26 de dezembro de 2015

Sapo em água morna




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






Outro dia, durante uma daquelas visitas que pais fazem periodicamente, estávamos debatendo com minha filha mais nova possíveis razões para que uma amiga dela estivesse com índices altos de somatização. Ninguém negava que a moça estava a sofrer e que tivesse realmente o rol de doenças que, somadas, estavam reduzindo sua qualidade de vida a níveis quase intoleráveis.

O assunto da psicoterapia acabou por vir à baila, porque foi consenso na mesa que a raiz de muitas somatizações está no fato da pessoa negar seu inconsciente, que está quase gritando para ser tratado. Sim, muitas pessoas, mais do que eu gostaria, acham que o tratamento psicoterápico é uma demonstração de fraqueza frente aos problemas do cotidiano.

Particularmente, sou a favor da abordagem psicoterápica e só não continuo a fazê-la porque é caro. Superei alguns de meus traumas de infância e adolescência através de sessões, apesar de que todo mundo sabe que o profissional não cura nada: ele apenas ajuda você a descobrir como sair do nó que deu internamente. Às vezes demora e em outras vezes um remédio complementar ajuda.

Também foi levantado no debate que a escolha errada de um profissional pode atrapalhar mais do que ajudar e que o tipo de abordagem (existe inúmeras) é fator decisivo na melhoria da qualidade de vida do paciente.

Calhou então abordarmos o cotidiano de um brasileiro, morador de grandes centros, como no nosso caso o eixo Rio-Niterói. Por mais que tentemos esconder, nossos nervos vivem tensos como cordas de violão. Além do ataque vindo de cima (políticas governamentais), temos a realidade da violência urbana. Ninguém mais sai de casa sem saber se volta.

Pode ser a pé, de ônibus, de barca, de carro... Saidinhas de banco, seqüestros relâmpago, assaltos à mão armada com possibilidade de ficar nas mãos dos meliantes por horas, as opções são inúmeras.

Minha filha, que começa a cogitar morar no exterior mas ainda reluta, chegou a tentar minimizar meus argumentos, dizendo que eu estava exagerando. Aí me lembrei da figura do sapo na água lentamente aquecida, muito comentada em cursos gerenciais. Ele vai se acostumando em viver naquela água cada vez mais quente até morrer cozido.

É o nosso caso hoje em dia: acostumamo-nos com a violência e não temos consciência do mal que esse acostumar-se impõe a nosso inconsciente, por conseguinte aos nossos nervos.

Não portamos mais documentos que o necessário, andamos com pouco dinheiro, cartão de crédito escondido, não usamos jóias nem adereços chamativos. Há quem escolha o carro novo numa marca e versão mais popular para não chamar atenção sobre sua pessoa...

Moro muito perto de um centro local de lazer, o pólo gastronômico de Jardim Icaraí. A cervejaria Devassa fica a 60 passos de minha portaria. Pois saibam que saio do portão olhando para todos os lados, caminho a passos rápidos. Mesmo assim, nada impede que um dia sejamos vítimas de um assalto coletivo, como vem acontecendo em inúmeros restaurantes. Isso a 60 passos de casa...

Fora a violência, a falta de oportunidades profissionais. Quantos e quantos jovens que conseguem chegar ao final de uma longa série de anos de estudo se vêem na rua, desempregados ou sujeitos a sub-emprego? Quantos dos que estão empregados não vivem com o fantasma da demissão perseguindo-os diariamente? Como projetar uma vida decente para si e sua família - isso para aqueles que têm coragem de constituir família num cenário desses?

A carga de stress que carregamos conosco é, portanto, imensa. Claro, uns resistem mais que outros. Porém julgo que ela no mínimo cria um patamar de stress a partir do qual qualquer ameaça do cotidiano (elas existem queiramos ou não, faz parte da vida) nos enlouquece e tira dos trilhos. Podemos ficar doentes de verdade. Somatizamos.

Sessões de psicoterapia, como já disse acima, nos ajudam a compreender os processos que nos afligem (oriundos de um passado distante ou frutos dessa insegurança crescente) e afrouxam um pouco o tal patamar de stress.

A saída do Brasil, dependendo do país escolhido, pode ser uma solução para aqueles que podem e têm coragem e disposição pra isso. A diferença pode ser cavalar. Não são poucos os lugares em que você nem grade precisa ter em sua casa, onde pode ostentar livremente seus pertences, andar com segurança e liberdade pelas ruas.

Sim, minha experiência na Alemanha tem 38 anos e o mundo caminha lentamente para o caos. Onde ontem você se sentia seguro, hoje pode ser perigoso. Mas quando morando em Munique, 1977, houve vezes em que voltei de concertos à 1 da manhã, tendo vindo de metrô e caminhando com minha esposa por becos que cortavam caminho para nosso apartamento, carregado com filmadora, câmera fotográfica e lentes a tiracolo. Sem medo.

Como que para corroborar meus argumentos, depois que saímos minha filha e seu companheiro de vida resolveram, às 22 horas, dar uma volta a pé de Charitas até Icaraí pela Estrada da Fróes. Coisa que eu não faria nem de dia, mas por acaso nessa noite de domingo havia festas populares na região e ainda havia bastante gente na rua.

Foram. Mas quando pretenderam voltar, perceberam carros na contramão, desesperados. Perguntaram: era arrastão. Pegaram um táxi e voltaram em segurança pra casa, agora certos de que realmente precisam cair fora daqui. 

San Francisco, Califórnia - um destino sonhado


Crédito da foto:
Imagem cortesia de Flávia Cristina March, do site “Apaixonados por Hotéis”, onde ela vem dissecando destinos desejados na Califórnia, como San Francisco, Sausalito, Santa Barbara, Carmel e outros que seguirão. Link:  http://apaixonadosporhoteis.com.br/

17 comentários:

Kayla disse...

Síntese que minha cabecinha de vento conseguiu fazer:
- problemas do inconsciente somatizados melam a saúde do corpo.
- terapia é bom mas depende do "guru".
- bons profissionais cobram caro.
- não contem com SUS porque a verba foi aplicada sabemos lá onde.
- precisa coragem, saúde e dinheiro pra sair do país.
- não esperem segurança no exterior com o EI (Estado Islâmico) em
ação.
- no Brasil não tem EI mas tem a "Facção", saidinhas e banco,
arrastões, punguistas, políticos e toda falange do mal.
Como diria meu sobrinho adolescente : "deu mal".
Conclusão: vou pra São Tomé das Letras esperar o resgate de uma nave. Fui.

Jorge Carrano disse...

Aviso aos navegantes:
Desde ontem, sábado, e até amanhã, à tarde, estarei fora do ar. Problemas na rede sem fio. Terei que pedir assistência técnica.
Só foi possível acessar, agora, porque retirei o cabo do roteador e pluguei direto no notebook.
Ou seja, um transtorno.

Jorge Carrano disse...

Como tenho um consultor que além de gênio, expert na matéria, é meu filho, bastou um telefonema e pronto!
Tudo limpo e liberado.

Ana Maria disse...

Quadro assustador nos apresenta o Fraddy. O pior é que é o retrato de nossa realidade, num país que desarma o cidadão e faz vista grossa ao crescimento da criminalidade.
O brasileiro desaprendeu as qualidades morais que nos caracterizavam. Honestidade, probidade e um monte de coisas em desuso.
Não tenho mais idade para fugir para o exterior, por isso, concordo com a Kayla. Fujamos para o interior.

Jorge Carrano disse...

Ana Maria,
Você deve estar tão revoltada que digitou o nome do Freddy equivocadamente. A culpa pelo estado de coisas não é dele. A não ser que ele seja eleitor do PT (rsrsrs).

Outra coisa, a lei sobre desarmamento, tal qual o governo pretendeu nos impor, não foi aprovada. Ainda bem ...

O interior está nas mãos de prefeitos igualmente corruptos, ladrões do erário.

O que teve de bom neste país, o filé, eu aproveitei, para os pósteros ficarão os ossos. As últimas quatro décadas do século passado, para mim, foram excelentes. E eu não sabia que estavam sendo (rsrsrs).

Malditos sejam os petistas. Exercentes de cargos e eleitores.

Carlos Frederico disse...

Caramba, é bem verdade que meu post fala da insegurança que vivemos e ela é fruto de todo um desdobramento político. Mas não se enganem, ele começou antes do Lula, pois o neoliberalismo de FHC estava levando o povo à loucura. Vendeu tudo que tínhamos de nosso e mais um pouco.

Contudo, eu já começava a me achar uma exceção no Pub da Berê. Se falamos de rosas, alguém lembra que elas podem ser vermelhas e é a cor do PT. Se falamos das joaninhas embelezando um jardim, vem alguém e diz que elas bem que não precisavam ser vermelhas e pretas, a cor daquele time. Parece que o mundo não existe sem política nem futebol - seria eu uma exceção?

Pois bem, fui numa reunião na casa daquele meu amigo petista e flamenguista (que combinação, hein?). No final das contas, éramos um grupinho de 5 casais mais ou menos da minha faixa etária e 5 jovens na casa dos 30, dois deles casados. 15 pessoas.

Chegamos às 19 horas e saímos por volta de meia-noite e meia. Em momento algum se formou o que chamamos de “clube do bolinha e da luluzinha”, ou seja, roda de homens e de mulheres separadas. As pessoas iam da sala para a varanda, volta e meia alguém mudava de lugar para atender a alguma nova conversa.

Teve a pausa para admirar o nascer da lua cheia (que ensejou post a ser publicado) e outra para ligar a TV na hora da final do “The Voice Brasil”, que eu não vinha acompanhando mas gostei do resultado. Terminado o evento, desligou-se a TV, educadamente.

Onde quero chegar com essa lenga-lenga toda? Que passamos 5 horas e meia juntos e não falamos NEM de política NEM de futebol. Em hora nenhuma!

Saí de lá em êxtase!

Carlos Frederico disse...

Retornando ao tema do post, pessoalmente acho que no Brasil há cidades em que se pode viver dignamente. Contudo, há contrapartidas. Você ganha em sossego e perde em comodidades da vida moderna. Ou é um lugar pequeno demais. Gosto muito de citar Gramado-RS como um exemplo de cidade onde se vive civilizadamente. Jamais moraria lá!!! Seria um tédio sem medidas...

Cidades de interior há de haver onde se pratica o respeito ao próximo e se vive longe da bandidagem, mas também longe de shoppings, de mordomias, até de atendimento hospitalar - importante quando se tem certa idade.

Portanto, quando se aponta a saída para o exterior como uma solução, é porque há países com cidades onde você terá o respeito ao próximo, ficará longe da bandidagem, mas com acesso a todas as benesses da vida moderna. Não conheço lugar assim no Brasil...

Riva Alienado, mas não amordaçado disse...

Me desculpe, Freddy, mas um grupo de 15 adultos juntos por 5 horas e meia, bebidas, tira-gostos, não falar de política e de futebol ?

O que puseram na bebida de vocês ? rsrs

Eu acho, em conhecendo o petista/flamenguista, e que deve ler o nosso blog, é que simplesmente se evitou o assunto, para a agradável reunião não correr riscos e desandar. Numa boa. E acho que foi bom mesmo evitarem conversar sobre política, porque não dá para conversar numa boa sobre a situação em que o PT colocou o país #simplesassim. E não adianta tentar minimizar o estrago citando FHC .... o PT arrasou o Brasil.

Quanto ao futebol, também é estranho, mas até entendo, porque provavelmente não tinha boleiros entre os convivas. Porque se tem um boleiro, é inevitável conversar sobre a Final InterClubes, sobre a Bola de Ouro, sobre a caída do Vasco, sobre o título dos Gambás, sobre a corrupção da FIFA e da CBF, etc.

Enfim, foi uma reunião de amordaçados ! rsrsrsrs

Quanto ao post, deixa eu falar para vcs : silenciei O ANTAGONISTA porque não aguentava mais tanta notícia ruim, tantas análises de cenários ruins. Como faz mal ler tudo isso.

Pelo menos, nessa fase de festas, fim de ano, prefiro fazer parte do time dos ALIENADOS. Aqui em Duas Pedras, Friburgo, 23º e caindo ... vai chegar aos 18º.

Whisky, violão, muitas gordices, cigarras cantando, maritacas barulhentas, micos e ..... paz, muita paz de espírito.

Boas Festas !

Jorge Carrano disse...

O mesmo desejo para você, Isa e os meninos (Rodrigo, Diego e Paulinho).

Quanto às considerações iniciais assino embaixo.

Bem, todo o meu fel será destilado no próximo post. Depois da catarse espero entrar no ano de 2016 mais descarregado.

Riva disse...

Carrano, valeu !

PS1: o Diego é Breno kkkkkkkk. Engraçado é que acho que é a 3ª vez que vc chama ele de Diego ... um bonito nome também. Abração.

PS2: Kayla, se a sua nave passar e te resgatar, manda um WhatsApp pra mim, pq quero ir também !! Feliz Ano Novo.

Jorge Carrano disse...

Pior é que deve mesmo ser a segunda (ou até terceira vez) que troco o nome do Breno. Perdão!
Qual será a explicação?
Reitero a intenção de Feliz Ano Novo, para toda a família(assim não tem erro). rsrsrs

Carlos Frederico disse...

Desde que vendi minha casa em Friburgo passei a frequentar Petrópolis, onde esse meu amigo petista/flamenguista tem familiares e interesses comerciais. Sempre nos encontramos para jantar juntos - e até falamos de futebol vez por outra, mas nunca de política. Acrescento que nos encontramos também com regularidade em Niterói, quando ele vem em fins de semana (moramos a uma quadra um do outro) e também não falamos de política.

Será que é polidez? Pode ser, porque não há como conversar quando se tem opiniões antagônicas. Mas pode ser também porque eu não me interesso pelo assunto, portanto não há razão dele ser abordado.

Quanto a futebol, olho com reservas o torcedor fanático. Não entra na minha cabeça que alguém possa viver em torno da paixão por um clube. Seja de futebol, vôlei, basquete, bocha, porrinha, o que for. Como diria o falecido Prof. Hermógenes, se você gosta de esporte, prefira a quadra à arquibancada, pois na quadra você participa e tenta ajudar, na arquibancada você é impotente, pode até enfartar.

Não é de minha índole ser fanático por nada. Assim como não morro por um time de futebol, também não correria atrás de um ator ou músico, como tem gente que faz. Vão aos bastidores para ver os seus ídolos de perto. Pedem autógrafo, tiram foto junto. Não tenho ídolos, nenhum deles merece. Em nenhum setor. Assisto tudo com prazer mas sem fanatismo.

Para fechar, já participei de um grupo que me foi apresentado por Riva. Esse grupo, quando se reúne, se divide em turma do bolinha e da luluzinha. Não se passam 5 minutos de conversa sem que Riva puxe o assunto futebol na turma do bolinha, e como todos gostam (mesmo os não-fanáticos), passa a ser o tema.

Pois bem... Tive uma vez a oportunidade de receber em casa esse grupo num dia em que Riva não pôde participar. Não teve divisão luluzinha/bolinha e pouco se falou de futebol.
Portanto, é ele!
<:O)

Riva disse...

Cuidado que o Freddy pode tentar fazer você deitar no divã para debater essa questão Breno x Diego ! rsrsrsrsrs ..... estaria inserido no contexto do post ! kkkkkk

Continuando os comentários, conheço pessoas que saíram recentemente do Brasil, todos na faixa dos 30-35 anos.

Minha afilhada e o marido foram para Sidney, na Australia, há 5 meses. Ele está trabalhando, já comprou seu carro, e ela grávida, está estudando inglês.

Um casal de amigos de um dos meus filhos foram para o Canadá -ele engenheiro e ela médica. Ambos estão trabalhando em suas reais profissões. Rodrigo, meu mais velho, vai visitá-los em abril, porque vai correr a Maratona de Toronto.

Um amigo (na casa dos 40 anos) se mandou para a Escócia, a trabalho. Não voltou mais e até já casou.

Uma prima de um grande amigo se mandou para a Espanha, perto de Barcelona. Casou, não volta mais.

Meu filho Breno está fora há mais de 4 anos.

Enfim, não há porque nenhum deles voltar, pois fora encontram segurança, serviços de qualidade disponíveis, educação, limpeza, trabalho, conseguem passear, estados justos, leis respeitadas, são locais bonitos, tem a web para conversar com suas famílias, vêm aqui de vez em quando, etc.

Onde aqui no Brasil se encontra um cenário assim para viver, sem abrir mão da tecnologia que está em nosso dia a dia, em casa e fora de casa ? Não conheço.

Toda vez que se toca nesse assunto por aqui, se fala em ir para o "meio do mato". Eu não iria. Vale dos Elefantes estou fora !!!

Carlos Frederico disse...

Sobre as festas, acho meio lugar comum esse frenesi de ter de desejar a todo mundo boas festas e um feliz ano novo. Acho meio que óbvio. OK, convenção social.
Já que é assim, desejo a todos boa entrada no ano novo e que ele traga a todos muita paz, saúde e harmonia familiar.


Riva disse...

Reunião de aniversário do petista/torcedor Daquele Time do Mal:

- E o impeachment, hein, pessoal, sai ou não sai?
- Meu bem, me passe a salada. Obrigada.

- Vocês têm ido ao supermercado ? Os preços dispararam.
- A lua está linda, vamos na varanda ver, amor.

- E aí, o que vocês acharam de mais uma queda do Vasco?
- Quer gelo no whisky? Quantas pedras? A lua estava linda. Vamos ver o The Voice Brasil.

- Esse programa The Voice Brasil é um horror se comparado com o original americano. Esse 7x1 não acaba? Até nisso estamos mal, não acham?
- Adoro essas esfirras, estão deliciosas, parabéns.

- Será que a Cláudia Milk vai tentar voar naqueles cabos de aço novamente? Seria sensacional se a Dilma tentasse um dia fazer isso também !
- Mais gelo, amor ???

- Ok, Ok, vamos cantar parabéns !
- A chuva cai, a rua inunda, ........ vou comer seu bolo!!

Aí fechou o tempo. Cadeiras voando, pratos e garrafas, a porrada comeu. Só sobrou uma bandeira Daquele Time do Mal pendurada toda rasgada na grade da varanda ..... mas a Lua estava demais !!

Carlos Frederico disse...

The Voice Brasil: se aquelas "coisas" é que chegaram à final, imagino o resto.
Contudo, houve testemunho de participante (gente conhecida do grupo) que disse que a seleção nos bastidores para participação nos testes é repugnante. Claramente apadrinhados. Não podíamos esperar que fosse diferente aqui no Brasil. Vem desde a era dos festivais.

O garoto que ganhou era o único que conseguia cantar alguma coisa, e dentro do contexto, mereceu. Mas é realmente uma lástima. Qualquer concurso similar na Tailândia apresenta concorrentes melhores.

Riva descendo a Serra disse...

The Voice : acrescento ao comentário do Freddy que não só os candidatos, mas os 4 jurados brasileiros também são muito inferiores aos 4 americanos, em conhecimento musical. E a explicação é simples: o americano que se propõe a ser músico, ESTUDA música, porque em seu DNA está lá : você tem que ser o melhor ! O brasileiro vai levando .... raros estudaram teoria, harmonia, etc.

Além disso, o mercado americano é mega, tem espaço para todos, em maior e menor grandeza, e eles sabem disso.

Se vocês entrarem na Amazon e pesquisarem os próximos lançamentos de artistas/músicos nos EUA, vão ver o tamanho do mercado deles. Então, se não estudar muito não sobrevive. E esse conhecimento é nítido, gritante, nos comentários dos jurados em cada música cantada. Só tem fera !!

É aquele 7x1 sem fim, em qualquer segmento, em qualquer assunto.