8 de março de 2016

Parlez -vous français ?

Eu tinha pouco tempo e muita coisa planejada para ver e fazer.

Poderia ir a Roma e não ver o Papa. Como de resto já acontecera. Não vi nem na sacada, estando eu  na Praça de São Pedro. Ele estava em Castel Gandolfo.

Castel Gandolfo
Mas em Paris, e arredores, eu tinha museus, a torre, o arco, o rio com passeio de lancha, Notre-Dame, Sacré Coeur (no Montmarte), Giverny e os jardins de Monet ...

Basílica Sacré-Coeur
Giverny - Jardim de Monet

E um dia já estava bloqueado para ir até ao Vale do Loire, ver alguns dos famosos castelos.


Minha mulher no Vale do Loire - Castelo de Chambord
Estávamos  sentados  no lobby, depois do déjeuner du matin, esperando a chegada da camionete da agência de turismo que nos levaria ao tour pelo vale do rio Loire, quando se aproxima um homem alto, elegante no trajar esportivo e me pergunta, em inglês, de onde eramos.

Com a resposta, emendou querendo saber o motivo da minha viagem. Ele era americano, texano, e estava acompanhado da mulher e um filho de aparentes 13 anos de idade.

Respondi que a viagem era de recreação, mas principalmente de aprendizado. Meu país é muito novo e tem pouca história, acrescentei.

So am’I.  A América também tem pouca história, ele comentou.

Fiz uma blague. Vocês tiveram o Sitting Bull e nós temos o Raoni.

Raoni e Sting
Ele riu e aquiesceu. A condução que ele aguardava chegou e nos despedimos com um aperto de mão. As mulheres se entreolharam. 

Inglês do Texas e português (os sotaques) definitivamente são coisas que não se combinam.


Eu queria conhecer o Museu de Picasso. Já havíamos visitado o de Barcelona, mas ouvira dizer que o acervo de Paris era melhor, mais representativo de sua obra, especialmente como escultor.

Fui ao balcão de recepção do hotel e pedi que assinalassem, no mapa do metrô que tinha em mãos, em que estação deveria descer do transporte.

É facílimo andar de metrô em Paris. Na estação assinalada em meu mapa pelo funcionário do hotel desembarcamos. Cadê o museu? Na saída do metrô, no bairro de Marais, perguntei e o transeunte apontou a direção.

Lá chegando: Surpresa!!! O museu era o de Rodin.

Mussée Rodin

Não estava programada esta visita, pouco sabia sobre   Rodin, senão imagem de sua obra mais conhecida “O Pensador”.

Já que aqui estou, vamos entrar. Fui a bilheteria para comprar os ingressos e aproveitei para perguntar ao bilheteiro como chegar ao museu de Picasso. Exibi-lhe o mapa do metrô, já com a estação de Marais marcada com uma cruz em tinta azul. Tudo isto em inglês, com as devidas vênias: excusez- moi (ou pardon, já não lembro), je ne parle pas français.

O bilheteiro pegou o mapa, assinalou a estação mais próxima e com uma linha reta, à caneta, riscou no mapa a estação de destino. Era o quanto eu precisava, apenas saber para que estação me dirigir.

Visitei Rodin e fui ver Picasso.

Museu Picasso em Barcelona

Museu Picasso em Paris

Ao contrário do que muita gente afirmava, os parisienses foram corteses e atenciosos.

No metrô, para me garantir, perguntei a um jovem se eu estava certo na minha intenção na plataforma de embarque.

Ele sorriu, diante de minha habituais desculpas (excusez-moi ...), disse, em sua língua materna, que era espanhol e estudante na Sorbone. Embarcamos juntos e na estação onde eu deveria desembarcar agradeci e nos cumprimentamos. Ele seguiu a viagem.

"Pardon" e "Je suis désolé" ajudam bastante e não custa nada. Educação ajuda e tornar os franceses muito receptivos.

20 comentários:

Carlos Frederico disse...

Quando se viaja muito (ou quando se vive muito), muitos são os “causos”, positivos e negativos, que acumulamos. Pinçar assim de chofre alguns não seria fácil para mim. Portanto de momento, vou me limitar a seguir o rumo do post.

Educação. Tenho o hábito de dançar conforme a música. Se sou bem tratado, trato bem, se sou maltratado, trato mal. Recuso-me a ficar de rapapés só porque estou no país alheio.

O francês não foi o pior povo com que convivi. O alemã era grosso, mas aprendi a contornar e, o mais importante, em Munique era tudo tão organizado que você nem precisava se comunicar com eles para sobreviver - morar, comer, se vestir, passear... Tudo minuciosamente detalhado em mapas e guias e panfletos e placas.

Vou confessar: o pior povo com que convivi naquele continente foi o inglês. A indiferença deles para com nossos (meus e de meus companheiros de viagem) problemas de turista foi tão grande que, em aparecendo chance de estender a estada por mais uns dias eu recusei: queria era ir embora daquela merda de terra!

A verdade é uma só: o melhor lugar do mundo para um turista brasileiro é Orlando. Ponto final.

Jorge Carrano disse...

Estou surpreso, Freddy. Minhas memórias da Inglaterra são todas positivas. Educação, respeito, multiculturalismo e um humor refinado.
Londres é minha cidade preferida. Acho que de tanto afirmar isto o Davis Cameron vai ma oferecer cidadania.

Amanhã, em "Do you speak English" casos britânicos que vivenciei.

Jorge Carrano disse...

Sentença lapidar do Juiz Moro, condenando Marccelo Odebrecht. Leiam um trecho:

"É necessário a revelação irrestrita de todos os crimes, de todos os envolvidos e a disponibilização das provas existentes.

O Grupo Odebrecht, por sua dimensão, tem uma responsabilidade política e social relevante e não pode fugir a elas, sendo necessário, como primeiro passo para superar o esquema criminoso e recuperar a sua reputação, assumir a responsabilidade por suas faltas pretéritas. É pior para a reputação da empresa tentar encobrir a sua responsabilidade do que assumi-la", afirmou o juiz na sentença.

A admissão da responsabilidade não elimina o malfeito, mas é a forma decente de superá-lo, máxime por parte de uma grande empresa."

Jorge Carrano disse...

Caminho aberto para a delação: é necessário a revelação de TODOS os crimes, de TODOS os envolvidos e a disponibilização das PROVAS existentes.

Se ele falar tudo e exibir provas ...

Jorge Carrano disse...

Para quem não conhece Londres e nunca ouviu falar do Marble Arch, informo, porque me informaram lá, que aquele monumento todo em mármore foi planejado para ser um portal de acesso ao Palácio de Buckingham. Mas acabou indo parar perto do Speaker's Corner, no Hyde Park.

Carlos Frederico disse...

O post é sobre França, de modo que deixe-me comentar algo sobre Paris. Visitei o Louvre quando ainda não existia a famigerada pirâmide, alvo de elogios e críticas.
Não me impressionei de maneira alguma com a Mona Lisa. Gente pra cacete em frente de um quadro pequeno e insípido, apesar de famoso. Nem fiz força pra chegar muito perto.
Contudo, uma escultura foi o motivo de meu mais sincero "Oh!" quando dei de cara, ainda ao pé da escadaria: a Victória Alada de Samotrácia. E à medida que ia subindo a escada e me aproximando, minha emoção aumentava! Na época eu não sabia que seu autor era Pythokritos de Lindos e que ela fora criada em 190 a.C. representando a deusa grega Nice. Nem o fato de não ter cabeça foi motivo de desdém, pois ali sim estava uma obra de arte em mármore.
A Victoria Alada representa o ápice de minha emoção na visita ao Louvre e jamais a esquecerei.

Jorge Carrano disse...

Visitando o Louvre é impossível não dar de cara com a "Vitória de Samotrácia", em face de sua localização no topo da escadaria.

Carlos Frederico disse...

O lote de delações premiadas que se aproxima promete verdadeira crise nuclear no governo Dilma - desde seus primórdios até os dias atuais. Se efetivamente acontecer, acho que dessa bomba atômica o PT não escapa mais...

Jorge Carrano disse...

Manifestação em São Paulo, dia 13, já tem garantia do governo:

http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/alckmin-proibe-ato-pro-dilma-na-paulista-e-garante-seguranca-para-o-dia-13.html

Riva disse...

Sobre Paris, tive 2 experiências rapidíssimas : a mais recente já contada em um post ... Viagem relâmpago à Cidade Luz.

Na 1ª vez, em 1979, era uma outra cidade, 100% francesa. Ficamos 3 dias, o suficiente para perceber, naquela época, que franceses odiavam ingleses ... rsrsrs. Explico : nada sei de francês, e perguntava tudo em inglês, mas as respostas vinham em francês.

Para minha sorte, o Metrô era muito fácil de entender, e com ele visitamos muitos lugares famosos em tempo record.

Só posso dizer que a cidade é lindíssima. Jamais esquecerei o passeio à noite pelo rio Sena, naqueles barcos com teto de vidro, admirando os monumentos iluminados amarelados. Inesquecível.

Hoje mais parece NY ... dezenas de etnias misturadas nas ruas e restaurantes. Mas o encanto é o mesmo.

Jorge Carrano disse...

Estranho ninguém questionar que estando em Paris fui lanchar no McDonald's. Uma heresia gastronômica.

Nós fomos a todos os McDonald's das cidades que visitamos e que, claro, tinham a conhecida lanchonete. Até na Hungria. Aqui está o endereço caso interesse a alguém:

Budapest, Szilas pihenőhely M3 Autópálya 12.km, 1152 Hungria

Acho que não tem delivery (kkkkkk).

Carlos Frederico disse...

Eu gosto de fast food.
Troco fácil uma refeição por um belo sanduba ou uma pizza.
Em Paris e Londres, se minha memória não falha, fiz uso da rede Wimpy's.

Em várias outras viagens, no exterior (Europa ou Américas) ou no Brasil, em turismo ou quando a trabalho, sempre dei preferência a fast-food. E, dentre as redes que conheci, sem dúvida a que mais me agrada é a McDonald's, mesmo nos EUA onde seu nível de qualidade é bem baixo.

Aqui no Brasil, arrisco-me a dizer que os sanduíches do McDonald's conseguem ser melhores que os mais sofisticados de qualquer rede ou restaurante que você me apresente. Abro uma exceção para os burguers do Outback, mas é só.

Pronto, deu vontade de comer um McNífico Bacon...
<:o)

Carlos Frederico disse...

Últimas da noite::
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O que falta mais?
POR LAURO JARDIM (O Globo) 09/03/2016 19:18

Lula denunciado pelo Ministério Público de São Paulo;
Supremo barra nomeação do ministro da Justiça;
Fora a fila de presos para fazer delação premiada...

O que falta mais?!
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Carlos Frederico disse...

Só que de vez em quando me parece que há uma certa articulação (envolvendo todas as frentes, pró e contra) para frear o andamento das investigações. A mais recente é a sugestão de dar um Ministério a Lula, para tirá-lo do alcance imediato do juiz Sérgio Moro.
A coisa está devagar demais...
Deve ser de propósito...

Jorge Carrano disse...

KKKKKKKKK
Não foi neste post que comentei episódio ocorrido num McDonald's.
Será no de amanhã.
Falha nossa!

Riva no Trampo disse...

Em minhas viagens aos EUA, o país do fast food,acho que a última vez que entrei numa lanchonete foi com Freddy em 1997, por causa das "crianças" que estavam conosco.

PASSO AO LARGO ... embora esteja LOUCO para experimentar o novo sanduba do Mac, que anuncia na TV todos os dias !! Tortura.

Jorge Carrano disse...

Já eu, Riva, antes de me afastar do McDonald's, me afastei do USA (rsrsrs).

Brincadeirinha. No tempo que eu frequentava lanchonetes preferia o Bob's por causa do milk-shake que levava Ovomaltine. Parece que agora todas as redes têm esta opção.
No McDonald's o barato era a torta de maçã.
Quando abriu o Burger King em Niterói fui lá levado por meu filho, que mora perto da loja na Gavião Peixoto. Gostei.

Carlos Frederico disse...

O novo sanduíche é baseado no BigMac, acrescido de 2 fatias GROSSAS de bacon e num pão estranho, de batata. Além do mais, vem fora de embalagem, por causa da altura.
Não recomendo, não vou experimentar e passo ao largo!

Vergonha das vergonhas: quando estive no McD nessa semana o molho do BigMac havia acabado, o que suspendera a venda tanto do novo sanduba quanto do ícone da rede. Coisas que só acontecem na loja de São Francisco, uma das piores da rede no mundo em serviço, garanto. Ainda bem que minha pedida era outra: McNífico Bacon.

Riva saudosista disse...

Freddy, essa falta do molho não foi só no de São Francisco. ATé em Salvador faltou. Meus contatos do Twitter esmerdalharam o MAC por causa disso. Parece que foi um evento nacional.

Quanto ao Burger King, lembro até hoje a 1ª vez que fui em um. Adorei tudo. Por aqui em Nikity tem 2 em Icaraí .... nunca fui lá, mas é uma tortura.

Hoje decidi experimentar no almoço o novo sanduba do Mac, pertinho do meu trampo. Entrei, olhei a tabela, e saí correndo quando vi os preços !!

Fui de peixinho com arroz oriental no Sabor & Saúde.... mais saudável e quase 30% mais barato que o Mac.

PS : na saudosa época do "quem não tem colírio usa óculos escuros", eu não curtia o Ovomaltine, mas uma vitamina de banana era vital para cortar a onda antes de chegar em casa ..... (pano rápido)

Carlos Frederico disse...

Nos tempos de PUC meu preferido no Bob's era salada de presunto com milk shake de chocolate. Tinha de economizar mesada pra degustar um lanche desses...