As vezes as conversas
enveredam por caminhos inconvenientes
que podem desaguar em constrangimentos, as chamadas “saias justas”.
Quando isso acontece
costumamos dizer, na pilhéria, “abafa o caso”. Para significar que é melhor não
levar a história adiante.
Isto me remete à
vergonhosa interpretação cênica de nossa presidente, que em manifestação pública
demonstrou surpresa e indignação pelo fato de estar sendo espionada pelo
governo dos EEUU.
E “exigiu” explicações
de Obama.
Ora, eu acho que é um
caso típico de ser melhor abafar o caso.
Vamos conjecturar
sobre a seguinte hipótese:
Obama responde se
desculpando pelo ocorrido e dizendo que faz parte da política de segurança do
país, e principalmente dos cidadãos americanos, acompanhar e antecipar tramas e
ações antiamericanistas.
Diz não ser nada
pessoal, informando inclusive que antecessores dela – Dilma – também foram alvo
de espionagem.
Diz ter farto dossiê,
tudo documentado, sobre alguns políticos
brasileiros, inclusive do padrinho político dela – Dilma - e assegura que os dados são apenas para uso
interno dos USA.
Mas se ela continua
exigindo explicações e querendo saber “tudo” que consta nos documentos
secretos, ele poderá divulgar.
E é aí que a porca
torce o rabo. Vai que ele diz ter documentação, provas irrefutáveis, de que
Lula não só sabia, como autorizou e monitorou o esquema do mensalão.
Tem gravações de
imagem e som, se ela quiser.
Estamos no terreno
hipotético, claro, mas e se fosse realidade?
Não seria melhor
abafar o caso?














