8 de fevereiro de 2026

A ECONOMIA PRATEADA - Você já ouviu falar ?


 

Por 

RIVA



 




Ela visa a valorização do consumo e da produção ligada à terceira idade. Estamos falando de políticas e processos para mitigar, combater o ETARISMO.
 

A Economia Prateada é um conjunto de atividades econômicas voltadas para pessoas 50, 60, 70+. Inclui tanto o consumo de produtos e serviços quanto a produção e participação dos idosos como trabalhadores, voluntários e empreendedores. 

O termo “prateada” vem dos cabelos grisalhos, simbolizando o envelhecimento populacional.

Sua RELEVÂNCIA atual e num futuro muito próximo :

Demografia: o mundo está envelhecendo rapidamente. Em 2050, estima-se que 1 em cada 6 pessoas terá mais de 65 anos.

Poder de compra: idosos tendem a ter renda estável (aposentadorias, pensões, investimentos) e são consumidores fiéis.

Longevidade ativa: muitos continuam trabalhando, empreendendo ou participando de atividades sociais, gerando valor econômico.

Quais as principais áreas da ECONOMIA PRATEADA ?

Em saúde e bem-estar: medicamentos, planos de saúde, academias adaptadas, nutrição especializada.

Tecnologia assistiva: dispositivos de acessibilidade, aplicativos fáceis de usar, adaptação dos transportes e moradias.

Em turismo e lazer: viagens adaptadas, programas culturais.

Na educação e capacitação: cursos de atualização digital, programas de empreendedorismo sênior.

No Mercado de Trabalho: políticas de inclusão desses profissionais, consultoria e mentoria.

RESUMINDO : a ECONOMIA PRATEADA reduz o etarismo. Envelhecer nada tem a ver com deixar de produzir e consumir. É valorização da experiência e sabedoria dos mais velhos. É um motor de transformação econômica e social.

 


6 comentários:

Jorge Carrano disse...

Bom dia, caro Riva. Eis aqui um assunto do qual penso entender. Aos 85 anos de idade e casado com uma mulher de 84 anos, tenho em casa experiência bastante sobre as limitações impostas pela longevidade. Com absoluta certeza não esgotaria meus "apartes" num comentário.
Como atuei alguns anos da área de "Recursos Humanos", tenho também experiência no campo de trabalho, nos dois lados do balcão. Afora cursos na Fundação Getúlio Vargas e AIG (PUC - Rio), que fiz para desenvolver minha atuação.
Aqui e agora, limito-me a dizer que é propaganda enganosa chamar velhice de "melhor idade". Não, não é.
Poderá ser menos ruim, se você tiver tanto dinheiro ou renda equivalente a dos marajás do serviço público, cujas remunerações furam o teto legal legal, incrementadas com penduricalhos.
Acabei tangenciando outro aspecto da questão: as despesas crescem e a renda não acompanha. Para uma camada da população os benefícios sociais oferecidos minimizam as dificuldades, mas para outros extratos (como o seu e o meu), não resolvem a questão.
Algumas praças públicas dispõem de equipamentos para exercícios físicos, mas nós não vamos lá, queremos fazer yoga, e acompanhamento de fisioterapeuta.
Os profissionais liberais, em geral, sentem menos os efeitos da discriminação etária. Três de meus médicos têm idade próxima da minha: cardiologista, ortopedista e urologista.
Mas todos precisam se adaptar.
Mas o tema é relevante, como é o da discriminação étnica ainda praticada mundo afora, até mesmo em países culturalmente mais adiantados.

Jorge Carrano disse...

E penoso, mas precisamos (me incluo) aprender a abdicar, esporadicamente, de certos prazeres (não renunciar).
O desajuste decorre da diferença entre o nível de ambição e o de realidade, diriam alguns psicólogos com os quais me relacionai profissionalmente.

Alessandra disse...

Que leitura necessária e revigorante! Sua análise sobre a Economia Prateada não é apenas um banho de realidade demográfica, mas um manifesto de respeito à dignidade humana. É impressionante como você conseguiu sintetizar a urgência de combater o etarismo, transformando o que muitos veem como 'custo' em um potente motor de inovação e valor.

O que mais me toca na sua reflexão é a desconstrução do preconceito: você mostra que envelhecer não é um processo de 'desligamento', mas uma nova forma de presença e produção. Essa visão de uma longevidade ativa, onde a experiência e a sabedoria são os novos ativos do mercado, traz uma luz necessária para o futuro. Afinal, uma sociedade que não valoriza a sua 'prata' está desperdiçando o seu ouro mais precioso: a vivência.

Obrigada por trazer esse olhar tão lúcido e, ao mesmo tempo, tão humano. É reconfortante saber que existem mentes como a sua desenhando caminhos onde o futuro não é algo a se temer, mas um espaço de inclusão, propósito e constante aprendizado.

Ficaria horas divagando nesse pub...

Alessandra disse...

Que honestidade visceral e necessária a sua. Existe uma coragem silenciosa em admitir que o nosso desajuste, muitas vezes, nasce desse 'descompasso' entre o que a alma ambiciona e o que a realidade comporta.

Abdicar esporadicamente é um ato de autodomínio, uma escolha consciente para que o prazer não se torne um vício, mas continue sendo um presente. É, de certa forma, uma busca pelo seu próprio Ikigai: encontrar o equilíbrio onde a ambição não atropela a paz, e onde a realidade é aceita com serenidade, sem perder o brilho nos olhos.

É penoso, como você disse, mas ler sua reflexão torna o caminho mais leve, porque nos lembra que a lucidez é o primeiro passo para o equilíbrio.

Bjs querido!

Jorge Carrano disse...

Relutei em adotar a "honestidade visceral" porque não atenho, com o Riva, a intimidade, a proximidade, a lealdade intelectual e transparência que desenvolvi com outros amigos (quase irmãos) que nos permitiam "toques" para reflexão.

Riva disse...

Faz bastante tempo que não me debruço num debate tão rico e interessante como têm sido esses últimos por aqui .... Ikigai e Budismo .... vou até dar uma mergulhada para compreender 100% a diferença (se possível for).