8 de janeiro de 2018

Espécies em extinção


Mulheres retiram e queimam sutiãs em 1968. Quariam igualdade.

Movimento em Paris

Para cada Paola Oliveira existe uma lutadora de MMA ou UFC. Foi para isso que queimaram seus sutiãs há 50 anos?

Paola Oliveira
Cris Cyborg










Que me perdoe a Cris, mas nem em tempos de guerra eu encarava. Acho que apelaria para a masturbação com o pensamento voltado para a ... Paola, ou Juliana Paes.

A queima dos sutiãs foi para poder disputar com nós homens o direito de gostar de mulher? Nós gostamos desde Adão e Eva, a concorrência agora é desleal.

Fico pasmo como mulheres desejáveis abandonaram seu gosto pelo quibe.

Karina Barros e Camila

Daniela Mercury e Malu

Fernanda Gentile e Priscila

Vou fazer uma suposição sem suporte em estatística, pesquisa de campo ou estudos acadêmicos. Homens estão ficando escassos e então as mulheres mais desinibidas partiram para o “não tem tu, vai tu mesmo.”

Como o macaco da velha piada de minha infância. Proibidos de frequentar as festas, porque assediavam as fêmeas das outras espécies, os macacos resolveram passar a dar para todos os machos das demais espécies.

As fêmeas se enfureceram, mas os macacos queriam era rosetar. Tanto fazia de um jeito ou de outro.

Minha suposição sobre escassez de homens é apoiada na teledramaturgia da Globo. Já notaram a viadagem em todas as suas produções? Tem bicha para todo gosto. O mundo está assim mesmo? Ou tem roteirista e diretor fazendo propaganda em causa própria?

Além das que partiram para as lutas marciais, deixando de lado a feminilidade, e as que adotaram a homoafetividade, ainda tem aquelas mulheres que denunciam assédio. Verdade! Virou moda mulher reclamar de assédio do patrão, do diretor, do autor de seriado, do blogueiro ...

Como será o futuro? Quando o Tim Maia cantava, há anos,  a música “Vale tudo”, que tinha versos prafentex  eu apoiava. Lembram?
“Vale, vale tudo
Vale, vale tudo
Vale o que vier, vale o que quiser
Só não vale dançar homem com homem
Nem, mulher com mulher, o resto vale.”

Eu imaginava que o Tim Maia propunha uma suruba arretada. Ampla, geral e irrestrita, senão quanto a homem com homem e mulher com mulher.

Agora, com homens saindo do armário e mulheres descobrindo que mulher é bom, como ficaria a letra?

Já que toquei na Globo e em baixaria, aproveito para recomendar que se acautelem: vem aí novo BBB. Juro!!!

E aquela atração dominical, com o insuportável Faustão, continua na grade. UFA!!!


Nota:
Todas as imagens foram obtidas na rede mundial de computadores, via Google.

6 de janeiro de 2018

Meu FLUMINENSE virou uma START UP



Por
RIVA







Aos amantes do futebol, e em especial aos reais tricolores – nada de Grêmio ou São Paulo (rsrs), estou encaminhando abaixo uma análise perfeita de um tricolor apaixonado* sobre o processo de apequenamento do meu time de coração.


Serve na verdade como alerta para qualquer clube, que tem (deveria ter) como foco principal a sua função social, o engrandecimento das suas cores e da sua torcida.

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Desde a saída da patrocinadora e, porque não dizer, gestora do futebol do Fluminense na figura do Celso Barros, o Flu resolveu adotar um modelo dito de recuperação financeira, o que na verdade, está longe disso.

Na visão da gestão do clube, nitidamente reducionista, isto significa “vamos fazer o que der com o que houver”, trabalhar por superavit (ou redução de deficit) financeiro.

Alguns ainda indicam isto como a única saída para a sobrevivência.

BULLSHIT !!! Não é nada disso …

O Flu é um gigante do futebol brasileiro, buscando erradamente dinheiro como uma empresa com fins lucrativos, o que não é, esquecendo sua função social preponderante, que  é sua razão de existir, o que realmente o sustenta.

Isso não poderia dar certo de forma alguma. Estamos falando de pelo menos 5 anos contados após a conquista do último brasileiro e, desde então, o que se conseguiu significativamente na prática? Quase nada. Nenhuma surpresa.

A pouca ou nenhuma melhora nos malditos números, que seguem péssimos após anos deste discurso fake de austeridade e recuperação, mas que na verdade é basicamente desinvestimento, projeta inequivocamente um Fluminense permanentemente em déficit e, pior, perdendo a condição de gigante ESPORTIVO construída em 115 anos de existência.

Sim, a “bufunfa” está sumindo e ficando cada vez mais inacessível e o motivo é simples: o Fluminense está mudando o seu “modelo de negócio” para um que o seu cliente alvo não se interessa:  passou a ser formador de jogadores de prateleira, porque ninguém se engana que esta exposição em massa de jogadores despreparados, subidos à fórceps, não tem o objetivo único de colocá-los no mercado para negociação o mais rápido possível. Pra piorar, gasta mal o que não tem, pagando salários irreais para jogadores fracos e trazendo jogadores inexpressivos por valores altíssimos. Ou seja, o core do Fluminense hoje não é fazer time e sim ser vitrine de açougue. Está virando um Nova Iguaçú.

Seu cliente, o torcedor, quer futebol, time forte e títulos e só vai bancar, ativando a matriz de receitas, a partir disso. Torcedor não comemora balanço positivo no final do período …. e mesmo que comemorasse, nem isso teria hoje … ou seja, mudamos o core da nossa atividade e, além de não fazermos futebol, desvalorizamos o que temos.



E chega desta conversa de modelo do Flamengo … é preciso cair na real ! O Fluminense não é o Flamengo, não dispõe das receitas e possibilidades que o Flamengo dispõe e não cabe aqui, neste momento, questionar se elas ficam disponíveis de forma justa e correta ou não para o clube da Gávea. A grana, o cliente e os apoios fundamentais sempre estiveram lá, só faltava parar (ou pelo menos reduzir significativamente) a sangria e a roubalheira. O modelo de um não serve para o outro, isto é claro que nem águas caribenhas.


Querem um exemplo? Não vamos ter nunca a mídia direcionada e disposta a alavancar a garotada na capa da frente de jornal todo dia, como fizeram com o Vinícius Júnior, garoto que tem futuro, mas no momento com bom potencial e só,  valer 200 milhões com 16 anos …

Além do mais, com o discurso de miséria absoluta que expomos ao mercado, ninguém valorizará os nossos jogadores. Sabem que negociaremos por muito menos.

O Fluminense tem que fazer diferente com os meios que tem: agradar o seu cliente, o seu torcedor. Dar a ele o que ele precisa para que ele dispare a possibilidade de criação de inúmeros produtos e serviços para seu próprio consumo. Deus do céu, olhem os melhores clubes do mundo e verão isso! Futebol forte gerando torcida comprada, espetáculos e entretenimentos em profusão, produtos e serviços, patrocínios de todos os tipos, jogadores valorizados, os bons querendo estar no clube  … não existe outro modelo viável.


Fluminense X Coritiba 1984
Não temos padrinhos, não temos mídia a nosso favor, nunca fazemos força nenhuma neste sentido também, fato … mas quando estávamos trilhando um caminho para reconquistar isso, num momento de disparar um processo virtuoso de crescimento, que teve seu ápice em 2012, os grupelhos políticos fagocitários acharam que o Fluminense estava  perdendo uma suposta autonomia sobre os seus próprios destinos. Uma profunda babaquice patológica de achar que o Fluminense se encerra dentro das Laranjeiras e não pertence ao mundo. Daí, começaram a fazer de tudo para derrubar o que vinha fazendo o clube ter os seus melhores resultados esportivos da história. Em vez de comemorarem o momento, como pessoas normais, implodiram o clube internamente … conseguiram …


Meus parabéns! O clube agora é todo de vocês. Neste caminho, vão ficar sozinhos com ele em breve, porque os clientes torcedores estão indo embora … como li outro dia, dito por um aspone de blog: “perdeu no voto, agora tem que aturar” … dá ou não dá vontade mesmo de se afastar, depois de três golfadas ?

Pra não dizer que não falei das flores, só metendo o malho e não dando alternativas, segue o que entendo como diretivas fundamentais para sair desta areia movediça:

– Pra quem não tem padrinho ou estabilidade, não há recuperação sem investimento e aumento de receitas. Aumento de receitas, no futebol, significa ter time forte e torcida feliz.

– Reduzam ao mínimo tudo o que não gera receita significativa e não seja auto-sustentável, como a atividade social (notem que sou sócio proprietário do Fluminense e isto não me beneficia em nada). Revisem e, se possível, acabem com projetos mal conduzidos, como o Samorin, e quaisquer outras bobagens que, mesmo que tenham potencial, NÃO SABEMOS FAZER FUNCIONAR e direcionem TODO o investimento para futebol profissional em primeiro lugar e na divisão de base, por consequência.

– Um clube, assim como qualquer negócio, não pode ter apenas metas de longo prazo. Isto para investidores, patrocinadores etc.. é visto assim como realmente parece ser: NÃO HÁ PLANO ALGUM. Se pretendem tornar o clube atrativo, estabeleçam metas de curto prazo, porque o resultado a longo é sempre resultado de quick wins durante todo o período.

– Esqueçam estas mentiradas eleitoreiras de estádio, recuperação,eleição via internet (só pensam nisso) e todas as obras politiqueiras. Não conseguem nem tornar o estádio das Laranjeiras um lugar habitável … aquilo está quase uma ruína, abandonado e sem gerar nenhuma receita … toneladas de espaço e dinheiro jogados no lixo … chega a dar vontade de chorar.

– Abandonem os interesses de outros clubes e vejam somente o interesse do Fluminense e do seu torcedor. Seria ideal que fosse outra a realidade, mas hoje, e enquanto não evoluirmos muito aqui em Pindorama, cada um só cuida mesmo do seu rabo e dos seus interesses. O ambiente é competitivo, tem muita grana rolando. Ninguém vai ajudar ninguém. União em torno de objetivos definidos comuns podem ser até válidas, mas é preciso entender as entrelinhas e afastar riscos futuros.

– Admitam que falta competência técnica para fazer futebol, porque isso não é pecado e enquanto ficarem achando que entendem, seguirão fechados para aprender. Não funcionará qualquer processo de profissionalização em que competência para a atividade core não seja o principal pré-requisito. Organizem-se e procurem gente tecnicamente preparada para tocar e gerir o futebol. Paguem o preço delas e paguem por resultado. Uma dica: trabalhem eficientemente para o destino do clube assim como fazem pra criar tropa de choque policial em blogs pra ficar batendo boca com oposição política (que também não se mostra com postura e “know how” para resolver nada).

– Aliás, antes que eu me esqueça, FODAM-SE os politiqueiros com seus aspones amestrados, não contribuem com nada, só emperram o clube! Despolitizem as decisões e ações no clube imediatamente, juntem forças! Livrem-se dos que só servem pra fazer politicagem … lugar de torcedor é na arquibancada. Na gestão do clube, é preciso gente comprovadamente técnica e 100% dedicada. Chega de palpiteiros de meio expediente.

– O Fluminense precisa ter time em condições de disputar para ganhar tudo que disputa para recuperar a sua clientela. Invistam o que tiverem e, se não tiverem nisso, busquem parcerias individuais, alternativas no mercado, enquanto ainda temos marca. Se for necessário, procurem crédito e rolem dívida. Dívida bem administrada e de longo prazo é sinal de saúde financeira. Administrar financeiramente é saber gerenciar passivo de investimento.

– Não existe time campeão com onze unanimidades, mas não existe um em que não haja pelo menos três ou quatro, assim como também não existe elenco formado por mais de meia dúzia de jogadores de divisão de base. A relação, salvo em caso de excepcionalidades, como estar subindo diversos jogadores acima da média, o que não é o nosso caso, não pode passar de 20%. Divisão de base é complemento. Cada ano que se passa nessa situação, repetindo estes erros, o caminho de retorno é cada vez mais difícil e o clube fica menor. Ninguém está inventando nada aqui, insisto … basta analisar times campeões.

– E, pelo amor de Deus, não tentem reinventar algo que vocês nem entenderam ainda como funciona. Todo burro ou “sem noção” com iniciativa tem potencial de destruição maior do que milhares de bombas de hidrogênio.

O Fluminense, senhores, não é uma startup em busca de um modelo e uma melhor forma de negócio. O negócio do Fluminense foi definido há 115 anos e está no seu nome. A missão do Fluminense sempre será vencer as competiçoes que disputa. E a sua visão é fazer isso já na próxima. Todo o direcional deve ser esse é isso que o sustentará gigante, como vinha sendo.


*Antônio Ramos

Ex-jogador, auxiliar técnico e instrutor de futebol

5 de janeiro de 2018

Deus proteja 2018, senão tâmo fú

Eleições presidenciais. Diga um nome, unzinho só, dentre os que já se apresentaram como candidatos ou pré-candidatos, que mereça ser sufragado nas urnas.

Em minha opinião, claro. Porque tem gente que não desprezando sanduíches de mortadela, ajuda de custo de R$ 50,00 e uma boquinha numa das bolsas populistas do PT, acaba achando que o molusco de Garanhuns deve retornar ao comando do país.

E enchem comícios. Caravanas de ônibus vindos do interior onde é maior o número de analfabetos, ignorantes e sem ocupação, que engordam as estatísticas de manifestantes pró-PT.  

Sim, também artistas e intelectuais que exploram o mesmo nicho do PT, ou seja, a ignorância de parte da população.

Como fez a Igreja (que está perdendo a freguesia) e como faz a Universal (que está conquistando a freguesia).

Será também o ano da reforma da Previdência Social. A despeito de eventualmente vir em detrimento de parentes e amigos, que perderão alguns direitos com que contavam, porque as regras mudarão, não posso deixar de ser a favor.

Para termos omeletes no futuro alguns ovos terão que ser quebrados agora.

A reforma já deveria ter acontecido faz tampo, mas se não for feita agora, no futuro estaremos maldizendo a falta de visão de políticos populistas, o imediatismo de líderes sindicais e a falta de transparência na proposta governamental.

Será também o ano de Copa do Mundo. A par dos muitos feriados, pontos facultativos e enforcamentos naturais (pontes), teremos folgas para assistir aos jogos do Brasil.

Pelo menos três dias de meio-expediente, durante a fase preliminar de grupos. Se avançarmos, a cada passo em direção ao título tão esperado, mais folgas.

Se alcançarmos o título (“o futebol é uma caixinha de surpresas”) aí mesmo é que somente a indústria de bebidas terá resultados positivos na economia.

Já que mencionei a Copa vou fazer um registro ousado. A seleção belga deverá fazer bonito. Têm uma geração muito boa, com destaque espacial para Kevin de Bruyne, que atua no Manchester City e Eden Hazar, jogador do Chelsea, ambos destaque na Premier League.

Hazar

De Bruyne











Contam com bons goleiros (Mignolet e Courtois), e com os artilheiros Romelu Lukako, Benteke, e bons meias.

A defesa é composta de zagueiros com boa experiência adquirida em ligas mais fortes, como a inglesa.

Alguém dirá que este negócio de geração especial não assegura coisa alguma, haja vista a Dinamarca, a  Dinamáquina da Copa de 1986, a poderosa Hungria de 1954, e até mesmo a brasileira de 1982.
Concordo, mas esta seleção belga me agrada muito pelo equilíbrio entre as linhas.

Espero que este ano consolide a volta da “pochete”. Nada mais prático, fácil de levar, estou torcendo para não parecer um dinossauro sendo o único a usa-las.


E os movimentos de independência mundo afora? No que darão em 2018? Catalunha, País Basco, Escócia e Irlanda continuarão suas batalhas pela independência?

Torço contra todos estes movimentos. Acho que a era é de somar, não dividir.

Se a moda pega Lula voltará para Garanhuns e lutará pela independência da cidade, onde se tornará ditador eterno. 

4 de janeiro de 2018

Falta de assunto ou falta de memória ?

Dou a mão à palmatória. Não é fácil escrever. Haja inspiração, haja assunto relevante. Hajam, até mesmo, acontecimentos mundanos, que justifiquem uma crônica, uma matéria jornalística, uma coluna em órgão de imprensa. Agora, em tempos mais modernos, que sirvam de mote para uma postagem num blog, num website.

Sem contar o fundamental: ter bom vocabulário, conhecer as regras de acentuação e pontuação, as concordâncias verbais e a grafia correta das palavras.

E os profissionais das letras, coitados, têm prazos de entrega para publicação.

Assim, é admissível que por falta de assunto, ou falta de tempo para desenvolver um texto original, repitam,  no todo ou em parte, matérias já publicadas.

Falo por experiência pessoal. Não sou profissional, não tenho compromissos com prazos, periodicidade e não tenho patrão, e ainda assim sei que já repeti assuntos ao longo dos nove anos de blog.

Minha infância, com nossos folguedos, brincadeiras (pique, carniça, chicotinho-queimado, etc), e jogos tais como peladas, bola-de-gude e outros conhecidos, já foi (a infância) objeto de várias postagens.

Assim como a cidade de Niterói no passado. Seu comércio, seus bares e restaurantes, os cinemas, os bondes, os colégios mais tradicionais, enfim tudo que diz respeito à cidade, nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta já foi comentado à exaustão aqui neste espaço virtual.

E de forma recorrente, em duplicidade. Quantas vezes tratei do trampolim na praia de Icaraí? Quantas e quantas vezes falei do Liceu Nilo Peçanha? E dos cinemas?

Mas tudo tem limite. Principalmente para profissionais que vivem de suas verves, suas inspirações, suas experiências.

Estou na legião de admiradores do Veríssimo. Falo do Luis Fernando, mas se você pensou que me referia ao Érico, tudo bem. A legião deste último é um pouco menor, infelizmente, mas ainda assim deveremos  compor centúrias.

Pois bem,  há exatos sete anos flagrei o Veríssimo repetindo crônica, no mesmo veículo, no mesmo espaço, num intervalo de apenas seis anos. E registrei o fato numa postagem encontrável em
http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2011/02/variacoes-sobre-o-tema.html

Concedo ao cronista o mesmo benefício de poder ser repetitivo em assuntos que são de seu agrado. Amante de jazz e saxofonista diletante, é natural que vez ou outra volte ao tema, assim como com frequência volto a minha infância.

Na postagem cujo link de acesso está lá em cima, não coloquei as duas crônicas semelhantes do Veríssimo.

Mas aqui e agora o farei.







Nota do autor:
Sou admirador do Veríssimo. A única restrição que faço ao cronista é ele apoiar Lula e seus apaniguados. E à esquerda rançosa, mofada e atrasada.
A menos que tal postura seja uma de suas muitas irônicas piadas, próprias de seu fino senso de humor. Mas se assim é, confesso que não entendi.

3 de janeiro de 2018

Ecos do réveillon

Ainda não eram 10 horas da amanhã do dia primeiro, do mês e do ano, e o calçadão já estava praticamente livre da sujeira da véspera.

Sem lixo e lavada não se viam na calçada vestígios do lixo gerado na comemoração pelas sei lá quantas milhares de pessoas que foram assistir à queima de fogos e o show programado.

Duas pás mecânicas foram utilizadas na limpeza da areia que também já estava livre dos detritos.

Parabéns a equipe da PMN.

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Já havia visto, em anos anteriores, a quantidade de latinhas de alumínio que são recolhidas pelos garis e também por particulares com o objetivo de fazerem uma graninha, vendendo-as para reciclagem.

Só que neste ano, eram muitos e enormes sacos plásticos com muitas centenas de latinhas. Fiquei impressionado.

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Alguns minutos antes da contagem regressiva, e do brinde com espumante, eu e minha mulher fomos clicados pelos anfitriões - Erika e Ricardo - que nos convidaram para o jantar.









No caso eram dois os eventos comemorados; a passagem de ano e os 53 anos de casamento.

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Assistimos à queima de fogos, em Copacabana, pela TV. Assim como o desfile das escolas de samba, também um belo espetáculo visual, é um  programa repetitivo.



Pouco ou nada muda de um ano para o outro. O desfile das escolas ficou inclusive pasteurizado, eis que todas apresentam enormes carros alegóricos, adereços e fantasias que deixaram de respeitar as cores de seus estandartes.

Fica uma profusão cores, deixando todas parecidas. Bonito sim, mas para assistir uma ou duas vezes e não se aguenta mais.

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A lamentar o comportamento de alguns menos educados que urinam nas ruas, bebem demais, começam a perturbar os demais transeuntes, e deixam na vias pública suas garrafas - algumas quebradas - e latas de cerveja.

Para muitos o objetivo do réveillon é encher a cara. Só.

Por estas razões abandonei, há alguns anos, o hábito que cultivei durante muito tempo, de ir para a areia assistir ao espetáculo pirotécnico, e em seguida molhar os pés nas águas do mar, fazendo minha prece.

Aqui em Niterói e na praia de Maricá quando morei por dois anos em São José de Imbassai.

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O primeiro dia do ano foi típico de verão. O sol escaldante, desde cedo, o céu azul. Muitos banhistas.


Depois da caminhada, uma água de coco gelada ajudou na reidratação e reposição de minerais.

2 de janeiro de 2018

RESOLUÇÕES, METAS E PROMESSAS DE INÍCIO DE ANO

Minha primeira resolução é parar de pensar na Paola Oliveira, com objetivos libidinosos.

A segunda razão é que não saberia o que fazer com ela. Tem razão quem diz que quem não pode brincar não deve descer para o playground.

Sim, não esqueci, a primeira razão da primeira resolução é que sendo velho, feio, pobre e morando longe, não teria qualquer chance com a Paola.

Com o tempo ficarei curado da ideia fixa. Aconteceu com Magda Cotrofe.

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A segunda resolução é rever meus conceitos sobre Lula. Pensando bem, ele não é apenas abominável. É também asqueroso.

Na verdade vejo Lula como o Paulo Maluf de Garanhuns. Assim como o descendente libanês que saqueou São Paulo, mas negou sempre ter dinheiro depositado no exterior, o molusco filho de nordestina “que nasceu analfabeta”, também nega ser proprietário de tríplex no Guarujá e de sitio em Atibaia.



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Se Lula, ad argumentandum, vencer as eleições, tirarei da gaveta o meu passaporte, que mantenho atualizado, e vou me integrar ao Estado Islâmico.

Acautelem-se meus inimigos, pois serei implacável. Jugulares serão cortadas.

Transformado em “homem-bomba” irei oferecer meus préstimos ao Bolsonaro.

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Como a Mega da Virada ficou apenas no sonho de minha mulher, pois a aposta dela não é uma das 17 que acertaram os seis números sorteado, e irão rachar os R$ 306 milhões, continuarei atendendo amigos e clientes no endereço conhecido. 

Esta é uma resolução que adoto sem muita convicção.

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A última, desta lista, das resoluções para 2018, é mais uma ameaça do que uma promessa. Este blog, onde nos comportamos como se estivéssemos conversando num Pub londrino, será mantido enquanto dure (com licença do poetinha).


Notas do autor:
1) Minha mãe também nasceu analfabeta.
2) Na época em a Magda Cotrofe foi musa, podia descer para o playgrond para brincar. Bons tempos, que só se repetem como farsa, como a história.
3) Já ameacei encerrar o blog algumas vezes. Tantas quantas foram as despedidas de Silvio Caldas.


1 de janeiro de 2018

GENERALIDADES ESPECIALIZADAS – ANO IX

Entramos no ano 2018 d.C. E já tenho o mote para a primeira postagem do ano, que é o nono desde a criação deste espaço virtual. 

Neste interregno foram publicados mais de 2400 posts, escritos pelo blogueiro e por amigos e parentes que atenderam ao convite para colaborarem.

O d.C. da primeira frase, todos sabem, significa “depois de Cristo”. Ou seja, esta contagem da passagem do tempo tem como marco o nascimento de Cristo, que ocorreu no ano 754, depois da criação de Roma.

Havia vários critérios de contagem do tempo, mas para a maioria dos povos sob influência romana o calendário era o juliano, tendo a fundação da cidade de Roma sido o ponto inicial.

Este ano 754 era designado como a.U.c. sigla de ad Urb condita, que traduzido do latim dá algo como “desde a fundação da cidade”.  E cidade, para eles, era Roma.

Estamos sob a égide do calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório VIII, em 1582.



O Brasil já era posse de portugueses, e porque Portugal e Espanha já haviam adotado o novo calendário ipso facto nossa certidão de nascimento - data de descoberta -  foi no ano de 1500 d.C.

Como mencionado, existiam outras contagens de tempo utilizadas por outros povos e religiões distintas. E subsistem.

Assim, o calendário judaico, por exemplo, assinala agora em 2018 (pelo gregoriano) o ano 5774, eis que a contagem tem início no ano 3760 a.C, época em que Deus teria criado o mundo.

Já os povos islâmicos que adotam a calendário lunar, estão ingressando no ano 1435, posto que o marco inicial é a Hégira (fuga de Maomé de Meca para Medina).



Bem meu desejo mais profundo é que tenhamos todos um novo ciclo de doze meses convivendo em paz e harmonia, pouco importando se estamos no ano 5774, no 2018 ou no 1435.


Namaste



As-Salamu Alaikum (Salamaleico)