14 de novembro de 2013

Tenho opinião

Nunca fiz concurso público. Não importa, aqui no caso, se por covardia, incompetência, despreparo, falta de ambição, qualquer coisa pode caber nas razões.

Mas quando racionalizo, tipo a raposa falando das uvas, na fábula de Esopo  (não queria mesmo, estavam estragadas e não maduras), aproveito sempre para pensar que foi melhor assim. Aliás, tinha que ser assim.

Como tenho opinião, se tivesse poder, autoridade, iria usar  abusivamente, autoritariamente, e não de forma discricionária e nos limites impostos pelas leis (Ah! As leis).

Dou-lhes um exemplo. Entre as dolorosas notícias de anteontem, no telejornal mais visto no país,  houve a de um  ANIMAL (este é o termo adequado) que estuprou uma criança de 8 meses, provocando hemorragia interna e sua morte. Na autópsia sinais claros de sêmen.

Eu, delegado, resolveria o caso objetivamente. Leva o cara para o mato, capa o FDP, joga seu pênis para os urubus e dá um tiro na nuca dele. Como se fosse um cão raivoso. O corpo? Comida para peixes no córrego mais próximo.

Outro exemplo? Vocês devem ter visto (menos o Freddy, que não assiste TV) o estrago que estudantes fizeram na USP, a mais importante universidade do país, onde estudam de graça, quando finalmente puseram fim a ocupação dos prédios: Estrago geral, tudo danificado, e muito roubo. Sim, roubaram bens públicos, que terão que ser repostos pela sociedade via impostos.

Se eu fosse Reitor, a solução teria sido: no momento da evacuação dos prédios, fichar um a um os “estudantes” (?) ou vândalos que fizeram aqueles estragos e, ato contínuo, mandar cancelar as matrículas, impedindo-os de concluírem seus cursos.

Melhor ainda se eu fosse o Juiz numa eventual ação judicial interposta pelos pais ou responsáveis.  Julgaria improcedente a ação e os condenaria a ressarcir os cofres públicos com cada centavo. E, ainda, proibi-los de prestar vestibular para instituição pública por 5 anos.

Tudo isto com ou sem amparo legal. Ao arrepio do código de processo.

Uma  sentença pautada na lei processual eu me recusaria a dar, porque tenho opinião,  e ela é a de que são idiotas, insensíveis, moleques, marginais, párias da sociedade, bandidos.

E alguns criminosos porque houve muito roubo.

13 de novembro de 2013

O palerma e o cretino

Insensível à paixão e ao orgulho dos torcedores do clube que sua empresa patrocina, o cretino do gerente de marketing da Nissan afirma numa palestra que seria melhor o Vasco cair para a segunda divisão porque a exposição da marca seria maior, reinando absoluta na série B.

Ora, sabemos todos que há muito o futebol virou um grande business, perdendo o romantismo do amadorismo,  da fidelidade ao clube, do respeito ao torcedor  e à camisa.

Mas daí a explicitar para um auditório, pragmaticamente, que seria melhor a queda do clube que patrocina para a segunda divisão, como se este fosse apenas um bem de consumo, uma coisa, vai uma enorme distância.

Mas o que esperar de um clube dirigido por um  banana, um palerma, um pateta? Vai ficar por isso mesmo. Provavelmente nenhuma atitude será tomada.

Esta união de um cretino com um idiota não pode dar em nada. E não dará se depender de mim. Estou lançando a campanha : FORA NISSAN!

 
Diretor de patrocinadora diz que seria 'melhor ainda' Vasco ser rebaixado

Em palestra na FGV, dirigente da Nissan, parceira por quatro anos dos vascaínos, aposta em mais exposição na mídia com time na Série B.

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

 

 

MÉDICOS CUBANOS, escravos vestidos de branco








MÉDICOS CUBANOS


Não pensem em correntes. Em algemas. Em porões fétidos. Em gente suja e maltrapilha. Estes são os escravos normalmente libertos das pequenas confecções das grandes cidades, vindos de países miseráveis.



Agora pense em pessoas vestidas de branco. Com diplomas universitários. Que exibem sorrisos simpáticos e uma grande alegria em servir o próximo, como se estivessem em uma missão humanitária. Estes são os médicos escravos cubanos que o Brasil vai traficar, cometendo toda a sorte de crimes hediondos contra os direitos humanos, que só republiquetas totalitárias, a exemplo da Venezuela, ousaram cometer.



E vamos aqui deixar ideologias de lado. E até mesmo as discutíveis competências profissionais. Vamos ser civilizados e falar apenas de pessoas, de seres humanos, de gente.



O Brasil democrático é signatário de uma dezena de tratados internacionais que protegem os trabalhadores. No entanto, o Governo do PT está firmando um convênio com Cuba, um país que está traficando pessoas para fins econômicos. Cuba esta vendendo médicos. Cuba utiliza de coerção, que é crime, para que estes escravos de branco sejam enviados, sem escolha, para onde o governo decidir. Isto é crime internacional. Hediondo. Que nivela o Brasil com as piores ditaduras.



E não venham colocar a Organização Pan Americana de Saúde como escudo protetor destes crimes contra a Humanidade. É uma entidade sabidamente aparelhada por socialistas, mas que, ao que parece, pela primeira vez assume o papel de "gato", o operador, o intermediário, aquele que aproxima as partes, que fecha o negócio, que "lava" as mãos dos criminosos que agem nas duas pontas. Não há como esconder que o Governo do PT está pagando a Ditadura de Cuba para receber mão de obra em condições análogas à escravidão, como veremos neste post.



O trabalhador estrangeiro tem, no Brasil, os mesmos direitos de um trabalhador brasileiro. Tem os mesmos ônus e os mesmos bônus. Não é o que acontece neste convênio que configura um verdadeiro tráfico em massa de pessoas de um país para outro. Os escravos cubanos não pagarão Imposto de Renda e INSS. Sobre um salário de R$ 10 mil, deveriam reter mais de R$ 2.700. Pagariam em torno de R$ 400 de INSS. Mas também teriam direito ao FGTS, ao aviso prévio, às férias, ao décimo terceiro salário. Não é o que acontece.



O escravo cubano não recebe o seu salário. Ele é remetido para um governo de país. É como se este país tivesse vendido laranjas. Charutos. Rum. Ou qualquer commodities. A única coisa que o trabalhador recebe é uma ajuda de custo para tão somente sobreviver no país pois, em condição análoga à escravidão, este médico cubano receberá alojamento e comida das prefeituras municipais. Trabalhará, basicamente, por cama, comida e sem nenhum direito trabalhista.



Outro crime do qual o Governo do PT é mentor, é idealizador, é fomentador, é financiador, é concordar com as práticas de coerção exercida por Cuba quando vende os seus médicos escravos. O passaporte é retido pela Embaixada de Cuba no Brasil. A família fica em Cuba, sem poder sair do país. O escravo cubano não pode mudar de emprego, pois se o fizer a sua família sofre perseguição. Existe ameaça. Existe abuso de autoridade. Existe abuso de poder econômico. Existe retenção de documento para impedir a livre locomoção. Existe lesão ao Fisco. Sonegação. E, por conseguinte, sendo dinheiro originário de crimes, remessa ilegal de divisas do Governo do PT para a Ditadura de Cuba.



Este convênio que o Governo do PT está fazendo com Cuba não resiste a uma fiscalização do Ministério do Trabalho e a uma auditoria do Ministério Público. São tantos os crimes cometidos contra a Humanidade e contra os Direitos Humanos que envergonham a todos os brasileiros.



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo, deveria ir a ferros junto com os bandidos mensaleiros do seu partido. A ministra dos Direitos Humanos, Maria o Rosário, está em silêncio obsequioso.



A partir do momento em que 4.000 cubanos botarem o pé no solo brasileiro, nosso país terá se transformando num campo de concentração e numa imensa prisão para escravos políticos.

A nossa Constituição será rasgada, pois:

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;


Da mesma forma, o Governo do PT está jogando no lixo o Decreto nº 5.948, de 26 de Outubro de 2006, que trata da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem definições fundamentais sobre o tema:

Art. 2°. § 4o A intermediação, promoção ou facilitação do recrutamento, do transporte, da transferência, do alojamento ou do acolhimento de pessoas para fins de exploração também configura tráfico de pessoas.

Art. 2°. § 5° O tráfico interno de pessoas é aquele realizado dentro de um mesmo Estado-membro da Federação, ou de um Estado-membro para outro, dentro do território nacional.


Art. 2o. § 6° O tráfico internacional de pessoas é aquele realizado entre Estados distintos.


Art. 2° § 7o O consentimento dado pela vítima é irrelevante para a configuração do tráfico de pessoas.

Ou seja: o que determina se existe a escravidão não é o depoimento do escravo, pressionado por dívidas, sem documentos ou tendo a integridade da sua família ameaçada, mas sim o que a sua situação configura, mediante fiscalização.



Com a importação em massa dos médicos escravos cubanos, os acordos internacionais firmados pelo Brasil contra a escravidão serão derrogados. Não seremos mais uma democracia.

Se alguém tem alguma dúvida sobre isso, leia o MANUAL DE COMBATE AO TRABALHO EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS ÀS DE ESCRAVO, publicado pelo Ministério do Trabalho.

E sinta vergonha, talvez um pouco de medo, de ser brasileiro.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha em mãos o seu passaporte.


Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha uma Carteira de Trabalho.


Eu desafio o Governo do PT a depositar o salário do médico cubano em uma conta pessoal, que lhe garanta livre movimentação.


Eu desafio o Governo do PT a garantir todos os direitos trabalhistas ao médico cubano.


Eu desafio o Governo do PT a cumprir a Lei, a Constituição e os Tratados Internacionais.

 
NOTA DO EDITOR:


Recebi este texto, como recebo dezenas diariamente. Alguns são autênticos e vêm com indicação da origem. Outros são apócrifos.

Este, aparentemente, foi retirado de um blog, mas quem me remeteu não informou a procedência. Se alguém souber por favor informe para que eu possa dar o crédito autoral, ou retirar do ar, deletando, se o caso.

Publico aqui porque penso parecido e já esposei esta tese em várias oportunidades.

Acho esta decisão populista, demagógica, insensata e criminosa (pois endossa a escravidão). É pouco mais ou menos como importar cozinheiros para acabar com a fome em áreas mais carentes. Não haveria alimentos, como não haverá hospitais, aparelhos para exames necessários e medicamentos.

 

 

12 de novembro de 2013

O fim da inocência




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






Um dos maiores problemas pelos quais estamos passando é uma overdose de verdades. Nem mesmo os mais tenazes seguidores das notícias de jornais, TV e rádio jamais teriam, no passado, acesso a tanta informação junta como hoje, com a globalização das comunicações e disseminação de redes sociais. 

Isso é bom? Sei não... 

Estamos acostumados a conhecer somente alguns dos perigos que rondam nossas nem sempre pacatas vidas. Isso alivia parte de nosso estresse. Permite que juntemos forças para atacar com fé e com vontade cada um dos revezes que o destino nos aprontar, mas apenas quando ele o aprontar. Os demais permanecem escondidos, aguardando sua vez - e podem simplesmente não acontecer, é vero. 

Imagino que a maioria das pessoas comuns desabaria em crises nervosas ou de pânico se tivessem conhecimento de todos os perigos - internos ou externos - que as cercam no cotidiano. O peso desse conhecimento poderia ser maior que sua capacidade de suportá-lo. 

Incluo por exemplo doenças que estejam silenciosamente se desenvolvendo. Um coágulo pronto a se desprender (pode não soltar), uma pinta que pode vir (ou não) a se tornar um câncer, uma artéria prejudicada por camadas de gordura (virá a ficar bloqueada ou não), uma retina mal fixada que pode (ou não) soltar com uma cabeçada num jogo de futebol... Tantas possibilidades e incertezas... 

Contudo, o que me trouxe ao tema não são os perigos internos, muitos dos quais podem efetivamente ser combatidos ou prevenidos, e sim as ameaças externas. Elas também contribuem para aumentar 
nosso nível de preocupação e estresse - e isso também nos faz mal! 

Temos agora conhecimento, através de redes sociais e de notícias on-line, de tudo de ruim que acontece ao nosso entorno, muitas vezes logo aqui ao lado. Sequestros, latrocínios, abuso de poder pela polícia e órgãos responsáveis pela ordem urbana, corrupção generalizada seguida de impunidade, governantes que nada ou pouco fazem em prol do povo que o elegeu. Manobras políticas e judiciais, compra de votos para manutenção do poder, mau uso de verbas oriundas de impostos retirados a fórceps de nossos bolsos...

A insegurança é generalizada. O aparato policial é desviado para defender só o que afeta ao governo e seus interesses imediatos. Para "limpar" o Rio de Janeiro, foco das atenções internacionais por causa da Copa da FIFA e das Olimpíadas de 2016, os traficantes e bandidos são apenas expulsos de suas bases. Se resolvem se estabelecer nas cidades vizinhas, nenhuma providência adicional é tomada. Já não afeta o plano de metas.

O clímax, para mim, está sendo o perigoso momento que começamos a vivenciar na política brasileira, fruto da impunidade declarada. Coisas como "- Desviei verba sim, e daí?" ou "- Levei propina para que a empresa de meu correligionário vencesse a concorrência sim, e daí?" ou "- Comprei voto através de assistencialismo sim, e daí?". 

Pior para nós, pois perpetuará o status quo, será quando constatarmos: "- Vou usar a máquina pública para fazer campanha sim, e daí?" 

Não podemos mais fingir que não vemos. As informações são jogadas em nosso colo, todos os dias. 

Estamos sendo obrigados a encarar a verdade dos fatos mais crus e hediondos. O processo que a psicologia chama de "fuga" está sendo impedido pela enxurrada diária. Não há onde ou como se esconder. Mesmo não querendo ler o noticiário, uma nota de um "amigo" no Facebook lhe alfineta o espírito e o faz lembrar do maldito mundo real. 

Não há mais como se manter inocente quanto ao mundo que nos cerca. Não há mais como bancar o avestruz e enterrar a cabeça no solo para não saber de nada (com exceção do Lula, é bom frisar).

Livros serão escritos a respeito de como a nossa sociedade, ou cada um de nós individualmente, deverá lidar com essa nova realidade. 

Imagino que alguns são naturalmente fortes, outros se entregarão à luta, raros se manterão incólumes, neutros. Síndromes emocionais como pânico ou estresse excessivo já acometem muitos dos que gostariam de manter-se à margem e não conseguem. 

A partir de agora, com a globalização da informação, ninguém mais será inocente.

11 de novembro de 2013

Carro dispensa motorista


Estou quase certo que já contei, até mais de uma vez, que me asilei voluntariamente em São Paulo, no início da década de 1970.

O mercado de trabalho no Rio de Janeiro estava  um pouco esvaziado e porque meu histórico profissional, o chamado curriculum vitae, não combinava com minhas ambições.

Eu tinha minhas limitações pessoais, mas possuia um pequeno trunfo. A partir da segunda metade dos anos 1960, começaram a chegar ao Brasil teses, doutrinas, estudos, sobre a necessidade de dar embasamento técnico/científico à gestão de pessoal.

Matrizes de multinacionais mandavam para suas filiais, controladas e subsidiárias, aqui no Brasil,  seus enormes  e complexos manuais de “administração de recursos humanos”. Eram organogramas departamentalizando o que aqui era chamado de seção de pessoal, dando a cada um dos novos órgãos atribuições especiais embora fossem interligados e complementares suas atividades.

Por exemplo o setor de "recrutamento e seleção" trabalhava com descrições de cargos (job despriptions) que eram elaboradas pelo setor de "cargos e salários" a partir de entrevistas individuais com todo o quadro de pessoal. Este mesmo instrumento, a descrição de cargos, que já servira de base para criar a curva salarial (e a política salarial), era utilizado no “setor de treinamento e desenvolvimento”, que capacitava, especializava e  aprimorava os ocupantes de cargos e funções, simplesmente comparando a avaliação de desempenho (outra ferramenta criada), com as exigências do cargo ou função, conforme descrito (na job description).

Cada setor deste passava o constituir um retângulo no organograma do Departamento, que agora se chamaria não mais de “Pessoal”, para virar Relações Industriais ou Recursos Humanos. Na maioria das vezes estava a nível de gerência de primeira linha, reportando diretamente à diretoria.

A motivação passou a ser um elemento importante na gestão de pessoal. As teorias,  sempre a partir de livros ou manuais vindos do exterior, onde ficavam as sedes mundiais das empresas, foram se disseminando. Cientistas sociais, sociólogos e PHDs em administração, começavam a ficar conhecidos no Brasil. Nomes como os de Chris Argyris, Douglas McGregor, Abraham Maslow (e sua famosa pirâmide), e outros mais que já não me recordo, eram repetidos, citados a cada trabalho, e seus modelos utilizados na implantação do novo desenho e atribuições do órgão gerencial responsável pelo maior patrimônio da empresa: seus empregados.

Com efeito a ideia a ser vendida era de que o pessoal (os empregados) era o maior patrimônio da empresa, superando os outros fatores, como capital, máquinas e equipamentos.

Lembro que no curso de integração que criamos numa empresa metalúrgica,  a tarefa inicial do recém-admitido era fazer um desenho de sua primeira impressão da empresa, quando entrou.

No mais das vezes  o novato desenhava o prédio (sem nenhuma figura humana). Isso servia de gancho para  psicóloga que ministrava este curso de integração. Ela pegava o desenho, cumprimentava, mas fazia a ressalva de que ele esquecera do elemento mais importante,  que era o ser humano, os empregados.
 Ele esquecera do vigia da portaria, da recepcionista, enfim, desenhou o prédio,  as instalações mas não o pessoal; e cada um, e todos, eram peças importantes na enorme engrenagem. E emendava mostrando o papel que o novo empregado desempenharia, mostrando o que aconteceu, na linha de produção antes e o que aconteceria depois da intervenção dele ou da máquina que iria operar. E mostrava o vestiário, o refeitório, os sanitários, etc. E havia um empregado designado em cada seção, encarregado de recepcionar o novo colega, agindo como elemento de facilitação da integração no quadro funcional. 

Se havia esta preocupação com os que estavam chegando, não era menor a preocupação com os que já estavam há anos na organização, em especial diretores e gerentes, para os quais estavam voltados os programas de desenvolvimento a partir de participação em seminários, congressos nacionais e internacionais, imersão com jogos (role playing) e outras atividades.

A equipe de recursos humanos passou a ser integrada por psicólogos que atuavam nas área de recrutamento/seleção e  treinamento, engenheiros industriais que trabalhavam com tempos, métodos e movimentos, aperfeiçoados a partir das descrições de cargos.

Os planos de salários a partir de critérios objetivos, impessoais, tomaram o lugar dos aumentos dados pela simpatia pessoal do chefe, e o desempenho passou a ser medido também objetivamente, levando em consideração a qualificação para o cargo e não outras aptidões que o empregado pudesse ter,  mas sem relevância para aquela função. Por exemplo: a arquivista falava japonês, mas isto não tinha importância para a função: atenção, escolaridade, praticidade, eram fatores que pesavam, não o domínio de outros idiomas ou execução de instrumentos musicais.

Minha intenção ao fazer esta digressão, era dar-lhes (eventuais leitores) a exata medida do trunfo que eu disse possuir para tentar voos mais altos (e melhor remunerados) em São Paulo.

A empresa onde trabalhava na época, aqui no Rio, lotado no departamento jurídico, ofereceu-me a oportunidade de migrar para área administrativa. Na nova gerência que seria criada, com base em proposta da consultoria internacional contratada (Deloitte Consulting).

E pagou para mim cursos especializados (existiam ainda poucos) no Instituto de Administração e Gerência da PUC, e na Fundação Getúlio Vargas. E outros cursos de pequena duração. E participação em congressos.

No Rio de Janeiro estava bem encaminhado, mas eu queria $ão Paulo.

Um amigo que já tinha afeito este percurso, e por razões idênticas, saindo do Rio para São Paulo, estando lá radicado (na área de marketing)  há mais de dois anos, abriu uma porta mim, num grande banco, nesta nova área de recursos humanos.

Fui contratado e para lá mudaria. E lá ficaria por 9 longos anos, daquela vez. Sim, porque tive duas outras recaídas. Nas 3 temporadas paulistas somo 18 anos de trabalhos forçados.

Só que era tudo muito instável ainda, tudo experimental, naquela primeira vez,  por isso não levei a família. Fiquei morando em hotel durante 13 meses.

E assim chego ao ponto que precisava chegar para abordar o assunto que me chamou a atenção na imprensa.

A Volvo desenvolveu um carro que não precisa de motorista. Ele dispõe de um sistema de radar e laser, que permite acompanhar um caminhão sem nenhuma necessidade de manobra.

Devem estar se perguntando, ou não, porque tem o distraído que não está atento e só está lendo por alto pois o assunto inicial estava muito chato, o que o novo carro da Volvo tem a ver com morar e trabalhar em São Paulo?

Tem tudo ver pois durante os treze meses em lá residi, naquela oportunidade, eu voltava para Niterói todo final de semana. Todos os finais de semana. E naquela época pela Dutra, dirigindo meu fusquinha.

Ocorria, muitas vezes, que as condições climáticas me obrigavam a colar na traseira de um Cometa para ter alguma visibilidade. Este novo veículo da Volvo me permitiria tirar um cochilo nas noites de sexta-feira, depois de uma semana desagradável na capital paulista.

10 de novembro de 2013

Piada com moral (da história)

 Um velho telefona ao médico  para marcar uma consulta para a sua mulher.
A secretária pergunta:
- Qual o problema de sua esposa?
 - Surdez. Não ouve quase nada.
 - Então o senhor vai fazer o  seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para  facilitar o diagnóstico do médico. Sem ela perceber, o  senhor, a certa distância, fala em tom normal, até que  possa definir a que distância ela consegue ouví-lo. 
E quando vier, diga ao médico a que distância o senhor  estava quando ela o ouviu. Certo? 
- Está certo. 
À noite, enquanto a mulher  preparava o jantar, o velhote decidiu fazer o teste.
 Calculou a distância que estava em relação à  mulher. E pensou:
 - Estou a 15 metros de distância.
 Vai ser agora. Maria, o que temos para jantar? 
Silêncio. Aproxima-se a 10 metros:
 - Maria, o que temos para jantar?
 Silêncio. Fica a uma distância de 5 metros:
 - Maria, o que temos para jantar?
 Silêncio. Por fim, ajusta-se às costas da
 mulher e volta a perguntar: 
- Maria! O que temos para jantar?
 - Frango!!! Puta que pariu... É a quarta vez que eu  respondo!
 
NORMALMENTE, NA  VIDA, PENSAMOS QUE AS DEFICIÊNCIAS SÃO DOS OUTROS E NÃO  NOSSAS.

9 de novembro de 2013

IPO de atletas


Há alguns anos, na Marca Olho, como era chamada a fábrica que a Cia. Fiat Lux, de Fósforos de Segurança mantinha em São Gonçalo (no bairro de Neves), havia uma equipe de Supervisores de Produção.

Além do que vos escreve, havia o Péricles Sodré, o Álvaro Cardoso de Oliveira, o Antonio Carlos Bonard Dias, o Fernando Palma, e um outro cujo nome não recordo que era genro (?) do Victor Hime.

Nós tínhamos uma sala de reuniões, onde tomávamos também o tradicional cafezinho das 10:30 h. E este encontro do café, ao contrário do que deveria ser, era só de gozação. Tinha sempre um escalado para  ficar na berlinda, sendo alvo das brincadeiras, das chacotas.

Numa ocasião o alvo da vez era o Fernando. Alguém começou a brincadeira fazendo alusão a que ele era bonito. Porque ele caiu na asneira de falar de estar agradando uma coroa. O Péricles, maior gozador de todos (maior também em tamanho: 1,95m), sugeriu que nós investíssemos nele.

A ideia era dar um banho de loja nele, comprando-lhe algumas roupas, pagar o barbeiro (incluindo a manicure) para fazer um corte moderno de cabelo e ficaríamos sócios (acionistas) do que ele ganhasse de presente das viúvas (coroas): carros, apartamentos, etc.

Passados tantos anos (mais de 50), leio nos jornais que no USA, em São Francisco, financiada por investidores da Wall Street, foi criada uma sociedade denominada Fantex Holding, que terá como atividade lançar IPOs de humanos, inicialmente do mundo dos esportes.

Pretendem vender 10,5 milhões de dólares do primeiro atleta, para mim desconhecido, mas muito popular entre os amantes do futebol americano, chamado Arian Foster, que é um dos famosos running backs da NFL.

Serão colocadas a venda 1.050.000 ações deste atleta, que poderão ser adquirias por qualquer investidor, bastando ser maior de 18 anos, residir nos USA e aplicar no mínimo US% 10 (dez dólares).

E o que se ganha? O atleta pagará à corretora (Fantex) 20% de tudo que arrecadar ou receber, a qualquer título até o fim da carreira, seja de patrocínios, cachês, direitos autorais, contratos com clubes, campanhas publicitárias, participação em filmes, tudo enfim.

Ah! O que ele (atleta) ganha com isso? Assim que forem vendidas as ações, ele recebera, cash, 10 milhões de dólares.

Eu comungo do pensamento da Dorrit Harazim, que publicou a matéria e acha que a novidade tem tudo para dar errado. Será uma arapuca para incautos.

Aqui no Brasil, quem comprasse ações do Adriano, iria amargar um baita prejuízo (KKKKKK).


N.do A: IPO é uma sigla formada apelas primeiras letras das palavras inglesas Initial Public Offering, ou seja,  vem a ser a primeira oferta pública de ações de uma empresa.