20 de setembro de 2014

Decisão acertada no Reino Unido

Quem conheceu o Reino Unido,  há mais de 50 anos, tendo visitado ou morado num dos países integrantes da coroa britânica, deve lembrar que a moeda oficial era a libra esterlina (Pound Sterling), que valia 20 shillings, que por sua vez, cada um, valia 12 pences.


Ora, matematicamente era fácil, pois então uma libra (1 pound), correspondia a 240 pence. O singular de pence é penny.
Na década de 1970, quando adotaram o sistema decimal a coisa facilitou um pouco. A libra passou a valer 100 pence.

Fui apresentado as moedas em curso na Inglaterra depois da adoção do sistema decimal, mas nem por isso tive facilidade em lidar com aquele monte de moedinhas que recebia como troco. Ou seja, 1p, 2p, 5p, 10, 20, e 50 p e 1£, 2£, 5£. Com as cédulas era mais fácil lidar, pois eram apenas as de 5£, 10£, 20£ e 50£.










Ao comprar pequenas coisas era complicado para mim. Pedir o que queria, saber quanto custava, pagar (lidando com a mão cheia de moedas) e ainda receber troco (acontecia), era cômico. E com o inglês nível Yazigi...

A sorte, sorte mesmo, é que a grande maioria dos moradores de Londres era honesta. Então eu metia  mão no bolso, pegava aquele monte de moedinhas, estendida a mão aberta e pedia: could you help me, please?

E o sales clerk ou teller pedia licença e pegava as moedas necessárias para pagar o que eu devia. Eu agradecia e pronto!

Mais fácil de entender era a diferença entre Reino Unido, Grã-Bretanha, Inglaterra, Ilhas Britânicas, Ilhas do Canal e Commonwealth.

Olha só a gafe que muita gente comete. Na Grã-Bretanha estão localizados apenas 3 dos 4 países que integram o Reino Unido. Isto porque a Irlanda do Norte, que faz parte do chamado United Kingdom, fica localizada em outra ilha do arquipélago. Onde também está localizada a Irlanda independente, conhecida como República da Irlanda (em irlandês Éire).

Este arquipélago, conhecido como Ilhas Britânicas, compreende algumas ilhas que não fazem parte do Reino Unido, tais como Ilha de Man, Jersey e Guernsey, que estão localizadas no canal.

A Inglaterra é a capital do Reino Unido. E a Commonwealth é uma organização integrada por 53 países, tão díspares como Canadá, Austrália, Camarões, África do Sul, Índia, Nova Zelância e... chega (quem quiser conhecer a lista complete vá à Wikipédia).

Esta comunidade é chefiada pela Rainha Elizabeth II. 

O recente plebiscito levado a cabo na Escócia, e que resultou na decisão de manter o pais como parte do Reino Unido, desprezando a independência postulada, há muitos anos, por um grupo de separatistas, evitará muitas questões que surgiriam. Uma de simples solução, outras nem tanto.

Entre estas últimas eu colocaria a possibilidade, bastante concreta, do País de Gales e da Irlanda do Norte pretenderem, também e justificadamente, proclamarem suas independências. Seria questão de tempo, ou não?

O chamado Reino Unido ficaria reduzido a um único país: Inglaterra.

Outra coisa seria a necessária modificação da bandeira do Reino Unido, eis que nela o azul representa as cores da Escócia. Observem que a bandeira do UK na verdade é uma sobreposição das bandeiras da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, que compõem o Reino Unido.




Na contramão dos escoceses, eu gostaria muito que o Brasil fizesse parte do Reino Unido, porque não obstante os últimos primeiros-ministros tangenciarem a mediocridade, casos de Tony Blair, Gordon Brown e David Cameron, ainda assim, comparados a Lula e Dilma, eles até parecem Churchill e Thatcher, dois estadistas que muito admiro por diferentes motivos.

19 de setembro de 2014

Americanos com espírito carioca



Por
Elizabeth Paiva
(Beth)







O blog já publicou imagens, opiniões e informações,  sob a ótica de brasileiros, residentes ou apenas em viagem turística, de e sobre algumas cidades americanas.

Chegou a vez de Wichita, cidade do Kansas, Estados Unidos da América.

O texto, e as fotos, são da amiga de longa data, que para lá se mudou recentemente.

Beth já havia residido nos USA, em outros locais e circunstâncias.

Deixo com vocês o texto, no formato de mensagem eletrônica:

“ESTA CIDADE DE WICHITA, KANSAS (O NOME É INDÍGENA),  ONDE MORO, É UMA SURPRESA POSITIVA NOS ESTADOS UNIDOS.

AS PESSOAS SÃO EXTREMAMENTE SIMPATICAS, INTERATIVAS, LEMBRAM MUITO O RIO DE ANTIGAMENTE.

A CIDADE DE WICHITA FICA NO MEIO DOS USA, E É COUNTRY, NATURALMENTE...

AS PESSOAS SORRIEM UMAS PARA AS OUTRAS NOS SUPERMERCADOS ETC. 

NÃO IMPORTA SE SERÃO OU NÃO MINHAS AMIGAS NO FUTURO, MAS ELAS FAZEM O DIA A DIA SER AGRADAVEL, DIFERENTE DE OUTROS LOCAIS, INCLUSIVE FLÓRIDA, ONDE TODOS SÃO MAL HUMORADOS,  SEM PACIÊNCIA E SEM NENHUMA DELICADEZA DE PESSOA PARA PESSOA. ALIÁS, SÃO ATÉ AGRESSIVOS.

EM MIAMI A COISA É MAIS SUAVE, PELO ENORME NÚMERO DE LATINOS, MAS  AINDA ASSIM NÃO CHEGA AOS PÉS DE WICHITA, CIDADE ACOSTUMADA A TER GENTE DE VÁRIOS LUGARES DOS USA E DO EXTERIOR, PORQUE É ONDE EXISTEM AS PRINCIPAIS FÁBRICAS DE AVIÃO, COMO A BOEING, LEAR JET E OUTRS 5 MAIS QUE NÃO ME LEMBRO AGORA.

SUA POPULAÇÃO TEM MUITOS ÍNDIOS (sioux, pawnee e kiowa), TRABALHANDO NO COMÉRCIO - JÃ ACULTURADOS AHAHAH - TAMBÉM  MUITOS PRETOS E BRANCOS, COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER KKKK, RED NECKS E NÃO RED NECKS... PORÉM, TODOS MUITO SIMPÁTICOS.

JÁ MOREI EM OUTRO LUGAR COUNTRY, NEBRASKA, MAS O POVO LÁ É MUITO MAIS RUDE QUE O DE WICHITA.

AQUI OS CERVOS E VIADINHOS PASSEIAM PELO MEU QUINTAL E NÃO SE ASSUSTAM COM AS PESSOAS. SÃO UNS FOFOS. E NINGUÉM OS EXPULSA DOS CONDOMÍNIOS... ONDE SÃO MUITOS OS CÃES TAMBÉM...

UM BEIJO
BETH”

Entre as árvores,  meio  na sombra, um veado observa

Aqui dois deles  ocupam o quintal

A confortável casa

Livre e solto

Visão mais próxima da simpática casa
Observem os veadinhos ao fundo

18 de setembro de 2014

Os contrastes, as contradições e os paradoxos

Criaram a União Europeia, que foi crescendo com adesão de outros países, com a aprovação das nações que originariamente tinham por meta a unificação política e econômica da Europa, todos sabe. Criaram uma moeda única, adotada pelos membros da comunidade, com a exceção conhecida da Inglaterra, para variar.

Agora vejam vocês a contradição ou paradoxo se preferirem. Hoje está sendo realizado um referendo (espécie de plebiscito) através do qual os escoceses decidirão sobre sua independência, desvinculando-se do Reino Unido.

Na Espanha, os bascos e os catalães aspiram igualmente desvencilharem-se do poder político/econômico do Reino da Espanha.

A direção era a da unificação, da soma de esforços, para fortalecer a comunidade europeia, mas na contramão, escoceses hoje e brevemente os nacionalistas da Catalunha e do País Basco optarão pela separação. É ou não é um contra-senso?

Por razões que não sei explicar, torço pelo NÃO hoje na Escócia. Acho que todos perderão, inclusive os escoceses.

Mudando o rumo da prosa para um terreno mais firme para meus parcos conhecimentos históricos e de sociologia política, enveredo pelo futebol. Meu primeiro impulso é de chamar de imbecil ou desonesto o dirigente que contratou os pernas-de-pau, ou desmotivados, ou veteranos em final de carreira que ainda figuram na folha de pagamento ou pleiteiam indenização nos tribunais.

Pode ser que não seja obra de um único responsável.  Como não os conheço, chamo apenas de absolutamente incompetentes.

Fazer contratos de longa duração, dois e três anos, com veteranos, sem nenhum comprometimento com a história do clube, foi de uma burrice sem limites. Para não falar, reitero, em desonestidade.

Vejam a lista de jogadores chinelinhos, bichados ou desmotivados que levaram o clube, pela segunda vez em sua história, para a segunda divisão: Sandro Silva, Nei, Michel Alves, Wendel, Renato Silva e outros que foram "emprestados". Custam uma grana alta pois estão na folha de pagamento e se não estão recebendo hoje (atrasos), acabarão por receber mais tarde com ônus maior para o clube.

O culpado mor é o presidente, banana, pateta, incompetente, pusilânime, que atende pelo apelido de Dinamite. Típico sapateiro que pretendeu ir além das sandálias. Deveria ter se contentado com os louros das vitórias dentro dos gramados, com artilharia em vários campeonatos.

Mas não, arvorando-se a presidir uma instituição do porte, história e tradição do Vasco da Gama, levou o clube, em cinco anos, ao fracasso de ter que disputar a segunda divisão.

Enquanto isso, a garotada, com história  no clube, que tem DNA cruz-maltino no sangue,  e vem se destacando nas categorias iniciais, com grande potencial de crescimento, raramente tem oportunidade.

Vamos prestar atenção em: Alan, Andrey, Hugo, Evander, que estão se destacando e Luan, Yago, Henrique, Marquinhos e Thalles, que já estão incluídos na equipe principal.

O mais provável é que sejam "vendidos" (seus direitos federativos) para o exterior. E aí reside a contradição, o bizarro. Vendemos as jovens promessas e repatriamos os que estão em final de carreira (como Robinho, Lucio, Zé Carlos, Kaka,  Eduardo da Silva, e outros). 

Por esta e outras razões hoje é mais interessante assistir aos campeonatos da Inglaterra, da Espanha ou da Alemanha do que os do Brasil. O melhor futebol está na Europa. É jogado na Europa.


Andrey, Alan e Evander, jovens promessas

E os contrastes? Aqui a torcida comemora vitórias nos tapetões dos tribunais e entidades esportivas. Na Itália, que nem chega a ser o meu modelo de virtude, de correção, haja vista os escândalos nas loterias, com jogos combinados, as máfias napolitana e ceciliana, os escândalos no governo, etc, a torcida  do  Vicenza, dá uma lição de ética, de moral, de dignidade, de vergonha na cara, ao rejeitar a subida do clube, para  segunda divisão, por decisão da Federação de Futebol.

Acessem e leiam: http://espn.uol.com.br/post/439104_insatisfeita-com-acesso-na-canetada-organizada-boicota-time-na-italia

No Brasil, o goleiro de grande clube diz numa entrevista coletiva que ganhar “roubado é melhor”. E a plebe ignara, a massa inculta, acha graça e comemora uma vitória obtida por erro crasso de um juiz cego ou mal intencionado.


O lance de um gol não validado correu o mundo. A bola entrou não alguns centímetros, mas mais de meio metro. As imagens falam por si mesmas.




Observem a posição do auxiliar

Não é  paradoxal a TV Globo transmitir, em tardes de sábado, jogos da segunda divisão, quando está em campo o Vasco da Gama. Sabem por  que? Porque dá IBOPE.

Por falar em paradoxo, ocorre-me o francês.

O paradoxo francês é uma expressão cunhada por nutricionistas para ressaltar que não obstante fartarem-se de gordura saturada em seus pratos, os franceses têm pouca incidência de entupimento da coronária  e baixo colesterol.

A explicação por eles mesmos dadas, apoiada por pesquisas e estudos científicos, é que o vinho, bastante consumido pelos franceses, além de ajudar a prevenir doenças cardiovasculares contribui para a longevidade.

Cheers!!!

A imprensa se quer livre e independente. Pergunto eu para quê? Recentemente O Globo, em editorial, manifestou-se arrependido do apoio dado ao movimento militar de 1964, que livrou o país do risco de tornar-se uma Cuba de dimensões continentais.

Com este apoio que assumiram haver dado, ganharam muito: dinheiro e poder. Quando os mais recentes ventos começaram a soprar na direção socialista, com o PT no poder, o jornal renega seu passado.

O discurso é que a imprensa deve ser neutra, apenas informar, deixando por conta do leitor formar sua própria opinião.

KKKKKKKK!!!  Faz-me rir. Os exemplares do jornal são vendidos às claras, nas bancas, mas a alma é vendida no escuro, nos gabinetes, a quem oferecer mais.

Por que cargas d’água um órgão de imprensa quer liberdade de opinião se não vai exercê-la?

Um jornal não pode ser uma entidade, um organismo, sem alma, sem vontade, sem desejo. Não pode ser uma corporação amorfa.

Eu quero um jornal que acredite na democracia, na importância da família, na livre iniciativa como postulado para a economia, no direito a propriedade.

E quero que o jornal que irei comprar defenda estas posições, com firmeza, coragem e determinação.

Quero que seja oposição ferrenha aos que pensam ou postulam em sentido contrário.

Por isso, estou de mal e decepcionado com O Globo. Até que eles reconsiderem o que o renegaram covardemente. E vai acontecer, é só esperar.

E acontecerá porque das duas, uma coisa acontecerá: se a esquerda-caviar se consolidar e perpetuar no poder, mais dia menos dia alguém proporá a estatização da imprensa e eles se ferram de verde e amarelo se não mudarem de lado, brigando por seus direitos.

Na outra hipótese, com a derrota eleitoral da esquerda, ou por movimento social originado na sociedade civil e com apoio militar, eles se venderão aos novos donos do poder, os que terão as chaves dos cofres das estatais e órgãos públicos que veiculam anúncios em suas mídias. Ou do BNDES.


Matérias a respeito em: 
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/09/vasco-emplaca-quarteto-na-sub-17-e-chega-oito-convocacoes-na-base.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/09/trio-permanece-no-vasco-e-conta-no-ultimo-trimestre-chega-r-3-milhoes.html

17 de setembro de 2014

Garfo, faca e colher


Ponto que gosto

No  terreno amplo, fértil e eclético da gastronomia, apenas engatinho. Nem sou bom com as panelas e caçarolas, e nem tampouco tenho memória gustativa desenvolvida. Nomes? Confundo ou não memorizo.

Não chego ao ponto da piada portuguesa. É voz corrente que  a lógica cartesiana (licença poética) dos portugueses é foco de piadas. E é! (Isa acompanha o blog, Riva?)

No restaurante, não sabendo o que pedir, pois estava em dúvida, o freguês dirigindo-se ao garçom,  aponta um prato que está sendo levado por outro em direção à mesa próxima , e exclama: ‘Olha, quero aquele ali”.

O garçom que o estava servindo responde: “Aquele,  lamento mas já está pedido pelo outro senhoiri”.

Vou dar dois minutos para os mais desligados entenderem a piada.  Um, dois... Pronto, podem rir.

Perto de minha nora Erika, que conhece não só os restaurantes do eixo Rio-Niterói, como sabe os nomes dos pratos, na língua original, sejam eles asiáticos, europeus, australianos ou americanos (os africanos ainda tenho dúvida - rsrsrs), sou uma nulidade total.

E os temperos?  Deus do Céu!!!

Mas paladar  tenho. Assim como para os vinhos. O Jorge, meu primogênito, identifica  aromas , as notas florais e da frutas secas, ou vermelhas. Diz-se que tem nariz.

Não chego a tanto, mas ei se o vinho é bom ou não. Como sei se o prato me agrada ou não, apreciando o conjunto da obra: aspecto, cheiro e paladar.

Não são muitas as lembranças de boas mesas, mas algumas foram bem marcantes. Assim como algumas outras  experiências  foram bem frustrantes.

Como esquecer o bacalhau comido na cidade do Porto. Aquelas generosas (grossas e grandes) postas que ficaram embebidas no azeite desde a véspera até irem para o braseiro, antes de servirem?
Pessoas normais - e eu e Wanda somos – não dão conta do que é servido na travessa junto com guarnições igualmente epetitosas.

Há uns quatro anos (?) comi aqui em Niterói, no Seu Antonio (antes das obras), um bacalhau bem gostoso e servido em porções bem fartas. Os bolinhos, pedidos de entrada,  também estavam muito bons.

Seu Antonio (Piratininga - Niterói)
Ou estávamos famintos depois da longa espera na fila.

A paella, à moda galega, comida em Vigo, não tem descrição possível. Com a vantagem de que os frutos do mar estão ali mesmo, no maior porto pesqueiro da Europa.  Para prestigiar o produto local pedi, para  acompanhar , um Alvariño,  que enfrentou com dignidade  a bem condimentada paella.

E por esta trilha iria desfilando experiências vividas no exterior, mas não o farei para não cansar os poucos (mas bravos) e pacientes leitores. E para não parecer (sou) esnobe, metido a besta.

Vou direto à frustração. Ninguém acredita, nem na família e nem entre amigos, mas não consegui comer, estando em Buenos  Aires, o tão decantado bife de chorizo,  que para quem não sabe (e devem ser poucos), é o miolo do corte que chamamos contrafilé.

Quase no ponto que gosto
E não pedi  num só restaurante. E nem foram restaurantes tipo “pé-sujo”. Foi em Palermo e em Puerto Madero. Gosto da carne suculenta, praticamente só selada de um lado e do outro só encostada rapidamente na chapa.

Querem sabem mais? Em matéria de carne, gostei mais da uruguaia do que da argentina. Pedindo a parrillada,  sem os miúdos, come-se bem. Experimentei duas vezes, estando em Montevideo. Uma delas num dos restaurantes do tradicional  Mercado del Puerto.

Todavia, o vinho argentino da casta Malbec, inclusive no corte com Syrah (ou Shiraz, como preferem outros), é bem melhor do que o da cepa Tannat a variedade mais conhecida na vinícola uruguaia.

Ainda na Argentina, em Bariloche, comi o pior cordeiro (antes de chegar a borrego) da minha vida. Parecia salvado de incêndio na floresta, tão seca e dura estava carne.

Buenos Aires, para nós, é um arrependimento. Nada do que a cidade oferece substitui os originais da Europa. Sem falar que os hermanos não fazem questão de agradar.

Aqui mesmo, em nosso país, minha lembrança mais antiga de um prato que não gostei, data de minha fase de namoro/noivado. 

Quando já estava sendo recebido pelos pais da Wanda, em Cachoeiro de Itapemirim, fui convidado para um almoço.

Embora minha futura sogra cozinhasse bem, o prato que ela preparou foi um peixe chamado cascudo, que eu não conhecia. Acho que até aquela data só havia comido peixe do mar. E o cascudo era pescado ali mesmo, no rio que empresta seu nome à cidade.

Entrou para o folclore da família o fato de eu ter repetido, tudo  porque, não tendo gostado muito, comi rapidamente o cascudo para ficar livre dele. Alguém alertou “olha, o Jorge gostou mesmo do cascudo, bota mais para ele”. Não deu certo a tática de comer primeiro o pior e deixar o melhor para depois (rsrsrs).

Encerro este post com uma homenagem (mais que merecida) à Confeitaria Colombo. Foi em 17 de setembro de 1894, que esta prestigiada casa abriu suas portas no centro da cidade do Rio de Janeiro, na Rua Gonçalves Dias. Está completando hoje, consequentemente, 120 anos de existência, com charme, tradição, muita história. Com delicias irresistíveis em seus balcões e chás servidos no elegante salão estilo art nouveau.

Ana Maria, minha irmã, deve guardar doces (e salgadas) lembranças da Colombo.


16 de setembro de 2014

Momento terapia / Capítulo comida



Por
Ana Maria Carrano









O administrador do blog me convocou para falar sobre gastronomia.

Complicado para mim, como relatarei a seguir.

Um dos meus sonhos irrealizados (que deixarei para a próxima encarnação) é trabalhar na área de alimentação. Gosto de alimentar, proporcionar as pessoas o prazer de degustar uma comida feita com capricho e amor, mas não sou gourmet. 

Incoerente talvez, mas congruente com meu modo de sentir e pensar.

Já me manifestei neste blog sobre minha falta de curiosidade e disposição para viagens. Esta mesma tendência permanece em outras atividades. Não tenho o interesse necessário sobre o tema, para discorrer sobre ele.

Tenho duas ou três especialidades que me atrevo a cozinhar e um cardápio limitado para uso próprio. Portanto não sou credenciada a discorrer sobre gastronomia, cujos princípios variam no tempo e no espaço.

Tenho paladar de pobre e enorme dificuldade de experimentar alimentos com ingredientes exóticos ou de aparência desagradável.

Não critico o gosto alheio, como não estranho que chineses se alimentem de cachorrinhos e comam escorpiões. É natural como comer farofa de tanajura ou tatuí.

Cada terra tem seu costume e estou livre destes, por ter nascido numa família pobre no Brasil pós- guerra.

Assim como o sonho do faraó, convivi com períodos de vacas gordas e magras. Não recordo a penúria da primeira infância com os racionamentos impostos pelo desabastecimento, mas lembro das dificuldades financeiras que atingiam não só a mesa, com também vestuário, diversões etc.

Minha mãe era de origem pobre e possuía parco conhecimento sobre gastronomia, mas era excelente cozinheira. O menu se repetia com frequência tal como em todas famílias pobres. Não podia faltar o feijão com arroz complementado com o que se pudesse comprar. Podia ser um ovo como uma banana.

Legumes eram sempre os mesmos e a especialidade francesa “restodontê” era servida constantemente.

Já declarei neste espaço minha enorme admiração pelo meu pai, sem citar os defeitos. O velho era imediatista e gourmand, o que aliado ao baixo salário e a família grande, nos trazia fases de insolvência. Mas, nas vacas gordas, comia-se bem lá em casa. Nos primeiros dias após o pagamento, usufruíamos do bom e do melhor que Niterói oferecia.

Bolos confeitados sem data especial, bandejas de salgados finos, jantares no Derby, petiscos aos domingos no Miramar, sem falar nos passeios ao centro do Rio de Janeiro, a língua defumada da Confeitaria Colombo e os almoços nos restaurantes portugueses que não lembro o nome.

Como o Jorge já citou, nossos antepassados europeus eram portugueses, italianos e espanhóis o que determinou  as minhas preferencias culinárias.

Fora do âmbito familiar conheci outros sabores que incorporei a minha lista de predileções.

Nos anos de 1974 e 1975 o trabalho me obrigava a constantes viagens pelo interior do Rio de Janeiro, com duração mínima de 15 dias em cada localidade, o que permitia conhecer a culinária local e descobrir “bibocas” como as já citadas em posts e comentários.

Em Angra dos Reis comi (sem saber o que havia sido servido) coelho assado. Gostei, mas não a ponto de repetir. Em Sapucaia tive duas experiências gastronômicas inesquecíveis. Uma bacalhoada num restaurante de caminhoneiros  em Anta, e um piau sem espinhas num estabelecimento no pátio de um Posto de Combustíveis no  distrito de Jamapará.

Comi barreado em Morretes (PR), virado paulista  em São Paulo, tutu de feijão com torresmo Mariana (MG), moqueca em Vila Velha (ES) , sem que tenham marcado minha memória gustativa.



Virado paulista
Há dias afirmei com relação a filmes que gosto e pronto. O mesmo sucede com este assunto.

Nem ao menos devo listar restaurantes, por não conhecê-los (vou sempre aos mesmos) e por considerar que o sucesso da casa começa com a competência do “chef” e que nem sempre sabemos quem está no comando da cozinha.

Para justificar minha presença no blog vou contar para vocês quais são os meus pratos preferidos.


Gnocci (este não é o da Wanda, que é parecido)

Amo massas, mas nada melhor que nhoque. Se for o recheado, feito por minha cunhadinha Wanda, eu como além da conta.

Não sou carnívora, abrindo exceção para os filés de frango ou vaca à parmegiana e um boi ralado bem temperado.

Batata em todas as formas de preparo,  seja um purê acompanhado de ovo frito, ou rostie”, me agradam ao paladar.

Empadas, empadões, quiches e pastéis de forno desde que feitos com a massa “podre”.

Dito isso, fica também explicado o porquê da dieta que citei anteriormente.

Tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda.

Imagens: Google

15 de setembro de 2014

Receitas selecionadas, by Erika








Erika France














Esbarrei com esta receita por acaso, mas ela me pareceu tão boa que decidi experimentar. Segundo o blog, esta é uma versão muito próxima do muffin de parmesão do Starbucks. E realmente eu fiquei muito satisfeita com o resultado :)
MUFFINS DE PARMESÃO

INGREDIENTES
250g farinha (2 xícaras)
1 colher de sopa açúcar
10g fermento biológico granulado
Pimenta do reino, tomilho e orégano a gosto
200g parmesão ralado
250ml leite morno (1 xícara)
1 ovo
100g manteiga sem sal, derretida
Parmesão ralado e orégano, para polvilhar
MÉTODO
Unte 18 forminhas de muffin.
Numa jarra pequena, junte o leite e o fermento, misture e deixe descansar enquanto prepara o resto.
Numa tigela, misture todos ingredientes secos.
Adicione o ovo e a manteiga à mistura de fermento, bata com um batedor de arame ou um garfo para desmanchar o ovo e acrescente aos ingredientes secos. Misture com uma colher de pau até ficar homogêneo.
Coloque a massa nas forminhas (só até a metade) e polvilhe com queijo parmesão e orégano.
Deixe descansar por 1 hora em local livre de correntes de ar.
Pré-aqueça o forno a 200°C.
Asse por 25-30 minutos.
Muffins de parmesão
NOTA: No lugar de pimenta e tomilho, eu usei o Tandoori Rub, comprado no site da Nomu, que deu um gostinho especial aos muffins.

Nota do editor: Convidada a participar, Erika informou estar sem tempo, compromissada com outros afazeres. Mas autorizou que eu pesquisasse e colhesse em seu blog um post que agradasse. Fiquei entre este publicado e este outro do link a seguir  http://tncake.wordpress.com/2014/07/14/creme-brulee/

Fotos do acervo da autora.

14 de setembro de 2014

Meus favoritos na cozinha




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)








Assim como ocorreu com cinema, não me vejo como pessoa abalizada para fazer crítica gastronômica profunda, dado que sou extremamente limitado em cardápio. Já aconteceu de cogitar meio que de leve fazer algum curso na área mas logo desisti. Não tenho estômago para quase nada. Mesmo assim, tenho lá minhas preferências, mas já antecipo que deixarei pelo menos uns 70% de fora, tal a extensão do assunto.

Vou começar opinando que a fartura acaba com o paladar. Se você for confrontado com uma overdose de um prato de sua predileção, em poucos dias não vai querer nem olhar mais para ele que lhe dará náuseas. Portanto, a variedade entra como ingrediente fundamental no que tange ao prazer à mesa. 

Entrada

Não conheço nada melhor que uma pequena porção de salada de batatas e legumes num molho de maionese caseira, daquela feita com gemas e um fio de azeite. Isso só existe hoje em restaurantes diferenciados, a maioria usa a maionese industrial. Pode levar um toque de maçã ácida ou pepino em conserva picadinho, enfeitada com uma folha de alface verde clara, fresquinha. De repente pode até levar uns camarões. Claro, nesse caso eu encararia um pratarraz dela como prato principal, mas tenho de manter a finesse. Vamos lá...

Bruschettas (mistas de funghi e berinjelas marinadas como são preparadas na Torninha, Niterói-RJ) e carpaccios são outras entradas que aprecio, sendo que o carpaccio mais simples, de carne finíssima com molho de alcaparras e folhas de manjericão fresco, com lascas de grana padano e regado no azeite temperado, é o de minha escolha em detrimento de outras receitas mais elaboradas.

Massa

Adoro. É um prato que, apesar de saboroso, na maioria das vezes é uma coisa bem singela. Ocorre-me aqui o espetacular molho de tomates do Da Carmine e da Torninha, ambos no pólo gastronômico do Jardim Icaraí, em Niterói-RJ. Esse molho torna a grande variedade de massas (e pizzas) servida nessas duas casas niteroienses extremamente rica e saborosa.

Por exemplo, a indefectível lasanha de carne à bolonhesa. Costumo dizer que um bom restaurante italiano, por melhor que seja, se conhece por sua lasanha. Dou preferência àquela pesadona, com um molho grosso, a carne quase em pequenas almôndegas, uma bolonhesa que se pode mastigar, entende? “Pra matcho, tchê!”

Saudosistas hão de se lembrar da lasanha verde do finado restaurante Falconi de Petrópolis-RJ, uma das melhores que já comi na vida. Em termos de lasanha comum, a da também finada Trattoria Torna era minha preferida, e se mantém quase que inalterada no Torna Pub, da mesma rede em Niterói (que inclui a Torninha).

Come-se excelentes canelonis no La Bamba de Nova Friburgo - RJ. É o endereço certo naquela cidade serrana para quem quer comer de se fartar e pagar um preço justo. Para mim, o La Bamba é a referência no sentido de que um dono de restaurante não precisa assaltar o freguês para lucrar com seu negócio prestando um serviço super honesto. Junto à Praça do Teleférico, façam uma visita!

Abre parêntesis: eu faço um spaghetti ao alho e óleo sensacional, e estou começando a me especializar no carbonara. A receita do alho e óleo é a mais simples do mundo, depende bastante da qualidade do macarrão e do quanto de azeite mesclamos com o óleo. Onde eu me agiganto é na paciência em fatiar e dourar o alho ao ponto correto, acrescentar uma ervinha mágica e usar queijo grana padano ralado em vez de parmesão. Fecha parêntesis.

Não poderia encerrar o item sem citar os inúmeros restaurantes da colônia italiana no bairro do Bexiga, em São Paulo. Massas de arrasar!

Peixe

Gosto de linguado, de truta, de badejo, de salmão e de bacalhau. Para escolher um, fico com o bacalhau, mas aquele quase fresco, branquinho e macio. Dei de cara com esse tipo em Gramado-RS, no Bistrô Brillat (na Rua Coberta). Acompanhado de batatas ao murro, cebolas grelhadas e azeite especial, com um fio de aceto balsâmico para dar o toque de acidez adequado, é de comer rezando - como diria Riva!

Bacalhau a Bistrô (do Bistrô Brillat, Gramado-RS)


Uma receita fantástica era servida no Buongustaio, restaurante no Recife (hoje em dia tem também em Natal). O nome no cardápio era “baccalà”. Finas lascas de bacalhau imperial no azeite intercaladas com fatias de cebola assada e molho branco, gratinadas ao forno. Quando calho de passar pelo Recife, sempre procuro ir lá para degustá-la.

Salmão eu gosto da posta grelhada (porção do rabo, não da barriga), com azeite de ervas finas e acompanhado de batatas sauté, mas existe uma lasanha de salmão na Torninha (mais uma vez ela) que é o seguinte... Delicadas lâminas de panqueca de espinafre, entremeadas com lascas de salmão e cream cheese, cobertas de molho branco e gratinadas. Babou?

Truta, bem... As melhores que conheço estão em Bariloche, Argentina. São carnudas e rosadas, não finas e brancas como as que comemos por aqui na maioria dos lugares. No Família Weiss, à beira do lago Nahuel Huapi, e no La Marmitte, na avenida Mitre, você não erra. É só escolher o molho e o acompanhamento, fazer-se acompanhar de um belo vinho argentino e lá vamos nós de novo!

Familia Weiss (Bariloche, Argentina)

Frango, galeto

O melhor rodízio colonial de galeto com massas caseiras italianas é encontrado em restaurantes do Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha. Fiquei hospedado na Villa Valduga no Vale dos Vinhedos (posts já publicados neste espaço) e me regalei dias com o que considero o melhor deles - o do restaurante Maria V, dentro da Villa. Não bastasse podermos trazer à mesa rótulos excelentes de vinhos da Casa Valduga a preço de mercado, não de restaurante.

Quase tão bom é o da rede Di Paolo, que conheci em Bento Gonçalves e tem também em Gramado, Porto Alegre e Caxias do Sul. No Nonno Mio, Gramado, o rodízio de galeto também é bom, mas não compara com o do Maria V.

Carnes

Não sou especialista, praticamente só como carnes nobres de boi, porco, raramente javali. Já comi veado argentino em Bariloche, mas é apenas exótico, não achei saboroso. Prefiro me limitar à carne assada de minha esposa, que compra picanha maturada (daquelas vendidas pra churrasco) e a prepara como lagarto redondo ou maminha, na panela e recheada com lingüiça ou paio. Fica excepcional, como aliás tudo que Mary faz!

Já cogitei ser vegetariano, mas a carne moída me persegue. Não sei viver sem ela. Seja em molhos à bolonhesa, em almôndegas, hamburgers, bolos de carne - recheados ou à moda alemã, polpetones, kibes fritos ou de forno, recheio de bolos de batata, de pastéis, risólis e até de empadas, eu simplesmente amo carne moída! Não, steak tartar não! Carne crua só no carpaccio, finíssima e cheia de tempero em cima.

Antes que me perguntem, não sou adepto de churrasco. Só vou se convidado, às vezes já o fiz eu mesmo a pedido da família ou para alguma festinha caseira. Conta-se nos dedos as vezes que eu, por vontade própria, me dirigi a uma churrascaria para almoçar ou jantar.

Frutos do mar

Só como camarão. Vez por outra encarei uma casquinha de siri e uma única vez comi lagosta, mesmo assim em lascas. Gosto de camarões VG empanados e entremeados com mussarela, acompanhados de arroz à grega. Gosto de camarões como recheio de pastéis, empadas, risólis, algumas preparações sofisticadas para molhos de espaguete, mas posso viver sem ele.

O único prato de camarões que eu realmente destacaria seria aquele com arroz e brócolis do Solar do Tâmega, um restaurante que existe junto à Embratel onde eu trabalhava. Ele fica na Rua Senador Pompeu, 106, centro do Rio de Janeiro; abre só para almoço. Não só o camarão como também a lula e o polvo cheiram muito bem nessa simples mas saborosa preparação, mas em quase 30 anos que o freqüentei só degustei o camarão. Nem lula nem polvo descem... Textura, sei lá...

Pratos típicos

Tenho, como já disse no início, um gosto bastante limitado. Da cozinha brasileira elegeria o vatapá na Bahia e tutu com lingüiça, bifinho de porco e couve à mineira, mas aquele feito lá em Minas, saca? Feijão mulatinho, ou carioquinha, não o preto. Destaco o do Casa do Ouvidor, em Ouro Preto - MG.

Da cozinha árabe: o kibe frito ou de forno, homus c/ tahine, berinjela e abobrinha recheadas, kaftas marroquinas e charutinhos de repolho. Claro, esfihas fechadas, preferencialmente de carne ou queijo. O restaurante Almanara em São Paulo, com vários endereços pela cidade, é uma referência no gênero. Em Niterói a gente gosta dos vendidos no Kamilu’s (Trade Center, Icaraí).

Da cozinha alemã eu ficaria com a seleção de salsichas e o kassler (costeleta de porco defumada)  com salada de batatas à moda alemã (usam uma maionese bem ácida para facilitar a digestão dos demais acepipes). O Bar Luiz (Rio de Janeiro) e o Velho Armazém (Niterói) têm bons pratos alemães, assim como o Restaurante Otto em Gramado-RS (dentro do Hotel Ritta Höppner).

Restaurante típicos de Nova Friburgo-RJ como o Bräun & Bräun e o Bürgermeister poderiam ser citados não fosse a inconstância da cozinha e as falhas no atendimento. O Wein Stüble de Penedo-RJ parou com o serviço de restaurante, o que foi uma pena pois era também diferenciado como alemão.  Hoje em dia funciona como cervejaria, com uma boa carta de importadas que podem se fazer acompanhar de excelentes petiscos.

Bolinhos de carne alemães, Wein Stüble (Penedo-RJ)

A cozinha japonesa e chinesa eu até acompanho se me chamarem, mas raramente é minha escolha.

Da cozinha francesa pouco sei, podendo citar o mignon recheado de patê de fois. Outro dia teve um como prato da semana na Torninha (ou seja, não retorna tão cedo). Acompanhava batatas douradas com alecrim e palmito pupunha grelhado. Hmmm!

Das demais (populares), como mexicana, tailandesa, espanhola, etc, eu pouco tenho a dizer. A não ser, claro, os pratos de bacalhau da cozinha portuguesa (Carrano já dissertou sobre alguns aqui no blog).

Doces e sobremesas 

O doce que eu mais gosto é o quindim, mas aquele muito bem feito: crocante na base, macio no meio e quase uma calda em cima. Daqueles que tem de servir em papel celofane, manja?  Primo dele, adoro a cocada de forno que é típica do estado de Alagoas, ao menos foi onde a conheci e onde degustei algumas maravilhosas.

Em termos de sofisticação, a sobremesa de minha escolha seria o creme brulée, sendo o melhor deles feito no restaurante Torninha, de  Niterói-RJ. Sempre ele, não? Pudera, fica a uma quadra de onde moro e nós, eu e minha esposa, o consideramos o melhor da cidade!

No Nostradamus, conceituado restaurante de Fortaleza-CE, eles o preparam com uma adaptação nordestina: em vez do açúcar cristal que é submetido à queima com o maçarico de mão, eles usam rapadura moída!

Não poderia terminar sem falar na goiabada com queijo, que foi até tema de post meu aqui no Generalidades Especializadas. Já presenciei as variações mais incríveis do famoso Romeu e Julieta, mas a mais recente e não menos saborosa foi como recheio de tapioca, em Maragogi: queijo de coalho e pasta de goiaba. Deus meu!



Tapioca Romeu e Julieta (Salinas do Maragogi - AL)


Créditos: fotos do arquivo pessoal do autor