1 de fevereiro de 2016

Figura humana - retratistas

Pegando o gancho do Freddy, em post recente, vou vender meu peixe.

Há alguns anos minha mulher, a  fim de aproveitar uma aptidão inata, resolveu fazer um curso de desenho artístico. Houve-se bem, e o professor - Severus - bastante conhecido no meio, incentivou-a a fazer pintura.

E assim foi feito. Começo no atelier de Ana Canella, em Niterói, e quando de nossa mudança para São Paulo, entre 1987 e 1995 frequentou o atelier de  Vera Castanhari.

Quando ela se animou a tentar vender algumas telas (depois de presentear os filhos, as cunhadas e amigas) expôs no Campo de São Bento e na Praça Getúlio Vargas, em Icaraí.


Campo de São Bento - Icaraí - Niterói

Praça Getúlio Vargas - Icaraí - Niterói

Como eu, o mais das vezes, a acompanhava nestes finais de semana, algumas vezes era abordado por passantes interessados que pediam informações sobre a técnica, material (óleo sobre tela, moldura, paspatur). E, para me complicar, faziam considerações sobre o trabalho artístico.

Conclusão: tive que aprender algumas noções de perspectiva, volume, profundidade, luz e sombra, e outras minudências. Marinha, figura humana, autorretrato, paisagem. E distinguir entre surrealismo, concretismo, cubismo, impressionismo, estas coisas de estilo, escola.

O que aprendi tirou-me da total ignorância e colocou-me na categoria dos que nada sabem desta arte plástica. Em compensação, ao visitar alguns museus em Paris, Barcelona, Madrid, Berlim, Viena, o do Vaticano e outros menos votados, acho que aproveitei melhor as visitas. 

Bem, li tudo que a Wanda comprou no período. Livros, almanaques, coleções de fascículos, tudo com ilustrações e comentários sobre técnica, estilo e características de cada um dos gênios da pintura.

Tendo arrostado minha ignorância no assunto, neste introito, posso fazer minhas escolhas pelo viés da emoção que a obra me provoca. Existem muito mais telas fantásticas do que o que nos é dado supor. De famosos e desconhecidos (ou pouco reconhecidos).

Vou-me permitir eleger os preferidos, em cada conceito, começando, hoje, pelos  autorretratos e figuras humanas. Fico com os abaixo:

Diego Velázquez

Frans Hals

Rembrandt

Figuras humanas (crianças) dos mesmos artistas:

Obra de Frans Hals

Obra de Velázquez

Obra de Rembrandt

Nota explicativa:  tive a felicidade de apreciar, no Museu del Prado, em Madrid, o melhor de Velàzquez, ao lado de obras de Goya e El Greco.

Em minhas poucas, mas proveitosas, viagens ao exterior, procurei sempre que possível (tempo de permanência, horários de visitas, etc), visitar prioritariamente: museus, catedrais e universidades. 

Imagens Google.

Um comentário:

Carlos Frederico disse...

É uma interessante coincidência que eu tenha estado envolvido com desenho na mesma época que Wanda (no meu caso, 1991). Na verdade, fui levado por influência de minha filha Flávia (então com 9 anos), que estava estudando pintura no ateliê de Sandra Hoskens.

Comecei com desenho com vistas a pintura, mas quis o destino que eu abandonasse as aulas com poucos meses de frequência. Comecei a ter dores de cabeça fortes nas 3as. feiras e a coincidência me levou a perceber que era resultado das aulas nas 2as. feiras à noite. Em muitas aulas a prática consistia em copiar trabalhos e o ir e vir da vista, mantendo aguda atenção a detalhes por mais de 1 hora, acabou prejudicando meus olhos. Desisti, frustrado.

Como já disse costumo me agradar mais de quadros que retratam fielmente a natureza e um dos grandes mestres da luz e sombra, dando mais profundidade e realismo às obras, foi Rembrandt. Não é portanto surpresa declarar que o retrato da menina (o último do post) foi o que mais apreciei.

A menina de Frans Hals demonstra boa técnica mas, pqp, poderia ter arranjado modelo mais bonitinha...
<:o)