8 de outubro de 2014

Partidarização dos Correios

Não foi só em Minas Gerais que o PT utilizou, indevidamente,  os serviços dos Correios (sabotando correspondência de Aécio Neves). 

Em  Mato Grosso foi pior conforme denuncia do Sindicato dos Empregados (vide abaixo).

Acontece que quem está na presidência do TSE, que deveria punir exemplarmente, como crime eleitoral, é um ex-advogado do partido: ministro Dias Tóffoli.

E aí? Como fica? Temos que botar a boca no mundo. Enviem mensagens para os Tribunais Eleitorais (regionais e superior) e para as redações dos jornais e revistas, denunciando o aparelhamento dos Correios.



Links para e-mails:
cartas@oglobo.com.br
forum@estadao.com
cartas@odia.com.br
veja@abril.com.br

6 de outubro de 2014

Musa e no ranking, até quando?

Enquanto dávamos o primeiro passo, ontem, domingo, para tirar Dilma do poder, em Pequim nossa musa conquistava mais um título da WTA.

Ela se mantém entre as top five, agora na segunda colocação após esta vitória no Torneio de Pequim.

Pequim 2014
O que vai acontecer primeiro? Ela perderá posições no ranking ou sua beleza ?

5 de outubro de 2014

Doloroso dever

Às 8:30 h cumpri o doloroso dever do voto. Doloroso pela falta de opções de nomes confiáveis, que entusiasmem.

Já não é um dever para mim, que sempre fui um crítico da obrigatoriedade do voto. Se é um direito do cidadão não pode ser obrigação. Minha idade permitiria que eu não votasse, mas não poderia me omitir já que tenho um desejo.

Como era de se esperar o sistema biométrico apresenta falhas, porque a maquininha leitora não está funcionando perfeitamente. 

Assim como a leitora biométrica instalada nos ônibus, submetendo os pobres velhinhos a constrangimentos e riscos de quedas, a máquina comprada pelo Tribunal Eleitoral é uma droga.

Certamente alguém levou dinheiro para comprar do fabricante escolhido. Não estou acusando. Estou deduzindo, porque é fato notório que as licitações do serviço público têm pedras marcadas.

Se teve corrupção no Banco do Brasil, na Petrobrás e nos Correios, porque não haveria no Tribunal Eleitoral? No Tribunal do Trabalho, em São Paulo, houve bandalheira da grossa como sabemos. Superfaturamento absurdo.

Hoje só não congestionou, formando fila  enquanto eu tentava, com todos os dedos, das duas mãos, inclusive utilizando lenços umedecidos e guardanapos secos, oferecidos pelo mesários, porque minha seção, desde há muito é muito tranquila.

Bem, a solução, se querem saber, foi assinar a listagem, que é a alternativa prevista.

Se acontecer o que estou prevendo e torcendo, teremos Aécio e Dilma disputando o segundo turno, e terá valido a pena ter votado.

Tirar o PT do poder é tudo que quero, e só poderemos faze-lo através das urnas, com nosso voto. Cabe à sociedade civil decidir sobre isso, já que os militares não irão intervir, não darão golpe ou não farão revolução, como queiram chamar o movimento que viessem a fazer para apear o PT e sua ideologia ultrapassada, rejeitada e estranha as nossas tradições. 

Com nossos votos rechaçaremos Dilma,  e aos militares caberá o papel constitucional de assegur a posse do eleito e depois garantir o funcionamento das instituições.

Mas o primeiro passo tem que ser nosso. Portanto: às urnas e contra o PT e seus candidatos.

4 de outubro de 2014

Cansei !

Os mais antigos, que são em número cada vez menor ao meu redor, lembram de um cantor, seresteiro, chamado Sylvio Caldas. No final de sua vitoriosa carreira, Sylvio Caldas resolveu fazer um show de despedida. Passados alguns dias, dado o sucesso, resolveu fazer outro show de despedida em outra casa. Despediu-se no rádio. Incentivado por amigos e fãs, não muito tempo depois, fez outra despedida.

Silvo morreu aos 89 anos. Deixou muitos sucessos, mas segundo alguns o maior deles é (as gravações estão ai) um samba canção (ou valsa brasileira) intitulado "Chão de Estrelas", que compôs em parceria com Orestes Barbosa, um dos maiores poetas da música popular de todos os tempos, como se pode comprovar nos versos desta canção citada:

".................................................
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam estranho festival!
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem  trinco
Mas a lua, furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
..................................................."

Lindíssima imagem. Com efeito, no passado os morros eram habitados por pessoas humildes que tinham suas modestas casas cobertas com folhas de zinco que por entre os encaixes ou pequenos orifícios provocados pela ação do tempo, permitiam que a luz solar, ou do luar penetrasse e se projetasse sobre o piso do barraco às escuras. O efeito daqueles pontos luminosos no chão deveria ser, mesmo, o de um céu estrelado.

E arremata Orestes Barbosa, em verso da canção: "tu pisava os astros. distraída,..."

Gente, não se fazem mais poetas populares como no passado. As letras das músicas atuais são impossíveis de qualificar, tal a pobreza, a vulgaridade, o absurdo.

Esta lembrança de Sylvio Caldas, parceiro de Orestes e interprete incomparável nesta música, tem uma razão de ser. As suas múltiplas despedidas dos palcos. Que acabaram virando um negócio.

Também eu, neste espaço, já ameacei e não cumpri encerrar o blog. Já me despedi, de vez ou temporariamente, algumas vezes. E não obstante aqui estou eu ainda postando protestos, criticas, historietas e passagens de minha vida, entremeadas de colaborações de pacientes e fieis amigos.

Como paciência tem limite e os fieis amigos estão rareando acho que desta vez será para valer. Não quero terminar falando absolutamente sozinho, apenas com meus botões, como foi no princípio, há cinco anos.

A diferença é que no princípio, considerando que o objetivo primordial do blog era deixar um repositório de úteis informações para meus pósteros, o silêncio dos leitores não fazia diferença, se me permitem a repetição.

Entretanto, tendo tido interlocutores nos últimos tempos, suas ausências tornam o silêncio ensurdecedor (não sei quem usou esta expressão). Desânimo e desmotivação são as palavras que melhor traduziriam meu estado.

Posso, como o "Caboclinho querido", carinhoso apelido dado ao Sylvio Caldas, voltar para outra despedida. Ou não.

Saio "à francesa", que seria a maneira como os franceses deixam (ou deixavam) as festas, sem se despedir, evitando interromper o divertimento dos outros. Chic, não?


Nota do editor: a partir do dia 5 de outubro ou, mais precisamente, após a apuração das eleições, o Brasil vai mudar. Para pior, por um tempo, para depois melhorar, ou vai piorar direto e por muito tempo, até quem sabe uma guerra civil que nós brasileiros, felizmente, conhecemos apenas dos livros de história, dos filmes e jornais televisivos. Façam suas preces aos deuses, santos ou orixás.

3 de outubro de 2014

Aécio foi quem melhor aproveitou o "debate"

Longe de ser o candidato que eu escolheria para governar o país, ainda assim, comparados os personagens, alguns até folclóricos, que se apresentaram na Rede Globo, na noite de ontem, Aécio está alguns furos acima dos demais.

Pareceu mais seguro, e bem informado sobre os problemas nacionais. Bem, as propostas de solução são bastante vagas, mas no atacado atenderiam o que reputo prioritário neste momento.

Tem experiência como congressista e como executivo de um estado grande, quer em território, quer pela importância econômica e social, como é o caso de Minas Gerais.

Dilma, por exemplo, caiu de paraquedas na presidência. Era o poste da preferência de Lula.

Sem entrar na campo da ética e da moral, na inteireza do caráter, pois até mesmo pessoas com as quais convivemos assiduamente por vezes nos causam decepções, e também porque não posso me arvorar em paradigma para coisa alguma, fico com Aécio no primeiro turno.

No segundo turno, como dizem os que têm fé, "louvado seja deus", voto contra Dilma.

Faltam dois dias para a largada. Para a chegada um pouco mais, pois confio num segundo turno de votação.

Para não deixar em aberto qual seria meu candidato, se houvesse esta opção, o nome é José Serra, o mais preparado de tantos quantos se candidataram nos últimos anos.

2 de outubro de 2014

Qual o seu time na Major League Soccer?

Não se espante, estou apenas me antecipando ao que ocorrerá em menos de uma década. Podem apostar.

Assim como já existem há nos, torcidas organizadas, no Brasil,  de clubes europeus, como por exemplo o Arsenal  (http://www.arsenalbrasil.com.br/), assim será com relação aos clubes de disputam a Major League Soccer.

É preciso esclarecer que, ao contrário do que ocorre no Brasil, lá os clubes são empresas e geridos como tais. Isso significa que têm donos.

Esse modelo de liga de futebol administrada pelos próprios clubes, é o ideal para o futebol profissional hoje praticado no mundo. Quem ainda for romântico a ponto de pensar que o futebol não é um negócio, é só esporte e lazer está muito enganado.

Os clubes são grandes marcas que precisam ser bem administradas sob o ponto de vista financeiro e de marketing.


Os clubes, como proprietários, igualitariamente, da liga (MLS) por eles formada, estabelecem regras claras que têm por objetivo tornar o “negócio” rentável para todos os membros. A liga precisa ser autossustentável e os clubes filiados precisam ser fortes econômica e financeiramente porque a liga será tão fraca quanto  seja o elo (|membro) mais fraco da corrente que é a própria liga.

Um exemplo das regras definidas na Major League americana, é voltada para o fairplay financeiro. Assim, estabelecem um teto salarial para todos os jogadores. Apenas três atletas, em cada clube, podem ter salário que exceda o teto fixado para cada exercício financeiro que corresponde a temporada da competição nacional que a liga organiza.

Ouvi uma entrevista de um jovem empresário brasileiro que acaba de “comprar” (como disse lá o time pode ter dono), um clube em Orlando, que estará estreando na competição programada para o próximo ano. A temporada terá início em março de 2015 e dura acerca de 8/9 meses.

Na entrevista, demonstrando que não entrou no negócio no escuro, por puro impulso, mas sim com base em estudos e pesquisas de mercado, forneceu números impressionantes desde já.

Vejam alguns. Há quatro anos, a Liga pagava as emissoras de  TV para ter jogos transmitidos. O contrato firmado este ano, com três emissoras, inclusive o ESPN, já  resultou numa receita, para a liga, de mais de  cem milhões de dólares. O próximo contrato, estima-se, atingirá 1 bilhão de direitos de  transmissão.

Isso porque o mercado está fortemente aquecido em função do retrospecto da seleção americana que tem feito melhor papel nas últimas copas realizadas (2010 e 2014) , do que  a seleção inglesa, por exemplo.

Nada menos do que dezessete equipes europeias fizeram a pré-temporada deste ano nos USA, atraindo enormes público aos estádios.

O jogo entre Real Madrid e Manchester City levou ao estádio um público  de 109.000 pagantes. No Brasil nunca mais teremos um público como este até por falta de estádios que tenham esta lotação.

Este empresário que comprou o Orlando, está construindo uma arena (obrigatório para ser membro da Liga), em moldes modernos, com área de refeição e lazer e shopping, que entrará segundo afirma, no roteiro turístico da cidade, que é visitada por milhões de latinos amantes de futebol, que fazem turismo na cidade.

Ele mencionou, não sei se é verdade, que enquanto o Brasil recebe 5 milhões de turistas por ano, Orlando recebe doze vezes mais, ou seja, cerca de 60 milhões.

Muita agente em visita a cidade programará uma ida ao estádio para assistir a uma partida e conhecer o local. É o que ele – o entrevistado -  espera.

Informou que entre os três jogadores diferenciados, com salário acima do teto, o primeiro contratado é o  Kaka, mas está negociando com outros que agreguem valor no campo e muito marketing fora do campo.

Considerando a formação do povo americano, com várias nacionalidades, não duvido que o futebol nenha, finalmente a se transformar no espsorte nacional.

Pelo estudo apresentado pelo dono do Orlando, há milhares de crianças, entre os 6 e os 15 anos de idade, matriculados em centros de treinamento, escolinhas e clubes de futebol.

É disparado o maior contingente de jovens em treinamento, superando, em muito, o basquete, o beisebol e o futebol  americano, tão tradicionais no país.

Isto sem contar que o futebol feminino dos Estados Unidos já conquistou títulos mundiais.

Não ficarei admirado se nas Olimpíadas e Campeonatos Mundiais que serão disputados daqui a oito anos, os americanos começarem realmente a disputar para ganhar.


Nota do editor: leiam sobre Kaka em http://www.goal.com/en-us/news/1110/major-league-soccer/2014/09/29/5143454/kaka-is-major-league-soccers-highest-paid-player

Leiam também http://espn.uol.com.br/fotos/443731_lista-de-bilionarios-dos-eua-tem-33-donos-de-times


1 de outubro de 2014

Chegou a hora de recomeçar

Em 2002, num depoimento utilizado no horário político obrigatório, no rádio e TV, a atriz Regina Duarte, afirmou ter medo de uma vitória do PT e Lula.

Foi linchada pela esquerda intelectualoide, e ficou estigmatizada.

Ela tinha razão. O tempo demonstrou.

Agora é minha vez de ter medo, mais do que medo, muito medo, em função do que virá pela frente, após as eleições que se aproximam.

É aquela situação resumida no adágio: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”

Explico-me.

Se vencer o PT, e embora torça no sentido contrário devo admitir a hipótese, porque como afirmou o Pelé, outro açoitado por parte da imprensa pelo pronunciamento, o brasileiro não sabe votar, o que teremos será uma ousadia maior na condução do país para uma ditadura de esquerda, comparável aos modelos de Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e quejandos.

Nosso cenário será de economia em queda, desalinhada e estatizada, falta de liberdade e supressão das garantias individuais, conflitos no campo e nas cidades.

Por outro lado, se vence a oposição, e Marina não chega a ser exatamente uma oposição, o cenário será igual, mas pior. Estão rindo? Será igual nas vicissitudes, mas com agressividade maior, conflitos armados, saques, invasões, perturbação da ordem pública, isto porque os MSTs e CUTs, braços violentos que agem fora da lei, e estão a serviço do PT, causarão muitos problemas de gestão para o governo. As coisas poderão ficar fora de controle.

A menos que os militares assumam, mais uma vez, e com determinação e independência, seu papel constitucional de defesa das instituições. E da ordem interna.

Não, não estou sugerindo ou imaginando um ditadura comandada por militares. Gostaria, apenas, que eles cumprissem seu papel.

Nem estou considerando que o congresso, se vier a se constituir com maioria dos atuais partidos da chamada base aliada, poderão inviabilizar um governo democrático.

Está na hora de aprendermos a votar, não para deixar de eleger os Romários, os Tiriricas, os Agnaldos, os Jurunas, mas sim os ladrões, corruptos, meliantes, falsários, e sem escrúpulos que povoam nosso legislativo. Os tipos mais populares podem ser exóticos, bizarros e ridículos aqui e ali, mas pelo menos representam uma fatia da sociedade, ao contrário dos que se fingem de cultos, letrados, experientes e só agem no interesse pessoal e se vendem por quaisquer trinta dinheiros.


Ainda acho que está na hora dos militares voltarem ao palco, como protagonistas, não torturando e matando, mas impondo a lei e a ordem, para que tenhamos um pais republicano e democrático ao mesmo tempo.

Nota do editor: O titulo do post, é idêntico ao do álbum da banda CPM 22, por mera coincidência.