15 de fevereiro de 2026

Licença para aplaudir

Duas notícias que apareceram em meu smartphone a par de chamarem a tenção, ainda provocaram reação de entusiasmo. Aplausos.

O primeira matéria que destaco é sobre Juíza de Direito que, identificando que a inicial que chegou às suas mãos fora redigida com auxílio de inteligência artificial, exarou despacho irretocável. Leiam:

Juíza constata erros em inicial feita por IA e adverte advogado por litigância de má-fé

A juíza Bruna de Oliveira Farias, da 1ª Vara Cível, de Família, de Sucessões e da Infância e Juventude de Planaltina (GO), constatou erros em uma petição inicial feita por inteligência artificial (IA) e advertiu o advogado da causa por litigância de má fé.

Ela constatou “vícios formais extremamente graves” e determinou a emenda da peça para a correção dos erros.

“A petição inicial apresenta características típicas de texto gerado por ferramenta de inteligência artificial sem a devida supervisão profissional”, anotou a julgadora. Ela detectou expressões próprias de “resposta de assistente virtual” e de material acadêmico que não são adequadas para uma peça processual.

Sob pena de indeferimento da inicial e extinção do processo sem resolução do mérito, todos os vícios deverão ser sanados em 15 dias. A magistrada também determinou a expedição de ofício à seccional do Distrito Federal da OAB para comunicar a “atuação profissional irregular” do advogado que assina a peça.


A segunda diz respeito a aplicação da pena de morte, na China.

Por que a China executou 11 membros de máfia que aplica golpes pela internet e trafica pessoas para Mianmar

Dentro do complexo, reinava uma cultura de violência, com espancamentos e torturas, segundo depoimentos de trabalhadores libertados.

A China executou 11 membros de uma família de mafiosos conhecida por administrar centros de golpes em Mianmar ao redor de sua fronteira no nordeste, informou a mídia estatal nesta quinta-feira (29/1).

Os membros da família Ming foram condenados em setembro por vários crimes, incluindo homicídio, cárcere privado, fraude e operação de casas de jogos de azar, por um tribunal na província chinesa de Zhejiang.

Os Mings eram um dos muitos clãs que controlavam a cidade de Laukkaing, transformando uma cidadezinha pobre e isolada em um centro movimentado de cassinos e prostituição.

Seu império de golpes desmoronou em 2023, quando eles foram detidos e entregues à China por milícias étnicas que haviam assumido o controle de Laukkaing durante uma escalada no conflito com o Exército de Mianmar.

Com essas execuções, Pequim envia uma mensagem a potenciais golpistas. Mas o negócio ilegal agora se deslocou para a fronteira de Mianmar com a Tailândia e para Camboja e Laos, onde a China tem menos influência.

Centenas de milhares de pessoas foram traficadas para aplicar golpes online em Mianmar e em outros lugares do sudeste asiático, de acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre eles, estão milhares de chineses. As suas vítimas, de quem foram roubados bilhões de dólares, também são principalmente chineses.

Frustrada com a recusa dos militares de Mianmar em interromper os golpes, dos quais estima-se que o país também lucrava, Pequim apoiou implicitamente uma ofensiva de uma aliança rebelde no Estado de Shan no final de 2023. O grupo capturou um território significativo dos militares e tomou Laukkaing, uma importante cidade fronteiriça.

LINKS:

https://www.conjur.com.br/2026-jan-27/juiza-constata-erros-em-inicial-feita-por-ia-e-adverte-advogado-por-litigancia-de-ma-fe/

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/por-que-a-china-executou-11-membros-de-mafia-que-aplica-golpes-pela-internet-e-trafica-pessoas-para-mianmar,ea3c0708f01b47ba65afeaca9ef76b4bu8lz4fb3.html?utm_source=clipboard

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/por-que-a-china-executou-11-membros-de-mafia-que-aplica-golpes-pela-internet-e-trafica-pessoas-para-mianmar,ea3c0708f01b47ba65afeaca9ef76b4bu8lz4fb3.html


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