7 de dezembro de 2013

Bola de cristal

Proponho aos meus amigos, seguidores do blog, que habilitem suas bolas de cristal para fazermos um exercício de futurologia.

Vamos  tentar  adivinhar  o que acontecerá daqui a aproximadamente seis meses, na Copa de  2014.

O prêmio ao vencedor será uma assinatura anual do blog. Além, claro, de ver seu nome divulgado aqui para todo o mundo.

As regras são claras, como diz o Arnaldo:

Cada acerto vale um ponto. Portanto o máximo que poderá ser alcançado será de 5 pontos.

1)  De que continente sairá o campeão? (Américas do Norte e Central, América do Sul, Europa, Ásia, África).

2)  Quais serão as 8 (oito) equipes que disputarão as quartas-de-final?

3)  Quais serão as 4 equipes que disputarão as semifinais?

4)  Quais serão as equipes que irão à final?

5)  Qual será a seleção campeã?

Respostas até 31 de janeiro de 2014, através de comentários para que todos possam acompanhar os palpites e acertadores. Voto aberto mesmo.

Análise incipiente e insipiente sobre a "Copa de 2014"

Bem, se por um lado a missão do Brasil, na fase de grupos, não será muito difícil (teoricamente), a partir das oitavas a coisa complica uma barbaridade. De cara, na teoria, enfrentaremos Espanha  ou Holanda. Que se imagina serão as duas classificadas no grupo “B”. Em qualquer hipótese, complicado.

E o caminho projetado, até à final e ao título, podemos ter que passar por outros campeões mundiais, segundo probabilidades consistentes: Argentina e Alemanha. Também estas seleções elencadas como favoritas ao título.

Por falar em título, algumas das seleções na disputa não têm nenhuma chance. Alias mesmo para classificação dento de seu grupo, a chance é mínima. Exemplo? Costa Rica.

A Inglaterra tem hoje, indiscutivelmente, a melhor liga de futebol. A mais bem organizada, a mais prestigiada, a mais badalada. Mas tem um time fraco, comandada por um técnico inexpressivo, sem grandes conquistas na carreira. Tentaram técnicos estrangeiros e não deu muito certo. Decidiram colocar um inglês na função, mas não existe um profissional inglês vencedor, com méritos.

Além da capacidade técnica das seleções, outros assuntos extracampo dominam as discussões e as resenhas esportivas. As questões geográficas e climáticas, que implicam em grandes deslocamentos, entre uma sede e outra, o que pode ser agravado com as variações de temperatura e humidade do ar.

Argentina viajará pouco e ficará aqui pelo sul e sudeste. Algumas seleções terão percurso de quase 6.000 Km para percorrer na fase classificatória. Isto pesa bastante.

Entre as duplas de ataque, destacam-se as do Uruguai, com Luis Soáres e Cavani. A da Argentina, com Aguero e Messi (se este estiver em forma, sozinho desequilibra), ou ainda Higuain e Di Maria. A Holanda tem Van Persie e Robben, dois perigosos atacantes. A Espanha, é curioso, matador mesmo não tem nenhum em boa forma, o Eduardo Costa (brasileiro naturalizado), é uma aposta, assim como o Negredo (veterano). Isto porque o Fernando Torres atravessa uma má fase. Iniesta, Xavi e Fabregas são mais “armandinhos”.

Nós não temos ainda, com certeza, um Fred bem física e tecnicamente. Neste momento ele é uma incógnita. O que significa dizer que o Felipão poderá ter problemas para encontrar o “homem de referência na área” que ele tanto gosta.

Portugal tem o Cristiano Ronaldo, que vale por dois. O que ele anda jogando é uma barbaridade. Será, e com todos os méritos, eleito o melhor jogador da temporada, já que o Messi teve muitos problemas de lesão e não foi tão brilhante como nos anos anteriores.

Duas palavrinhas sobre as seleções da Croácia e da Bósnia. Como sabem estes países tiveram origem no esfacelamento da antiga Iugoslávia, o que ocorreu após a morte do Marechal Tito que conseguiu manter unidos os povos de origem croata, servia e eslovena, não obstante as diferenças entre eles.

A Iugoslávia*, ainda unida, tinha um bom futebol. Foi uma vez campeã olímpica e pelo menos três vezes vice-campeã. Naquela época o futebol no leste europeu** era amador, e por isso levavam vantagem na disputa, pois utilizavam adultos, em geral militares, contra os juvenis (nossos amadores) do Brasil, por exemplo. Assim, Hungria, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental e Iugoslávia conseguiram a taça olímpica no futebol.

Pensei em fazer uma lista das seleções que segundo meu entendimento não têm qualquer chance de conquistar o título, ou mesmo ir até a final. Mas ficaria uma lista imensa, com pelo menos vinte e duas seleções.

Por isso prefiro relacionar as dez que na minha opinião podem chegar à final: Alemanha, Argentina, Espanha, Itália, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda e Brasil.

Notaram que listei apenas 9?  Pois é, não consigo atinar que outra seleção não arrolada teria condição de caminhar até a partida final. E desta lista apenas dois países até hoje não levaram o título, Holanda e Bélgica. Isto significa que dificilmente teremos um novo campeão. Haverá repetição de vencedor.
 
 
*1 Breve histórico:
  • 1918 – Da fusão de territórios do Império Turco e Austro-Húngaro, surgiu o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos
  • 1929 – A denominação muda para Reino da Iugoslávia
  • 1941 – Iugoslávia foi invadida pela Alemanha nazista e desmembrada. Na guerra de resistência contra o invasor alemão, destacou-se a liderança da figura de Jozip Broz (TITO), Secretário-Geral do Partido Comunista Iugoslavo e artífice da libertação do seu povo.
  • Término da 2ª GM – A Iugoslávia estava devastada, o Marechal Tito teve seu poder fortalecido, fato que causava mal-estar em Moscou.
1945 até 1980 – Governo do ditador socialista Tito, em sistema federalista. O território englobava 06 repúblicas e 02 províncias autônomas, pertencentes à Sérvia. Ver figura abaixo.
  • 1980 – Morte de Tito. Foi instituído um colegiado, com presidência rotativa, sem sucesso.
  • 1991 - Croácia, Eslovênia e Macedônia declaram independência. Sérvia e Montenegro uniram-se formando uma nova Iugoslávia denominada República Federal da Iugoslávia.
  • 1992 - Bósnia declararou sua independência. Então iniciaram-se os conflitos armados.
  • 1995 - Acordo de Dayton resolveu a situação da Bósnia, transformando o país em uma confederação formada por uma república muçulmano-croata e uma república sérvia, separando territorialmente esses grupos.
  • 2006 – Montenegrinos optaram, em plebiscito, pela separação em relação à Sérvia. Com a separação ficou concluído o processo de fragmentação das seis repúblicas que formaram a antiga Iugoslávia.

 
**2 Trata-se de erro geográfico pois na verdade ficam no centro do continente.                                                       
 

 










































                                           
     
             
               

               
                 
                 
                 
                 


                   
                       

                       





                      6 de dezembro de 2013

                      O sorteio terminou


                      Alea jacta est.  Acabou a fase da pura sorte. Agora é competência. No grupo do Brasil não arrisco o segundo colocado. Tanto pode ser o México, quanto a Croácia, como Camarões. Falei em segundo admitindo o Brasil se classifica como primeiro do grupo, mas há que ter muito respeito com os adversários.

                      Espanha e Holanda, pela ordem natural das coisas, devem passar para as oitavas. O Chile está com um time arrumadinho.

                      No grupo “C” tudo pode acontecer. Está muito equilibrado, mas nivelado por baixo. Fico com a Costa do Marfim como uma das que se classificará para seguir na competição.

                      Uruguai, Itália e Inglaterra, foi sacanagem das bolinhas. Uma seleção campeã mundial, com certeza, não passará da fase classificatória. Das três, acho que o momento da Inglaterra é mais fraco.

                      A França, pelo meu gosto pessoal, e torcida, passa. A Suiça, como sempre, empatará as partidas em zero a zero (ferrolho famoso). Equador joga mais futebol do que Honduras.

                      Argentina é barbada. A Bósnia nunca jogou uma Copa, até porque é um país relativamente novo. A Nigéria tem mais chance, entre as outras três equipes do grupo.

                      Alemanha também é barbada. Portugal tem uma equipe boa e Gana tem uns 3 ou 4 jogadores de bom nível jogando na Europa.

                      A Belgica, com a geração que tem, deve passar com facilidade e pode até avançar além das oitavas de final. O outro classificado do grupo deve ser a Russia.

                      Tenho dito. Agora é esperar se minhas previsões estão boas.

                      5 de dezembro de 2013

                      Os croatas também gostam


                      Vejam a associação de ideias. Assim que a Croácia assegurou sua vaga na Copa de 2013, a ser realizada aqui no Brasil, um jornal estampou a capa cujo foto está ao lado.

                      É a tal coisa, quem bem faz a cama bem se deita nela. Desde de minha primeira viagem internacional, há alguns anos, verifiquei que as agências de viagem, no exterior, promovem o Brasil utilizando as praias e os bumbuns. Mais bundas do que praias. Não sei se o quadro mudou, mas o símbolo ficou.

                      Esta foto ao lado, é bem de ver, é um instantâneo, um momento de absorção no jogo e descontração na ajeitada espontânea e básica do calção. Não foi premeditada, não é pose ensaiada.



                      No Arsenal
                      Na seleção croata
                      Pode ser que o Eduardo da Silva, carioca naturalizado croata, atualmente defendendo o Shakhtar Donetsk, mas também integrante da seleção da Croácia, e que defendeu durante alguns anos o meu Arsenal, na Inglaterra, tenha influenciado no gosto de seus companheiros de seleção.

                       

                      Rita Tibes - SC
                      Agora, por tudo e por nada, sob qualquer motivo, as mulheres protestam tirando suas roupas. Até pianista protesta com a nudez. Vejam a foto.

                      E não percam, no próximo dia 21, início do verão (oficialmente), o grande toplessaço, em Ipanema. Você que gostou de ver fotos de alguns protestos femininos aqui no blog, terá a oportunidade de ver, ao vivo e em cores, o que promete ser um grande sucesso de público.

                      Agora tem ensaio de protesto e grande divulgação e cobertura jornalística.
                       

                       

                      A inspiração das idealizadoras/organizadoras, foi a "Marcha das Vadias", ocorrida não faz muito tempo, quando foram reprimidas as manifestações com nudez. Abaixo foto do evento.





                      Fotos: José Pedro Monteiro, Silva Izquierdo, Rita Tibes (pianista -acervo pessoal)

                      Mais informações:

                      4 de dezembro de 2013

                      A batalha da "Arena Joinville"



                      Joinville é uma bela cidade. Florida. Tem uma população maior do que a da capital do Estado, distando dela cerca de 180 Km. Ou seja, é pertinho. São cerca de 600 mil habitantes, em números redondos.
                       

                      Em Santa Catarina, especialmente em Florianópolis,  o Vasco tem uma enorme legião de admiradores. Estou seguro que a torcida do Gigante da Colina será mais numerosa do que a do Furacão, apelido do simpático clube sediado em Curitiba. O único senão, do CAP, são as cores de seu uniforme: rubro-negro.

                      Os dois clubes têm o mesmo patrocinador master, a Caixa Econômica Federal.

                      Pouca gente sabe, mas Bellini, capitão da equipe vascaína durante anos e também da seleção brasileira campeã mundial, atuou pelo CAP. Seu jogador mais experiente – Paulo Baier – também já jogou no Vasco.

                      Teremos um jogo dramático. De um lado uma equipe que sonha jogar, pela primeira vez em sua história, a Taça Libertadores da América, o que além de render dinheiro, rende visibilidade internacional. De outro lado um grande clube, de rica história, e grandes conquistas (inclusive da cobiçada Taça Libertadores), que poderá, pela segunda vez, ser rebaixado para a segunda divisão nacional.

                      A meta  de um é excludente da do outro, o que é uma pena. Se fossemos analisar o mérito, o do Atlético é maior. Fez uma bela campanha e se manteve, na reta final, entre os quatro mais bem colocados. Já o Vasco fez uma péssima campanha e não convenceu durante o campeonato.

                      Todavia, como se diz popularmente, o futebol é uma caixinha de surpresas.

                      Arena onde será  disputada a batalha, com 24.000 torcedores sentados.
                       
                       
                      O pior cenário, para os dois clubes envolvidos nesta batalha, na Arena Joinville, seria o Vasco vencer e não escapar do rebaixamento, pois depende de outros resultados. Não depende apenas de si.
                      Portal de entrada da Manchester catarinense
                      É angustiante esperar até domingo. A vida nos ensina que mesmo quando o desenlace  é esperado, com alguém estimado já em estado terminal, desenganado como é o caso do Vasco, o anúncio da morte, quando consumada,  é um choque.
                      A família enlutada receberá as condolências aqui mesmo neste espaço.

                      3 de dezembro de 2013

                      Outras considerações


                      Um clube não se dirige com os pés e sim com a cabeça; e não com a parte externa da cabeça, mas sim o que está dentro da caixa craniana.

                      E o Carlos Roberto, conhecido como Dinamite,  é um incompetente, um despreparado para dirigir qualquer coisa. Se ele fosse o gestor de uma fábrica da Kibon, no Saara, conseguiria o feito de leva-la a falência, tal a falta de inteligência e postura. Deixaria derreter os sorvetes antes de vendê-los.

                      Ele é lento de raciocínio, basta olha-lo para perceber que se trata de alguém beirando a idiotice. É um palerma, um banana, como querem outros, um pateta como dizem alguns outros.

                      Não me venham alegar que jogando futebol ele era rápido de raciocínio. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como o Gerson esclareceu certa feita. No campo não é necessariamente o raciocínio que define, é o instinto. Instinto natural dos animais. Tenho como exemplo o Garrincha, tido e havido como de pouca cultura e zero de instrução, e que era extremamente improvisador, criativo, claro instintivamente.

                      Bem, o Vasco está pagando por colocar uma besta quadrada para dirigi-lo. O Dinamite não tem envergadura, não tem talento, não tem porte e estrutura para comandar um clube com o tamanho e a grandeza do Vasco. É muita responsabilidade para alguém incapaz de tomar conta de duas tartarugas. Uma delas fugirá.

                      Não vou ficar procurando justificativas para a queda, iminente, do Vasco. Ele fez por merecer. Minto, o clube não, mas os responsáveis pela sua gestão.

                      Mas analisemos alguns acontecimentos que não facilitaram a vida do Vasco e também a do Fluminense.

                      Começo pelo Fluminense, que teve treinadores de ponta – Abel e Luxemburgo -  e acabou com o narigudo inseguro na fase mais critica da competição.

                      Quanto a treinadores o Vasco demite o Cristóvão, que foi para o Bahia, e salvou o clube, que era candidato ao rebaixamento no início da temporada. Ou seja, com um elenco mais pobre, salvou-se.

                      O Vasco brinca com a verdade colocando o Gaúcho para dirigir o time. Não é coisa de dirigente sério. E leva uma eternidade para se dar conta da mancada.

                      Mas volto aos acontecimentos estranhos, improváveis, que atrapalharam a já difícil missão de Vasco e Fluminense nesta reta final. O Fluminense ganhava bem do Atlético Mineiro, quase final do jogo, toma o empate com um gol de um dos maiores pernas-de-pau em atividade: Alecsandro. Reserva absoluto do time do Atlético. Aqueles dois pontos poderão fazer uma enorme falta ao final. O Vasco agradeceu.

                      O Botafogo, que precisava vencer e devia vencer, perde para o Coritiba com um frango inacreditável do Jeferson, goleiro da seleção nacional.

                      O Criciúma consegue um gol com o atacante em total impedimento, coisa de três metros, e a bandeirinha não viu ou não quis ver e não assinalou. E teve ainda, o time catarinense,  a seu favor, um penalti inexistente.

                      O Cruzeiro, no Mineirão, onde perdeu apenas duas partidas desde  a reinauguração, no jogo das faixas, presença enorme de sua torcida, perde para o Bahia, um dos últimos colocados que corria risco de rebaixamento.

                      As vitórias do Coritiba (contra Botafogo), do Criciúma (contra Santos), e do Bahia (contra Cruzeiro), não estavam nas projeções dos analistas. O s"obrenatural de almeida”, de que falava Nelson Rodrigues, parece ter resolvido interferir contra seu amado time. E contra o meu.

                      2 de dezembro de 2013

                      Considerações sobre futebol

                      Antes do provável recesso, quero fazer alguns comentários. Se no Rio meu time vai muito mal das pernas, na Inglaterra meu Arsenal, para surpresa de muitos críticos e até de alguns gunners, estamos na liderança isolada do campeonato.


                      A equipe está bem entrosadinha, só não tem elenco para aguentar a disputa da Premier League e da Europa Champions League simultaneamente. Quem sabe fazendo umas três contratações pontuais na próxima “janela”, em janeiro, o elenco fique reforçado e em condições de continuar competindo com chances de titulo, pelo menos o nacional.
                       

                      Desde há muito o Arsenal não tem o time mais competitivo, mas tem a equipe que joga mais bonito. Dizem até que o Arsenal não tem torcida, tem plateia. E seu estádio, em Londres, o Emirates, é lindo e moderno. A seleção brasileira já fez vários amistosos naquele estádio.

                      Lembra um pouco o time do América, aqui no Rio, na década de 1960, que jogava bonitinho, bem entrosado, bola de pé-em-pé, costurando o adversário. Só não tinha capacidade de conclusão, de definição das jogadas. Mas era bom de ver jogar.

                      O Vasco depende de muita sorte. Só da sorte, porque mérito e  competência não tem, para escapar do rebaixamento. Não tem mérito porque foi mal desde o início e não se arrumou. E não tem competência, com um “timeco” que está mesmo no nível da segunda divisão e olhe lá.

                      Nesta última partida, contra o Nautico, último colocado e já rebaixado, ficou clara a pobreza do futebol do Vasco. Teve só disposição, aplicação e luta, mas nenhuma organização, nenhuma disciplina tática.

                      E o Nautico, se jogasse como jogou esta partida durante toda a competição, não teria caído para a segunda divisão.

                      Já notaram como agora quando a bola está no ar, nenhum jogador passa para o companheiro com a cabeça?  Mesmo na Europa (na Espanha, na Inglaterra e na Alemanha), campeonatos que acompanho, o que se vê é o passe de peito, como no futebol de areia. Se a bola vem à meia-altura, o passe para o companheiro mais próximo é de peito. São modismos. E com a globalização do esporte, todo mundo joga igual, seja na América do Sul, na Europa, na Ásia ou na África. Um jogo do campeonato alemão, recentemente disputado, entre Borussia Dortmund e Bayern de Munique, foi transmitido para 106 países.

                      Nós precisamos nos organizar pra passar a exportar o espetáculo (o jogo) e não os artistas (os jogadores). E ganhar muito dinheiro com isso.

                      Os jogadores, mundo afora,  fazem os mesmos cortes de cabelo e procuram imitar seus ídolos no estilo de jogo. No outro dia vi, no campeonato inglês, um jogador pouco conhecido fazer uma jogada “à la Zidane”, girando sobre a bola e puxando-a com a sola da chuteira, para iludir o adversário e passar por ele. Só que o danado do imitador, fez duas vezes seguidas a jogada de girar sobre a bola. Ou seja, aperfeiçoou o que já era bonito e eficaz.


                      Morreu Nilton Santos, o lateral esquerdo que primeiro jogou como ala, embora sem esta denominação. Lembro da partida inicial do Brasil, na Copa de 1958, quando nosso lateral esquerdo avançou com a bola,  margeando a linha lateral do campo, até chegar à área do adversário e chutar em gol. E fazer o gol. Durante todo o tempo da avançada de Nilton Santos, esse era o lateral esquerdo, o técnico Vicente Feola se esgoelva “volta Nilton, volta Nilton”.

                      Mas Nilton Santos, felizmente, não o ouviu. Sabia mais que o técnico.

                      Nenhum epíteto foi tão adequado quanto o conferido ao Nilton Santos: Enciclopédia. Ele sabia tudo mesmo.

                      Botafoguense, de camisa e espírito, como acontecia antigamente, quando o atleta tinha amor à agremiação que defendia.