20 de março de 2017

Acabou o verão ... que bom!


Até o ano passado vocês jamais leriam esta frase escrita por mim. Ou a ouviriam de minha boca.

Desde menino o verão foi a minha estação preferida. Sol brilhando, céu azul, faziam minha alegria.

Afinal poderia ficar o dia todo na rua (morava numa vila, com um campinho na porta de casa). Bem, o dia todo é exagero pois afinal tinha as aulas.

Até as chuvas do verão eram apreciadas, seja porque riscando um sol sobre o calçamento com um pedaço de giz ou de carvão nossa estrela aquecedora voltaria a brilhar, seja porque ela deixava uma leve brisa, suficiente para empinar nossas pipas.

A chuva deixava, quando muito, além da brisa suave, um arco-iris lá por detrás do Morro da Penha. Conseguia divisar apenas uma parte do grande arco multicolorido. 

Os adultos diziam que aquela chuva forte, mas de pouca duração, piorava o calor pois fazia emanar o calor armazenado na rua. Mas era uma sensação breve. Nós, de calção e sem camisa, com os pés descalços, nem percebíamos a temperatura.

Pipas no alto, de novo. Correria atrás da cafifa tosada pelo cerol do outro moleque que nem eu. Cafifa torada flutuando ao sabor do vento, não tinha dono. Era de quem a pegasse.

A chuva atrapalhava um pouco a pelada de final da tarde, porque a rua São Diogo, ainda sem asfalto ou qualquer outro calçamento, empoçava em muitos pontos.

O campinho no interior da vila era de pequenas dimensões e nosso racha tinha muitas vezes oito de cada lado. As partidas eram de 10 virando em 5.

Não entendia porque certas vezes o sol não voltava logo assim que o desenhávamos na calçada. Assim como vampiros eram afugentados com um crucifixo. A chuva persistia, porque não era aquela de "casamento de viúva", ou seja, não caia junto com o sol voltando a dar o ar de sua graça.

O tempo passou, cresci, dizem meus detratores que apenas na altura do corpo, pois o cérebro permaneceu meio acanhado, e minha preferência pelo verão continuou. Por várias razões: praia, cerveja gelada, roupas frescas, sair sem capa ou guarda-chuva, não ter a calça molhada porque um carro passou sobre a poça d'água na rua, justo na hora em que eu ali transitava. E muitas outras coisas. Inclusive pelas cores do verão, em oposição ao cinza do inverno.

Primavera e outono são estações de transição, pouco perceptíveis no Rio de Janeiro, onde faz calor de setembro até março/abril, e esfria um pouco entre maio e agosto.

Mas este verão que hoje terminou, às 07:29 h da manhã, foi de lascar. Inumano, incivilizado. 

Sofri tanto que, até setembro, não quero saber de calor.

Bem, quando chegar a primavera e a temperatura começar a subir quem sabe volto a ser um apaixonado pelo verão, como sempre fui?

10 comentários:

Riva disse...

Foi um massacre - ainda está sendo.

No meu caso, ainda construíram um muro de 3 andares numa casa atrás do meu prédio, que além de cortar a ventilação de mais de 30 anos, cortou a paisagem da vila e dos prédios ao longe, na Rua Lopes Trovão.

A conta de luz alta devido aos aparelhos de ar condicionado, e na sala, onde ficamos a maior parte do tempo, 2 a 3 ventiladores. Já tivemos AC na sala, mas desinstalamos há muito tempo.

Agora é planejar como enfrentar o próximo verão - com os habituais ventiladores e mais um no teto, ou instalando um split e aumentando mais ainda a conta de luz !

Feliz mesmo é um amigo meu, que passa 3 meses do verão daqui em Portugal !! (pano rápido)


Jorge Carrano disse...

Riva,
Não seria melhor ele viver em Portugal e vir ao Brasil por três meses durante o verão europeu?

Jorge Carrano disse...

Felipe Vizeu e Pedro, do Flamengo e do Fluminense, respectivamente, são dois centroavantes promissores.
Os dois fizeram gols semelhantes, neste final de semana, em belas cabeçadas.
Pena que o Thalles, do Vasco, não cuide bem do físico. Poderia vir a ser um bom artilheiro.

Ana Maria disse...

Não me sinto bem no verão. Prefiro outono e primavera. Por este motivo moro na serra.
Infelizmente estou passando situação oposta a do Jorge. Não estou reagindo bem ao frio que tem feito por aqui.
Tivesse condições e teria residência de verão.

Riva disse...

Carrano, pois é. a única coisa que prendia esse meu amigo aqui no Brasil era a família, mas sua sogra faleceu há algumas semanas. Ele realmente está pensando em fazer o que vc sugeriu. Inverter as estadas.

Jorge Carrano disse...

Frente fria em Itacoatiara

http://blogs.oglobo.globo.com/radicais/post/bodyboarders-e-surfistas-aproveitam-ondas-havaianas-em-itacoatiara.html

GUSMÃO disse...


Posso processar o Tony Ramos (Friboi) e a Fátima Bernardes (Seara) por propaganda enganosa?

Você aceita a causa?

He he he he

Jorge Carrano disse...

Essa coisa toda foi mal resolvida. Não era caso para a Polícia Federal fazer repressão.

Os mais jovens não irão lembrar, mas há alguns anos, mais precisamente em 1986, botaram a Polícia Federal para caçar (laçar) bois no pasto porque os pecuaristas estariam sonegando o fornecimento de carne para os frigoríficos em razão do preço. Risível, bizarro, polícia nos pastos.

Isso se chama enfiar os pés pelas mãos.

Identificaram irregularidades, inadequações, entrega os inquéritos para as autoridades sanitárias, para que sejam punidos os infratores, com fechamento de estabelecimentos, suspensão de licença, confisco, etc.

Se houve prática de delito criminal, depois as investigações com as provas seriam encaminhadas ao MP para oferecimento de denúncia.

Cada macaco no seu galho e uma coisa de cada vez.

A PF alardear o caso foi um erro.

Toda a cadeia produtiva foi colocada na berlinda, com sérios prejuízos para o país.

Jorge Carrano disse...

Sharapova estará de volta às quadras no próximo mês, depois de 15 meses de afastamento.

Neste período bebeu demais, segundo entrevista.

http://veja.abril.com.br/esporte/sharapova-sobre-suspensao-bebi-alcool-como-nunca-na-vida/

Jorge Carrano disse...

O presidente Temer foi mais longe, rotulando de "espetáculo" a atuação da PF. E mencionou os sérios prejuízos.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1868996-temer-diz-que-espetaculo-da-carne-fraca-trouxe-prejuizos-ao-pais.shtml