11 de julho de 2017

JANOT É OTÁRIO

Antes que me critiquem sugiro uma consulta ao Aurélio. Esta lá:
Otário: indivíduo tolo, simplório, fácil de ser enganado.

Se eu ainda tivesse 13 anos de idade, morasse na Ponta D’Areia, em Niterói,  e estivesse cursando o ginasial, diria que o procurador geral da República “baixou as calças para o açougueiro”. Era assim, com esta imagem, que classificávamos os que cediam facilmente, fosse numa briga no futebol, fosse numa polêmica mais contundente.

Com efeito, a negociação dele – Janot - ou de seus subalternos com o aval de dele, formalizada com um delinquente, corruptor, é de ter piedade. Ou desconfiar.

Sé é para conjecturar, porque não pensar na hipótese de que o procurador geral teve algum ganho pecuniário na delação com o Joesley?

As benesses concedidas pela PGR são de pasmar, de ruborizar. Vergonha!

O cara teria crimes para, julgados, pegar mais de duzentos anos de cadeia.

Sabem o que o procurador geral falou, se explicando? O delator negociaria tudo, “menos a imunidade”.

Vai ser tolo assim no mato, procurador. Seu primarismo o torna desqualificado para a função que exerce. E teremos que esperar setembro?


Não sou, não fui, e nunca serei eleitor do Temer. Antes pelo contrário gostaria de vê-lo fora do cenário político. Mas cá para nós esta história está mal contada.

Um comentário:

Jorge Carrano disse...

Essa gravação parece ensaiada, o delator/açogueiro fez papel de pau-mandado.

Como foi este negociação para mim continuará um mistério.

Imunidade para bandido, que compra juízes (ele declarou isso na gravação), compra silêncio de parlamentares e tenta comprar, ou comprou, presidente da República e sai ileso?

Nem vou entrar no mérito deste perdão ser conferido pela PGR. Para que ministros no STF, nestes casos criminais?

A PGR é uma instituição respeitável, com papel elevante a cumprir, mas esta negociação com Joesley foi vergonhosa.

E foi uma delação seletiva. Onde entrou o Lula, onde tudo começou?