17 de julho de 2017

Hipócritas


Cansei de propugnar pela pena de morte. Durante anos o fiz. Apoiei Amaral Neto até sua morte. 

Tenho os dedos calejados de escrever para redações de jornais e revistas e se editássemos todas as minha manifestações orais, compactando-as, estaria rouco (rsrsrs), de tanto defender.

Aqui mesmo no blog, tenho vários posts sobre o tema. 

O que me leva a voltar assunto, é o filmete abaixo. Cena gravada numa casa lotérica em Niterói, na semana passada.

video

Assistiram até o final?

Alguns hão de dizer que um assalto é de baixo poder ofensivo e a pena capital seria um exagero. Idiotas até diriam que uma condenação em cestas básicas atenderia os princípios da dosimetria da pena. Seria bem razoável.

KKKKKKKK

No estágio em que nos encontramos, não há saída fora de um programa de tolerância zero. Inclusive com a introdução da pena de morte.

Alguns outros alegarão que é a falta de políticas públicas (trabalho, renda, educação e saúde), a desigualdade social, e agora a grave crise econômica que leva as pessoas ao delito. Como forma de sobrevivência. MENTIRA! Coisa de socialista, que tem como meio de vida "defender direitos humanos". Seletivamente. Policial, por exemplo, quando morto em confronto com marginais não tem "direito humano". Nenhuma ONG vem a público defendê-lo. Nem a imprensa lhe concede o benefício da dúvida, se agiu dentro da lei ou não.

Sim, é politicamente correto, mas é hipocrisia também, como dizer que negros são afro-descendentes e anões são pessoas verticalmente comprometidos. Negro que se preza tem orgulho de sua raça.

É mentira, como afirmam alguns, que crise econômica seja justificativa para roubar. Quantas pessoas nós conhecemos que superam as dificuldades trabalhando mais, criando oportunidades de negócios ou atividades na área de serviços, inovando com criatividade, buscando espaço, fazendo artesanato, vendendo quentinha, etc.

No vídeo acima não houve assassinato, felizmente, porque não houve reação das pessoas roubadas. Mas os assaltantes matariam sem hesitação se necessário fosse para consumação do roubo.

Por isso não me pejo de usar este vídeo para ilustrar o texto. Sim, ninguém morreu. Mas não esqueçamos que algumas das pessoas que ali estavam, passam também dificuldades. Muitos estavam ali cumprindo obrigação social de pagar compromissos tributários ou junto às concessionárias de energia, fornecimento de água, etc. E sem o dinheiro roubado como farão?

É defensável tirar dos outros para comer? Sendo que alguns dos roubados poderão passar por privação porque o dinheiro roubado fará falta? 

Estamos  vivendo (inventando) "estado de necessidade", como causa excludente da criminalidade?

Não e não. Pelo menos durante 30 anos, ou duas gerações, precisamos implantar a pena de morte. E programas sério e eficazes de educação formal e social.

O post a seguir neste mesmo texto é de 2013, e é um dos muitos que abordam este tema, aqui publicados. Como também o do link abaixo, de 2011.

Ou  este outro de 2012:

Peço perdão a alguns amigos, que por razões religiosas não aceitam a pena capital. Mas cá entre nós, se Deus fosse contra, ou fosse intervir no assunto, deveria, antes que uma filha matasse ou mandasse matar os pais a pauladas enquanto estes dormiam, dar juízo a esta filha. E também ao pai e madrasta que atiraram um filho pela janela de um apartamento.

Deus não pode ficar zangado se não evita certas atrocidades, certas maldades, certos desvios de personalidade. Bem que Ele poderia, com seu infinito poder, criar o homem bom. E não cria-lo cheio de defeitos, inclusive o de defender que tenha o direito de decidir sobre a vida  de outro ser humano. Você não vê mas estou erguendo o dedo me acusando.

Assim como Judas protestou por haver sido o escolhido para trair Jesus. Como os desígnios dele são vedados a minha compreensão, então, sem um norte, tenho direito de contestar seus mandamentos. Segundo minhas próprias convicções.

Deus, se criou, abandonou o universo. Juízes e advogados, em geral, são contra a pena de morte, mas o restante da sociedade é absolutamente favorável. Basta promover um plebiscito.

Eis abaixo postagem de 2013.


Hipócritas

Alguns internautas andaram visitando o post a seguir, segundo as estatísticas do blogger (programa gerenciador) http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2011/08/comocao-e-indignacao-passageiras-2.html

Isto me remeteu a um tema recorrente. Já escrevi dezenas de cartas para as redações dos jornais (algumas publicadas), no Globo, extinto Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo (Estadão). Faço isso pelo menos há 30 anos.

Eis o assunto. Pena de morte.


Os hipócritas são contra a pena de morte. Eles são de diferentes matizes: eclesiásticos, parlamentares, juízes e quejandos. Autoridades de um modo geral. A eles somam-se alguns carolas míopes e inocentes no mais amplo sentido da palavra, tangenciando a tolice. Somados, são minoria.

O povo é a favor. É só fazer plebiscito. Aposto meus testículos (ainda úteis).

Não se trata, no meu caso, de opinião pontual, oportunista, emocional, por causa do brutal assassinato do rapaz na porta de casa, cujas imagens foram divulgadas nos meios de comunicação.

Desde as campanhas do deputado Amaral Neto, cuja bandeira política era a da adoção da pena máxima no Brasil, tenho sido um voto (nas urnas) e voz vencidos.

Não havendo ainda o recurso dos e-mails, quando ele se encontrava  na câmara federal, tribuna de onde poderia defender suas ideias, escrevia cartas para ele louvando a iniciativa.

Desde que me formei sempre que tenho oportunidade manifesto minha opinião, sem receio de criticas, censuras ou rótulos.  Hipócrita não sou.

A pena de morte é perigosa porque alguns inocentes podem ser sacrificados? Paciência, desde que todos os culpados sejam condenados e tenham as penas executadas. A tolerância zero é fundamental.

Para deixar claro, se o preço da eliminação de todos os culpados  é o  eventual sacrifício de alguns poucos inocentes, então que prevaleça o interesse coletivo.

Seria como um estado de necessidade coletivo. Para os leigos esclareço que “estado de necessidade”  é uma causa excludente de criminalidade. Mais informações, se interessar, podem ser obtidas no site cujo link coloco ao final, que pincei na internet como ilustrativo.

Assumo, sem medo de vaias,  vitupérios, criticas ácidas ou até mesmo apedrejamento (virtual), que naquele caso do brasileiro que foi morto pela polícia londrina, no metrô, por causa de suas (his) atitudes suspeitas, lamentei como se lamenta a perda de uma vida, mas entendo o ponto de vista das autoridades britânicas e sobretudo da população londrina, não há como vacilar, contemporizar, arriscar, se há indícios de risco eminente para a população.

Conheci a polícia londrina sem armas, só usavam cassetetes. Mas o atentado terrorista na cidade mudou tudo.

Foi uma lástima e para a família enlutada uma perda irreparável. Mas a atitude do policial e em seguida o apoio mesmo que velado das  autoridades à ação da polícia, deixaram bem claro para candidatos a delinquir que não haveria tolerância. A política de segurança tem que ser dura mesmo. Inflexível.

Ou seja, os bandidos devem pensar muito antes de tentarem algum ato criminoso.

O candidato a parlamentar que quiser meu voto tem que defender com unhas e dentes a implantação da pena de morte. E olha que irei votar espontaneamente já que estou isento pela idade.


Site sobre estado de 

4 comentários:

Riva disse...

Meu caro blog manager,

De novo, expresso que aqui não posso expressar o que penso como solução para o status quo.

Só repito, exaustivamente, que não passa por nada institucional nem constitucional.

Forte abraço !

#umaquestaodesobrevivenciadosseus
#orestoehipocrisiaoucovardia

Ana Maria disse...

Já nem sei mais o que pensar. Os meus princípios estão sendo abalados pelos acontecimentos dos últimos meses.
Criminosos sempre existiram e as pessoas de bem confiavam na Justiça dos homens. Isso pelo menos era o que acontecia comigo.
Por motivos filosóficos e teosóficos, acreditava não termos direitos sobre a vida dos outros seres, entregando sua punição aos órgãos encarregados disso.
Hoje confesso que minha convicções foram abaladas pela impunidade e protecionismo que imperam no Judiciário.
Não me revoltam apenas os atos do STJ, PGU ou qualquer sigla que dê liberdade e anistia a réus confessos. O mesmo acontece nas outras instâncias de tal forma que a polícia fica desprestigiada e o cidadão honesto totalmente desamparado.
Há poucos dias atrás, a justica mandou soltar um criminoso responsável pela morte, à pauladas, de uma adolescente. O indivíduo havia sido condenado a 9 anos, eu disse 9 anos, por um homicídio e, por ter ficado 4 anos preso, ganhou as ruas para continuar a conviver na sociedade.

Jorge Carrano disse...

Governos corruptos e demagogos, em todas as esferas do poder.

Magistrados vendem facilidades.

Por outro lado, somente este ano, até agora, 88 policiais foram assassinados.

Mas uma banda da polícia também se associa ao crime.

Tá duro viver. Tá difícil.

Jorge Carrano disse...

Não podemos frequentar restaurantes, casas lotéricas e nem igrejas.
As missas terão horário alterado por medida de segurança.

http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/inseguranca-faz-igreja-do-rio-antecipar-horario-da-missa-de-domingo.html