13 de dezembro de 2017

THE CROWN


Apaixonado pela série televisiva “Downton Abbey”,  estava meio reticente quando fui informado de que a Netflix estava produzindo uma nova série, intitulada “The Crown” tendo como pano de fundo a família real  britânica.














A produção da série “Downton Abbey” é tão refinada, tão caprichada, que temia me decepcionar com uma produção menos requintada em “The Crown”. Afinal a Netflix não tinha consolidada experiência em produção (que eu saiba).

Outra preocupação era o elenco. Alguns personagens de “Downton Abbey” são inesquecíveis, porque são interpretados de maneira soberba por atores e atrizes excelentes, como Maggie Smith, que faz a condessa Violet Crawley.


Meus temores eram infundados. O elenco de "The Crown” também é muito afinado, e algumas caracaterizaçõies e interpretações são fantásticas, como por exemplo o Winston Churchill  criado pelo ator John  Lithgow.


Estou na segunda temporada, no episódio nº 6.


Nesta temporada o casal real discute a relação, que passou por uma crise; O Reino Unido se envolve numa guerra contra o Egito por causa do controle sobre o Canal de Suez; e são trazidos à luz, como só pode acontecer em países civilizados, a traição (aliou-se a Hitler) do Duque de Windsor, ex-rei Eduardo VIII, que abdicou ao trono por uma mulher que além de ser plebeia, era americana e divorciada.


Jorge  VI, seu irmão e pai de Elizabeth II, atual monarca, o sucedeu no trono. E criou o ducado de Windsor, referente a cidade onde existe o castelo de mesmo nome e que pertence ha séculos à família real britânica, para dar ao irmão uma certa dignidade, embora tendo que viver fora das fronteiras do Reino Unido.



Não pela suposta traição, cuja descoberta e conhecimento ficou restrita a um grupo muito pequeno, mas pelo casamento condenável pelos padrões da nobreza.

O mais fascinante - para mim – é poder assistir a dramatização de fatos históricos que acompanhei pela imprensa e noticiário de rádio.

Nomes como os de Gamal Abdel Nasser, Winston Churchill, Harold Macmillan, Duque de Windsor, Duque de Edimburgo (Philip, marido de Elizabeth II) e o pregador Billy Graham.

Se você, assim como eu, já é setentão, também tem estes nomes  - e fatos históricos - como muito familiares. A série em questão nos mostra bastidores e dramas pessoais de personagens reais (alguns no duplo sentido), como é o caso da princesa Margaret, irmã da Elizabeth II. 

4 comentários:

Jorge Carrano disse...

Ontem após haver programado a publicação, assisti a mais dois episódios do seriado, os de nos. 7 e 8.

Outros personagens conhecidos aparecerem na história: o casal Kennedy (John e Jacqueline) e Leonid Brejenev.

Muito curiosa e até engraçada a cena de ciúmes da rainha, em relação ao charme e ao sucesso da primeira dama americana.

Tiveram, tempos depois, um encontro reservado no palácio de Buckingham.

Riva disse...

Nossos filhos, quando setentões, poderão assistir a séries assim sobre LULA, GILMAR MENDES, TOFFOLI, GLEISI, AÉCIO ...que nome poderia ter essa série em 2060 mais ou menos ?

Jorge Carrano disse...

Que tal "O apedeuta salafrário de Garanhuns e sua corja"

Ou, "A metástese do poder na era petista"

Ou ainda "A escória no poder"

Riva disse...

Vem aí O DIA DA REVOLTA. É isso que nossos filhos setentões lerão no futuro ?

Enquanto isso, as pessoas do BEM ficam acenando lencinhos brancos pela paz e fazendo mini manifestações .....

De novo, a solução não passa por nada constitucional, e "eles" sabem disso, vejam a convocação ...

https://oglobo.globo.com/brasil/dirceu-convoca-dia-da-revolta-no-julgamento-de-lula-no-trf-4-22191102