23 de fevereiro de 2012

Repercussão na imprensa - O Estudante em Foco


O programa aludido no post anterior mereceu algumas notinhas na imprensa do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, conforme se pode ver:




A notinha publicada no jornal "A Comarca", de São Gonçalo, que só menciona meu nome, tem uma explicação. Eu namorava a editora da coluna social, filha do dono do jornal, que se chamava Maria Luiza Cruz Tinoco, um doce de criatura. Nosso namorico acabou por uma simples razão, que o caso que conto a seguir explica por completo: Deu-se que ela era amiga da irmã de um amigo, parceiro de aventuras e conquistas, chamado Roberto Durão. Maria Luiza comentou, em tom de lamento,  certo dia, com esta irmã de meu amigo:" Eu fico trinta, quarenta minutos diante do espelho para me arrumar e enfeitar e o Jorge fica comigo quinze, vinte minutos e vai embora".
Quando eu soube, incontinenti  rompi o namoro. Por certo ela não merecia um namorado como eu, mais preocupado com os embalos do sábado à noite.

A notinha n'O Fluminense alude a um "programa levado ao eter..." é bem anos sessenta, ou não?

20 comentários:

Anônimo disse...

Só consigo ler com lupa.
:D Fernandez

Gusmão disse...

A assessoria de imprensa de voces é muito fraca. Cadê as notas no Estadão, no O Globo, no NY Times? (rs).
Confesso que nunca ouvi este programa. Também domingo, às 14 horas, geralmente estava na praia ainda.
Abraço

Paulo disse...

Nessas datas eu estava super envolvido com Tio Patinhas, Zorro e Tarzan. Só abria o CORREIO DA MANHÃ do meu avô para ver as notícias de futebol. rsrsrs

Carlos Frederico disse...

Carrano, nessa época eu tinha 9 anos. Com essa idade eu não lia jornal. Se a memória não me falha, apesar do ano letivo terminado, eu ainda estava envolvido em estudo por causa da necessidade de entrar para um "curso de admissão" e havia uma prova de seleção para entrar no que meus pais escolheram pra mim: o Alzira Bittencourt, que melhor preparava para um "vestibular", que era o concurso de entrada no Liceu.
Abraço
Carlos

Ana Maria disse...

Legal. Estava com 15 anos nessa data (fui ver o Neil Sedaka), mas consigo ler sem lupa. Tô me sentindo...

esther disse...

li agora, Carrano. Ana Maria poderia contar como foi o agito com o Sedaka? estava muito nervosa, com a responsabilidade de não deixar o público chegar perto e, mesmo assim, lembro que ele saiu rasgado de niterói. se não me falha a memória ainda compramos uma camisa para ele pegar as barcas de voolta para o rio. Na ida para Niterói o comandante das barcas, o motorista, o motorneiro, não sei como chamá-lo à nosso pedido permitiu que ele fosse na parte de cima observando a paisagem. Almoçamos no Restaunte Lido, no Saco de Sãso Francisco- à época o Saco ainda existia- ele passeou com o pai, a mãe e a intérprete na praia onde ainda pastavam cavalos e viu uma boiada vir da estrada da cachoeira comer capim nas ruas.
Morremos de medo com o preço da comida mas, o pai dele, gentilmente, pagou. Nós não comemos para não fazer o preço ir para as alturas.

Jorge Carrano disse...

Quem comanda a embarcação é o arrais. Eu disse arrais, não Arraes, Esther (rsrsrs).
Este é o pedaço mais delicioso da história e você ia nos deixando sem registro.
O Lido era um bom restaurante, na época. E o preço nem era tão salgado.
Se fosse meu pai não poderia, vez ou outra, levar-nos (5 pessoas) a comer "peixe à brasileira", uma das especialidades da casa.
Beijo e, de novo, obrigado por enriquecer o blog com seus comentários.

Paulo disse...

Fico impressionado lendo essas coisas boas todas ... como nossa cidade mudou, hein ?
Quanto ao LIDO, meus pais raramente iam lá, e quando iam, lembro-me que era pra "traçar" uma bandeja de camarões ao alho e óleo, e papai com sua Malzebier.
E para os fãs do cara, vai o link atual com seus shows : http://www.neilsedaka.com/
Não fui ao show dele em Dallas em outubro de 2008 (estava em um congresso) porque preferi ir aos Blues Brothers, no mesmo dia. A entrada de ambos era tipo 110 dólares !O grupo em que eu estava se dividiu, e os que foram ao Neil Sedaka voltaram boquiabertos com a qualidade do show, que foi no "ginásio" American Airlines Theatre (enorme).
abs

Anônimo disse...

O pai da Maria Luiza se chamava Turibio Tinoco. Conheci o irmão dela, que tinha o mesmo nome do pai (Turíbio).
Ela casou, teve filhos, mas faleceu ainda jóvem.

Jorge Carrano disse...

Paulo,
Nossas primeiras idas ao Lido foram de bonde, que transitava pela Estrada Fróes e fazia o retorno exatamente onde havia o restaurante.
Depois, passamos a ir num Austin A70, carro inglês que meu pai comprou.
Niterói era, naquela época, a melhor cidade para se morar. Pertinho da capital da república (Distrito Federal), mas com a tranquilidade de cidade interiorana, onde todos se conheciam.
E as praias, mesmo as do interior da Guanabara, eram frequentáveis.
Abraço

Paulo disse...

Putz .... eu viajo vendo fotos antigas de Nitheroy ! Mexe comigo mesmo, impressionante. Mas minhas lembranças iniciam mais ou menos em 1957-1958 ...lembro muito do nosso pai nos ter levado para ver o Camboinhas e a corveta V20 encalhadas - fomos no FORD 41 do velho ...hehehehe
Link : http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufcamboinhas.htm

Jorge Carrano disse...

Prezado Paulo,
Para você que é apreciador de imagens de Niterói, e também para os amigos Esther e Ricardo que estão vivendo em paraísos distantes (Caxambu e Nova Petrópolis) eis um link que remete à visão de um turista na cidade.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=135a17f5a3b345f5&mt=application/vnd.ms-powerpoint&url=https://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3Daa4d2055e9%26view%3Datt%26th%3D135a17f5a3b345f5%26attid%3D0.1%26disp%3Dsafe%26zw&sig=AHIEtbRufASeF1-t9nbSuAkyV7fm83CB4g

Gusmão disse...

LIDO? Conheço o LIDÔ, em Paris.
Nesta época eu frequentava a Churrascaria na Rua Desembargador Lima Castro.
Abraço (chateado pelo Botafogo)

Jorge Carrano disse...

Gusmão,
Liberei seu comentário, mas aviso que este é um blog-família.
Neste espaço só se come carne pela via oral.
Abraço

Ana Maria disse...

Não posso ajudar muito quanto ao "agito" causado pelo visita do Neil Sedaka. Lembro que, como tínhamos um pistolão(o Jorge é claro), ficamos eu e minha irmã espremidas num corredor estreito. Vi o referido cantor através do vidro do Studio e numa passagem rápida oelo tal corredor, cercado de pessoas . Não dei muita importância pois que , naquele tempo, era fã do Paul Anka.

Ana Maria disse...

Quanto ao Lido, restaurante em São Francisco, não sei se era barato, mas, mesmo que não fosse, nosso pai nos levaria. Era perdulário, principalmente no que se referia a comida. Frequentamos tb outros restaurantes conceituados. Lembra do Derby, ao lado Cine Central , nas Barcas?
Antes que eu esqueça. Antes do Austin Sedan, papai teve um Buick que nos proporcionou excelentes passeios...

Jorge Carrano disse...

Esqueci do Buick, Ana Maria.
Foi nele que "aprendi" a dirigir. Depois fiz a auto escola Trajano, para poder fazer a prova de habilitação.
É, papai pedia parcimônia nos gastos, mas em matéria de gastronomia era liberal.
Beijo

Carlos Frederico disse...

Um assunto puxa outro... Paulo relatou e eu me lembro bem de nossa aventura para ver o Camboinhas e a Angostura encalhados.
Quanto ao Lido, lembro dos camarões. Lembro mais: que mamãe àquela época bem tomava uma cervejinha (não só Malzbier) e nos deixava beliscar a espuma do chopp. Por conta disso, posso afirmar que a cerveja Weltenburger Kloster Urtype Hell, fabricada em Petrópolis sob supervisão alemã, resgata aquele gostinho que eu conheci no Lido (eta memória gustativa!).
O Lido demorou a ser desativado. Cheguei a frequentá-lo alguns anos mais tarde, com meus amigos.
Abraço
Carlos

esther disse...

deixe explicar o caso do Lido. O gasto com a família inteira do Neil Sedaka, com uisque etc... mais a empresária estava além de nossas posses de estudantes. Já gastáramos muito com táxis, que na época era um luxo e se não me engano, o Alódio ou o Carrano haviam combinado com uma amiga de São Francisco para poreparar um almoço e receber a todos. Mas o pai do Neil desejava comer camarão, alguma coisa assim. Gastársamos muito com a divulgação, lebra Carrano? imensas faixas que penduramos pela cidade, pois precisávamos de patrocínio . caso contrário o programa acabaeria.
Ana Maria, lembro-me de que o estúdio ficou lotado e que quando pedimos para ele cantar, já havia avisado que por questões contratuais não poderia, o Ivan Borghi, na técnica tascava um disco dele. Já era Lp , não Carrano?
Havia realmente uma grande disputa entre Paul Anka e Neil Sedaka. Mas quem tivesse chegado ao Rio seria levado ao programa. Era condição sine qua non de sobrevivência. E claro que conseguimos patrocínio.
Em conversa com o Alódio, através do facebook , ele me informou que o convite para que eu participasse do programa saiu dele. preciso saber como foi isto, hoje ainda pergunto.

Jorge Carrano disse...

Sim, Esther, o formato já era de Lp (33rpm), com capas bem elaboradas.
Já contei no blog que tenho um razoável acervo de LPs, em especial de jazz.
Quando morei em São Paulo (87 a 95), já pela segunda vez, comprava LPs usados na feira da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros.Algumas raridades.
Mas voltando ao programa "O Estudante em Foco", que bom que o Alódio foi localizado no Facebook, e está bem. Assim como o Eugênio Lamy, que encontrei recentemente em Icarai.
Tirante você, Esther, ninguém seguiu carreira jornalística.
Beijo