15 de fevereiro de 2021

Revistinhas de sacanagem

 

Sei que muitas donzelas, adolescentes como nós marmanjos, curtiam ler e principalmente ver as ilustrações nas revistas eróticas, não pornográficas, que circulavam de mão em mão, de forma restrita.

O autor era desconhecido, até que sua identidade acabou por ser revelada. Mas não fazia, para nós ávidos e vorazes leitores (?), a menor diferença.

Assim como as suecas que aqui aportavam vez ou outra.

No vídeo a seguir, vocês que são de gerações mais modernas, que tiveram a disposição as "Playboy" e "Status" da vida e a maior liberdade nas telas de cinema e até TV, não avaliam o quanto para nós as revistinhas do Carlos Zéfiro eram valiosas e esquentavam namoros.

Nesta época a inocência, a curiosidade juvenil por atos sexuais, eram como retratado no belo filme "Verão de 42", que além de tudo tem uma das mais bela músicas incluídas ou compostas para filmes.

Nota: Carlos Zéfiro era um pouco conhecido funcionário do Ministério do Trabalho - Alcides Caminha - que teve sua identidade revelada um ano antes de ser falecimento em 1992.

11 de fevereiro de 2021

UTILIDADE PÚBLICA

 VACINAÇÃO NOTÍCIAS








10 de fevereiro de 2021

Grandes vencedores, melhores entre os melhores



No meu Pantheon esportivo acabo de incluir o Tom Brady, quarterback do Tampa Bay Buccaneers.

Maior vencedor de uma modalidade esportiva muito popular nos USA, que movimenta muitos dólares, com partidas disputadas em enormes estádios, cria ídolos, e como se não bastasse é casado com a nossa Gisele Bundchen.

A primeira-dama do Superball

O cara conseguiu, neste último domingo, dia 7,  seu sétimo título da NFL. Sabem o que isso significa? Que ele sozinho detém mais títulos do que as franquias (qualquer uma) que participam da Liga.

Jogou por 20 nos no New England Patriots, pelo qual conquistou seis de seus títulos.

Más línguas e detratores em geral, alegavam que tal sucesso era devido ao fato de que a equipe do Patriots era muito superior aos adversários.

Calou a boca de todos conquistando o título (e anel) desta temporada, o Superball LV - seu sétimo - jogando por uma franquia que não chegava a uma decisão  há dezesseis anos.

Brady, nº 12 e a seu lado Rob Gronkowski, nº 87, um dos maiores tgiht da história.
 E agora, o que resta? Incluí-lo na minha galeria de grandes vencedores no esporte. Que tive o privilégio de ver jogar/atuar, alguns ao vivo, outros em telejornais esportivos, outros tantos apenas lendo suas façanhas nos veículos de comunicação, mas sempre chamando minha atenção para suas conquistas: sou fá de vencedores.

Assim acompanhei o sucesso de Garry Kasparov quando eu estava ainda aprendendo a arrumar o tabuleiro e o movimento das peças. O nível de seu jogo e suas posições políticas chamaram minha atenção.

E não só a minha. Ele é referência entre enxadristas, ícone inconteste. 

Que dizer de Pelé, que vi jogar desde os 16 anos de idade: dele e meus. Eu de abril e ele de outubro, mas ambos de 1940.

Que posso acrescentar aqui que o mundo não saiba? Um jogador que fazia paralisar guerra.

E Michael Jordan? O que vi este jogador fazer nas quadras nas quais são disputado os jogos da NBA, são jogadas, lances, inenarráveis. Quem viu, viu, quem não viu melhor comprar os DVDs.

Em Olimpíada, integrante do dream team, deixou claro porque tanta fama e fortuna.

É bem verdade que após deixar a quadras, sugiram outros grandes talentos, como Kobe Bryant e LeBron James, assim como depois de Pelé surgiram Maradona, Messi e Cristiano Ronaldo.

Mas Pelé e Jordan continuam sendo, a meu juízo, os melhores entre os melhores, em seus  respectivos esportes.

Algumas partidas de Grand Slam chamam minha atenção e é com admiração e respeito que vejo Roger Federer, que ainda é destaque competindo com Rafael Nadal e Novak Djokovic, dois excelentes tenistas.

Mas para meu gosto, o suíço é o número um e vai para o Pantheon. Sua técnica e frieza são admiráveis.

Que dizer de um campeão olímpico - como Michael Phelps - recordista de medalhas,  que já ganhou nas piscinas, sozinho, tantos ouros quantos os brasileiros ganharam. E olha que já tivemos grandes nadadores, vencedores inclusive em Olimpíadas.

Recordam-se do Muhammad Ali? Estilista, bailarino, dono de um potente soco que derrubou mastodontes que pareciam invencíveis, inabaláveis. E que foram para a lona. Lembram de George Foreman e Sonny Liston?

Seu repertório de golpes era completo: jab, cruzado, uppercut, direto. Todos potentes e encaixados.  E com uma incrível mobilidade, jogo de pernas incomparável. 

Ayrton Senna deixava-nos em dúvida aos domingos. Ir a praia antes ou depois da corrida?

Está certo que atualmente o Lewis Hamilton, com mais recursos tecnológicos e carros mais desenvolvidos bate recordes. Mas no braço, na disposição, acho que o Senna ainda não foi superado.

E, por fim neste post, mas não menos incrível e vencedor,  o corredor Usain Bolt. Que dizer sobre ele? Ao final da frase ele já teria passado.



8 de fevereiro de 2021

Terei que esperar, não sei até quando

 

Estava todo pimpão, afinal pela agenda divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde do Município, seria vacinado no próximo dia 12.

Estava ansioso pela possibilidade de conquistar imunização, eis que acredito na eficácia das vacinas disponíveis.

Hoje saiu a notícia de que o estoque ora existente tem que ser reservado para segunda dose dos que já receberam a primeira, na forma programada.

Então, até segunda ordem, o que significa aguardar nova remessa a ser  enviada pelo governo federal para o Rio de Janeiro, que por sua vez repassará a Niterói a cota a que faz jus.

Claro que mesmo vacinado no dia 12 continuaria mantendo o distanciamento social, usando máscara e higienizando as mãos, com frequência, com álcool em gel.

Pelo menos até que recebesse a segunda dose e, decorridos sete dias, pudesse me considerar imunizado.

Mas para uma tranquilidade maior o que espero é a descoberta de um fármaco, de um princípio ativo que cure a virose se instalada a despeito da vacina.

Paciência e sorte são atributo e privilégio, nesta ordem, com os quais devo contar. A sorte seria não ser contaminado aos 45 minutos da etapa derradeira.

Nota: ver matéria sobre suspensão do programa de vacinação em:

https://oglobo.globo.com/rio/bairros/vacinas-se-esgotam-prefeitura-de-niteroi-suspende-vacinacao-de-idosos-1-24874128

6 de fevereiro de 2021

Imagens que faltaram

 

No dia 2 de fevereiro, "dia de festa no mar", foram retomadas as obras de demolição. Faltam duas casas, rua Paulo Alves, no Ingá, para alargamento da via.


Na sequência os prédios situados na Praia de Icaraí, e o calçadão coalhado de folhas e frutos das amendoeiras, a despeito de na hora das fotos o pessoal da Clin já ter começado a varrer e retirar o lixo acumulado.











E ainda estamos no verão, no outono despencarão mais amarelas, laranjas e vermelhas. Observem nas fotos iniciais que a folhagem das amendoeiras ainda está predominantemente verde.

Se o nascer do sol é um belo espetáculo, o seu ocaso  não é menos magnífico.




3 de fevereiro de 2021

Ex-presidentes em uma palavra ...

 Ou mais de uma, mas nem tantas.

Getúlio Vargas : legado.

Dutra: nunca xe xabe.

Juscelino : cinquenta anos em cinco.

Collor: de caçador a cassado.

Lula : apedeuta

Sarney : pusilânime

Bolsonaro: esquizofrênico

Os militares: como diria o Armando Falcão, nada a declarar. Bem, criaram estatais, a reserva de mercado para informática, a ponte Rio-Niterói e criaram, também, o Lula, cria do Golbery. Sim, tiveram algumas das melhores cabeças pensantes no governo em funções ministeriais. No atual governo nem são pensantes e nem são civis.

Como disse? Bolsonaro não é ex-presidente? Ainda, não é cara pálida? Quando não for estará ... (ele, destemperado, diria o palavrão; mas eu me abstenho de escrever).

Perguntaram a um certo Mário: o "FORA BOLSONARO"  é para depois fazer o quê? Ele respondeu: simples, ficar sem ele.

O Sarney poderá ser, alternativamente, grileiro. Mas foi, seguramente, o mais elegante, com seus jaquetões bem recortados e gravatas de ceda.

Para o Bolsonaro escolha um transtorno mental qualquer. Servirá como uma luva.

Dutra: liga o Rio a São Paulo. Nada mais me ocorre, senão que acabou com o jogo de azar.

Collor: casa da Dinda. Ou Fiat Elba. Crimes de menor poder ofensivo. Apregoava que tinha "aquilo roxo". Ah! Nomeou um primo para o STF.

Lula: gambá, gosta de uma 51 e torce pelo Corinthians. Ah! Nomeou o advogado do PT para o STF.

Getúlio: meia Alice, meia Calabresa. Foi ditador e reconduzido ao poder pelo voto popular. Gostava de uma das irmãs Batista; ou vice versa.

Juscelino: iria voltar à presidência, mas um acidente automobilístico mal explicado acabou com a possibilidade.

Carlos Lacerda, dirão logo que não foi presidente. Eu sei, eu sei. Foi uma pena. Foi o melhor governador da Guanabara (Estado do Rio de Janeiro). Excelente e inflamado orador.


Pago uma éclair de chocolate para quem acertar a diferença entre eles:


Acertou quem respondeu NENHUMA.

1 de fevereiro de 2021

As calçadas

 

Em comentário, um Unknown que provavelmente não reside em Niterói, indagou o que é o calçadão a que tanto me refiro no blog.

O comentário não está publicado porque violentaria a regra de não publicar comentários de Anônimos, a qualquer título.

Ademais é tão elogioso que a modéstia (sempre falsa) me impediria mesmo de publica-lo. 😀

Caro desconhecido. Passamos a chamar de calçadão, após seu alargamento, o trecho de calçada que margeia as praias de Icaraí e Flechas.

Tem início na subida da Estrada Froes, em direção a São Francisco,  e final na subida para o MAC, já no Ingá, na Praia das Flechas.

Seu piso, é inteiramente em pedras pequenas, pretas e brancas, assentadas no estilo português, formando desenhos geométricos clássicos conforme poderá ser visto nas fotos a seguir.

Ao logo do calçadão amendoeiras, obedecendo seu tempo, revestem-se de folhas verdes que vão amarelando e depois avermelhando até que despencam sobre a calçada. Assim como seus frutos, que crescem verdes e ao longo do tempo, também obedecendo ao ciclo da própria árvore, tornam-se maduros variando do amarelo ao vermelho até que caem ao solo.

Nas manhãs, em certa época do ano, obediente ao ciclo de acasalamento, ouvimos sabiás e sanhaços cantando, aparentemente, alegres e felizes.

Isso é o calçadão, em apertada síntese. O mar de um lado e de outro um conjunto de prédios, nos quais os moradores pagam foro anual, porque os terrenos onde construídos são acrescido de marinha.

Em contrapartida a vista a que têm direito é deslumbrante: Pão de Açúcar, Corcovado, Sumaré (onde se localizam as antenas de TV), e as fortificações, de um lado e de outro da Baia da Guanabara. Nas manhãs ensolaradas deveria ser pago para contemplar.

As fotos traduzem melhor o que narrei, observe:








Do outro lado da avenida, os prédios a que aludi, e a calçada, no mesmo estilo e material, que chamamos de "pedra portuguesa", mas que em verdade apenas o estilo de assentamento é português.



A Rua Paulo Alves, cujo processo de alargamento venho acompanhando, em seu lado par, tinha a calçada toda neste estilo. Foi inteiramente destruída, desde seu início, na Praia da Flechas, até a confluência com as Ruas São Sebastião, Tiradentes e Fagundes Varela.

Consta que era necessária a retirada de toda calçada para fins de preparar o aterramento da fiação. Com efeito foram abertos buracos através dos quais colocaram os condutores da fiação e outros equipamentos de transmissão.

Em substituição às pedras, a prefeitura colocou horríveis blocos de concreto.

Caro "Desconhecido", espero ter dado a você uma visão, mesmo que pálida do que é o calçadão. Um espaço democrático onde pessoas caminham ou se exercitam correndo; pegam sol os idosos com seus cuidadores; alguns moradores levam seus cães; casais caminham de mãos dadas; belas mulheres desfilam sua pernas torneadas; e crianças de todas as idades são lavadas a respirar ar puro, mal grado a fumaça expelida pelos veículos (rapidamente dispersa), especialmente os ônibus que trafegam na pista de rolamento.