6 de maio de 2020

Mesas reservadas no Pub da Berê




Vamos ver se dá certo. 

O jogo é o seguinte: ambiente virtual do Pub da Berê.

Com ilustrações - fotos - vamos colocando as mesas e/ou balcão. Assim como faço com esta primeira. Vejam que faz 25 anos que não bebo destilados, desde 1995 quando retornei de São Paulo, onde trabalhava e residia.


Aqui receberei amigos e convidados especiais: tem instrumentistas, bebida, e Cds de jazz; e acrescentarei algo mais.
Por que então o whisky na mesa que arrumei, se não bebo destilados? Para receber, virtualmente, amigos convidados, como o Riva, por exemplo.

A conversa sobre temas variados e aleatórios, pode começar pelo Brad Pitt, querendo as mulheres presentes. Nós, certamente, iremos execra-lo: tem mau hálito, é veado, pau pequeno, estas coisas ...

Bem, o Riva, a Ana Maria, a Kayla, o Carlinhos, a Alessandra, em suma quem quiser aparecer, envia anexada em e-mail sua própria mesa, ou não. Não será obrigatório. Será possível compartilhar uma existente.

Mas idealmente teríamos umas três, pelo menos, para não ficar intimista demais. Muito minimalista.

A conversa será desenvolvida nos comentários. 

Quem sentar comigo, ouvirá que Pelé, o rei, afirmou que ele não foi torcedor do Vasco ... ele é.

"Foi" do Santos, onde atuou por muitos anos. 

Depois podemos mudar de assunto enveredando por literatura, cinema,  música, qualquer outro.

Vamos ver se dá certo? Enviem comentários e, se o caso, foto com sua mesa.

Vamos manter esta postagem como a de entrada no blog pelo menos por uns dez dias, a título experimental, OK?

Há 20 anos eu podia estar num pub londrino autêntico, centenário, com minha mulher, bebendo uma Guinness ...




RESERVAS DE MESAS:



Reservada para Riva


Ana Maria Carrano


Mesa do Carlos Lopes Filho




Mesa sugerida por frequentadores para melhor confraternização e conversas mais abrangentes.


BALCÃO - Quem não puder/quiser ocupar uma mesa poderá sentar-se no balcão.





DECORAÇÃO DO AMBIENTE: Recebemos colaboração do Carlos Lopes Filho para decoração do ambiente. São telas alusivas a locais que lhe são muito caros: prédio do Liceu Nilo Peçanha, em Niterói e uma tomada de Paris.





Óleo sobre tela, fachada do Liceu Nilo Peçanha, em Niterói
Oswaldo Luiz Tavares Loureiro


TRILHA DO PUB:




Escolha da Ana Maria, abaixo.


Escolha do Riva, para a playlist, abaixo:



Escolha da Maria Cecilia, uma ótima pedida abaixo:




Carlos Lopes Filho escolheu Noel Rosa (a interpretação da Ligia França foi opção do DJ do pub)





Notas:
1) Imagens de rótulos whisky, vinho e cerveja, obtidas na rede mundial;
2) As mesas foram decoradas por seus ocupantes, com objetos que lhes são caros;
3) Imagem do manager e sua mulher em pub londrino, no ano 2000;
4) Foto do balcão: "The World End", pub com música, localizado na 174 Candem High Street, no bairro Candem Town, em Londres, Inglaterra.

5 de maio de 2020

Não fui eu quem mudou




Continuo querendo uma política econômica de modelo liberal; continuo querendo menos estado na economia; continuo , mas o governo Bolsonaro, sem participação da área econômica de seu governo, aprovou e incentivou a gestação do um programa chamado “Pró-Brasil” que vai no sentido diametralmente oposto, ou seja, o governo investir  are participar mais ativamente na economia (vide em https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2020/4/programa-pro-brasil-22-abr-versao-imprensa-1.pdf ; continuo querendo o fim do balcão de negócios com o legislativo, mas o governo se aproxima do chamado “centrão” grupo fisiologista e deletério da Câmara dos Deputados trocando apoio por cargos (e as nomeações já começaram); continuo querendo o enxugamento da máquina pública; continuo querendo a valorização do mérito; continuo querendo menos Brasília e mais Brasil, o que significa mais dinheiro na ponta, seja, nos Estados e, principalmente, nos municípios, onde vivemos e temos carências; continuo querendo um país laico, com liberdade de credo e respeito a todas as correntes religiosas; continuo querendo combate sem trégua à corrupção, que drena os recursos que faltam para  educação, saúde e segurança publica;

A lista acima, em breves pinceladas, era a agenda do candidato Bolsonaro. E fiquei seduzido, pois soava como música aos meus ouvidos e funcionava como colírio para meus olhos. Fui ingênuo, reconheço.

Agora sou acusado de haver mudado de lado. Pior ainda, sou acusado de pusilânime, sem vontade, sem firmeza de atitude, alguém que se deixou contaminar pelas informações parciais de uma imprensa aparelhada que só critica o governo.


Em suma fui emprenhado pelos ouvidos pela imprensa nefasta, na opinião de pessoas que prezo.

A imprensa está aparelhada? Pode ser, como estão as Universidades públicas e o mundo acadêmico.

No entanto o que vejo (nos telejornais) é um presidente que atenta contra a democracia, participando e incentivando a ação de milícias que lhe são fieis, em atos hostis aos outros poderes da República.

Vejo um presidente que participa de atos onde as pessoas se aglomeram em flagrante desrespeito as recomendações das autoridades sanitárias.

Vejo um presidente que não usa um lenço para limpar seu nariz, fazendo-o no braço (porcalhão), ao tempo em que estende a mão para apoiadores.

NÃO MUDEI. Meus princípios permanecem inabaláveis. Meus desejos estão no mesmo norte, mas provavelmente não os verei concretizados com este timoneiro arbitrário, irresponsável e delirante que está no leme.

Não foi para isto que fui as ruas empunhando cartazes contra o PT e tudo que os petistas representavam. 

4 de maio de 2020

É dando que se recebe





Aplicada na esfera política esta frase de cunho religioso ganha conotação de barganha, de negociata.

Bolsonaro durante sua campanha pregava a fim deste tipo de prática deletéria. Alardeava que sob seu governo não haveria balcão de negócios.

Os cargos seriam preenchidos por critérios técnicos, de competência e habilidades.

Quem não se entusiasmaria? Se ainda por cima tais promessas representavam o enfrentamento da política mesquinha, implantada pelo PT nos últimos anos, e a ameaça de transformação do Brasil numa república sindicalista.

O saque do PT, apoiado pelos pequenos partidos fisiologistas aos cofres das empresas públicas, foi uma prática trágica na história mais recente do país, que ademais era acompanhada de incompetência e despreparo.

Estas siglas de aluguel, cujos membros integram o baixo clero, no linguajar depreciativo dos meios jornalísticos, compõem e são conhecidas também como “centrão”.

Ali está o covil mais nojento do Congresso Nacional.

Alguns nomes conhecidos da política nacional, figuras manjadas, quase todos respondendo a inquéritos e/ou processos, por um cardápio bem diversificado de delitos, quase todos envolvendo a coisa pública, em suma, no frigir dos ovos, o nosso dinheiro.

Procurem na rede informações sobre a vida pregressa de Roberto Jefferson, Valdemar da Costa Neto, Arthur Lira, Gilberto Kassab et caterva.

É com este “centrão”, com estes personagens, que Bolsonaro está negociando atualmente. E não só por motivos políticos de apoio para seus projetos, senão também por motivos nada republicanos de defesa de seus interesses pessoais.

Desde que foi eleito rejeitou o partido que lhe albergou propiciando a candidatura; demitiu ministros por intrigas de bastidores; brigou com apoiadores de primeira hora; apregoa que tem a caneta cheia e a usará sempre que pretender; em face da pandemia que assola e preocupa o mundo recomenda posturas destituídas de embasamento acadêmico, em sentido contrário ao que o resto do mundo civilizado prega e adota; tem como objetivo central de seu governo a reeleição; é grosseiro, mal educado e ignorante; mente e distorce fatos; revelou-se em suma, ao fim e ao cabo, um ser repugnante, abominável, desprezível.

Com absoluta certeza existem outros brasileiros igualmente antissocialistas, patriotas e democráticos capazes de conduzir nossos destinos com mais equilíbrio emocional, mais discernimento e bom senso, mais cultura e inteligência.

Bolsonaro tem direito de professar uma religião como eu tenho o direito de não ter nenhuma. O que não pode é dar cunho religioso, num país laico, às decisões do Supremo Tribunal Federal designando ministro “tremendamente evangélico” como virtude maior.

Não pode indicar um filho que sabe fazer hambúrgueres embaixador junto ao país mais adiantado do mundo. O mesmo filho que afirmou que para fechar o STF bastariam um cabo e um soldado. Bem democrata o ex-futuro embaixador do Brasil nos EEUU.

Não pode nomear diretor da Polícia Federal que lhe permita acesso a inquéritos sigilosos, mister se algumas destas investigações envolvem parentes e amigos.

Apoiarei alguém que não tenha como slogan “Brasil acima de todos e filhos acima de tudo”.

3 de maio de 2020

Magnífico texto, na forma e conteúdo






Não faz muito tempo era comum ancorarem  em nossas caixas se entrada de meios eletrônicos textos atribuídos a João Ubaldo Ribeiro, Luis Fernando Verissimo e Arnaldo Jabor - mais a estes do que a outros ilustres escritores e jornalistas - e que não obstante por vezes guardarem semelhanças com seus estilos, não eram da lavra dos festejados cronistas nomeados.

Tais textos apócrifos, alguns dos quais até interessantes, bem escritos, bem-humorados por vezes, não poderiam ser classificados como plágios. Tinham autoria desconhecida, e graças a tenologia cibernética propagavam-se velozmente por compartilhamento.

Mas porque estes anônimos se valiam de nomes conhecidos do grande público para divulgação de seus trabalhos literários? A reposta é simples, ou parece ser simples. Porque não dispunham de canais para veiculação de seus escritos.

Concedo ainda aos mesmos autores anônimos, o benefício da dúvida relativamente à reverência, tentativa de homenagem. Melhor que julga-los plagiadores, invejosos ou frustrados.

Ontem entrou em meu smartphone, via Whatsapp, um belo texto, impregnado de considerações aforísticas que nos levam à reflexão.

Leiam e vejam se concordam comigo. O autor (a) não usou nome alheio; entrou e reproduzo aqui como apócrifo:

"O dia em que a máscara nos mostrou 😷😷


Em minha última ida ao supermercado fui recepcionada com uma borrifada de álcool gel nas mãos, antes de me infiltrar pelos vários corredores onde se encontravam outros mascarados como eu.

Quem diria? Sorri por baixo do tecido branco. Quem diria que nossas faces, algum dia, seriam representadas apenas pelos olhos? Quem seria capaz de apostar que chegaríamos ao ponto de ter que decodificar o sorriso (ou o mau humor) das pessoas que encontramos por aí, através dos olhares?

Enquanto selecionava produtos e enchia o carrinho de compras, fui me dando conta das vantagens de usar máscara, além da prevenção ao coronavirus.

Nunca fomos tão iguais, andando nos supermercados , nas ruas, em qualquer lugar. De repente o feio e o bonito, desapareceram por trás de um paninho mágico. De uma hora para outra ficou desnecessário e inconveniente usar maquiagem, porque a única coisa que temos a exibir são os olhos que, por sensatez, dispensam a moda exagerada dos cílios postiços.

Como um uniforme facial, independente da cor ou estampa, a máscara unificou as pessoas. E, ao mesmo tempo, induz a olhar para frente sem muito interesse no que este ou aquela está vestindo ou calçando. Se é rico ou pobre, elegante ou cafona, novo ou velho...a máscara encobriu estes aspectos da hierarquia social.

Tenho a impressão de que se num daqueles corredores houvesse alguém usando pijama e pantufas, ninguém acharia estranho desde que estivesse de máscara.

A máscara nos trouxe o verdadeiro sentido de igualdade que se apresenta no momento de vulnerabilidade. Todos podemos adoecer e morrer do mesmo jeito, e ainda que alguns achem que por serem mais jovens, fortes, atléticos, estão protegidos, não são capazes de se arriscar e descobrir que estavam equivocados. Pela primeira vez, os que ousam infringir a nova lei da normalidade não são considerados ousados ou revolucionários, mas sim desprovidos de inteligência.

Por muito tempo se ouvirá dizer que um vírus surgiu na Terra e tirou tudo do lugar. Mas eu gosto de pensar que um dia na Terra um simples pedaço de pano colocou o mundo inteiro no mesmo lugar.

Simplesmente assim 😷"

1 de maio de 2020

Trabalhando no feriado


Em condições normais de sujeição ao calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de fevereiro de 1582, através da bula "Intergravissimas", e que substituiu o (calendário) juliano, implantado por Julio César  no ano 46 a.C., deveria estar contente por poder desfrutar de um final de semana prolongado.

Afinal neste 1º de maio de 2020, uma sexta-feira, é comemorado o Dia do Trabalho, que por um destes paradoxos é considerado feriado em muitos países mundo a fora. 


No Brasil, neste dia, Getúlio Vargas utilizava como palco o Estádio de São Januário, único capaz, na época, de abrigar a multidão que comparecia ao evento, para ouvir e saldar o "pai dos trabalhadores" .

O vídeo a seguir, de 1951, é um registro de um destes encontros do presidente com o povo que o elegeu. (clique sobre a imagem).


Vargas já havia comandado os destinos do Brasil, por um período de 15 anos (1930-1945), na qualidade de ditador. Agora presidente eleito, em 1950,  pelo voto popular, Getúlio Vargas era cantado em prosa e verso, como na marchinha a seguir que os mais novos há mais tempo devem recordar:
"Bota o retrato do velho outra vez,
bota no mesmo lugar,
o sorriso do velhinho faz a gente trabalhar".

Pois muito bem, ao contrário do que ocorreria normalmente, antes da Covid-19, estou condenado a ficar em casa. 

E pior (ou não) trabalhando.

Ontem à noite uma cliente antiga e idosa telefonou aflita e angustiada pedindo ajuda emergencial. Seu filho, submetido a tratamento decorrente de distúrbios mentais extrapolou todos os limites e está causando problemas graves de natureza financeira.

Destituído de senso comum, gasta de forma descontrolada e prodigalidade clara, em restaurantes e lazeres de toda ordem e ela acaba tendo que assumir os gastos, que ultimamente atingiram patamare absurdos.

Com muita dificuldade de controlar sua emoção fez um breve relato dos últimos acontecimentos, suficientes para que eu, que conheço o personagem em questão pessoalmente,  atentasse para a gravidade e, sim, a urgência de providências.

Ora, quem pede socorro a advogado espera dele providências jurídicas. Mas estamos vivendo um momento de exceção, com Fórum fechado e suspensão de prazos e audiências.

A natureza do processo por si demorado porque delicado exige exames multidisciplinares através de profissionais que são nomeados pelo magistrado e até mesmo uma entrevista com o interditando.

Mencionei providências de caráter legal sem citar qual seria no caso em questão. Seria a interdição judicial, que nunca foi um processo simples e que agora, com a existência do EPD (Estatudo da Pessoa Deficiente) tonou-se mais complexo.

Você, leigo, ouviu e/ou leu sobre a existência de plantão do judiciário. Sim é verdade, mas o caso sob análise apenas tangencia a hipótese de busca desta alterativa.

Assim, no dia do trabalho, quando deveria estar descansando, ouvindo meus CDs de jazz, depois do almoço caprichado com a assinatura de minha companheira, fiel escudeira há 5 anos, ao contrário estou fazendo pesquisa, buscando jurisprudência e também doutrina, porque minha experiência neste tipo de processo judicial, situado fora de minha atuação tradicional e limitada a não mais do que meia dúzia de casos, anteriores a vigência do EPD, não me dão a segurança necessária para bem desempenhar o papel que a cliente espera de mim.

Os mais questionadores dirão: se você está com esta aflição, preocupação e pouco tempo, por que perde boa parte dele escrevendo esta postagem?

Parabéns pela acuidade, pela perspicácia e agudeza de observação, mas precisava deste desabafo como derivativo.

Precisava "esfriar" a cabeça.

Obrigado por sua atenção.

God save the king

"God save our gracious king
Long live our   noble king
God save the king"


Estes são os primeiros versos do hino do Reino Unido. Por absoluta falta de imaginação, aproprio-me deles para saldar o nosso Rei.

Nosso não. Ele reina e reinará no planeta, absoluto. Ninguém mínima e intelectualmente honesto discordará que Pelé foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos. E que não aparecerá outro por muitos séculos.


Quando escrevi "nosso" referia-me a nós vascaínos. Perdem tempo com discussões estéreis. Quem foi melhor, Romário? Roberto? Edmundo? Ademir Menezes? Danilo?


Com 16 anos


















Claro que o melhor jogador que envergou nossa vitoriosa camisa foi o Pelé. E a vestiu com orgulho e paixão, porque o clube estava, como está até hoje, em seu coração.

Mencionei Danilo, conhecido como "príncipe", que até deu nome a um corte de cabelo nos anos 1940 e 1950. Ora, com que então temos toda a realeza em São Januário.



Equipe em 1957
Pelé era pouco mais que um menino quando, em 1957, jogando pelo clube pelo qual torcia, marcou três dos seis gols que o Vasco impingiu ao Belenenses, de Portugal, na esmagadora vitória por 6X1, na disputa da Taça Morumbi, conforme registram as imagens abaixo. A narração é de Waldir Amaral.

Notem que há 63 anos o gênio apelidado Pelé criou a cavadinha, como criou outras sensacionais jogadas e dribles. Mais de mil gols na carreira. Vários títulos mundiais.

Assistam:





Sorry periferia, não levem a mal urubuzada.