24 de setembro de 2015

Nem música, nem comida



Por
João Danillo

Bom, vivemos hoje em uma sociedade em que educação e saúde não são coisas primordiais.  Mas o que fazermos para mudar isso? 

Bastamos nós adolescentes e adultos, começarmos a dar valor a isso, pois a única forma de evoluir nosso país é com o estudo. Mas como evoluir em um país onde os estudos não são valorizados? 

Como fazer uma boa faculdade e ser um bom médico, arquiteto, engenheiro, entre outras profissões? Basta você ser rico e pagar a faculdade, ou a escola, que já irá sair formado, e com poder de exercer a profissão sem saber absolutamente nada!

Vemos no ensino de hoje em dia, que o aluno precisa tirar 5,0 (média bimestral) e não precisa mais se preocupar com o resto, pois se essa nota for às mesmas nos quatro bimestres, já estará passado de ano! Os professores falam pros alunos tirarem à média e ficar só naquilo, sem dar um incentivo, deveriam motivar a tirar notas maiores e ter o prazer de estudar.

Os adolescentes agora só querem saber de ficar na boa, no celular, computador, tablet, etc, ficar o dia todo no tal do “Whatsapp”, “Facebook”, e “Instagran”, etc. Não estão nem aí pro estudo, que seria necessário para o sucesso deles, só com o estudo é que terão um futuro garantido.

Nas salas de aulas os alunos ficam deitados, jogados, sobre a mesa, no celular, em plena aula *_*, como eles pensam que será a vida deles dali pra frente? Acham que vai ser fácil?

Nada disso! Terão de batalhar muito se ficar nessa vida de não fazer nada, a escola da à matéria, e em casa estudamos. Aprendemos a metade da metade do que é necessária, minha mãe diz isso todos os dias. Professores não querem saber de nada, ao invés de dar aula preferem passar um filme que não tem nada haver com a matéria, preferem deixar de ensinar pra ter o prazer de não fazer nada, pois estão marcando isso como se fosse matéria dada. 

Só tenho um professor que dá esse incentivo e apoio moral aos alunos, que é o Samuel, melhor professor de história que existe nesse mundo, único professor que todo mundo aprende e nem precisa estudar, ele faz com que a gente pense sobre tudo, fora que ele é um ótimo amigo nosso. Ele quer que a gente mude o país. 

Como qualquer pai ou professor bom, ele cobra da gente o estudo. A mesma aula que ele dá na faculdade, em escola particular, e cursinho ele dá pra gente no colégio público, ele ensina muito bem, agradeço por suas aulas, pois jamais será esquecido por mim e por mais alguns alunos.

Agora, imagina se todos fossem como ele? A melhor coisa do mundo seria ir pra escola, e ter aulas com professores bons, pois os de hoje não querem nada com nada, como já tinha dito...

E o que mais precisamos hoje em dia é a educação, sem ela não seremos nada, deveríamos de reivindicar uma educação melhor para as crianças e adolescentes, mas nossa “presidenta” não está nem aí pra isso, pra ela o Brasil está ótimo. Basta ler os discursos dela.

A educação está muito ruim, vemos crianças de 8 anos fazendo música de funk com letras obscenas, e mal educadas, sem um pingo de educação. E fazendo com que adolescentes escutem isso e virem funkeiros, sem saber nada, nem sabem o porquê q vão à escola, tirando notas abaixo de 5,0 e se achando os melhores do mundo, e, além disso, tem o tal do “Iphone” celular que custa entre R$: 1.500,00 a 5.000,00 e ostentam com isso, como se fosse os maiorais do universo, e pra constar, eles só querem cantar essas músicas dentro de sala, sem menor respeito ao professor, e querem provar que são melhores que todo mundo e ninguém podem criticá-los.


E o futuro deles? Bom, a maioria não terá o que fazer então vai roubar sequestrar, matar, tudo por dinheiro pra comprar drogas, e ficarem “noiados” por algum tempo e ficarem mais agressivos...  Essas pessoas deveriam parar e pensar um pouco na vida delas, o que elas querem para o futuro dos filhos delas, ou netos, ou até pra elas mesmas...

Devemos ter uma boa conduta na escola, estudarmos, e aprender um pouco sobre a vida também, os professores querem se livrar dos alunos, os alunos dos professores...  É a vida, como que será a educação daqui pra frente? Vai melhorar piorar, ou continuar a mesma coisa?

Porque um jogador de futebol ganha milhões enquanto o professor ganha no máximo R$ 2.000,00?  Ai que é a grande diferença: dão mais valor aos jogadores de futebol do que a um professor que se mata pra ensinar, e tem uma resposta não muito boa dos alunos. Eu acho que um professor deveria ter mais respeito e merece honra ao mérito.

Tenho 15 anos e já vejo a educação como uma coisa que não cresce no nosso país, minha mãe e tia me ajudam muito, dão maior apoio e motivo, agradeço a elas. E essa é a minha opinião.  Quero que meus filhos e netos tenham uma bom ensino,  mas como deixaremos isso para eles sendo que nossa educação não anda bem?

OBS: estudo em uma escola técnica que é a 5º do estado, RJ,  é modelo na região serrana, e estou botando características do que presencio. Esse semestre só teve uma aula de Sociologia e quatro de Português, por falta de professores. E também por fazerem atividades extras no horário da aula.

Como podemos mudar esse nosso país? Com apenas uma palavra: ESTUDANDO.

É esse o futuro do país que você quer para seus filhos? E pra você?


Nota do editor: o João Danillo é filho da Alessandra, autora do post de ontem.

6 comentários:

Jorge Carrano disse...

Conheço o João pessoalmente e não só pela rede virtual como hoje é bastante comum.
Trata-se de um jovem, um adolescente de 15 anos, para mim (com 75) um menino.
Bom menino, e não porque não faz pipi na cama como dizia o Carequinha em sua música infantil. Porque é educado, prestativo e respeitoso.
Em seu texto, menos do que a forma, o estilo, chama a atenção a consciência da importância da educação, na escola e em casa. Isso, infelizmente, é cada dia mais raro entre os jovens.
A busca pela progressão social e melhores condições de vida, nos dias que correm não é mais pela via do saber, da escolaridade, da formação. O caminho, até mesmo incentivado pelos pais, em alguns casos, é o da prática do futebol e da formação de grupo de pagode.
Nada tenho contra uma atividade e outra, antes pelo contrário, gosto de futebol e de um bom pagode (vez ou outra). É que o estudo foi relegado inteiramente a um plano sem valor.
Frequentar a escola atrapalha os treinamentos, os ensaios, então dane-se a escola.
No passado estas atividades, esporte e música (apenas como exemplos), eram consideradas extracurriculares, e os pais controlavam com alguma severidade.
Não fez o dever de casa não vai jogar bola, diziam as mães.
Agora ficam ricos da noite para o dia, sem necessidade de estudo, então estas atividades viraram objetivo para os pais. E não mencionei o tráfico outra via utilizada pelos mais carentes no alpinismo econômico.
Por tudo isso o João merece todos os encômios. Que tenha sempre uma conjunção astral favorável e o futuro lhe sorria, porque a parte que lhe cabe pelo visto ele está fazendo.

Anônimo disse...

Pode desprezar o (a) relativo a dúvida, sou anônimo mesmo!
Venho dizer que desejo muito sucesso ao jovem João, assim desejo que sua dedicada mãe não tenha muitas decepções com o magistério.

Riva disse...

Vivemos um momento muito complicado em nossa sociedade, onde se definirá o caminho das próximas gerações, o que será o Brasil em algumas décadas.

O depoimento do João impressiona pelos detalhes do que pensam muitos da sua idade em relação ao seu futuro, o que querem, para onde rumam, o que farão pelo desenvolvimento da nossa sociedade.

Temo, sinceramente, que o nosso universo atual seja composto por muito poucos como o João e pelo meu neto (muito inteligente e estudioso também), que também se chama João, e tem hoje 16 anos.

É uma questão de valores ..... quais os valores que essa geração carrega para construir o seu futuro ?

Ana Maria disse...

Os jovens conhecem as deficiências do sistema, mas, provavelmente evitam reclamar pois o ócio é bem sedutor na adolescência.
Creio que João Danillo não escreveria este post se não fosse a formação que recebe em casa.

Jorge Carrano disse...

Provavelmente, não. Já escrevi muitas vezes que a educação em casa é fundamental. Seja em palavras, seja em exemplos.
Hoje os pais não educam e ainda questionam os professores mais rigorosos.

Carlos Frederico disse...

Eu não saberia expressar minha opinião em poucas palavras, é um defeito que tenho. Contudo, acho que um dos maiores desafios do magistério é que a diferença de gerações, que sempre houve, hoje em dia é muito mais aguda. Temos professores nascidos na geração X tendo de dar aula para alunos da geração Z, duas à frente.
Isso não acontecia antigamente. O mestre de hoje, se despreparado para o que vai encontrar, diz algo que soa absurdo para o aluno, seja em termos de informação, seja em termos de formatação da aula.
=8-/