12 de maio de 2016

Leituras III

Pretendia, nesta terceira parte, falar de meus livros preferidos. Da leitura prazerosa. Mas desisti logo no primeiro parágrafo.

Cada um que mencionava era superado por outro. Pior, de estilo diferente.  Lido em época diferente. Com estado d’alma pontual, ou fase da vida mais ou menos tranquila.

Acho que tudo isto influi. Mas um bom começo é dizer que raramente, contam-se nos dedos de uma das mãos, tornei a ler alguns  livros.

Assim como, com raríssimas exceções, não revisito cidades. Senão por noblesse oblige.

O primeiro que me ocorre haver lido duas vezes foi “Os deuses vencidos”. Algo que hoje não saberia explicar o que chamou muito minha atenção.

Assim como “Shogun”, que ainda não reli, mas está na pilha eis que peguei emprestado noutro dia com Jorge, meu filho. A filosofia oriental me fala de perto sob alguns aspectos, como honra, dignidade, respeito e valorização da experiência dos mais velhos.

E deixo aqui estes comentários sobre releitura. Ponto.

Machado de Assis é obrigatório. Suas obras foram deliciosas de ler. Não li tudo, mas o que li muito me agradou.

Notarão, certamente, que não mencionarei poetas, talvez apenas como exceções. A prosa é o meu gênero predileto.

Não posso deixar de mencionar Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro, meus baianos preferidos.

Alguns autores latino-americanos são muito bons e li com muito gosto, livros de Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Gabriel Garcia Marques e Mario Vargas Llosa e seu divertidíssimo “Pantaleão e as Visitadoras”.

Borges, acima citado, que tem uma obra vastíssima em prosa e verso, disse em entrevista que “enquanto alguns se jactam daquilo que  escreveram ele se orgulhava muito do que leu”. 

 Tem conceito mais preciso?




Autores nacionais de apenas uma boa obra, também fazem parte de minhas boas lembranças de leitura. Divertidas, como “O coronel e o lobisomem”, do José Cândido de Carvalho. Alguém conhece outro livro dele que tenha tido repercussão?

Não gostei muito de “Vila dos Confins”, do Mário Palmério, mas por outro lado li com atenção e gosto “Chapadão do Bugre.

Encerro com menção ao primeiro livro de tema adulto que li, adolescente: A Carne, de Julio Ribeiro. E os subsequentes, mais populares, de Brigitte Bijou e Cassandra Rios, precursoras da "E. L. James, de "Cinquenta tons de cinza", que não lí, ainda.















Claro que não esgotei o tema que enfoquei, em especial no que concerne a citação dos livros que li, mas penso ter instigado eventuais leitores, fazendo com que se manifestem sobre suas preferências.

5 comentários:

Carlos Frederico disse...

Dilma fora, pelo menos por 6 meses!
Continua de pé a aposta: quem cai primeiro, Dilma ou Dunga. Dilma deu um grande passo, mas Dunga corre por fora porque vai se expor antes do final dos 180 dias do processo de Dilma!

Impressionou o Collor com sua fala equilibrada e postura no púlpito. O cara tem carisma. Se bobear, se candidata de novo com chance de ganhar, porque na verdade não há grandes nomes na política para disputar uma eleição de verdade. Como diríamos jocosamente, deve-se ouvir o cara encostado na parede para ficarmos protegidos!
<:o))

Riva disse...

Boa tarde a todos. Aproveitei hora do almoço hoje para por-me em dia com o Pub da Berê. E estranhei os pouquíssimos, senão raros comentários sobre leituras.

Ando literalmente em órbita com o trabalho, com "burocracias cartoriais", com a chegada de um dos meus filhos da Maratona de Toronto, muitas coisas para contar, detalhes da competição e da viagem. Adoraram TUDO que viram em 3 cidades no Canadá.

Da política, a Desgraça foi-se, e espero que não continuem nos desgraçando, que façam direito o dever de casa. Amarrem o Temer na cadeira, porque se ele resolver começar a passear, o Waldyr Maranhão vai dar uma "mombaçada" !!

De leituras, só tenho a dizer que comecei a ler LIVROS depois dos 30 anos de idade. E os devoro até hoje. Foi uma descoberta tardia, muito tardia.

Até os 16-17 anos eram só revistinhas dos personagens da Disney (principalmente Tio Patinhas e Mickey x Mancha Negra) e revistinhas de sacanagem (Zéfiro e depois as coloridas da Suécia).

Não sei dizer nada sobre quais os melhores que li, pois são muitos. Particularmente adoro biografias. Talvez com calma, depois, posso citar alguns.

O dever me chama ! rss

Jorge Carrano disse...

E as mulheres que frequentam o Pub da Berê, que são amantes das letras, e que não se pronunciaram?

Ana Maria disse...

Meu comentário será intempestivo visto que vou me reportar ao primeiro post Leituras.
Tive sorte de frequentar o Grupo Escolar Raul Vidal numa época em que a biblioteca funcionava com eficiência. Pelas mãos da bibliotecária fui apresentada a Monteiro Lobato e daí pra frente me apaixonei pelo universo da ficção , fantasia e aventura.
Aos 12 anos, eu costumava ficar acordada ao lado do meu pai enquanto ele trabalhava. Num determinado dia, acabei os livros disponíveis e meu pai me ofereceu "O Cortiço", Acho que ele nem lembrava mais o teor do romance, pois que era "pesado" para uma pré - adolescente.
Li muito. Tudo que me caia às mãos. Colegas e professores me emprestavam livros numa época em que não tínhamos dinheiro para adquirir os volumes.
Reli inúmeros, alguns mais de uma vez. Alguém disse que "reler um livro é como revisitar um amigo".
Apesar de ter lido os clássicos, não são eles os meus preferidos. É como amigo mesmo, nos encantamos por detalhes.
Desculpe mais uma vez por ter comentado fora do tempo, mas estou com problemas com o provedor da Internet.

Jorge Carrano disse...

Nunca é tarde para vir ao nosso cantinho, o aceso está sempre liberado.