foi um ano atípico e não foi por minha escolha. Eu só estudei - e engordei mais do que já era! Por eu o escolhi como referência.

Abraços
Freddy

Jorge Carrano disse...

Helga,
Já convidei uma vez e reitero. Não quer escrever sobre suas memórias de infância ? Assim ficaremos sabendo um pouco mais a seu respeito.
Vamos, mãos à obra.

Jorge Carrano disse...

Legal Freddy! O estilo é o homem, ou o homem é o estilo, como já foi decretado.

Ana Maria disse...

Freddy, vc já tem material para o primeiro volume de sua auto biografia. Acho que até o final do ano conheceremos toda sua história. Ainda bem que você escreve bem.

Alessandra Tappes disse...

Suas experiências escolares só comprovam um fato q infelizmente hj em dia n existe mais: educação de primeira nas escolas. Também usava óculos de aro de tartaruga -pretos pois n tinham mta opção de cor na época, sentava a frente e me esforçava ao máximo para estar sempre entre as primeiras da turma. Sem falar que era gordinha tbm! O q na sua época e na mha era sinal de boas notas, hj é ridicularizado o aluno q senta a frente e ainda mais com essas características: piorou ainda mais.

Em suma, bons tempos esses que não voltam mais.

Bendita seja a a saudosa época!
Fez de vc um grande escritor.

Agora, diga pra mim uma coisa: como fritar batatas fritas? sinceramente eu n sei fritar sem deixá-las nadando em gordura pura...

Freddy disse...

Alessandra, eu nunca fritei batatas...
Mas parece que uma das regras é esquentar bastante o óleo e jogar pequenas porções, que são retiradas com uma escumadeira à medida que vão ficando douradas. Devem ser colocadas ao lado para secar sobre uma ou mais folhas de papel absorvente (daqueles rolos de cozinha).
Enquanto uma porção frita, a gente vai cuidando da anterior, transferindo para outra vasilha onde serão servidas ou colocando mais camadas de papel absorvente sobre as que já estão secando.
No entanto, nada disso adianta se as batatas forem ruins, o que em certas épocas do ano acontece. Não há santo que as faça ficar secas...
<:o)
Freddy

Helga Maria disse...

Fico muito agradecida pelo convite. Mas não teria o que dizer que valha a pena. Nada curioso, ou que não tenha sido vivido por outras pessoas.
Sempre preferi ler do que escrever.
Parabéns a todos que tiveram a capacidade e a coragem de se expor, relatando suas vivências.
Helga

Jorge Carrano disse...

Lamento, mas respeito. Aqui ninguém faz ou deixa de fazer contra sua vontade.
Seu comentário me remete ao Borges, o argentino Jorge Luis, que se jactava do que havia lido e não do que escreveu. A grande maioria das pessoas se orgulha do que escreve.

Freddy disse...

Médio, Carrano.
Eu sou inseguro. Vez por outra acho que produzi algo legal, sem no entanto atingir viva-alma (os famosos pneus - rs rs). Outras vezes penso ter sido tosco e dá um caldo grosso, surpreendendo-me.
Gosto de fato de escrever, mas não me classifico como um bom escritor. Correto, pode ser, cuido bastante da gramática e da ordenação das ideias, mas raramente tive lampejos geniais.
Quem sabe com a prática eles aparecem com mais frequência?
Abraços
Freddy

Jorge Carrano disse...

Seu post está na fila, caro Riva. Depois da Ana Maria, que será publicado daqui a pouco, teremos o seu na quarta-feira.
Abraço

Riva disse...

Esse blog está sendo uma espécie de continuidade da Saga de Anette, uma história escrita por mim e Freddy na década de 90, e que parou quando já tinha 924 páginas, em formato A4. Ali, em meio a personagens diversos da nossa adolescência, discorremos sobre uma louca e engraçada aventura espacial, mas com detalhes muito interessantes da vida de cada um de nós.

Sim, continuidade porque apesar de termos vivido sob o mesmo teto por quase 20 anos (eu e Freddy), eu não conhecia 1% do que acontecia dentro da minha própria casa, não vivenciava o dia-a-dia como Freddy,e então, minha surpresa e descoberta em muitas coisas que ele relatou na Saga, e vem relatando no blog.

Uma delas, pinçada desse texto, é referente às recompensas que Freddy recebia por tirar boas notas. Claro que eu nunca as recebi, nem sabia que existiam ... e eu era uma espécie de vagabundo, e só tirava o necessário para passar de ano. O resto era "rua", para brincar.

Não, não sofri com isso tudo que rolava em casa, pelo simples fato de que não ficava em casa, e não ligava ao ser comparado com Freddy.

Mas brabo mesmo foi ter que fazer a admissão também nesse curso de CDFs !! rsrsrsrs Não tinha nada a ver comigo !

Está muito legal o tema, todos escrevendo coisas legais de se ler. Muito bom mesmo !

Freddy disse...

Pra quem não sabe, hoje Riva faz 62 aninhos!
Feliz aniversário, mano!
<:o)
Freddy

Jorge Carrano disse...

Pô Riva!!!
Conversamos por telefone ainda há pouco e você nem deu uma pista.
Parabéns !!!
E, de verdade, como já disse alguém há muito tempo com enorme poder de síntese: tudo de bom para você.

Riva disse...

Valeu, Carrano.

Valeu, Freddy !

Carrano, é que a gente não comemora mais, né ? rsrs.
Mas, como Chico, desconfio que um dia vou envelhecer.

Ganhamos dos filhos um fim de semana em Maringá MG/RJ-Visconde de Mauá, numa pousada maravilhosa chamada Pousada dos Amores (veja na web).

Fomos na 6ª feira bem cedo, e retornamos ontem à noite.Essa foi a comemoração pelos 6.2 e pelo Dia das Mães.

Foi nossa 1ª vez nessas vilas, e gostamos muito. Uma belezinha de lugar, belos passeios, restaurantes, bares e lojinhas muito legais. E muuuito frio. Mas muito mesmo.

Anônimo disse...

Carlos Frederico, foi com grande prazer e alguma ansiedade que li seu texto. Obrigada por ter postado foto e nomes. Uma agradável viagem retrocedendo no tempo. Abraços liceístas da Solange Pinheiro.

Freddy disse...

Valeu, Solange.
Lá se vão mais de 50 anos, não é?
Se um dia nos encotrarmos, teremos de usar crachá (rs rs)
Abraços

Jorge Carrano disse...

Provavelmente ela já não consegue ver você nesta foto, em seu comentário, Freddy.

Unknown disse...

Carlos Frederico,

Era assim que você era nomeado naquela época e usava gravata no uniforme.
Vi esta postagem porque sou amiga da Lílian no facebook e ela postou a foto. Adorei a lembrança ! Também passei e fiz o Liceu até 1967, depois fui para a UFF.
Um prazer ver a foto de Dona Janete e Dona Rosely ( era para mim a mais bonita ) De Dona Jandira tinha muito medo, porque jamais gostei de matemática.
Aquela época foi maravilhosa em minha vida e tenho ótimas lembranças. Foi quando surgiu a calça lee e as sandálias de borracha que hoje são as havaianas. Andávamos de troleybus pela praia de icaraí.... Uma beleza !

Ludmila Gama Pereira disse...

Prezados,
Sou professora de História do Liceu Nilo Peçanha e procuro estudantes dos anos de 1962 a 1972 para uma entrevista em virtude de um projeto pedagógico na escola. Aos interessados entrar em contato no ludmilagama@gmail.com
att,
ludmila

Jorge Carrano disse...

Cara professora,

Respondi via e-mail.

Aqui no blog o último post mencionando o Liceu, está em
https://jorgecarrano.blogspot.com.br/2018/03/sexagenarios-septuagenarios-e.html

Obrigado pela visita virtual.