sábado, dezembro 11, 2021

Mais Niterói no passado recente

Na foto abaixo o antigo Mercado São Pedro, na Rua Visconde do Rio Branco, antes do aterramento efetuado, que deixou o mar mais distante. 


Percebe-se uma pequena e estreita faixa de areia, onde ficavam os barcos dos pescadores e seus pequenos barracos de madeira onde guardavam seus apetrechos.

Já cometi a heresia de comparar este antigo mercado, que era constituído de boxes de uma lado e de outro do corredor que terminava mar adentro, com a famosa Ponte Vecchio, existente sobre o Rio Arno, em Florença, na Itália.

O local (em Firenze) é histórico acreditando-se que é da época do ápice do Império Romano, feita em madeira. 

Também lá existem lojas pequenas que vendem joias, bijuterias e souvenires.

Observando-se as arquiteturas dá para comparar. Tanto os boxes do mercado quanto a lojas da ponte têm janelas sobre o mar e o rio, respectivamente.

Os peixeiros, depois de limpos e descamados os peixes, a pedido do fregueses, atiravam pelas janelas as vísceras, cabeças e barbatanas, o que atraia alguns pequenos peixes para os arredores.

Nesta mesma época, aqui em Niterói, existia uma organização comercial da família Fuscaldo, que vendia produtos importados e fabricava massas (se bem me lembro), e atendiam a classe média.

A seguir um anúncio da empresa, em uma das mídias da época, ao lado do rádio: jornais.


Tínhamos 3 colégios, que me lembre, tradicionais, bem avaliados, que mantinham o sistema unissex. Dois deles eram exclusivos para menina e um para os meninos. Este último o Salesianos, que fica em Santa Rosa.

Havia um outro, o Instituto Abel, de orientação lassalista, que na sua origem era destinado aos meninos com vocação sacerdotal.

Os dois destinados as meninas eram o N.S. das Mercês, no Fonseca e o São Vicente de Paulo,  em Icaraí.

Abaixo duas imagem do São Vicente, na Rua Miguel de Frias. Numa delas, vê-se ao lado da edificação alguns modelos de automóveis populares na época: Aero Willys, Volkswagen Fusca e Dodge Polara.



O bonde abaixo fazia o percurso até o Rodo de São Gonçalo. Lá fazia-se baldeação e pegava-se outro até Alcântara.

Neves já é bairro de São Gonçalo.



quarta-feira, dezembro 08, 2021

Missa do peregrino em Santiago de Compostela

 


Pouco importa sua fé religiosa. Esta cerimônia mexe com nossas emoções. Trata-se da Missa do Peregrino, na catedral de Santiago de Compostela, na Galícia, na Espanha.

O templo sempre lotado nesta cerimônia, às 12 horas, cria uma atmosfera  propícia para soltarmos nossas  emoções, em razão do grande coral, composto pelos romeiros e conduzidos por religiosos com vozes treinadas de tenores e sopranos, entoando cânticos gregorianos; o botafumeiro (incensário) em seu percurso no alto da nave expelindo aroma de essências, é uma coisa indescritível.

Botafumeiro

O curto vídeo a seguir dá uma pálida ideia sobre o que estou me referindo

Clique sobre o triangulo na imagem abaixo.







terça-feira, dezembro 07, 2021

Expediente no Judiciário até 06 de janeiro de 2022

 


 

 

 

As unidades do Tribunal de Justiça do Rio não funcionarão na próxima quarta-feira (8/12), Dia da Justiça. A medida está prevista no art. 66, I, da Lei 6965/15, que dispõe sobre a organização e divisão judiciárias fluminenses. 

Na data também ficarão suspensos os prazos processuais. O Aviso TJ nº 146/2021 foi publicado nesta sexta-feira (3/12) no Diário da Justiça Eletrônico.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) regulamentou, nesta terça-feira (28/09), o Plantão Judiciário do recesso forense, que acontecerá de 20 de dezembro de 2021 a 6 de janeiro de 2022.

https://www3.tjrj.jus.br/consultadje/consultaDJE.aspx?dtPub=28/09/2021&caderno=A&pagina=3

segunda-feira, dezembro 06, 2021

O pulo do gato

 



Não se ensina. É improvisação. 

sábado, dezembro 04, 2021

Vice de novo???

Lembram da mulambada, ou como eles preferem, da urubuzada sacaneando a torcida vascaína pelos vices campeonatos que acumulava ao longo de sua história um pouco mais recente?

Pois bem, agora os Apolinhos da vida, entendem que a campanha do time deles não foi um FRACASSO como rotularam alguns. Na verdade foi exitosa. Afinal foi vice-campeão do brasileirão 2021; foi segundo colocado na Libertadores e por pouco não conquistou a Copa do Brasil

KKKKKKKKK, rsrsrsrsrs, ha ha ha ha 

Três vices, nas competições mais importantes da temporada. Com elenco milionário, de outro patamar.

De parabéns está o Botafogo que compreendeu que disputava a série "B". Montou um elenco de série "B", com um técnico afeito à segunda divisão, com padrão de jogo adequado àquela divisão.

Não só retornou, com sobras, à chamada elite, como levou mais um troféu.

E de parabéns mais efusivos está o Atlético Mineiro. Se organizou, contratou certo, jogou sem salto alto e levou o cobiçado título.

E está o CAM, popular Galo, se planejando melhor do que o rubro-negro carioca em busca do protagonismo, que a mulambada pretendia, no cenário internacional. Daqui a dois anos terá sua moderna Arena, coisa que a urubuzada não tem. Vai pagar aluguel o resto da vida ... e sendo vice-campeão disso e daquilo. VIVA!!!

sexta-feira, dezembro 03, 2021

Os pombos, o blefe e minha inocência

 



Vou tentar situar no tempo e no espaço o que pretendo comentar. Corriam os anos da década de 1940 e a II Guerra Mundial tinha acabado oficialmente, com a rendição dos alemães. E chegada, na Baia da Guanabara, dos pracinhas brasileiros que combateram ao lado dos Aliados, em campos da Itália.

O local era o bairro Ponta D’Areia, não muito distante do Centro de Niterói. A rua na qual residíamos era a São Diogo,

Não lembro o nome do menino (de minha idade) porque não fomos coleguinhas de escola, não jogamos peladas ou soltamos cafifas juntos. Episodicamente nos encontrávamos.

Ele morava próximo. Na verdade a casa dele ficava na Vila Pereira Carneiro, na divisa desta, murada, com o lado do bairro (Ponta D’Areia), onde eu residia. Um pouco mais para a direita do morro e um pouco mais para baixo, fica (ficava?) uma vila de casas geminadas, idênticas, estilo que lembrava vila operária, onde minha família morava.

O acesso a esta vila se dava pela Rua São Diogo, no número 21 desta rua sem calçamento, de terra batida.

O que me atraia na casa dele, era o pombal. Sim, ele tinha um pombal. Avistava-se desde longe, uma vara de bambu, na ponta da qual tremulava uma pequena bandeira (um pedaço de pano branco). Orientação para os pombos.

Nesta época, nos meus 8 ou 9 anos de idade, esta ave me atraia. As brancas, as cinzas, as rajadas de marrom, numa variedade grande de matizes. Entretanto percebia-se a formação de alguns grupos de mesmos caracteres hereditários.

Gostava e ir lá, pelo morro,para ver de perto ao pombos.

Na minha santa inocência, o pombo era a ave da paz. Era a anunciadora de vida, com raminho de planta trazido no bico. Era um correio confiável desde tempos imemoriais, medievais. E compunha pinturas sagradas, religiosas, ao lado de anjos e santos.

Enfim, uma ave do bem. Até que cresci a comecei a conhecer melhor suas facetas condenáveis: emporcalhavam estatuas e outros monumentos públicos, peitoris das janelas e igrejas.

Ademais eram (são) transmissores de doenças. Considerados ratos com asas. Puxa! Que decepção.

Assim, para mim, o pombo perdeu seu glamour, sua simpatia, sua condição de portador de boas novas.

O mesmo se deu, no campo político, com certo parlamentar, que embora contando já com alguns  mandatos, era desconhecido do grande público. Afinal transitava num pequeno gueto, um feudo formado por militares e policiais. E agora, sabe-se, milicianos.

Jamais tive despertada minha atenção para a atuação parlamentar dele. Nunca apresentara um projeto relevante, nunca presidiu uma Comissão, nunca liderou uma bancada, em suma uma negação, uma nulidade.

Integrando o chamado “centrão”, grupo parasitário do Congresso, incapaz de se manter fiel a uma sigla partidária, tendo transitado por várias delas ao sabor de interesses pontuais, surpreendentemente sem vínculos ideológicos, mas somente fisiológicos, jamais teve meu voto.

Mas deu-se que de repente, do nada, surgiu como o nome capaz de derrotar o PT e o lulismo.

Meu horror ao governo petista, que combinava explosivamente corrupção com incompetência, me assombrava. Eu estaria (se pudesse) no rol dos brasileiros ansiosos por deixar o país por conta da possível permanência petista no poder. Afinal eles tinham um projeto de poder, não de governo, bem articulado.

O tal obscuro parlamentar despontava como adversário do PT, capaz de acabar com a corrupção, com a política populista, da prática do toma lá, da cá, do é dando que recebemos, dos clãs, do viés socialista sindicalista.

Enfim tudo que eu execrava.

Embarquei na campanha e sufraguei seu nome nas urnas.

Quando ele se revelou, tirou a máscara, trouxe aos holofotes sua família, exibiu seu negacionismo, sua vocação nazista, fiquei sem chão, perdi a fé e o respeito por ele, e tudo que passou a representar no cenário político.

Assim como aos pombos, o desprezo como um ser nocivo, detestável, que precisamos apear do poder. 

quarta-feira, dezembro 01, 2021

Os gênios especialistas

 

Tenho foto semelhante a esta abaixo, que fiz quando o "gênio aspone" da Prefeitura, ainda não implicara com o arbusto que brotou e se desenvolvia, espontaneamente, na Pedra de Itapuca, ex-cartão postal da cidade antes da construção do Museu (MAC).

Não é que o desocupado mandou arrancar, eliminar, o arbusto porque ele poderia causar danos à pedra.

Ora vejam só, entre um ser vivo, vegetal,  e uma pedra inanimada, ele preferiu preservar a pedra. Para mim um idiota que contraria a natureza.

Há anos publiquei a foto da Itapuca (com o arbusto ainda vivo) questionando o absurdo a ser perpetrado pelo gênio da botânica e da geologia.

Eis os links, entre outros:

http://jorgecarrano.blogspot.com/2018/01/e-pau-e-pedra.html 

http://jorgecarrano.blogspot.com/2021/10/at-last.html




Na segunda foto (acima), ambas publicadas em matéria d'O Globo, em sua edição de 21 de novembro último, no caderno NITERÓI, vê-se uma pedra (ilhota?) de dimensões e volume aproximados aos da Itapuca, inteiramente coberta por arbustos, convivendo em harmonia com a pedra onde cresceram.

Provavelmente longe dos olhares do especialista ou palpiteiro da prefeitura.