15 de maio de 2016

CINEMAS em Niterói, no passado


Imagens obtidas na internet de alguns cinemas em Niterói, que frequentei na infância e juventude.

Entre as fotos abaixo, uma é de cinema que não funcionou em Niterói. O desafio é indicar qual deles e, se possível, dizer a cidade onde existiu. Porque também lá desapareceu.

















Nenhum destes cinemas resistiu. Todos fecharam as portas por uma série de razões. Alguns prédios estão de pé, mas muitos foram demolidos e deram lugar a outras construções mais modernas onde funcionam outros negócios.




Nota do editor - neste sitio abaixo, muitas fotos antigas da cidade:

https://www.google.com.br/search?q=niteroi+fotos+antigas&newwindow=1&sa=X&espv=2&biw=1242&bih=606&tbm=isch&imgil=keHJ52QK7bvQtM%253A%253ByDNcTgOmT7HZaM%253Bhttps%25253A%25252F%25252Fwww.youtube.com%25252Fwatch%25253Fv%2525253DOB8mDECdclM&source=iu&pf=m&fir=keHJ52QK7bvQtM%253A%252CyDNcTgOmT7HZaM%252C_&usg=__41EcVk186ZnzT2_7OCNZfiT2UIE%3D&ved=0ahUKEwi0o6Sgj9DMAhUDFZAKHaLxBfoQyjcIJg&ei=-iUyV7S-PIOqwASi45fQDw#imgrc=REQSN54PVg-fcM%3A

21 comentários:

Jorge Carrano disse...

Não constam os cinemas Rio Branco e Eden, que se localizavam na Rua Visc. do Rio Branco, que chamávamos de "rua da praia".
O Rio Branco exibia dois filmes por sessão.
O mais confortável cinema da cidade, quando inaugurado, era o São Bento.
O prédio mais elegante, mais sofisticado era o do Imperial (cine/teatro), que tinha camarotes. Neste cinema, já então degradado, assistia aos farwest "B", estrelados pelo Audie Murphy, um cowboy baixinho, que na vida real fora herói de guerra americano. No local hoje está localizado o Plaza Shopping.
O cine Odeon, virou cine Niterói.
A cadeia Luiz Severiano Ribeiro era a maior da cidade, assim como no Rio de Janeiro. Possuíam várias salas.
No cine Grill, no antigo Casino Icarai, onde funciona agora a reitoria da UFF, assisti meus primeiros filmes da nouvelle vague e conheci a Françoise Arnoul, antecessora da Brigitte Bardot.
No mesmo prédio do antigo cassino, tinha o cine Casino, que ficava no salão dos fundos, e o acesso era pela lateral do prédio.
Minha maior diversão, durante a infância e parte da juventude, foi mesmo o cinema.

Jorge Carrano disse...

No cine Central, em seus primeiros anos de funcionamento, os homens só podiam entrar de paletó, ou um blazer. Acreditem!
Ele ficava bem defronte a estação das barcas, onde hoje é um estabelecimento comercial e foi um Bingo até recentemente.
Ao lado uma das mais importantes padarias da cidade, a "Modelo Pão Quente", onde se podia mandar fatiar o pão de forma, feito lá mesmo. Não havia o pão fatiado no mercado o que só ocorreu muito depois (Pullman)

Assisti lá a grandes filmes, mas o mais inesquecível, eu já estava na faixa dos vinte anos, foi "Candelabro Italiano", um filme romântico, o primeiro que assisti com minha futura mulher, aqui em Niterói.
Antes só havíamos ido a cinema juntos em Cachoeiro de Itapemirim (cines Cacique, Broadway e São Luis).

O cine São Bento foi o primeiro da cidade com poltronas estufadas e reclináveis e o piso era em pequeno declive para facilitar a visão de todos.

O que mais frequentei foi o Rio Branco por motivos óbvios: era o mais próximo de minha casa e era o mais barato.

O Odeon exibia uma sessão às 10 horas da amanhã, intitulada "Pré-estreia". Lotava sempre.

Jorge Carrano disse...

O pessoal da velha guarda deve lembrar:

http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2011/07/ninguem-fez-melhor-do-que.html

Jorge Carrano disse...

Teve um cinema que nuca frequentei. O cine Santa Rosa, que ficava no bairro de mesmo nome, na Rua Dr. Mario Viana.

Riva disse...

Meus comentários :

1 Nunca ouvi falar desse cinema Santa Rosa. E olha que fui nascido e criado no Largo do Marrão/Marron. Onde ele era ?

2 Minha adolescência foi marcada pelos cinemas Mandaro e São Bento, ambos fotografados no post do Carrano.

3 Vc menciona ter que entrar de paletó no Central. Acredite .... em 1969, eu estava em Baltimore (Maryland), e resolvemos ir ao cinema. Fui surpreendido quando me avisaram para por .... uma gravata !!

4 Niterói, uma cidade sem uma bela infra de cinemas. Só no Plaza. E já teve uma dezena deles !

5 E por falar em Niterói, nosso "prefeito" apresentou na Câmara uma redução da meta fiscal de, acreditem, 48 milhões para .... acreditem ... 400 mil reais !! Isso se chama INCOMPETÊNCIA, ou tem outra classificação ?

Jorge Carrano disse...

Riva,
Dá uma olhada neste blog:
http://cinemasdeniteroi.blogspot.com.br/2012/10/cinemas-de-santa-rosa-ii-cine-santa-rosa.html

Também não frequentei este cinema. Quem me alertou sobre ele foi a amiga Esther Bittencourt, no tempo em que ala aparecia vez ou outra aqui no blog, porque ela morou bem perto.

Jorge Carrano disse...

E o Arsenal ainda acabou vice-campeão. O Tottenham não conseguiu quebrar um tabu de anos, e ficou atrás em terceiro lugar.

E o grande vexame da temporada: o Chelsea terminou em décimo lugar.

Ana Maria disse...

Também não lembro do Santa Rosa e nunca fui ao Mandaro e ao Imperial. Os outros frequentei com assiduidade e segundo informações, aos 2 anos já acompanhava minha mãe e irmãos às sessões do Cine Rio Branco.
Na época da minha adolescência e juventude os cinemas eram os locais de encontro ou passeios dos namorados.
Hoje, idosa e preguiçosa, abri mão até da locação de filmes, me conformando em assistí-los nos canais de tv por assinatura (sempre repetidos e defasados da data do lançamento) ou ao no Netfix.

Jorge Carrano disse...

Até agora ninguém arriscou palpitar qual dos cinemas citados não era de Niterói.

Carlos Frederico disse...

Última foto: Cine Niterói, no bairro Liberdade, São Paulo.
Dá-lhe São Google!

Jorge Carrano disse...

Acertou Freddy, mas como você assumidamente colou, não vai ganhara o premio.

Jorge Carrano disse...

Os cinemas Alameda e São Jorge, ficavam no Fonseca, na Alameda São Boaventura.

Carlos Frederico disse...

Não colei!
Usei as fontes de pesquisa da atualidade!
E ainda fui sincero, poderia simplesmente ter anunciado a resposta, dando uma falsa impressão de sapiência!

Na oportunidade, lembrei-me de um famoso dito estudantil:
"Quem não cola não sai da escola"
Dissertar sobre os prós e contras desse dito dá horas de debate.

Jorge Carrano disse...

Freddy, Você precisa relaxar, era só uma piada. Entra no espírito da coisa. Precisamos descontrair.
Claro que você foi sincero e reconheci isto em meu comentário dizendo que confessadamente você colou.
Ainda assim, parabéns porque você foi o único que se dispôs pesquisar.

Riva disse...

Eu desconfiava desse Cine Niterói, mas Johnnie e Fred (o do Flu) me distraíram e acabei esquecendo de comentar.
De qqer maneira fiquei curioso ... por que alguém daria o nome de Niterói a um cinema na Liberdade em São Paulo ? Pesquisa aí, Freddy.

BR16 :
Só o Palmeiras apresentou alguma coisa. Nem o Santa Cruz, que tb meteu 4, não mostrou nada, pois o Vitória é uma piada de time.
Tudo indica teremos um campeonato medíocre e embolado.

FLUi

Carlos Frederico disse...

Antes de pesquisar a curiosa história do Cine Niterói na Liberdade, deixe-me dizer que meu comentário sobre ter colado foi realizado em tom jocoso.
Talvez tenha faltado incluir "rs rs" ou a figura do palhacinho da internet representando a leveza do comentário
<:o)

Carlos Frederico disse...

Cine Niterói.
Susumu Tanaka, o único dos donos sobrevivente, diz que o nome vem da junção de Nitto (Japão) com Herói, donde significaria Herói do Japão.
Foi fundado em 1953 com 1.500 poltronas em 2 andares, dedicado a filmes japoneses. No prédio original, situado à R. Galvão Bueno, funcionava o cinema, um restaurante, um hotel e um salão de festas. Foi desapropriado em 1968 para construção de uma ponte da Avenida Radial Leste-Oeste e com o pouco dinheiro recebido como indenização a família comprou outro cinema menor na Av. Liberdade, que funcionou até 1988.

Cada um dos 4 cinemas dedicados à cultura japonesa, instalados no bairro da Liberdade à época, o faziam ligados a 4 distribuidoras distintas. No caso do Niterói, era a distribuidora Toei. Os frequentadores mais assíduos eram da colônia japonesa - além de cinéfilos em geral - que mantiveram o interesse mesmo depois da mudança de endereço. Todavia, só o faziam por conta dos filmes japoneses.

Eis que entra em vigor a lei que obrigava os cinemas a passar filmes brasileiros durante certo número de dias. Depois, a cota (nome famigerado) foi aumentada e chegou (informa o artigo) à obrigatoriedade de 180 dias no ano de cinema nacional. Pronto! Foi a conta para o sumiço dos frequentadores, aliado à crescente disseminação dos reprodutores de fitas VHS, fato que veio a afetar todo o mercado cinematográfico. E o Cine Niterói fechou definitivamente em 1988.

Parece-me que a foto no post é do Cine Niterói em seu 2º endereço.

Jorge Carrano disse...

Formidáveis as informações que você aduziu. O bairro da Liberdade, em São Paulo, como você sabe mas alguns leitores talvez não, abriga a colonia oriental na cidade.
Quando morei em São Paulo ia de metrô até o bairro, para comprar temperos e Wanda material de pintura (telas e pinceis) numa grande papelaria no local.
Era um bairro bem cuidado e tinha elementos decorativos da cultura deles na iluminação e fachadas das lojas.

Jorge Carrano disse...

Seja bem-vinda Nelma, ao pequeno mas seleto grupo de seguidores.

Alva Nunes disse...

Para finalizar, não podemos esquecer do "Cine Brasil", na rua General Cstrioto, no Barreto. Depois de fechar, virou uma casa de "Forró".

Jorge Carrano disse...

Alva, muito grato pela visita virtual e pela informação complementar.

Confesso não lembrar do "Cine Brasil"