22 de maio de 2016

As praças, pracinhas e jardins que frequentei

A minha primeira praça, na fase criança, foi a Dr. José Vitorino. Só que naquele tempo eu não sabia o nome dado àquele espaço  de lazer e prática de esportes, entre as ruas  Santa Clara  e Cel. Miranda (esta uma continuação da rua São Diogo, onde residíamos).

Quando foi construída e inaugurada  foi uma alegria geral entre a garotada e os adolescentes do bairro Ponta D’Areia, naquele trecho do bairro, próximo à praia e à Vila Pereira Carneiro.

Além de uma boa quadra poliesportiva, de piso de cimento, a praça foi dotada dos equipamentos de recreação  infantil: balanços, gangorras e  escorregador.

Anos mais tarde, já casado, morando na Av. Feliciano Sodré, levei meu filho primogênito no carrinho de bebê até aquele espaço para pegar um solzinho.

Bem, a frequência ocasional da Praça da República, na fase adolescente, deveu-se a dois fatos: estudar no Liceu Nilo Peçanha e ser usuário da Biblioteca Estadual.


Forum, prédio antigo, também na Praça da República

Visão da Praça da República, com om prédio da Assembleia Legislativa,
atual Câmara de Vereadores,ao fundo.

Biblioteca Estadual, na Praça da República
Crescido e namorando, aqueles namoricos básicos, gostava do Campo de São Bento onde havia certa privacidade à noite. O guarda municipal era tolerante.

Campo de São Bento

Campo de São Bento
 Muitos anos depois, casado, aposentado e filhos criados, na década de 1990, frequentei o Campo de São Bento porque Wanda, minha mulher, expunha (e vendia) lá suas telas, na feira de artesanato, que ainda existe, agora acrescida de gastronomia. 


Ainda em Niterói, e como decorrência da exposição das telas da Wanda, durante um pequeno período, aos domingos, frequentávamos  a Praça Getúlio Vargas, na Praia de Icaraí, próxima da Reitoria (antigo cassino).



Praça Getúlio Vargas, feirantes de artesanatos

Praça Getúlio Vargas, visão parcial

Quando o Ronnie Von cantava “A praça” eu me lembrava da Jerônimo Monteiro, em Cachoeiro de Itapemirim. Não foi lá que começou o nosso amor. Mas eu e Wanda passeamos muito, mãos dadas, sonhando com nosso futuro, planejando casa, filhos, atividades e viagens.

(A praça, Ronnie Von)
“Hoje eu acordei
Com saudades de você
Beijei aquela foto
Que você me ofertou
Sentei naquela banco
Da pracinha só porque
Foi lá que começou
O nosso amor”

Praça Jerônimo Monteiro

Praça Jerônimo Monteiro, outro aspecto


Passaram-se os anos, desde os passeios ao cair da tarde na praça Jerônimo Monteiro, em Cachoeiro de Itapemirim, até que voltasse a frequentar com certa assiduidade uma praça ou jardim. Foi em São Paulo, onde morei inicialmente num hotel durante ano e pouco (13 meses), no centro da cidade.



Praça da República, em São Paulo

Praça da República, em São Paulo



Falo da Praça da República, próxima da famosa esquina de São João com Ipiranga. Lá existia uma grande e famosa feira de antiguidades, artesanato e gastronomia.

A melhor comida baiana, fora de Salvador, comia-se na Praça da República. O acarajé era imbatível. Tanto que mesmo após levar a família para a cidade, e morando no Brooklin (longe), vez ou outra fomos, aos domingos, passear naquela praça. E comprei algumas quinquilharias por lá.

Ainda em São Paulo, e morando num flat em Pinheiros – apenas eu e minha mulher - bem próximo da Praça Bendito Calixto, quase sempre, quando passávamos o final de semana na cidade, frequentávamos a praça, onde além de comprar antiguidades (comprei muitos LPs de jazz que ainda conservo) e xícaras antigas para coleção de meu filho Jorge, comíamos.


Praça Bendito Calixto
Praça Benedito Calixto, muita antiguidade

Praça Benedito Calixto, gastronomia
Além de antiguidades, na praça tem inúmeros pintores que expõem suas telas, e tem um setor de gastronomia. Mas para nós, o melhor era a barraca onde vendiam os famosos pastéis de feira. E o nosso sabor predileto era o de pizza.

Isso mesmo, sabor pizza, cujo recheio era muzzarela (mussarela se preferir), uma fatia de tomate e orégano. Uma delícia. Os paulistanos não dispensam pizza nem no pastel (rsrsrs).


Nota do autor: fotos pinçadas no Google. As que possuímos, antes da era digital, precisariam ser escaneadas.

6 comentários:

Riva disse...

Talvez vcs achem meu comentário fora do contexto, mas vou tentar explicar.

Não, não existiram praças na minha infância e adolescência, até uns 13/14 anos, sei lá. Morava no Pé Pequeno, um bairro 100% residencial, e a praça mais próxima era no Largo do Marrão, na verdade um Posto de Gasolina tipo ilhota, onde meu pai abastecia fiado (botava na conta).

Jardins ? O da minha casa. Esse sim, tenho lembranças espetaculares, de tudo .... insetos que habitavam o local, aventuras e brincadeiras num mundo imaginário que existia ali, para mim.

Aos olhos de uma criança, um ambiente pequeno para nós era enorme ! Lembro que essa técnica, mega inteligente, foi utilizada por Spielberg no filme ET, plotando a câmera sempre na altura dos olhos de uma criança.

E dessa forma, aquele jardim da Rua Itaocara 137 foi um marco na minha vida, até hoje.

Tenho lembranças "spot" de brincadeiras imaginárias, de aventuras por mundos indescritíveis que eu criava. Até dentro da minha casa eu desenhava ruas imaginárias numa cidade de auto sugestão, para brincar com meus carrinhos ... ladeiras, cruzamentos, escolas, bondes circulando, etc. Geralmente emulando cenas reais da minha vida, no ir e vir da escola, que era quando eu tinha uma visão mais ampla da cidade de Niterói.

That´s all, folks.

Jorge Carrano disse...

Riva,
Não existirem praças que evoquem lembranças da infância ou ao longo da vida tenham deixado marcas especiais, é muito possível e você colocou muito bem, demonstrando sentimentos afetivos por outros lugares, como o quintal de sua casa.

O que lamento é que das 6 (seis) pessoas convidadas a escrever sobre suas pracinhas, apenas você tenha dado um retorno.

Se não houvesse convidado irmã e amigas que muito respeito, diria que elas têm memórias do Jardim de São João, onde rodaram bolsinha para defender uma graninha, tão pê da vida estou.

E o Freddy, que pediu uma semana? Não pode estar na memória...

Ana Maria disse...

Apesar de convidada a escrever sobre o tema, não consegui realizar a missão. Motivo: falta de convívio com e em praças.
A exceção é a praça Dr José Vitorino, já citada pelo Jorge em seu texto. Esta, carinhosamente chamada de “pracinha” pelos moradores do bairro, era a única alternativa de espaço livre de trânsito. Frequentei o lugar na minha adolescência, embora tenha morado a menos de 200 m, durante minha infância. Na minha família os meninos tinham privilégios negados a nós meninas.
Não tenho ligação romântica ou afetiva com praças, apesar de admirá-las e reconhecer sua importância, motivo pelo qual fui incapaz de atender a sugestão do manager.
Em tempo, um conhecido de meu cunhado escreveu um sambinha pouco lisonjeiro para a "pracinha". Dizia:
"Moro na Cel. Miranda, naquele jardim largo,
todo esburacado e todo cheio de capim."
Como diz o Riva, pano rápido.

Jorge Carrano disse...

Pois é, Ana Maria, assim era o lugar antes de ser transformado numa pracinha. A letra descrevia o que foi, não o que virou o espaço.

Jorge Carrano disse...

Neste final de temporada europeia, decidindo as copas nacionais, na Inglaterra, na Alemanha, na Itália, na França e na Espanha, os favoritos venceram. Pela ordem: Manchester United, Bayern, Juventus, PSG e ainda há pouco o Barcelona.

Mas na Inglaterra, ontem, quase que aconteceu uma segunda zebra este ano. Depois do Leicester na Premier League, por pouco o Crystal Palace não conquista a Copa da Inglaterra.

Só não lamento o fim dos campeonatos na Europa, porque teremos a Eurocopa, competição entre seleções que terá início bravemenete, este ano disputada na França.

Por sinal que a França, a meu ver, é uma das favoritas. A Bélgica deverá fazer boa figura.

Jorge Carrano disse...

Finalmente o Freddy enviou o texto dele sobre praças e pracinhas. Será publicado na terça-feira.