15 de outubro de 2016

É assim que a banda toca

O capo di tutti capi parece que será apanhado mesmo. Nunca na história deste país um ex-presidente foi para a cadeia. Será?

Martinho da Vila postulava vaga na Academia Brasileira de Letras. Perdeu a eleição. Aliás, não recebeu um voto sequer. A rejeição deve tê-lo deixado chateado.

Em para mim surpreendente decisão, Bob Dylan foi agraciado com o Nobel de Literatura, versão 2016. A Academia Sueca destacou a poesia de suas canções. A ABL ignorou a poesia em algumas canções do Martinho.

Um certo jogador de futebol (Leo Moura), ingressou na Justiça pleiteando horas extra e adicional noturno. Acreditem que há algum fundamento, tendo em vista que as leis são aplicáveis erga omnes.

Vejam uma partida tendo início às 21:45h, horário consagrado para jogos de futebol, em especial às quartas-feiras, por conveniência da grade de programação da Globo.

Quinze minutos após o início do jogo, ou seja, a partir das 22 horas, é devido o adicional noturno aos atletas que entrarem em campo. Está lá na CLT. Não importa que ganhem alguns milhares de reais por mês de salários e a titulo de direitos de imagem, arena, etc.

Leis trabalhistas, bah!!!

Blagh!!!
Estou torcendo muito pelo Macri, na Argentina. E não vejo a hora do povo venezuelano se livrar do Nicolás Maduro, que já era para ter caído de podre, como acontece com as goiabas não colhidas quando maduras, no tempo certo.


A Lava-Jato está se expandindo como o Universo. O Universo é finito?

Como será a etnia alemã, no século XXII, com a invasão de refugiados e imigrantes que está ocorrendo?
Os defensores da abertura das fronteiras, para recepcionar refugiados, têm uma razão econômica para a liberalidade: eles contribuirão para a previdência e garantirão a aposentadoria dos alemães louros de olhos azuis.

Já são mais de um milhão de refugiados nos quais o governo está investindo pensando no futuro. Não haverá deficit demográfico.

O elenco de “Aquarius” protestou em Cannes (foto abaixo), denegrindo a imagem do país, porque não podem prescindir das verbas de patrocínio para seus filmes, shows, e espetáculos teatrais. Outros artistas, como Chico Buarque, também foram contrários a extinção do MinC, que se transformaria em secretaria de cultura.

Papel ridículo em Cannes. Argh!!!
Enquanto eles se locupletam com patrocínios, museus, pelo país afora, apresentam goteiras pondo em riso o acervo, ou fecharam, como o do Ipiranga, em São Paulo.

Nas bibliotecas, atacadas por mofo e cupim, obras preciosas estão em risco e muitas já foram prejudicadas irremediavelmente. Faltam controles de temperatura e de poeira. E pessoal qualificado. Ou seja, faltam verbas.

O patrimônio arquitetônico, em especial nas cidades históricas de Minas e Goiás, não conta com recursos do poder público para manutenção. E em outras pequenas cidades coloniais, não tão badaladas como as mineiras, a situação é mais caótica.

Mas tem artista global mamando nas tetas da Lei Rouanet.

Neste quadro todo de falta de atenção, de desleixo governamental com museus, bibliotecas, monumentos históricos, essa gente que se intitula intelectualiza, que tem gordas bilheterias em suas apresentações, espaço em horário nobre das TVs para divulgação de suas obras e ainda desfrutam da simpatia de boa parte da imprensa, que endossa estas esdrúxulas manifestações políticas, adota o princípio do farinha pouca meu pirão primeiro.

Querem viver do dinheiro público. São parasitas.

São egoístas, querem não uma política cultural voltada para as manifestações realmente populares, como o maracatu, a marujada, o bumba-meu-boi, a ciranda, o maculelê e outras, que são efetivamente patrimônio cultural e sobrevivem à custa da gente humilde do interior que com sacrifício preserva suas raízes. Heróis não reconhecidos, abandonados a própria sorte.

São nojentos, abomináveis, desprezíveis estes intelecualoides, politiqueiros, que acham decente manter suas belas mansões, campos de futebol soçaite e apartamentos em Paris e Miami, com dinheiro público. 


Por falar em abomináveis, no dia 19 o SBT promoverá um debate entre os candidatos a prefeito em Niterói, com uma hora de duração. Já planejou o que fazer neste horário? Se pensou em não sintonizar a emissora do Silvio no horário (13:00h), pensou pequeno. Desligue o aparelho televisor e pegue um livro de contos. 

Para encerrar, uma boa notícia para as mulheres que tenham o nome de Raimunda. Se estiverem dispostas e investir na mudança de seu nome, em razão da inevitável piada de mau gosto, da gozação constrangedora, que lhe provoca dor psicológica, saiba que é possível conseguir mudar de nome, percorrida a via crucis de chegar até o Superior Tribunal de Justiça, em Brasilia, que já deferiu pedidos semelhantes.

Vai escolhendo: Andressa, Mônica, Isabela, Úrsula, Daniela ...

Notas do editor:



5 comentários:

GUSMÃO disse...

A banda toca desafinada, não é?

É muito assunto e nem sobre todos tenho opinião.

Voto com o relator, sobre a Venezuela (Maduro); sobre melhor distribuição de verbas da cultura para museus e bibliotecas; que Chico Buarque é um contestador "profissional", de carteirinha, ou seja, sempre viveu de contestar através de suas músicas; jogador de futebol deveria ter legislação própria, como as domésticas tiveram durante muito tempo.

Que mais? Ah! Sim, coitadas das Raimundas, mesmo as que não são tanajuras, pagam pela rima pronta, fácil, sem inspiração.

O juiz do FlaXFlu, reconsiderou uma marcação correta e deu o gol; depois reconsiderou a reconsideração e deu impedimento. Vai ser trapalhão assim no mato. O jogador do Flu estava realmente impedido, mas se ele assinalou o gol, depois de consultar ao bandeirinha, deveria manter. Confirmou, apontou para o centro do campo, está confirmado, sobretudo se reconsiderou por interferência externa. Não é assim advogado Carrano?

Jorge Carrano disse...

Também acho, Gusmão, que não houve o gol, porque o bandeirinha marcou impedimento (acertadamente) e o juiz atendeu a marcação, levantando o braço e acusando o impedimento.
Diante das reclamações dos jogadores tricolores, o juiz foi ouvir o bandeirinha e assinalou gol. Os jogadores do Flamengo então orientados pelo banco (especialmente o Rafael Vaz), informaram ao juiz que a "televisão" mostrou o impedimento. Ele voltou atrás e marcou o impedimento. Clara e inequívoca interferência externa, o que tornaria nula a segunda reconsideração.
Se não fosse a imagem da TV, o gol estaria validado, porque o bandeirinha acabou concordando que o zagueiro que cabeceou para as redes não estava impedido.
Entraria para a história dos gols (dezenas) ilícitos que foram considerados, e ponto final.
Dizem que o jornalismo/esporte da Globo apoia o Flamengo e a Beija-Flôr e eu não duvido.
Se fosse o inverso, contra o Fluminense, será que a Globo insistiria tanto repetindo o lance?
Ademais consta que a imagem congelada colocada no ar, era de um frame atrasado em relação ao toque na bola do jogador Scarpa. Se fosse colocado o frame seguinte o jogador do Fluminense estaria na mesma linha do Jorge, defensor do Flamengo.

Tudo isto é controvertido. Agora o que não é controverso é que o primeiro gol do Flamengo foi ilegal. O atacante do Flamengo estava impedido claramente e teve participação no lance. Pouco importa se ele foi empurrado sobre o goleiro do Fluminense, o fato é que a participação dele no lance invalidaria o gol porque ele estava adiantado.

Se o atacante foi empurrado o juiz deveria ter n
marcado penalidade máxima. Nunca validar um gol com participação, no lance, de jogador impedido.

E não houve prorrogação, porque o tempo de paralisação (13 minutos), não foi devidamente considerado.

No campo o resultado foi injusto. E o juiz deveria ser suspenso no mínimo um ano, frequentando aulas e assistindo vídeos, para aprender.

Dificilmente o jogo será anulado. Cabe processar o juiz na justiça comum? É um caso a pensar.

rodneygusmao@yahoo.com.br disse...

Não esqueça dos fandangos.

E já que o assunto descambou para o futebol: viva o Glorioso!!!

Ana Maria disse...



Nem sei por onde começar. 
A notícia da iminente prisão do capo está sendo divulgada pelos próprios petistas.
Creio que a legislacão trabalhista deveria ser revista e incluido um artigo que possibilitasse a "compra" de horas extras e dedicação exclusiva. Salários altos implicariam em maior dedicação. Diferente do que ocorre hj, quando os maiores salários são dos que menos trabalham. Jogadores de futebol, artistas, políticos e juízes, por exemplo, não produzem  em consonância com o que alferem.

Queria comentar os outros temas mas já me alonguei demais. Fica pra próxima.



 

Enviado por Samsung Mobile

Jorge Carrano disse...

Essa mulher precisa de incentivo fiscal? Precisa de ajuda da Lei Rouanet?

Absurdo total. E ainda por cima trapaceiam.


http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/10/minc-cobra-r-12-milhao-e-diz-que-claudia-leitte-descumpriu-lei-rouanet.html