18 de março de 2016

Revista semanal

Pretendo voltar aos últimos exemplares da revista “Veja”, deixados em minha casa pela minha irmã, e comentar  os artigos que chamaram minha atenção. Mas ficará para outro  dia, porque abro um parêntesis para contar que faço parte da história do pré-lançamento desta revista, o que ocorreu em 1968.

Trabalhava na Fiat Lux, nesta época implantando a gerencia de Relações Industriais.

A MARPLAN (Pesquisas e Estudos de Mercado), que foi um dos primeiros institutos de pesquisa no Rio de Janeiro, foi contratada pela Editôra Abril para estudos de pré-lançamento: público alvo, nome da publicação, estas coisas de praxe.

Ocorre que Francisca, então apenas namorada do Mário Castelar (inesquecível amigo/irmão), era pesquisadora da Marplan, fazendo trabalho de rua. Como foi escalada como recrutadora para formar o que eles chamam de “grupo de discussão” e como ela era de São Paulo, pediu auxílio ao Castelar para que este indicasse pessoas que gostassem de leitura e tivessem um bom nível de informação.

Claro que ele me indicou, menos pelo fato de eu ter o perfil buscado, mas pela amizade (rsrsrsrs). Gente eu tinha só 28 anos de idade.

Chica, como passei a chama-la desde então, foi até  a sede da Fiat Lux, que ainda era na Visconde Inhaúma, para me conhecer e conversar sobre o papel de um integrante de "grupo de discussão".

Ao final da conversa, como o grupo não estava fechado e o tempo estava curto para compor o número desejado, perguntou se eu tinha alguém para indicar.

Indiquei um colega de trabalho, que gerenciava a área de orçamento, chamado Mauro Dias de Macedo.

E assim fomos os dois, no horário aprazado, ao local determinado, para participarmos dos estudos preliminares de mercado, inclusive o nome.

Veja e Leia

A revista foi lançada com o nome “Veja e Leia”. Se a Abril Editora ou a Marplan ainda conservam em arquivo estes estudos prévios irão encontrar meu nome lá, compondo um dos grupos de debate.

O mesmo ocorreu quando a Souza Cruz, companhia de cigarros do grupo BAT,  contratou o mesmo instituto para debater a cor da embalagem e o nome de um cigarro que seria lançado: Epson.

Fui, de novo, convidado. E as lembranças que tenho desta reunião são duas: a primeira é fazia parte deste grupo um gerente da Kibon. E este elevou, para degustarmos após os debates no grupo, o bolo de sorvete que a empresa havia lançado. Era, claro, uma oportunidade dele fazer uma divulgação do produto.

A segunda lembrança é que paguei um enorme mico, na discussão da cor da embalagem porque, portador de discromatopsia, via cinza onde todos os outros enxergavam verde.

O cigarro não vingou. Nunca soube porquê.

Bem, Chica e Castelar casaram. Fomos, eu e Wanda, morar em São Paulo. Elas toraram-se amigas.

Mais tarde ele se separou da Francisca e voltou a morar no Rio, onde tornou a casar. Nós também retornamos ao Rio de Janeiro.

Registrei parte da trajetória de nossa amizade em
http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2015/03/as-amizades-ii.html

Às matérias de Veja voltarei oportunamente, se calhar.

11 comentários:

Jorge Carrano disse...

Se havia alguma dúvida de que o remédio legal é o impeachment, ela fica dissipada com a manifestação do Maduro (para mim já passou do ponto).

Além do mais como ousa este titerete, este bufão, se imiscuir nos negócios internos de outro país?

Respeite nossa soberania e vá cuidar de seu país que você está levando à ruína. E te segura no poder porque os venezuelanos saberão o que fazer para apeá-lo.

Jorge Carrano disse...

Leiam a matéria em:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/03/maduro-apoia-dilma-e-lula-contra-golpe-no-brasil.html

Ana Maria disse...

Evo Morales ameaçou invadir o Brasil. O Itamaraty não se manifestou sobre este problema diplomático. Morales e Maduro dizem querer defender o governo dos ataques do povo. Ora! O governo tem que ser o representante do povo e não seu antagonista.
Em suma: se Dilma pede interferência de seus aliados bolivariamos, só nos resta chamar a cavalaria.

Carlos Frederico disse...

O Itamaraty é capacho do PT.

O grande problema, que pelo jeito não tem como resolver, é o tempo que estão demorando para definir as investigações e proceder às condenações. Culpa da justiça e seus inúmeros meandros, prazos, possibilidades de questionamentos, postergações... Dá tempo do inimigo achar maneiras de se defender - legalmente ou não (já que não ligam para ética nem moral).

Carlos Frederico disse...

Sobre o cigarro Epson... Não era um que teria filtro de carvão ativado, imitando o americano Philip Morris? Se é esse, não vingou porque o gosto era tenebroso!
Em tempo: meus conhecimentos sobre cigarro só vão até 1983, quando parei de fumar.

Jorge Carrano disse...

Parei de fumar um ano antes. A história do cigarro entrou no post obiter dictum. O tema é a revista semanal e a fase pré-lançamento.

Ana Maria disse...

Freddy. Neste caso, a morosidade se dá pelo imenso número de provas a serem analisadas e o necessário cuidado para não deixar brechas capazes de serem utilizadas para escapar.
Eu mesma me qeixo da morosidade da Justiça, mas nesse caso, prefiro um exame minucioso para que não se cometam injustiças nemanulação de todo o processo.

Jorge Carrano disse...

No Brasil a justiça é morosa. Alguém já disse, jocosamente, que ela caminha a passos de tartaruga paraplégico. É triste mas é verdade. Está no DNA do judiciário.

Quando enfrentamos um processo desta magnitude, que envolve altas autoridades da República e que terá sérios reflexos na vida da sociedade e futuro do país, todos as cautelas têm que ser adotadas e não pode haver nenhum desvio da lei.

Acho muita graça dos leigos, pessoas que desconhecem até mesmo o texto da lei, e que falam de lentidão e excesso de recursos.Como alguém pode falar de meandros das leis se não as conhecem?

Nada podemos pretender que resulte de atos espúrios, ou praticados ao arrepio das leis.

Vamos devagar com o andor que o santo é de barro.

Carlos Frederico disse...

Até parece que tratar de assuntos paralelos ao tema central do artigo não é usual neste blog - principalmente se o aparte for futebol. Aliás, o Arsenal sifu, o que aliás não significa PN pra mim.

Diz o manager que o cigarro Epson entrou no texto obiter dictum. Contudo participou como coadjuvante em vários parágrafos, que repito abaixo:

..................................................................
O mesmo ocorreu quando a Souza Cruz, companhia de cigarros do grupo BAT, contratou o mesmo instituto para debater a cor da embalagem e o nome de um cigarro que seria lançado: Epson.

Fui, de novo, convidado. E as lembranças que tenho desta reunião são duas: a primeira é fazia parte deste grupo um gerente da Kibon. E este elevou, para degustarmos após os debates no grupo, o bolo de sorvete que a empresa havia lançado. Era, claro, uma oportunidade dele fazer uma divulgação do produto.

A segunda lembrança é que paguei um enorme mico, na discussão da cor da embalagem porque, portador de discromatopsia, via cinza onde todos os outros enxergavam verde.

O cigarro não vingou. Nunca soube porquê.
...................................................................

Pra obiter dictum, até que o Epson teve uma boa presença.
Em termo de impressora, apesar da Epson ter algumas vantagens sobre outras marcas (cartuchos de cor individuais e excelente reprodução fotográfica), ainda sou usuário de impressoras hp.
<:o)


Jorge Carrano disse...

Obrigado, Freddy!

Explica, por favor, para os demais (poucos mas fieis) frequentadores do pub o que significa a expressão "obiter dictum".

Muitos desconhecem, já que o latinismo está fora de moda.

Carlos Frederico disse...

Quem começou foi você!
Vide comentário de 18/03 - 11:43.
Eu só dei continuidade.
<:o)