3 de fevereiro de 2026

 


Por

RIVA




NOLT – New Older Living Trend

Não tenho a identificação do ótimo vídeo que recebi (diz que se inspirou num texto de Ester Morgan), que tem tudo a ver com ETARISMO, essa covarde e estúpida atitude do mercado e da sociedade para com os mais idosos.


Esse movimento NOLT (originário nos EUA) é a ruptura dos 50, 60, 70+ com a sua invisibilidade para o entorno ... envelhecer não é sinônimo de descarte !

Veio para iluminar um dos preconceitos mais cruéis e silenciosos – o ETARISMO, o estúpido represamento de conhecimento entre gerações que ocorre nas empresas que não promovem essa sinergia, na discriminação nos esportes e em atividades sociais.

Essas pessoas idosas são colocadas à parte não por falta de competência, mas por excesso de idade. 

Pra quem já passou dos 60, um recado fundamental :

VOCÊ NÃO CHEGOU AO FIM DA LINHA ... VOCÊ CHEGOU A UM NOVO LUGAR, com a sua força, sua competência, seu conhecimento. 

E pra quem ainda não chegou lá, fica outro recado :

O FUTURO QUE VOCÊ DESPREZA HOJE É O MESMO QUE TE ESPERA AMANHÃ.

A forma como tratamos a longevidade hoje, define o mundo do amanhã, onde vamos envelhecer, todos nós.

O NOLT é MENTALIDADE, sem prazo de validade.

7 comentários:

Jorge Carrano disse...

Esse perverso, odioso, entendimento social, empresarial, encontra respaldo na legislação.
Se a lei conceitua o sexagenário como idoso, por que não o empresário? Vira senso comum?
Por exemplo. Sou pai de um idoso, em plena atividade física e mental, mas só porque completou 60 anos de idade adquiriu prerrogativas, benefícios sociais, por força de lei.
Será que não baixamos muito o sarrafo, ao fixar 60 anos como limite para ingressar no rol dos idosos?

Jorge Carrano disse...

Essa postagem resgatou uma imagem que possuo, há muito tempo, de que os orientais respeitam, protegem e valorizam os idosos.
Como jamais estive no Oriente, não conhecendo senão o bairro da Liberdade, em São Paulo, fui até e rede mundial me informar.
Muitos países têm políticas assistenciais, mas quanto a valorização da experiência e capacidade produtiva não encontrei nenhum destaque.
A exceção, que encontrei, seria Okinawa (Japão): Conhecida como uma "Blue Zone" (Zona Azul), onde a população idosa é ativa, independente e integrada na comunidade até idades avançadas, com baixíssimos índices de demência.

Riva disse...

Fiz minha pesquisa com a GEMINI, a IA do Dr.Goo, fazendo a seguinte pergunta :

" Existe algum país/nação que valoriza os seus cidadãos com mais de 60 anos de idade, quanto à conhecimento, produtividade no trabalho, empregabilidade, inclusão social ? "

Vejam a resposta :

Sim, vários países valorizam fortemente cidadãos acima de 60 anos, promovendo políticas de empregabilidade, inclusão social e aproveitamento do conhecimento acumulado. Os exemplos mais destacados são Suíça, países nórdicos (Suécia, Noruega), além de Portugal, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

Elementos comuns nesses países :
• Empregabilidade: Programas que estimulam empresas a contratar idosos, aproveitando sua experiência e reduzindo preconceitos etários.
• Inclusão social: Incentivo ao voluntariado, participação em conselhos comunitários e atividades culturais.
• Saúde e bem-estar: Sistemas de saúde acessíveis e políticas de prevenção específicas para a terceira idade.
• Educação contínua: Cursos e treinamentos voltados para atualização tecnológica e adaptação às novas demandas do mercado.
• Flexibilidade laboral: Opções de trabalho parcial ou remoto, permitindo equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.

A IA especifica os principais programas de cada um dos principis países, mas ficaria muito grande o comentário.

No Brasil, há avanços em programas de envelhecimento ativo, mas ainda há grande lacuna na empregabilidade acima de 60 anos, especialmente em setores privados. ( EU NÃO PERCEBO ISSO, ATÉ PELAS DEZENAS DE POSTS A RESPEITO NO LINKED IN).
Nos EUA há incentivos fiscais para a contratação de 60+.

Alessandra disse...

É fascinante observar como o mercado e a sociedade decidiram que, após os 60, a pessoa deve magicamente tornar-se invisível. Chamam isso de "limite", eu chamo de etarismo — a forma mais estúpida de desperdiçar o maior ativo de uma civilização: a experiência acumulada.

Como herdeira dos Baby Boomers e legítima representante da Geração X, vejo-me em um cenário bizarro. Nós, que aprendemos a ler mapas, a resolver problemas sem o Google e a construir legados com resiliência, agora somos questionados por uma geração que, ironicamente, parece ter tanta pressa de chegar a lugar nenhum que sequer tem paciência para amarrar os próprios tênis — preferindo a simplicidade funcional do velcro.

Há uma arrogância juvenil que ignora um fato matemático básico: o futuro que eles desprezam hoje é o único destino possível para eles amanhã. É curioso ver a "juventude transviada" da vez — tão conectada, porém tão desconexa da realidade — tentar ensinar "agilidade" para quem sobreviveu a crises globais, inflações galopantes e mudanças tecnológicas radicais, tudo isso sem perder a compostura.

• Eles têm o algoritmo; nós temos o repertório.
• Eles têm o "hype"; nós temos a história.
• Eles usam velcro; nós sabemos dar nós que ninguém desata.

O movimento NOLT não é sobre "parecer jovem", é sobre ser relevante. Envelhecer não é sinônimo de descarte, é o refinamento da competência. O conhecimento que represam nas empresas por puro preconceito geracional é o mesmo que falta para salvar esses negócios da superficialidade.

Para quem acha que chegamos ao fim da linha: sinto informar, mas apenas mudamos de plataforma. E o trem que estamos conduzindo tem muito mais potência do que a sua visão limitada consegue enxergar.

A sabedoria é a única tecnologia que não precisa de atualização de software. Ela apenas floresce.

Riva disse...

Não sei o grau/tamanho do etarismo em termos globais, então meço ( no Twitter se escreve messo) pelo que sinto onde vivo, meu entorno, leituras, constatações.

Eu, por exemplo, enviei 97 Currículos Vitae nos últimos 3 anos e não recebi nenhum convite para uma entrevista. Minha existência profissional, nos últimos 15 anos, foi devida ao meu networking, que parece também hoje impactado pela exclusão dos sistemas de RH.

Fato real, sem dúvida, colocou a Alessandra : "O conhecimento que represam nas empresas por puro preconceito geracional é o mesmo que falta para salvar esses negócios da superficialidade."

E assim parece caminham as atuais gerações do velcro, da superficialidade, da caligrafia inelegível, do 6x7=89, da informação sem conhecimento.

Alessandra disse...

No fim das contas, a grande ironia é que a juventude atual, tão ocupada em nos rotular como 'obsoletos' enquanto ajusta seus fechos de velcro, não percebe que está apenas repetindo o figurino do passado. Eles acreditam estar inventando o mundo, mas seguem fórmulas prontas e comportamentos de rebanho digital.

Como já dizia a canção que ecoa desde os anos 70 e que hoje entendo com uma clareza que eles ainda não possuem:

"Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa"

Aos que acham que chegamos ao fim, um aviso: nós não estamos 'sobrevivendo'. Estamos vivendo a vida em sua escala real, algo que nenhum algoritmo ou tutorial de 15 segundos consegue ensinar.

O 'novo' não é uma data de nascimento; é a coragem de ser quem somos, com toda a nossa competência e história. Enquanto eles sonham com o sucesso fácil, nós somos o sucesso sólido. Afinal, por mais que eles tentem negar, eles ainda são — e talvez por muito tempo continuem sendo — exatamente como nossos pais.

Iguais aos fósseis, dinossauros e ao velho e bom latim, estamos virando extinção, com deixando uma grande marca positiva na história.

Parabéns pelo seu belo texto!

Jorge Carrano disse...

Alerta:
https://www.xataka.com.br/carreira/especialista-em-ia-alerta-a-humanidade-estamos-caminhando-para-um-periodo-dificil-no-mercado-trabalho