7 de junho de 2016

Eles brilharam e brilhararão eternamente

Meu amigo Carlos Lopes publicou um post reverenciando o recém-falecido Muhammad Ali, um dos maiores lutadores de boxe de todos os tempos. Leiam em:
http://calfilho.blogspot.com.br/2016/06/muhammad-ali-ou-cassius-clay.html

Foreman
Cassius Clay











E eu pensava que o Sonny Liston e o George Foreman seriam imbatíveis tendo em vista a envergadura e a força física. Entretanto ambos foram à lona.

Dentre os que tive o privilégio de assistir lutando, via TV, ele (Cassius Clay) foi sem dúvida o mais completo, com suas esquivas, pegada forte e agilidade nas pernas (quase bailarino).

Meu pai, falecido em 1963, fazia alusão a alguns grandes campeões mundiais de pesos-pesados, mas não os vi nos ringues senão em imagens de arquivos utilizados em reportagens cinematográficas. Ele citava muito o Rocky Marciano.

Mas o post do Carlinhos levou-me à reflexão de que nossa geração, e as mais próximas, antes e depois dela, foram privilegiadas. Quem mais, senão nós, tivemos o prazer e alegria de ver, ao vivo e em cores, em plena forma, atletas de diferentes modalidades, que entraram para história, e dela jamais sairão, do nível de Di Stefano, Pelé e Maradona, numa ordem cronológica de aparecimento? Estou falando, por ora, de futebol.

E continuamos tendo a satisfação de ver Messi e Cristiano Ronaldo, depois de Ronaldo e Romário, Zidane e Cruijff para citar apenas alguns de gerações anteriores.

Claro que alguns não viram Di Stéfano, pois eu mesmo, nascido em 1940, pouco vi deste excelente jogador, ao tempo em que defendia o Real Madrid. Mas foi fenomenal, como foi o nosso Zizinho.

E no basquete? Vimos o Michael Jordan, o Schaquille O’Neal, o Magic Johnson, e mais recentemente o LeBron James e o Kobe Bryant.

No tênis, esporte que nunca pratiquei  mas que gosto de assistir quando as partidas são realizadas entre jogadores de alto nível, posso mencionar John McEnroe, Jimmy Connors, Bjorn Borg e Pete Sampras. Na era mais atual, ainda acho o Roger Federer tecnicamente melhor não obstante o sucesso do Djokovic.

Bem, quando tinha a Sharapova na quadra não perdia mesmo. Acho que ela praticava tênis, não é?

Até mesmo no elitista esporte dos belos campos que é o golf (imbatível em visual), tive oportunidade de ver  o lendário Tiger Woods, já agora em sua fase outonal na carreira.

E no automobilismo, em especial da Fórmula 1? Vi Juan Manuel Fangio, várias vezes campeão na época em que nosso mais famoso piloto era o Chico Landi. Fangio só foi superado pelo alemão Michael Schumacher, que também superou, em vitórias, o nosso querido e saudoso Ayrton Senna.

Fangio
Schumacher

É isso, se por um lado ter nascido logo no pós-guerra hoje nos trás o peso da idade, por outro lado vivemos de lá até aqui, um período maravilhoso com o surgimento de grandes esportistas e artistas.

Mas dos artistas inolvidáveis – tipo Beatles, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong -  falaremos outro dia.


19 comentários:

Carlos Frederico disse...

Cenas de machismo explícito!
<:O)

- No tênis não viu Maria Esther Bueno, Steffi Graf, Serena Williams... Alega ter visto Maria Sharapova, mas confessa não ser pelo tênis que jogava...
- Na ginástica não viu Nadia Comaneci, Olga Korbut...
- No futebol não viu Martha, Hope Solo, Alex Morgan...
- Não viu nossos timaços de vôlei feminino, considerados no conjunto da obra (passaram por eles diversas jogadoras de alto nível) a seleção mais bem sucedida da FIVB, com inúmeros títulos entre 1994 e 2014.

Vamos ver quem cita na música. Bom, ao menos já temos Ella Fitzgerald numa provável relação...
<:O)

Jorge Carrano disse...

Freddy,
1) Não pretendi esgotar todas as modalidades de esportes.
2) A Maria foi a única mulher citada, deliberadamente. Afinal ela era, até alguns dias, a musa do blog no terreno desportivo.
3) Obrigado pela contribuição, suprindo minhas omissões e fazendo justiça a outros vencedores brasileiros.
4) Minha intenção era reverenciar os top de linha, os melhores que tive o privilégio de ver jogando ou disputando. Os citados não foram apenas bons. Foram os melhores que vi em algumas modalidades: box, tênis, futebol, corrida de automóveis e basquete.

Carlos Lopes disse...

Obrigado, Carrano, por enviar-me um e-mail que me direciona para a presente matéria que escreveu. Desculpo-me inicialmente por não ler diariamente o seu blog e tomar conhecimento dos excelentes assuntos que você sempre aborda.Mas, tenha certeza, isso não se deve à indiferença ou descaso:apenas a falta de hábito de fazê-lo com regularidade. Era no passado e continuo sendo no presente muito indisciplinado quanto à rotina do meu dia a dia. Espero as coisas acontecerem para decidir como pretendo passar as horas seguintes. É um defeito, reconheço, mas acho difícil mudar agora que já ultrapassei os 70 anos de idade.
Realmente, vivemos numa época em que grandes coisas aconteceram no mundo. Nascidos em plena Segunda Guerra Mundial (você em 1940, eu em 1942), vivemos nossa adolescência na década de 50, época de grandes acontecimentos mundiais, bem selecionados por você nesta matéria.
Mas, outras épocas também tiveram sua importância e seus nomes de prestígio. O que dizer da chamada "Belle Époque", final do século 19 e início do 20, onde grandes invenções e obras culturais importantes surgiram, como o movimento impressionista na pintura (Van Gogh, Monet, Lautrec, Cèzane, Renoir entre outros); a escultura com Rodin; a aviação com Santos Dumont; a dansa com o can-can e o balet russo; a literatura com Oscar Wilde, Alan Kardec,Victor Hugo, George Sand, Conan Doyle, Balzac, Machado de Assis, Euclides da Cunha e tanta coisa mais. Depois, na década de 1920/1930, tivemos a chamada época de ouro dos loucos anos 20, com movimentos importantes na literatura (Hemingway, Scott Fitzgerald,Mario de Andrade, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Érico Veríssimo), na pintura (Picasso, Portinari,Di Cavalcanti,Salvador Dali, Modiagliani). Depois vem a década de 30, que considero a mais rica e produtiva da música popular brasileira (pretendo escrever sobre isso em outra oportunidade).
Enfim, o que pretendo dizer é que cada geração tem seus acontecimentos e personagens excepcionais, mas a nossa, de 1940 até hoje, evidentemente, está sendo uma das mais importantes...

Carlos Frederico disse...

Ih, já vi que o machismo explícito não se restringe ao blog manager...
<:O)

Na oportunidade, concordo com a afirmativa de que estamos vivendo numa época de intensa produção cultural, artística e sobretudo científica.
=8-)

Jorge Carrano disse...

Obrigado amigo pelo comentário. Foi sua postagem sobre o Muhammad Ali, que me levou a fazer uma reflexão sobre o privilégio de ter vivido na mesma época dele e de outros destacados desportistas.

Claro que em gerações passadas, grandes pensadores, filósofos, artistas e intelectuais tiveram (e mantém) enorme importância (Sócrates, Platão, Da Vinci, Michelangelo, os Dumas, Shakespeare, Shaw, e a lista seria infinita se nela prosseguisse).

O filme de outro intelectual/artista que admiro – Woody Allen – de nossa geração, em seu bom filme “Meia Noite em Paris”, tangencia esta faceta do saudosismo, do achar que gerações anteriores foram mais ricas em matéria de alentos e mestres das artes em geral.

No filme em questão, sob efeito de muita bebida, um personagem viaja no tempo e nesta viagem entram em cena famosos escritores, como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, os artistas plásticos Picasso, Matisse, entre outros, além dos surrealistas Salvador Dalí e Luís Buñuel. Estes, por sua vez, remetem-nos a outras gerações.

O meu ponto, partir de sua homenagem ao maior de todos os pugilistas (pelos feitos nos ringues e pelas atitudes como cidadão), era focar o privilégio de vê-los e ouvi-los (os citados), e não só, como no caso de outras referências mundiais, saber deles via enciclopédias, documentários e, claro, suas obras eternas.

Carlos Frederico disse...

Comento aqui porque o post sobre Copa América e Eurocopa já ficou muito pra trás.

Achei o jogo Argentina 2 x 1 Chile o melhor até agora. Se jogarem desse jeito contra o Brasil vai ficar difícil pra nós. Alguém há de argumentar que o Brasil esfria qualquer entusiasmo do time adversário, mas sei não...

Caras, até Panamá 2 x 1 Bolívia foi mais interessante de se ver que o sonolento Brasil 0 x 0(1) Equador!

Jorge Carrano disse...

Só aposentados e pensionista podem acompanhar a Copa América, com jogos tendo início às 23 horas (rsrsrs).

Como acordo às 6:30h porque ainda dou duro para sobreviver, não posso assistir até tarde.

Mas sei que a Argentina tem, no momento, melhor elenco do que o Brasil. Quem não tem? (risos de novo).

GUSMÃO disse...

Realmente uma coisa é ter visto Garrincha e Pelé, outra é ouvir falar de Domingos da Guia e Leônidas da Silva.

Riva disse...

Nem sei como listar tantas pessoas e ídolos que tive o prazer de vivenciar, nascido na década de 50. No esporte, na música, na política, no cinema e no teatro, etc, etc.

Dois comentários apenas :

1) Aquela revanche do Cassius Clay com o Sonny Liston, sei não, hein .... já vi 247 vezes aquele soco, e ainda não entendi porque o Sonny caiu !! $$$$$$$$$$$$$$

2) Freddy, pelo visto vc não assistiu Mexico x Uruguai, para achar aquele jogo de ontem o melhor.

FLUi

PS : ainda estou dentro dos 3 dias que meu psiquiatra me deu de descanso remunerado, para me recuperar de Fluminense x Chapecoense e Brasil x Ecuador.

Jorge Carrano disse...

Riva,
Segundo a história:
"Foi um nocaute técnico de Mohammad Ali sobre o então campeão Sonny Liston, que garantiria àquele garoto atrevido seu primeiro título mundial dos pesos pesados. As papeletas dos juízes apontavam empate ao fim de seis rounds. A pontuação nos "scorecards" marcava 58 a 56 para Clay, 58 a 56 para Liston e 57 a 57. Mas Liston, sem forças e com dores insuportáveis, não conseguiu voltar para a luta. Nocaute técnico. Clay era o novo campeão mundial dos pesos pesados.
Foi na pesagem que o garoto Mohammad Ali proferiu uma frase que se eternizou no mundo do esporte. Perguntado como iria se aproximar de Sonny Liston, ele disse: "Voe como uma borboleta, ferroe como uma abelha" ("Float like a butterfly, sting like a bee"), hoje estampada em milhares de camisetas espalhadas pelo planeta." (Wikipedia).

Ademais, Riva, o Sonny tinha estreita ligação com a Mafia.

Lembro de uma notícia da época, dando conta de que num distúrbio de rua, para prender o Sonny, então um marginal, chamaram um choque da polícia, com quatro homens.O cara era muito forte.

GUSMÃO disse...

Essa conversa mistura idolatria, com cultura e violência.

Passa pela polícia, pelas artes plásticas, pela literatura e pelo esporte.

E mulher, onde entra?

Jorge Carrano disse...

Esqueceu da Sharapova, Gusmão?

Foi citada no post (rsrsrs). E não se trata de uma mulher qualquer, vamos combinar.

Se bem entendi, sua referência às mulheres, neste contexto, é diferente da alusão do Freddy sobre elas.

Carlos Frederico disse...

Copa América:

Sim, Riva, assisti México x Uruguai, o suficiente para rever minha expectativa acerca de apostas para ganhar a Copa. Já havia esquecido do México, mas eles estão aí, firmes e fortes, com a torcida ao lado deles (mais que os EUA). Nas minhas anotações pessoais (diário) lá está: bom jogo, o melhor até agora.

Contudo, não me agradou tanto quanto Argentina x Chile, com um primeiro tempo bem equilibrado, lá e cá. Os gols furaram os pneus do Chile, que jogava bem mas começara a perder o gás. Mesmo assim eles continuaram procurando e acharam um golzinho no final.

Talvez eu tenha achado melhor que M x U porque, em torcendo para o Uruguai, fiquei frustrado...

Bom para debate é a questão que vem sendo levantada: a Argentina joga melhor sem Messi. Pode? Pode. Com Messi, sem que percebam, os jogadores o procuram em vez de focar na partida. Sem ele, cada um faz o seu melhor e o time evolui com mais consistência.
<:o)

Riva disse...

Amigo Carrano, não estou falando da luta em que Clay tirou o cinturão do Sonny. Estou falando da REVANCHE, que envolvia milhões de dólares de apostas. Acho que foi em 64.

Entre no YOUTUBE e veja a luta da REVANCHE. E me diga o que achou .... rsrsrs

Jorge Carrano disse...

Realmente um timaço:

http://globoesporte.globo.com/futebol/eurocopa/noticia/2016/06/cr7-iniesta-e-buffon-sao-eleitos-para-selecao-de-todos-os-tempos-da-euro.html

Carlos Frederico disse...

Comentário repetido na SporTV em toda as transmissões da Copa América: futebol (soccer) nos EUA é coisa de mulher, esporte sossegado onde ainda se vê arte. Não por acaso, são campeãs mundiais e referência na modalidade. Os homens preferem o football, mais violento, másculo.

Só recentemente se passou a dar atenção ao futebol masculino, que vem evoluindo com consistência. Vêm se classificando para todos os mundiais da FIFA desde 1990. Não demora, estarão dominando o mundo!

E os estádios são verdadeiros monumentos! Que coisa, não?!

Ana Maria disse...

Realmente somos, os maiores de 50, uns privilegiados. Além de termos tido oportunidade de acompanhar grandes ídolos, tivemos o prazer de conhecer grandes nomes dos esportes, literatura, artes, filosofia e ciência que viveram em outras épocas.
Pobres dos jovens de hoje. O currículo escolar, aliado a má qualidade das produções artísticas e, principalmente, a falta de tempo para conversas com familiares mais velhos, faz com que sua cultura geral seja muito deficiente.

Jorge Carrano disse...

Freddy,
Lembra deste post?

http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2014/10/qual-o-seu-time-na-major-league-soccer.html

Carlos Frederico disse...

Carrano,
Não lembrava, mas já está dentro do contexto de evolução do soccer nos EUA.

O que tenho ouvido na SporTV é que, espontaneamente, o soccer teria mais apelo às mulheres que aos homens nos EUA. Contudo, em sendo um país capitalista radical, as oportunidades que os americanos vislumbraram com a modalidade masculina está sendo tratada empresarialmente.
Tipo: foi uma forçada de barra para atender ao mercado.

Vai daí, os investimentos feitos têm sido elevados. Contidos, como você e os comentaristas alertaram, pela lei que delimita salários. O retorno tem sido consistentemente animador, crescente. No futuro, certamente os EUA serão uma potência no soccer masculino.