sábado, setembro 16, 2017

GARÇAS

Algumas mulheres desfilam nas passarelas tal qual garças. Com andar cadenciado, garboso, charmoso.

Sou admirador de ambas. A ave, com as quais as musas são comparadas  e, claro, as mulheres de logas pernas (ítem essencial) que desfilam com graça (sem trocadilho) e elegância.

Já me apresso em explicar porque razão trato hoje das garças, mas especialmente da ave, e mais especificamente de uma certa garça.

Esta da foto, tirada no sábado, 8 de setembro, é velha conhecida. Há pelo menos 4 anos ela aparece nas cercanias da Pedra do Índio e ali permanece por bom tempo.

Sempre solitária, por vezes encolhida, por vezes esbelta, pescoço ereto. Penas brancas e uma graciosidade incrível no caminhar. Parece ter preguiça de andar.

Nunca, durante estes anos, vi aparecerem outras, ou outra pelo menos, de sua espécie.

Como e porquê ela dotou a Pedra do Índio, em Icaraí, como seu habitat durante boa parte do ano é um mistério tão grande quanto a eleição das tartarugas pelas imediações da Pedra de Itapuca, ali vizinha.

O ponto branco nas fotos precárias, pela qualidade de resolução da câmera do celular e pela deficiência técnica do fotografo, é a ave  em questão.

Não lhe lhe fazem justiça. Passam ao largo de sua elegância, classe, charme e, poque não, beleza.





Já as fotos destas outras garças abaixo, obtidas por profissionais com equipamentos adequados, são muito mais fiéis e revelam os atributos que atribuímos e admiramos nestas garças humanas, sem penas, ou sem pena de mim.

Gisele Bündchen, Ana Hickmann e Fernanda Lima, são boas representantes das garças que encantam com leveza e charme  no caminhar.





Imagens obtidas via Google e a ave via celular do autor.

sexta-feira, setembro 15, 2017

Bom juiz

A casta é boa, o terroir da região é bem apropriado, a safra é boa. Recomendo os dois: Bom Juiz e Moro.





Pelo visto Moro tem aceitação internacional.










quarta-feira, setembro 13, 2017

Olhos e ouvidos, nem tanto

São famosas, cantam razoavelmente bem, têm charme, e algumas até conseguem colocar aquela voz negra, aquele registro inconfundível que é puro sentimento,  emoção.

Para ouvir música, troco-as todas por qualquer das damas citadas no post anterior.

DANA WINNER





Dana Winner

                        HELENE FISCHER





Helene Fischer


CARLY SIMON






Carly Simon

                              NORAH JONES




Norah Jones

                           KATY PERRY





Katy Perry

segunda-feira, setembro 11, 2017

Ouvidos e olhos, nem tanto

Se você pensa que tem algum caráter discriminatório no título e na classificação,  estão redondamente enganados. Nenhuma das divas aqui citadas eram ou são padrões de beleza, mesmo da raça negra. Portanto se estão incomodados caiam fora deste blog, continuem navegando.

O que importa é a emoção que colocam na impecável interpretação, porque afinadas, melodiosas, deusas do jazz e do pop americano e internacional.

Uma curiosidade sobre Alberta Hunter. Ela já fazia razoável sucesso interpretando blues, quando se retirou dos palcos para ser enfermeira. Voltou ao mundo artístico aos 82 anos de idade.

Ella Fitzgerald





Sarah Vaughan




Alberta Hunter





Billie Holiday






Etta James




sábado, setembro 09, 2017

GRAMADOS ....você precisa de um ?




Por
RIVA





Gramados sempre exigiram terra e muito trabalho para manter ... quando não existiam cortadores de grama (elétricos ou a gasolina) e irrigação automatizada então .....


Estádio de futebol
E em contrapartida nada produziam, nenhuma receita, só despesa. Nem para pasto serviam, pois a grama seria pisoteada. Então para que ter um gramado ?

Camponeses pobres não podiam e nem pensavam em ter um terreno não produtivo. Então para que ter um gramado ? Resposta: Para distinguir o rico do pobre, o patrão do empregado. Um nítido sinal de status.

Aquela grama (que você não deve nem pisar) dizia aos passantes com aquele olhar de inveja : “ Sou tão rico e poderoso, tenho tantos acres e servos, que posso me permitir essa extravagância verde.” (Y.N.Hahari). Quanto maior, mais poderosa aquela família.

Se você fosse visitar um desses lordes com um grande gramado, mas em mau estado, já sabia que o sujeito estava com problemas financeiros, porque era inconcebível ter um gramado e não cuidar dele.

Um belo gramado, até hoje, é o cenário ideal para uma grande festa, um casamento, uma ostentação ao ar livre. Em outras épocas os gramados eram tão preciosos que era proibida a entrada do “público” nesses jardins portentosos (daí o famoso NÃO PISE NA GRAMA). Houve uma época na famosa Oxford em que em seus famosos gramados só era permitida uma única vez por ano ao aluno caminhar e sentar por ali. E a regra era extremamente rigorosa !


Casamento
Palácios reais e castelos fizeram de seus gramados um símbolo de autoridade. E os gramados conquistaram o mundo dos esportes – golfe, futebol, tênis. E haja grana, vocês sabem, para frequentar e manter um campo de jogo desses.


Estádio de futebol
Durante séculos a burguesia conseguiu manter essa  posse como símbolo de status social e de riqueza. Porém, veio a revolução industrial, e a classe média teve acesso aos cortadores de grama com e sem tração, e então, milhões de famílias puderam “ousar” ter o seu gramado em frente às suas casas mais simples, um relvado mesmo. Tinham, e têm até os dias de hoje.


Versailles
Nos subúrbios das cidades americanas, gramados limpos e bem cuidados passaram a ser vistos como quase uma necessidade, uma marca registrada das famílias lá residentes.

Até costumes surgiram, como por exemplo, sempre aos domingos, depois dos serviços matutinos da igreja, ir ..... cortar a grama da sua casa, ou do seu vizinho em troca de uns dólares. Falam até ser o primeiro trabalho de todo jovem adolescente americano.

Na América, a grama é, depois do milho e do trigo, o cultivo mais disseminado, e a indústria da grama fatura bilhões de dólares anualmente.

O recém construído Museu de Arte Islâmica em Doha, no Catar, é ladeado por magníficos gramados, e seus mais de 100.000 metros quadrados de grama – no meio do deserto – exigem uma enorme quantidade de água diariamente. For what ?


Museu de Arte Islâmica
E por que estou contando tudo isso ?

Estou tocando nesse assunto para perguntar a você se um gramado é importante na sua casa.

Ou se, para construir uma nova casa, você espantaria essa carga que lhe foi legada por reis e duques europeus, e pensaria em algo mais útil do que ...... um gramado ?




Ou você é um daqueles que acha que “a grama do seu vizinho é sempre mais verde do que a sua, então ...... “. (calma, apenas uma provocação para instigar o debate).

Concordâncias e pedradas, por favor, nos comentários abaixo.

sexta-feira, setembro 08, 2017

Provas colhidas de forma ilícita

Janot fez questão de assinalar que mesmo numa eventual anulação, os prejuízos decorrentes serão sofridos apenas pelos delatores. Falo da delação premiada de Joesley Batista e seus comparsas.

Também dois ministros do STF, ouvidos, expressaram a mesma opinião.

As provas colhidas permanecerão hígidas. Ou seja, a gravação clandestina feita por Joesley, de sua conversa com Temer, continua valendo como prova.

Mas peraí quando da interceptação telefônica daquela conversa entre Lula e Dilma, sobre a nomeação do Molusco para ministro da Casa Civil, o que lhe garantiria o foro privilegiado, o falecido ministro Teori julgou a gravação ilícita e determinou sua exclusão dos autos. Mandou que fosse deletada da memória do processo.

Teria sido uma prova ilicitamente colhida.

Certo! Na teoria (sem trocadilho), Teori estava certo. Aprendi isto na faculdade há mais de cinquenta anos.

Mas e agora? Por que as provas obtidas a partir de uma delação que será anulada (tem que ser para assegurar a punição dos corruptores) continuarão válidas?

Ambas as gravações, a conversa Lula-Dilma e a conversa Joesley-Temer, foram feitas de forma escusa, ilícita.

Em sua coluna dominical o jornalista, escritor e agora acadêmico Merval Pereira colocou esta questão analisando o recém-lançado livro “Ele, Shakespeare, visto por nós, os advogados”, e observações de juristas.

O acontecido pode virar “desacontecido”? O existente, inexistente? São perguntas do texto do Merval.

Em minha memória continuam ecoando as palavras proferidas tanto em uma quanto na outra gravação. Estão vivas e são comprometedoras.

Por que uma será considerada hígida, boa como prova e a outra espúria, nula como prova? Só quero entender.

Por derradeiro, pergunto aqueles que acham (com razão), que Temer deveria ter determinado a imediata prisão de Joesley ao ouvir as confissões de crimes praticados.  

Temer teria prevaricado? Ao pé da letra da lei com certeza. Mas indago: que presidentes deste ou do século passado (os que conhecemos), teriam dado voz de prisão ao delinquente naquele ato?

Ernesto Geisel ?

terça-feira, setembro 05, 2017

A ingenuidade do Janot

Eis como agem os patifes que iludiram a boa-fé do Janot, pressupondo que ele agiu de boa-fé.

Concedo ao Procurador Geral da República o benefício da dúvida, mas vai ser ingênuo assim na Conchinchina, como se dizia. O acordo feito com os delatores, cá para nós, foi coisa que se admitiria apenas entre pai e filho, não é não? O cara sairia (talvez agora não) ileso mesmo tendo confessado vários crimes.

Janot foi açodado, apressado e acatou uma colaboração seletiva, pela metade. Onde a metade que deveria cair na conta do PT de Lula e Dilma?

Leiam trechos de conversas entre dois bandidos, hoje veiculados na imprensa:

"Os áudios que podem acabar com os benefícios dados aos Batista, revelam um diálogo entre Joesley Batista e Ricardo Saud, ambos delatores, em que o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo é citado.
As conversam revelam que Joesley e Saud contavam com a ajuda de Cardozo.
No contexto, falam de ministros do STF.
Eis um exemplo. Com a palavra Ricardo Saud:
— (...) temos que usar (parte inaudível) Zé Eduardo, pressionar o Zé Eduardo pra ele contar quem é o cara do Supremo...
Em outro trecho, Joesley fala de Marcelo Miller, o ex-procurador que participou do acordo de leniência  — e não só, como se prova agora:
— (...) se nós entregar o Zé, nós entrega o Supremo... Eu eu falei pro Marcelo. Falei: Marcelo, você quer pegar o Supremo? Quer? Pega o Zé.
 E em seguida volta a falar de Cardozo para Saud:
— Eu vou entregar o Executivo e você vai entregar o Zé. O Zé vai entregar um ... Vou ligar e chamar ele e falar: Ô Zé, seguinte: você precisa trabalhar com a gente. Nós precisamos organizar o Supremo. A única chance que a gente tem de sobreviver. Você tem quem? Como é cada um? Qual a influência que você... nesse? Como é que a gente grampeia? O Zé vai entregar tudo."

Al Capone, Camorra, máfia chinesa, e todas as outras quadrilhas e bandidos notórios, comparados ao Joesley Batista e seus asseclas, foram delinquentes de menor poder ofensivo, destes cujo julgamento se daria  em juizados de pequenas causas.


Nota do autor: leiam mais em: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/audios-mencionam-jose-eduardo-cardozo.html