16 de abril de 2016

Pra não dizer que não comentei

O confrade Gusmão escreveu e publiquei um interessante post, com curiosidades sobre híbridos. E mencionou os canários roller, o que levou minha irmã a me questionar se eu sabia que este tipo de ave seria um híbrido. E questionou porque no passado nosso pai teve alguns casais deste pássaro de belas plumagens coloridas e canto harmonioso.

No texto mencionado, o Gusmão falou da uva cabernet sauvignon, o que me inspirou, somando à indagação da Ana Maria, a tomar uvas e vinhos como tema para um novo post. 

Assim como aprendi alguma coisa sobre os canários roller lendo, indo a exposições e principalmente cuidando dos que tínhamos em casa, aprendi um pouco sobre vinhos e castas, lendo bastante e fazendo curso na Associação Brasileira de Sommeliers. Claro, bebendo, ou degustando como preferem os mais sofisticados.

Você sabia que o “crémant de france” é um espumante?  E que é da região de Champagne, na França?  E que tem uma pressão menor do que a do espumante  champagne, mais conceituado? São duas ou três atmosferas a menos.

Agora está mais difundido que o nome champagne, para designar vinho espumante é privativo dos que são produzidos naquela região francesa. Ou seja, tem denominação registrada e protegida.

Por isso, em outros países, que respeitam a norma , os espumantes recebem nomes distintos que os identifica. Por exemplo o Prosecco, na Itália; os alemães usam a denominação  Sekt  e na Espanha tem o Cava.

Quem sabe o que é cuvée, o que é terroir, o que vem a ser remuage?

Quem proferiu a frase que se celebrizou em relação ao vinho espumante de Champagne: “Venham ver, venham ver! Estou bebendo estrelas!” ?

As garrafas de vidro mais grosso e com o fundo abaulado, ou côncavo se preferirem, é que permitem suportar a pressão interna da bebida, de até 6 atmosferas.

Mas sabem por que elas comportam 750 ml da bebida? Já vou respondendo, segundo uma lenda. As garrafas eram de vidro soprado e a capacidade média de assopro dos pulmões de um homem saudável era esta, ou seja, 750 ml.

As castas alemãs são, como regra geral, híbridas. O Gusmão poderia ter dado vários exemplos, mas preferiu dar como exemplo a cabernet sauvignon por certo por ser uma das mais conhecidas e difundidas mundo afora.

Entretanto a rainha das brancas alemãs, a uva Riesling, não é fruto de cruzamento. Ela é uma casta original, das regiões do Reno e da Alsácia, no norte do continente.

A Riesling, todavia, é utilizada em cruzamentos, como por exemplo com a Silvaner. Com bom resultado.

Você sabe o que vem a ser um vinho varietal? E na hipótese afirmativa sabe qual é a porcentagem exigida em lei de prevalência de uma determinada cepa para poder ter essa classificação?

Você sabia que foram os bascos e os catalães que introduziram  a famosa Tannat a mais conhecida e afamada vinífera  no vizinho Uruguai?

A Tannat - tanino para os franceses - é originária do Madiran, parte do território basco na França. Isso mesmo, na parte francesa da região basca.

Vinho é cultura, além do prazer que proporciona. E os espumantes estão sempre associados a festas, as celebrações de conquistas, no terreno esportivo (nos pódios),  ou campo econômico, como  no lançamento de navios ao mar ou inauguração de fábricas ou filiais.

Já que falamos de espumantes, sabe o que é um vinho tranquilo?


5 comentários:

Riva disse...

Dentro desse contexto de hibridez ou hibridismo, como vcs classificariam o ser Eduardo Cunha ?

Jorge Carrano disse...

Se eu responder a sua pergunta provavelmente responderei também a um processo.

RIVA disse...

E sobre os canários "Roller" nada ...... só os vinhos.

Tivemos um Roller que compramos numa exposição em Friburgo, cantava muito. Seu nome ? RED.

Jorge Carrano disse...

Pois é, Riva. Mei pai foi um modesto criador de rollers. Ele ficava com os elogios e fama e eu com a trabalheira diária. Preparação de alimentação especial, a base de cenoura ralada, mel Karo e biscoito "Maizena" triturado. Para os vermelhos. Mas nós tínhamos os ferrugem, os rosados e outros.
Limpar, diariamente, o fundo das gaiolas e trocar os jornais que os revestiam.
Sim, existia uma mistura industrializada que usávamos também, além da mistura básica de sementes (inclusive cânhamo).
Participamos de exposições e chegamos a conquistar um terceiro lugar, honroso para diletantes.
Sim, como associados da CRAC podíamos utilizar anilhas.
Há alguns anos desfiz-me de livretos sobre criação.
A única peça remanescente daquela remota época ( há setenta anos ), são dois ovos indez, de plástico, que imitavam à perfeição, os originais postos pelas fêmeas.

RIVA disse...

Lembrei-me da extinção dos jornais mensais do Clube de Engenharia.
A tiragem foi diminuindo, diminuindo, diminuindo, e com isso os passarinhos foram ficando sem a forração das suas gaiolas ......

Não sei como fazem hoje ..... com as gaiolas.