6 de março de 2013

Uma ameaça a menos


Por
Ricardo W Carrano




Concordo ipsis litteris com o que recebi em um email de um amigo hoje (Welson Maranhão), diz o texo do email :

“Não considero uma boa prática falar de quem morreu.
Tem um ditado que fala que é feio chutar cachorro morto.
Mas há muitos anos, exatamente no dia da morte do Luiz Eduardo Magalhães, filho do ACM, eu estava em Brasília.
Justamente em contato com servidores da Câmara.
Alguém me disse, mais ou menos, com essas palavras:
"O Brasil não perde nada com a morte desse personagem. Pelo contrário, é uma ameaça a menos".


Nunca mais esqueci essas palavras.
Hoje eu ouso adaptá-las:
"O mundo não perde nada com a morte desse personagem (Hugo Chavez). É uma ameaça a menos".

E assim veja você então que embora eu ache que a máquina chavista ainda ganha as eleições que vão acontecer em 30 dias. Veja você então o que é rasgar uma constituição : presidente do Congresso já deveria ter assumido, pelo que entendi mas o vice não vai entregar o poder, viu é ou não é ameça ?

O outro lado interessante disso é outra coisa que li no “Globo online” hoje, sobre o fato de a Venezuela chavista ter os EUA como principal parceiro economico, publicado pela jornalista Mirian Leitão em seu blog dia 6/03/2012 ou véspera da passagem de Chavez: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2013/03/06/antiamericanismo-retorica-desmentida-pelos-numeros-488719.asp

O titulo dispensa qualquer apresentação :

“Antiamericanismo: retórica desmentida pelos números”

Veja você com não se pode dar credibilidade ou crédito a tiranetes bananeiros.

Pode-se apenas repetir o titulo do post.

 Um abraço a todos.

ROTEIRISTAS


Existem duas categorias de roteiristas que concorrem ao Oscar. Os que fazem roteiros adaptados que suponho, se estiver equivocado me corrijam, partem de um romance, um conto, uma peça teatral ou, eventualmente, de um caso real.

E os que escrevem roteiros originais, fruto de sua inspiração, sua imaginação, em suma, partem do zero em suas cabeças.

Nesta segunda categoria o Woody Allen é mais do que premiado. Mas isto porque não concorrem alguns advogados brasileiros que concebem histórias fantásticas, surpreendentes, originalíssimas.

Senão vejamos.

Um idiota qualquer, na Bolivia, numa partida de futebol, detona um sinalizador naval em direção a torcida do adversário. O artefato plástico, como um projetil,  existente no interior do sinalizador atinge o rosto de um jovem de 17 anos. Que vem a falecer.

A polícia local prende 10 ou 12 suspeitos. Entre eles está o responsável, o criminoso.

Enquanto isso, em São Paulo, partes economicamente interessadas, e poderosas, começam a agir rapidamente. São eles o Sport Club Corinthians Paulista, a torcida organizada, com ramificações no mundo do samba, que se intitula Gaviões da Fiel e, pelo que li, com o apoio velado mas importante da Rede Globo de Televisão.

Bem, estas instituições contratam um advogado na cidade de São Paulo para estudar o caso objetivando: livrar a responsabilidade penal do criminoso, minimizar a punição do órgão desportivo (Comembol) que seria aplicada ao clube e evitar prejuízos à rede de TV em face de patrocínios das transmissões dos jogos, já contratados (se o Corinthians viesse a ser eliminado do competição).

Ai entra em ação a mente brilhante de um roteirista ficcional com inscrição na OAB. Arranja um “bode expiatório”, que além de outros requisitos importantes é menor de idade e, por isso,  inalcançável por algumas punições aplicáveis ao caso.

Armam uma história cheia de inconsistências, de fraudes, de mentiras, de truques que nem a Promotoria boliviana acredita.

Não vou entrar em mais detalhes da farsa porque os jornais e revistas já trataram profundamente do assunto. Um belo roteiro original o arquitetado pelo advogado. Se for parar nas telas de cinema, como se trata de história verídica, concorrerá como roteiro adaptado.

Outro caso muito interessante, para quem gosta dos temas que envolvem sexo, é a do padre que não respeitava uma afilhada, não respeitava a casa paroquial e nem aos fieis de sua igreja.

Iniciou a afilhada aos treze anos nos prazeres da carne. Na época, porque menor, a adolescente foi alvo da ação de um pedófilo, que teria que responder pelo delito específico.

Mas existem outros ingrediente no caso. Esta agora mulher, aos 19 anos, sabe-se, tirou proveito da situação a que o padre a constrangeu. Pediu e ganhou vários presentes, como motocicleta, ou seja, se prostituiu.

O pai desta agora mulher, espertalhão e de má-fé, resolveu extorquir dinheiro do padre ameaçando denuncia-lo a polícia e leva-lo à Justiça.

Existem outros personagens cujos perfis não conheço com detalhes mas que não vem ao caso. O padre teria “abusado” de uma outra menor, então com 7 anos de idade, ‘tocando-lhe partes do corpo”. Esta outra menor é irmã da primeira citada, mas apenas por parte de pai. Que pai, hein?! Este aproveitador que pretendia extorquir o vigário.

Há uma outra menor que se dispôs a simular (ou não) relação sexual com o padre para possibilitar uma filmagem que serviria de prova contra o sacerdote.

Bem, perguntarão vocês. Onde o roteiro escrito por advogado?

O padre, que quase cai no “conto do vigário” (armaram um gravação contra ele), contratou um advogado que se saiu com a seguinte pérola, argumento de defesa: "o padre foi seduzido pelas meninas". A carne, como sabem, é fraca. Foi o que disse.

Palmas para ele, porque merece.

Já o advogado do goleiro Bruno, do Flamengo (parece preconceito meu, mas não é), armou o seguinte teatro durante a sessão de julgamento. Botou o cliente (Bruno), cabisbaixo, com um exemplar da Bíblia nas mãos e teatralizando um choro vez ou outra.

Mal ensaiado. Péssima interpretação. O Bruno era melhor goleiro do que ator.

O roteiro é fraco, admito. Este teria pouca chance de ganhar porque nem original é. Este truque já foi utilizado ad nauseam.

Por último, um roteiro que conheço pouco porque quando vi a cara da personagem central fiquei convencido: é culpada. Lombroso assinaria meu laudo.

Estou me referindo ao caso da médica, no Paraná, que decidia, atribuindo-se o papel de Deus, quem deveria morre na UTI e quem deveria ter chance de recuperação.

O roteirista deste caso, o advogado contratado pela assassina, foi mis sofisticado, alegando que as gravações telefônicas e mensagens de texto interceptadas, não foram interpretadas corretamente: ela, a médica, não queria dizer esvaziar a UTI e abrir espaço para outros. Pretendeu dizer que era para esvaziar a fila de espera para a UTI, internando os que esparvam por vaga.

Se tudo isto não fosse tão trágico, tão deprimente, tão vergonhoso, estaríamos aqui a rir destas histórias fantásticas, mirabolantes.

E olha que estes roteiristas de cabeça criativa e falta de escrúpulos e de medidas, estão espalhados pelo país. Os casos relatados ocorreram em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Niterói) e Paraná.

5 de março de 2013

Generalidades no Facebook


O primo Rick Carrano, único flamenguista que tem vez e espaço neste blog, acaba de me informar que estará colocando, em sua página no Facebook, links para o Generalidades Especializadas.

Aventou, ainda, a possibilidade de criar e gerenciar um sitio para o blog, inaugurando uma comunidade, mantido entretanto  o Generalidades como fonte primária dos posts.

Tais medidas devem ampliar o universo de leitores e, eventualmente, seguidores deste espaço virtual. Aumentando, consequentemente, nossa responsabilidade (minha e dos amigos colaboradores), quanto ao conteúdo do blog.

Precisamos publicar matérias cada vez mais interessantes, seja no que concerne a informação, a cultura, ao entretenimento, as artes, a culinária, aos esportes, mas também com relação até mesmo assuntos menos comuns como astronomia, aqui tratado pelo Freddy, nosso astrônomo diletante, e apicultura hindu no século XIII.

Devemos cuidar, como sempre, da veracidade da informação veiculada, da fonte fidedigna, e da sinceridade de nossas opiniões pessoais. Tudo ilustrado com imagens pertinentes, quando o caso.

Não podemos nos  esquecer  de dar os créditos nas citações de terceiros e na utilização de fotos que não pertençam ao acervo de cada um de nós que aqui postamos matérias.

Este eventual crescimento passa ao largo do que havia planejado para o blog quando há três anos o coloquei no ar. Ele seria, segundo a concepção inicial, motivadora  da empreitada, um repositório de algumas passagens da minha vida e, por extenção, da família, a fim de que meus netos, bisnetos e os demais da cadeia sucessiva pudessem ter fonte de informação a meu respeito, o que pouco consegui de meus avós.

Mas estaria mentindo se esta guinada não me da satisfação,  especialmente pela possibilidade de interação com alguns leitores, que enriquecem o blog com comentários inteligentes, oportunos, espirituosos e  - porque não? – também irônicos,  ácidos e corrosivos.

Portanto, mãos- a- obra amigos! 

4 de março de 2013

O azarado


Ainda há pouco (domingo, dia 3) jantei com um grupo no qual estava uma senhora, simpática, culta, bem articulada e... flamenguista.  Fazer o quê, ninguém é perfeito. Na mesa com 8 pessoas, 4 eram vascaínos.

Mas em respeito a  esta nova amiga, que ficou de visitar o blog, e também ao primo Ricardo, que lá de longe acompanha seu rubro-negro, não vou fazer pilhéria, nem  tirar sarro do Mengo.

Mas que torci contra, nem preciso confessar.

Quem está tirando onda é o pessoal do Fogão, representado no blog pelo Gusmão.

Veja a ironia que estão fazendo com o Zico.

No globo.com  (03.03.13)

Aliás não conheço ninguém tão pé-frio quanto o chamado Galinho.

Quando o time entrou em campo com a camisa comemorativa do aniversário do Zico, tive e certeza  – juro –  de que o Flamengo perderia o jogo, única hipótese  de não se classificar para a final. Minha mulher é testemunha que disse antes do jogo que com aquela camisa o FLA perderia.

Da mesma forma que tive prenúncio de que o Vasco perderia a disputa pelo título mundial de clubes, no Japão, quando o Zico, então radicado naquele país, se prontificou a recepcionar a delegação do Vasco e facilitar a integração dos jogadores do Gigante da Colina. Procurem nos jornais da época.

Com "ajuda" do Zico, o cara mais sem sorte  que conheço no campo esportivo, a derrota do Vasco se confirmou e perdemos o titulo.

Assim como perdemos por 4 vezes, eu disse e repito, 4 vezes, campeonatos mundiais de seleções estando o Zico no grupo: 3 vezes como jogador e uma vez como supervisor técnico. Até cobrança de penalidade, que ele fazia razoavelmente bem, perdeu em Copa do Mundo. Quem não lembra do pênalti mal cobrado contra a França?

Até o goleiro da França,  -  Barthes  - em recente entrevista, disse que ele cobrou muito mal. Telegrafando o canto onde chutaria e batendo muito devagar. Foi fácil defender.

Além de alguns clubes, dirigiu as seleções do Japão e do Iraque não logrando êxito em nenhuma oportunidade. Foi demitido até por email.

Esse cara tem uma urucubaca que vou te contar.

E, já que acabei criticando não o Flamengo mais seu maior ídolo, vou complementar dizendo, com segurança, sabendo do que estou falando, que:
1 – Ele não foi o maior jogador do Flamengo. O  maior jogador do Flamengo, e um dos maiores do mundo,  chamava-se  Zizinho. Quem não viu, perdeu. Foi ídolo do Pelé.
2 – O Zico não era nem o melhor dos irmãos Antunes, o Edu jogava mais que ele. Se pensam que estou errado e blefando perguntem a ele.

O Zico pode estar entre os 1000 (mil) melhores jogadores de futebol que vi jogar, mas nunca foi um astro internacional. Romário foi, os Ronaldos foram (o Fenômeno e o Gaúcho), Rivaldo (até ele foi), Didi foi, Evaristo foi e mais uma interminável lista de brasileiros que foram artilheiros e campões em mais de um país. Se relacionarmos os argentinos Di Stefano, Maradona, Messi e outros. Se considerarmos os holandeses: Van Basten, Cruyff e outros. Até portugueses são ou foram melhores do que ele: Eusébio e Cristiano Ronaldo são dois exemplos.

E tem mais: ele não é o bom caráter que apregoam. Outro dia falarei disso.

Encerro com uma mensagem aos tricolores que frequentam este espaço (alô Riva, RicardosAnjos, Ana Maria),  gostaram de meu silêncio? Respeitei a dor de vocês.

3 de março de 2013

OSCAR


Por
Gusmão


Não assisti  a  nenhum dos filmes que ganharam  Oscar, em qualquer categoria. Aliás não assisti à cerimônia de entrega, coisa que habitualmente faço. Talvez porque como não havia assistido os filmes, não teria  para quem torcer , ou expectativa quanto ao resultado, vis a vis minha opinião.

Não dou a mínima importância ao Oscar como fonte de avaliação de qualidade de filme, interpretação ou direção, exatamente como alguém já disse aqui neste blog em comentário.

Todo prêmio que envolve política, trafico de influência e pressão externa acaba por cometer injustiças. Faço a ressalva de que, em se tratando de opinião pessoal de cada um dos 5.856 julgadores, minha análise é tão subjetiva quanto a de qualquer um dos jurados oficiais.

Este ano os selecionadores dos indicados cometerem uma injustiça não incluindo o Ben Affleck na lista dos concorrentes à categoria de melhor diretor, um dos mais importantes. Os eleitores revidaram e escolheram seu filme  (“Argo”) como o melhor, derrubando o favoritismo de “Lincoln”.

Já com  relação as estatuetas conferidas aos atores e atrizes geralmente  o resultado se aproxima mais a minha opinião;  deixando claro nas ocasiões em que assisti o filme antes da solenidade de entrega do Oscar.

Em alguns casos as interpretações são tão marcantes que é impossível um resultado anormal, estranho. Exemplo mais ou menos recente foi o caso de Jamie Foxx, por sua interpretação no filme “Ray”. Se o próprio Ray Charles não estivesse morto quando do lançamento do filme poderíamos pensar que era o próprio interpretando sua história. Cada gesto, cada movimento ao piano ou cantando, nos remetia o célebre cantor/compositor que transitou em vários ritmos musicais, do rock ao jazz, passando pelo country e pelo blues, com enorme sucesso. Também a maquiagem estava perfeita.

Trata-se do Jamie Foxx ou do próprio Ray Charles?

Neste ano, não vi “Lincoln” como já disse, mas me pareceu impossível não ser eleito o Daniel Day-Lewis, como o melhor ator, no papel do personagem título. Algumas cenas que vi na TV e as fotos dos jornais mostravam uma caracterização perfeita, comparativamente as imagens clássicas do ex-estadista americano.


Alguns atores e atrizes são tão brilhantes em seus papeis, que se torna impossível não indica-los aos prêmios anuais. Meryl Streep é uma caso típico de atriz sensacional. Tanto que já teve 17 indicações ao Oscar, ganhando 3 vezes  a pequena estatueta dourada. E concorreu 26 vezes, por indicação, ao Golden Globe Awards (Globo de Ouro), ganhando 8 vezes.









Existem artistas que se consagram e levam o Oscar em diferentes categorias, como o Woody Allen, diversas vezes indicados – e vencedor em algumas – como melhor roteirista, e ganhador também como diretor e ator. Dá tão pouca importância ao prêmio, que nem vai as cerimônias.





Bem, o corpo de jurados é constituído por profissionais de áreas bem diversificadas, inclusive das técnicas  (som, etc). São atores, diretores, produtores, roteiristas, executivos, etc, num total de cerca de 900 eleitores, variando um pouco de ano para ano.

Num colegiado tão grande e diversificado em suas formações, em princípio a média do pensamento deveria refletir uma decisão correta.

Mas o fator político acaba pesando. Não pesa nas decisões do Supremo Tribunal Federal (segundo o Carrano), onde são onze os julgadores?

Imagens: Google
Na foto o ator Jamie Foxx

2 de março de 2013

GREVES


Sei que greve não é um absurdo nacional.  Já penei um pouco com uma  sciopero generali na Italia. E em quase todos os  países do mundo ocidental as greves existem, são toleradas  e reconhecidas.

Mas convenhamos que  um instrumento que pune a população,  a sociedade, é um instrumento  inadequada de pressão sobre empregadores.

Esta greve dos rodoviários no Rio de Janeiro é um bom exemplo, embora nem seja o movimento grevista  mais grave que já foi enfrentado na cidade. Já tivemos greves de transporte coletivo, abrangendo todos os meios, ônibus, trens, metrô. Desta feita foram só os ônibus.

Quem sofre as consequências são os empresários do setor? Absolutamente! É a população trabalhadora que enfrenta longas esperas, empurra-empurra para embarcar  nos poucos veículos em circulação, chega atrasado e padece para voltar para casa depois de uma maratona para chegar  no trabalho e enfrentar a jornada diária.

E nem vou mencionar uma desconfiança que tenho deste setor de atividade. Pode acontecer que os empresários  não sejam  os desencadeadores, os mentores , mas por vezes alimentam  e cruzam os braços por conveniência.

Muitos aumentos de tarifas, de subvenção do governo, foram conseguidos em razão de greves “apoiadas” pelos donos das empresas de ônibus.

Depois, mais absurdos ainda, são os chamados piquetes, nos quais truculentos agridem companheiros de profissão, depredam e incendeiam os veículos. Muitos destes vândalos, bandidos mesmo, sequer pertencem a categoria profissional. São profissionais sim, mas de badernas. Trabalham a soldo dos sindicatos e de alguns partidos políticos.

Os ônibus que têm seus para- brisas quebrados e pneus furados não são prejuízo para as empresas de transporte. Quem paga o pato? De novo nós, da população, que sofremos com frotas  reduzidas, maiores tempos de espera e menos conforto. E as seguradoras, provavelmente.

E o respeito a lei? A lei só vigora na parte que assegura a greve, na parte que impõe obrigações aos grevistas não é respeitada. Por exemplo, no caso dos transportes, a obrigação de manter um certo percentual de veículos em circulação. Quem controla, quem pune o desrespeito?

Não é possível que a greve seja o único caminho para obter vantagens financeiras ou melhorias nas condições de trabalho.

Será que um dia será encontrado um meio civilizado de negociar e conciliar interesses?

Para encerrar, levanto a questão da greve no serviço  público.  Dá para aceitar que muitos jovens percam tempos preciosos de suas vidas de estudantes, porque funcionários de universidades públicas e até mesmo professores entram em greve?

Ora, os funcionários públicos, como regra geral, são concursados. Conhecem, ou deveriam conhecer, quando se inscrevem nos concursos, as condições e a política de remuneração. E têm direitos que não são concedidos aos trabalhadores regidos pela CLT, como a manutenção de vencimentos e vantagens mesmo após a aposentadoria.

Greve no judiciário, nos hospitais públicos, na polícia (até na polícia, pode?) e outros serviços públicos punem a sociedade.

Depois, ao final da greve, vem o pior. Ninguém é descontado dos dias parados. Assim as greves funcionam como férias remuneradas.

Há uns três anos, os serventuários de justiça entraram em greve e, aqui em Niterói, na porta do fórum, alguns faziam churrasquinho e cantavam pagode.

Teu processo, o meu processo, através dos quais estamos postulando direitos ficam paralisados. E Justiça tardia não é Justiça.

Sabem a farsa maior?  Alegam que as horas perdidas serão repostas. Pergunto como e quando? Você já viu o forum funcionando aos sábados, domingos e feriados para reposição de tempo perdido?

Isso é um país sério?

1 de março de 2013

“Foi um Rio que passou em minha vida” ….(*)



Por
Ricardo W Carrano
Greenville  - Carolina do Sul - USA



Gosto muito da frase de Tom Jobim que diz: “O Brasil só será justo, no dia em que se transformar numa grande Ipanema”. Falou isso para seu inseparável amigo Vinicius, la pelos anos 60, enquanto bebiam o melhor “scotch” do velho Veloso, vendo a Helo Pinheiro passar.

Ipanema
E não é a toa que com este tipo de inspiração, eles dois produziram o que há de melhor na MPB, mas a frase estabelece um parâmetro utópico para mim e para outros milhões de pessoas com respeito ao Rio de Janeiro, e para o Brasil.

Assim, Tom demonstrou também que ao menos naquela época existiam “filhinhos de papai” preocupados com justiça social, mas como visionário que era estava também emitindo um alerta da grande balburdia que estava por vir.

O Rio é uma cidade privilegiada pela natureza, mas que vive hoje das glorias de um passado onde realmente era tudo “maravilhoso”. 

Eu diria que o estereotipo do carioca, aquele sujeito boa-vida,  namorador e esperto, uma especie de “baiano de Jorge Amado que deu certo” ajudou também de certa forma a criar hoje um Rio diferente do que realmente é ou um Rio virtual que só existe para a midia. 

A malandragem do carioca, é na verdade o pior inimigo do Rio, e digo que com a sua “culturazinha de botequim” boa parte desse povo viu a Grande Ipanema se derreter lentamente a partir do inicio dos anos 80. E não venham dizer que é por causa da “fusão”. É por causa dos Brizolas, Garothinhos, Garotinhas, Heleninhas (*), Cabrais , Condes, Cesares, Paes’es e outros governantes ineptos, sim, incompetentes sim, outras coisa também sim. Mas todos esses caras não vieram de Marte. Foram colocados lá por este povo “xperto”.

Assim, eu aqui à distancia fico lendo e recebendo reclamações via email, Facebook e outros sobre o que é ter que viver no Rio de Janeiro do seculo XXI. Ai eu peço que vocês me contradigam, por favor, porque reclamam de tudo: é bueiro explodindo no Centro, é a dengue, é sujeira (se não jogar lixo no chão já ajuda), é gente fazendo xixi na rua , é arrastão (sem jangada no mar), é flanelinha (que só não existe para as "otoridades", é prostituição, é crack, é maconha, é o IPTU, é o Metrô lotado, é pagar por 3 Maracanãs e só receber meio.

Usuários de crack

E, continuando …são os ambientalistas que jogam seus panfletos no chão, os travecos, os insuportáveis engarrafamentos, os camelôs, os assaltos, as saidinhas de banco, o calor insuportavel, mas tudo isso regado a chopp gelado, vendo as periguetes passar.

Assim esse povo lúdico, e refém de sua esperteza vive todo esse caos que é parte daquela injustiça toda que me faz hoje ver o Rio a distancia, porque eu só quero então hoje em dia ser mesmo é turista nesta cidade porque o Rio que o Paulinho falou já passou em nossas vidas.


(*1) o ex-prefeito e governador Marcelo Alencar recebeu certa vez este apelido. Heleninha Roitman era a filha alcoólatra de Odete Roitman, personagens de uma novela dos anos 80.

(*2) Foi um Rio que passou em Minha Vida, e’ em minha opiniao uma das obras primas de Paulinho ds Viola. A letra em sua linguagem figurada, compara a Escola de Samba Portela a um rio azul que em si, se confunde e representa o Rio de Janeiro.

(*3) Fotos, fonte O Globo on line : (beleza e caos : Ipanema e usuarios de crack)