15 de fevereiro de 2017

COMENTANDO generalidades 4

Americano gosta e sabe organizar festas. Depois do Super Bowl LI, nos próximos dias teremos outros eventos festivos.

No domingo dia 26, enquanto muita gente estará assistindo ao desfile das Escolas de Samba, algumas outras pessoas, apaixonadas pela sétima arte,  e ao mesmo tempo enfadadas com os desfiles sempre repetitivos, assistirão, pela TV, a entrega do Oscar 2017.


Como sempre haverá atrações musicais.

E por falar em musica. Este ano parece barbada a vitória de um filme musical: La La Land.

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Antes porem, entre os dias 17 e 19, poderemos assistir a festa da NBA.

Neste período será realizado o All-Star Game, versão 2017, que reúne os melhores jogadores das Conferências Leste e Oeste, num jogo que reúne as estrelas da temporada.


Mas a festa, com duração de 3 dias, não se resume a esta partida. Tem competição de arremessos da linha de 3 pontos. Tem jogo entre lendas do esporte e muito mais.

A programação completa está em http://www.nba.com/2017-all-star-schedule

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Os mais velhos que frequentam o Pub da Berê devem se lembrar do misterioso aparecimento de muitas latas com cerca de 1Kg de maconha, em cada uma delas, boiando no litoral do Rio de Janeiro.

Foi em 1987. Agora recentemente apareceram, na Praia da Urca, cédulas de R$ 100,00 e de R$ 50,00.

Antigamente “tesouros” eram encontrados no fundo do mar. Agora boiam.

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Não demora e atingiremos o patamar de consumo de antidepressivos idêntico ao dos americanos. Êta povinho chegado a este tipo de droga.

No ano passado cresceu em 18,2% a venda de antidepressivos e estabilizadores de humor no Brasil, movimentando algo como R$ 3,4 bilhões. É mole ou quer mais?

Só analgésicos venderam mais: R$ 3,8 bilhões.

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De todas as mais absurdas estatísticas, bem ao gosto americano, repetidas pelos locutores brasileiros, a mais bizarra, inútil e risível, foi a de que no encontro deste ano, reunindo o New England Patriots e o Atlanta Falcons, aconteceria a terceira maior diferença de idade entre os treinadores.

Nem as informações da Maju, sobre as áreas de convergência que influem no clima são tão desnecessárias.

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O instituto da mediação não chega a ser algo novo na legislação brasileira, agora encampada pelo Código de Processo Civil, em vigor desde março passado.

Você tem ideia do que seja isso? Já ouviu um advogado recomendar a decisão de um conflito através de mediação?

Por fim, você topa entregar a um mediador ou a uma Câmara de Mediação, a solução de seu entrevero com o vizinho do condomínio?

Parabéns, mas será que ele topa?

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Com pequenos reparos, o vídeo abaixo é minha história com meu pai. Também faltou o "eu te amo". E acho que até o abraço forte mesmo, cheio de emoção.
# simplesassim



13 de fevereiro de 2017

COMENTANDO generalidades 3

Já escrevi aqui neste espaço que nenhum outro ator encarnou tão bem o personagem James Bond, quanto Sean Connery.


Agora leio na coluna do Elio Gaspari que também ele acha que 007 só houve um: Sean Connery, o aclamado ator escocês.

Ele escreveu isso a propósito da expectativa em torno do ministro Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Lava Jato, no STF.

Segundo o Gaspari, Fachim - ou qualquer outro que assumisse - correrá o risco de virar o Roger Moore, que foi um bom James Bond, mas jamais se igualará ao Connery.

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No mesmo jornal, mesma edição e mesmo caderno, uma deliciosa crônica de Antonio Tabet, sobre modernidade, uso de tecnologia.

Está sob o título “Novos Santos”, e a um só tempo analisa inversão de valores, para admissão no reino dos céus, e Pedro, o porteiro, usando um tablet para pesquisar sobre o candidato a ingresso, com busca no Google.

A crítica é para quem não se atualiza com os avanços tecnológicos, mas também para aqueles que se expõem em demasia em seus perfis.

Bom, texto. Tentem encontrar na rede.

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Também já comentei no blog a esculhambação que reina na prefeitura de Niterói.

Leio que um contribuinte precisando de uma certidão negativa de débito, no final de janeiro, não a obteve porque constava como inadimplente no sistema. Ora, ele pretendia pagar o IPTU em cota única, no dia 7 de fevereiro, como previsto no carnê.

É surrealismo, como no meu caso pessoal em que fazem a atualização do nome do contribuinte responsável pelo tributo e no exercício seguinte retornam com o nome do proprietário anterior do imóvel.

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Tenho amigos poetas e amigos que escrevem poesia, inclusive meu filho, minha neta e minha irmã. 

Como nunca ajuizei ação em nome de poeta nem sabia da omissão, mas lendo o Ancelmo Gois, verifico que o advogado do falecido Ferreira Gullar, poeta e vascaíno, não localizou no sistema informatizado do TJRJ a profissão de poeta, para poder qualificar o autor da herança.


Estão cadastradas cerca de 400 profissões, mas não a de poeta, e nem a alternativa válida que seria a de escritor.

É o que sempre digo sacaneando quem escreve: poesia é necessária?

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Por que será que vestiram a Globeleza?


Houve alguma outra, das tantas que substituíram a Valéria Valenssa, que tenha feito o mesmo sucesso?

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Tenho esotéricos na família. Vou perguntar se a Fundação  Cacique Cobra Coral é pura 171, ou se tem algum fundamento o poder controlar o clima, que a aludida instituição se atribui.

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Cleo Guimarães anuncia que três hotéis no Rio mudarão de bandeira.

Lembro do locutor oficial do Maracanã, na década de 1960, anunciando: “alteração na rede hoteleira,  sairão três Windsor, e entrarão três Hilton.

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Contratei a Predialnet para ter acesso à internet em casa. Já uso no escritório há alguns anos.

A Oi realmente não tem solução. Virou sucata mesmo.


Agora vou decidir quanto a telefonia fixa e celular.

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Para encerrar uma perguntinha básica. Trump termina seu mandato?

11 de fevereiro de 2017

Beba Coca Cola

No tempo em que havia mais bares do que farmácias e drogarias em cada quarteirão da cidade, estes bares tinham afixadas em suas fachadas, no sentido transversal ao da calçada, placas nas quais se lia “Beba Coca Cola”.


As placas eram vermelhas, portanto chamativas. E ao caminhar pela calçada íamos lendo, ad nauseam, a mesma mensagem publicitária: Beba Coca Cola. Um atrás do outro bar.

Pois bem, à horas quantas dava sede e entravamos no primeiro bar. Era encostar no balcão e pedir, de forma automática: me dá uma Coca.  Era natural que assim fosse, tão massacrados estávamos pela repetitiva mensagem comercial.

Eu acrescenta ao pedido, “estupidamente gelada”. Sim, porque Coca quente é purgante. Ou detergente como sustentam alguns.

Na época a qual me refiro, os concorrentes diretos, no Brasil, eram o Crush (sabor laranja, o Grapette (sabor uva) e o Guaraná Caçula (da Antártica).


A Pepsi, que vendia muito nos USA, aqui no Rio e em Niterói, não conseguia competir com a Coca. A marca tinha prestígio, poder econômico, mas não emplacava por aqui.

Tomei muita Coca Cola. Em geral com algumas pedras de gelo. O gás era elemento essencial. Coca sem gás é como bala com o papel de invólucro.

Sem falar que durante alguns anos, o drink ao alcance de meu bolso era o Cuba Libre. Mistura do famoso refrigerante com o “Ron Montilla”.


Até que deixei de frequentar o Beto, a Dinah ou a Churrascaria da Desembargador Lima Castro, casas onde as meninas pediam:  beeeêm, paga um Cuba? 

9 de fevereiro de 2017

Fidelidades

Noutro dia, meio na pilhéria, meio à vera, escrevi em comentário que lamentava o fim, a retirada do mercado, do Fusca 1200 cc.

Para quem está casado, com a mesma mulher, há 52 anos, não causa estranheza este apego a coisas tradicionais que nos atendem à perfeição.

KKKKKKKK (rs) (lol)

Não estou comparando minha mulher com um Fusca. Ela é um trator, um tanque de guerra, um off-road pesado, que nunca se assustou com os obstáculos dos caminhos. Para ela não tem, nunca teve, estrada ruim.

A alusão só faz sentido para demonstrar meu apego às coisas de que gosto. E gostava do Fusca 1200. Só me envergonho porque o ex-presidente Itamar Franco também gostava.

Até mesmo meu vocabulário coloquial é conservador. Desde há muito os assentos sanitários são feitos de outros materiais que não madeira. Mas ainda falo em levantar a tábua do vaso.

Era uma tranquilidade ter um fusquinha na garage, porque você podia decidir, de uma hora para outra, viajar até Salvador, e não precisar “fazer revisão”, ou seja, calibrar pneus, colocar água no radiador, verificar nível de óleo, estas coisas todas que eram de praxe. Bastava ter um pouquinho de gasolina, o suficiente para chegar a um posto, abastecer e entrar da BR 101, viajando 16 ou um pouco mais quilômetros com um litro de combustível.

Parecido com o meu, que entretanto era verde
As peças, quase todas, eram encontradas em feiras livres. Até mesmo em Eunápolis onde, além de tudo, quando o distribuidor apresentou um probleminha, o “mecânico” local pediu uma lixa de unhas de minha mulher, lixou os contatos e ... voilà!

Claro que eu era mais jovem do que sou hoje, no físico. Na cabeça sou tão novo quanto na década dos anos 1970, do século passado.

Aquele carro fez tanto sucesso que até mesmo os americanos, amantes de carrões viciados em  combustível (tipo Cadillac), se apaixonaram por ele. Hollywood fez filme: “Se meu fusca falasse”.

Quando um amigo, colega de trabalho, pediu dinheiro emprestado, deixou comigo, em uso, como uma caução,  seu Dodge Charger na cor vinho com teto de vinil preto. Um transatlântico.

Sabem a piada do cara que entrou no posto de abastecimento com uma banheira daquelas e pediu para encher o tanque? O frentista retrucou pedindo “então desliga o motor”. Era quase isso mesmo.

Achei na internet um Dodge Charger bem parecido com o que “foi meu” por breve período de tempo, tanto quanto três meses, porque o amigo saldou o empréstimo. Que alívio não ter que "comprar" aquele carrão.


O fusquinha tinha pouco espaço para bagagem, mas era possível colocar um bagageiro sobre o teto e resolver o assunto, nele colocando malas, bicicleta, caixas e o que mais fosse necessário transportar.

Cabra macho. Desconfortável? Sim, mas confiável. Meus problemas com automóveis só começaram quando, já então diretor de empresa, tive a minha disposição carro com injeção eletrônica.

No mesmo supramencionado comentário sobre Fusca, aludi também à tradicional garrafa de Coca Cola, de design exclusivo. Disse o Riva que ainda existe à venda. Vou correr atrás.


6 de fevereiro de 2017

Super Bowl 51

Passei boa parte da noite ontem, domingo, assistindo comerciais. Entre um bloco e outro de anúncios dos mais diferentes produtos e serviços, assisti trechos de uma partida de futebol americano.

Era o tal do Super Bowl, em sua edição 51.


O marido da Gisele começou mal, e seu time perdendo. Mas depois, numa reação histórica, que lembrou um pouco a do Vasco sobre o Palmeiras, no jogo antológico realizado em 20 de dezembro do ano de 2000, em que perdia de 3X0 no primeiro tempo e jogando com menos um jogador em face de expulsão do Junior Baiano, virou para 4X3 e conquistou o título.


Se o Vasco tinha Romário, autor de três dos quatro gols da virada, os Patriots tiveram Tom Brady, fundamental para que seu time descontasse uma diferença de 25 pontos e conseguisse o título. Para ele o quinto da carreira esportiva.

Virou lenda, como Michel Jordan, Pelé, Michael Phelps ou Usain Bolt.





Joguinho chato, uma mistura de handebol, com rugby e uma pitada de soccer.

Uma bola (que não é esférica)  que parece um testículo gigante, disputada por estivadores, trogloditas, jogadores que não têm certidão de nascimento e sim escritura com descrição das medidas e área total.

Mas que empolga os americanos que fazem desta final uma festa caprichada, ao gosto deles. Até esquadrilha da fumaça sobrevoa o estádio. A tração deste ano foi Lady Gaga.





 Notas: Acessem para rememorar.



5 de fevereiro de 2017

Gillette Press

A Viradouro, escola de samba de Niterói, que desfila no Grupo Especial,  ainda tem fantasia, a partir de R$ 400,00, para o desfile deste ano. 

Até o encalhe do navio, a praia de Camboínhas, na Região Oceânica de Niterói era absolutamente deserta, com área de restinga natural e nem nome tinha. Ou tinha? Se tinha nome eu não sabia qual era, como de resto a maioria dos niteroienses.
Alias muitos nem sabiam chegar lá, quando a visitação ao navio se tornou programa obrigatório.
Alguns anos passados ela substitui Itacoatiara como referência para a juventude dourada e pelas pessoas não afetadas ou pouco afetadas pela crise econômica.

A Rede Globo em seu noticiário televisivo, bem assim o jornal O Globo, apresenta matérias que desnudam falcatruas, fraudes, caixa dois, corrupção ativa e passiva, mas não olha o próprio rabo.
Fico pasmo como se jactam de transmitir informações e imagens “exclusivas”, como recentemente fizeram nos exibindo as celas onde estão cumprindo prisão o Sergio Cabral e o Eike Bastista.
Com muito orgulho o noticiarista bradou: “vocês verão imagens obtidas com exclusividade pela Globo”, da cela onde cumpre prisão o empresário falido Eike Batista. No dia seguinte o mesmo em relação ao ex-governador. E mostraram até mesmo a “quentinha” servida aos detentos daquela cela.
Como assim obtidas com exclusividade? É proibido filmar dentro do presídio, especialmente as celas? Se não é, porque outras emissoras não exibiram as mesmas imagens em seus noticiários?
Para mim trata-se de caso típico de tráfico de influência ou uso indevido de poder econômico. Informações privilegiadas tipificam crime em algumas situações.


Pertinho de onde moro na esquina de Paulo Alves com Tiradentes, havia um posto da bandeira Shell, há muitos anos. Pois bem, ele vai fechar e dar lugar a uma unidade da Drogaria Pacheco, moderna, que terá inclusive o serviço drive thru.


Em 2016, os escritório de advocacia recolheram aos cofres da Receita Federal mais de 4 bilhões em impostos. Graças a Lava-Jato e anteriormente ao Mensalão.


Já comentei neste espaço a abertura de uma filial do “Blue Note” no Rio de Janeiro e a reabertura da boate “Hipopotamus”. A boa notícia de hoje é a reabertura do Cine Leblon, que terá três salas. No subsolo espaço gastronômico. Tudo inspirado no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Projeto para 2020. Quem viver verá. Ou não.



Todas estas notícias são da Gillettepress. Ao tempo em que existiam, em Niterói, duas emissoras de rádio, a Federal e a Difusora Fluminense, boa parte do noticiário de ambas era obtido com os jornalistas recortando com lâmina de barbear (Gillette) as matérias mais importantes nos jornais diários. Não podiam pagar  a France Press a United Press,  a Reuters ou  outras agências noticiosas.






2 de fevereiro de 2017

Era uma vez ...

Ou, se preferirem, face a origem do esporte (ainda) o mais popular do planeta: once upon a time ...

Sim meus queridos amigos e leais opositores, o futebol tal como jogado e arbitrado está acabando.

Vou gravar, numa mídia segura, algumas partidas deste esporte, que envolvam equipes europeias, como Barcelona e Real Madrid, da Espanha; Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal e Manchester City, da Inglaterra, para que possa matar as saudades futuramente.

Guardarei, muito especialmente, jogos do Arsenal na temporada 2002/2003 e do Barcelona ao tempo em que era dirigido por Guardiola, antes da chegada do Neymar, e tinha em seu elenco Messi, Iniesta e Xavi.

O Real Madrid teve momentos inesquecíveis, seja há muito tempo, com Puskas, Di Stefano, Kopa, Didi e outros, seja em tempos um pouco mais recentes, com Zidane, Ronaldo (Nazário), Figo e outros, ou, ainda, mais recentemente, com Cristiano Ronaldo,  Bale, Benzema e Toni Kroos.

Seleção 1970
Vou manter também em arquivo seguro algumas partidas da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1970, a fim de que possa em momentos nostálgicos reacender a dúvida: qual delas foi a melhor?



Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe
E do inesquecível time do Santos com Pelé, Coutinho & Cia. Ltda. Imperdível! Já tenho em DVDs os gols de Pelé e Romário.

Estão degradando o futebol, estão desfigurando o esporte em tal magnitude, que nada restará em pouco tempo. Nada que lembre o bom e velho esporte bretão que todo menino jogava nas peladas de rua, nos terrenos baldios, nos campos improvisados nas escolas.

Esse esporte que, nas peladas, nem travessão tinha para delimitar a altura das balizas e nem por isso os gols em bolas altas eram computados ou não, segundo entendimento entre os próprios contendores (uma discussãozinha de nada, vez ou outra).

Toque de mão, saída pela lateral ou linha de fundo eram suscitados pelos peladeiros em ação. E mesmo quando havia dúvida e briga, com meia dizia de tapas, o julgamento acontecia com menos agressões físicas do que nas partidas oficiais, com 5 juízes apitando.

Os técnicos (“professores”) tornaram-se mais importantes do que os jogadores, assim como no cinema alguns diretores são mais festejados do que os atores.

Sim, admito que existiram técnicos, no passado, realmente inovadores, como Zezé Moreira, criador da “marcação por zona”, que tornou o Fluminense vencedor das partidas pelo placar de 1X0.

Outros, como Claudio Coutinho, com o “ponto futuro” e o “over lapping”, jogadas que existiam, que saiam naturalmente do improviso dos jogadores, mas que ele batizou e institucionalizou.

Rinus Michels
Rinus Michels, na seleção da Holanda, inovou com a “laranja mecânica”, na qual os jogadores giravam sem guardar posição fixa, como num carrossel. Foi revolucionário e inovador.

Flávio Costa trabalhou no bom e simples WM, importado.

Em certa medida Guardiola inovou, mas convenhamos, sem Messi, Inieste e Xavi, além do Piqué, Busquets e do Daniel Alves, duvido e faço pouco que conseguiria implantar o tiki-taka dele. Nem o Rinus Miches o carrossel holandês, porque exige onze jogadores inteligentes, e inteligência é coisa rara entre atletas.

Os atletas são os artistas do espetáculo.

O que levará à morte o futebol, este que mencionei, são novidades absolutamente impertinentes, descabidas, incompatíveis com este esporte, com sua essência.

Os defensores de juízes de vídeo, de chips nas bolas, de cartões azuis para afastamento momentâneo do jogador, do fim da linha de impedimento (sacrilégio) e outras ameaças que estão no ar, terão que batizar este esporte que pretendem com outro nome, que não futebol. E este novo esporte lembrará remotamente o futebol que se espalhou pelo mundo, popularizou-se, que despertou paixões e emoções, que lotou estádios, que provocava sorrisos e lágrimas. E discussões nas segundas-feiras, que tinham como temática os erros de arbitragem, as bolas que entraram ou não, os pênaltis bem ou mal marcados.

Tom Brady, quarterback,
 do New England Patriots
O tempero do futebol será pasteurizado. Como no futebol americano, não demora teremos técnicos de linha de frente e outros de defensores. Um estrategista que garanta espaço e tempo ao quarterback. No nosso caso "um Gerson", do passe preciso de 40 metros.

Já temos técnicos dividindo o campo em quadrantes e estabelecendo limites dentro dos quais os jogadores podem se movimentar. São robôs. 

As pessoas alegam que no tênis tem o challenge, no voleibol a suscitação de dúvida, no futebol americano os juízes de vídeo, mas a pergunta que não quer calar é: por que estes defensores destas tecnologias, destes auxílios externos, não são aficionados destes esportes dados como exemplos? 

Voltarei exclusivamente à música e à leitura, atividades que alternava com o futebol na TV (preferencialmente o jogado na Inglaterra, Espanha e Alemanha).

Vasco e Arsenal serão vagas lembranças dentro de pouco tempo.

I've had enough.