29 de maio de 2016

Voltando aos ácaros e às traças

Retomo o tema do ponto em que parei, ou seja, reproduzindo alguns dos recortes e anotações inúteis que fiz ao longo dos anos.

Como mencionei as leis de Murphy, no post anterior, resolvi pesquisar sobre a existência do rei Murphy, da Irlanda, no século VI. Nada. Nem de uma e nem de outra Irlanda. Acho que este Murphy é tão ficcional  quanto o Deus bíblico. Deixa pra lá.

Numa página da agenda de 1998, no mês de agosto, encontrei anotação de um aforismo de Seneca, de mais de 2.000 anos, e não lembro a razão de tê-lo anotado.

Ei-lo: “Não há vento favorável para quem não sabe onde vai”.

Encontrei um pequeno recorte de jornal, de 2002, edição da véspera do jogo entre Brasil e Alemanha decidindo a Copa do Mundo.

A matéria faz referência a outro jogo que seria disputado no mesmo dia, entre o Butão e Montserrat, as duas piores seleções do ranking da FIFA. O Butão era o 202º e Montserrat o 203º na classificação.

A curiosidade era o contrate, num jogo as duas das melhores seleções de futebol e no outro o encontro entre as duas piores. O jogo seria realizado em Thimphu, que vem a ser a capital do Butão,  pequeno país asiático (com isso evito sua ida ao Google). E Montserrat é uma pequena ilha no Caribe.


Se você tem curiosidade de saber o resultado do jogo, não o do Brasil, mas o do Butão contra Montzserrat, acesse o sitio que  acabei de localizar.

Na decisão daquela Copa, como lembramos, ganhamos da Alemanha. Anos depois, como jamais esqueceremos, eles nos humilharam com o 7x1.

Outro recorte que encontrei, informa sobre uma demanda judicial, na 7ª Vara Empresarial da capital (Rio de Janeiro), envolvendo as casas de chá e confeitaria Manon e Cavé.

Na supramencionada demanda, a Cavé acusa a Manon de não fazer esforço para não ser confundida com a ela – Cavé.

Isto porque a Manon funcionava na mesma loja que fora ocupada pela Cavé, na esquina das ruas  Uruguaina com Sete de  Setembro.

Ambas eram boas e ao tempo em que trabalhei no Banco Metropolitano (ficava na rua da Carioca), como já mencionei neste espaço virtual, tomei chá da tarde uma vez na Cavé. Não paguei, fui como convidado.

Acho que mais do que interesse jurídico guardei o recorte por razões emocionais.

Finalmente vou jogar fora um artigo no qual o autor ao fazer uma crônica sobre o tema discórdia, menciona um episódio mitológico que envolveu deuses e heróis.

Trata-se do casamento entre Peleu, um herói, e a ninfa Tetis, que vieram a ser pais de Aquiles (aquele). Segundo consta foi a maior festa.Todos os deuses foram convidados exceto Eris, que como sabem é a deusa da discórdia (sabia não?)

Muito pê da vida ela aprontou um bafafá e foi necessária a intervenção de Zeus. Bons tempos aqueles em que deuses interagiam com humanos e resolviam pendências.

Bem, tem aquela piada de alguns juízes de nossos tribunais acharem que são deuses, mas aí é outra história.



7 comentários:

Carlos Frederico disse...

Comentários paralelos ao assunto, decorrentes de nomes e fatos citados no texto:

O rei Murphy deve ser ficcional, mas Edward Aloysius Murphy foi um engenheiro aeroespacial que formulou pela primeira vez, em 1949, a lei “se algo pode dar errado, dará” . Outras leis se seguiram no mesmo espírito.

Montserrat: ilha onde ocorreu belo concerto beneficente em 1997, reunindo grandes nomes da música internacional como Paul McCartney, Elton John, Phil Collins. Foi para angariar fundos para as vítimas da erupção de um vulcão na ilha, que tem um estúdio (Air Music) que fora usado pelos artistas em questão.

Éris: deusa da Discórdia na mitologia grega. É o nome um dos planetas anões reconhecidos pela International Astronomy Union, classificado como plutoide (similar a Plutão) e situado nos confins do Sistema Solar, região conhecida como o Disco Disperso.

Disnomia: filha de Éris na mitologia grega. Seu nome significa Desordem e é o nome da única lua conhecida do planeta anão Éris.

E o poderoso Vasco levou 3 gols do também poderoso Bahia em pleno estádio de S. Januário. Abre teu olho, Jorginho!

Jorge Carrano disse...

Muito bom, Freddy!
Valorizou o post com seu comentário. O que eram minudências, insignificâncias, ganhou verniz cultural.
Valeu!

Kayla disse...

Adoro este buteco, opps pube. Pra que procurar no Google? Aqui se aprende muita coisa útil, mas não. Ashuashuashua
Ah, Riva. Desculpe não falar de amor no seu post. Estou sem assunto. Estou vivendo o amor. Ashuashuashua

Jorge Carrano disse...

Viver amor é muito melhor, Kayla.

Riva disse...

Hmmm ok Kayla .... rsrs

Manon ainda está por lá , quase esquina da Ouvidor com Uruguaiana. Sempre cheia. Acho tudo muito caro lá.

As filmagens existentes do vulcão em Montserrat são impressionantes. Vejam na web.

GUSMÃO disse...

Nenhuma das duas mencionadas se aproximavam da Colombo, Esta sim de nível internacional.

Jorge Carrano disse...

É verdade Gusmão.

Que o diga minha irmã, que frequenta este espaço, que era levada por meu pai a Colombo para comer empadinhas, o salgadinho predileto dela.

Ele preferia os camarões empanados.

E o salão de chá, com efeito, era (é) muito bonito.