Atuei no ramo do Direito denominado "Direito de Família". Deveria ter cobrado adicional de insalubridade.
Não em todos os casos, mas na maioria deles.
Estou colocando no passado porque estou prestes a encerrar minhas atividades como advogado. Logo, o mais correto e preciso seria escrever atuei como advogado, sem mencionar campo de atuação. Mas como o objeto da postagem são as separações enfatizei a área de família.
Vou-me limitar às separações, com suas particularidades: de corpos, consensuais, litigiosas, judiciais, divórcios.
Uma certeza. Resultam perdas, sempre! Para dar um viés de humor, abrandando a aspereza do tema, ressalvaria que o único que não perde é o advogado, onde ele é essencial.
Se houver filhos, as perdas são incomensuráveis. Num efeito dominó.
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| Via Google |
Você que teve ou tem parentes ou amigos que se separaram, teve que optar entre manter amizade com um ou outro? Tiveram que optar?
Mas como assim, foram eles que brigaram, e não você. Não foi possível manter a amizade, as relações sociais, com os dois?
Conheço caso de separação civilizada, educada, cordial (ressalvadas perdas). E também do outro lado da moeda, porque fiz a besteira de me posicionar profissionalmente de um dos lados.
Outro segmento do Direito em que as pessoas se revelam gananciosas, interesseiras, egoístas é o das sucessões: partilhas e inventários.
Se é na mesa de jogo que se revelam os cavalheiros, é nos processos de inventário que se destaca a nobreza de sentimentos, de solidariedade ... ou de ambição e cobiça.
Muito apropriados os versos de Paulinho da Viola, na música "Pecado Capital", em se tratando de questões que envolvem dinheiro:
".......omissis ........
Cada um trata de si
Irmão desconhece irmão
E aí!
Dinheiro na mão é vendaval
.....and so on ....."


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