4 de dezembro de 2015

E agora Lewandowski?

Em 2012, a Época fez uma reportagem sobre as pessoas mais próximas de Lula: Luiz Marinho, Ricardo Lewandowski e Laerte Demarchi, dono dos terrenos repassados a José Carlos Bumlai e vendidos posteriormente ao dono da Focal.

A reportagem, que poderá ser melhor entendida através do link ao final, é (está na rede) pouco mais ou menos assim:

“Marinho, Lewandowski, Demarchi e Lula pertencem a um mesmo círculo de amigos – e o relacionamento dos quatro vem se estreitando nos últimos tempos.

Lewandowski ingressou na vida pública pelas mãos dos Demarchis. Quando Walter Demarchi, irmão de Laerte, era vice-prefeito de São Bernardo, entre 1983 e 1988, ele convidou o então advogado a ocupar a Secretaria de Assuntos Jurídicos.

O então prefeito, Aron Galante, mal conhecia Lewandowski. Ele recorda: ‘Foi a família Demarchi que indicou o secretário jurídico’.

A família Demarchi se orgulha de ter sugerido o nome de Lewandowski quando surgiu uma vaga no Supremo. ‘O único favor que pedimos ao Lula, que foi meu irmão Laerte quem pediu, foi para que ele colocasse o Ricardo como ministro’. O Lula falou: ‘Tudo bem’”.

Agora que a Lava Jato investiga o elo entre Lula, José Carlos Bumlai e Laerte Demarchi, o que vai dizer o presidente do STF, indicado para o cargo pelo próprio Laerte Demarchi? Tudo bem?




Nota do editor: pouco foi necessário alterar neste texto, que recebi via e-mail.

3 comentários:

Carlos Frederico disse...

Como já disse, a justiça brasileira se baseia em leis que foram escritas com 457.352 "poréns" e "entretantos" que os bons advogados usam para livrar da condenação pessoas reconhecidamente culpadas.

Assim sendo, quando as pedaladas da Dilma foram encontradas houve euforia nacional e deu em nada. Agora abre-se a possibilidade de um processo de impeachment e não vai dar em nada: Dilma e PT vão conseguir comprar os 172 deputados.

Dilma estava lá quando foi comprada Pasadena e deu em nada. Abreu e Lima deu em nada. Chega-se a sentir o bafo de Lula nas grandes maracutaias e ele não tem rabo preso com nada. Lulinha enriqueceu e nada.

O Brasil assiste estarrecido inúmeras aulas de direito puro e aplicado, onde com bons argumentos se desmonta qualquer acusação.

A impunidade no Brasil é legalizada. Pode parecer que estou dizendo asneira, mas já até li sobre isso. A corrupção tem respaldo legal quando bem executada. Lavagem de dinheiro é item conhecido por qualquer advogado de pilantra. Nossas leis permitem tudo ou quase tudo, basta seguir as regras escritas ao pé da letra - tá tudo lá.

Talvez a Lava-Jato produza algo palpável, seria talvez uma esperança. Mas parece que passará longe dos graúdos (Lula e Dilma).

Carlos Frederico disse...

Recente pesquisa (dia 4 de manhã) aponta 258 votos a favor de Dilma, uma vantagem difícil de ser batida já que é bem superior ao mínimo necessário para derrubar o pedido (172).

Aliás, sobre pedidos de impeachment na era pós-Collor, os entusiastas de plantão que se segurem. Aí vai um levantamento publicado hoje:

FHC = 1 (1º mandato) + 13 (2º mandato) = 14

Lula = 33 (cidadãos comuns) + 1 (dep. Alberto Goldman PSDB-BA) = 34

Dilma (1º mandato) = 9 (cidadãos comuns) + 1 (sen. Mario Couto PSDB-PA) = 10

Total = 58 pedidos de impeachment (todos arquivados)

Para fechar, uma opinião de Cora Rónai:
“Este pedido de impeachment é a tábua de salvação de que a Dilma precisava. Não vai dar em nada, e ela agora é oficialmente mártir, lutando contra um adversário que consegue ser ainda mais detestado do que ela.”



Riva disse...

Acho que a Cora Rónai está acertando .... se o povo não for às ruas, maciçamente como contra o Collor, o impeachment não sai, e a Dilma sai por cima da carne seca, fortalecida, aliados também, dando continuidade à institucionalização da Impunidade no Brasil.

Um Brasil Bandido forte ! É o que teremos para o Amanhã !!