3 de maio de 2016

A Rede Globo tem culpa em cartório

Poderia fazer um levantamento e verificar quantas foram as postagens e comentários que publiquei criticando a posição da Rede Globo em relação aos (des)governos petistas.
Falei que era um tiro no pé, só para me ater ao aspecto dos interesses econômicos do Grupo.
E nos dias de maior indignação com a blindagem editorial de Dilma, disse que os Marinho foram para cama com o Ali Baba, chefe das gangs do mensalão e do petrolão.
Não há que falar em isenção da imprensa quando o que está em jogo são interesses do país. Não havia, nunca houve, programa de governo e sim programa de poder.
E isso tinha que ter sido apontado com todas as letras, com coragem e independência. Ficar em cima do muro (com rotulagem de isenção jornalística), apenas por interesses financeiros, como era o caso da Globo, foi uma atitude mesquinha, menor, sem contato com os interesses da sociedade.
Imprensa tem que defender valores, tem que ter crenças, tem que ter identidade. E o perfil do Grupo Globo foi adulterado pelos atuais gestores.
Agora, com onze milhões de desempregados no país, a economia em frangalhos, descrença e desesperança no meio empresarial, os estragos vão respingar na Globo e seus negócios.
Li hoje, e publico abaixo trecho de matéria que atinge patrocínio esportivo.

Está em: http://tvefamosos.uol.com.br/colunas/flavio-ricco/2016/05/03/band-perde-o-futebol-e-nao-vai-transmitir-o-brasileiro.htm
"Já é certo e definitivo que a Bandeirantes, em razão do difícil momento que atravessa a nossa economia e a própria empresa, foi levada a abrir mão dos direitos do futebol que já há muitos anos vem transmitindo com a Rede Globo. O contrato de sociedade entre as emissoras deixará de valer já a partir do Campeonato Brasileiro deste ano.
Em comunicado, Band e Globo informam que a emissora paulista não transmitirá o Campeonato Brasileiro pelo "agravamento da crise econômica".
"Durante as últimas dez temporadas, Band e Globo caminharam lado a lado na exibição do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A, com mútuos benefícios e em perfeita sintonia. Contudo, em que pese o enorme esforço de ambas as empresas para viabilizarem a continuidade da exposição conjunta dessa competição, o agravamento da crise econômica impediu a Band de prosseguir com esse licenciamento, a partir da temporada 2016.
A coluna (Flavio Ricco - UOL) apurou que o custo pelos direitos e produção das transmissões do futebol para a Band girava em torno de R$ 50 milhões anuais."

3 comentários:

Jorge Carrano disse...

Sim, imprensa tem que ter identidade, mesmo que seja contrária a minha ou da maioria.

Se for de orientação socialista que defenda os princípios socialistas. Ser comunista a mesma coisa.

Se está numa economia de mercado, num pais de vocação democrática e sobrevive auferindo lucros deste regime, tem que defende-lo. Ou não?

Isenção é coisa de juiz, de julgador e a imprensa não tem que julgar coisa alguma. Tem que ter cara, um rosto conhecido.

É fraude maquiar sua ideologia a guisa de isenção.

Por essas e outras abandonei o jornal O Globo, há dois anos, e fiquei com o Estadão, que conheço desde que morei em São Paulo por 17 anos no somatório de dois períodos.

GUSMÃO disse...

A Beija Flor e o Flamengo eles tentam disfarçar mas favorecem, têm preferência.

Tudo bem, mas hipocrisia com política não fica bem.

Jorge Carrano disse...

Falou!