27 de maio de 2017

Modismos: palavras e expressões

Desde sempre algumas expressões entraram na moda e iam sendo propagadas via imprensa. Agora, com a internet e smartphone a velocidade se tornou maior.

Estas expressões são repetidas ad nauseam. Algumas pessoas chegam a fazer malabarismo na construção de frases a fim de poderem usar a expressão em voga.

Tomo como exemplo a construção “à nível de” (ou “em nível de”), ambas aceitas na linguagem coloquial. Mas a norma culta recomenda que se utilizem as locuções já consagradas, tais como “em termos de” ou “em relação a”.

Mas é o modismo também na linguagem escrita e falada.

Não faz muito tempo todas as situações descontroles na economia (ou outras áreas), “passavam” pela falta de uma política adequada.
Poderiam dizer que a iminente queda do Vasco para a série B do campeonato nacional “passa” pelo fato de seu elenco ser muito fraco.

Por que não dizer que a queda provável “está relacionada” não fato de seu elenco ser muito modesto?

Ninguém mais é monitorado ou acompanhado: está no radar.
Ninguém adere a ideias ou programas, se engaja.

E as expressões usadas como referência a pessoas importantes, com poder de decisão? Já usaram “bigode grosso”, “alta patente”, “cabeça coroada”, “raposa felpuda” e outras que agora me fogem.

Agora recentemente alguém resolveu lançar a palavra empoderado. Já notaram como todo mundo virou empoderado ou empoderada ?
A publicidade vez ou outra massifica palavras empregando-as em contexto bem peculiar. Serve de exemplo o desapego. Lembram da campanha do “desapega”?

Agora outro comercial fala em “desacho” penso eu que no sentido de deixar de achar, se arrepender.

Eu “desacho” de tatas coisas ultimamente que nem sei como me explicar ou justificar.

Caso bem simples é o da apresentadora Ticiana Villas Boas, que ao tempo do telejornal da Band agradava-me sobremaneira. Seja por sua aparência, seja pelo gostoso sotaque baiano.

E agora, o que faço? Como ela ficou bastante exposta na mídia, agora surgem rumores de que se trata de uma pessoa fútil chegada a roupas de grife, e que trata mal, com arrogância, aos empregados domésticos da família, em seus três diferentes endereços, na Bahia, em São Paulo e em New York.

E agora? Edito o post abaixo, e suprimo os elogios?

O confrade GUSMÃO, aqui no blog, ressalvou com acuidade em:

E Maria Sharapova, a quem fiz de musa do blog? Será que estava se dopando conscientemente? Se afirmativo é imperdoável. E para mim decepcionante. Roubado, definitivamente, não é melhor ao contrário do que afirmou o goleiro do time da urubuzada.

A beldade russa foi tema e personagem de várias postagens, como esta abaixo:


Preciso deixar de eleger pessoas e produtos outorgando-lhes adjetivos qualificativos.

Um comentário:

Jorge Carrano disse...

O José Serra não me parecia ter um perfil de safado, de canalha, de corrupto.

Até prova em contrário, estou decepcionado. E arrependido de tê-lo elogiado aqui no blog, embora conceda ao mesmo o benefício da dúvida eis que não há nada provado por enquanto.